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9 de outubro de 2015

Crase

Crase (Regras)

Conceito: é a fusão de duas vogais da mesma natureza. No português assinalamos a crase com o acento grave (`). Observe:
 Obedecemos ao regulamento.
                  ( a + o )
Não há crase, pois o encontro ocorreu entre duas vogais diferentes. Mas:
 Obedecemos à norma.
                ( a + a )
Há crase pois temos a união de duas vogais iguais ( a + a = à )

Regra Geral:
Haverá crase sempre que:
I.                   o termo antecedente exija a preposição a;
II.                 o termo conseqüente aceite o artigo a.

Fui à cidade.
( a + a = preposição + artigo )
( substantivo feminino )

Conheço a cidade.
( verbo transitivo direto – não exige preposição )
( artigo )
( substantivo feminino )

Vou a Brasília.
( verbo que exige preposição a )
( preposição )
( palavra que não aceita artigo )

Observação:
Para saber se uma palavra aceita ou não o artigo, basta usar o seguinte artifício:
I.                   se pudermos empregar a combinação da antes da palavra, é sinal de que ela aceita o artigo
II.                se pudermos empregar apenas a preposição de, é sinal de que não aceita.

Ex:      Vim da Bahia. (aceita)
         Vim de Brasília (não aceita)
         Vim da Itália. (aceita)
         Vim de Roma. (não aceita)

Nunca ocorre crase:

1) Antes de masculino.
Caminhava a passo lento.
           (preposição)

2) Antes de verbo.
Estou disposto a falar.
                  (preposição)

3) Antes de pronomes em geral.
Eu me referi a esta menina.
(preposição e pronome demonstrativo)

Eu falei a ela.
(preposição e pronome pessoal)

4) Antes de pronomes de tratamento.
Dirijo-me a Vossa Senhoria.
(preposição)

Observações:
 1. Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e, obviamente, a crase: senhora, senhorita e dona.
Dirijo-me à senhora.

2. Haverá crase antes dos pronomes que aceitarem o artigo, tais como: mesma, própria...
Eu me referi à mesma pessoa.

5) Com as expressões formadas de palavras repetidas.
Venceu de ponta a ponta.
                    (preposição)

Observação:
É fácil demonstrar que entre expressões desse tipo ocorre apenas a preposição:
Caminhavam passo a passo.
                        (preposição)

No caso, se ocorresse o artigo, deveria ser o artigo o e teríamos o seguinte: Caminhavam passoao passo – o que não ocorre.

6) Antes dos nomes de cidade.
Cheguei a Curitiba.
      (preposição)

Observação:
Se o nome da cidade vier determinado por algum adjunto adnominal, ocorrerá a crase.
Cheguei à Curitiba dos pinheirais.
                          (adjunto adnominal)

7) Quando um a (sem o s de plural) vem antes de um nome plural.
Falei a pessoas estranhas.
 (preposição)

Observação:
Se o mesmo a vier seguido de s haverá crase.
Falei às pessoas estranhas.
(a + as = preposição + artigo)

Sempre ocorre crase:


1) Na indicação pontual do número de horas.
Às duas horas chegamos.
(a + as)

Para comprovar que, nesse caso, ocorre preposição + artigo, basta confrontar com uma expressão masculina correlata.
Ao meio-dia chegamos.
(a + o)

2) Com a expressão à moda de e à maneira de.
A crase ocorrerá obrigatoriamente mesmo que parte da expressão (moda de) venha implícita.
Escreve à (moda de) Alencar.

3) Nas expressões adverbiais femininas.
Expressões adverbiais femininas são aquelas que se referem a verbos, exprimindo circunstâncias de tempo, de lugar, de modo...
Chegaram à noite.
(expressão adverbial feminina de tempo)

Caminhava às pressas.
(expressão adverbial feminina de modo)

Ando à procura de meus livros.
(expressão adverbial feminina de fim)

Observações:
No caso das expressões adverbiais femininas, muitas vezes empregamos o acento indicatório de crase (`), sem que tenha havido a fusão de dois as. É que a tradição e o uso do idioma se impuseram de tal sorte que, ainda quando não haja razão suficiente, empregamos o acento de crase em tais ocasiões.

4) Uso facultativo da crase
Antes de nomes próprios de pessoas femininos e antes de pronomes possessivos femininos, pode ou não ocorrer a crase.
Ex:      Falei à Maria.
      (preposição + artigo)

         Falei à sua classe.
      (preposição + artigo)

         Falei a Maria.
      (preposição sem artigo)

         Falei a sua classe.
      (preposição sem artigo)

Note que os nomes próprios de pessoa femininos e os pronomes possessivos femininos aceitam ou não o artigo antes de si. Por isso mesmo é que pode ocorrer a crase ou não.

Casos especiais:

1) Crase antes de casa.
A palavra casa, no sentido de lar, residência própria da pessoa, se não vier determinada por um adjunto adnominal não aceita o artigo, portanto não ocorre a crase.
Por outro lado, se vier determinada por um adjunto adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase.Ex:
Volte a casa cedo.
(preposição sem artigo)

Volte à casa dos seus pais.
(preposição sem artigo)
(adjunto adnominal)

2) Crase antes de terra.
A palavra terra, no sentido de chão firme, tomada em oposição a mar ou ar, se não vier determinada, não aceita o artigo e não ocorre a crase. Ex:
Já chegaram a terra.
(preposição sem artigo)

Se, entretanto, vier determinada, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex:
Já chegaram à terra dos antepassados.
(preposição + artigo)
(adjunto adnominal)

3) Crase antes dos pronomes relativos.
Antes dos pronomes relativos quem e cujo não ocorre crase. Ex:
Achei a pessoa a quem procuravas.
Compreendo a situação a cuja gravidade você se referiu.

Antes dos relativos qual ou quais ocorrerá crase se o masculino correspondente for ao qual, aos quais. Ex:
Esta é a festa à qual me referi.
Este é o filme ao qual me referi.
Estas são as festas às quais me referi.
Estes são os filmes aos quais me referi.

4) Crase com os pronomes demonstrativos aquele (s), aquela (s), aquilo.
Sempre que o termo antecedente exigir a preposição a e vier seguido dos pronomes demonstrativos: aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo, haverá crase. Ex:
Falei àquele amigo.
Dirijo-me àquela cidade.
Aspiro a isto e àquilo.
Fez referência àquelas situações.

5) Crase depois da preposição até.
Se a preposição até vier seguida de um nome feminino, poderá ou não ocorrer a crase. Isto porque essa preposição pode ser empregada sozinha (até) ou em locução com a preposição a (até a). Ex:
Chegou até à muralha.
(locução prepositiva = até a)
(artigo = a)

Chegou até a muralha.
(preposição sozinha = até)
(artigo = a)

6) Crase antes do que.
Em geral, não ocorre crase antes do que. Ex: Esta é a cena a que me referi.
Pode, entretanto, ocorrer antes do que uma crase da preposição a com o pronome demonstrativoa (equivalente a aquela).
Para empregar corretamente a crase antes do que convém pautar-se pelo seguinte artifício:
I.                   se, com antecedente masculino, ocorrer ao que / aos que, com o feminino ocorrerá crase;
Ex:      Houve um palpite anterior ao que você deu.
                                      ( a + o )
         Houve uma sugestão anterior à que você deu.
                                      ( a + a )

II.                 se, com antecedente masculino, ocorrer a que, no feminino não ocorrerá crase.
Ex:      Não gostei do filme a que você se referia.
              (ocorreu a que, não tem artigo)
         Não gostei da peça a que você se referia.
               (ocorreu a que, não tem artigo)

Observação:
O mesmo fenômeno de crase (preposição a + pronome demonstrativo a) que ocorre antes do que,pode ocorrer antes do de. Ex:
Meu palpite é igual ao de todos.
(a + o = preposição + pronome demonstrativo)

Minha opinião é igual à de todos.
(a + a = preposição + pronome demonstrativo)

7) há / a
Nas expressões indicativas de tempo, é preciso não confundir a grafia do a (preposição) com a grafia do há (verbo haver).
Para evitar enganos, basta lembrar que, nas referidas expressões:
a (preposição) indica tempo futuro (a ser transcorrido);
há (verbo haver) indica tempo passado (já transcorrido). Ex:
Daqui a pouco terminaremos a aula.
Há pouco recebi o seu recado.

Possíveis temas de redação ENEM

1. Obesidade infantil: como educar crianças saudáveis?

2, A falta de tempo ou mau uso que fazemos dele: é possível equilibrar as atividades diárias para termos uma vida saudável?

3. Os limites entre a estética e a saúde

4.A dificuldade de educar:  como criar filhos autônomos engajados e afetivos?

5. A necessidade do respeito à cultura individual, especialmente a religiosa, para a vida em sociedade.

6. Terceira idade: que barreiras devem ser transpostas para que os idosos possam viver bem?

7. Gestão de resíduos urbanos: alternativas exequíveis para o tratamento do lixo que produzimos

8. De que forma as diferentes profissões podem contribuir para a contrução de um mundo sustentável?

9 Empreendedorismo e juventude: desafios e possibilidades

10 A importância do consumo responsável para a sociedade e o meio ambiente

A Correção da Redação no Enem


A leitora Annyelle Araújo, por meio de uma mensagem via e-mail,  perguntou como é realizada a correção da redação no Enem e como a nota é calculada; agradeço a participação da candidata e saliento o quanto é importante essa interação.
A correção de qualquer prova ou vestibular é, na verdade, uma avaliação orientada por critérios (estabelecidos pela banca avaliadora) descritos na grade de correção que, no caso do Enem, é organizada em torno de cinco competências:
  • Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.
  • Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
  • Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
  • Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos
    necessários para a construção da argumentação.
  • Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Fonte: A Redação no Enem 2013: Guia do Participante. Disponível em http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/guia_participante/2013/guia_de_redacao_enem_2013.pdf.
Cada competência, por sua vez, possui seis faixas de notas e o corretor, no momento da correção, avaliará em qual faixa de nota, de cada competência, determinada redação se encaixa. As notas, em cada competência, variam de 0 (zero) a 200 (duzentos) pontos; como há cinco competências, a nota máxima pode chegar aos 1000 (mil) pontos.
Como cada redação é corrigida por dois corretores distintos e às cegas, isto é, um corretor não fica sabendo da nota atribuída pelo outro, a nota final do candidato será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois corretores. É de fundamental importância que um corretor não saiba a nota dada pelo outro para a correção ser o mais imparcial possível.
Como os corretores são seres humanos passíveis de erros, a banca avaliadora prevê as discrepâncias, ou seja, divergências ou diferenças entre as notas atribuídas pelos dois corretores. No Enem, as discrepâncias ocorrem em dois casos:
  • as notas dadas pelos dois corretores diferem, no total, em 100 (cem) ou mais pontos
    ou
  • se a diferença das duas notas, em qualquer competência, for superior a 80 (oitenta) pontos em uma escala de 0 (zero) a 200 (duzentos) pontos
Quando ocorre uma discrepância, a redação é corrigida uma terceira vez, também às cegas, e essa terceira correção é realizada por um corretor mais experiente que só faz terceiras correções; normalmente se trata de um professor que é coordenador de um determinado grupo de corretores. Neste caso, a nota final do candidato será a média aritmética das duas notas mais próximas, portanto, a terceira nota, a mais distante, é descartada.
Porém, pode haver uma nova discrepância entre a correção dos dois primeiros corretores e a terceira correção. Quando isso acontece, a redação é corrigida uma quarta vez, mas agora por uma banca especial composta por três corretores e a decisão tomada por eles é absoluta, sendo descartadas as demais notas.
O ideal é que haja menor número de terceiras e quartas correções possível e que elas sejam realizadas nos textos corretos, isto é, nos textos que geram dúvidas nos corretores; quanto menos terceiras e quartas correções, mais afinados estão os corretores entre si e em relação à grade de correção.
As médias aritméticas são calculadas pelo sistema de computação do Enem, já que não cabe aos corretores calcularem essas notas, mas apenas atribui-las em cada competência.
É importante salientar que os corretores são orientados a não considerar linhas que contenham cópias integrais ou parciais dos textos motivadores da coletânea ou de questões objetivas; caso o texto esteja intitulado, a linha que contém o título é considerada linha escrita, apesar de o título ser um elemento textual opcional para o Enem.
Além disso, há casos em que haverá anulação de redação:
  1. quando o texto não atender à proposta solicitada ou possuir outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo, o que configurará “fuga ao tema/não atendimento ao tipo textual”;
  2. quando inexistir texto escrito na folha de redação, ela será considerada “em branco”;
  3. quando o texto apresentar até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo, o que configurará “texto insuficiente” – quando a redação contiver linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões, serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas;
  4. caso o texto contenha impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, bem como que desrespeite os direitos humanos e apresente parte do texto desconectada com o tema proposto de forma a caracterizar descompromisso com o exame, quando a redação será considerada “anulada”.
Vale lembrar também que de nada adianta escrever recadinhos e pedidos para os corretores, pois eles, no máximo, acharão graça e seguirão em frente com a correção.
Para maiores informações, sugerimos que os candidatos acessem o último Guia do Participante publicado, o de 2013, e a página do Enem no site no INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

7 de outubro de 2015

Concurso Banrisul - conteúdos de língua portuguesa

LÍNGUA PORTUGUESA Aspectos linguísticos. Ortografia: grafia correta de palavras; acentuação. Morfologia e Sintaxe: Estrutura e formação de palavras: valores de prefixos, radicais e sufixos. Classes de palavras – usos e valores semânticos. Flexões de tempo, modo, número, pessoa, gênero e grau. Equivalência e transformação de estruturas. Emprego e valor de nexos. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal; crase. Emprego de sinais de pontuação. Análise e interpretação de textos: Compreensão global do texto. Estruturação do texto: recursos de coesão. Ponto de vista do autor. Significado contextual de palavras e expressões. Informações literais e inferências possíveis. BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 3ª. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1999. HOUAISS, Antonio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. MICHAELIS: Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1998. PROENÇA FILHO, Domício. Guia Prático da Ortografia da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Record, 2009. Obs.: Não serão elaboradas questões que envolvam as modificações trazidas pelo Acordo Ortográfico promulgado pelo Decreto n.º 6.583, de 29/09/2008.

Compreenda a Diferença Entre Ética e Moral - ENEM


Os termos “ética” e “moral” são constantemente utilizados tanto no dia-a-dia quanto nas provas do Enem, em vários cadernos. Inclusive, já foi assunto da redação no ano de 2009, com o tema: “O indivíduo frente a ética nacional”.
Afinal, essas palavras são sinônimas? Não! Então vamos ver a diferença entre seus conceitos.
Segundo o filósofo Paul Ricoeur, a ética vem antes da moral e está ligada à liberdade individual. A moral, construída posteriormente, é advinda das leis e normas sociais.
A palavra ética vem do grupo ethos, que possui duas formas de grafias diferentes. Êthos (com eta) significa a casa do homem, a morada, abrigo estável. Éthos (com épsilon) refere-se ao comportamento resultante da repetição constante de um mesmo ato, que se torna um hábito. O ethos, então, designa o lugar (morada do indivíduo) onde hábitos são formados. A palavra latina mores (a qual originou moral) foi uma tradução do grego ethos, o que explica a difícil distinção entre esses conceitos.
Podemos entender que a ética é o costume de um indivíduo frente às suas escolhas individuais realizadas no exercício de sua liberdade. Já moral é o costume que venceu dentro de um contexto social, tornando-se habitual, um consensoque transforma-se em norma. Algumas normas se expressam em forma de leis, adentrando o campo jurídico.
No senso comum, essas palavras se confundem e são utilizadas sem a denotação filosófica adequada. E isso é preocupante porque uma mesma ação pode ser analisada legalmente, socialmente e individualmente. Quando essas áreas são misturadas, a crítica sobre a ação gera diversos problemas.
Um exemplo disso foi o ocorrido no caso dos ataques ao jornal francês Charlie Hebdo no início deste ano. Em um primeiro momento, o mundo parou em apoio ao jornal, em um processo de identificação (Je Suis Charlie = Somos todos Charlie) como solidariedade pelas mortes ocorridas, em nome da liberdade de expressão. Isso ocorreu por uma análise moral, já que é um hábito da sociedade dos países ocidentais a valorização da liberdade de expressão. É muito famosa, inclusive, a frase atribuída a Voltaire: “Posso não concordar com uma palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”.
Passado o impacto imediato do ocorrido, outras perspectivas ganharam voz na análise do caso, ligadas muito mais à ética, ao pensar o indivíduo. Realmente tudo pode ser dito, mesmo que ofenda o outro? A liberdade de expressão é um valor a priori da construção social? Onde ficam os outros ideais inerentes à democracia como não violência, tolerância, liberdade, igualdade, fraternidade (aceitação da diferença)?
A violência não é justificável, mas pode ser entendida. Afinal, ilustrar (com a bunda para cima!) o profeta de uma religião que tem como preceito não representar com imagens seus líderes religiosos é, no mínimo, intolerante!
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E para quem acha que o problema se resume a confrontos religiosos, analise a charge do mesmo jornal, sobre o recente caso da criança morta em praia turca na crise migratória.
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*Tradução livre. À esquerda: (A prova de que a Europa é cristã: os cristãos marcham sobre as águas; os muçulmanos afundam) À direita: (Bem-vindos, migrantes. Tão perto… Promo! 2 menus infantis pelo preço de um).
Analisando casos como esse, é possível perceber a importância de separar aspectos individuais daqueles determinados como uma convenção do conjunto social para realizar análises críticas dos eventos que vivenciamos.

4 de outubro de 2015

Como obter uma boa nota na questão discursiva da EsSA

Como obter uma boa nota na questão discursiva da EsSA

A prova do Concurso de Admissão da EsSA contempla uma questão discursiva (redação), que tem o objetivo de avaliar a capacidade de expressão escrita e o uso do registro formal culto da língua portuguesa. O candidato deve produzir, com base no tema indicado na questão discursiva, uma redação com extensão mínima de 20 (vinte) e máxima de 30 (trinta) linhas, primando pela coerência, correção e coesão.
Nesta terceira dica abordaremos um importante aspecto considerado na avaliação da redação: a adequação ao tema proposto.
O critério de adequação ao tema se refere à necessidade de apresentar um texto que exponha um aspecto relacionado ao tema apresentado na proposta de redação, defendendo uma posição, uma tese.
O tema constitui o núcleo das ideias sobre as quais a tese se organiza. Em âmbito mais abrangente, o assunto recebe uma delimitação por meio do tema, ou seja, um assunto pode ser abordado por diferentes temas.
A seguir, vamos estabelecer a diferença entre assunto, tema e título.


Assunto é a generalização, é um conceito mais amplo. É uma referência mais genérica, é algo sobre o qual há muito que se falar.
Tema é a especificação, a delimitação do assunto. É uma discussão direcionada. É um recorte do assunto. Na questão discursiva do Concurso de Admissão da EsSA, o tema é fornecido pela banca examinadora, portanto é igual para todos os candidatos.
Já o título – uma expressão geralmente sem verbo – é mais sintético e é individual, pois cada candidato cria um título para “batizar” seu texto, que pode ser a síntese do conteúdo ou um chamariz original que atraia o leitor. Por isso, é importante usar a criatividade no título de sua redação.
Ao contrário do que muitos pensam, o título não é algo externo ao texto, é parte integrante dele. É mais fácil elaborá-lo depois do texto pronto, pois o autor não fica engessado por ele (o que acontece quando se elabora o título antes).
Resumindo:
O assunto é a generalização dentro da qual cabe o tema.
O tema é igual para todos: é apresentado na proposta.
O título é individual: é o nome que cada autor dá ao seu texto.

Agora, para aperfeiçoar sua preparação, visando produzir um bom texto na questão discursiva da prova do Concurso de Admissão EsSA 2015, confira a proposta apresentada na última edição desse Concurso e procure desenvolvê-la, respeitando as especificações apresentadas.
Elabore um texto dissertativo, com no mínimo 20 (vinte) e no máximo 30 (trinta) linhas, sobre o tema do parágrafo abaixo, abordando as causas, consequências e possíveis soluções para combater o problema. Dê um título para a sua redação.
“Até a segunda metade do século 20, a desnutrição foi o nosso principal problema de saúde pública; hoje, é a obesidade. Cerca de 10% dos brasileiros adultos são obesos, e outros 30% estão acima do peso saudável. Portanto cerca de 50 milhões de pessoas deveriam perder peso para evitar doenças como ataques cardíacos, derrames cerebrais, diabetes, reumatismos e alguns tipos de câncer.”

Relembre as regras de concordância nominal para “fazer bonito” na prova da EsSA

Relembre as regras de concordância nominal para “fazer bonito” na prova da EsSA


Todo candidato deve conhecer e saber empregar as regras de concordância nominal, pois esse assunto é importante tanto para a resolução das questões da prova de Português quanto para a elaboração da Redação no Concurso de Admissão da EsSA.
Por isso vamos retomar esse conteúdo nesta dica. Fique atento!
Segundo a regra geral da concordância nominal, os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com ele em gênero e número. Mas há algumas especificidades.
1. Vossa Alteza está satisfeito ou satisfeita com o nascimento do filho?
Ambos: para uma princesa, usa-se satisfeita; para um príncipe, satisfeito.
2. Há menas ou menos pessoas?
A palavra “menos” é invariável, portanto: Há menos pessoas.
3. Ela estava meia ou meio nervosa?
Neste caso, o correto é meio. As palavras meio, bastante, caro, barato, muito e pouco, quando se referem a um substantivo (ou pronome), concordam com ele. Nos demais casos, são invariáveis.
A menina estava meio nervosa (adjetivo) e tomou meia garrafa (substantivo) de água.
As cordas eram bastante fortes (adjetivo). / As cordas (substantivo) eram bastantes.
As mercadorias custam (verbo) caro. / As mercadorias (substantivo) estão caras.
As mercadorias custam (verbo) barato. / As mercadorias (substantivo) estão baratas.
As crianças comeram (verbo) pouco. / As crianças comeram poucos doces (substantivo).
4. Os livros seguem anexos ou anexo?
Anexo, incluso, mesmo, próprio, obrigado e quite concordam com a palavra a que se referem.
Os juros estão inclusos no preço.
Elas mesmas fizeram o almoço.
Ela própria respondeu.
A menina respondeu: Obrigada!
Nós estamos quites com a cantina.
As provas estão anexas.
Mas: as provas estão em anexo.
5. É proibido ou é proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores?
As expressões é bom, é necessário, é proibido só variam quando o sujeito vem acompanhado de uma palavra que o determina (artigo, pronome demonstrativo, pronome indefinido, etc.).
Exemplos:
Aspirina é bom para dor de cabeça.
A aspirina é boa para dor de cabeça.
É necessário paciência.
É proibido entrada de estranhos.
Agora pratique um pouco, resolvendo esta questão sobre concordância nominal extraída da prova do Concurso de Admissão EsSA 2011.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal.
a) A aluna estava meia desconfiada de suas colegas.
b) Compareceram menas pessoas do que esperávamos.
c) Na sala havia bastantes candidatos aguardando.
d) É proibido a entrada de pessoas sem identificação.
e) Seguem anexos aos currículos as cópias dos documentos.
C

EsSA e as vozes verbais

Você sabe quando uma oração está na voz ativa, na passiva ou na reflexiva?

Teste seu conhecimento sobre vozes verbais resolvendo a seguinte questão no Concurso de Admissão EsSA 2014.
A alternativa que apresenta uma oração na voz passiva é:
a) Come-se bem neste restaurante.
b) Precisa-se de operários.
c) A maior parte das reservas florestais foi destruída.
d) O menino feriu-se.
e) Poucos viram o acidente
Se você teve dificuldade para resolver essa questão, leia atentamente as explicações a seguir.
Voz é a forma que o verbo assume para indicar se a ação verbal é praticada, sofrida (recebida, desfrutada) ou praticada e sofrida (recebida, desfrutada) pelo sujeito. São três as vozes dos verbos: ativa, passiva e reflexiva.
Ativa: Um verbo está na voz ativa quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação expressa pelo verbo.
Exemplo: O lenhador derrubou a árvore.
Passiva: Um verbo está na voz passiva quando o sujeito é paciente, isto é, sofre, recebe ou desfruta a ação expressa pelo verbo.
Exemplo: A árvore foi derrubada pelo lenhador.
A voz passiva pode ser:
a) analítica: formada pelo verbo auxiliar ser seguido do particípio do verbo principal. Nesse caso, o verbo pode vir acompanhado de um agente.
Exemplo: O técnico foi demitido pelo clube.
b) sintética: formada com o pronome apassivador se associado a um verbo ativo da 3a pessoa.
Exemplo: Alugam-se casas na praia.
Reflexiva: Na voz reflexiva o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente do processo verbal, pois age sobre si mesmo.
Exemplo: O lenhador feriu-se.
Agora, certamente, ficou mais fácil resolver a questão apresentada no início deste texto, não é mesmo? Leia novamente o enunciado e as opções de resposta, só depois consulte o comentário da questão, apresentado a seguir.
Vamos relembrar como se encontra o sujeito de uma oração e quando um verbo está na voz passiva:
  • Para se encontrar o sujeito, pergunta-se ao verbo da oração: Que(m) é que…? A resposta é o sujeito.
  • Um verbo está na voz passiva quando o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo.
Portanto, a resposta correta é “A maior parte das reservas florestais foi destruída.” (opção “c”).
Para encontrar o sujeito, pergunta-se: Que é que foi destruída?
A resposta, “A maior parte das reservas florestais”, que é o sujeito, sofre a ação expressa pelo verbo, logo a oração está na voz passiva.
Analisemos as outras opções.
a) Come-se bem neste restaurante. Quem é que come? Sujeito indeterminado.
b) Precisa-se de operários. Quem é que precisa de operários? Sujeito indeterminado.
c) O menino feriu-se. Quem é que se feriu? O menino: sujeito simples, que sofre e pratica a ação verbal: voz reflexiva.
d) Poucos viram o acidente. Quem é que viu o acidente? Poucos: sujeito simples, que pratica a ação verbal: voz ativa.