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22 de setembro de 2017

CONCURSEIROS, VAMOS LÁ !!

EXERCÍCIOS – CESPE – CRASE
1)   Por ser opcional o emprego do sinal indicativo de crase no termo regido por “frente” no trecho O resultado mais remoto — mas nem por isso desprezível — é deixar a população indefesa frente a aventuras políticas, sua inserção preservaria a correção gramatical do texto. PF CESPE

2)    
“Nos últimos anos, entretanto, estão sendo desenvolvidos métodos analíticos mais precisos para avaliar a influência dos fatores econômicos, epidemiológicos e sociológicos associados às raízes sociais da violência urbana: pobreza, impunidade, acesso a armamento, narcotráfico, intolerância social, ruptura de laços familiares, imigração, corrupção de autoridades ou descrédito na justiça”

Sobre o trecho acima, julgue o item a seguir.

O emprego do sinal indicativo de crase em “às raízes” justifica-se pela regência de “associados” e pela presença de artigo; o sinal deveria ser eliminado caso a preposição viesse sem o artigo. PF CESPE

         A respeito da Crase, julgue os fragmentos de texto abaixo.

3)   Todo o grupo fazia frente a frente de batalha do exército adversário.
4)   As aulas deste curso serão ministradas de segunda à sexta e das 14 as 18h.
5)   João Paulo 2º, com a acuidade de sua inteligência e a abrangência e profundidade de sua vivência, cultura e saber, clamou com forte carisma, como verdadeiro herdeiro dos profetas bíblicos, a perenidade.
6)   O hedonismo e o utilitarismo induzem à relativização do respeito à vida humana, em especial a dos mais frágeis e indefesos.
7)   Está em exame na Casa Civil anteprojeto de lei que instituirá um sistema de incentivo à redução dos acidentes e de punição das empresas que submetem seus trabalhadores à risco.
8)   Uma empresa que esteja abaixo da média nacional de acidentes, por exemplo, pode vir à pagar menos.
9)   O menino Carlos e seus irmãos, criados por um lavrador, todos os dias caminham doze quilômetros para ir à escola e de lá voltar; Wilson — um dos irmãos — que já tinha assistido à televisão nas redondezas afirmou que preferiria adquirir uma égua a um aparelho de TV.

A história da penetração, do povoamento e da ocupação econômica do vasto interior brasileiro está intimamente vinculada à abertura e à expansão das rotas terrestres e fluviais que varreram o território nos quatro séculos da colonização.

Sobre o trecho acima, julgue o item.
10) O emprego do sinal indicativo de crase em “à abertura” e em “à expansão” deve-se ao fato de esses termos admitirem o artigo feminino e o verbo vincular nessa acepção exigir complementação com a preposição a.

11) 
A diferença é que, em São Paulo, os veículos andam, em média, a 24 quilômetros por hora. No exterior, bons sistemas de metrô, trens e engenharia de tráfego permitem que eles rodem a 32 quilômetros por hora, em média.

Sobre o trecho acima, julgue o item abaixo

Uma outra maneira de escrever as expressões “a 24 quilômetros por hora” e “a 32 quilômetros por hora”, respectivamente, seria “à velocidade de 24 km por hora” e “à velocidade de 32 km por hora”.

12) Atende-se à norma gramatical: caso uma dificuldade se interponha na sociedade brasileira, editam-se leis e baixam-se decretos, visando-se à solução do problema.
13) Atende-se à norma gramatical: o autor menciona um aspecto agravante do problema apontado no parágrafo anterior e inclui crítica à quantidade de constituições promulgadas no Brasil e aqueles que se beneficiam, em seu ofício, do contexto legislativo descrito.
14) No trecho “Filmes novos? Primeiro, temos de pagar aquele que já mostramos 20 vezes”, o emprego do acento indicativo da crase em “aquele” é facultativo, visto que o verbo pagar rege complemento com ou sem a preposição a.

15) Atende-se à norma gramatical: Caminhamos devagar até à entrada do estabelecimento.

CONCURSEIROS , SIMBORA.


Dar o peixe
ou ensinar a pescar?

Ainda é muito comum o argumento de que, no combate à pobreza no Brasil, não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. Os resultados de pesquisas recentes, no entanto, indicam que ensinar a pescar pode ser muito pouco para uma grande massa de população que já se encontra em situação de extrema privação.
A pobreza é uma metáfora para o sofrimento humano trazido à arena pública, e pode ser definida de maneiras distintas.
Muita energia é despendida na busca de uma definição rigorosa, capaz de distinguir com clareza o sofrimento suficiente do sofrimento insuficiente para classificar alguém como pobre, mas aqui isso não é necessário: apenas para conduzir a argumentação, vamos tratar pobreza como uma situação extrema, na qual se encontram os indivíduos pertencentes a famílias que não dispõem de renda para adquirir uma cesta de alimentos e outros bens de consumo, como vestimentas e medicamentos.
Pesquisas embasadas nesse tipo de definição estimam que uma fração entre um terço e a metade da população brasileira possa ser considerada pobre. Essa é uma definição forte; e estimativas subjetivas de linhas de pobreza demonstram que boa parte da população brasileira ainda consideraria insuficientes as rendas de famílias que se encontram em níveis superiores
aos usados nessas pesquisas como linha de pobreza.
Vamos assumir, também, que a existência desse tipo de pobreza é socialmente inaceitável e, portanto, que desejamos erradicá-la o quanto antes. É óbvio que o horizonte de tempo proposto define que tipos de mudança na sociedade serão necessários.
Provavelmente, um prazo mais curto exigirá políticas mais drásticas. Para manter a argumentação em torno das propostas mais debatidas, atualmente, para a erradicação da pobreza no país, vamos definir como limite razoável algo entre uma e duas décadas.
A insuficiência de recursos nas mãos de parte da população pode ser entendida como resultado ou de uma insuficiência generalizada de recursos ou de má distribuição dos recursos existentes. Logo, o combate à pobreza pode tomar dois rumos básicos: aumentar o nível de recursos per capita da sociedade ou distribuir melhor os recursos existentes. Nada impede, é claro, que as duas coisas ocorram simultaneamente.
Os caminhos para o aumento dos recursos per capita encontram-se entre dois extremos: diminuir a população ou fazer com que a economia cresça mais rápido que ela. Como as estratégias de diminuição da população existente, em um prazo razoável, beiram o absurdo, a proposta de crescimento da economia, maior do que a do crescimento da população, é
geralmente muito mais debatida no Brasil.
Dadas as dificuldades que se colocam para o crescimento acelerado de qualquer economia, durante muito tempo se sugeriu que o problema da pobreza no Brasil poderia ser enfrentado pela via do controle de natalidade. Embora esse argumento, ainda hoje, encontre algum eco fora dos meios acadêmicos, todas as evidências empíricas disponíveis rejeitam a viabilidade da erradicação da pobreza por meio da redução no ritmo de reprodução da população.



Acerca do texto acima, julgue os itens a seguir.

1. O texto, apesar de falar em “argumentação”, é predominantemente descritivo, uma vez que apresenta os contornos e as características da parte da população brasileira considerada “pobre”.

2. No primeiro parágrafo, a ideia central pode ser resumida da seguinte forma: é necessário dar bens de subsistência para quem já se encontra em situação de miséria extrema.

3. Do segundo ao quinto parágrafos, é apresentada, entre distintas acepções de pobreza, a que será adotada pelo autor e mediante a qual devem ser entendidas as suas idéias.

4. Nos parágrafos sexto e sétimo, o autor associa a pobreza, fundamentalmente, a aspectos econômicos e financeiros, argumentando que, para saná-la, é imperioso elevar a renda per capita.

5. No último parágrafo, a proposta de diminuição da taxa demográfica de pobres, com o estímulo ao controle e à redução da natalidade, é defendida pelo autor.

6. Além de ser correta, a substituição do termo “despendida” (2º parágrafo) por dispendida não altera o sentido do texto.

7. Em “a metade da população brasileira possa ser considerada pobre. Essa é uma definição forte” (3º parágrafo), há quatro substantivos abstratos determinados por quatro adjetivos.

8. A união entre as orações existentes no trecho “que a existência desse tipo de pobreza é socialmente inaceitável e, portanto, que desejamos erradicá-la o quanto antes” (4º parágrafo) dá-se por processo de coordenação.

9. O emprego do itálico em “per capita” (7º parágrafo) justifica-se por se tratar de uma expressão estrangeira que significa, no contexto, em língua portuguesa, por cabeça ou por pessoa.

10. No último parágrafo do texto, “acadêmicos” e “evidências” recebem acento pelo mesmo motivo.

Os itens subsequentes são reescrituras adaptadas de partes de textos extraído. Julgue-os quanto a acentuação gráfica, emprego do sinal indicativo de crase, concordância, regência e pontuação.

11. Políticas de controle da natalidade não são uma solução viável, não só porque violam a liberdade das famílias de decidir seu tamanho, mas, também, porque causam um vazio geracional que, futuramente, poderá ter diversos impactos negativos para a sociedade.

12. O crescimento da economia parece ser uma proposta mais tentadora: crescer aumenta a quantidade de recursos disponíveis e, se os resultados desse crescimento forem distribuídos a todos, a tendência é de que a pobreza seja reduzida.

13. Se o problema da pobreza é, majoritariamente, uma questão de desigualdade e de desequilíbrio, estratégias de erradicação da miséria devem ser formuladas, levando em conta as causas de tais divergências.

14. Visando a formação de novas mentalidades, abertas permanentemente as modificações que ocorrem na sociedade, é necessário um constante diálogo das instituições jurídicas do país com as universidades afim do proveito de ambas, e consequentemente, da sociedade brasileira.

15. O momento atual, a despeito do que muitos afirmam, revela-se uma oportunidade impar para uma reflexão à respeito do funcionamento da administração pública e acerca das funções a serem desempenhadas pela sociedade no estado democrático de direito.
Não há dúvida de que, no início do século XXI, os Estados Unidos da América chegaram mais perto do que nunca da possibilidade de constituição de um “império mundial”. Mas, se o mundo chegasse a esse ponto e constituísse um império global, isso significaria — ao mesmo tempo e por definição — o fim do sistema político interestatal. E o mais provável, do ponto de vista econômico, é que tal transformação viesse a significar também o fim do capitalismo. Em uma linguagem mais próxima da física e da termodinâmica do que da dialética hegeliana, pode-se dizer que a expansão do poder global na direção do império mundial é, ao mesmo tempo, uma força que levaria o sistema mundial à entropia, ao provocar sua homogeneização interna e o desaparecimento das hierarquias e conflitos responsáveis pelo dinamismo e pela ordem do
próprio sistema.

José 


Em relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.


16. O emprego da preposição “de” em “Não há dúvida de que” justifica-se pela regência da forma verbal “há”.

17. Como na sequência há um complemento oracional, a omissão da preposição “de” em “Não há dúvida de que” também estaria de acordo com as exigências da norma escrita culta.

18. Como o primeiro período do texto apresenta ideia relativa a um único país, o emprego do verbo chegar no singular — chegou — estaria de acordo com as exigências de concordância da norma escrita culta, sem necessidade de outras alterações no texto.

19. Mantêm-se a correção gramatical do período e as informações originais do texto ao se eliminar a palavra sublinhada em “mais perto do que nunca”

20. O emprego do futuro do pretérito em “significaria” é decorrente do emprego de estrutura antecedente que tem valor condicional, formada por verbo no imperfeito do subjuntivo.

21. Pelos sentidos do texto, é correto inferir que a palavra “entropia” está sendo empregada com o significado de equilíbrio, organização.

22. Para o trecho “que levaria (...) à entropia”, a crase se justifica pela regência do verbo levar.

23. Infere-se das informações e dos sentidos do texto que o dinamismo e a ordem do sistema político interestatal em vigor atualmente no mundo podem prescindir de hierarquias e conflitos.


Quase todas as grandes potências já foram colonialistas e anticolonialistas, pacifistas e belicistas, liberais e mercantilistas, e quase todas elas, além disso, já mudaram de posição várias vezes ao longo da história. Nesse contexto, as previsões, liberais ou marxistas, do fim dos estados ou das economias nacionais, ou mesmo da formação de algum tipo de federação cosmopolita e pacífica, são utopias, com toda a dignidade das utopias que partem de argumentos éticos e expectativas generosas, mas são idéias ou projetos que não têm nenhum apoio objetivo na análise da lógica e da história passada do sistema mundial. Apesar de tudo isso, é possível identificar através da história a existência de forças que atuam na direção contrária do poder global e do império mundial. Forças que impediram — até agora — que esse processo de centralização do poder chegasse até o seu limite imperial, o que provocaria a dissolução do sistema político e econômico
mundial.


Com referência às ideias e estruturas do texto acima, julgue os itens a seguir.

24. A expressão “Nesse contexto” é um elemento de coesão textual, pois retoma de forma sintética todas as informações do período anterior.

25. A inserção de uma vírgula logo após a expressão “dignidade das utopias” mantém as mesmas relações sintáticas e a informação original do período.

26. Pelas informações do texto, estaria gramaticalmente correta e de acordo com as idéias do texto a substituição do trecho “expectativas generosas, mas são idéias” por: expectativas generosas. Entretanto, essas previsões são idéias.

27. Pela presença das preposições, é correto afirmar que os elementos “da lógica”, “da história passada” e “do sistema mundial” têm a mesma função sintática no período, pois complementam a palavra “análise”.

28. Mantém-se a ênfase da afirmação, sem prejuízo para a correção gramatical do período, se as duas ocorrências da forma “do” forem substituídas por em relação ao.

29. No início do último período do texto, substituir “Forças” por São essas forças constitui alternativa gramaticalmente incorreta para o período, porque prejudica a coesão textual.

30. O emprego do futuro do pretérito em “provocaria” justifica-se pelo emprego do subjuntivo em “chegasse” e admite como gramaticalmente correta a substituição pela forma teria provocado ou por iria provocar.

A responsabilidade política do Poder Judiciário no MERCOSUL é nítida nesta quadra. Precisamos, portanto, com absoluta transparência, discutir e verificar como as nossas instituições jurídicas estão desenhadas. A justiça brasileira ainda está presa às concepções autonômicas do século XIX, e, por isso, o tratado internacional tem sido considerado
norma de natureza ordinária, e, conseqüentemente, é sujeito à modificação, à revogação e à alteração por qualquer legislação ordinária, sem qualquer audiência dos organismos internacionais e dos países que foram co-participantes da elaboração de um tratado, seja ele de qualquer natureza: comercial, civil, tributária.
Internet: .

Acerca do texto acima, julgue os itens seguintes.

31. Na expressão “presa às concepções”, estaria gramaticalmente correta a preferência pela estrutura presa a concepções, em que é omitido o artigo feminino plural, com a permanência da preposição


32. Os 3 últimos sinais indicativos de crase têm justificativas diferentes, e dois deles podem ser omitidos sem prejuízo para a correção gramatical do período.

Considerando que os fragmentos incluídos nos itens seguintes, na ordem em que estão apresentados, são partes sucessivas de um texto, julgue-os quanto à correção gramatical.

33. Uma das causas do congestionamento do sistema judiciário reside na legislação processual que, de tão ultrapassada, enseja recursos inimagináveis em qualquer outro sistema.

34. A multiplicidade de manifestações de insurgência contra toda e qualquer disposição judicial, com invocação das garantias constitucionais de ampla defesa e devido processo, fazem com que o exame do mérito das causas seja adiado quase que indefinidamente.

35. Sucede-se na comarca os juízes e nos tribunais os relatores de modo que, sobre uma única demanda, várias gerações de magistrados se devam debruçar, reiniciando — como se espera — o estudo do feito desde sua página inicial. Itens adaptados.

GABARITO

1. E

2. C
3. C 
4. E 
5. E
6. E 
7. E 
8. C 
9. C 
10. E
11. C 
12. C 
13. C 
14. E 
15. E
16. E 
17. C 
18. E 
19. C 
20. C
21. E 
22. C 
23. E 
24. C 
25. E
26. C 
27. E 
28. C 
29. E 
30. C
31. C 
32. E 
33. C 
34. E 
35. E

21 de setembro de 2017

GURIZADA, LEIAM MUITO SOBRE ESTES TEMAS


A página do Portal Nacional da Educação (PNE), numa rede social, divulgou no último dia 18 de setembro uma foto com quinze possíveis temas da proposta de redação da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Apesar de a própria página, em sua descrição, afirmar que não faz parte das redes sociais do Governo Federal nem é ligada com os canais de comunicação do Ministério da Educação e do Inep, pensamos que seria interessante discutir tal lista  sobre a prova de redação do Enem.
Primeiramente, antes de discuti-la, gostaríamos de ressaltar duas coisas: em primeiro lugar, de nada adianta ler sobre ou estudar possíveis temas de propostas de redação para o Enem  ou para qualquer outro exame, concurso ou vestibular e se esquecer ou deixar de lado o estudo da prática da leitura e da escrita, já que não há salvação para uma dissertação-argumentativa que não obedece à norma culta da Língua Portuguesa, que é incoerente, em que falta coesão textual, que não progride no que concerne a temática etc.
Em segundo lugar, é preciso considerar que, caso algum desses quinze temas seja o contemplado na proposta de redação do Enem 2017, talvez ele não seja colocado com esses comandos, ou seja, do mesmo modo em que foi escrito nesta publicação da página do PNE (imagem), já que todos eles podem ser abordados sob diferentes pontos de vista, sempre visando ao viés social no contexto histórico, político e social do Brasil.
Vamos a uma pequena discussão sobre cada um dos temas listados na publicação da página do PNE. Hoje, abordaremos sete temas e, na próxima semana, abordaremos os demais.

1. Consumismo e Ostentação

Na sociedade capitalista neoliberal em que vivemos, o consumo é um dos aspectos mais importantes, pois relaciona-se com a economia de uma país, já que se a população diminui o consumo por conta de uma crise, a indústria freia a produção, os empregados perdem seus empregos e este processo torna-se uma verdadeira bola de neve. Deste modo, o consumo faz parte da vida de todos, pois é necessário consumir para comer, beber, morar, vestir, locomover-me etc. Mas quando este consumo passa do que é item de primeira necessidade para o supérfluo, o consumismo pode ser encarado inclusive como transtorno psicológico, uma válvula de escape para os problemas. Considerando o contexto imediatista e de alta exposição que vivemos atualmente nas redes sociais, a ostentação atrela-se ao consumismo de tal modo que pode criar uma sociedade altamente exposta, consumista e que ostenta bens desnecessários.

2. Analfabetismo funcional no Brasil

O número de analfabetos funcionais no Brasil ainda é expressivo, infelizmente. O analfabeto funcional é aquele que não consegue interpretar e compreender, de maneira proficiente, um texto, não sendo hábil em estabelecer relações entre textos, formular hipóteses e inferências etc. A educação e os hábitos de leitura e de escrita estão intimamente ligados com essa questão, o que gera consequências catastróficas para o país em vários sentidos (social, econômico, cultural, educacional etc). A alfabetização é o primeiro passo para a cidadania e uma pessoa analfabeta tem esse direito privado.

3. Bullying nas escolas

bullying é, infelizmente, um problema comum nas escolas de todo o mundo e no Brasil não é diferente. Casos de violência verbal, física e sexual que humilham, ofendem, machucam e magoam crianças e adolescentes devem ser tratados com muito cuidado pelas famílias e pelas escolas, que precisam trabalhar de maneira conscientizadora junto ao agressor, ao alvo e aos demais alunos que nada fazem para combater os atos de bullying. O suicídio está aumentando entre os jovens e uma das maiores causas é a depressão recorrente de bullying.

4. Desigualdade entre homens e mulheres no Brasil

A questão do gênero já foi abordada pelo Enem quando este colocou como tema da proposta de redação a violência persistente contra a mulher no Brasil e pode ser abordada novamente com este tema. Pesquisas comprovam que mulheres, no geral, estudam mais tempo do que os homens, mas mesmo assim ganham, no geral, cerca de 30% a menos do que homens em cargos equivalentes. Mulheres são chefes de milhões de famílias, mas ainda são os homens que mais ocupam cargos de chefias nas empresas. Homens legislam causas femininas, como a legalização do aborto, por exemplo; as mulheres são a minoria em cargos políticos no Brasil. Como reverter essa situação injusta? Como arrancar o machismo da sociedade?

5. Os limites de humor e a liberdade de expressão

Humoristas têm sido alvo de processos judiciais de pessoas que sentem-se ofendidas e humilhadas por piadas propagadas em canais de televisão, rádios e internet. Eles dizem ser apenas uma piada, que esta não incentiva nenhum tipo de preconceito, mas ela sempre tem um alvo. As pessoas ofendidas sentem-se no direito de não gostar da piada, assim como o humorista sente-se no direito de fazê-la. O humor tem limites? O humorista deve, necessariamente, estar pronto para as respostas e rebatidas do público? O politicamente correto ameaça a liberdade de expressão do humor?

6. A nova constituição familiar no Brasil

A família típica de propaganda de margarina – pai, mãe, filhos e cachorro, numa manhã alegre de sol, em volta da mesa, felizes – não é mais a única formação familiar presente na sociedade brasileira. Há mães solteiras (divorciadas ou viúvas), pais solteiros (nas mesmas situações), pais divorciados que compartilham a guarda dos filhos, crianças que são criadas por avós, tios, madrinhas; há famílias que adotam filhos, há famílias sem filhos; há famílias compostas por duas mães, outras compostas por dois pais; há ainda famílias cujo pai ou mãe são transexuais… Ou seja, além dos laços biológicos, devemos considerar os laços de afeto e de amor que unem as pessoas, porém, a cada dia que passa, vemos um projeto teológico de Estado (mesmo este sendo laico de acordo com a Constituição Federal de 1988) que legisla em favor de sua causa e contrário à minorias e isso resvala nas novas constituições familiares. É mais um tema no qual o respeito deve estar acima de tudo. O que é teológico, deixemos para a teologia. O que é social e coletivo, deve ser política pública de um Estado laico.

7. Consciência ambiental

Há tempos o Enem prioriza os temas de viés social e não aborda temas voltados à questão do meio ambiente, da preservação da natureza e da consciência ambiental. Quando vemos que grande parte da Amazônia pode ser “leiloada” para grandes empresas, temas com esse viés são de suma importância. E engana-se quem pensa que a questão ambiental não afeta o lado social, pois afeta, e não só os índios que estão sendo mortos e perdendo suas terras, mas a todos nós, pois, até onde se sabe, não há condições de vida em outra planeta. Há até quem pense e diga que o efeito estufa é uma invenção mentirosa…
Por hoje, ficamos por aqui. Na próxima semana discutiremos os demais temas possíveis para a proposta de redação do Enem 2017 publicados pelo PNE.

TEMAS DE REDAÇÃO - ENEM - SEM TEXTO DE APOIO

Confira a seguir quais são os 15 possíveis temas para redação ENEM 2018:
  • O partidarismo do Brasil atrapalha o coletivismo? Até que ponto a política representa um país.
  • A influência dos grandes meio de comunicação na sociedade brasileira.
  • Inclusão Digital; A tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais?
  • Doenças virais e casos de saúde pública; O SUS é capaz de lidar com toda essa demanda?
  • Tragédias Ambientais; Acidentes ou Crimes Ecológicos?
  • Sistema Prisional Brasileiro; Do caos à busca de solução.
  •  Mobilidade Urbana; Acessibilidade e o Sistema de Transporte no Brasil.
  • Direitos trabalhistas; O equilíbrio entre as contas públicas e o apoio ao cidadão.
  • A busca pela Igualdade de Gênero no Brasil.
  • Manifestações Culturais e Religiosas; O respeito como o principal agente da paz.
  • Desenvolvimento sustentável; Empreender e Preservar.
  • Internet; Segurança Nacional x Direito a Privacidade.
  • Novas Formas de Gerar Energia; A preferência para fontes renováveis.
  • Avanço em pesquisas científicas.
  • Famílias do Século XXI; Um novo conceito sobre laços afetivos e consanguíneos. 

ENTENDIMENTO DO TEMA DE REDAÇÃO

O entendimento do Tema

O entendimento do Tema

O PRIMEIRO PASSO: O ENTENDIMENTO DO TEMA
A primeira etapa de uma redação consiste em compreender plenamente o tema. Nos antigos vestibulares, este era proposto de forma direta. Exemplo, a faculdade de direito da Universidade de São Paulo, certa feita, pediu que os vestibulandos escrevessem sobre a “Cortina de Ferro”. Nesse caso, o vestibulando deveria dissertar sobre os países do leste europeu então dominados pela ex-União Soviética. Sem dúvida, questões propostas de maneira explícita facilitavam o entendimento do tema. Modernamente, os temas não mais são assim apresentados. São dados textos que, de alguma maneira, interligam-se e o vestibulando deve, em primeiro lugar, descobrir essas relações. Em linguagem simples, você deve “perceber” o conteúdo do tema.
Técnica de redação
Em todos os seus gêneros (dissertação, descrição, narração e crônica), é a mais importante prova dos exames vestibulares brasileiros. Pode-se dizer que ela é decisiva. Atualmente, a dissertação tem sido privilegiada pelas bancas examinadoras, pois ela exige que o aluno, após analisar textos, defenda suas opiniões sobre eles.  Redação ajuda você a fazer uma excelente redação no vestibular, após explicações, exemplos, temas e, na linguagem do aluno, “dicas” sobre o que escrever.
Quase todos os exames vestibulares exigem, como redação, textos dissertativos. Poucas universidades – uma delas é a UNICAMP (Universidade de Campinas) – aceitam narração e crônica.
O QUE É UMA DISSERTAÇÃO?
Uma dissertação consiste numa redação analítica sobre o tema proposto pela banca examinadora que elabora a prova. Dessa maneira, o vestibulando deve defender uma opinião sobre o assunto exigido pela faculdade. Portanto, ao contrário da opinião tradicional, o aluno não pode ser neutro quanto ao tema em questão. O Ministério da Educação determina que as opiniões não devem ser julgadas, mas sim avaliadas se estão explicadas e defendidas com coerência e lógica.
OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A nota dada à redação deve obedecer aos seguintes critérios:
– adequação ao tema. A banca examinadora avalia se o vestibulando entendeu o tema proposto e redigiu um texto adequado a ele. “Fugir do assunto”, como se diz na gíria estudantil, implica “nota zero”;
– coerência no desenvolvimento do tema. As idéias contidas no texto devem estar interligadas de maneira lógica. O vestibulando não pode propor uma opinião no início do texto e desmenti-la no final;
– norma culta. O candidato a uma vaga nas faculdades e universidades precisa usar a língua portuguesa de maneira adequada, estruturas sintáticas (regência verbal e concordância) corretas e termos semanticamente precisos; portanto, não se deve usar uma palavra cujo sentido real você não conhece. Norma culta não quer dizer termos sofisticados, mas palavras simples e precisas no contexto da dissertação. Não pense que preciosismos (palavras complicadas) valorizam sua redação; pelo contrário, são ridículos. Em síntese, o vestibulando deve usar termos correntes com significados adequados;
– criatividade. É claro que uma abordagem original do tema valoriza seu texto. Mas, o vestibulando deve ter cuidado em não confundir criatividade com idéias esdrúxulas. Na gíria estudantil, não “viaje”.
Lembre-se:
Ninguém pode exigir que você escreva bem, pois isto pressupõe talento; as faculdades querem que se escreva certo.

CAUSA E CONSEQUÊNCIA

Esquema de causa e consequência

Esquema de causa e consequência

Esquema de causa e consequência
Redação
Escrever… escrever… escrever…

Você possui um tema para ser analisado. Neste caso, a melhor forma de desenvolvê-la é estabelecer a relação causa e consequência.
Vamos à prática … 
Tema:
Constatamos que no Brasil existe um grande número de correntes migratórias que se deslocam do campo para as médias ou grandes cidades.
Para encontrarmos uma causa, perguntamos:  Por quê?
Referente ao tema acima. Dentre as respostas possíveis, poderíamos citar o seguinte fato:
Causa: 
A zona rural apresenta inúmeros problemas que dificultam a permanência do homem no campo. No sentido de encontrar uma consequência para o problema enfocado no tema acima, cabe a seguinte pergunta:  O que acontece em razão disso? Uma das possíveis respostas seria:
Consequência:
As cidades encontram-se despreparadas para absorver esses migrantes e oferecer-lhes condições de subsistência e de trabalho. Veja que a causa e a consequência citadas neste exemplo podem ser perfeitamente substituídas por outras, encontradas por você, desde que tenham relação direta com o assunto. As sugestões apresentadas de maneira nenhuma são as únicas possíveis.
Veja outros exemplos: 
Causa: As pessoas mais velhas têm medo do novo, elas são mais conservadoras, até em assuntos mais prosaicos.
Tema: Muitas pessoas são analfabetas eletrônicas, pois não conseguem operar nem um videocassete.
Consequência: Elas se tornam desajustadas, pois dependem dos mais jovens até para ligar um forno microondas, elas precisam acompanhar a evolução do mundo.

Causa: A nação que deixa depredar as construções consideradas como patrimônios históricos destrói parte da História de seu país.
Tema: É de fundamental importância a preservação das construções que se constituem em patrimônios históricos.
Consequência: Isso demonstra claramente o subdesenvolvimento de uma nação, pois quando não se conhece o passado de um povo e não se valorizam suas tradições, estamos desprezando a herança cultural deixada por nossos antepassados.

Causa: A maioria dos parlamentares preocupa-se muito mais com a discussão dos mecanismos que os fazem chegar ao poder do que com os problemas reais da população.
Tema: A maior parte da classe política não goza de muito prestígio e confiabilidade por parte da população.
Consequência: Os grandes problemas que afligem o povo brasileiro deixam de ser convenientemente discutidos.

Causa: Algumas pessoas refugiam-se nas drogas na tentativa de esquecer seus problemas.
Tema: Muitos jovens deixam-se dominar pelo vício em diversos tipos de entorpecentes, mal que se alastra cada vez mais em nossa sociedade.
Consequência: Acabam formando-se dependentes dos psicóticos dos quais se utilizam e, na maioria das vezes, transformam-se em pessoas inúteis para si mesmas e para a comunidade.

Locução verbal


A LOCUÇÃO VERBAL

______________________________

Descomplicando a Língua

Por locução verbal entende-se a combinação dois verbos representando uma única ação verbal; o primeiro é auxiliar e o segundo o verbo principal. Nas locuções verbais, conjuga-se apenas o verbo auxiliar, pois o verbo principal vem sempre em uma das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Os verbos auxiliares de uso mais frequente são:começar a, deixar de, voltar a, continuar a, pôr-se vir, haver, ser, estar e ir:
   Estamos fazendo o possível para terminar logo. (ter + gerúndio).

   Pode ocorrer algo inesperado durante a festa.
   Ninguém poderá sair antes do término da sessão.
Nossa língua apresenta uma grande variedade dessas locuções que exprimem os mais variados tons de significados:
Ter de + verbo principal no infinitivo expressa obrigação:
   Tenho de estudar para os vestibulares.
   Você terá de trabalhar muito.
Haver de + verbo principal no infinitivo expressa intenção ou desejo: Hei de estudar para os vestibulares.
   Havemos de encontrar uma solução.
   Havemos de lutar contra todo o tipo de preconceito.
Estar, andar, ir, vir + mais verbo principal no gerúndio expressa continuidade de ação: Estou lendo um romance.
   Marta vem descendo a colina.
   Alberto anda medindo terras no Goiás.
   Enquanto isso vais vivendo em paz.
Ser + verbo principal no particípio, que forma a voz passiva, ou seja, indica que a pessoa do sujeito rebebe a ação:
   Segundo a bíblia tudo foi criado para o homem.
   Meu cãozinho é amado por todos da família.