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6 de novembro de 2017

Gabarito Extraoficial do Enem 2017 – Veja Educação – dia 1


Nesta matéria divulgaremos o gabarito extraoficial do Enem 2017 – Exame Nacional do Ensino Médio – com base na lista de alternativas corretas publicadas pelo Portal Veja Educação, conceituado site nacional de notícias liagado ao ramo educacional.
Vale mencionar que a lista de respostas publicada abaixo é considerada extraoficial porque não foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela organização a aplicação do Enem.
No entanto, o gabarito indicado foi definido após resolução de professores do Anglo Vestibulares, uma das mais respeitadas redes de colégios e cursinhos do Brasil, em parceria com a Veja Educação.
Confira a seguir a relação de respostas certas para cada uma das quatro cores de cadernos (amarelo, rosa, azul e branco) disponibilizadas neste primeiro domingo de aplicação (05), em que os candidatos resolveram a 90 questões das provas objetivas de Ciências Humanas e Linguagens e Códigos, além da redação. No gabarito abaixo, nas 5 primeiras questões, a primeira alternativa representa o gabarito da prova de inglês. A segunda representa a resposta correta da prova de espanhol.




Gabarito Enem 2017 Extraoficial – Dia 1 (05 de novembro)
AzulBrancaRosaAmarela
1* D – E D – C D – B E – D
2* D – D D – D E – E D – E
3* C – B C – BD  – C D – C
4* D – C D – E C – D C – B
5* E – E E – E D – E D – E
6 A C E E
7 B E C B
8 B BA C
9 D A B C
10 B D A A
11 C E A B
12 C D C A
13 B E D D
14 C/D A D B
15 B B C/D C
16 A E B B
17 BA D D
18 A B E B
19 A B D A
20A B B E
21 A D A D
22 D B E D
23 AC A A
24 E C B E
25 D A B B
26 C B B C/D
27 D A D B
28 D A E D
29 E A A A
30 D A B B
31 E B B B
32A C/D C C
33 E B C D
34 E D D E
35 B A A A
36 A E E B
37D D B E
38 B C C A
39 C D AA
40 D DA A
41 C B B A
42 E C D C
43 A D A D
44 B A E E
45 B E D D
46 D ED C
47 D C A D
48 B E E D
49 D A B E
50 B B E C
51 E C A A
52 C DBB
53 A D D A
54 E E B E
55 B C E C
56 C A DB
57 D D A E
58 D B C D
59 E E D D
60 CA D E
61A B E A
62 D D C E
63 C D A A
64 C B D D
65 D D B B
66 E B C E
67 E D C B
68 B A C D
69 B E A B
70 E B E D
71 D C C A
72 A C D E
73 B C E B
74 A C E E
75 E D C C
76 C E A A
77 C A E E
78 C E B B
79 D D D C
80 A A B C
81 E E D C
82 B B B C
83 B B B D
84 E E A A
85 A D E E
86 B A C B
87 A B D A
88 E A A B
89 D E E D
90 A C B D
*  Primeira= Inglês; Segunda=espanhol

Modelo de redação enem 2017

Sinfonia de inércia
A história  conta que Beethoven, notadamente surdo, encostava uma ponta de um canudo em sua orelha e outra no piano, a fim de que sentisse as vibrações das notas que não podia escutar. O músico alemão, porém, era um gênio, que pouco precisava de instrução formal para desenvolver sinfonias estupendas. A realidade da maioria das pessoas com deficiência auditiva, inclusive no Brasil, é bem diferente. A dificuldade de proporcionar uma educação de qualidade para pessoas surdas é um problema de descaso histórico. Afinal, enaltecer o fato de que foi ouvido, no Ipiranga, o brado retumbante de um povo heroico, mas se esquece de que, independentemente da placidez das margens e de quaisquer prosopopeias ufanistas, vive-se onde muitos não conseguem ouvir.
O primeiro grande desafio é vencer a negligência governamental no que tange à formação de professores em nosso país. As aulas de ensino de Libras em cursos de graduação de Pedagogia ou licenciaturas, quando existem, são incipientes e pouco práticas, restringindo-se a cumprir um currículo estabelecido, mas se preocupando pouco em formar bem os profissionais de educação que lecionarão para surdos. Mesmo nas escolas, no ensino básico, a linguagem dos sinais não é sequer mencionada, muito embora seja a segunda língua oficial do Brasil. Isso não só cria como multiplica uma cultura cega de negar a existência de pessoas com deficiência. Porém, fechar os olhos para um problema não faz com que ele desapareça.
Além disso, outro grande desafio é vencer a ausência de educação continuada plena e satisfatória para surdos, restringindo suas possibilidades no mercado de trabalho. Ainda que essa minoria consiga uma educação básica e até uma graduação de qualidade, raramente a formação vai além disso. Há uma preocupante escassez de cursos de extensão e pós-graduação para pessoas com essa deficiência, o que limita a busca por equidade em um ambiente cada vez mais competitivo. O preconceito não para por aí; se alastra pela sociedade. Afinal, não são raras as manifestações contrárias a sistemas de cotas que buscam justamente equalizar esses problemas.
Portanto, fica bem claro que é preciso dar atenção a essa questão que, além de injusta, é inconstitucional. O Ministério da Educação tem o dever de proporcionar uma educação plena para profissionais de educação, exigindo aulas práticas no ensino de libras e fiscalizando o desempenho e a inclusão nas escolas. Empresas também têm o importante papel de incentivar a contratação e a capacitação de surdos, entendendo que a diversidade só vem para somar em ambientes corporativos. Só assim ,poder-de-á reverter essa inércia social tão danosa, que nos faz ficar deitados eternamente no berço esplêndido da ignorância.


5 de novembro de 2017

TODOS OS TEMAS DE REDAÇÃO ENEM


TODOS OS TEMAS

Veja abaixo todos os temas de redação da história do Enem:

ONDE CATARAM ESSE TEMA PARA O ENEM?

"É uma discussão pública acerca de um problema real do Brasil." - Saray Azenha (Oficina do Estudante)
De acordo com Noronha, o tema da redação do Enem 2017 dificilmente deve ter sido trabalhado neste formato nas aulas dos colégios e cursinhos.
"Tendo em vista a amplitude temática em relação aos deficientes, pode ter sido trabalhado [nos cursinhos], mas especificamente sobre os surdos, acho que não." - Rodrigo Noronha (Sistema COC de Ensino)
 O tema mantém a tendência dos já cobrados nos últimos anos pelo Enem, que são populações marginalizadas no Brasil. "A essência do tema dialoga com o que vem sendo cobrado nos últimos anos no Enem, pois se trata de um debate sobre a inclusão e o respeito de grupos marginalizados. Em 2015, foram as mulheres; em 2016, pessoas que sofrem com a intolerância religiosa e também com o racismo. Então, por essa perspectiva, o tema não é surpreendente. Na verdade, há muitos anos se fala sobre uma proposta acerca da inclusão de pessoas com deficiência."

Dicas para não fugir do tema

Os professores deram dicas de como um tema como esse pode ser abordado em uma redação do Enem de modo a demonstrar as cinco competências exigidas na prova:
  • Abordar diretamente a educação: O tema da redação não fala apenas sobre a população surda no Brasil, ela pede que o estudante fale especificamente sobre a "formação educacional" dos surdos. Por isso, candidatos que apenas abordarem a questão da marginalização dos surdos na sociedade em geral podem perder pontos pela fuga parcial do tema.
  • Inclusão é a palavra-chave:  os argumentos dos candidatos, na hora de formular propostas de intervenção, devem passar pelo principal desafio em relação à educação dos surdos, que é incluí-los no sistema educacional. "Quando o aluno percebe que a palavra não é só surdo, tem que trabalhar o educacional, percebe que a escola precisa incluir, por esse mote ele vai conseguir fazer uma educação de qualidade."

Repercussão nas redes sociais

Pelo Twitter, muitas pessoas comentaram a notícia. Alguns esperavam que o tema fosse homofobia, bullying.

TEMA DE REDAÇÃO 2017 - ENEM

tema da redação do Enem 2017 é "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil". O tema foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no início da tarde deste domingo (5). A forma de correção da redação foi alvo de polêmica: após ter recurso negado no STF, MEC diz que acata decisão e que não vai anular redação contrária aos direitos humanos.

ENEM - 2017

Por uma escola que fale a linguagem de todos
O Plano Nacional de Educação tem, entre suas metas, a universalização do acesso à educação básica para a população entre 4 e 17 anos com deficiências, preferencialmente na rede regular de ensino. A meta parte do princípio de que a formação escolar é direito de todos e todos devem se desenvolver e aprender juntos. No entanto, o sistema educacional brasileiro está longe de ser inclusivo.
Não se pode negar que houve avanços. Nos últimos anos, as matrículas dos estudantes com deficiências praticamente dobraram. Porém, construir uma educação inclusiva vai muito além da mera criação de vagas.
Um exemplo disso é o que ocorre com os estudantes surdos: embora muitos tenham passado a frequentar a escola regular, é comum que os professores e a maioria dos estudantes não dominem Libras, o que coloca em risco a aprendizagem e a socialização. Não falar a língua do outro é uma forma velada de desprezo e rejeição. Acontece uma espécie de “inclusão excludente”: o aluno surdo frequenta o mesmo espaço, mas não é devidamente atendido.
Para que a educação seja inclusiva de fato, é preciso adaptar a infraestrutura das escolas, que precisa contar com salas e recursos multifuncionais e ser planejada com acessibilidade arquitetônica e tecnológica. Além disso, é necessário capacitar os docentes para aprimorar as práticas pedagógicas, de forma que a sala de aula seja um ambiente de oportunidades reais para todos.
A principal mudança está na atitude da comunidade educativa. Ter escolas inclusivas quando todos os que fazem parte dela – professores, estudantes, famílias - acreditarem que no convívio com os diferentes aprende-se mais e  torna as pessoas melhores. É na sala de aula, laboratório do mundo que se quer construir, que uma nova sociedade pode começar."

3 de novembro de 2017

REDAÇÃO DO ENEM - CUIDADO


No próximo domingo, dia 05 de novembro de 2017, serão aplicadas as provas de ciências humanas, linguagens e redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017. Por tal ocasião, gostaríamos de ter escrito, nesta coluna, um texto com as principais dicas e orientações para a prova de redação, mas sentimo-nos na obrigação de escrevermos, mais uma vez, acerca da polêmica gerada sobre o critério de avaliação que analisa o respeito ou o desrespeito aos Direitos Humanos pela banca avaliadora do exame.
Na semana passada, a 5ª turma do Tribunal Federal da 1ª Região, em Brasília (DF), acolheu um pedido da Associação Escola Sem Partido que exigia a retirada da anulação de textos produzidos na prova de redação do Enem que ferissem os Direitos Humanos (veja a matéria completa). O principal argumento usado pelo advogado da dita associação é que nenhum candidato deve escrever o que não pensa para ingressar na universidade, pois isso feriria o direito à liberdade de expressão.
Com isso, teoricamente, a banca avaliadora do Enem não poderá anular dissertações-argumentativas que desrespeitem os Direitos Humanos. “Teoricamente” porque, segundo notícia veiculada pelo portal de notícias UOL, no dia 1º de novembro de 2017 às 12h16min, a decisão judicial não foi oficialmente publicada nem o Ministério da Educação (MEC) foi notificado.
Caso a notificação não seja enviada até o próximo domingo, a correção da redação do Enem não será alterada e o que foi divulgado no edital ainda estará valendo. No entanto, se o MEC for notificado até domingo, este seguirá a liminar, mas a orientação é que os candidatos sigam o critério avaliativo, isto é, respeitem os Direitos Humanos, pois, depois da prova, o MEC irá recorrer da decisão judicial.
Neste contexto, é de conhecimento geral ou pelo menos entre as pessoas que se informam sobre o Enem pelos mais diversos motivos que a Associação Escola Sem Partido há tempos vinha tentando barrar o critério de avaliação que avalia o respeito aos Direitos Humanos, mas tal acontecimento, há poucos dias antes da aplicação do primeiro dia de provas do Enem, parece ser algo feito propositalmente para tentar abalar as estruturas da banca elaboradora e corretora do exame que é composta, neste ano, por 9 mil corretores de redação de todo o Brasil.
Deste modo, como refazer os treinamentos em relação a este critério com tantas pessoas espalhadas pelo país e em tão pouco tempo? Além disso, como fica a cabeça dos 6.731.203 candidatos que farão o Enem 2017? Como se não bastasse todo o nervosismo e ansiedade causados pela participação em um grande exame como este, que abre portas para o ingresso nas faculdades e universidades brasileiras e até algumas estrangeiras.
Tal atitude da Associação Escola Sem Partido e decisão judicial são, no mínimo, cruéis e irresponsáveis, pois nenhum especialista em avaliação e em correção de provas de redação em exames de entrada esteve presente. Além do mais, não houve respeito para com os corretores, supervisores e demais pessoas que estão trabalhando no exame, muito menos para com os participantes do Enem.
Porém, a crueldade não acaba aqui, infelizmente. Ao longo desta semana, muito se discutiu em jornais e demais programas de televisão e no meio digital o que seria um critério de correção de uma prova de redação do Enem e, novamente, não vimos nenhum professor ser entrevistado, pelo menos na TV, sobre isso. Na internet, muitos docentes se manifestaram contra a decisão judicial.
Nestas discussões, muito se falou em “critério objetivo de correção”, pois quem julgaria o que é respeito e o que é desrespeito aos Direitos Humanos? Que este critério seria subjetivo e, assim, não poderia ser um descritor numa grade de correção.

A este respeito, obviamente que todo corretor, e não só do Enem, como ser humano, está arriscado a falhar e a errar, porém há um sério e intensivo treinamento desses corretores que devem estar alinhados entre si e em relação a grade de correção. Além disso, o Enem, na cartilha do participante deste ano, elencou várias justificativas e forneceu diversos exemplos sobre o que é desrespeitar Direitos Humanos, diferentemente de muitos vestibulares que mantém seus descritores em sigilo absoluto. Ao fazer isso, ficou objetivo, pois sabemos o que é ferir os Direitos Humanos para a banca do Enem.
Outro ponto levantado pela Associação Escola Sem Partido é que este critério fere liberdade de expressão, mas o que parece que eles não entendem ou fingem não entender é que a liberdade de expressão termina quando começa o discurso de ódio. Diferentemente da Constituição dos Estados Unidos, que assegura que o cidadão pode expressar tudo o que quiser, discurso de ódio pela legislação brasileira é crime, assim como incentivar a volta da ditadura militar no país.
Além disso, em consonância, o Enem mostra, deste modo, que o perfil do participante desejado pelo exame é o de uma pessoa que respeite os Direitos Humanos e que entenda que há propostas de intervenção social democráticas que respeitam a dignidade humana, afinal, independentemente de inúmeras coisas, somos todos seres humanos e temos direitos por isso que são inalienáveis.
Para o Enem, desrespeitar os Direitos Humanos é defender que se faça justiça com as próprias mãos, que seja seguido o princípio do “olho por olho, dente por dente“, sem que haja a intervenção de órgãos competentes como os governos, autoridades, a legislação brasileira etc. O mesmo ocorre quando há incitação de discursos de ódio imbuídos de ideias preconceituosas de todas as formas (racismo, machismo, misoginia, xenofobia, intolerância religiosa, política dentre outras) ou cerceamento da liberdade de expressão e de escolha.
Por este motivo que a prova de redação do Enem é tida pelos professores de Português e de Redação como uma prova diferenciada, que visa a construção da cidadania, da dignidade e do respeito ao próximo como ser humano. É adequado que se proponha que leis sejam criadas ou aperfeiçoadas, que criminosos paguem pelos seus crimes de violência contra a mulher, intolerância religiosa e racismo de acordo com a lei, que estes sejam obrigados a trabalharem voluntariamente em ONGs que ajudam mulheres abusadas, por exemplo etc. Mas é desrespeitar os Direitos Humanos sugerir que eles apanhem, sejam alvos de ofensas ou de abuso sexual para aprender, por exemplo.
Por fim, orientamos aos nossos leitores que respeitem os Direitos Humanos ao longo da redação no Enem, não só na conclusão na qual, normalmente, os participantes sugerem as propostas de intervenção social, mas também na vida. Devemos ser coerentes na dissertação-argumentativa do exame e na vida, até porque se defendermos o ódio e a violência até o desenvolvimento e depois não, ou vice e versa, a redação fica totalmente incoerente, o que é péssimo para a prova.
Desejamos a todos boa sorte, sucesso e muita paz e tranquilidade nos dias de prova. Na próxima semana, publicaremos um texto com a análise da proposta de redação do Enem 2017.