Tempos Primitivos
Presente do Indicativo
Pretérito Perfeito do Indicativo
O pretérito perfeito do indicativo é marcado basicamente pela desinência pessoal.
Infinitivo Impessoal
Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).
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9 de maio de 2016
Verbos VIII
Verbos VII
Modos Verbais
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: Eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por exemplo: Talvez eu estude amanhã. Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por exemplo: Estuda agora, menino.
Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:
a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de substantivo.
Por exemplo:
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta).
Por exemplo:
Era preciso ter lido este livro.
b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
Por exemplo:
c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio.
Por exemplo:
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta, uma ação concluída.
Por exemplo:
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
d) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.
Por exemplo:
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).
Por exemplo:
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Verbos VI
HAVER - Modo Indicativo
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
HAVER - Formas Nominais
TER - Modo Indicativo
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo
g) Pronominais
São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita no radical do verbo.
Por exemplo:
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):
Eu me arrependo Tu te arrependes Ele se arrepende Nós nos arrependemos Vós vos arrependeis Eles se arrependem
2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se chama voz reflexiva.
Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade se diz acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa.
Por exemplo: Maria penteou-me.
Observações:
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função sintática.
2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas.
Por exemplo:
me (objeto direto) - 1ª pessoa do singular |
Verbos V
Conjugação dos Verbos Auxiliares
SER - Modo Indicativo
SER - Modo Subjuntivo
SER - Modo Imperativo
SER - Formas Nominais
ESTAR - Modo Indicativo
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
ESTAR - Formas Nominais
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Verbo IV
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação.
Por exemplo:
f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Por exemplo:
Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Está chegando a hora do debate.
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)
Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.
(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.
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Verbos III
Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas do singular e do plural. Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais, como:
bramar (tigre)
bramir (crocodilo)
cacarejar (galinha)
coaxar (sapo)
cricrilar (grilo)
Os principais verbos unipessoais são:
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.).
Observe os exemplos:
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos bastante)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover) É preciso que chova. (Sujeito: que chova)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Observe os exemplos:
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar)
Vai para dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos.
Por exemplo:
Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que provavelmente causaria problemas de interpretação em certos contextos.
Por exemplo:
verbo computar
Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da informática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.
d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
Observe:
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Verbos II
Classificação dos Verbos
Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical.
Por exemplo:
canto cantei cantarei cantava cantasse
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências.
Por exemplo:
faço fiz farei fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Classificam-se em impessoais,unipessoais e pessoais.
Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os principais verbos impessoais são:
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).Por exemplo:Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)Por exemplo:Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, "Amanheci mal-humorado", usa-se o verbo "amanhecer" em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal.Por exemplo:Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)d) São impessoais, ainda:1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, indicando suficiência. Ex.: Basta detolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de "ser possível". Por exemplo:Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
Verbo
VERBO
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos:
ação (correr);
estado (ficar);
fenômeno (chover);
ocorrência (nascer);
desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus possíveis significados. Observe que palavras como corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
Estrutura das Formas Verbais
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar os seguintes elementos:
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo.
Por exemplo:
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo.
Por exemplo:
São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (falar)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo.
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou plural).
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados ( compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal "e", apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc.
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
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8 de maio de 2016
Qual está correto??
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Quem acha que é a primeira a forma correta acertou!
E quem acha que é a segunda acertou também!
Ambas, viagem e viajem, existem na língua portuguesa e estão corretas.
A diferença entre as duas formas é que a palavra viagem é um substantivo, sinônimo de jornada. Já viajem é uma forma conjugada do verbo viajar.
Veja alguns exemplos do emprego de cada uma delas:
O substantivo viagem deve ser escrito com G por determinação da Gramática Normativa, que apresenta uma regra determinando que os substantivos terminados em –agem, – igem, –ugem sejam grafados com essa letra: viagem, passagem, imagem, origem, vertigem, ferrugem, penugem,…
Quanto ao verbo viajar, precisamos lembrar que a letra G tem pronúncia diferente se formar sílaba com ‘a’, ‘o’ e ‘u’, por isso, para manter a mesma sonoridade no verbo, a consoante é trocada por J. Assim, todas as formas verbais vão seguir essa alternância consonantal e serão grafadas com J. No caso da palavra viajem, temos a forma do verbo conjugada na 3.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo ou na 3.ª pessoa do plural do imperativo.
Para relembrar a formação dos tempos verbais, o Presente do Subjuntivo é um tempo derivado da 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo, da qual retiramos a desinência -o e acrescentamos a desinência -e:
E essa alteração para desinência -e permanece em todas as demais pessoas, daí termos a forma eles viajem, no Subjuntivo e no Imperativo.
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5 de maio de 2016
Tema de redação
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Há vestibulares cujas provas de redação são conhecidas por apresentarem temas de cunho filosófico e psicológico, nem sempre voltados, de maneira prática, à sociedade. Existem, ainda, vestibulares que mesclam temas de cunho social com temas de cunho filosófico e, portanto, o candidato deve estar atento a esse fato a fim de preparar-se para escrever sobre qualquer tema e, para isso, conhecer as provas de redação já aplicadas é fundamental. Já em relação ao ENEM, até agora, nenhuma edição do exame apresentou um tema de redação desse tipo.
O tema sobre o qual escrevemos hoje é de cunho filosófico, mas que tem consequências sociais, econômicas e psicológicas tanto se olharmos o indivíduo quanto se analisarmos a sociedade contemporânea como um todo: a sociedade do cansaço.
O conceito “sociedade do cansaço” foi cunhado pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han (1959 – ), professor de Filosofia na Universidade de Friburgo, na Alemanha, em um livro com o mesmo nome lançado em 2015.
Segundo Byung-Chul Han, a sociedade ocidental do século XXI é marcada pela ocorrência demasiada de doenças neuronais, como a depressão, o estresse, a hiperatividade, o déficit de atenção (estas duas últimas, especialmente, têm sido muito diagnosticadas em crianças e jovens, o que tem levado médicos e especialistas em saúde a questionarem estes diagnósticos, pois parece estar havendo um excesso deles e de medicações de tarjas pretas, incentivando o lucro da indústria farmacêutica).
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O lugar antes ocupado pelas doenças virais e bacterianas, hoje é ocupado pelas doenças neuronais, nascidas em nosso interior, ao contrário dos vírus e bactérias dos quais podemos nos prevenir e os quais podemos combater em curto ou médio prazo caso o quadro não seja grave.
Para Byung-Chul Han, o estilo de vida ocidental atual é o grande causador esta onda de doenças neuronais que, por sua vez, prejudicam todas as esferas da vida do paciente, desde a esfera social, íntima, familiar até a esfera profissional e, no caso das crianças e dos jovens, a esfera escolar e acadêmica.
Vivemos um dia a dia conturbado, no qual temos diversas tarefas e prazos a cumprir, diversos compromissos a comparecer, diversas pessoas a estar e, no meio disso tudo, por meio das tecnologias digitais e analógicas, somos bombardeados por informações e notícias. Vocês têm de obter boas notas no ENEM a fim de conseguir a tão almejada vaga numa universidade pública; ufa!
Ao fim do dia, estamos exaustos! Às vezes, de tão agitados, mal conseguimos dormir e, quando dormimos, desmaiamos e parece que, no dia seguinte, já acordamos cansados. Quem nunca se sentiu assim?
Assim, temos o retrato da sociedade do cansaço: cobrada, atarefada e frustrada quando os objetivos não são alcançados. A frustração faz parte da vida e devemos saber lidar com ela, porém, cada vez mais, não sabemos lidar com as perdas. Desde a infância; crianças que têm tudo de seus responsáveis terão dificuldades em lidar com as frustrações quando forem joven e adultas.
Há quem diga que pensar positivo ajuda, que ser otimista ao extremo funciona, mas psicólogos da Universidade de Waterloo, no Canadá, comprovaram que não, que nada disso ajuda. Um estudo realizado por John Lee e Joane Wood comprovou que pacientes com autoestima baixa tendem a piorar mais ainda quando são obrigados a pensar positivamente. Conclusão: segundo esses pesquisadores, livros de autoajuda não funcionam.
De acordo com a revista Superinteressante, que publicou uma série de textos sobre o lado bom das coisas ruins(sobre pessimismo, inclusive, foi um texto fonte de uma proposta de redação da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas – em 2013), é como se, ao repetir para si mesmo que você vai conseguir uma promoção no trabalho ou vai passar no vestibular, por exemplo, isso só servisse para lembrar o quanto você está distante disso.
Enfim, como devemos nos comportar diante das frustrações, das cobranças externas e internas, individualmente? Por outro lado, como sociedade, podemos deixar de ser uma sociedade do cansaço ou estamos fadados a esse destino?
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4 de maio de 2016
tema de redação
Dos adolescentes internados em cumprimento de medidas socioeducativas no Brasil, 75% são usuários de entorpecentes. O dado foi apresentado nesta terça-feira (3) em um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Tendo os textos de apoio como motivadores, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre - o menor infrator consegue ser reabilitado ao passar pelo FASE? Quais as medidas de reabilitação necessárias? O Brasil possui infraestrutura a fim de concretizar tais medidas? Qual a solução para viabilizar um melhor funcionamento do FASE? Faça-o em 25 a 30 linhas.
A pesquisa “Panorama Nacional, a Execução das Medidas Socioeducativas de Internação” foi realizada pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF) e pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ). O levantamento foi realizado por uma equipe multidisciplinar que visitou os 320 estabelecimentos de internação existentes no Brasil, para analisar as condições de internação de 17.502 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de restrição de liberdade. Durante estas visitas, a equipe entrevistou 1.898 adolescentes internos.
Dos jovens entrevistados, 74,8% faziam uso de drogas ilícitas, sendo o percentual ainda mais expressivo na Região Centro-Oeste, onde 80,3% dos adolescentes afirmam ser usuários de drogas. Em seguida está a Região Sudeste, com 77,5% de usuários.
Dentre as substâncias utilizadas pelos adolescentes, a maconha foi a droga mais citada (89%), seguida da cocaína (43%), com exceção da Região Nordeste, em que o crack foi a segunda substância mais utilizada (33%). Aparecem no levantamento ainda usuários de inalantes, medicamentos e LSD. De acordo com o relatório, a alta incidência de uso de psicoativos pode estar relacionada à ocorrência dos atos infracionais.
Segundo o CNJ, considera-se ato infracional toda conduta praticada por criança ou adolescente definida como crime ou contravenção pelo Código Penal brasileiro. Entre os atos infracionais mais comuns entre os adolescentes internados estão crimes contra o patrimônio, como roubo e furto. De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados afirmaram estar internados por roubo. Em seguida aparece o tráfico de drogas (24%).
Ainda segundo o estudo, o crime de homicídio foi bastante expressivo em todas as regiões do país, com exceção do Sudeste, onde o delito corresponde a 7% do total. Nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sul os percentuais de homicídio como motivo da atual internação dos jovens correspondem, respectivamente, a 28%, 21%, 20% e 20%.
O estudo divulgado nesta terça aponta o roubo também como principal motivo de internação entre os adolescentes reincidentes. O levantamento constata, porém, que a ocorrência de homicídio na reiteração da prática infracional foi aproximadamente três vezes superior à primeira internação, aumentando de 3% para 10% dos casos em âmbito nacional.
Entre os adolescentes entrevistados em cumprimento de medida de internação, 43,3% já haviam sido internados ao menos uma outra vez, segundo adiantou o Jornal O Globo na segunda-feira (9). Nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, 54% e 45,7% dos jovens, respectivamente, são reincidentes; nas demais regiões o índice de reincidência entre os entrevistados varia entre 38,4% e 44,9%. Há registros de reincidência em 54% dos 14.613 processos analisados no território nacional.
Perfil do adolescente infrator
De acordo com a pesquisa divulgada pelo CNJ, a idade média dos adolescentes entrevistados é de 16,7 anos. O maior percentual de internados observados pela pesquisa tem 16 anos, com índices acima dos 30% em todas as regiões do país. O estudo aponta ainda que a maioria dos adolescentes cometeu o primeiro ato infracional entre 15 e 17 anos (47,5%). Considerando-se o período máximo de internação, o estudo revela que boa parte dos jovens infratores alcança a maioridade civil e penal durante o cumprimento da medida.
De acordo com a pesquisa divulgada pelo CNJ, a idade média dos adolescentes entrevistados é de 16,7 anos. O maior percentual de internados observados pela pesquisa tem 16 anos, com índices acima dos 30% em todas as regiões do país. O estudo aponta ainda que a maioria dos adolescentes cometeu o primeiro ato infracional entre 15 e 17 anos (47,5%). Considerando-se o período máximo de internação, o estudo revela que boa parte dos jovens infratores alcança a maioridade civil e penal durante o cumprimento da medida.
Quanto à escolaridade, 57% dos jovens declararam que não frequentavam a escola antes da internação. Entre os entrevistados, apenas 8% afirmaram ser analfabetos. Ainda assim, a última série cursada por 86% dos jovens pertencia ao ensino fundamental.
No que diz respeito às relações familiares, o estudo aponta que 14% dos jovens entrevistados têm filhos. Do total de adolescentes ouvidos no levantamento, 43% foram criados apenas pela mãe, 4% pelo pai sem a presença da mãe, 38% foram criados por ambos e 17% foram criados pelos avós.
Entre os aspectos comuns à maioria dos entrevistados, de acordo com a pesquisa, estão a criação em famílias desestruturadas, a defasagem escolar e a relação estreita com entorpecentes.
Tema de redação
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Redução da maioridade penal no Brasil: uma medida adequada?”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa do seu ponto de vista.
TEXTO 1
Redução da maioridade penal: contra ou a favor?
Diante da onda de violência em todo País, há alguns setores da sociedade brasileira que defendem a redução da maioridade para punir os infratores abaixo da faixa etária de 18 anos. Porém, existem pesquisas que apontam que menos de 1% dos adolescentes com menos de 18 anos é responsável por assassinatos de qualquer tipo. Menos de 50% deles são levados para Casa Abrigo ou outras instituições por envolvimento com tráfico de drogas ou por serem usuários de entorpecentes. Diante disso, algumas questões precisam ser respondidas pelos que defendem tal proposta e pelos que se opõem a ela: A redução da maioridade penal vai servir como freio para os jovens ingressarem na criminalidade? Eles vão adquirir mais consciência da consequência de seus atos? A falta de punição mais dura para este grupo social é a causa da grande violência no Brasil? Há outras causas que contribuem para a criança e o adolescente se envolverem no chamado erro social?
Segundo o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), (...), um menor de 18 anos pode ser capaz de discernir a gravidade de seus atos. Prova disso, continua o senador, aos 16 anos o adolescente já pode exercer diversos atos civis. Para a OAB, propostas assim não ajudam a combater a criminalidade; já para o Ministério Público, a redução fere a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
TEXTO 1
Redução da maioridade penal: contra ou a favor?
Diante da onda de violência em todo País, há alguns setores da sociedade brasileira que defendem a redução da maioridade para punir os infratores abaixo da faixa etária de 18 anos. Porém, existem pesquisas que apontam que menos de 1% dos adolescentes com menos de 18 anos é responsável por assassinatos de qualquer tipo. Menos de 50% deles são levados para Casa Abrigo ou outras instituições por envolvimento com tráfico de drogas ou por serem usuários de entorpecentes. Diante disso, algumas questões precisam ser respondidas pelos que defendem tal proposta e pelos que se opõem a ela: A redução da maioridade penal vai servir como freio para os jovens ingressarem na criminalidade? Eles vão adquirir mais consciência da consequência de seus atos? A falta de punição mais dura para este grupo social é a causa da grande violência no Brasil? Há outras causas que contribuem para a criança e o adolescente se envolverem no chamado erro social?
Segundo o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), (...), um menor de 18 anos pode ser capaz de discernir a gravidade de seus atos. Prova disso, continua o senador, aos 16 anos o adolescente já pode exercer diversos atos civis. Para a OAB, propostas assim não ajudam a combater a criminalidade; já para o Ministério Público, a redução fere a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
TEXTO 2
Todos os países que reduziram a maioridade penal não diminuíram a violência
Voltou à pauta do Congresso, por insistência do PSDB, a proposta de criminalizar menores de 18 anos via redução da maioridade penal.
De que adianta? Nossa legislação já responsabiliza toda pessoa acima de 12 anos por atos ilegais. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração.
Nos 54 países em que foi reduzida a maioridade penal, não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.
O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciária nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciárias, como universidades.
O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa. Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.
Já no sistema socioeducativo, o índice de reincidência é de 20%, o que indica que 80% dos menores infratores são recuperados.
Nosso sistema prisional já não comporta mais presos. No Brasil, eles são, hoje, 500 mil, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos apenas para os EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, e não a causa. Ninguém nasce delinquente ou criminoso. Um jovem ingressa no crime devido à falta de escolaridade, de afeto familiar, e por pressão consumista que o convence de que só terá seu valor reconhecido socialmente se portar determinados produtos de grife.
Enfim, o menor infrator é resultado do descaso do Estado, que não garante a tantas crianças creches e educação de qualidade; áreas de esporte, arte e lazer; e a seus pais trabalho decente ou uma renda mínima para que possam subsistir com dignidade em caso de desemprego.
TEXTO 3
Internautas se mostram a favor da redução da maioridade penal
O Sociedade Online realizou uma enquete em que era questionada a posição dos internautas sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Os participantes da enquete se mostraram a favor da redução e atingiram a marca de 85% dos votos. Outros 10% se mostraram indiferentes quanto à questão e afirmaram que o Brasil não se resume apenas a esse problema.
Em último lugar ficou a opção que é contra a redução da maioridade penal com apenas 5% dos votos
O Sociedade Online realizou uma enquete em que era questionada a posição dos internautas sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Os participantes da enquete se mostraram a favor da redução e atingiram a marca de 85% dos votos. Outros 10% se mostraram indiferentes quanto à questão e afirmaram que o Brasil não se resume apenas a esse problema.
Em último lugar ficou a opção que é contra a redução da maioridade penal com apenas 5% dos votos
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