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27 de agosto de 2015

Temas Redação Enem 2015: Aplicativos VS Serviços


Desde o início deste ano, a sociedade brasileira tem sido telespectadora de pelo menos três guerras entre aplicativos deinternet e serviços nas quais a concorrência, a preferência do consumidor, a qualidade do atendimento e da prestação de serviço e os impostos devidos estão no centro dos embates. Estamos nos referindo às brigas comerciais entre o Netflix® e as operadoras de TV a cabo, o Uber® e os taxistas e o WhatsApp® e as operadoras de telefonia móvel. Como o Enem já abordou em suas propostas de redação temas relacionados a internet, pensamos ser importante abordar esta questão na coluna de redação, até porque trata-se de uma discussão atual que envolve a grande maioria dos brasileiros, já que o uso da rede mundial de computadores e dos smartphones só cresce no Brasil.
De forma simplista, já que o Netflix utiliza um aplicativo para fornecer o seu serviço, os aplicativos chamam muito a atenção e atraem cada vez mais pessoas por serem gratuitos ou por cobrarem valores muito menores do que os praticados pelos concorrentes, além de oferecerem um serviço mais personalizado de acordo com o perfil e as necessidades de seu público alvo. Além disso, por terem sido criados pensando na internet em todos os sentidos, a divulgação dos mesmos é rápida e abrangente e, consequentemente, sua disseminação também.
Netflix®, por exemplo, oferece um serviço chamado streaming no qual você pode assistir – por meio de celulares,tablets, computadores, notebooks e televisões – filmes, séries, shows, novelas, documentários, dentre outros gêneros, por menos de R$20,00 mensais cobrados na fatura do cartão de crédito. O telespectador pode pausar o que está assistindo e voltar a assistir do ponto em que parou, pode classificar o que assistiu e, assim, gêneros e temas semelhantes aos que ele mais gostou serão mostrados e os que obtiveram as notas mais baixas não aparecerão mais e pode escolher entre assistir um filme dublado ou legendado (em várias línguas, inclusive). Ou seja, neste caso, o cliente escolhe o que quer assistir e não depende da grade de programação e dos horários do canal de televisão a cabo ou aberto.
Para as operadoras de TV a cabo, trata-se de uma concorrência desleal, já que, segundo elas, o Netflix® não paga os mesmos impostos, argumento rebatido pela empresa. As operadoras desejam regulamentar esse tipo de serviço no Brasil que já conta com quase três milhões de assinantes com apenas cinco anos presente no país.
aplicativos
Outra briga envolvendo um aplicativo e uma série de empresas é a entre o WhatsApp® e as operadoras de telefonia einternet móvel. Estas acusam o aplicativo, que foi comprado pelo Facebook®, de usarem o número de celular de cada cliente para criar um usuário e, por meio deste número, realizar chamadas de voz. Recentemente, o WhatsApp® lançou as chamadas de voz, pois até o momento era possível apenas enviar mensagens de voz e, mais uma vez, os impostos estão no cerne do embate, pois as operadoras alegam que pagam taxas por cada número de celular ativado no Brasil, o que não é feito pelo aplicativo. Para os órgãos de defesa do consumidor, não se trata de uma operadora pirata, mas sim de chamadas de voz realizadas através da internet e, portanto, diferentes de ligações entre dois celulares.
Apesar destas duas brigas de cachorros grandes, como se diz no Português popular, nenhuma causou tanta confusão e gerou manifestações e até agressões como a briga entre o Uber® e os taxistas. O Uber® é um aplicativo de celular pelo qual um carro pode ser chamado pelo cliente a fim de buscá-lo e levá-lo aonde quiser, isto é, trata-se de um serviço de transporte alternativo, semelhante aos táxis, porém com algumas diferenças que estão no centro dos debates.
O motorista Uber®, pelas regras do aplicativo, deve sempre estar vestindo roupas sociais e estar dirigindo um carro preto, de preferência de luxo, com ar-condicionado e bancos de couro, do qual arca com todos os custos, diferentemente dos taxistas que ganham descontos no momento da compra do carro, assim como obtém isenção de alguns impostos e não pagam IPVA, direitos não concedidos aos motoristas do aplicativo. No entanto, os taxistas devem pagar uma licença para trabalhar e a cada cinco ano devem passar por exames, algo que não precisa ser feito pelos motoristas do Uber®.
Taxistas que são contra o aplicativo por considerarem que ele concorre deslealmente, realizaram manifestações em várias cidades brasileiras e alguns chegaram a agredir motoristas Uber® e a cometer atos de vandalismos contra seus carros.
Um dos contra-argumentos relacionados a estas três guerras comerciais diz respeito à qualidade do serviço: muitas pessoas afirmam que os taxistas e as operadoras de TV a cabo e de telefonia e internet móvel deveriam se preocupar em melhorar a qualidade de seus serviços e de seu atendimento ao invés de reclamarem de concorrência desleal e de pirataria. Ou seja, o direito de escolha e a opinião do consumidor estão no centro destes três debates, além de toda a questão da customização e da globalização e acessibilidade dos serviços por meio da internet, já que estamos falando, no caso das operadoras, de grandes marcas de grandes empresas.
Não podemos nos esquecer de que as operadoras de telefonia móvel lideram, há um bom tempo, a lista de reclamações de órgãos de defesa do consumidor pela má qualidade no atendimento e pela cobrança indevida de taxas extras.
E você, leitor, como se coloca nesta questão? De qual lado você está e por quê?

26 de agosto de 2015

Sete coisas que não se deve fazer na redação

7 Coisas para não fazer na redação.
Se liga nessa, heim! Para você que acha que está escrevendo muuuuito bem! Para você que gostaria de ter algumas dicas sem precisar pagar nada por isso (espertinho). Para você que vai fazer a prova do Enem ou qualquer outra, para a qual você precise escrever uma redação, nós preparamos uma listinha rápida com dicas de coisas que você não deve fazer.
Aí você diz: Mas, professor, você deveria apresentar coisas que devemos fazer e não coisas que não devemos fazer. (E eu digo: Já fiz isso!) Se você ainda não viu as sete coisas que precisa fazer para mandar bem na redação.. Se já leu essas dicas, vamos às novas…
Atenção!!!

1 – COM TÍTULO OU SEM TÍTULO? (ENEM)
O título na prova do Enem não é obrigatório. Não há critério para avaliar o título. Os critérios do Enem são baseados em 5 competências, que são direcionadas especificamente para a composição do texto. Ok, se quiser colocar título, não use o tema da prova, nem coloque informações muito óbvias, nem escreva um período composto. Se não tiver ideia legal para título, melhor não colocar.
Obs.: Isso serve só para Enem. Todos os outros vestibulares obrigam a utilização do título.

2 – A MARGEM NÃO É A ESPOSA DO HOMER SIMPSON.
A margem precisa ser respeitada, caso contrário, o Homer Simpson vai ficar chateado com você (piadinha sem graça). Margem não é a esposa do Homer Simpson, é a linha que dá limite à redação nas laterais da folha. Respeite o início, abrindo parágrafos e o final, indo com o texto até bem próximo dela e não a ultrapassando. Não existe uma competência para isso, mas se você não respeitar a margem o professor pode ficar chateado. Não queremos um professor chateado, não é mesmo?

3 – MEU FILHO, NÃO ESTOU ENTENDENDO SUA LETRA. VOCÊ PODE VOLTAR PARA A ALFABETIZAÇÃO?
Quer tirar uma boa nota na prova? Não faça garranchos no texto. Sua letra tem que ser letra de menina (tá certo, tudo bem. Nem todas as meninas têm letrinha bonitinha). Na verdade, a letra não precisa ser linda, só precisa ser legível. O professor não tem obrigação de perder tempo tentando decifrar seu pergaminho. A leitura precisa ser facilitada. Muitos alunos meus, que escrevem muito bem, não tiraram nota máxima na prova por causa da letra. Então, seja um bom candidato e vá fazer caderno de caligrafia… rs!

4 – TIO, COMO SI ISCREVI EÇA PALAVRA?
Não sei, não quero saber e ainda tenho raiva de quem sabe. Não vai ter professor no dia da prova para te ajudar a escrever a redação, nem muito menos dicionário, Portanto, você só pode usar palavras, cuja forma de escrever e o significado, você tenha certeza. Se já ouviu a palavra e achou bonitinha, mas não sabe exatamente como se escreve e não conhece o significado dela, não a utilize. Procure outra palavra que se encaixe no contexto do seu parágrafo. Sugestão: enquanto a prova não chega, pesquise palavras legais para sua redação.

5 – PROFESSOR, É PARA ESCREVER QUANTAS LINHAS?
A resposta para essa pergunta é:  nunca passe de 30 linhas, porque esse é o máximo que você pode escrever. Mas normalmente quando um aluno pergunta isso, é porque ele quer escrever o mínimo possível. Bem, o mínimo para todo mundo é 7 linhas, mas você não é todo mundo. Toma vergonha nessa cara e vai escrever. Nunca escreva menos do que 25 linhas. É difícil entender como uma pessoa vai apresentar ponto de vista, argumentar o ponto de vista e apresentar soluções em um texto com menos de 25 linhas.

6 – CARAMBA, NÃO SEI NADA SOBRE O TEMA. POSSO INVENTAR INFORMAÇÕES?
Muita gente me pergunta isso, não sei nada sobre o tema, posso inventar um dado estatístico e dizer que li em algum jornal uma pesquisa feita pelo IBGE? A resposta é clara e objetiva: É claro que não! Se você não conhece nenhum exemplo para embasar seus argumentos, procure trabalhar com a lógica. Os argumentos inventados são muito facilmente percebidos. Cuidado e pare de ficar inventando histórias, Forrest Gump.

7 – EITA, ISSO ACONTECEU COM MINHA PRIMA. POSSO CITÁ-LA NA MINHA REDAÇÃO?
Para diferenciarmos o texto argumentativo do expositivo, precisamos apresentar fatos que comprovem nossas afirmações. Esses fatos precisam ser originais e de conhecimento comum, ou seja, os exemplos apresentados devem ter sido publicados por algum veículo de comunicação. Nunca apresente informações pessoais na redação, pois isso invalida sua argumentação. Você não pode dar um exemplo que tenha acontecido na sua família. Outra coisa importante, nunca use a primeira pessoa do singular.

23 de agosto de 2015

A todos meus seguidores

Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero. O que estava escrito é muito interessante, leiam:
1. A vida não é fácil — acostume-se com isso.
2. O mundo não está preocupado com a sua autoestima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!
9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

Termos essenciais da oração

Termos essenciais da oração: Sujeito e predicado e seus tipos



Conheça os Termos essenciais da oração na língua portuguesa. Sujeito simples, composto, implícito, indeterminado e inexistente. Predicado e seus tipos
Sujeito e Predicado são os termos fundamentais de uma oração e formam sua estrutura. Lidamos com eles o tempo todo e nem sempre percebemos que eles estão ali no que escrevemos. Veja abaixo os tipos de sujeito e predicado e os exemplos para melhor entendimento.

Sujeito

Sujeito é aquele que na oração realiza ou sofre uma ação ou estado.
Por exemplo:
  • Alexandre socorreu o garoto. “Alexandre” é o sujeito da oração; ele realizou a ação de socorrer alguém.
  • Alexandre está triste hoje.  “Alexandre” é o sujeito que se sente triste hoje, está num “estado” de tristeza.
Para encontrarmos o sujeito de uma oração, basta fazer uma simples pergunta “ao verbo”: “quem é que”. No caso das orações acima: quem é que socorreu o garoto?
Quem é que está triste hoje? Resposta: Alexandre.

Tipos de sujeito

Existem 5 tipos de sujeito, eles podem ser simples, composto, implícito, indeterminado e inexistente. Veja cada um deles.

Sujeito Simples

Na análise sintática, todo sujeito apresenta um núcleo (sujeito simples) ou mais que um núcleo (sujeito composto). Núcleo do sujeito é a parte essencial do próprio sujeito.
Exemplo:
  • O menino Rafael comprou um chocolate branco.
O menino Rafael é o sujeito da oração. Rafael é o termo mais importante do sujeito. Rafael é o núcleo do sujeito. Há apenas um núcleo, portanto é um sujeito simples.

Sujeito Composto

Contém dois ou mais núcleos.
Exemplo:
  • Rafael e Gustavo compraram chocolate.
Sujeito da Oração: Rafael e Gustavo. Núcleo do Sujeito: Rafael, Gustavo. Dois núcleos representam um sujeito composto.

Sujeito subentendido, desinencial, implícito, oculto ou elíptico.

Embora nestes casos o sujeito não apareça, qualquer um pode facilmente identificá-lo:
Exemplo:
  • Comemos fora hoje.
O pronome nós não aparece, mas pela conjugação do verbo podemos identificar que nós é o sujeito subentendido da oração.

Sujeito Indeterminado

Neste caso, a ação do verbo ocorre, mas não podemos identificar quem é o sujeito. Acontece com verbos na 3ª pessoa do plural ou na 3ª pessoa do plural acompanhados da partícula se.
Exemplo:
  • Falaram mal do garoto.
Pessoas falaram mal do garoto, houve uma ação, o verbo foi conjugado, mas não podemos identificar o sujeito. Não se sabe como isto aconteceu. Foi praticada uma ação, há um sujeito, mas não sabemos quem é.

Sujeito Inexistente (ou oração sem sujeito)

Em algumas orações o predicado não se refere a nenhum ser. A oração não tem sujeito. O verbo é impessoal e estará sempre na 3ª pessoa do singular. Geralmente são verbos relacionados a fenômenos da natureza (trovejar, ventar, chover, anoitecer…), como também com os verbos haver, fazer, ser quando empregados de maneira impessoal.
Exemplo:
  • Anoiteceu em Florianópolis.
  • Choveu muito nesta madrugada.
  • Há anos que não o vejo.
  • Fez frio ontem.
  • São 10 horas da manhã.

Predicado

É tudo o que se diz do sujeito da oração.
Exemplo:
  • O galo cantou nesta madrugada

Tipos de predicado

Predicado verbal

Expressa uma ação, um acontecimento podendo ter ou não complementos (objeto direto, indireto, complemento nominal …) , tendo o verbo como núcleo do predicado.
Exemplo:
  • O galo cantou nesta madrugada.
O núcleo do predicado é o verbo cantou, portanto o predicado é verbal.

Predicado nominal

No predicado nominal, o núcleo é um substantivo, pronome ou um adjetivo, e o verbo é chamado de ligação.
  • O galo está doente.
  • O galo ficou doente.
  • O galo permanece doente.
  • O galo continua doente.
  • O galo parece doente.
Em negrito são os verbos de ligação. Doente é a principal informação do predicado. Doente é o núcleo do predicado nominal e também o predicativo do sujeito. (dá qualidade, indica o estado do sujeito).

Predicado Verbo-Nominal

Neste predicado há dois núcleos: um verbo e um predicativo do sujeito.
Exemplo:
  • O metrô chegou atrasado hoje.
O sujeito metrô realizou a ação de chegar, verbo intransitivo. Mas também estava atrasado, uma qualidade do sujeito. Então há duas informações importantes no predicado, há dois núcleos, chegou e atrasado.

Tema de redação

Tema de redação: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 25 anos

estatuto-da-crianca 25 anosOs debates em torno da redução da maioridade penal e os 25 anos do ECA têm movimentado o congresso Nacional e as redes sociais este ano. O tema pode aparecer na prova do Enem e até mesmo ser cobrado na redação, que sozinha vale 1000 pontos, por isso, e é necessário ter muita atenção para evitar equívocos.

No debate da sociedade civil e das redes sociais tem ocorrido algumas distorções, como a de achar que com a maioridade vigente hoje, de 18 anos, a impunidade toma conta. Mas é preciso discutir o que tem sido feito, se o período fica sobre os cuidados do Estado é ineficiente. O jovem já é punido segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA.
Entre os principais aspectos do ECA está a proteção para as crianças e adolescentes durante toda a sua formação. O Estatuto exige que a criança tenha acesso à educação, à saúde, à alimentação. Também prevê proteção para crianças que sofrem abusos.
Uma proposta de redação que espere que o candidato entenda qual o debate em torno da Redução da Maioridade Penal e do Estatuto da Criança e do Adolescente pode aparecer no Enem 2015.
Em relação ao assunto da redução da maioridade é preciso lembrar que a proposta do Enem exige do candidato uma intervenção, uma proposta de solução, tomando cuidado com os excessos, é importante escrever argumentos que domina.

Vestibular do ITA

O vestibular do ITA é dividido em quatro etapas de provas, que neste ano serão nos dias 15, 16, 17 e 18 e dezembro, sendo que as matérias cobradas em cada um deles são, respectivamente, Física, Português e Inglês, Matemática e Química. Segundo o coordenador, as provas de exatas contêm 20 questões objetivas e 10 dissertativas, enquanto Português tem 20 objetivas além da redação. Já na parte de Inglês, o foco ao longo dos 20 exercícios de múltipla escolha é a interpretação de texto. Em relação à redação, Costa afirma que não existem grandes diferenças se comparada a outros vestibulares como a Fuvest. A dissertação é o tipo textual exigido, sendo que “sempre têm textos de apoios e propostas bem fechadas”.

Costa afirma que “o aluno precisa se preparar muito bem para ter velocidade e raciocínio para enfrentar essa prova”. Complementa que “não existem tantas diferenças em relação ao assuntos abordados no Ensino Médio, mas o nível de exigência e a criatividade das questões requerem muito do aluno. Além disso, alguns tópicos extrapolam o conteúdo convencional”. Este ano, o número de vagas disponíveis foi reduzido de 170 para 140, aumentando ainda mais a quantidade de candidatos por vaga e, consequentemente, dificultando ainda mais o ingresso no ITA.

Pela experiência que tem com este vestibular, Thiago Costa conta que “hoje é muito raro o aluno sair do terceiro ano do Ensino Médio de uma escola tradicional e já entrar no ITA”, devido à dificuldade das provas. No ano passado, o pior desempenho dos candidatos aprovados foi na prova de Física, sendo que a média foi de 55,2%. Costa disse que “as questões exigiam um nível de raciocínio até um pouco além do que é trabalhado nos cursinhos, fazendo com que os candidatos sentissem dificuldade”.

Critérios de desclassificação do ITA
Uma particularidade deste vestibular em relação a outros são os critérios de desclassificação dos candidatos, que existem tanto no processo de inscrição como na realização da prova em si. Diferentemente das outras avaliações, somente os candidatos que tenham até 23 anos até o dia 31 de dezembro de 2015 podem se inscrever no vestibular.

Considerando os processos eliminatórios referentes às provas, o primeiro deles é a prova de Inglês, que segundo a explicação do coordenador, “não conta na média final do aluno, mas é eliminatória”. O candidato precisa acertar 8 questões ou mais para não ser eliminado, ou seja, no mínimo 40% da avaliação. Mesmo que o aluno tenha gabaritado todas as outras provas, se não atingir o mínimo esperado na parte do idioma é desclassificado do vestibular.

Após a análise do desempenho nessa disciplina, há uma classificação dos estudantes com base na somatória de testes que eles conseguiram acertar em Matemática, Química, Física e Português. Costa explicou que “[o candidato] não é eliminado por acertar menos que um valor determinado, apenas tem que ficar entre as vagas disponíveis”. Isto é, para que a prova discursiva seja corrigida, é feito um ranking, no qual se selecionam as 560 melhores notas.

A partir dessa correção, os candidatos que não obtiverem 40% de acerto nas provas de Matemática, Física, Química e Português, levando em conta as questões objetivas e discursivas, serão eliminados. Assim, será criado um ranking com as melhores notas e serão divulgados os aprovados. “O ITA selecionará os 140 primeiros colocados no vestibular, independentemente da modalidade de engenharia escolhida como primeira opção”, ou seja, essas pessoas entrarão na opção que escolheram durante o período de inscrições, que termina no dia 15 de setembro.

Inscrições UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta semana o Edital do seu Vestibular 2016. O período de inscrições terá início em 15 de setembro e permanecerá aberto até o dia 14 de outubro, com taxa de inscrição no valor de 105 reais.
Esta edição do processo seletivo ocupará 4.564 vagas, o que representa 70% do total oferecido pela instituição catarinense no ano que vem. O restante dos postos será preenchido pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que aproveita as notas do Enem e teve sua adesão anunciada recentemente (veja a notícia).
Outra novidade é que, com o anúncio do Sisu, a UFSC deixou de utilizar o desempenho dos candidatos no exame nacional para compor o resultado final do vestibular, que irá considerar exclusivamente a nota das próprias provas da universidade.
A avaliação dos participantes do vestibular ocorrerá em 12, 13 e 14 de dezembro, sempre com início às 14h. No primeiro dia o processo trará 12 questões de língua portuguesa e literatura, 8 de língua estrangeira, 10 de matemática e mais de 10 de biologia. No segundo dia, serão 10 testes de cada uma das seguintes matérias: história, geografia, física e química. Já no último, o desafio ficará por conta da redação e mais 4 questões discursivas.
O resultado final com a relação dos aprovados ainda não tem data definida.
Para mais detalhes sobre a próxima seleção da UFSC, incluindo o edital completo, acesse a página do Vestibular 

Temas de redação para treinar

Destacamos abaixo 10 possíveis temas para a redação do próximo Enem:
  1. Mercado de Trabalho no Brasil – tema suscitado pela recente proposta de terceirização e precarização do trabalho;
  2. Preconceito e Intolerância – debate voltado aos recentes casos de racismo;
  3. Violência e Maioridade Penal – a proposta de diminuição da maioridade penal para 16 anos aprovada no congresso;
  4. Esporte e Espírito Olímpico – ano de Olimpíada reforça a presença de temas ligados ao esporte em geral;
  5. Programa Aeroespacial Brasileiro – após o primeiro astronauta, o Brasil enviou o primeiro cosmonauta civil ao espaço;
  6. Educação e desenvolvimento humano – a meta discussão da importância da educação para o desenvolvimento da humanidade;
  7. Intolerância Religiosa – tema sempre em voga permeado pela atuação de organizações religiosas no Brasil e no mundo;
  8. Aborto – outro tema controverso que sempre deve ser esperado num exame como o Enem;
  9. Democratização da mídia – um tema que também é afeto ao Governo que deve ser considerado pelos estudantes;
  10. Revogação do Estatuto do Desarmamento – Para aqueles que apostam em um tema ligado à violência, trata-se de uma importante vertente.

20 de agosto de 2015

Temas Redação Enem: Educação e Polícia Militar


Um fenômeno na esfera escolar pública brasileira tem chamado a atenção da mídia e da sociedade como um todo ao longo deste ano: o número crescente de escolas municipais e/ou estaduais que passaram a ser dirigidas pela Polícia Militar. O tema gera debates acalorados entre as pessoas favoráveis e contrárias à medida, entre pais e policiais envolvidos e educadores que pensam se tratar de um retrocesso.
As gerações passadas, de nossos pais e parentes mais velhos, como tios, estudaram em escolas que estavam se abrindo à classe trabalhadora, já que desde o início da escolarização do Brasil até meados do século XX, a escola brasileira era destinada apenas para os meninos da elite. Com a democratização do ensino, os colégios abriram as portas para as meninas e para os filhos das camadas mais humildes da população, processo que se deu nem um acompanhamento reflexivo acerca do trabalho docente.
Ao longo do Ditadura Militar, as escolas serviam como incentivadoras do regime e no nacionalismo exacerbado que é característico de regimes militares e, assim, a disciplina Educação Moral e Cívica fazia parte do currículo e ensinava ética, moral e civismo de acordo com a ideologia militar. Meninas tinham suas meias ¾ e suas saias medidas na entrada da escola e maquiagens e adornos eram proibidos, além do cabelo sempre precisar estar preso; o penteado dos meninos também era fiscalizado, assim como o comportamento de todos.
Com o passar do tempo e com as conquistas feministas, as garotas tomaram mais espaço e as calças compridas foram permitidas, assim como adornos pequenos e um batom discreto. Hoje, em muitos colégios, o uniforme é, apenas, a camiseta da instituição e os alunos podem manifestar sua identidade de maneira mais livre.
Porém, há escolas que parecem estar andando na direção contrária, pois estão sendo dirigidas pela Polícia Militar com um rigor disciplinar que assusta alguns educadores. Os estudantes são obrigados a usarem uniformes que lembram fardas (e que devem ser compradas pelos alunos) e devem bater continência aos policiais, aos professores e aos colegas que possuem patentes dentro do colégio; além disso, manifestações de carinho são estritamente proibidas, assim como cortes de cabelo fora do padrão, maquiagens, adornos etc.
Somente no estado de Goiás, por exemplo, há 26 colégios que são dirigidos pela Polícia Militar e, segundo a instituição, o desempenho dos alunos nas avaliações externas aumentou muito, além da violência dentro e ao redor da escola ter diminuído. O argumento favorável considera que a vigilância e a disciplina militar afastam o crime, o tráfico de drogas e a indisciplina dessas escolas, já que grande parte delas está localizada em áreas violentas e pobres das cidades; é o caso da escola estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra, em Manaus, na qual havia muito vandalismo e medo de assaltos.
Alguns professores e alunos não se adequaram ao novo sistema e saíram do, agora, 3º Colégio Militar da PM Prof. Waldocke Fricke de Lyra, já que os docentes são subordinados à direção da Polícia Militar. Apesar das controvérsias, muitos pais apoiam a medida por pensarem que o desempenho de seus filhos melhorou e o índice de criminalidade caiu nos bairros nos quais as escolas estão localizadas.
O estado de Goiás libera o ranking como a unidade federativa que possui mais colégios militares (26), seguido por Minas Gerais (22) e Bahia (13). Para alguns especialistas em educação, a medida é um retrocesso, pois padroniza os alunos e impõe a eles um comportamento, além de inibir questionamentos e uma postura mais crítica, afinal os policiais, inclusive, permanecem armados dentro das escolas.

19 de agosto de 2015

Análise de um período simples

Vocativo



vocativo é o termo que faz referência sempre àquele com quem se fala, isto é, à segunda pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, uma coisa real ou uma entidade abstrata personificada.


Vocês por aqui, meninos?

A ordem, meus amigos, é a base do governo.

Serenai, verdes mares!

Voltem para suas floresta, seus antropófagos!

Maria, venha ajudar-nos!

Aposto



aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração. Veja os exemplos:


D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
O aposto imperador do Brasil refere-se ao termo D. Pedro II e acrescenta uma informação que explica ou esclarece quem foi essa pessoa.


 Ele, filho de Dona Arminda, não ficaria preso ali por muito tempo.
O aposto filho do Dona Arminda refere-se ao pronome ele e acrescenta uma informação que explica ou esclarece algo a respeito desse sujeito.


 Casas e pastos, árvores e plantações, tudo foi destruído pelas águas da enchente.
O aposto tudo é um pronome que resume os termos a que ele se refere.


 O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
O aposto ao fidalgo e ao criado desenvolve o termo a que ele se refere.

Agente da passiva



agente da passiva é o complemento de um verbo na voz passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Vem regido comumente da preposição por, e menos freqüentemente da preposição de:


Aquele homem é estimado pelos colegas.

A região estava cercada pelo exército.

Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.

A carta foi corrigida por mim.

Muitos já estavam dominados por ele.


Observação: O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa:


  • Voz passiva: A rainha era aclamada pela multidão.
  • Voz ativa: A multidão aclamava a rainha.

  • Voz passiva: Ele foi acompanhado por ti.
  • Voz ativa: Tu acompanhou-o.

Predicativos


PREDICATIVO DO SUJEITO

É o termo que exprime um atributo, um estado ou um modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um verbo de ligação.

 
Sujeito
Verbo de ligação
Predicativo do sujeito
A bandeira
é
o símbolo da Pátria.
O mar
estava
agitado.
A ilha
parecia
um monstro.
Todos
andam (=estão)
apreensivos.
Os premiados
foram
dois.
A árvore
ficou
sem folhas.
A vida
tornou-se
insuportável.
O portão
permanecerá
fechado.



Complemento nominal


 
complemento nominal é o termo que completa um nome. Há certos substantivos, adjetivos ou advérbios que pedem um complemento. Vamos ver no exemplo:

Eles não se importam com a defesa da pátria.

O verbo (se) importar é transitivo indireto, ou seja, pede um objeto indireto

Dessa forma, podemos fazer a seguinte pergunta(não) se importam com o quê? respostacom a defesa = objeto indireto.


Veja que o substantivo defesa pede um complemento. Tanto é que podemos fazer a pergunta:Defesa de quê? resposta da pátria

Como essa pergunta foi feita a um nome (o substantivo defesa), então, a resposta para essa pergunta é denominada complemento nominal.


Adjunto adnominal


adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Geralmente o adjunto adnominal é aquilo que está em volta de um núcleo e faz referência a esse núcleo. Veja:

Meus dois irmãos vestem belas roupas de marca.

  • O sujeito dessa oração é: Meus dois irmãos
  • O núcleo desse sujeito é: irmãos
  • O que está em volta desse núcleo (meus dois ) denominamos adjunto adnominal.

Ainda nessa mesma frase...

  • O objeto direto do verbo vestem é: belas roupas de marca
  • O núcleo desse objeto é: roupas
  • O que está em volta desse núcleo (belas de marca) denominamos adjunto adnominal.


Adjunto adverbial



adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, modo, lugar, afirmação, negação, intensidade etc).

Meninas numa tarde brincavam alegremente na praça.


  • numa tarde = adjunto adverbial de tempo
  • alegremente = adjunto adverbial de modo
  • na praça = adjunto adverbial de lugar

Objetos do verbo


OBJETOS DO VERBO: objeto direto e objeto indireto


OBJETO DIRETO

É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo direto:


Dica: para achar o objeto direto, basta perguntar O QUÊ? ou QUEM? ao verbo. A resposta para a pergunta, quando não exprimir uma circunstância, será o objeto direto.

Tipos de sujeito

SUJEITO

É o ser a respeito do qual se declara alguma coisa. O sujeito classifica-se em:

1)    Simples: com apenas um núcleo.

Os repórteres fizeram umas pesquisa sobre crianças abandonadas.


2)    Composto: com mais de um núcleo.

As belas mulheres e seus respectivos pares deverão dançar em um minuto.



Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal



São características do adjunto adnominal (aqueles adjuntos que constituem umalocução adjetiva)
  • Sempre faz referência a um substantivo: em "amor de mãe", o adjunto adnominal "de mãe" refere-se ao substantivo "amor".
  • Se o substantivo a que o adjunto adnominal se refere vier de um verbo, o adjunto será sempre agente da ação expressa por esse substantivo:  em "explicação do diretor", o adjunto adnominal "do diretor" refere-se ao substantivo "explicação", que se relaciona ao verbo "explicar". O diretor é agente da ação de explicar.
  • O adjunto adnominal pode apresentar o valor de posse: em "caderno do aluno", o adjunto adnominal "do aluno" refere-se ao substantivo "caderno" e existe uma relação de posse entre esses termos, isto é, o aluno possui o caderno. Nesse tipo de relação, o adjunto adnominal não teria o valor de agente.  

São características do complemento nominal 

  • O complemento nominal pode fazer referência a outras classes de palavras além de substantivo. E sempre que fizer referência a um substantivo, este será abstrato.
  • Se o complemento nominal fizer referência a um substantivo, ele será semprepaciente da ação expressa por esse substantivo: em "derrubada da mata", o complemento "da mata" é paciente da ação expressa pelo nome "derrubada", ou seja, a mata é derrubada, ela sofre a ação.