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16 de outubro de 2017

OS PORQUÊS

FormaEmpregoExemplos
Por queEm frases interrogativas (diretas e indiretas)Em substituição à expressão "pelo qual" (e suas variações)Por que ela chorou? (interrogativa direta)
Digam-me por que ela chorou. (interrogativa indireta)Os bairros por que passamos eram sujos.(por que = pelos quais)
Por quêNo final de frasesEles estão revoltados por quê?
Ele não veio não sei por quê.
PorqueEm frases afirmativas e em respostasNão fui à praia porque choveu.
PorquêComo substantivoTodos sabem o porquê de seu nervosismo.

OS PORQUÊS...



  1. Questões sobre o uso dos Porquês

    1) De acordo com os conceitos anteriores, complete as frases com:
    "Por que, porque, por quê, porquê"
    a) _______ele se chama ossinho da sorte?
    b) Bidu, _______ele se chama ossinho da sorte?
    c) _______é muita sorte encontrar um ossinho.
    d) Ossinho da sorte ________?
    e) Bidu explicou o ________ da sorte. = o motivo)
    f) Explique-me os _________da briga.

    A resposta correta é?
    a) Porque, Por que, por que, porquê, o porquê, os por quês.
    b) Por que, Por que, porque, por quê, o porquê, os porquês.
    c) Porquê, Porque, porque, por quê, porque, os porques.
    d) Por quê, Porque, por que, porquê, porque, os porquês.

    2) Complete as frases com Por que, porque, por quê, porquê.
    1. _________na posso ir ao cinema? (usado no início de frase interrogativa)
    2. _________ você precisa terminar seus exercícios. ( usado em respostas)
    3. Não posso ir ao cinema _________? ( usado no fim de frase interrogativa)
    4. Queria entender o ________ dessa proibição. (usado como substantivo, igual a "o motivo")
    A resposta certa é?
    a) ( ) Por que, porque, por quê, porquê.
    b) ( ) Porque, por que, porquê, por quê.

    3) (MM) A alternativa errada quanto ao emprego do porquê é:
    a) Não revelou o motivo por que não foi ao trabalho.
    b) Estavam ansiosos porque o dia já havia amanhecido.
    c) Eis o porquê da minha viagem.
    d) Ele não veio por que estava doente.
    e) Porque houve um engarrafamento, chegou atrasado ao colégio.

    4) Relacione a primeira coluna de acordo com a segunda, tendo em vista o emprego de por que, porquê, por quê e porque:
    ( ) Não fiz a pesquisa * estava doente.
    ( ) * Marcela não conta toda a verdade?
    ( )  Não quis ir ao cinema *?
    ( )  Nem imagino o * dessa alegria.

    a) porquê
    b) por quê
    c) por que
    d) porque

    5) Complete as lacunas utilizando por que, por quê, porque, porquê.
    a) Não sei o ----------- de tanta euforia.
    b) Você não compareceu à reunião -----------------?
    c) Os caminhos ---------- percorremos são tortuosos.
    d) --------------- não desiste dessa aventura maluca?
    e) Voltamos ---------------- estávamos com muita saudade.

    6) Assinale a alternativa na qual a expressão destacada está incorretamente grafada.
    a) Por que ele não podia mais sobreviver da roça, migrou para a cidade.
    b) São vários os motivos por que deixam sua terra natal.
    c) Ele sentia muita falta de sua família, e bem sabia por quê.
    d) Os desafios por que passou fizeram-no forte para enfrentar as dificuldades.
    e) Nem todos sabem por que tantas pessoas se dirigem à cidade grande.

    7) Qual das frases está corretamente escrita?
    a) Por quê você brigou comigo?
    b) Porquê você brigou comigo?
    c) Por que você brigou comigo?
    d) Porque você brigou comigo?

    8)  Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases apresentadas:
    ______ me tratas tão mal?
    ______ não gosto de você.
    E não gostas de mim, _______?
    Nem eu sei o _______.

    Por que - Porque - por que - por quê
    Por que - Porque - por quê - porquê
    Porque - Por que - porque - por quê

    9) "A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado, porque está na hora."
    Observe o uso de porque na frase acima. Agora, analise as seguintes:

    I. Porque deixar de lado uma causa porque lutamos há tanto tempo?
    II. Ninguém sabe o porquê de nossa luta.
    III. Ele vivia tranqüilamente, porque tinha uma grande herança.
    IV. O governo não deve mudar, por quê?
    V. Pergunto por que você é tão irresponsável.
    VI. Vivo feliz, porque amo minha esposa.

    Assinale a única alternativa correta:
    a) As frases I e III são as únicas corretas.
    b) As frases I, III e V são corretas.
    c) Na frase II, o porquê é um substantivo.

    10) Não fui ao baile ___________ não sabia. Se soubesse teria ido ___________ gosto de festa. Como não me avisaram fui ao cinema, e todos sabem que fui ________ gosto
    a) Porquê - por quê - porquê
    b) porque - por que - porquê
    c) porque - por quê - porquê
    d) Porquê - por que - porquê
    e) Porque - porque - porque

    11) Ainda não sei _______________ gosto de música. Compro CD e gostaria de saber__________ compro sempre.
    a) Porquê – por quê
    b) Por que – por que
    b) Porque – porque
    d) Por quê – por quê
    e) Por que – por que.

    12) Ninguém conseguiu explicar o ___________ do seu sumiço, no entanto, se estavam juntos com ele, não sabiam _______________ ?
    a) Porquê – por quê
    b) Porque – por que
    c) Por que – porque
    d) Por quê – por quê
    e) Porque – porque

    13) Nenhum de nós _______dizer ______ o cidadão portou-se tão ______ .
    a) soubemos, porque, eminente, mau
    b) soubemos, por quê, iminente, mal
    c) soube, por que, eminente, mal
    Parabéns! Você acertou.
    d) soube, porque, eminente, mau
    e) soube, porquê, iminente, mal

    14) No Lugar dos Asteriscos Coloque: Por Que, Porque, Por Quê Ou Porquê:
    a) Quero saber ** estou assim.
    b) Foi reprovado e não sabe **.
    c) ** você está tão aborrecida?
    d) Não vais à aula **?
    e) Reagi à ofensa ** não sou covarde.
    f) Ignora-se o ** da sua renúncia.
    g) São ásperos os caminhos ** passei.
    h) Não saí de casa, ** estava doente.
    i) Não foi ao baile, ** não tinha roupa.
    j) Quero saber ** não me disse a verdade.
    l) Quero saber ** foste reprovado.
    m) ** os países vivem em guerra?
    n) Quero saber o ** de sua decisão.
    o) **sinais o reconheceram?
    p) Não sei ** motivo ele deixou o emprego.
    q) Ele não viajou**?
    r) Ester é a mulher ** vivo.
    s) Eis ** o trânsito está congestionado.
    t) Ele viajou ** foi chamado para a reunião.
    u) Lutamos ** haja maior justiça social.
    v) Ele deve estar em casa ** a luz está acesa.
    x) ** você não vai ao cinema?
    z) A chance ** esperava é essa.


    Gabarito:
    1) B  2) A  3) D  4)  D; C; B; A.  5)  a – porquê   b – por quê?   c – por que     d – por que
    e – porque   6) A  7) C   8) B  9) C  10) E  11) E  12) A  13) C
    14)  a) Quero saber por que estou assim. (pergunta indireta)  b) Foi reprovado e não sabe por quê. (por qual motivo)
    c) Por que você está tão aborrecida? (pergunta direta)
    d) Não vais à aula por quê? (pergunta direta)
    e) Reagi à ofensa porque (uma vez que) não sou covarde.
    f) Ignora-se o porquê (substantivo) da sua renúncia.
    g) São ásperos os caminhos por que (pelo quais) passei.
    h) Não saí de casa, porque (já que) estava doente.
    i) Não foi ao baile, porque (pois) não tinha roupa.
    j) Quero saber por que não me disse a verdade. (pergunta indireta)
    l) Quero saber por que foste reprovado. (pergunta indireta)
    m) Por que os países vivem em guerra? (pergunta direta)
    n) Quero saber o porquê (substantivo) de sua decisão.
    o) Por que sinais o reconheceram? (pergunta direta)
    p) Não sei por que (por qual) motivo ele deixou o emprego.
    q) Ele não viajou por quê? (pergunta direta)
    r) Ester é a mulher por que (pela qual) vivo.
    s) Eis por que (por qual razão) o trânsito está congestionado.
    t)  Ele viajou porque (pelo fato de que) foi chamado para a reunião.
    u) Lutamos porque (para que) haja maior justiça social.
    v) Ele deve estar em casa porque (pois) a luz está acesa.
    x) Por que você não vai ao cinema? (por qual razão).
    z) A chance por que (pela qual) esperava é essa.

UMA QUESTÃO COMENTADA

Assertiva: "certa".
Período original: "...pode-se considerar marco da história da assistência jurídica, ou justiça gratuita, a própria colonização do país..." Percebam que a partícula "se", no texto original, é apassivador, ou seja, indica o sujeito expresso na frase que no caso é: a própria colonização. Para entender melhor é só fazer a seguinte pergunta: o que pode-se considerar marco da historia ? resp: a própria colonização. Na assertiva, a ordem foi mudada, mas o sujeito continua sendo o mesmo. Como prova disso, basta fazer a pergunta acima, que a resposta será a mesma. Observem que nos dois casos o sujeito sofre a ação, desta forma, estão na voz passiva, sendo o primeiro na sintética (partícula "se") e o segundo na analítica (verbo "ser"). Notem que na frase original há um objeto direito, o que diferencia a partícula "se" de um pronome apassivador de um índice de indeterminação do sujeito (que teria um objeto indireto)

Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto, o
primeiro período poderia ser reescrito da seguinte forma: A
própria colonização do Brasil, ainda no século XVI, pode ser
considerada marco da história da assistência jurídica, ou justiça
gratuita, no país.
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VÍRGULAS. VÍRGULAS !!


A vírgula deve ser usada em diversas circunstâncias


A vírgula deve ser usada em diversas circunstâncias
Caso quiséssemos atribuir o uso da vírgula a cada pausa retratada pelo falante, concluiríamos que nossa pretensão mostra-se aquém das reais possibilidades, fato esse decorrente das diferenças que se acentuam entre a fala e a escrita, visto que a riqueza melódica da oralidade não se compara com o convencionalismo da escrita.

A linguagem oral, via de regra, torna-se mais isenta de postulados preestabelecidos, posto que se condiciona a traços individuais do próprio emissor, cabendo a ele atribuir as possíveis entonações no momento em que achar conveniente. Na linguagem escrita, em contrapartida, tais pretensões estão sujeitas a normas que, indiscutivelmente, precisam estar em consonância com nossos conhecimentos. Para tanto, seguem em evidência algumas considerações dignas de nota, as quais retratam os casos em que se materializa ou não o uso da vírgula.

Circunstâncias em que usamos a vírgula:

a) Para isolar topônimos (nomes próprios relacionados com um determinado lugar), seguidos de sua respectiva data.

Exemplo: Maceió, 12 de fevereiro de 2009.

b) Separar orações coordenadas assindéticas (isentas de conectivos que as liguem).

Exemplo: Ao iniciar a reunião, todos se apresentaram, começaram a discutir os assuntos pertinentes e chegaram a um consenso muito antes do esperado.

c) Separar orações coordenadas sindéticas iniciadas pelas conjunções adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.
Exemplos:

* Precisava urgentemente se decidir, ou somente trabalhava, ou estudava.

* A aluna preparou-se muito para as olimpíadas de Matemática, logo obteve a primeira colocação.

* Não me sinto preparada para esta viagem, pois tive que decidir rapidamente.

* Sinto-me honrada com suas desculpas, porém nossa amizade não será mais a mesma.

d) Isolar expressões explicativas, corretivas ou continuativas representadas por: isto é, por exemplo, ou seja, aliás, entre outras.
Exemplos:

* A violência social é um fato grave, ou melhor, assustador.

* Pretendo despachar os documentos em breve, isto é, na próxima semana.

e) Separar apostos e vocativos em uma oração.
Exemplos:

* Marcos, traga seu certificado assim que puder, pois preciso entregá-lo ao Departamento de Pessoal.

* Marta, irmã de Pedro, casou-se ontem.

f) Separar um adjunto adverbial antecipado ou intercalado entre o discurso.
Exemplos:

* Naqueles tempos, havia uma maior interação entre as pessoas.

* Sem que ninguém esperasse, repentinamente, ela apareceu.
Atenção:
Não é recomendável o uso da vírgula quando o adjunto adverbial for um simples advérbio.
Exemplo: Seu irmão nunca o considerou como um amigo verdadeiro.

g) Isolar algumas orações intercaladas.

Ex: Precisamos, pois, estarmos atentos a tudo que acontece.
Nota importante:
Quando a conjunção iniciar a oração, o uso da vírgula será dispensado.
Exemplo: Gostaria de parabenizá-lo pelo desempenho, pois percebi seu esforço.

h) Isolar um complemento pleonástico antecipado ao verbo.

Ex.: Aos insensíveis|, por que não ignorá-los?
O.D. pleonástico

i) Indicar a supressão de um verbo subentendido na oração (recurso linguístico caracterizado pela elipse):

Ex.: Grande parte dos alunos estava trajada de Country; Patrícia, de caipira.
(A vírgula indica a supressão da locução verbal – estava trajada)

j) Separar termos coordenados em uma oração.

Ex: Aos domingos, reuniam-se todos os filhos, genros, noras, netos e bisnetos para uma agradável confraternização familiar.

l) Separar orações subordinadas adjetivas explicativas.

Ex: Santos Dumont, que é considerado o pai da aviação, foi o inventor do 14 Bis.

m) Separar orações adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), sobretudo, quando estas se antepuserem à oração principal.
Exemplos:

* Ao chegar em casa, percebi sua apreensão.

* Caso queira conversar comigo, avise-me antecipadamente.

Casos em que não se recomenda o uso da vírgula:

Não se usa a vírgula para separar termos que, do ponto de vista sintático, estabelecem diretamente uma ligação entre si. Eis as seguintes ocorrências:

a) Para separar sujeito do predicado.


Ex: Os alunos| estão todos eufóricos à espera dos resultados.
        Sujeito               Predicado

b) Entre o verbo e seus complementos (objeto direto e indireto), mesmo que o objeto indireto se anteponha ao objeto direto.

Ex: Entreguei |aos clientes| os pedidos.
                      O. Indireto  | O. Direto.

c) Entre o nome e o adjunto adnominal ou o complemento nominal.
Exemplos:

* Seu relógio de pulso foi apreciado por todos.
             Adjunto Adnominal

* Você tem amor à profissão.
                  Complemento Nominal

d) Entre a oração subordinada substantiva e a principal.

Ex: Seu desejo| era que todos o visitassem.
Or. principal     | oração subordinada substantiva predicativa.

POR QUÊ ?

Aconteceu na Grécia! 
Era uma vez um jovem porquinho belo e bom, muito pequenino, cuja vida foi dedicada à procura dos porquês da floresta. Tal porquinho, incansável em sua busca, passava o dia percorrendo matas, cavernas e savanas perguntando aos bichos e aos insetos que encontrava pelo caminho todos os tipos de porquês que lhes viessem à cabeça.
Por que você tem listras pretas se os cavalos não as têm? - perguntava gentilmente o porquinho às zebras.
- Pernas compridas por quê, se outros pássaros não as têm? - indagava às seriemas, de forma perspicaz.
Por que isso? Por que aquilo?
Era um festival de porquês, dia após dia, ano após ano, sem que ele encontrasse respostas adequadas aos seus questionamentos de porquinho.
Por exemplo, sempre que se deparava com uma abelha trabalhando arduamente, ele perguntava por quê. E a pergunta era sempre a mesma:
- Saberias, por acaso, por que fazes o mel, oh querida abelhinha?
E a abelha, com seus conhecimentos de abelha, sempre respondia assim ao porquê:
- Fabrico o mel porque tenho que alimentar a colmeia.
Mas a resposta das abelhas não o satisfazia, porque eram os ursos os maiores beneficiados com aquela atividade.

É BOM - É NECESSÁRIO ?



Com o início do Horário de Verão, este domingo tem uma hora “a menos”, mas nossa questão vai passar ao largo da polêmica sobre economia de energia ou sobre adaptação do ritmo biológico.
Trataremos da concordância nas expressões que aparecem no título. Nesse caso específico, o do título, não ocorre ao leitor nenhuma estranheza (exceto com o próprio horário, principalmente para quem não é fã da alteração). Mas é se, no lugar de horário aparecesse hora? O que aconteceria com a concordância?
Bem, teríamos então a seguinte frase: ‘Hora de verão é bom’.
Ué… mas não mudou!
Exatamente! As expressões é bomé necessárioé precisoé proibido permanecem invariáveis quando o sujeito não estiver determinado por artigo e alguns pronomes (notadamente os indefinidos). Veja:
  • Para acompanhar um filme, pipoca é bom!
  • É necessário paciência.
  • É preciso muita dedicação para entrar na faculdade.
  • É proibido entrada (de animais, de pessoas não autorizadas…).
Mas atenção!
Se acrescentarmos um determinante, um especificador qualquer ao sujeito, a concordância passa a seguir a regra geral:
  • Para acompanhar um filme, esta pipoca é boa!
  • É necessária a paciência de um santo!
  • São precisos a dedicação e o esforço para entrar na faculdade.
  • É proibida a entrada (de animais, de pessoas não autorizadas…).
Já no caso de o sujeito ser uma oração, a concordância ficará como, acertadamente, fizeram os Titãs:
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Ou como o Legião Urbana:
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há

13 de outubro de 2017

SUBORDINADAS ADVERBIAIS

                                       ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
SÃO ASSIM DENOMINADAS POE EXERCEREM FUNÇÃO SINTÁTICA DE ADVÉRBIOS EM RELAÇÃO À PRINCIPAL.
Assim, as orações subordinadas adverbiais exercem a função do advérbio e funcionam como adjunto adverbial sendo classificadas em: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, temporais, proporcionais.

As orações subordinadas adverbiais são iniciadas com uma conjunção subordinativa (ou locução), isto é, aquelas que ligam as frases (principal e a subordinada). São classificadas em nove tipos, de acordo com a circunstância que exprimem na frase:
Causais
As orações subordinadas adverbiais causais, exprimem causa ou o motivo sendo as conjunções integrantes adverbiais: porque, que, como, pois que, porquanto, visto que, uma vez que, já que, desde que.
Exemplo: Não fomos à festa visto que estava chovendo muito.
A calçada estava molhada porque choveu.
CUIDADO – SE O VERBO VIER NO IMPERATIVO, OU INDICAR DESEJO É COORDENADA EXPLICATIVA.
ESTUDE, QUE SEU FUTURO ESTARÁ GARANTIDO.
DEUS O ABENÇOE, MEU ALUNO, PORQUE SUA GENEROSIDADE NÃO TEM LIMITE.
VEJAM
FUJAMOS TODOS, QUE A MARÉ NÃO ESTÁ PARA PEIXE. CAUSAL
FUGIMOS TODOS , QUE A MARÉ NÃO ESTÁ PARA PEIXE.

Comparativas
As orações subordinadas adverbiais comparativas exprimem comparação sendo as conjunções integrantes adverbiais: como, assim como, tal como, tanto como, tanto quanto, como se, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais).
Exemplo: Paula é estudiosa tanto quanto seu irmão.

Concessivas
As orações subordinadas adverbiais concessivas exprimem permissão sendo as conjunções integrantes adverbiais: embora, conquanto, por mais que, posto que, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, em que pese.
Exemplo: Luciana gosta muito de dançar embora esteja com o pé quebrado.

Condicionais
As orações subordinadas adverbiais condicionais exprimem condição sendo as conjunções integrantes adverbiais: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que.
Exemplo: Iremos à festa desde que não chova.

Conformativas
As orações subordinadas adverbiais conformativas exprimem conformidade sendo as conjunções integrantes adverbiais: conforme, segundo, como, consoante, de acordo.
ExemploConsoante às regras de conduta, Antenor preferiu alertar seus colegas de trabalho.

Consecutivas
As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem consequência sendo as conjunções integrantes adverbiais: de modo que, de sorte que, sem que, de forma que, de jeito que.

Exemplo: O palestrante falou tão baixo, de forma que não conseguimos ouvir a apresentação.

Finais
As orações subordinadas adverbiais finais exprimem finalidade sendo as conjunções integrantes adverbiais: a fim de que, para que, que, porque.
Exemplo: Estamos aqui para trabalhar
.
Temporais
As orações subordinadas adverbiais temporais exprimem circunstância de tempo sendo as conjunções integrantes adverbiais: enquanto, quando, desde que, sempre que, assim que, agora que, antes que, depois que, logo que.
ExemploEnquanto eles se divertem, nós trabalhamos.

Proporcionais
As orações subordinadas adverbiais proporcionais exprimem proporção sendo as conjunções integrantes adverbiais: à proporção que, à medida que, ao passo que, tanto mais, tanto menos, quanto mais, quanto menos.

Exemplo: À medida que o tempo passa, estamos mais distante.

Redação do Enem: tema em Forma de Pergunta


Semana passada recebemos uma mensagem da leitora Sildiana Lourenço que está com dúvidas sobre como proceder caso o tema da proposta de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) esteja em forma de pergunta. Como acreditamos que esta pode ser uma dúvida de mais leitores, dedicaremos este texto a saná-la. A mensagem da Sildiana, a qual agradecemos a participação, é a seguinte:
Se porventura nesse ano o Enem exigir um tema de redação em forma de pergunta, qual é o esquema que devo adotar? Posso fazer na introdução a problemática e responder a pergunta e os argumentos irem em cima das respostas ou devo fazer a estrutura normal com problemática, causas e consequências no desenvolvimento e proposta de intervenção?.
Quando um tema de proposta de redação está em formato de pergunta, seja no Enem ou em qualquer outro exame, vestibular ou concurso, espera-se que o candidato responda a esta pergunta no seu texto, este é o mais importante. Caso o tema, além de estar em forma de pergunta, coloque duas opções para o candidato, este deve responder a questão escolhendo uma das opções, nunca ficando “em cima do muro”.
A resposta para a pergunta do tema, juntamente ou não com a escolha, deve estar presente no texto e isso pode ser feito de diferentes formas. Esta resposta pode ser a tese, o ponto de vista que será defendido no texto e, neste caso, pode já ser apresentado na introdução da dissertação-argumentativa e depois desenvolvida em argumentos e estratégias argumentativas no desenvolvimento da redação. Por outro lado, a resposta à pergunta do tema pode estar na conclusão do texto, após a análise, avaliação e argumentação sobre o tema propriamente dito.
No caso de o tema apresentar opções de escolha, como já dissemos, o candidato deve fazer sua escolha, deixá-la explícita na redação e pode usar a opção não escolhida como instrumento para um contra-argumento, algo muito valioso em uma dissertação-argumentativa.
Obviamente, no caso do Enem, a proposta de intervenção social deve estar de acordo com o tema e, nesta circunstância, com a resposta e/ou escolha do candidato ao desenvolvê-lo.
Aliás, desenvolver uma tese e planejar e organizar uma dissertação-argumentativa não é a mais fácil das tarefas, principalmente para alunos no fim do Ensino Fundamental II e do início do Ensino Médio, mas há uma técnica que envolve perguntas e respostas que pode ajudar.
Caso o tema não seja em forma de pergunta, o primeiro passo é transformá-lo em uma. Por exemplo, se analisarmos o tema da segunda edição do Enem 2016 – Caminhos para se combater o racismo no Brasil – faremos o seguinte planejamento:
– Caminhos para se combater o racismo no Brasil
  • Transforma o tema em pergunta: Quais caminhos podemos tomar para combater o racismo no Brasil?
  • Responda a pergunta; sua resposta será seu ponto de vista a ser defendido no texto;
  • Fundamente e embase sua tese em um argumento principal; este explicará ao leitor o motivo pelo qual você formulou este ponto de vista;
  • Seu argumento principal pode ser melhor desenvolvido por meio de estratégias argumentativas;
  • Na conclusão, exponha a proposta de solução.
Caso o tema já esteja em formato de pergunta, basta respondê-la e seguir o esquema acima no momento de escrever o rascunho, pois é nele em que devemos organizar e planejar o nosso texto.
Além disso notem que, na pergunta formulada a partir do texto, não formulamos questões como “Há racismo no Brasil?” ou “O que é racismo?”, pois do modo como o tema foi escrito a banca elaboradora do Enem pressupõe que o candidato saiba o que é racismo e concorde com a afirmação de que há racismo no Brasil. Isso significa que o candidato que argumentou que não há racismo no país ou que relativizou, no mínimo, tangenciou o tema.
Abração !!

11 de outubro de 2017

Texto expositivo

O texto expositivo apresenta informações sobre um objeto ou fato específico, sua descrição e a enumeração de suas características. Esse deve permitir que o leitor identifique, claramente, o tema central do texto.

Um fato importante é a apresentação de bastante informação; caso se trate de algo novo esse se faz imprescindível.

Quando se trata de temas polêmicos, a apresentação de argumentos se faz necessária para que o autor informe aos leitores sobre as possibilidades de análise do assunto.

O texto expositivo deve ser abrangente e deve ser compreendido por diferentes tipos de pessoas.

O texto expositivo pode apresentar recursos como a:

- instrução, quando apresenta instruções a serem seguidas;
- informação, quando apresenta informações sobre o que é apresentado e/ou discutido;
- descrição, quando apresenta informações sobre as características do que está sendo apresentado;
- definição, quando queremos deixar claro para o nosso leitor do que, exatamente, estamos falando;
- enumeração, quando envolve a identificação e apresentação sequencial de informações referentes àquilo que estamos escrevendo;
- comparação, quando o autor quer garantir que seu leitor irá compreender bem o que ele quer dizer;
- o contraste, quando, ao analisar determinada questão, o autor do texto deseja mostrar que ela pode ser observada por mais de um ângulo, ou que há posições contrárias.


Veja um exemplo de texto expositivo:

O telefone celular

A história do celular é recente, mas remonta ao
passado –– e às telas de cinema. A mãe do telefone
móvel é a austríaca Hedwig Kiesler (mais conhecida
pelo nome artístico Hedy Lamaar), uma
atriz de Hollywood que estrelou o clássico Sansão
e Dalila (1949).
Hedy tinha tudo para virar celebridade, mas pela
inteligência. Ela foi casada com um austríaco nazista
fabricante de armas. O que sobrou de uma relação
desgastante foi o interesse pela tecnologia.
Já nos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra
Mundial, ela soube que alguns torpedos teleguiados
da Marinha haviam sido interceptados por
inimigos. Ela ficou intrigada com isso, e teve a ideia:
um sistema no qual duas pessoas podiam se comunicar
mudando o canal, para que a conversa
não fosse interrompida. Era a base dos celulares,
patenteada em 1940.

10 de outubro de 2017

Assinale a alternativa que apresenta os porquês que podem ser corretamente usados na lacuna da oração “– _______ você não me avisou que teríamos reunião? – Não avisei, _______ também não sabia disso.”:
  • A.Porque, porquê.
  • B.Por quê, porque.
  • C.Por que, por quê.
  • D.Por que, porque.
Julgue os próximos itens, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê.
Alguns prefeitos se reelegem com extrema facilidade. Por que isso ocorre? Por que prefeitos de municípios recém-criados se reelegem com muito mais facilidade do que os demais? Provavelmente, porque têm mais liberdade para gastar e amplas possibilidades de contratar novos funcionários para compor a burocracia local.
  • C.Certo
  • E.Errado
A palavra pois, empregada em “se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa intenção.” (l. 47-48), pode ser substituída, respeitando a norma-padrão e mantendo-se o sentido original, pelo que se destaca em:
  • A.Se o fiz, mereço desculpas, por que nunca tive essa intenção.
  • B.Por que nunca tive essa intenção, se o fiz, mereço desculpas.
  • C.Se o fiz, mereço desculpas, nunca tive porquê essa intenção.
  • D.Se o fiz, mereço desculpas, nunca tive essa intenção por quê.
  • E.Porque nunca tive essa intenção, mereço desculpas se o fiz. EQUIVALE A POIS; CONJUNÇÃO.