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4 de julho de 2015

Fonética e fonologia

1 – (UFRN) Sentaram-se todos ……. mesa como ….. muito tempo atrás ….. mãe serviu …. todos igualmente.
a) à, há, A, a
b) à, à, À, à
c) a, há, À, à
d) a, à, À, a
e) à, há, Á, à
2 – (FEI-SP) Assinale a alternativa em que pelo menos um vocábulo não seja acentuado:
a) voo, parabens, hifen, sofas;
b) fenix, esplendido, voce, volatil;
c) aneis, rubrica, tenis, urubu;
d) chama-la, veem, tamanduatei, tambem;
e) cipos, biceps, rape, sauva.
3 – (ACAFE-SC) A alternativa em que todas as palavras não recebem acento gráfico é:
a) pudico, rubrica, destruido, Piaui;
b) campo, polens, hifen, abdomens;
c) feiura, pessego, virus, voce;
d) salada, camera, tatu, latex;
e) item, pudico, gratuito, raiz.
4 – (UFAC) Assinale a série em que apenas um dos vocábulos NÃO possui dígrafo:
a) Folha – ficha – lenha- fecho
b) Lento – bomba – trinco – algum
c) Águia – queijo – quatro – quero
d) Descer – cresço – exceto – exsudar
e) Serra – vosso – arrepio – assinar
5 – (ITA) Dadas as palavras: 1) des-a-ten-to 2) sub-es-ti-mar 3) trans-tor-no, constatamos que a separação silábica está correta:
a) Apenas na palavra nº 1;
b) Apenas na palavra nº 2;
c) Apenas na palavra nº 3;
d) Em todas as palavras;
e) NDR.
6 – (UFPI) Assim como a palavra fiscalizar, grafam-se:
a) Ridicularizar, conscientizar, racionalizar, desuzar e escandalizar.
b) Catequizar, suavizar, revizar, batizar, e realizar.
c) Entronizar, exorcizar, pressurizar, vulgarizar e lambuzar.
d) Estabilizar, paralizar, aclimatiza, amenizar e matizar.
e) Avizar, utilizar, radicalizar, universalizar e organizar.
7 – (UFSM) Analise as palavras entre parênteses e assinale a alternativa em que a PRIMEIRA palavra completa, corretamente, a frase.
a) O motorista foi multado porque ………………. (infligiu, infringiu) as regras de trânsito.
b) Naquela assembléia, foi aprovada a ………………. (sessão, cessão) de terras aos colonos.
c) Solicitei ao banco o meu ………………. (estrato, extrato) de contas.
d) As mercadorias devem ser ………………. (descriminadas, discriminadas) na nota fiscal.
e) O supermercado deveria estar ………………. (sortido, surtido) de mercadorias.
8 – (PUC-PR) Assinale a alternativa que completa corretamente as frases:
– Todos estão de acordo com a __________ dos bens aos pobres.
– A hora da verdade está __________. Aproveite o momento!
– É melhor __________ o fogo, pois o frio vem aí.
– O acontecimento passou __________ até aquele dia.
– Os culpados foram apanhados em __________ .
a) cessão, eminente, ascendermos, despercebido, fragante.
b) secção, iminente, ascendermos, desapercebido, flagrante.
c) cessão, iminente, acendermos, despercebido, flagrante.
d) seção, iminente, acendermos, desapercebido, fraglante.
e) cessão, eminente, ascendermos, despercebido, faglante.
9 – (UFMA) Em que alternativa a palavra em destaque apresenta grafia correta?
a) Ele foi um mal afilhado.
b) Assim todos ficam mau informados.
c) Mal saímos, o tumulto começou.
d) Com um mal desempenho o rapaz saiu da corrida.
e) O mal aluno abandonou a sala.
10 – (UFPE) Quando a situação exige que se escreva seguindo as normas do português padrão, o cumprimento das regras de ortografia torna-se relevante.
Observe os enunciados abaixo:
1) Para conter a violência no trânsito, DETRANs começam a cassar carteiras do mal motorista.
2) O pessimismo tomou conta dos agentes econômicos, que crêem que a riqueza do planeta evaporou.
3) Um programa que tem a pretenção de controlar a dieta calcula a composição dos alimentos ingeridos, o seu número de calorias e aponta eventuais excessos, de acordo com as informações de peso e faixa etária de cada pessoa.
Há palavras grafadas incorretamente em:
a) 1 e 3 apenas
b) 1,2 e 3
c) 2 e 3 apenas
d) 3 apenas
e) 1 apenas
Gabarito:
1-a 2-c 3-e 4-c 5-c 6-c 7-e 8-c 9-c 10-a

Acentuação

 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
1- Segundo o Novo Acordo Ortográfico, não mais serão acentuadas palavras como “centopéia”, “idéia”, ” herói” e “heróico” porque o acento gráfico dos ditongos abertos “éi(s)”,“éi(s)” e“ói(s) ” será extinto.
2- Uma mesma regra justifica o acento gráfico de “contêm”, “amém”, “refém” e “têm”.
3- A regra pela qual se acentuam as palavras “física”, “intrépido” e ”música” é a mesma que nos leva a acentuar ”débito”,“célebre” e “tímido”.
4-(Cespe) As palavras “possível” e “ética” são acentuadas com base na mesma justificativa gramatical.
5-Com a vigência das novas regras, palavras como “enjôo”, ”perdôo”e “abençôo” deixarão de ser acentuadas.
6- O acento agudo dos ditongos abertos será extinto nas palavras paroxítonas, todavia será mantido nas oxítonas.
7- O acento diferencial da forma verbal “pôde”, pretérito perfeito do indicativo de “poder”, em oposição a “pode”, presente do indicativo do mesmo verbo, não deixará de existir com as novas normas ortográficas e de acentuação.
8- A regra que impossibilita o acento em “jabuti” e “ urutus” é a mesma que se aplica a “guri” e “pintem”.
9- (Cespe) As palavras “registrá-la” e “aliás” obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.
10-(Cespe) As palavras “América” e “África” são acentuadas de acordo com a mesma regra gramatical.
11- (Cespe) As palavras“inconsciência” e” inteligências “ recebem acento gráfico por razões distintas.
12-(Cespe) As palavras “depósitos” e “ políticas” recebem acento gráfico com base em regras gramaticais diferentes.
13- (Cespe) As palavras “patrimônio” e “Amazônia” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação gráfica.
14-(Cespe) A acentuação gráfica das palavras “ cós”, “dás” e “viés se deve ao fato de todas serem oxítonas.
15-As palavras “público”,”números” , “didática” e “fúlgidos” são acentuadas por terminarem em vogal seguida ou não de s.
16-(Cespe) A palavra “trâmites” é acentuada por ser paroxítona terminada em - es.
17- (Cespe) As palavras “econômico”, “espírito” e “escândalos” são proparoxítonas; por esse motivo, elas são acentuadas.
18- (Cespe) Embora as oxítonas terminadas em “a” e seguidas de “s “ devam ser acentuadas, a palavra PETROBRAS pode não apresentar acento na última sílaba por tratar-se de uma sigla.
19- (Cespe) A palavra “paraíso” recebe acento gráfico para marcar o hiato.
20-(Cespe) O acento na palavra “famílias” justifica-se porque todas as paroxítonas terminadas em” s” devem receber acento gráfico.
21-A exemplo de “aimoré”, “vocês” e “lê”, são acentuadas todas palavras terminadas em e (s).
22- A palavra “atum” deve levar acento por ser uma oxítona terminada em “m”.
23- A partir da vigência das novas regras ortográficas e de acentuação, o trema será suprimido nas palavras paroxítonas, mas permanecerá nas oxítonas.
24- Em nomes próprios, como “Müller”, o trema não será suprimido.
25- Apesar de a vogal “i” constituir sílaba sozinha em “moinho”,“ladainha” e “sainha”, não é acentuada por vir antes de NH.
GABARITO 1- E 2- E 3- C 4- E 5- C 6- C 7- C 8- E 9- C 10- C 11- E 12-E 13- C 14- E 15- E 16- E 17- C 18- C 19- C 20- E 21- E 22- E 23- E 24- C 25- C

3 de julho de 2015

Argumentação: Redes Sociais X Dissertações-Argumentativas


Os últimos dias do mês de junho foram conturbados devido a dois fatos: um internacional, que divide a sociedade mundial, e um nacional que também, de certa forma, dividiu a população brasileira. Ambos os acontecimentos foram temas de debates acalorados entre as pessoas, principalmente nas redes sociais da internet.
O fato internacional foi a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos; desde a última sexta-feira (26/06), todos os estados do país norte-americano devem aceitar e realizar casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, assim como já é realizado com casais heterossexuais. O Facebook, apoiador da causa, lançou um aplicativo que colore as fotos dos perfis com as cores do arco-íris e mais de 26 milhões de usuários coloriram suas fotos de perfis.
casamento gay eua
Em contrapartida, outros tantos usuários saíram em combate à causa do casamento homossexual, afirmando que há outras causas mais importantes, como por exemplo, a fome e a desigualdade social e então o circo pegou fogo, como diz a linguagem popular.
Já o acontecimento nacional foi a trágica e prematura morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo e de sua namorada, Allana Moraes, em um acidente de carro em uma estrada no estado de Goiás. A maciça cobertura da mídia foi alvo de questionamento de pessoas que trabalham na própria mídia, como o apresentador e jornalista Zeca Camargo, e de pessoas que argumentaram que não conheciam o artista. Contrariamente, os fãs do Cristiano Araújo saíram em defesa do seu ídolo, afirmando que ele era conhecido e querido por milhões de pessoas em todo o país.
Cristiano e sua namorada Allana.
Cristiano e sua namorada Allana. Foto: Reprodução/Revista Quem
O intuito deste texto não é entrar no mérito destas questões neste momento, mas dissertar sobre o fato de como as pessoas, em discussões como estas nas redes sociais, argumentam, de uma maneira ou de outra, e não o fazem ou têm uma enorme dificuldade de fazê-lo ao escrever uma dissertação-argumentativa na prova de redação do Enem.
Por se tratar de temas polêmicos e que atingem, de diversas formas, a sociedade como um todo ou uma considerável parcela da população, estes temas inflamam, digamos assim, as colocações e as redes sociais são os espaços mais abertos e democráticos para estes debates acontecerem e, por isso, as pessoas parecem não encontrar obstáculos para participarem destas discussões. Porém, é adequado ressaltar que muitos usuários não argumentam adequadamente, com afirmações embasadas, e sim apelam para ofensas pessoais, algo raso e condenável.
Por outro lado, a dissertação-argumentativa, como já falamos em outros textos, é uma situação de produção textual simulada, com um número limitado de linhas que, justamente, limita a discussão que, por vezes,é bem mais ampla e complexa do que as 35 linhas da folha de redação permitem. Além disso, há toda a pressão psicológica e física que influenciam no desempenho do candidato, algo inexistente em um debate dentro de uma rede social.
Portanto, é interessante observar, ler e participar de discussões acirradas nas redes sociais e em sites como o Enem a fim de desenvolver estratégias argumentativas sobre diversos assuntos por meio da interação real com outros leitores e usuários.

Brasil decepciona e não atinge quatro das cinco metas para a Educação

Brasil decepciona e não atinge quatro das cinco metas para a Educação

  

Brasil, a pátria educadora, estipulou cinco metas através do movimento Todos Pela Educação. Destas, quatro não foram cumpridas, mostra relatório da própria ONG que aponta dificuldades relativas principalmente ao salto de qualidade. O documento ainda mostra desafios que o país precisa enfrentar urgentemente.

Os objetivos em questão são para 2022, apenas, mas há metas parciais que são monitoradas todos os anos. A primeira delas prevê que toda criança e jovem entre 4 e 17 anos esteja na escola. Nela, o Brasil está evoluindo bem, com 93,6% dessa população inserida nas escolas em 2013 — a meta para o ano era 95,4%.

A meta 2 — “toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos” — não foi avaliada pois os indicadores de 2013 ainda não foram divulgados. Mas o levantamento feito em 2012 tem dados alarmantes, que mostram que o Brasil está bem longe desse objetivo. Ou seja, as crianças estão na escola, mas não estão lidando com ensino de qualidade.

O Brasil ainda falha quando o assunto é o percentual de alunos com aprendizado adequado em matemática e língua portuguesa no 9º ano do ensino fundamental. Em 2013, foram 16,4% na primeira matéria e 28,7% na segunda. As metas eram, respectivamente, de 37,1% e 42,9%.

Dizendo respeito à conclusão em idade adequada, a meta 4 também não foi cumprida. No ensino fundamental, a conclusão até os 16 anos foi alcançada por 71,7% dos alunos, sendo que a meta era de 84%, número que segue bastante distante da realidade.

Por fim, a meta 5, que estipula ampliação do investimento na área e uma melhora na gestão dos recursos foi parcialmente atingida. Em 2013, o investimento público direto na Educação foi de 5,6% do PIB. No entanto, ainda existem grandes dificuldades com execução e gestão de lançamento, o que faz com que a meta não seja totalmente completa.

Um texto do ENEM comentado


Imagem-1 Curso de Redação

Imagem-2 Curso de Redação

Imagem-3 Curso de Redação

2 de julho de 2015

20 livros essenciais para entender a língua portuguesa

Muitas pessoas escrevem e pedem para que eu dê dicas de um bom material para o estudo da língua portuguesa. Atendendo a esses pedidos, selecionei 20 livros que considero essenciais.
Ter uma boa gramática (ou duas, ou três) é fundamental para que o estudo evolua de forma satisfatória. Além das gramáticas, aconselho a ter por perto guias práticos do português correto, bons dicionários (incluo aqui também os de regência) e, principalmente, um manual da nova ortografia.
Com esse material em mãos, organize o seu tempo, escolha um lugar tranquilo e faça muitos exercícios, conferindo depois o gabarito. Acredito que fazê-los é a melhor forma de tornar o estudo mais proveitoso e dinâmico. Não fique apenas lendo: faça exercícios (muitos). Você notará que o seu rendimento vai melhorar bastante e, consequentemente, os resultados também.
Quem estuda, vai além! Não perca mais tempo e comece agora. Bom estudo.
1. Nova Gramática do Português Contemporâneo – Celso Cunha e Lindley Cintra
celso cunha

2. Guia Prático do Português Correto – Volumes 1, 2, 3 e 4 (Ortografia, Morfologia, Sintaxe e Pontuação)
claudio moreno

3. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
dicionário

4. Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa
dicionário1

5. Moderna Gramática Portuguesa – Evanildo Bechara

6.  As Dúvidas de Português mais Comuns em Concursos – Fernando Pestana
fernando pestana 1

7. A Gramática para Concursos Públicos – Fernando Pestana
fernando pestana

8. Guia Prático da Nova Ortografia – Maurício Silva e Elenice Alves da Costa

9. Escrevendo pela Nova Ortografia – Instituto Antônio Houaiss
instituto

10. Interpretação de Textos e Semântica para Concursos – Marcelo Rosenthal, Lilian Furtado, Tiago Omena e Pedro Henrique
lilian furtado marcelo rosenthal

11. Dicionário Prático de Regência Nominal e Verbal – Celso Pedro Luft
luft

12. Gramática para Concursos – Marcelo Rosenthal
marcelo rosenthal

13. Gramática Completa para Concursos – Nílson Teixeira de Almeida
nilson teixeira

14. Nova Ortografia da Língua Portuguesa – Domício Proença Filho
nova-ortografia-da-lingua-portuguesa

15. Português para Concursos (Teoria e 900 questões) – Renato Aquino
rentato aquino

16. Gramática Metódica da Língua Portuguesa – Napoleão Mendes de Almeida
napoleão mendes de almeida

17. Gramática Histórica – Ismael Coutinho
ismael coutinho

18. Comunicação em Prosa Moderna – Othon M. Garcia
othon garcia2

19. Gramática para todos os Cursos e Concursos – Luiz Antonio Sacconi
luiz antonio sacconi

20. Gramática da Língua Portuguesa – Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante
pasquale cipro neto

Quem se habilita???

dúvidas língua portuguesa
Selecionei  50 dúvidas muito comuns na língua portuguesa e fiz um exercício de múltipla escolha.
Preparado(a) para testar o seu conhecimento e ver o resultado?
1)  a. Não há mais nada entre mim e você. / b. Não há mais nada entre eu e você.
2)  a. Faz cinco anos que não a vejo. / b. Fazem cinco anos que não a vejo?
3) a. Pare de gritar, senão eu não consigo estudar. / b. Pare de gritar, se não eu não consigo estudar.
4) a. Em fim estamos juntos! / b. Enfim estamos juntos!
5) a. Tenho um tersol no olho direito. / b. Tenho um terçol no olho direito.
6) a. Há dez anos atrás, eu estava em Barcelona. / b. Há dez anos, eu estava em Barcelona.
7) a. Fui à Portugal ano passado. / b. Fui a Portugal ano passado.
8) a. A janela está meio aberta. / b. A janela está meia aberta.
9) a. A professora saiu da sala e disse “obrigada”. / b. A professora saiu da sala e disse “obrigado”.
10) a. Comprei um lindo piano de calda para a minha sala. / b.Comprei um lindo piano de cauda para a minha sala.
11) Comprei duas camisas laranjas para o meu amigo. / b. Comprei duas camisas laranja para o meu amigo.
12) Minha irmã é muito anti-social. / b. Minha irmã é muito antissocial.
13) Se eu ver o meu pai, falo com ele. / b. Se eu vir o meu pai, falo com ele.
14) O técnico melhorou o moral do time. / b. O técnico melhorou a moral do time.
15) O time ganhou e agora é bicampeão. / b. O time ganhou e agora é bi-campeão.
16) Vou ao cabelereiro na quarta-feira. / b. Vou ao cabeleireiro na quarta-feira.
17) Ele ganhou 1,5 milhões de reais. / b. Ele ganhou 1,5 milhão de reais.
18) Os Estados Unidos concordou com o acordo. / b. Estados Unidos concordou com o acordo.
19) Ela quiz a melhor bolsa da loja. / b. Ela quis a melhor bolsa da loja.
20) Daqui a dois anos, eu terminarei a faculdade. / b. Daqui há dois anos, eu terminarei a faculdade.
21) Quebrei o meu óculos. / b. Quebrei os meus óculos.
22) Ele tinha aceitado a recompensa. / b. Ele tinha aceito a recompensa.
23) Eu nunca esqueço do seu aniversário. / b. Eu nunca me esqueço do seu aniversário.
24) Espero que vocês viagem em paz. / b. Espero que vocês viajem em paz.
25) O comprimento entre o presidente e o senador foi amistoso. / b. O cumprimento entre o presidente e o senador foi amistoso.
quem estuda26) O time foi para a semifinal. / b. O time foi para a semi-final.
27) Meu amigo namora com a vizinha. / b. Meu amigo namora a vizinha.
28) Os motoristas devem obedecer o sinal. / b. Os motoristas devem obedecer ao sinal.
29) O aluno estava com disenteria, por isso não foi à aula. / b. O aluno estava com desenteria, por isso não foi à aula.
30) Aquela menina apareceu de sopetão. / b. Aquela menina apareceu de supetão.
31) O marcineiro não trabalhou ontem. / b. O marceneiro não trabalhou ontem.
32) Fui a França semana passada. / b. Fui à França semana passada.
33) O basculhante do banheiro está quebrado. / b. O basculante do banheiro está quebrado.
34) Aquela senhora é muito granfina. / b. Aquela senhora é muito grã-fina.
35) Estou passando muito mal hoje. / b. Estou passando muito mau hoje.
36) Onde você vai com tanta pressa? / b. Aonde você vai com tanta pressa?
37) Saí cedo de casa, porque eu tinha uma reunião. / b. Saí cedo de casa, por que eu tinha uma reunião.
38) Houve um grave ferimento na parede toráxica. / b. Houve um grave ferimento na parede torácica.
39) Alguns empecilhos impediram que ele chegasse no horário. / b. Alguns impecilhos impediram que ele chegasse no horário.
40) Curta o seu momento! / b. Curte o seu momento!
41) Os torcedores assistiram o jogo. / b. Os torcedores assistiram ao jogo.
42) Por que aquela aluna está tão anciosa? / b. Por que aquela aluna está tão ansiosa?
43) Ele ficou na minha casa até as 3h. / b. Ele ficou na minha casa até às 3h.
44) Vamos se ver amanhã? / b. Vamos nos ver amanhã?
45) Paulo é um rapaz meio tan-tan. / b. Paulo é um rapaz meio tã-tã.
46) Aquelas pessoas estão falando sobre eu e você. / b. Aquelas pessoas estão falando sobre mim e você.
47) Comprei uma linda bandeija para a festa. / b. Comprei uma linda bandeja para a festa.
48) Aquele carro não tem mais concerto. / b. Aquele carro não tem mais conserto.
49) O eminente filósofo apresentou suas teses. / b. O iminente filósofo apresentou suas teses.
50) A saída será meio-dia e meia. / b. A saída será meio-dia e meio.
gabarito

Advérbio, adjunto adverbial, locução


Adjunto adverbial é o termo da oração que indica uma circunstância (de tempo, de lugar, de modo, de causa, de finalidade etc.) e modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio. Veja alguns exemplos:
  • Meus pais viajam muito. (adjunto adverbial de intensidade, modificando um verbo– viajam)
  • Sua argumentação é muito válida. (adjunto adverbial de intensidade, modificando um adjetivo – válida)
  • Nosso time jogou muito mal. (adjunto adverbial de intensidade, modificando umadvérbio – mal)
Uma pergunta que muitos estudantes fazem:
adjunto adverbial1
Com relação às circunstâncias que o adjunto adverbial e o advérbio apresentam, não há diferença. As classificações são exatamente as mesmas. A diferença existe apenas na hora da análise morfológica e sintática. De acordo com a classe gramatical (análise morfológica), teremos que classificar o termo em questão como advérbio oulocução adverbial. Se tivermos que analisar sintaticamente (análise sintática), o termo deverá ser classificado como adjunto adverbial. Vamos aos exemplos:
  • A criança dorme tranquilamente.
    Classe Gramatical – advérbio (de modo) / Função Sintática – adjunto adverbial (de modo)
  • Talvez eu vá para São Paulo amanhã.
    Classe Gramatical – advérbio (de dúvida) / Função Sintática – adjunto adverbial (de dúvida)
  • Viveremos aqui para sempre.
    Classe Gramatical – advérbio (de lugar) / Função Sintática – adjunto adverbial (de lugar)
Outra pergunta muito comum entre os estudantes:


Advérbio
 e locução adverbial são termos relacionados apenas à classe gramatical, ou seja, análise morfológica. A diferença é que o advérbio apresenta apenas uma palavra e a locução adverbial apresenta duas palavras ou mais. Veja:
  • A professora entregou as provas ontem. (advérbio de tempo)
  • A professora entregou as provas durante a aula. (locução adverbial de tempo)
  • Minha namorada dormirá aqui. (advérbio de lugar)
  • Minha namorada viajou para longe. (locução adverbial de lugar)
  • Vejo que você fala calmamente. (advérbio de modo)
  • Vejo que você fala com calma. (locução adverbial de modo)
Obs.: Toda locução adverbial é iniciada com preposição. (de repente, com certeza, por aqui, durante a festa, para longe…)
A lista de classificação dos adjuntos adverbiais (função sintática) e advérbios/locuções adverbiais (classe gramatical) é enorme, no entanto a maioria dos estudantes aprende um número muito reduzido. Veja agora uma lista mais completa:
adjunto adverbial3
  • Acréscimo – Além do troféu, ganhou um autógrafo do artista.
  • Afirmação – Efetivamente, você estava certo.
  • Assunto – O professor falava sobre política.
  • Causa – O animal morreu de fome.
  • Companhia – Gosto de viajar com a família.
  • Concessão – Apesar de ignorante, tem sensibilidade.
  • Concomitância – Despertei ao som de um bolero.
  • Condição – Ninguém falará sem a minha autorização.
  • Conformidade – Como de costume, o menino pediu sorvete.
  • Direção – Apontei para o céu num gesto de desespero.
  • Distribuição – Os senadores ganham um bônus por sessão.
  • Dúvida – Alguns talvez ainda queiram ficar.
  • Exclusão – Todos foram convidados, exceto eu.
  • Fim – Preciso estudar para o concurso.
  • Frequência – Visito o meu país com regularidade.
  • Inclusão – Todos foram convidados, até eu.
  • Instrumento – Fiz a prova a lápis.
  • Intensidade – Nossos políticos são bastante polêmicos.
  • Lugar – Minha amiga viajou para São Paulo.
  • Matéria – O caminho foi feito de terra batida.
  • Meio – Viajei de avião semana passada.
  • Modo – Sinto que você fala sem convicção.
  • Negação – Absolutamente, nada me deves pelo serviço.
  • Preço ou valor – Comprei as passagens por dois mil reais.
  • Quantidade – As cartas chegaram aos montes.
  • Substituição- Em vez de um sorriso, ganhei um sermão.
  • Tempo – Nas últimas férias, fiquei estudando os astros.
Obs.: O fato de se conceituar advérbios como palavras que indicam diferentes circunstâncias (modo, tempo, lugar, dúvida, instrumento, companhia e tantas outras) implica um aspecto semântico de classificação que tem caráter subjetivo, falho e simplista.

1 de julho de 2015

Terceirão, vamos ler, por favor


No último artigo sobre Proposta de Intervenção, foi definido esse termo, assim como “Direitos Humanos”. Acesse-oaqui caso precise relembrar esses conceitos, pois precisaremos deles para prosseguir.
Nosso objetivo hoje é entender como a pontuação é dada na Competência 5 da redação do Enem, a qual avalia a aplicação da proposta de intervenção na dissertação. Para isso, vamos primeiramente recorrer ao Guia do Participante 2013 (a última versão atualizada), disponibilizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que trata da Redação no Enem.
O quadro abaixo discrimina cada nível de pontuação dada na avaliação da proposta de intervenção. Podemos reparar que a pontuação mais alta exige detalhamento, enquanto que as mais baixas ocorrem se a proposta não está ligada à discussão dada no texto e/ou ao tema, ou se a proposta estiver vaga, abstrata (o que é o extremo oposto de estar detalhada).
avaliacao competencia5
Por isso, é importante que ao elaborarmos a proposta de intervenção, seguimos passo-a-passo respondendo às cinco questões a seguir, em busca da não abstração e do detalhamento.
  1. A proposta encontra-se explícita no texto? Ou seja, é fácil de identificá-la?
  2. A proposta está descrita na forma de uma ação?
  3. A proposta é viável? Ou seja, é possível realmente aplicá-la ou ela é utópica?
  4. Como ela será realizada? Ou seja, quais são os meios para ela se realizar? (Quem será responsável por aplicar essa ação? Quando e onde ela pode ser aplicada? Necessita de recursos, como financeiros, materiais, humanos etc?)
  5. A proposta soluciona ou ameniza o problema apresentado e discutido na argumentação do texto?
Ao responder essas questões, a proposta de intervenção torna-se explícita, viável, detalhada e relacionada à discussão, que são os pontos principais para alcançar a nota máxima na Competência 5 do Enem.
Repare que “criatividade” não é algo exigido nessa competência. Por isso, não se sinta propenso a receber um Prêmio Nobel por sua proposta de intervenção. Ela não precisa ser super inovadora. Mais importante do que isso é que sejaviável, concreta, aplicável. Por exemplo, evite propor “conscientização das pessoas”, “atitudes sustentáveis”, “palestras para a comunidade” e outras coisas assim, dadas vagamente. Questione-se: como conscientizar? Quais atitudes sustentáveis? Cabe a quem realizá-las? Se a população não realiza, como incentivar? Leis ajudam? Palestras atingem esse determinado público alvo? As pessoas procuram por isso?
Outro detalhe que merece atenção é sobre a divisão dos poderes quanto aos órgãos municipais, estaduais e federais. Antes de propor uma ação do “governo”, pense em qual esfera essa determinada atividade tem como responsável: prefeituras, governos estaduais ou a União? E mais: também tem a divisão dos poderes em legislativo, executivo e judiciário. Portanto, não adianta propor que um presidente faça uma lei, por exemplo, já que presidência é cargo executivo e criação de leis cabe ao legislativo.

Tema de redação - atentem para o tema

Intolerância religiosa: regra ou exceção no Brasil?

No mês de junho de 2015, no Rio de Janeiro, uma menina de 11 anos, praticante de Candomblé, foi apedrejada na cabeça e insultada por dois homens que portavam Bíblias na mão e que supostamente pertencem a seitas cristãs evangélicas ou neopentecostais. O fato despertou a atenção do público para a intolerância religiosa na sociedade brasileira. Que o problema existe, é inegável. Mas o Brasil não tem um histórico de conflitos armados motivados pela religião, como ocorrem no Oriente Médio ou na Índia, por exemplo, ou como ocorreram historicamente entre católicos e protestantes na Europa. Diante disso, é o caso de perguntar: que dimensões assume a intolerância religiosa no Brasil? É grande ou pequena? É explícita ou camuflada? É regra ou exceção? Por quê? Escreva um texto dissertativo-argumentativo expondo sua visão sobre o tema. Considere na sua argumentação as informações apresentadas na coletânea.

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

  • Divulgação
    O direito de criticar dogmas é assegurado como liberdade de expressão. Atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes sem fiança. Lembre-se que crítica não é o mesmo que intolerância. (Página do Ministério da Justiça no Facebook)

Alguns fatos

1) No domingo passado, Kayllane Campos, de 11 anos, e outras sete pessoas voltavam de um evento religioso caminhando pela avenida Meriti, na Vila da Penha, quando dois homens que estavam em um ponto de ônibus do outro lado da rua começaram a insultar o grupo. Com Bíblias sob os braços, os agressores gritavam "Sai demônio, vão queimar no inferno, macumbeiros" e lançaram a pedra contra o grupo, segundo Kátia Marinho. A pedra bateu em um poste antes de atingir Kayllane, que chegou a desmaiar. Os dois agressores fugiram de ônibus.
2) Católicos, evangélicos, adeptos do candomblé, da umbanda e de outras religiões se reuniram em um ato contra a intolerância religiosa na manhã deste domingo (21 de junho), no largo do Bicão, na Vila da Penha, zona norte do Rio. A manifestação ocorre uma semana depois de a estudante Kayllane ter levado uma pedrada na cabeça quando voltava de uma festividade do candomblé. Cerca de 400 pessoas participam do ato neste domingo.
3) Em 2014, o Disque 100 registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no país. Mais de um quarto (26,17%) ocorreu no estado do Rio de Janeiro e 19,46%, em São Paulo. O número total caiu em relação a 2013, quando foram registradas 228 denúncias, mas, mesmo assim, mostra que a questão não foi superada no país. As principais vítimas são as religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda.

Conceitos

Alguém já conceituou com propriedade: "A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas ou mesmo a quem não segue uma religião. É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana."
Diante deste conceito amplo, poderemos, portanto, resumir como liberdade religiosa: 1) O direito de ter uma religião e crer num ser divino; 2) O direito de não ter uma religião e não crer em um ser divino; 3) O direito à neutralidade religiosa em espaços de uso comum (públicos).

Uma explicação

“O neopentecostalismo, em conseqüência da crença de que é preciso eliminar a presença e a ação do demônio no mundo, tem como característica classificar as outras denominações religiosas como pouco engajadas nessa batalha, ou até mesmo como espaços privilegiados da ação dos demônios, os quais se "disfarçariam" em divindades cultuadas nesses sistemas. É o caso, sobretudo, das religiões afro-brasileiras, cujos deuses, principalmente os exus e as pombagiras, são vistos como manifestações dos demônios.”

Um ateu

Sou ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos. (...) Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta. Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

Um debate

Para o pastor Sezar Cavalcante, reitor da Faculdade Teológica Betesda, de Campinas (SP), os evangélicos têm o direito de pregar contra as religiões de matriz afrobrasileiras, como a umbanda e o candomblé, desde que não usem de força –como invadir terreiros. Preceitos desses credos, como o culto politeísta aos orixás, seriam pecado, diz, se entendermos que pecado "é o que errou o alvo" de Deus, diz. Rodney William, doutorando em antropologia em PUC e babalorixá do terreiro de candomblé Ilê Obá Ketu Axé Omi Nlá (zona norte de São Paulo), argumentou que cada religião tem sua própria régua para determinar o que é pecado.

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;
De preferência, dê um título à sua redação.