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30 de janeiro de 2015

Veja Todos os Temas da Redação do Enem


A prova de redação do Enem faz parte da matriz de referência de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, já que esta abrange os conteúdos de Língua Portuguesa como gramática normativa, interpretação de textos e produção textual. O exame segue a tradição da maioria dos vestibulares do país: incluir uma avaliação de produção textual que, na verdade, não avalia apenas a escrita do candidato, mas também a leitura.
A prova redação está presente no Enem desde a sua primeira edição (1998) e tem como característica abordar temas com viés social, voltados para as realidades política e história do Brasil e, por isso, tem como especificidade buscar uma proposta de intervenção social por parte do candidato, a qual abordaremos a seguir.
Os temas de todas as propostas de redação do Enem, desde sua concepção até o ano de 2014 foram:
  • 1998: Viver e aprender
  • 1999: Cidadania e participação social
  • 2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio social
  • 2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
  • 2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
  • 2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?
  • 2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
  • 2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira
  • 2006: O poder de transformação da leitura
  • 2007: O desafio de se conviver com as diferenças
  • 2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivos financeiros a proprietários que deixarem de desmatar ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar?
  • 2009: O indivíduo frente à ética nacional
  • 2010: O trabalho na construção da dignidade humana
  • 2011: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado
  • 2012: Movimento imigratório para o Brasil no século XXI
  • 2013: Os Efeitos da Implantação da Lei Seca no Brasil
  • 2014: Publicidade Infantil em Questão no Brasil
Podemos dizer que até 2003 os temas eram abordados de uma forma mais abrangente e generalizada e que a partir de 2004 essa abordagem passou a ser mais específica e detalhada, focando um determinado aspecto. Porém, desde o início do Enem, os temas têm enfoque social, abordando assuntos fundamentais como cidadania, direitos humanos, meio ambiente, educação, convívio social, ética, política, liberdade, comunicação etc. Por vezes, um mesmo tema abrange vários destes subtemas; por exemplo, o tema da prova de 2007 “O desafio de se conviver com as diferenças” engloba a questão da discriminação, dos inúmeros preconceitos (que, infelizmente, ainda estão enraizados na sociedade, não só brasileira) e, portanto, do convívio social e da liberdade de expressão, tanto corporal, sexual, religiosa, de informação, dentre outras.
Com esta postura, o Enem nos mostra que objetiva que os candidatos, além de argumentarem fortemente a favor do seu ponto de vista, atuem como sujeitos autônomos, protagonistas dos seus discursos e cidadãos, não apenas como sujeitos passivos que não tenham nada a dizer, nada a ajudar. A escola, como instituição, tem o dever de formar cidadãos conscientes, proativos e protagonistas de suas vidas e de seus dizeres, já que todos nós temos (e muito) o que falar.
Para tanto, manter-se atualizado acerca das pautas cotidianas atuais, com viés social, é fundamental, já que a tradição é a de abordar temas sociais e atuais, como por exemplo, os efeitos da implementação da Lei Seca no Brasil, como foi o caso do Enem 2013.
Como dissemos anteriormente, desde seu nascimento, o exame traz como propostas de redação temas sociais e nacionais, isto é, que dizem respeito ao Brasil e à sociedade brasileira; portanto, podemos descartar, para a prova de produção escrita do Enem 2015, temas e acontecimentos internacionais.
Voltando ao Enem 2012, a questão da imigração para o nosso país neste século tem a ver com ocorrências internacionais, como a devastação do Haiti, a crise na Zona do Euro, a busca por qualidade de vida dos latinos – americanos (como bolivianos e colombianos, por exemplo, que buscam melhores condições de vida e de trabalho no nosso país), mas relacionados ao Brasil, não isolados em seus países. Assim, temas internacionais podem, sim, servir como panos de fundo para o tema da redação do Enem, que, por sua vez, é sempre relacionado ao nosso país.

29 de janeiro de 2015

Dicas de bem escrever


Escreva sempre frases curtas, que não ultrapassem duas ou três linhas, mas também não caia no oposto, escrevendo frases curtas demais. Seu texto pode ficar cansativo.
Uma frase de boa extensão evita que você se perca. Seja objetivo. Quanto mais você se alonga, mais a frase ramifica-se em muitas outras sem chegar a lugar algum. Exemplo:
A crise de abastecimento de álcool não é apenas resultado da incompetência e irresponsabilidade das agências governamentais que deveriam tratar do assunto, pois ela também foi causada por um outro vício de origem que foi no primeiro caso os organismos do governo encarregados de gerir os destinos do Proálcool que foram pouco a pouco sendo apropriados pelos setores que eles deveriam controlar, se transformando em instrumentos de poder desses mesmos setores que através deles passaram a se apropriar de rendas que não lhes pertenciam. 
Quando chegamos ao final da frase, não lembramos o que estava no seu início. O que fazer? Antes de tudo, ver quantas idéias existem e separá-las.
Uma possível redação para esse texto seria:
A crise de abastecimento de álcool não resulta apenas da incompetência e da irresponsabilidade do governo. Ela é também causada por certos vícios que rondam o poder. Os órgãos responsáveis pelo destino do Proálcool se eximem de controlá-lo com rigor. Disso resulta uma situação estranha: os órgãos do governo passam a ser dominados justamente pelos setores que deveriam controlar. Transformam-se assim em instrumentos de poder de usineiros que se apropriam do Erário.

Fragmentação

A fragmentação é um erro muito comum em textos produzidos por alunos. Nunca interrompa seu pensamento antes de pronomes relativos, gerúndios e conjunções subordinativas.
ERRADO:
      O carro ficara estacionado no shopping. Onde tínhamos ido fazer compras.
      O Detran tem aumentado sua receita. Multando carros sem nenhum critério.
      Ele tem lutado para manter o status. Uma vez que perdeu quase toda a fortuna.
CERTO:
      O carro ficara estacionado no shopping onde tínhamos ido fazer compras.
      O Detran tem aumentado sua receita, multando carros sem nenhum critério.
      Ele tem lutado para manter o status, uma vez que perdeu quase toda a fortuna.  

A conjunção POIS

      Não use POIS assim que começar um texto. Pois é uma conjunção explicativa ou conclusiva, e ninguém deve explicar ou concluir nada logo no primeiro parágrafo. As explicações só aparecem quando seu processo argumentativo está em andamento. Lembre-se de que, no primeiro parágrafo, deve-se apenas situar o problema. 

Onde

      Atenção para o emprego de onde. Só deve ser usado quando se referir a lugar.
            O país onde nasci fica muito distante.
      Nos demais casos, use em que:
            São muito convincentes os argumentos em que você se baseia.
      Não use onde para se referir a datas.
      Ocorreu nos anos 70, onde houve uma verdadeira revolução de costumes. (Errado)
      Melhor dizer:
      Ocorreu nos anos 70, quando houve uma verdadeira revolução de costumes. (Certo)

O VOCABULÁRIO

Escreva com simplicidade. Não empregue palavras complicadas ou supostamente bonitas. Escrever bem não é escrever difícil. O vocabulário deve adequar-se ao tipo de texto que pretendemos redigir. No nosso caso, só trabalhamos com a linguagem padrão, aquela que a norma culta exige quando vamos tratar de algum problema de grande interesse para leitores de bom nível cultural. Dela deverão estar afastados erros gramaticais, ortográficos, termos chulos, gíria, que não condizem com a boa linguagem. Observe as inadequações neste exemplo:
Os grevistas refutam o aumento proposto pelo governo. Enquanto o líder da situação fazia na Câmara os prolegômenos dos novos índices, os trabalhadores faziam do lado de fora o maior auê, achando que o governo não estava com nada. 
É preciso ter muito cuidado com as palavras. Nem sempre elas se substituem com precisão. Empregar refutar por rejeitar, prolegômenos por exposição não torna o texto melhor. Não só palavras “bonitas” prejudicam um texto, mas também a gíria (auê) e expressões coloquiais (não estava com nada).
O texto poderia ser escrito da seguinte forma:
 Os grevistas rejeitaram o aumento proposto pelo governo. Enquanto o líder da situação fazia na Câmara a exposição dos novos índices, os trabalhadores faziam do lado de fora uma grande manifestação.. 

Adjetivos certos na medida certa

O emprego indiscriminado de adjetivos pode prejudicar as melhores idéias. Para que dizer um vendaval catastrófico destruiu Itu quando vendaval já traz implícita a idéia de catástrofe?
Outro mau uso do adjetivo ocorre quando empregado intempestivamente, como se o autor quisesse embelezar o texto.
 Diante do mundo incomensurável, incógnito e desmedido que nos cerca, o homem se sente minúsculo, limitado, inepto, incapaz de compreender o menor movimento das coisas singulares, magnéticas e imprevisíveis com que se depara em seu cotidiano impregnado e assoberbado de interrogações.
Entendeu? Nem nós.
O adjetivo pode ser empregado, sim, mas quando traz uma informação necessária ao fato, à notícia.
 O estresse, a fadiga crônica acompanhada de mãos geladas, insônia e irritabilidade atribuída em geral à correria da vida urbana, talvez só perca para o colesterol alto quando se trata de arranjar um culpado pelo surgimento de doenças.
Os adjetivos aí empregados não são supérfluos. Se forem retirados, vão fazer falta à informação, pois:
      a)      a fadiga, além de crônica, pode ser passageira;
      b)      geladas é imprescindível a mãos, por ser um sintoma de fadiga crônica;
      c)      vida precisa do qualificativo urbana para evitar a generalização.
     Evite usar adjetivos que já se desgastaram com o uso como: calor escaldante, saudosa memória, longa jornada, doce lembrança, emérito goleador, grata surpresa, frio siberiano, inquietante silêncio, lauto banquete, último adeus, providências cabíveis, vibrante torcida. 

Lugares-comuns e modismos

Evite palavras, frases, expressões ou construções vulgares. A renovação da linguagem deve ser uma preocupação constante de quem escreve. Não há boa idéia que sobreviva num texto cheio de lugares-comuns. Abandone: agradar a gregos e troianos; arrebentar a boca do balão; botar pra quebrar; chover no molhado; deitar e rolar; dar o branco, correr solto; dizer cobras e lagartos; estar em petição de miséria; estar com bola toda; estar na crista da onda; ficar literalmente arrasado; ir de vento em popa; passar em brancas nuvens; ser a tábua de salvação; segurar com unhas e dentes; ter um lugar ao sol. 
A palavra mais simples
Entre duas palavras, escolha a mais simples. Por que dizer auscultar em vez de sondar? Obstância em vez de empecilho?
Siga sempre o conselho do grande escritor francês Paul Valéry: “Entre duas palavras, escolha sempre a mais simples; entre duas palavras simples, escolha a mais curta.” Evite também duas ou mais palavras quando uma é capaz de substituí-las. Use: o governador em vez de chefe do executivo; o presidente em vez de o chefe da nação. 

Pleonasmos

Alguns pleonasmos passam despercebidos quando escrevemos. Veja os mais comuns e troque-os pela forma exata: a cada dia que passa (a cada dia); acabamentos finais (acabamentos); continua ainda (continua); elo de ligação (elo); encarar de frente (encarar); há doze anos atrás (há doze anos); justamente com (com); monopólio exclusivo (monopólio); repetir de novo (repetir). 
PARTICULARIDADES LÉXICAS E GRAMATICAIS

Desde

      Nunca escreva “desde de”.
            Não o vejo desde 1980. (E não “desde de 1980”)

Junto a

      “Junto a” significa “adido a”. “Ele é nosso representante junto à FIFA”.
      Já esta frase não está correta: “Você tem de se explicar junto ao banco”.
      O certo é abandonar a palavra “junto” e usar a preposição exigida pelo verbo: Você tem que se explicar ao banco.
. À medida que/na medida em que
      Não confunda “à medida que” com “na medida em que”. A primeira locução dá idéia de proporção e a segunda de causa.
            Você vai melhorar à medida que (à proporção que) for tomando esse remédio.
            Vamos seguir o regulamento na medida em que (uma vez que) ele foi aprovado.
 

Face a/ frente a

      Nunca use. Substitua por “diante de”, “em face de”, “ante”, “em vista de”, “perante”, “em frente de”. Inauguraram uma padaria em frente de nossa casa. 
Acerca de/ a cerca de/ há cerca de
      Acerca de é “sobre”: Não disse nada acerca do plano econômico que elaborou.
      A cerca de é “aproximadamente”. Minha casa fica a cerca de cem metros da praia.
      Há cerca de “faz aproximadamente”. Há cerca de dez anos que eles estudam esse assunto.  

Há/a

      Não troque “a” por “há” e vice-versa. Use “a” para exprimir idéia de FUTURO.
      Daqui a cinco anos estarei formado. Minha escola fica a duzentos metros da casa.
      Use “há” para tempo passado. Para saber se seu emprego está correto, substitua o verbo haver por fazer: Há (faz) oito anos que não o vejo.
      Veja a diferença entre a tempo e há tempo.
      Chegou a tempo de fazer as malas.

      Ele está na Austrália há (faz) tempo

A coesão se manifesta pela harmoniosa ligação entre as partes, de modo a formar um todo compreensível

A coesão se manifesta pela harmoniosa ligação entre as partes, de modo a formar um todo compreensível

Quando se trata do ato comunicativo, seja no âmbito da oralidade, seja no âmbito da escrita, um dos aspectos primordiais que o norteiam é a clareza da mensagem. Dessa forma, em se tratando da linguagem escrita, o texto não deve ser concebido como um emaranhado de palavras soltas e desconexas, mas sim de ideias justapostas entre si, de modo a formar um todo compreensível.

Aqui nos referimos à coesão, elemento básico e indispensável, o qual corrobora para que a compreensão se manifeste. Sendo assim, a coesão se constitui pelos recursos linguísticos responsáveis pela ligação que se estabelece entre os termos de uma frase, entre as orações de um período e que, consequentemente, colaboram para a formação de parágrafos harmonicamente bem construídos. Tais recursos são representados pelos conectivos, os quais se manifestam por intermédio das preposições (a, de, para, com), conjunções (que, enquanto, embora, mas, porém, todavia) pronomes (ele, ela, sua, este, aquele, o qual), advérbios e locuções adverbiais (aqui, lá, logo, antes, dessa maneira, aos poucos) e palavras denotativas (afinal, inclusive, senão, apenas, então, entre outras).

Partindo desses pressupostos, o presente artigo tem por finalidade analisar de forma criteriosa acerca de como funcionam esses elementos coesivos, de modo a fazê-lo(a) compreender perfeitamente como se dá todo o processo, a fim de que use tais elementos de forma consciente e adequada, sempre que necessário for. Sendo assim, vejamos:

* Embora, ainda que, mesmo que – Tais conectivos estabelecem relação de concessão e contradição, admitindo argumentos contrários, contudo, com autonomia para vencê-los. Observe o exemplo:
 

Embora não simpatizasse com algumas pessoas ali presentes, compareceu à festa. 
* Aliás, além de tudo, além do mais, além disso – Conferem mais credibilidade aos argumentos, reforçando-os juntamente à ideia final. Constate:

O garoto é um excelente aluno, aliás, destaca-se entre os demais. Além de tudo é muito educado e gentil.
* Ainda, afinal, por fim – Incluem mais um elemento no conjunto de ideias retratadas, como também revelam mais um argumento a título de conclusão do assunto abordado. Note:

Não poderia permanecer calado, afinal, tratava-se de sua permanência na diretoria, e ainda assim pensou muito.
* Isto é, ou seja, quer dizer, em outras palavras – Revelam retificações, esclarecimentos ao que já foi exposto anteriormente. Como podemos constatar em:

Faça as devidas retificações, isto é, corrija as eventuais inadequações, de modo a tornar o texto mais claro.
* Assim, logo, portanto, pois, desse modo, dessa forma – Exemplifica o que já foi expresso, com vistas a complementar ainda mais a argumentação. Como expresso por meio do exemplo a seguir:

Não obteve êxito na sua apresentação. Dessa forma, o trabalho precisou ser refeito.
* Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante – Estabelecem oposição entre dois enunciados, ligando apenas elementos que não se opõem entre si. Perfeitamente constatável em:

Esforçou-se bastante, contudo não obteve sucesso no exame avaliativo.
* Até mesmo, ao menos, pelo menos, no mínimo – Estabelecem uma noção gradativa entre os elementos do discurso. É o que podemos constatar em:

Esperávamos, no mínimo, que ela pedisse desculpas. Até mesmo porque a amizade dela é muito importante para nós.
* E, nem, como também, mas também – Estabelecem uma relação de soma aos termos do discurso, desenvolvendo ainda mais a argumentação ora proferida. A título de constatação, analisemos:

Não proferiu uma só palavra durante a reunião, mas também não questionou acerca das decisões firmadas.

Modelo de redação - vamos ver???

O tema da publicidade infantil esteve em alta no noticiário deste ano devido à publicação, em abril, de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que considerava abusiva a publicidade voltada para crianças e adolescentes. Confira a redação:



Entre piões e iPhones
Bola de gude. Pião. Peteca. Um dia, esses objetos fizeram parte do universo infantil, passados de uma geração a outra sem muita dificuldade. Hoje, em uma sociedade altamente globalizada, muitas crianças desconhecem esses brinquedos e têm outros anseios e desejos de consumo, que são ainda mais ampliados e influenciados pela propaganda. Nesse contexto, discute-se a publicidade infantil no contexto brasileiro e até que ponto ela pode ser abusiva. Cabe, então, avaliar a legitimidade e o impacto desse questionamento.

Em primeiro lugar, é preciso analisar o poder que a publicidade tem de ajudar a construir a ideia de relevância social. Hoje, a cultura do ter em detrimento do ser encontra-se bastante enraizada, e o que se tem determina o que se é. Sabendo disso e da influência que as crianças, mais do que nunca, exercem sobre os adultos, parte do mercado vira-se para esse público, com jogos, roupas, emissoras e programas bastante atrativos. No Brasil, entretanto, tal questão torna-se extremamente problemática, pois, em um país com profundas desigualdades socioeconômicas, nem todas as crianças podem ter o que a propaganda vende. Para além do consumismo desenfreado, isso pode estimular o “bullying” e aprofundar a segregação social.

Além disso, faz-se necessário atentar para o fato de que a publicidade se faz presente para além de comerciais e campanhas midiáticas. Ela está também presente de maneira camuflada, escondida em “merchandisings” de novelas e filmes, por exemplo. Um ídolo teen usando uma determinada marca de roupa é capaz de catapultar as vendas desse produto – por vezes, muito mais do que uma propaganda direta. Quando falamos de crianças, isso é ainda mais preocupante, uma vez que elas são altamente influenciáveis e estão em fase de formação de caráter e personalidade – atualmente, construídos por iPhones e “tablets”, ou pela ideia deles.

Fica evidente, portanto, que, assim como na Biologia, na qual o mutualismo é a relação harmônica na qual um precisa do outro para sobreviver, é necessário um esforço mutualístico para preservar uma relação saudável entre a publicidade e o público infantil. Por meio de leis, o governo deve punir com multas propagandas deliberadamente abusivas. Já a família e a escola devem se unir para passar às crianças os valores mais essenciais que escapam à ideia do consumismo, bem como ajudar a construir consumidores críticos e conscientes. Afinal, piões e bolas de gude podem estar no passado, mas o cuidado com o nosso futuro – nossas crianças – não pode ser renegado.

 

28 de janeiro de 2015

Concordância com os verbos haver, fazer e ser


Português para concurso - Concordância com os verbos haver, fazer e ser 
O verbo haver indicando existência 
Usado com o sentido de existir, o verbo haver nunca deve ser usado no plural. Também quando é sinônimo de acontecer ou ocorrer, o verbo haver não sai do singular. Nesses casos, o verbo haver é impessoal, ou seja, não tem sujeito. Muitas pessoas ficam confusas quando empregam o verbo haver, talvez por causa do que ocorre com os sinônimos (existir, ocorrer, acontecer), que sempre concordam com o sujeito. Observe:
Existem/Há muitas pessoas na sala
Existiam/Havia muitas pessoas na sala
Ocorrem/Acontecem/Há muitos acidentes naquela rodovia
Ocorriam/Aconteciam/Havia muitos acidentes naquela rodovia
Ocorreram/Aconteceram/Houve muitos acidentes naquela rodovia
Portanto faça sempre a concordância com os verbos existir, acontecer e ocorrer, mas deixe o verbo haver no singular quando empregado como sinônimo de algum dos três verbos citados. Isso também vale para os verbos que atuarem como auxiliares do verbo haver, sempre quando este for empregado como sinônimo de existir, ocorrer ou acontecer:
Deve haver/Devem existir muitas pessoas na sala.
Em junho, vai haver/vão ocorrer muitas festas naquela cidade.
Pode haver/Podem ocorrer fortes pancadas de chuva à tarde.
Verbos haver e fazer indicando tempo
O verbo haver fica no singular quando indica idéia de tempo decorrido:
Há anos não o vejo.
Havia meses que não o visitava.

Complemento Nominal e Objeto Indireto

Complemento Nominal e Objeto Indireto
/ Macetes de Português
Complemento nominal e objeto indireto:
Objeto indireto
Apresenta preposição “à–ao – de – com – para – por…”.
Preposição completa o verbo transitivo indireto.
Complemento nominal
Apresenta preposição “à– ao – de – com – para – por…”.
Preposição completa não verbo (substantivo – adjetivo e advérbio).
Necessito de dinheiro hoje. (O termo com preposição está completando o verbo, logo temos um objeto indireto.)
Tenho necessidade de dinheiro hoje. (O termo com preposição está completando o substantivo, logo temos um complemento nominal.)
Refiro-me ao jovem. (O termo com preposição está completando o verbo, logo temos um objeto indireto.)
Fiz referência ao jovem. (O termo com preposição está completando o substantivo, logo temos um complemento nominal.)

Estou alegre com ele. (O termo com preposição está completando o adjetivo, logo temos um complemento nominal.)
Estou longe de casa. (O termo com preposição está completando o advérbio, logo temos um complemento nominal.)
Basta saber se o termo a que a preposição está ligado é um verbo ou não. Sempre que estiver ligado a verbo, teremos um objeto indireto, caso contrário, haverá um complemento nominal. Creio que você tenha aprendido o que é complemento nominal e objeto indireto.
Veja também a diferença entre complemento nominal e adjunto adnominal!
Façamos uma questão de português sobre esse assunto:
Marque a alternativa em que o termo destacado é complemento nominal?
a) Ela precisava muito de minha ajuda.
b) O menino fazia alusão ao professor ontem.
c) Não necessitava do livro de matemática.
d) Ele se referiu na festa ao professor.
e) O cidadão obedeceu ao policial e não falou nada.
A resposta da questão é a letra “b”, pois o termo “ao professor” completa o substantivo “alusão”; os demais casos apresentam objeto indireto, uma vez que eles completam o verbo.

Como empregar os porquês - vamos ver????



POR QUE = RAZÃO PELA QUAL
PORQUE = POIS – VISTO QUE – PARA QUE
POR QUÊ = ANTES DE SINAIS DE PONTUAÇÃO
PORQUÊS = MOTIVO (SEGUIDO DE ARTIGO “O, UM”)
Vejamos os exemplos para que você fixe de como empregar os porquês:
POR QUE:
Não sei por que ele não veio. =“Não sei a razão pela qual ele não veio.
Por que não veio? = Razão pela qual não veio?
Note que nem sempre é para perguntas diretas, por isso, basta fazer a troca.
PORQUE:
Porque estava doente, não veio. = Já que estava doente, não veio.
Choveu, porque a rua está molhada. = Choveu, pois a rua está molhada.
Ajoelhou porque fosse curado. = Ajoelhou para ser curado.
Note que a conjunção “porque” pode apresentar ideia de “causa, explicação ou finalidade”. Muito cuidado, pois as conjunções são muito cobradas nas provas de interpretação de textos e também de gramática.

POR QUÊ:
Não veio, por quê?
Só Deus sabe por quê.
Note que mesmo antes do sinal de interrogação, deve-se empregar “por quê”, pois está antes de uma sinal de pontuação.
PORQUÊ:
Diga-me o porquê de tudo. = Diga-me o motivo de tudo.
Quais seus porquês com ela? = Quais seus motivos com ela?
Quando houver o artigo, mesmo antes de pontuação, deve-se empregar o “porquê”: Qual o porquê?
Vamos a uma questão de concurso públicos sobre esse tema:
Observe os seguintes contextos:
I- Não foi lá. Por quê?
II- Porque ele se encontra triste ultimamente?
III- Porque sua esposa foi embora.
IV- Este é o porquê da sua tristeza.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas os contextos I e II estão corretos.
b) O contexto II está incorreto.
c) Os contextos I, II e III estão corretos.
d) Apenas o contexto IV está correto

As "pérolas" do ENEM - uma vergonha!!!!!


"O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino".
(Ou seja: alguns ex-presidentes casaram-se com travestis.)
"Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas sem queimar".
(Alguém poderia traduzir?!)
"O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba".
(Vende-se máquina de escrever faltando algumas letras.)
"Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos".
(Esse aí deve comer capim.)
"Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana".
("Sarneamento” deve ser o conjunto de medidas adotadas por Sarney no Maranhão. Quer dizer, eu “axo”, mas não me “pré-ocupo” muito.)
"Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Russia".
(Não, besta, foi o avô dele.)
"O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro".
(Demorou o "céculo" inteiro pra fazer a mudança.)
"A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje".
(Esqueceu a História em Quadrinhos.)
"Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam".
(Mas e se os índios não matassem os mortos????)
"Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos".
(Ou era uma "biga" macho que tinha duas "bigas" fêmeas, puxada por um burro?!)
"No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando".
(Deve ter sido no tempo em que lá chegaram as primeiras prostitutas.)
"Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu".
(Como será que eles pretendiam fazer isso?!)
"A capital da Argentina é Buenos Dias".
(De dia. À noite chama-se Buenas Noches.)
"A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão".
(E a "prinssipal" função do autor deveria ser a mesma. E ainda vivo...)
"As aves tem na boca um dente chamado bico".
(Cruz credo.)
"A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva".
(hehe. Esse é espirituoso...)
"Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos".
(Senão a anta morre.)
“Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs".
(E alguns ainda vivem nas "catatumbas".)
"Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais".
(Precisa "dezenvolver" o cérebro. Será que egipício é para rimar com estrupício?)
"O nervo ótico transmite idéias luminosas para o cérebro".
(Esse aí não deve ter o tal nervo, ou seu cérebro não seria tão obscuro.)
"A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos".
(I will survive.)
"O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes".
(Verdade: de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquadutos para levar as inundações.)
"Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas".
(Juro que eu não li isso.)
"As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas".
(Hum... Desconfio que vai ser poeta!)
"Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central".
(Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto.)
As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet".
(Deve estar falando do CD dos Raimundos.)
"A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly".
(Teve a ovelha Katrina, também. Só que ela era meio violenta...)
"O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar".
(Foi quando ele veio no papamóvel, lembra?
"Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".
(Isso. E nos homens femininos, essas células chamam-se frescurormônios.)
"Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba".
(Enquanto praticavam “Tiro ao Álvaro”.)
"Onde nasce o sol é o nacente, onde desce é o decente".
(Indecente: o sol não nasceu pra todos.)

27 de janeiro de 2015

Relaxando!!! Formas de melhor comer!!


A forma mais fácil de cortar um bolo, a mais gostosa de fazer um sanduíche ou mais rápida de gelar uma bebida…
A seguir, simples imagens que servem como dicas úteis para facilitar ou aprimorar sua alimentação.

 
 

1- Separando a clara da gema like a boss:

separando-clara

2- Precisa cortar algumas uvas, cerejas ou outro alimento pequeno? Coloque-os entre duas tampas de tupperware e passe a faca:

cortando-comida-pequena

3- Como comer cupcake da maneira correta (mais saborosa):

cup-cake

4- Tirando aquela “haste” do morango de forma mais fácil com um canudo:

tirar-haste-tomate

5- Sem tigela? Sem problemas:

sem-tigela
 

 

6- Coloque um copo descartável com gelo numa jarra de cerveja para mantê-la gelaaaaaada:

cerveja-gelada

7- Evite que o canudo fuja da sua bebida:

canudo-maneira-correta

8- Recheie um taco facilmente utilizando um garfo para segurá-lo:

taco

9- Coloque uma garrafa para apoiar a pizza no banco de trás, impedindo que fique bagunçada:

apoiar-pizza

10- Envolva a garrafa com uma toalha de papel molhada para fazê-la gelar rapidamente:

gelar-garrafa-mais-rapido

11- Um pão perfeito para sanduíche. Coloque dois pães de forma no mesmo lugar da torradeira para ficar crocante por fora e macio por dentro:

misto-perfeito

12- Como esquentar duas coisas que “não cabem” no microondas ao mesmo tempo:

microondas

13- A maneira mais fácil de cortar os alimentos:

maneira-facil-cortar-alimentos

14- Como fazer um sanduíche da maneira mais gostosa:

guia-sanduiche

19 Imagens proibidas para quem tem TOC





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2- Esse pacote muito bem preenchido

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3- O piso de uma casa nada alinhado

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4- Esse… bom, essas tampas de alguma coisa muito bem planejadas

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5- Esta seta que está bêbada e precisa voltar pra casa

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6- Ah… pedreiros!

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7- Este prédio depois de passar pelo Photoshop

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8- Alguns lápis organizados por qualquer pessoa, menos pelo Sheldon Cooper

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9- Alguém que tem um irmão com TOC e faz isso com a cartela de remédio de propósito

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10- Que agonia

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11- Seu lugar não é aí

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12- Cápsulas, PQ FÁS ISSU?

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 13- Quem foi o maldito que abriu esse salgadinho?! ò.ó

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14- Não seja esse policial…

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15- Vó, não faça isso!

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16- Seu comentário aqui…

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17- Oh god, why?

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18- Pizza!

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19- Znieh

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