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18 de fevereiro de 2018

DISCURSO DIRETO PARA INDIRETO


Analisemos a seguinte questão da Fuvest de alguns anos:
(FUVEST) Observe este anúncio, com foto que retrata um depósito de lixo.
TRANSPOSIÇÃO DO DISCURSO DIRETO PARA O DISCURSO INDIRETO
a) Passe para o discurso indireto a frase “Filho, um dia isso tudo será seu”.
A questão trata de um aspecto importante na construção dos textos, que é a definição do tipo de discurso que será empregado para dar voz às personagens (na ficção) ou aos entrevistados ou os autores de citações (nas notícias/reportagens ou nas dissertações). Relembremos dois tipos:
discurso direto é a transcrição exata da fala das personagens, sem participação do narrador, ou seja, a personagem fala por si mesma e essa fala vem sempre marcada por travessão ou aspas:
  • “Filho, um dia isso tudo será seu”.
discurso indireto é “de segunda mão”, o narrador utiliza as suas próprias palavras para reproduzir as falas das personagens. Sintaticamente, a fala das personagens vira uma oração subordinada substantiva sempre estruturada a partir de um verbo dicendi (de dizer: disse, falou, sussurrou, perguntou, indagou, respondeu, ordenou etc):
  • O pai disse ao filho que um dia tudo aquilo seria dele.
  • (…) que um dia ele seria dono de tudo aquilo.
  • (…) que um dia tudo aquilo pertenceria a ele.
Como podemos observar, pode haver várias possibilidades de resposta, mas há alguns elementos que são comuns a todas as possibilidades: as alterações de tempo verbal, de pessoa gramatical e de ponto de referência espacial.
Vejamos como ficam essas alterações:
  • Mudança das pessoas do discurso:
1.ª pessoa no discurso direto transforma-se em 3.ª pessoa no discurso indireto.
– Eu já terminei minhas tarefas, disse a garota. => A garota disse que ela já tinha terminado as suas tarefas /as tarefas dela.
  • Mudança nos tempos verbais:
    • Verbo no presente do indicativo passa a pretérito imperfeito do indicativo:
– Não quero água – afirmou a menina. => A menina afirmou que não queria água.
    • Verbo no pretérito perfeito passa a pretérito mais-que-perfeito:
– Perdi meu diário – disse ele.=> Ele disse que tinha perdido seu diário.
    • Verbo no futuro do indicativo passa a futuro do pretérito:
– Irei à escola amanhã. => Ele afirmou que iria à escola no dia seguinte.
    • Verbo no imperativo passa o pretérito imperfeito do subjuntivo:
– Marchem! – ordenou o sargento. => O sargento ordenou que marchássemos.
  • Mudança das informações temporais e espaciais (advérbios e pronomes):
    • Ontem no discurso direto passa para no dia anterior no discurso indireto.
– Perdi meu diário ontem – disse ele.=> Ele disse que tinha perdido seu diário no dia anterior.
    • Hoje e agora no discurso direto passam para naquele dia e naquele momento
– Não quero água agora – afirmou a menina. => A menina afirmou que não queria água naquele momento.
    • Amanhã no discurso direto passa para no dia seguinte:
– Irei à escola amanhã. => Ele afirmou que iria à escola no dia seguinte.
    • Aqui, aí, cá no discurso direto passam para ali e 
– Marchem até aqui! – ordenou o sargento. => O sargento ordenou que marchássemos até .
    • Este, esta e isto no discurso direto passam para aquele, aquela, aquilo
– Este assunto não é difícil, afirmou o professor. => O professor afirmou que aquele assunto não era difícil.
Embora os exemplos acima tenham uma relação mais direta com o gênero narrativo, é comum aparecerem questões nos vestibulares cobrando essa transposição. Ou ainda, podemos lançar mão dessa transformação nos textos dissertativos, quando precisamos fazer uma citação ou mencionar a fala de algum entrevistado, informações essas que podem vir nos textos motivadores e que podem ser aproveitados para fundamentar a argumentação ou exemplificar um determinado ponto da discussão.

16 de fevereiro de 2018

REDAÇÃO NOTA MIL DO ENEM 2017


A prova de redação da edição de 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve como tema “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” e pouquíssimos textos obtiveram nota máxima (mil pontos), 53 dissertações-argumentativas, para sermos mais exatos. O tema, que pegou de surpresa a grande maioria dos participantes, provavelmente é um dos aspectos responsáveis para este resultado por se tratar de um tema de difícil execução e de uma questão muito específica.
Isso também pode ser verificado pelo número de redações que fugiram do tema e, por isso, receberam nota zero(309.157 textos). Muitos candidatos se confundiram ao escrever a dissertação-argumentativa e abordaram os deficientes visuais e não os auditivos, já que a coletânea de textos motivadores mencionava o Braile, o sistema de escrita utilizado por deficientes visuais e por pessoas com baixa visão.
Alguns fatores podem contribuir para a nota zero e para as notas acimas de média. Não basta conhecer o tema previamente, já ter lido ou o discutido em sala de aula se o participante não tiver em mente a estrutura da dissertação-argumentativa, tempo hábil para cumprir a prova de redação e calma, muita calma. Um participante que reserva pouco tempo para a prova de produção de texto pode se confundir muito mais e, na ansiedade de terminar, meter os pés pelas mãos.
Não foi o que aconteceu com a participante Maria Clara Delmas Campos, 18 anos, estudante do Rio de Janeiro. Sua redação foi uma das 53 que obtiveram a nota máxima no Enem 2017. A seguir, o texto na íntegra:
A formação educacional de surdos representa um desafio para uma sociedade alienada e segregacionista como a brasileira. O desconhecimento da língua brasileira de sinais — LIBRAS — e a visão inferiorizante que se tem dos surdos podem acabar por excluí-los de processos educacionais e culturais e mantê-los marginalizados em relação ao mundo atual. Portanto, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, a pouca abrangência da língua de sinais entre os mais diversos setores da sociedade faz dela um ambiente inóspito para os deficientes auditivos. Pesquisas corroboradas por universidades brasileiras e estrangeiras, como a Unicamp e a Universidade de Harvard, atentam para a importância da linguagem como principal porta para a convivência social, permitindo uma multiplicidade de interações interpessoais, como as de educação, cultura, trabalho e lazer. Assim, quando a sociedade se fecha à comunicação por sinais, justificada pela ignorância, aqueles que dependem dessa linguagem têm dificuldades de obter educação de qualidade e ficam, muitas vezes, à margem das demais interações sociais.
Além disso, a maioria das escolas brasileiras não incluem os surdos, assim como os demais portadores de necessidades especiais, em seus programas, estimulando a diferença e o preconceito. Por mais que a legislação brasileira garanta o ensino inclusivo, a maioria das escolas brasileiras não possuem estrutura para atender aos deficientes auditivos, principalmente por conta da falta de profissionais qualificados. A pouca inclusão dos jovens deficientes e não-deficientes valoriza a diferença entre eles, gerando discriminação e uma sociedade dividida. O renomado geógrafo Milton Santos dizia que uma sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, mas não o que une seus membros, algo que se evidencia na exclusão de surdos em todos os níveis de ensino.
Destarte, visando a uma sociedade mais justa, é mister superar os desafios da educação de deficientes auditivos. Para que o surdo se integre aos diversos meios sociais, como o educacional, o MEC deve fazer uma reforma curricular, que contemple o ensino de LIBRAS como obrigatório em todas as escolas, através de consultas populares na internet para determinação da carga horária. Ademais, com o intuito de tornar as escolas inclusivas, o MEC e o Ministério do Trabalho devem prover as escolas de profissionais capacitados, que possam lidar com alunos surdos através de programas de capacitação profissional oferecidos pelo SESI e SENAC. Dessa forma, o ensino tornará a sociedade brasileira mais unida.

A dissertação-argumentativa de Maria Clara não tem título, algo previsto pelo edital da prova de redação do Enem; para o exame, o título é facultativo e o participante que não intitula seu texto não tem prejuízo em sua nota.
O primeiro parágrafo do texto de Maria Clara é uma introdução que resume toda a sua linha argumentativa e, assim, resume tudo o que está por vir. A participante afirma, logo no início, que a formação educacional dos surdos no Brasil é um desafio (reafirmando o tema da prova, inclusive) para uma sociedade alienada e segregacionista como a brasileira (não só com os surdos, obviamente e infelizmente). A alienação da sociedade inclui, para a estudante, o desconhecimento da língua brasileira de sinais (Libras) e a segregação se dá, entre outros meios, por meio da exclusão das pessoas surdas dos processos educacionais e culturais, deixando-os à margem da sociedade. De maneira incisiva, Maria Clara apresenta o tema e a sua opinião ao leitor, não poupando críticas ao escolher palavras fortes como “alienada” e “segregacionista”.
O segundo parágrafo apresenta o argumento principal do texto: os deficientes aditivos são segregados e marginalizados por, entre outras coisas, a língua brasileira de sinais não ser ofertada, ensinada, aprendida e usada em diversos setores da sociedade, já que a linguagem, de acordo com a participante, é a porta para a convivência social no trabalho, no ensino, no lazer etc. Ao utilizar esta estratégia argumentativa, Maria Clara fundamentou seu argumento, isto é, explicou porque a Libras é fundamental para a inclusão dos surdos na sociedade brasileira.
No terceiro parágrafo, o texto foca na questão do ensino, afirmando que a maioria das escolas do Brasil não incluem, de fato, os deficientes auditivos e os demais portadores de necessidades especiais, uma referência a todas as pessoas deficientes que tentam obter inclusão escolar, mas não conseguem; esta menção, todavia, não tangencia o tema, apenas refere-se aos demais casos, mostrando que a participante é ciente desta situação que não abrange apenas os surdos brasileiros.
A consequência disto, de acordo com o texto, é a diferença e o preconceito, causados pela falta de profissionais qualificados em inclusão nas escolas brasileiras. Neste terceiro parágrafo, a participante encaixa adequadamente uma paráfrase de Milton Santos que afirma que uma sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, não o que une, fenômeno que pode ser atestado nas escolas brasileiras.
O quarto e último parágrafo, ou seja, a conclusão, reafirma que é fundamental superar os desafios apontados ao longo do texto. A proposta de intervenção social sugerida é uma reforma curricular, promovida pelo Ministério da Educação (MEC), que contemple a Libras, tornando-a uma disciplina obrigatória, com a participação de toda a sociedade para decidir sobre a sua carga horária (algo muito detalhado). Além disso, Maria Clara propõe que escolas técnicas formem profissionais qualificados e capacitados para lidar com alunos surdos em todas as escolas, o que tornaria a sociedade mais unida.
Assim, na conclusão, a participante retoma os pontos-chave de sua dissertação-argumentativa (a pouca oferta de Libras e a falta de profissionais especializados) e sugere propostas de intervenção sociais para ambos, fechando seu texto. Além disso, ao longo de todo o texto, a estudante obedeceu a norma culta da Língua Portuguesa e usou um vocabulário diversificado e formal, típico de trabalhos formais e acadêmicos, inclusive. Seria interessante se ela tivesse transcrito as siglas mencionadas, mas isso não fez falta.

15 de fevereiro de 2018

Tema de redação

Jovem chilena pede direito à eutanásia e reacende debate sobre o tema


14 de fevereiro de 2018

ENEM - 2018

Sabe qual é o segredo para fazer uma boa redação? Conciliar estudo teórico e prático! Nem é um segredo tão difícil de descobrir, já que essa é uma metodologia de estudos que pode ser utilizada em diversas matérias e, inclusive, é recomendada por muitos professores. Quer ver um exemplo? Quando você estuda matemática, é muito comum você precisar resolver várias listas de exercícios. Com redação não é diferente: é preciso treinar bastante!
Pensando nisso, recomendamos três etapas importantíssimas para sua preparação para a redação do ENEM 2018 começar agora! São elas:

Ter um Bom Material Teórico

Você deve se perguntar: “Como eu vou saber qual material utilizar?” Vem comigo que eu te explico. Cada vestibular utiliza um método de avaliação diferente para redação e é muito importante saber como você será avaliado para adequar sua escrita e a estrutura do seu texto. No Enem, isso é ainda mais relevante, porque grande parte do aumento de sua nota pode estar em pontos específicos cobrados pelo modo de avaliação do exame, como utilizar diversificado repertório sociocultural na argumentação e desenvolver uma proposta de intervenção adequada e viável.

Praticar com propostas de redação dos anos anteriores

Aqui entra a parte prática! “Ah, mas se esse tema já caiu em anos anteriores, não vai cair de novo.” Muitos estudantes pensam assim e por isso ignoram os temas antigos. Não se engane com isso! Nessa etapa 2, o foco não é o tema da redação. É essencial treinar com as propostas passadas para se acostumar com o estilo do Enem, como o formato, os textos de apoio, o tipo de tema etc.
Nesta página você encontra todas as provas anteriores do Enem desde 2009, quando começou o modelo novo desse exame, servindo de ingresso nas universidades públicas (SISU) e particulares (Prouni). Abra as provas, leia a proposta de redação e faça seu texto. Depois disso, você pode conferir a análise daquela proposta de redação no último capítulo da nossa apostila mencionada anteriormente.

Praticar com novos temas

Agora sim aquele pensamento faz sentido. O Enem tem a tradição de cobrar como tema de redação assuntos socioculturais e atuais no cenário nacional. Por isso, é importante estar por dentro das atualidades do ano e treinar sua argumentação com esses assuntos mais recentes.
Para isso, elencamos abaixo alguns temas que podem ser o escolhido no Enem 2018, considerando o que está em alta nas discussões da sociedade atualmente. Confira:

1. Saúde Mental

Já ouvimos falar que a depressão é o mal do século XXI. Realmente, muitas doenças mentais têm afetado a população, como depressão, ansiedade, bipolaridade e síndrome do pânico. Inclusive, essas enfermidades, muitas vezes, são causadoras de suicídios, assunto que foi muito tratado em 2017 devido ao jogo Baleia Azul e à série 13 Reasons Why.

2. O Combate às Doenças Epidêmicas

O combate à dengue já foi muito discutido na sociedade e vira-e-mexe tem outra doença epidêmica assombrando a população brasileira, como o Zika Vírus e a Chikungunya. Esse ano, é a febre amarela que tem se propagado. Vale a pena se inteirar sobre o assunto.

3. A Influência da Ciência na Sociedade

Os avanços científicos são muito importantes para a população. Inclusive, isso foi muito discutido quanto à produção de vacinas para as doenças epidêmicas que tratamos no assunto anterior. Os dois temas podem ser abordados conjuntamente.

4. Situação do Idoso no Brasil

A reforma da previdência está em evidência no governo atual. Dentro dessa perspectiva, é plausível cair um tema que aborde a situação dos idosos, principalmente focando na questão econômica, como a aposentadoria.

5. O Papel do Esporte na Sociedade

Esse é um assunto sempre cogitado em épocas de Olimpíadas e Copa do Mundo. Muitos atletas têm ascensão social devido à carreira no esporte, assim como muitas organizações têm projetos sociais voltados a isso.

6. Violência Urbana

Assaltos e roubos estão ficando cada vez mais frequentes nas cidades, principalmente nas metrópoles. As causas de tanta violência e como lidar com isso são formas de como essa temática pode aparecer na sua prova.

7. Sistema de Segurança Pública

Falando em violência urbana, uma das formas de combatê-la é a segurança pública. O Presidente do Senado apresentou, no início desse ano, o desejo de desenvolver um sistema integrado de segurança pública. É importante entender essa proposta e saber como isso funcionaria, assim como suas vantagens ou desvantagens.

8. Sistema Carcerário

Sabemos que o sistema carcerário no Brasil está superlotado, deixando os presos em condições subumanas. Essa situação tem gerado muitas rebeliões em todo o país, principalmente na região norte.

9. Saída Temporária de Presos

Um projeto de lei está discutindo proibir a saída temporária de presos em datas comemorativas, como dia das mães e natal. Para pensar nessa situação, é importante compreender tanto a situação do preso como as consequências das “saidinhas” para a sociedade.

10. Veracidade de Informações nas Redes Sociais

Outro projeto de lei coloca a propagação de informações falsas (fake news) nas redes sociais como crime, sujeito à reclusão. Isso pode gerar discussões sobre o papel da internet quanto às informações nela contidas.

11. Privacidade na Internet

Dentro do assunto internet, outra temática provável é quanto à privacidade de informações pessoais, tanto em questão a fotos íntimas como sobre nossos dados pessoais usados pelos sites e aplicativos para ofertar produtos e serviços. O controle que o Estado faz dessas informações também pode ser abordado nessa discussão.

12. Corrupção na Política

A operação Lava Jato e o julgamento do ex-presidente Lula são exemplos de atualidades com essa temática. Recentemente, também se tem discutido sobre o pagamento de auxílio moradia para políticos com altos salários.

13. Impactos Ambientais Causados Por Grandes Corporações

No último ano, isso foi muito discutido por causa da tragédia em Mariana, em Minas Gerais, causada por uma empresa do grupo Vale do Rio Doce. Essa temática pode voltar a aparecer sobre diversas outras perspectivas, então é válido acompanhar notícias sobre o assunto.

14. Os Direitos da População Indígena

Respeito à cultura indígena e demarcação de terras são duas abordagens que esse tema pode ter. Entender a história e os direitos da população indígena ajuda a argumentar nesse tema.

15. Consumo de Álcool e Cigarro por Menores de Idade

Tem-se debatido proibir a venda de cigarros com aromas e sabores diferentes, como mentolados, para não incentivar o consumo por adolescentes. Entretanto, menores de idade já são proibidos de consumir álcool e cigarro, mas sabemos que, na prática, muitos conseguem utilizar e comprar tais produtos. Como limitar mais esse consumo pode ser um tema de redação na sua prova, assim como os efeitos desse consumo e de outras drogas que afetam a saúde humana.

16. Educação Domiciliar

Outro projeto de lei defende que ensinar os filhos em casa, ao invés de optar pela educação tradicional nas escolas, não seja crime. Podemos pensar no impacto disso quanto à sociabilidade das crianças e a padronização do ensino, assim como associar essa decisão dos pais à precariedade do ensino público brasileiro.

17. Sistema de Votos Eleitorais

Atualmente, o voto no Brasil é obrigatório. Em outros países, é facultativo, ou seja, só vota quem realmente quer participar dessa decisão política. Como é ano de eleição, essa discussão certamente pode aparecer na sociedade.

18. Homofobia e Transfobia

O respeito às pessoas homossexuais, travestis e transexuais é algo que, com certeza, precisamos discutir, já que muito preconceito e violência física e moral ainda ocorre com essa parcela da sociedade.

19. Pichação e Grafite

Nossa legislação determina que pichação é crime, mas grafite não. Essa diferenciação é muito discutida quanto à liberdade de manifestação política e criação artística. É importante saber a diferença e ver opiniões diferentes sobre esse tema.

20. Padrão Estético Corporal

Usar Photoshop para retocar celulite em fotos de famosas e alisar cabelos são exemplos de como acontece a padronização de um corpo ideal. A busca por esse ideal pode causar doenças físicas e emocionais, além de preconceitos como gordofobia e racismo.

12 de fevereiro de 2018

ONOMATOPEIAS

Hoje é segunda-feira de Carnaval e não dá para não recordar as famosas marchinhas, que marcaram uma época, um tempo em que havia uma malícia quase pueril nas letras das músicas. Mas havia também umas invencionices para dar rima e métrica, empregadas apenas pela sonoridade da combinação de letras. Vejamos algumas músicas antológicas:
“Eu fui às touradas em Madri
para ra tim bum bum bum
para ra tim bum bum bum
E quase não volto mais aqui
Pra ver Peri beijar Ceci. (…)”
Alá lá ô ô ô
Mas que calor ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
E queimou a nossa cara
“Twist, twist,
tu fostes ao Municipal
Twist, twist,
twist no carnaval
Todo mundo no twist
é vapt, vupt, vapt
A moçada não resiste
é vapt, vupt, vapt
que rififi, que futebol
quem se remexe
é minhoca no anzol.”
Nos textos acima podemos observar que as sequências de letras apenas funcionam como a representação de um determinado som, que pode ser a imitação de um dos instrumentos de percussão típicos do Carnaval ou algum som característico do movimento das roupas ou da dança – essa é a FIGURA DE LINGUAGEM denominada onomatopeia.
No entanto, ocorrem também alguns casos em que, a partir da representação dos sons, criam-se palavras, que figuram nos dicionários, como verbos ou substantivos, as quais podem ser flexionadas. Estamos, então, diante de um PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS denominado onomatopeia, que dará origem a palavras onomatopaicas. São exemplos delas
  • tique-taque do relógio
  • marulho das ondas
  • zumbido das abelhas
  • arrulhar dos pombos
  • miado dos gatos
  • cacarejar das galinhas
  • rangido da porta
Assim, o termo onomatopeia pode se referir tanto à figura de linguagem, na Estilística, como ao processo de formação de palavras, na Gramática.
O gramático Evanildo Bechara registra ainda o chamado vocábulo expressivo – aquele “que não imita o ruído, mas sugere a ideia do ser que se quer designar com a ajuda do valor psicológico de seus fonemas: romper, tagarelar, tremeluzir, jururu, ziriguidum, borogodó” e, lá na marchinha do twist, o rififi, que significa confusão.

11 de fevereiro de 2018

ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2020) poderá ser reformulado, sofrer mudanças e trazer novidades daqui a dois anos, de acordo com a Ministra interina Maria Helena Guimarães, que substitui Mendonça Filho a frente do Ministério da Educação (MEC).
De acordo com ela, a avaliação deve acompanhar as alterações trazidas pela reforma do Ensino Médio aprovada no ano passado. Segundo o documento oficial, 1,8 mil horas do currículo desta etapa escolar deverão ser despendidas para os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sendo o restante do tempo destinado a formação específica – aprofundamento em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico, que poderá ser escolhida pelos participantes:
Isso vai precisar ser muito discutido. Parte da avaliação abordará aquilo que compõe a base comum do ensino médio, e parte do exame, a parte flexível, abordando tanto itinerário técnico quanto o itinerário formativo.
Maria Helena também esclareceu que o “novo” Enem começará a ser debatido em reuniões frequentes por equipe especializada pelo MEC, com início já neste mês de fevereiro. Os encontros contarão também com a participação de instituições privadas e com membros do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
Os eventos terão como pauta não apenas a reformulação do exame nacional, mas também a proposta da base nacional para o ensino médio. A ministra interina afirmou ainda que uma nova versão da BNCC deve ser discutida / elaborada para posteriormente passar pela análise do Conselho Nacional de Educação (CNE).
O tom da entrevista intermediada pela Agência Brasil e transmitida ao vivo no Facebook no início de fevereiro foi bem superficial quanto as mudanças no Enem e ainda não revela praticamente nada, apenas que o exame deve de fato passar por uma reformulação.
A única informação concreta que se tem até o momento é que a maior avaliação do Brasil continuará sendo utilizada como ferramenta de acesso ao ensino superior por meio de programas como o Sisu (vagas em universidades públicas e institutos federais), Prouni (bolsas de estudo em instituições particulares) e Fies (financiamento estudantil).

9 de fevereiro de 2018

REDAÇÃO DISSERTATIVA ARGUMENTATIVA


Este ano, voltaremos às raízes  sobre a redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e teremos textos que são verdadeiras aulas de produção textual. Por isso, para começar, definimos e explicamos o que é uma dissertação-argumentativa, o gênero exigido no Enem e na maioria dos vestibulares brasileiros. Vamos lá?!
A dissertação-argumentativa é um gênero opinativo que se organiza na defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto. Nele, a opinião é fundamentada com explicações e argumentos, para formar a opinião do leitor, tentando convencê-lo de que a ideia defendida está correta.
É preciso, portanto, expor e explicar ideias. Daí a sua dupla natureza: é argumentativo porque defende uma tese (uma opinião) e é dissertativo porque se utiliza de explicações para justificá-la. Uma dissertação difere de uma dissertação-argumentativa por não precisar demonstrar a verdade de uma ideia ou tese, mas apenas de expô-la.
O objetivo da dissertação-argumentativa é, em última análise, convencer leitor mediante a apresentação de razões, em face da evidência de provas e à luz de um raciocínio coerente.
O texto atenderá às exigências de elaboração de um texto dissertativo-argumentativo se combinar dois princípios de estruturação:
  1. Apresentar uma tese, desenvolver justificativas para comprovar essa tese e uma conclusão que dê um fecho à discussão elaborada no texto, compondo o processo argumentativo;
  2. Utilizar estratégias argumentativas para expor o problema discutido no texto e detalhar os argumentos utilizados, sendo isso o exigido na quinta competência da grade de correção do Enem, isto é, a proposta de intervenção social.
Os recursos utilizados para desenvolver os argumentos, de modo a convencer o leitor, são as chamadas estratégias argumentativas, que são as seguintes:
  • exemplos;
  • dados estatísticos;
  • pesquisas;
  • fatos comprováveis;
  • citações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto;
  • alusões históricas; e
  • comparações entre fatos, situações, épocas ou lugares distintos.

Como desenvolver uma tese?

  1. Você pode iniciar o desenvolvimento da tese transformando o tema em uma pergunta.
  2. A seguir, responda esta pergunta da maneira mais simples e clara possível, concordando ou discordando ou, ainda, concordando em parte e discordando em parte; esta resposta será seu ponto de vista.
  3. Pergunte a si mesmo o porquê da sua resposta buscando uma justificativa para ela em uma causa, um motivo, uma razão etc.: essa justificativa será seu principal argumento.
  4. Em seguida, reflita sobre os motivos que o levaram ao argumento principal, pois eles o ajudarão a fundamentar a sua posição: eles são seus argumentos auxiliares. Através das estratégias argumentativas mencionadas anteriormente, você desenvolverá seus argumentos.
  5. A partir dessa reflexão você poderá iniciar o rascunho do seu texto, planejando-o. A sugestão proposta a partir do passo a passo acima é:
    1. Interrogue o tema;
    2. Responda com a opinião;
    3. Justifique com o argumento principal;
    4. Fundamente-o com os argumentos auxiliares;
    5. Apresente as estratégias argumentativas;
    6. Apresente a proposta de intervenção social e conclua.
A principal orientação é não ficar “em cima do muro”, isto é, não assumir uma postura opinativa. Para tanto, planejamento e organização são fundamentais.

7 de fevereiro de 2018

REPETINDO - TEMAS DE REDAÇÃO CONCURSO POLÍCIA CIVIL

TEMAS DE REDAÇÃO CONCURSO DA POLÍCIA CIVIL


1.Texto da Prova: O utilitarismo, iniciado por Jeremy Bentham, concentra-se na felicidade individual como a melhor forma de avaliar o grau de desenvolvimento humano. Outra abordagem avalia tal desenvolvimento de acordo com a renda, a riqueza e os recursos dos indivíduos. Essas alternativas ilustram o contraste entre as abordagens baseadas na utilidade e nos recursos, em contraste com a abordagem das capacidades baseada na liberdade.
Comando da Redação: A partir do que se afirma acima, desenvolva um texto dissertativo-argumentativo sobre a relação entre Felicidade e Recursos Materiais.
2. Texto da Prova: Segundo afirmou o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, “as grandes empresas adoram a noção de que o ser humano vai se tornar obsoleto. É a terceira onda do capitalismo, em que o valor do trabalho humano é zero. Porém, o cérebro humano não pode ser reduzido a um algoritmo, portanto não pode ser copiado por um computador. Jogar xadrez é um algoritmo. Já apreciar Bach… Então, por definição, não se pode repetir o cérebro. Não há como recapitular, num computador, a história coletiva da espécie e a história individual de cada um de nós. É uma impossibilidade matemática”. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo, justificando seu ponto de vista.
3. Texto da Prova: Quando se trata da obrigatoriedade do voto, a discussão que se impõe, para alguns, é aquela sobre a qualidade do voto, mais do que sobre a sua obrigatoriedade. A questão primordial seria a de garantir a efetiva participação do cidadão no processo democrático. Outros afirmam que se deve facultar às pessoas o direito de participar ou não desse processo.
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
4. Texto da Prova: Em capítulo “Os atos do Estado” (em Sobre o estado: cursos no Collège de France (1989-92)), o sociólogo francês Pierre Bourdieu refere que analisou a diferença entre um julgamento feito por uma pessoa autorizada e um julgamento privado. Essa temática sugere reflexões relacionadas, por exemplo, a: quem representa o poder central?; quem vigiará os vigilantes legitimados pelo Estado?; que efeitos os diferentes julgamentos provocam no mundo social?
Comando da Redação: Redija uma dissertação expondo, de modo claro e coerente, seu ponto de vista sobre o tema. Seus argumentos – contemplando ou não as reflexões acima, ou, ainda, ampliando-as -, devem ser tratados de maneira a dar consistência a seu texto.
5.Texto da Prova: Atente para o texto seguinte: Não é de hoje que se pergunta se a existência do museu ainda faz sentido, por mais que os antigos e tradicionais museus continuem atraindo um bom público, ao passo que novos espaços não deixam de ser construídos. Contudo, à medida que a própria arte se modifica, com os quadros tradicionais cada vez mais dando lugar a instalações, a performances e aos grafites, parece crescer o número daqueles para quem, segundo Hal Foster, no artigo “Museus sem fim” (revista Piauí, edição 105, Junho/2015), “a contemplação estética é tediosa, a compreensão histórica é elitista e, mais do que isso, o museu é um lugar morto, um mausoléu”. Foster discorda: “Quando bem projetados e dotados de programação inteligente, os museus admitem tanto entretenimento quanto contemplação, e nesse processo promovem também alguma compreensão.” Assim, em lugar de propor que os museus permaneçam intocados, o que o historiador e crítico norte-americano propõe é torná-los capazes de nos transportar “para diferentes períodos e culturas – para diversos modos de perceber, pensar, representar e ser -, a fim de que possamos testá-los em relação a nossas próprias época e cultura, e vice-versa, e, nesse processo, quem sabe transformarmo-nos um pouco.”
Comando da Redação: Escreva um texto dissertativo-argumentativo posicionando-se em relação às diferentes ideias expostas no texto acima
6.Texto da Prova: O direito à cidade não pode ser concebido como um simples direito de visita ou de retorno; só pode ser formulado como direito à vida urbana. Entende-se por gentrificação (do inglês gentrification, “tornar nobre”) o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tais como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada. 
Comando da Redação: A partir dos excertos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Direito à cidade.
7.Texto da Prova: Epicuro havia percebido que as leis não educam: que não eram feitas para serem propriamente obedecidas, mas para garantir, sobretudo, a possibilidade de punição. Ele se deu conta, por um lado, de que a educação e as necessidades básicas do ser humano deveriam ser gerenciadas pela pólis (Estado); por outro lado, viu que era preciso, de algum modo, isolar para educar, porém, sem reclusão, porque a virtude do caráter político não se reduz, afinal, a um modelo ou teoria, tampouco ao recinto de uma instituição ou de uma pólis. 
Comando da Redação: Com base no excerto acima, escreva uma dissertação justificando amplamente seu ponto de vista.
8.Texto da Prova: I – Em uma sociedade em que o sucesso ou o fracasso do indivíduo em acirrada competição configura-se como seu supremo objetivo, o exercício de seus deveres e responsabilidades como cidadão é considerado como perda de tempo e energia. II – Para o pensador Richard Sennett, passamos a viver numa sociedade ensimesmada, voltada para dentro de si mesma, guiada pelo código do narcisismo. Nessa sociedade, o mundo público só despertaria a nossa atenção se pudesse oferecer alguma gratificação pessoal. Como isso não é possível, então ele se torna desagradável e tedioso. Por essa razão, na tentativa de descobrir aquilo que uma pessoa ou acontecimento significa para o “eu”, passa-se a dar muito mais importância à vida particular do que à vida pública. Esse comportamento, transposto para o campo político, faz com que o eleitor esteja muito mais interessado na vida privada do político do que na sua ideologia, seus programas e suas propostas de governo. Esse é o resultado do que Sennett chama de superposição do imaginário privado ao imaginário público. III – A vida política não depende somente das instituições, mas também pode residir na indignação e na discordância dos cidadãos. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma em I, II e III, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista. Fontes para um manual de humanidade.
9.Texto da Prova: Atente para os textos seguintes: Texto I – Poucas áreas do conhecimento humano tiveram nas últimas décadas desenvolvimento tão extraordinário como a Medicina. A pergunta que se pode fazer é em que medida esse avanço tem resultado na melhoria efetiva da qualidade de vida das pessoas. Se de fato algumas das conquistas médicas representaram aumento da longevidade humana, muitas vezes não consideraram o bem-estar com que os anos a mais de vida seriam vividos. Outro aspecto condenável é a exagerada especialização e a concentração em certas áreas em detrimento de áreas mais importantes para a saúde de todos, mas menos rentáveis. Texto II – A Medicina trouxe nos últimos anos benefícios ao conjunto da humanidade que não podem ser negados ou mesmo relativizados. Vivemos hoje mais e melhor do que no passado, e a tendência, considerando-se os avanços de todas as áreas médicas, é a melhoria gradativa e ininterrupta da saúde e do bem-estar de todos. A especialização, muitas vezes criticada, é o que tem permitido a dedicação integral do médico a um ramo passível de ser integralmente conhecido e desenvolvido.
Comando da Redação: A partir da consideração dessas duas posições divergentes, redija um texto dissertativo-argumentativo discutindo-as e posicionando-se em relação à questão de que tratam.
10.Texto da Prova: O capital é um processo de reprodução da vida social por meio da reprodução de mercadorias, em que todas as pessoas do mundo capitalista avançado estão profundamente implicadas. O processo mascara e fetichiza, alcança crescimento mediante a destruição criativa, cria novos desejos e necessidades, transforma espaços e acelera o ritmo da vida. Ele gera problemas para os quais há apenas um número limitado de slouções.
Comando da Redação: Com base no que se afirma acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
Texto da Prova: Mapa-Múndi – A facilidade de comunicações acabou com esses tanques em que floresciam as diferentes culturas. Quando antes se olhava o mapa-múndi e via-se cada país de um colorido diferente, podia-se tomar isso ao pé da letra. É verdade que o mundo continuou a ser uma colcha de retalhos; mas são todos da mesma  cultura.
Comando da Redação: A partir das reflexões de Mário Quintana, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: A revitalização das culturas tradicionais e a promoção do respeito à diversidade cultura Globalização torna mais visíveis conflitos étnicos ao redor do mund
12Texto da Prova: I – O termo latino “ars” (arte) implica o sentido de “imaginar, inventar”, além do de “acomodar, adaptar”. Arte e ofício manual coincidem em que ambos produzem uma obra sensorialmente perceptível. Contudo, o ofício manual tem em mira o utilizável, o proveitoso, ao passo que a arte se aplica ao belo. O artista é um vidente, é um criador capaz de expressar na obra sua própria visão: intuir e criar são nele uma só coisa. (BRUGGER, Walter. Dicionário de filosofia. São Paulo: Herder, 2. ed, 1969, p. 58) II – O que me parece muito sério é que, depois de mortos, quando já deixaram de ser amáveis ou irritáveis, simpáticos, ou antipáticos, e apenas são o que realizaram menos em si do que fora de si, na paisagem do espírito, os artistas se afirmam totalmente, purificados e indestrutíveis. A morte não tem nada com os artistas. Eles não são essas pessoas que vemos. São como seres sobrenaturais … Mas o seu trabalho? Como pode morrer o que é imortal? (MEIRELES, Cecília. O que se diz e o que se entende. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p. 145) III – Houve época em que se fazia “arte pela arte”, como também já se entendeu a arte como meio para se alcançar certo objetivo, e não como um fim em si mesma.
Comando da Redação: Com base nos excertos transcritos, redija um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se a respeito da seguinte proposta: A criação artística entre representação e intervenção cultural Carreira guiada pela  arte.
13.Texto da Prova: I – Grande parte da população abdica das mais diversas ocupações para ver televisão, considerando legítima sua inatividade como espectador. II – Ver televisão hoje é um modo de se emocionar imediatamente numa sociedade que perdeu de vista o cuidado com sua própria sensibilidade, em função da avalanche de imagens que invade o cotidiano. III – É possível que pensar na própria vida seja equivalente ao desejo de devassar a vida alheia através dos programas televisivos.
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
14 
Texto da Prova: A taxa de reincidência de prisioneiros libertados nos Estados Unidos é de 60%; na Inglaterra, de 50%; na Noruega, de 20%. A prisão de Halden foi projetada para incorporar a ideia que os noruegueses têm de execução penal: a pena é a privação da liberdade, não o tratamento cruel. O objetivo é a reabilitação, não a vingança. “Fundamentalmente, acreditamos que a reabilitação do prisioneiro deve começar no dia em que ele chega à prisão”, afirma a ministra júnior da Justiça da Noruega, Kristin Bergersen: “a reabilitação do preso é do maior interesse público, em termos de segurança.
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do tema: Sistema prisional e ressocialização do preso.
15 – Administrador de Banco de Dados da Defensoria Pública de São Paulo de 2015
Texto da Prova: Tudo se reduz à questão de que há dois valores igualmente indispensáveis para uma vida humana digna: liberdade e segurança. Não se pode ter um sem que se tenha o outro. Esse é o meu ponto; mas infelizmente, na prática, eles são normalmente apresentados como tendo propósitos opostos, como sendo necessário sacrificar a segurança sob o argumento de que, quanto maior ela for, menos livre se é.
Comando da Redação: Considerando as afirmações acima, redija um texto dissertativo-argumentativo, expondo amplamente o seu ponto de vista.