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19 de fevereiro de 2017

BOM SABER


Dois pontos diametralmente opostos e uma porção de palavras e expressões para indicá-los ou relacioná-los. Às vezes, escreve-se junto, outras vezes separado. Precisamos então de atenção ao sentido exato da palavra ou expressão e um pouquinho de exercício de memória, para não errar a grafia. Vamos observar o que fizeram alguns compositores, ao empregar esses termos:
Na música Elegia, gravada por Caetano Veloso, há dois deles, numa sequência antitética (lembram-se? Antítese é a figura de linguagem em que estão presentes palavras de sentido contrário):
Deixa que minha mão errante adentre atrás, na frente
Em cima, embaixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério (…)”
https://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/elegia.html
Paulo Vanzolini usa a expressão ‘por cima’ para descrever o percurso na recuperação de uma desilusão, na canção Volta por cima:
“(…) Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima
https://www.vagalume.com.br/beth-carvalho/volta-por-cima.html
E a ‘funkeira’ Ludmilla, em “24 horas por dia” juntou algumas dessas expressões em um mesmo trecho:
“Tu não tem nada pra fazer
E fica nessa agonia
Fala de mim, pensa em mim
24 horas por dia (…)
Faz carinha feia quando passa do meu lado
Ainda por cima baba, me olhando de cima a baixo (…)”
Para não errar a grafia, nem a combinação dessas palavras em expressões, vamos ver exatamente o significado e maneira de escrever cada uma delas:
  • Acima X abaixo: são antônimos e podem indicar um deslocamento:
    O fogo alastrou-se morro acima. As canoas desciam rio abaixo.
  • Em cima X embaixo: também indicam oposição na localização, mas agora a grafia é diferente. Podem ser substituídos pelas preposições sobre (=em cima) e sob (=embaixo)
    Em cima do prédio (sobre o prédio) há um heliporto;
    embaixo dele fica a garagem (sob ele)
  • Por cima: uma posição superior ou um acréscimo
    Os meninos jogaram a bola por cima do muro, de volta para o campinho.
  • De cima a baixo: todas as palavras separadas, indicam um ‘delta S’ (Física? Sim!). Indica um intervalo entre dois pontos no espaço, podendo significar também a totalidade de algo.
    O lutador mediu o oponente de cima a baixo.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO


Pensar o outro
    A expressão “colocar-se no lugar do outro” é antes um clichê da boa conduta que uma prática efetivamente assumida. É mais fácil repetir a fórmula desse pré-requisito para uma discussão consequente do que levar a efeito o que esta implica. Quem, de fato, é capaz de se colocar no lugar do outro para bem discernir um ponto de vista alheio ao seu? Qualquer pessoa que, por exemplo, frequente as redes sociais, sabe que, numa discussão, os argumentos de um contendor não levam em conta a argumentação do outro. Em vez de se contraporem ideias em movimento, batem-se posições já cristalizadas. A rigor, não há propriamente confronto: cada um olha apenas para si mesmo. 
    Há a convicção de que aceitar a razão do outro é perder a própria. Por que não avaliar que o exame dos argumentos alheios pode ser uma forma de fortalecer os nossos? E se os nossos forem de fato mais fracos, por que não abdicar deles, acolher a verdade que está do outro lado e fortalecer-nos com ela? A dinâmica de um debate deve admitir o pensamento crítico, que é, e deve ser sempre, um pensamento disposto à crise. A vida não para de nos mostrar que é com os momentos críticos que mais aprendemos. Colocar-se no lugar do outro inclui a possibilidade de querer ficar nele: por que não admitir que a razão pode estar do outro lado? Negar o outro é condenar-nos à imobilidade – essa irmã gêmea da morte.

(MELLO, Aristides de, inédito)




Questões de Interpretação de Textos - Fundação Carlos Chagas

01. A resolução de efetivamente “colocar-se no lugar do outro” Constitui,

a) por vezes, uma demonstração de fragilidade que pode ser estrategicamente adequada em determinadas situações.

b) Quase sempre, uma abdicação da própria razão, em virtude da superioridade da razão alheia.
c) a princípio, a disposição real de levar em conta o argumento alheio, sem predisposição negativa.

d) em princípio, a desconfiança de que nossas convicções são na verdade frágeis, e é preciso reformulá-las.

e)frequentemente, uma iniciativa necessária para aquele que precisa confirmar a fragilidade da posição alheia.

02. Quanto ao sentido que constituem no primeiro parágrafo do texto, há uma relação de oposição entre estes dois segmentos:


a) clichê da boa conduta / fórmula desse pré-requisito
b) bem discernir um ponto de vista / “colocar-se no lugar do outro”
c) prática efetivamente assumida. / bem discernir um ponto de vista alheio
d) se contraporem ideias / posições já cristalizadas.
e) não há propriamente confronto: / cada um olha apenas para si mesmo.

03. Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

a) um clichê da boa conduta (1º parágrafo) / um efetivo padrão da prática
b) a fórmula desse pré-requisito (1º parágrafo) / a solução desse preâmbulo
c) por que não abdicar deles (2º parágrafo) / há razão para contestá-los
d) acolher a verdade (2º parágrafo) / ir de encontro à razão
e) ensamento disposto à crise (2º parágrafo) / ideia capaz de contestar-se


04. É preciso corrigir a redação confusa e incorreta deste livre comentário sobre o texto:


a) O fato de aceitarmos um debate deveria significar que estamos efetivamente dispostos a considerar as razões do outro.

b)  As razões do outro não devem de ser desconsideradas caso lhes julguemos mais frágeis do que supomos ser as nossas próprias ideias.

c) Não é prova de fraqueza ou de inferioridade aceitar uma argumentação efetivamente mais consistente do que a nossa.
d) A força de nossa argumentação só pode ser comprovada caso se disponha a um confronto verdadeiro com os argumentos do nosso contendor.

e) Não há por que não abdicar de nossos argumentos se estes se revelarem mais frágeis do que os utilizados pelo outro num honesto debate.


05. Quanto à concordância e à articulação entre tempos e modos, está plenamente correto o emprego das formas verbais na frase:


a) Por que haveria de ser uma humilhação caso ficarem demonstradas toda a fragilidade das ideias que supúnhamos fortes?

b) Ao assumirmos que são aceitáveis, nas ideias em debate, a argumentação alheia, não haveria por que não as acolhêssemos.

c) É quando entra em crise que nossos argumentos deveriam mostrar-se fortes, aproveitando a oportunidade para virem a se fortalecer. 

d) Somente seriam inaceitáveis as razões do outro caso lhes faltasse consistência no desenvolvimento da argumentação.

e) Supõe-se que a palavra confronto, ao indicar enfrentamento, devesse indicar um posicionamento que acatariam cada um dos contendores.


Gabarito 
1. C 
2. D
3. E
4. B

5. D

CONCURSEIROS : MÃOS À OBRA!!!!

01) ESPCEX - No período: “... no fundo eu não estava triste com a viagem de meu pai, era a primeira vez que ele ia ficar longe de nós por algum tempo ...”, a oração sublinhada é:

a) subordinada substantiva predicativa;
b) subordinada adjetiva restritiva;
c) subordinada adverbial de lugar;
d) subordinada substantiva subjetiva.

02) ESFAO - Somando os números correspondentes às orações corretas quanto à classificação das mesmas, você encontrará a resposta da questão.

“Garantiram-me que, depois de preenchido o formulário, que me enviaram pelo correio na segundafeira sem falta e pagar a minha taxa de inscrição, eu seria atendido em menos de quarenta e oito horas.” (F. Sabino)

(02) 1º oração: principal;
(08) 2º oração: subordinada substantiva objetiva direta;
(14) 3º oração: subordinada substantiva objetiva direta;
(20) 4º oração: subordinada adjetiva restritiva;
(26) 5º oração: coordenada sindética aditiva em relação à 3º e subordinada adverbial temporal em relação à 1ª.

a) 24
b) 36
c) 48
d) 56
e) 70

03) AFA - Em que alternativa, a oração subordinada não é da mesma natureza da que existe em “Quero que vocês escrevam uma composição”?

a) “E anunciou que não nos faria cantar.”
b) “Esperava um irmão que vinha buscá-la.”
c) “Vamos fazer de conta que estamos na aula de Português.”
d) “Circulava a história de que ela dormia no sótão do colégio.”

04) EFOMM - Assinale o par de orações grifadas cuja classificação está trocada:

a) Vi onde ela estuda. (subordinada substantiva objetiva direta)
É sabido onde ela estuda. (subordinada substantiva subjetiva)

b) Não chores, porque amanhã será um novo dia. (coordenada sindética explicativa)
Não chores porque erraste o problema. (subordinada adverbial causal)

c) Descobriu-se por quem o carro foi consertado. (subordinada adjetiva restritiva)
Descobriu-se a pessoa por quem o carro foi consertado. (subordinada substantiva subjetiva)

d) “Quando você foi embora, Fez-se noite em meu viver (...)” (subordinada adverbial temporal)
Perguntei ao professor quando faríamos a prova. (subordinada substantiva objetiva direta)

e) “Estêvão ficou ainda algum tempo encostado à cerca na esperança de que ela olhasse (...)”
(subordinada substantiva completiva nominal)

“A ambição e o egoísmo se opõem a que a paz reine sobre a Terra.” (subordinada substantiva objetiva indireta)

05) Colégio Naval

Vamos até a Matriz de Antônio Dias
onde repousa, pó sem esperança, pó sem lembrança, o Aleijadinho.

Vamos subindo em procissão a lenta ladeira.
Padres e anjos, santos e bispos nos acompanham
e tornam mais rica, tornam mais grave a romaria de assombração.
Mas já não há fantasmas no dia claro,
tudo é tão simples,
tudo tão nu,
as cores e cheiros do presente são tão fortes e tão urgentes
que nem se percebem catingas e rouges, boduns e ouros do século 18.
(O vôo sobre as igrejas, Carlos Drumond de Andrade)

O “que” do verso 10 apresenta o valor semântico de:

a) explicação;
b) condição;
c) conformidade;
d) conseqüência;
e) lugar.

06) Colégio Naval - No trecho: “Todos diziam que ela era orgulhosa, mas afinal descobri que não”, a última oração se classifica como:

a) coordenada sindética adversativa;
b) principal;
c) subordinada substantiva objetiva direta;
d) subordinada adverbial comparativa;
e) subordinada substantiva subjetiva.

07) AFA

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
- Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte,

As orações “Desafia o nosso peito a própria morte”, “que um filho teu não foge à luta” e “quem te adora” classificam-se, respectivamente, como:

a) principal, subordinada substantiva subjetiva, subordinada adjetiva restritiva;
b) principal, subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva objetiva direta;
c) principal, subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva subjetiva;
d) coordenada assindética, subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva
apositiva.

08) EPCAR - Marque a alternativa que contém oração subordinada substantiva completiva nominal.
a) “Como fazem os pelintras de hoje para não molhar os pés nos dias de chuva?”
b) “Veio-me a desagradável impressão de que todo mundo reparava nas minhas galochas.”
c) “Um dia as galochas me serão úteis, quando eu for suficientemente velho para merecê-las.”
d) “No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvime ver livre das galochas.”
e) “No centro da cidade um sol radioso varava as nuvens e caía sobre a rua, enchendo tudo de luz, fazendo evaporar as últimas poças de água que ainda pudessem justificar minhas galochas.”




09) EFOMM - Assinale o único exemplo em que não ocorre oração subordinada substantiva subjetiva:

a) “Cansativo que seja, urge atravessarmos o campo que banha o Rio Negro antes de anoitecer.”
b) “Todo escritor que surge reage contra os mais velhos, mesmo que o não perceba, e ainda que os admire.”
c) “Dormiram naquilo, tinham-se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro.”
d) “É preciso que o pecador reconheça ao menos isto: que a Moral católica está certa e é
irrepreensível.”
e) “Sobre a multiplicidade informe e confusa dos bens da matéria é mister que paire a força
ordenadora do espírito.”

10) Colégio Naval - Somos uma pequena parte do elo, o miolo de envoltórios descomunais que
desconhecemos, arrogantes embora, na suposição de que é conosco que Deus se preocupa.
A última oração do texto deve ser classificada como subordinada:

a) adverbial concessiva;
b) substantiva completiva nominal;
c) adjetiva restritiva;
d) substantiva predicativa;
e) substantiva subjetiva.

11) ESFAO - Em “Dentro dela se abrigava a multidão de bárbaros e de estranhos ali recebidos com brandura e carinho” e “Tudo o que era natureza tinha o aspecto sinistro, trágico, desolador (...)”, temos, respectivamente:

a) uma oração com sujeito simples; / duas orações com sujeito representado por pronomes
(respectivamente, demonstrativo e relativo);
b) duas orações, uma com sujeito claro, outra, oculto; / duas orações, tendo a primeira o sujeito
simples representado por pronome relativo, a segunda, por um substantivo;
c) uma oração com sujeito composto cujos núcleos são bárbaros e estranhos; / duas orações,
estando a subordinada com sujeito oculto;
d) uma oração com sujeito simples; / uma oração com sujeito representado por pronome indefinido;
e) uma oração com sujeito pronominal; / uma oração com sujeito oracional.

12) EFOMM - “Não sei de onde te conheço.” A classificação correta da oração grifada está na opção:

a) substantiva predicativa;
b) adjetiva restritiva;
c) substantiva subjetiva;
d) substantiva objetiva indireta;
e) substantiva objetiva direta.

13) EPCAR

Quando uma nuvem nômade destila
gotas, roçando a crista azul da serra,
umas brincam na relva, outras tranqüilas,
serenamente entranham-se na terra.

E a gente fala da gotinha que erra
de folha em folha e, trêmula, cintila,
mas nem se lembra da que o solo encerra,
de que ficou no coração da argila!

Quanta gente, que zomba do desgosto
mudo, da angústia que não molha o rosto
e que não tomba, em gotas, pelo chão
havia de chorar, se adivinhasse
que há lágrimas que correm pela face
e outras que rolam pelo coração!

(Guilherme de Almeida)

Entre as alternativas abaixo, a única correta é:

a) não há oração adverbial no texto em apreço;
b) há menos de quatro orações adjetivas no soneto;
c) há oração substantiva sem sujeito;
d) na oração “que há lágrimas”, o que não é integrante;
e) não há pronome demonstrativo no referido texto.

14) CESGRANRIO - “Hoje, a dependência operacional está reduzida, uma vez que o Brasil adquiriu auto-suficiência na produção de bens como papel-imprensa (...)” A oração grifada no período acima tem valor:

a) condicional;
b) conclusivo;
c) concessivo;
d) conformativo;
e) causal.

15) Colégio Naval

“No entanto parece que os freqüentadores deste cinema
Estão perfeitamente deslembrados de que terão de morrer
- Porque em toda sala escura há um grande ritmo de esquecimento e equilíbrio.”

A última oração do poema tem valor:

a) subordinativo, revelando uma idéia de causa;
b) coordenativo, traduzindo uma idéia de explicação;
c) subordinativo, denotando conclusão;
d) coordenativo, traduzindo uma idéia de tempo;
e) subordinativo, revelando uma idéia de conseqüência.

16) UNIRIO - Assinale o item em que há uma oração adjetiva.

a) Perdão, por Deus, perdão - respondeu o pombo.
b) A pombinha, que era branca sem exagero, arrulhava, humilhada e ofendida com o atraso.
c) Perdeste a noção do tempo?
d) A tarde era tão bonita que eu tinha de vir andando.
e) O pombo caminhava pelo beiral mais alto, do outro lado. Um pouco além, gritavam as gaivotas.

17) Colégio Naval

Nada sei, afinal, da tua aparência no tempo, a não ser o que me contavam em casa, desde menino: que eras ruivo como eu, que vieste em vinte e quatro, com os primeiros colonos, e abandonaste logo a tua pobre lavoura, encravada nos matos de Sapucaia, para alistar-te entre os Farroupilhas.
Pudesse eu, armado de vidência, acompanhar-te o passo, Maria Klinger; ver claramente vistas as tuas andanças de colona; como venceste as veredas e picadas; como tomaste o caminho que ia dar nos arredores da cidade; como paraste, cansada, à sombra das árvores, ou foste pedir, na tua língua de trapos, um pouco de água para a tua sede (...)

Assinale o único item que não apresenta uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

a) “(...) a não ser o que me contavam em casa (...)”
b) “(...) que eras ruivo como eu.”
c) “(...) e abandonaste logo a tua pobre lavoura (...)”
d) “(...) como venceste as veredas e picadas (...)”
e) “(...) ou foste pedir (...) um pouco de água para a tua sede”

18) PUC - “É preciso (I) levar tudo isso em conta (II) quando se analisa o (III) que está ocorrendo em nossos dias.” A classificação das orações subordinadas sublinhadas é, respectivamente:

a) adjetiva (I), adverbial (II), substantiva (III);
b) substantiva (I), adjetiva (II), substantiva (III);
c) adverbial (I), substantiva (II), adjetiva (III);
d) substantiva (I), adverbial (II), adjetiva (III);
e) adverbial (I), adverbial (II), substantiva (III).





19) ESPCEX - Marque a alternativa que indica a correta classificação das orações sublinhadas, segundo a ordem em que estas aparecem nas frases abaixo:

1) Robertinho, com ser inteligente, não foi aprovado no concurso.
2) Não é permitido transitar por esta rua.
3) Chocou-nos o seu modo áspero de falar, embora não tivesse o propósito de ofender a pessoa alguma.

a) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva;
b) subordinada adverbial conformativa, subordinada substantiva predicativa, subordinada
completiva nominal;
c) subordinada adverbial concessiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva completiva nominal;
d) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada adjetiva.
Resposta: __________

20) Colégio Naval - No período: “Quando o rei Herodes mandou decapitar crianças, eu o levei na fuga para o Egito”, as orações classificam-se, respectivamente:

a) subordinada adverbial temporal / subordinada substantiva objetiva direta / principal;
b) subordinada adverbial temporal / principal;
c) principal / substantiva objetiva direta / coordenada assindética;
d) coordenada sindética conclusiva / coordenada assindética;
e) subordinada adverbial proporcional / principal.

21) UNIRIO - Em “Entende-se bem que D. Tonica observasse a contemplação dos dois”. à oração principal segue-se uma oração subordinada:

a) substantiva subjetiva;
b) substantiva objetiva direta;
c) adjetiva restritiva;
d) adverbial causal;
e) adverbial concessiva.

22) ESFAO - Que oração subordinada substantiva em destaque é completiva nominal:

1) desejo que um dia me restitua uma parte de sua estima.
2) habituei-me a considerar a riqueza primeira força.
3) pensando que os poderia refazer mais tarde.
4) e os exemplos ensinavam-me que o casamento era meio legítimo.
5) o casamento era meio legítimo de adquiri-la.

23) EFOMM - Marque a classificação correta das orações destacadas no período: “Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirmaram que a produção e o lucro eram bastante razoáveis.”

a) subordinada adverbial temporal - subordinada substantiva objetiva direta;
b) principal - subordinada substantiva completiva nominal;
c) subordinada adverbial temporal - subordinada adjetiva restritiva;
d) principal - subordinada adverbial final;
e) subordinada adverbial condicional - subordinada substantiva subjetiva.

24) Colégio Naval - Marque a alternativa em que a oração destacada não se encontra corretamente classificada.

a) “Parece que eu não acreditava na história” - oração subordinada substantiva subjetiva;
b) “(...) torcíamos para ele subir mais” - oração subordinada adverbial final;
c) “Lembro-me (...) desse jardim que não existe mais.” - oração subordinada adjetiva restritiva;
d) “Lá fora, uma galinha cacareja, como antigamente.” - oração subordinada adverbial
comparativa;
e) “Diziam que São Pedro estava arrastando os móveis” - oração subordinada substantiva subjetiva.

25) UNIRIO - No período “Ah, arrulhou de repente a pomba, quando distinguiu, indignada, o pombo que chegava (...)”, as duas orações subordinadas são respectivamente:

a) adjetiva e adverbial temporal;
b) substantiva predicativa e adjetiva;
c) adverbial temporal e adverbial temporal;
d) adverbial temporal e adverbial consecutiva;
e) adverbial temporal e adjetiva.



26) EFOMM - Assinale a opção em que uma oração subordinada destoa das demais:

a) Nunca souberam como ele morreu.
b) É proibido falar ao motorista.
c) Diz-se que amor com amor se paga.
d) Nunca se sabe quando ele fala sério.
e) Importa apenas que os dois se respeitem.

27) UFRRJ - “Tal era a fúria dos ventos, que as copas das árvores beijavam o chão.” Neste período, a oração subordinada é adverbial:

a) concessiva;
b) condicional;
c) consecutiva;
d) proporcional;
e) final.

28) EFOMM - “Depois que o velho morresse, não teria mais graça saltar o muro para roubar fruta na sua horta.” As duas últimas orações do período são, respectivamente:

a) subordinada substantiva subjetiva / subordinada substantiva completiva nominal;
b) subordinada substantiva objetiva direta / subordinada adverbial final;
c) subordinada substantiva objetiva indireta / subordinada substantiva completiva nominal;
d) subordinada substantiva subjetiva / subordinada adverbial final;
e) subordinada substantiva predicativa / subordinada completiva nominal.

29) CESGRANRIO - Assinale a classificação correta da oração sublinhada:

“Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta.”

a) subordinada adverbial temporal;
b) subordinada adverbial proporcional;
c) subordinada adverbial consecutiva;
d) coordenada sindética conclusiva;
e) coordenada assindética.

30) Colégio Naval - No período: “E era uma tal multidão de astros a tremeluzir que, juro, às vezes, tinha a impressão de ouvir o burburinho infantil de suas vozes.”, o vocábulo sublinhado introduz uma oração:

a) subordinada adjetiva explicativa;
b) subordinada adverbial causal;
c) subordinada substantiva objetiva direta;
d) subordinada adverbial consecutiva;
e) subordinada adverbial concessiva.

31) PUC - “quando eu quiser sei onde achá-lo”. As orações sublinhadas são classificadas, respectivamente, como:
I
a) adverbial / adjetiva;
b) adverbial / adverbial;
c) adverbial / substantiva;
d) adjetiva / substantiva;
e) principal / adverbial.

32) EFOMM - Todas as orações estão analisadas corretamente, exceto:

a) Sem que me ajudasses, nada poderia fazer. (sub. adverbial condicional)
b) Os empregados estavam esgotados de modo que se retiraram imediatamente.
(sub. adv.consecutiva)
c) Admira-me que não tenhas podido chegar a tempo. (sub. substantiva subjetiva)
d) “Plante, que o João garante.” (coordenada sindética explicativa)
e) Fazia um calor de fritar ovos no chão. (sub. substantiva completiva nominal)

33) ESFAO - Marque a opção correta:

Comparando-se as duas falas de Esopo:

1º “Com a língua se ensina, se persuade ... se afirma.”
2º “É a língua que mente, que esconde ... que corrompe.”

Verifica-se na estruturação a seguinte característica:

a) apenas períodos compostos por subordinação;
b) na primeira, um período composto por coordenação; na segunda, um período composto por
subordinação;
c) orações sem sujeitos, pois todos os verbos são impessoais;
d) identidade sintática, mas oposição semântica;
e) semelhança semântica, sintática e morfológica.

34) Colégio Naval

“Sai, afastando-me dos grupos, e fingido ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala comum; parece-lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.”
(Quincas Borba - M. de Assis)

“(...) que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.”uma oração:

a) adjetiva restritiva;
b) adjetiva explicativa;
c) adverbial condicional;
d) substantiva subjetiva;
e) substantiva objetiva direta.

35) UNIRIO - “(...) fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá.” O vocábulo sublinhado introduz oração que denota:

a) tempo;
b) causa;
c) condição;
d) comparação;
e) conseqüência.



GABARITO

01) D

02) D
03) B
04) C
05) D
06) C
07) C
08) B
09) B
10) B
11) A
12) E
13) C
14) E
15) A
16) B
17) A
18) D
19) C
20) A
21) A
22) 5
23) A
24) E
25) E
26) A
27) C
28) D
29) E
30) D
31) C
32) E
33) B
34) D
35) E

IMPORTANTE SABER ISSO

A diferença entre: pois (conjunção conclusiva) e pois (conjunção explicativa)

Observe a diferença entre: pois (conjunção conclusiva) e pois (conjunção explicativa).
pois (depois do verbo) = conjunção conclusiva
O relógio é de ouro; não enferruja, pois.
(A conjunção “pois” veio depois do verbo “enferrujar” = Oração Coordenada Sindética Conclusiva)
pois (antes do verbo) = conjunção explicativa
Conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca fizera antes.
(A conjunção “pois” veio antes do verbo “estudar” = Oração Coordenada Sindética Explicativa)

ORAÇÕES COORDENADAS

O período composto por coordenação apresenta simplesmente duas ou mais orações independentes. Dito de outra forma, uma oração coordenada não exerce uma função sintática em relação à outra oração do período.
Você pode estar se perguntando: mas por que juntar orações se elas são independentes? Isso acontece de acordo com a intenção do autor de um texto, que pode juntar duas ou mais orações em um período para que a somatória delas ajude a construir uma informação mais precisa e adequada ao seu propósito.
Exemplo:
Os sócios discutiram o plano econômico, votaram o orçamento e encerraram a reunião.
No exemplo acima, as duas primeiras orações estão ligadas por uma vírgula, mas a terceira foi ligada à anterior com a conjunção e. As orações coordenadas que não são ligadas por conjunções são chamadas de assindéticas.
Exemplo:
A tempestade derrubou árvores, destelhou casas, alagou ruas.
As orações coordenadas iniciadas por conjunção são chamadas de sindéticas.
Há vários tipos de conjunções que podem iniciar uma oração coordenada. São as conjunções coordenativas.
Vejamos as principais:
a)    Aditivas: e, nem, não só...mas também, não apenas... mas ainda etc.;
Exemplo: A tempestade derrubou árvores e alagou ruas.
b)    Adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto etc.;
Exemplo: A tempestade derrubou árvores, mas não alagou ruas.
c)    Alternativas: ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer etc.;
Exemplo: A tempestade ora derrubava árvores, ora alagava ruas.
d)    Conclusivas: logo, portanto, por isso, pois, de modo que etc.;
Exemplo: Ele é mais forte, portanto tem mais chances de vencer a prova.
e)    Explicativas: pois, porque, que etc.
Exemplo: Ele tem mais chances de vencer a prova, porque é mais forte.
Porém, observe a seguinte frase:
Ele faz as compras e quem paga a conta sou eu.
Nesse período, o e, em vez de fazer a função de conjunção aditiva, equivale a mas, ou seja, tem função adversativa. Esse tipo de mudança de função acontece também com outras palavras, como um pronome pessoal que pode exercer função de pronome possessivo (Exemplo: Roubou-me o coração).
Isso indica que para classificar uma oração coordenada não basta decorar os tipos de conjunções: é necessário analisar todo o período, percebendo as relações que ali se estabeleceram.