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17 de novembro de 2017

Redação Enem 2017: polêmicas


A prova de redação da edição de 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aplicada há duas semanas, no primeiro dia do exame, e causou uma certa polêmica que, por sua vez, perdura até hoje. Talvez a banca elaboradora não imaginou tamanha repercussão quando decidiu por abordar a questão dos desafios da educação de pessoas surdas no Brasil.
Muitas pessoas, inclusive professores e participantes do Enem criticaram o tema não pela sua notável importância, mas pela sua suposta incoerência com o nível de ensino e de conhecimento dos candidatos do exame, já que a grande maioria está se formando no Ensino Médio e se debateu inclusão na escola o fez de modo geral, não especificando o caso dos surdos.
A esse respeito, o Ministério da Educação (MEC) tem se manifestado na mídia e nas redes sociais que a correção será realizada seguindo critérios que respeitem o nível de escolaridade do participante do Enem. Isso significa que a banca corretora da prova de redação não exigirá das dissertações-argumentativas um conhecimento técnico ou específico em relação aos surdos e os respectivos desafios da sua inclusão na esfera escolar e no mercado de trabalho. Assim como não haverá desconto de pontos dos candidatos que usaram termos como “deficientes auditivos”.
Os profissionais especializados em surdos e em problemas de surdez sabem que há diferentes casos, mas isso não será exigido das redações do Enem 2017. Obviamente que abordar outros tipos de deficiências, como por exemplo, deficiência visual, motora, intelectual etc. ou abordar deficiências de uma maneira genérica configura tangenciamento ou até fuga do tema; o pedido era abordar os desafios educacionais dos surdos no Brasil, como escrevemos na coluna da semana passada.
Já em relação a polêmica sobre o respeito ou desrespeito aos Direitos Humanos, acreditamos ser praticamente impossível desrespeitá-los em um tema como esse, a não ser que algum candidato tenha defendido a ideia de que surdos não devem ter acesso à educação e ao mercado de trabalho ou algo mais grave, de cunho violento. Alguns professores já imaginavam que a prova de redação do Enem 2017 não seria polêmica no que concerne os Direitos Humanos como foram as provas anteriores, até pela reforma que o MEC passou nos últimos tempos.
Por outro lado, páginas nas redes sociais que fazem humor com praticamente qualquer assunto publicaram que candidatos ao Enem 2017 escreveram, na prova de redação, sobre o signo de Libra e não sobre Libras, a Língua Brasileira de Sinais, e muitas pessoas levaram isso a sério, isto é, tomaram como verdade. Não passa de uma piada.
Na verdade, só teremos informações se algo do tipo ocorreu em janeiro, quando as notas e os espelhos dos textos saírem, até porque leva um tempo considerável para todas as redações serem digitalizadas e enviadas aos corretores de todo o Brasil; eles devem começar a ter acesso aos textos a partir da próxima semana

15 de novembro de 2017

Tema de redação

Quando a música pode levar à paz?

Em Darfur, no Sudão, houve um tempo em que as mulheres animavam seus maridos para a guerra cantando. Após um período de conscientização, 50 mulheres hoje entoam canções de paz e reconciliação. Em 2005, o governo austríaco mudou a letra sexista de seu hino. Em 2009, o colombiano Juan Esteban Aristizábal, mais conhecido por Juanes, organizou um concerto em Cuba pedindo que a paz seja reconhecida como um direito universal. Outro colombiano, César Lopez, criou a "escopetarra", uma guitarra que não dispara tiros, mas música, e distribuiu exemplares para outros que estão na mesma luta: Afroreggae, Mano Chao, Bob Geldof, Fito Paez, Eric Wainana. E, no Brasil, o compositor Carlinhos Brown é citado como um símbolo de união entre o som e atuação social. A música também pode ser um instrumento de educação para a paz, descobriu Alba Sanfeliu Bardia, da Escola de Cultura de Paz de Barcelona, que já publicou um livro sobre o tema - Las mujeres, la música y la paz (Icaria Editorial) - e se prepara para lançar outro, com o apoio do Ministério da Cultura da Colômbia. Manifestações artísticas podem mobilizar, sensibilizar, provocar mudanças, acredita Alba.



Não ver o outro como inimigo

Um dos desafios da Educação para a Paz é como educar "em" e "para" um conflito, dentro do ambiente de uma escola, da família, da comunidade, por exemplo. Marina Caireta Sampere, do Programa de Educação para a Paz da Escola da UAB, lembra que o grande segredo é ser capaz e consciente do quão importante é autorrealizar-se e aprender constantemente sobre si mesmo. "Quando falamos da educação para a paz falamos, em boa parte, de atitudes e de habilidades para as relações e para a comunicação, e um dos elementos importantes para trabalhar com crianças é ser exemplo - tu podes dizer uma coisa, mas as crianças reproduzem o que elas vivem e não o que lhes dizem", explica. (...)



As guerras do mundo moderno

Um dos desafios da Educação para a Paz é como educar "em" e "para" um conflito, dentro do ambiente de uma escola, da família, da comunidade, por exemplo. Marina Caireta Sampere, do Programa de Educação para a Paz da Escola da UAB, lembra que o grande segredo é ser capaz e consciente do quão importante é autorrealizar-se e aprender constantemente sobre si mesmo. "Quando falamos da educação para a paz falamos, em boa parte, de atitudes e de habilidades para as relações e para a comunicação, e um dos elementos importantes para trabalhar com crianças é ser exemplo - tu podes dizer uma coisa, mas as crianças reproduzem o que elas vivem e não o que lhes dizem", explica. (...)



Considerando as ideias apresentadas, redija um texto dissertativo-argumentativo em que fique claro o seu posicionamento sobre o seguinte tema - Como se deve educar para a paz?Bottom of Form
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QUESTÕES pela metade

Leia o texto a seguir.

                                               É impossível distribuir

Quando distribuir torna-se uma questão social e deixa de ser um tema sociológico? Quando uma sociedade quebra porque não consegue distribuir com equidade coisa alguma? Ou melhor, por que a sua engenharia distributiva foi sempre farta e feita de favores, privilégios e presentes para particulares, esquecendo suas obrigações para com os bens e serviços universais? Como foi que chegamos a esse escandaloso modelo de distribuição no qual os ricos enriquecem os políticos e estes os ricos, e todos tornam-se bilionários capazes de comprar a própria competição e, por pouco, não compram o Brasil?

1. As palavras de uma língua podem ser empregadas em diferentes contextos e ser relacionadas a diversas informações. No texto lido, a palavra equidade pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por
a solidariedade
b justiça 
c arbitrariedade 
d assimetria
e idiossincrasia
2. A sinopse a seguir é referência para a próxima questão.

                                               O filme da minha vida
                                                                                                             

Serras Gaúchas, 1963. O jovem Tony Terranova precisa lidar com a ausência do pai, que foi embora sem avisar à família e, desde então, não deu mais notícias ao filho. Tony é professor de francês num colégio da cidade, convive com os conflitos dos alunos no início da adolescência e vive o desabrochar do amor. Apaixonado por livros e pelos filmes que vê no cinema da cidade grande, Tony faz do amor, da poesia e do cinema suas grandes razões de viver. Até que a verdade sobre seu pai começa a vir à tona e o obriga a tomar as rédeas de sua vida.

O acento indicativo de crase ocorre, em língua portuguesa, de maneira geral, para indicar a fusão entre duas ocorrências de “a”. Com base nessa informação, assinale a alternativa que analisa CORRETAMENTE essa questão no texto anterior.


Em “tomar as rédeas”, não há crase porque ocorre apenas preposição antes de “rédeas”. 

Em “Até que a verdade”, não ocorre crase porque a preposição é representada por “Até”.   

O trecho “ao filho”, no 2.º período, caso fosse para o feminino, ficaria “à filha”. 

As duas ocorrências de crase do texto decorrem da regência dos verbos “avisar” e “começar”. 


3. A música popular perdeu a centralidade que já ocupou na vida brasileira. Os acontecimentos políticos recentes, que vêm sacudindo o país desde as passeatas de 2013 (1), talvez possam testemunhar esse fenômeno. Eles não provocaram nenhuma reverberação musical, como se a música não tivesse sido requisitada (2) como força motriz, potência existencial capaz de lhes dar voz e ampliar seus sentidos. O que se ouve são alguns “gritos de guerra” (em geral bastante velhos e gastos), mas nada que se assemelhe a uma “dimensão musical” propriamente dita. Os acontecimentos históricos não parecem mais ligados a um imaginário musical com um consenso mínimo que seja.
Na hora de “defender a democracia” em praça pública, ou seja, defender uma espécie de bem comum, é Chico Buarque que continua a ser evocado – o que automaticamente reconecta a atualidade com o passado da luta pela democracia, transmitindo a sensação meio confusa (3) de que não há um “novo momento político” (4), mas a reencenação de antigas batalhas, com os personagens de sempre. Qual será, no futuro, a trilha sonora das imagens de manifestantes ocupando triunfalmente o Palácio do Planalto (5)? Racionais? Emicida? Arlindo Cruz? Los Hermanos? Coldplay? Chico Buarque, mais uma vez? A política parece aspirar a certos horizontes coletivos que a música popular não é mais capaz de alcançar.
Sobre a transitividade do verbo “aspirar”,  é CORRETO afirmar que :  

a)
está incorreta, já que se trata de um verbo de ligação que deve ser usado sem preposição. 


 b)
está correta, embora a transitividade direta seja fortemente preferida pela norma-padrão. 


 c)
está incorreta, já que, com o sentido que expressa, deveria ser transitivo direto. 


 d)
está incorreta, já que esse verbo é transitivo direto em qualquer acepção. 


 e)
está correta, já que a transitividade indicada para o sentido de “almejar” é a indireta.  

As lacunas do primeiro parágrafo devem ser preenchidas respectivamente por




a - a - à

4. a -à - a
à - à - a
a - à - a
à - a - à
5. O conetivo entretanto (linha 02) apenas não poderia ser substituído, no contexto em que se insere, por
Assim
Porém
Todavia
Contudo
No entanto

6. Observe o seguinte trecho do texto:
"Esse comportamento é similar ao que alguns macacos têm com o vírus da imunodeficiência símia." 
A única palavra que poderia substituir "ao", sem alterar o sentido do texto e sem causar desvios em relação à Norma Culta da língua portuguesa, é: 
cujos
aqueles
àqueles
àquele
do
7. Leia novamente o seguinte período: 
"Uma infecção por HIV não tratada na infância mataria 60% das crianças afetadas em dois anos e meio." 
Caso o período fosse reescrito transpondo a forma verbal "mataria" para a voz passiva, a locução verbal resultante adequada seria: 
seriam mortas
foram mortas
será morta
matar-se-iam
se morreriam
8. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03, 04 e 07. 
à  mau há
há mal tem
à mal existe
a mau há
há mau existem
9. No período a seguir, retirado do texto, se o termo “da vegetação” fosse substituído por das árvores, quantas outras palavras também deveriam ser modificadas para que houvesse concordância?
Além disso, a remoção da vegetação que compõe o entorno do rio pode intensificar o processo, pois ela teria a função de reter parte dos sedimentos que vão para o leito e aumentam o nível das águas. (l.15-17).
duas
três
quatro
cinco
seis
10.Leia as seguintes passagens e atente para a concordância verbal.
I - Na pré-história não haviam seres humanos sedentários, visto que a busca por locais adequados à subsistência era constante
II - Cada vez mais existe, não apenas no Brasil mas no mundo Inteiro, indivíduos que devido à rotina excessivamente atribulada, não podem dedicar tempo á prática de esportes
III - Felizmente podemos perceber que há hoje, em âmbito global, uma maior conscientização a respeito da importância dos exercícios físicos para a saúde
Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)? 
apenas I
apenas II
apenas III
apenas I e III
I II III




CITAÇÕES

A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro.
Noam Chomsky
A imprensa livre e a liberdade para o jornalismo investigativo são sempre dois pilares fortes que sustentam o exercício pleno da verdadeira democracia.
Ricardo V. Barradas
I

TEMA DE REDAÇÃO UNIFRA

Como mencionei na sexta-feira, a mídia em geral precisa ser repensada em função da modernidade tecnológica, da velocidade da informação e da concorrência entre os veículos de comunicação, que não têm primado pela qualidade da apuração dos fatos. Nem da forma de sua divulgação, seja verbal ou impressa. Há, todavia, um lado positivo que vem ganhando espaço. (...) Refiro-me à forma esclarecedora como têm sido apresentados fatos lamentá- veis, como acidentes e crimes, provocados pelo consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Os jovens começam a beber cada vez mais cedo, além do necessá- rio e da capacidade de seu metabolismo absorver sem transtornar as idéias e distorcer a realidade. A mídia tem procurado mostrar os efeitos que bebidas alcoólicas e drogas provocam. De forma didática, ao lado dos fatos lamentáveis provocados por essa combinação maligna, as explicações e esclarecimentos são veiculados com mais intensidade e didatismo do que se fazia antes. (...)  Comunicação mobiliza, Campanhas informam Rodrigo Laro* No programa Fantástico de primeiro de junho, teve destaque a matéria sobre as novas campanhas do Movimento Nacional Anti-Drogas, cujo foco centra-se na relação de dependência entre o consumo de drogas ilícitas e o financiamento da criminalidade.
No primeiro exemplo veiculado, uma garota compra maconha de um traficante que, por sua vez, repassa o valor da venda para outro em troca de uma arma. No exemplo mais chocante, a estória é contada de trás para frente e o jovem usuário vê a própria mãe ser assassinada pelo traficante, com a arma adquirida pela droga. A ênfase, durante toda a matéria, esteve nos possíveis efeitos das mensagens, para a mudança de comportamento do público-adotante. Não se discutiu se as campanhas seriam suficientes para alterar, na mesma medida, a ideia, a atitude e o comportamento de parcelas massivas de jovens sobre o consumo de entorpecentes. Por isso, o debate proposto não foi eficiente: propôs a campanha como único potencial causador do ato de não usar drogas. Não se questionou a necessidade de uma estratégia de comunicação ampla para alcançar o engajamento efetivo das audiências. (...) 
Em suma, a maioria das campanhas de prevenção à HIV/AIDS teve êxito informacional e até de conhecimento apreendido, pois boa parte dos públicos, além de recordar-se das campanhas e da causa veiculada, adquiriam a certeza da importância de evoluir ações em relação ao tema; especialmente sobre a necessidade de se utilizar preservativos, regularmente. No entanto, pelo prisma comportamental foram um fracasso, já que menos de um décimo das audiências específicas alteraram, significativamente, seus hábitos, pela simples exposição às mensagens. (...) 
QUAL O PAPEL DA IMPRENSA E SE ELA CUMPRE REALMENTE ESSE PAPEL?

TEMA DE REDAÇÃO

Considerando as ideias apresentadas, redija um texto dissertativo-argumentativo em que fique claro o seu posicionamento sobre o seguinte tema:
 Como se deve educar para a paz?
 Fique atento aos seguintes aspectos: sua redação deve ter de 20 a 25 linhas; o texto definitivo deve ser redigido a caneta; dê um título a seu texto; o tangenciamento do tema permite uma nota relativizada; a redação será anulada se fugir do tema e/ou for ilegível. Normas de avaliação das redações: avaliação dos aspectos gramaticais (4 pontos) avaliação dos aspectos textuais (6 pontos)


CITAÇÕES

TEMA DE REDAÇÃO UNIFRA

 “Você tem atitudes conscientes em relação ao uso da água?” ou “No seu ponto de vista, a comunidade, de modo geral, é consciente no consumo de recursos hídricos?”.

9 de novembro de 2017

ENEM - 2017


No último dia 05 de novembro foram aplicadas as primeiras provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, já que a realização do exame foi dividida em dois domingos. No primeiro dia, os participantes tiveram de responder questões de Ciências Humanas, Linguagens e fazer a prova de redação que, novamente, exigiu a produção de uma dissertação-argumentativa.
O tema da prova de redação do Enem 2017 foi “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” e pegou muitas pessoas de surpresa, tanto participantes quanto a sociedade em geral, inclusive professores de Português e de Redação.
Tal surpresa gerou, como sempre em relação ao Enem, polêmica na mídia e nas redes sociais. Muitos opinaram que não se trata de um tema adequado para participantes que estão saindo do Ensino Médio por se tratar de algo muito técnico e específico; outros comemoraram o tema por considerarem que este é de extrema relevância e importância, já que os surdos são representantes de uma minoria na sociedade brasileira que deve ser contemplada em seus direitos civis garantidos pela legislação.
O Enem manteve o padrão de abordar no tema da sua prova de redação uma questão social que requer uma discussão de políticas públicas nacionais, principalmente se pensarmos na exigência da quinta competência da grade de correção: elaborar proposta de intervenção social que respeite os Direitos Humanos.
Neste contexto, a coletânea de textos motivadores da prova de redação do Enem 2017 apresenta quatro textos, como podemos observar na imagem a seguir:

O primeiro texto motivador é da esfera jurídica, pois é um trecho da Lei Brasileira de Inclusão (lei nº 13.146), mais especificamente o quarto capítulo sobre o direito à educação:
CAPÍTULO IV
DO DIREITO À EDUCAÇÃO
Art. 27.  A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.
Parágrafo único.  É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.
Art. 28.  Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: […]
IV – oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas; […]
XII – oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação;

O 27º artigo da Lei Brasileira de Inclusão assegura a educação formal, em todos os níveis, às pessoas com deficiência, de maneira inclusiva, ou seja, desde o ensino infantil até a pós-graduação, visando que a pessoa possa alcançar o máximo de desenvolvimento possível. Além disso, isto não é somente dever do Estado, mas também da família, da sociedade e das escolas, resguardando a pessoa com deficiência de qualquer violência, negligência ou discriminação.
Já o 28º artigo é mais específico em seus incisos, pois os apresentados tratam, exclusivamente, da Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Esta, como primeira língua de uma pessoa surda, deve ser ofertada nas escolas, juntamente com o ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa. Isso significa que o ensino para pessoas surdas deve ser bilíngue, ensinando-as Libras e o Português, em escolas inclusivas.
O segundo texto motivador, por sua vez, é um gráfico do Inep que mostra o número de matrículas de surdos na educação básica brasileira e na educação especial. O gráfico mostra que houve, ao longo dos anos (2011 a 2016) um decréscimo no número de matrículas tanto nas classes comuns, com surdos incluídos, quanto nas classes especiais e/ou escolas exclusivas.
Estes dados são de extrema importância, mas trazer o gráfico desta maneira, sem nenhum contexto ou explicação forçou, de certo modo, o participante a construir hipóteses e inferências sobre o porquê destes decréscimos. O candidato deveria ter como conhecimento prévio como é feita a inclusão das pessoas com deficiência nas escolas do Brasil: aos trancos e barrancos. Mais especificamente em relação aos surdos, sabe-se que a Libras não é ofertada em todas as escolas, apenas em algumas exceções, assim como também não há intérpretes para alunos surdos. Portanto, a falta da Libras no ensino brasileira é um fator decisivo neste cenário.
O mesmo pode ser dito a respeito do terceiro texto motivador, mas em relação a esfera do mercado de trabalho. A campanha questiona se há espaço numa empresa para um funcionário pós-graduado em marketing, mas surdo.
Deste modo, tanto o segundo quanto o terceiro texto motivador criticam a falta de investimento das escolas (públicas e privadas) e das empresas na oferta da Libras como língua, já que ela é a segunda língua oficial do Brasil, como aponta o quinto texto motivador.
Desta maneira, após analisarmos a coletânea de textos motivadores da prova de redação do Enem 2017, podemos concluir que os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil giram em torno da oferta de Libras nas escolas, públicas e privadas, em todos os níveis, da educação infantil a pós-graduação e nas empresas, isto é, no mercado de trabalho.
A coletânea de textos motivadores mostra que, na legislação, existe esta garantia, mas também mostra, por meio do gráfico e da campanha, que na prática a Lei Brasileira de Inclusão não funciona tão bem como deveria.
O candidato deveria inferir que a falta de investimento na Libras como língua, em escolas e nas empresas, tem como consequência a exclusão dos surdos como cidadãos empoderados, já que língua é representatividade. Já que a Libras é a segunda língua oficial do Brasil, por que ela não é ensinada a todos os alunos das escolas? Por que os professores não aprendem Libras nas universidades, nos cursos de licenciatura?
A proposta de intervenção social deveria ser construída a partir deste ponto, a partir do que fazer frente a falta de investimento na Libras a fim de incluir, de verdade, os surdos nas escolas e no mercado de trabalho.
A dificuldade desta prova de redação era ter um conhecimento prévio adequado do assunto, já que a coletânea deixou um pouco a desejar. Como inclusão não é algo muito debatido nas escolas, até porque poucas as fazem de verdade, infelizmente foi um tema que pode ocasionar vários cortes, mas que teve como relevante função colocar justamente em discussão a inclusão de surdos e dos demais deficientes brasileiros que merecem todo respeito como cidadãos e seres humanos.


8 de novembro de 2017

TEMA DE REDAÇÃO POLÍCIA CIVIL


 O As sociedades periféricas mundiais produziram , historicamente, a inserção da violência no cerne do espaço social em que se situa a organização policial. No caso brasileiro, é possível discutir em que medida a violência gera um a particularidade do ofício policial: alÉm do exercício da violência física legítima e de ações visando à sedimentação de um bem -estar da coletividade, nesse ofício está contida a virtualidade da violência física ilegítima enquanto prática social, o que implica a possibilidade de excesso de poder.
 Para enfrentar tal situação paradoxal, c necessário oportunizar ao policial uma formação que o capacite ao exercício de sua função. Pois bem. a partir das informações que você possui e do texto acima, analise essa questão, propondo , em seu texto, formas de aferir mais qualidade à formação do policial e apresentando argumentos que fundamentem com o isso beneficiaria não só ao trabalhador da polícia, mas a todos os cidadãos. Construa sua redação utilizando um exemplo q u e a ilustre, expondo seu ponto de vista com proposições que o sustentem. Estarão sob avaliação a coerência e a coesão do texto, a observação das regras de expressão da Língua Portuguesa e o desenvolvimento de uma argumentação consistente sobre o tema proposto.

7 de novembro de 2017

JUSTIFICATIVA DE AUSÊNCIA NO ENEM 2017

Após às 19h deste domingo, com o encerramento do primeiro dia de provas do Enem 2017, representantes do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgaram dados oficiais do exame em coletiva de imprensa realizada em Brasília.
De acordo com os números, o índice de candidatos eliminados foi baixo, com apenas 273 desclassificações em comparação com 3.942 no primeiro dia do ano passado. Dessa quantidade de eliminações, 264 foram por descumprimento de regras gerais e outros 9 por portar objetos proibidos pegos pelo detector de metais.
Já a taxa de abstenção, que consiste na porcentagem de candidatos faltosos no primeiro dia de provas, manteve uma média aproximada em relação a edições anteriores: 30,2% dos 6.731.344 participantes não compareceram as provas no primeiro domingo. Ainda segundo MEC e Inep, metade destes faltantes sequer acessou o cartão de confirmação de inscrição digital, que entre outros dados confirma o local de realização das provas.
É importante reafirmar que, segundo definido no Edital do Enem 2017, os participantes que têm direito à isenção do pagamento da taxa de inscrição que não compareceram para a realização das provas nos dois dias de aplicação e não justificarem essa ausência no sistema de inscrição do Enem 2018, com apresentação de documento legal que justifique a falta, não terão direito a nova isenção.
Em nota, o instituto reforçou que essa medida foi tomada no sentido de reduzir o prejuízo causado pelos candidatos que não comparecem as provas do Enem. Na edição de 2016, por exemplo, aproximadamente metade dos isentos (que tiveram a inscrição gratuita) faltaram, gerando um custo de R$ 226 milhões para os cofres públicos.
Por fim, o Ministro da Educação, Mendonça Filho, concluiu que as novas medidas de segurança adotadas pelo Inep neste ano garantiram a tranquilidade e segurança para realização do primeiro domingo de provas:
O clima foi de normalidade, praticamente uniforme no Brasil como um todo. Foram poucos casos e situações que exigem uma atenção operacional a mais por parte dos consórcios e de todo o Ministério da Educação, que está mobilizado, via Inep, para a aplicação do Enem 2017.

6 de novembro de 2017

Gabarito Extraoficial do Enem 2017 – Veja Educação – dia 1


Nesta matéria divulgaremos o gabarito extraoficial do Enem 2017 – Exame Nacional do Ensino Médio – com base na lista de alternativas corretas publicadas pelo Portal Veja Educação, conceituado site nacional de notícias liagado ao ramo educacional.
Vale mencionar que a lista de respostas publicada abaixo é considerada extraoficial porque não foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela organização a aplicação do Enem.
No entanto, o gabarito indicado foi definido após resolução de professores do Anglo Vestibulares, uma das mais respeitadas redes de colégios e cursinhos do Brasil, em parceria com a Veja Educação.
Confira a seguir a relação de respostas certas para cada uma das quatro cores de cadernos (amarelo, rosa, azul e branco) disponibilizadas neste primeiro domingo de aplicação (05), em que os candidatos resolveram a 90 questões das provas objetivas de Ciências Humanas e Linguagens e Códigos, além da redação. No gabarito abaixo, nas 5 primeiras questões, a primeira alternativa representa o gabarito da prova de inglês. A segunda representa a resposta correta da prova de espanhol.




Gabarito Enem 2017 Extraoficial – Dia 1 (05 de novembro)
AzulBrancaRosaAmarela
1* D – E D – C D – B E – D
2* D – D D – D E – E D – E
3* C – B C – BD  – C D – C
4* D – C D – E C – D C – B
5* E – E E – E D – E D – E
6 A C E E
7 B E C B
8 B BA C
9 D A B C
10 B D A A
11 C E A B
12 C D C A
13 B E D D
14 C/D A D B
15 B B C/D C
16 A E B B
17 BA D D
18 A B E B
19 A B D A
20A B B E
21 A D A D
22 D B E D
23 AC A A
24 E C B E
25 D A B B
26 C B B C/D
27 D A D B
28 D A E D
29 E A A A
30 D A B B
31 E B B B
32A C/D C C
33 E B C D
34 E D D E
35 B A A A
36 A E E B
37D D B E
38 B C C A
39 C D AA
40 D DA A
41 C B B A
42 E C D C
43 A D A D
44 B A E E
45 B E D D
46 D ED C
47 D C A D
48 B E E D
49 D A B E
50 B B E C
51 E C A A
52 C DBB
53 A D D A
54 E E B E
55 B C E C
56 C A DB
57 D D A E
58 D B C D
59 E E D D
60 CA D E
61A B E A
62 D D C E
63 C D A A
64 C B D D
65 D D B B
66 E B C E
67 E D C B
68 B A C D
69 B E A B
70 E B E D
71 D C C A
72 A C D E
73 B C E B
74 A C E E
75 E D C C
76 C E A A
77 C A E E
78 C E B B
79 D D D C
80 A A B C
81 E E D C
82 B B B C
83 B B B D
84 E E A A
85 A D E E
86 B A C B
87 A B D A
88 E A A B
89 D E E D
90 A C B D
*  Primeira= Inglês; Segunda=espanhol