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10 de fevereiro de 2019

CITAÇÕES NAS PRODUÇÕES TEXTUAIS

Pensando nisso, reunimos alguns exemplos divididos por temática, confira:

1. Educação:

“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.” (Paulo Freire – Educador, pedagogista e filósofo brasileiro)

2. Política:

“A política é a arte do possível”. (Bismark – Chanceler Alemão)

3. Sociedade:

“A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. (Jean Jacques Rousseau – Filósofo Suíço)

4. Globalização:

“A globalização encurtou as distâncias métricas, aumentando muito mais as distâncias afetivas.” (Jaak Bosmans – Escritor e representante da FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo)

5. Economia Global:

“O Governo do Estado moderno é apenas um comitê para gerir os negócios comuns de toda a burguesia.” (Karl Marx – Filósofo alemão)

6. Desigualdade Social:

“O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso.” (Darcy Ribeiro – Antropólogo, escritor e político brasileiro)

7. Juventude:

“O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter.”(Sócrates – Filósofo)

8. Meio ambiente:

“Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. ” (Paul Watson – Cofundador e diretor da fundação Greenpeace.)

9. Preconceito:

“Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida. ”
(Paulo Autran – Ator)

10. Relações humanas:

“De tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas mudanças, sua extraordinária irracionalidade. ” (Virginia Woolf – Escritora)

11. Tecnologia:

“Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade” (Albert Einstein – Físico)

DICA

O racismo é um tema que está sendo muito discutido na atualidade, inclusive no Brasil. Portanto, nada mais interessante do que estar por dentro de toda essa discussão para escrever uma boa redação seja no Enem, seja no vestibular.
A melhor maneira é estar atento as notícias atuais com a leitura de jornais e ainda conhecer a estrutura básica dos textos dissertativos.
Confira abaixo algumas dicas importantes para desenvolver o texto:

1. Definição do conceito

racismo definição
Antes de mais nada, temos de pensar na definição do conceito de racismo, visto que ele ainda gera muitas dúvidas.
O racismo é um tipo de preconceito que está relacionado com as raças e etnias. Esse conceito está apoiado na ideia de superioridade racial, ou seja, de que existem raças superiores às outras.
Aqui também é importante definir os diferentes tipos de racismo que existem: o racismo individual, institucional, cultural, ambiental, dentre outros.
Além disso, podemos aumentar nosso repertório pensando em outros conceitos relacionados tais como xenofobia e bullying, também muito discutidos na atualidade.

2. Pesquisa e levantamento de dados

Pesquisa sobre o tema do racismo
Após entender a definição desse conceito, devemos buscar dados relevantes sobre o tema. Lembre-se de que esses dados poderão fazer parte da sua redação e com certeza darão maior propriedade a parte da argumentação.
Importante assim buscar dados recentes sobre o racismo no Brasil e no mundo. Assim, podemos pensar na leitura da Lei número 7.716/1989 em que as atitudes racistas são consideradas crimes inafiançáveis no Brasil.
A título de curiosidade, também podemos buscar informações fiáveis sobre os países do mundo mais racistas. Para isso, busque pesquisas recentes sobre o tema e de organizações que possuam algum crédito institucional.

3. Rascunho

rascunho da redação
Nessa parte da preparação do texto, temos de organizar as ideias esboçando tudo o que foi coletado. Aqui, portanto, é importante construir um “esqueleto” do texto.
O rascunho pode ser preparado em tópicos e para isso, é importante ter em mente a estrutura básica dos textos dissertativos: introdução, desenvolvimento e conclusão.
A partir disso, você colocará tudo o que foi coletado em cada parte:
  • Introdução: definição do racismo e recorte do tema que será esboçado, por exemplo: racismo no Brasil e suas consequências para a sociedade.
  • Desenvolvimento: argumentação e conta argumentação, por exemplo: lei no Brasil, países mais racistas e ainda, alguns casos recentes sobre o tema.
  • Conclusão: fechamento do texto com o lançamento de alguma ideia que priorize a melhoria para as questões apontadas, por exemplo: maior intervenção de organizações internacionais, revisão da lei, abordagem do tema nas escolas, etc.

4. Hora de escrever!

produção de texto
Depois de feito o rascunho chegou a hora de organizar todas as ideias no papel. Aqui, devemos levar em conta a estrutura básica e onde tudo ficará bem encaixado.
É importante que o texto apresente coesão e coerência e para isso, você pode consultar uma tabela de conectivos que te ajudarão a “tecer” melhor as frases.
Lembre-se que os conectivos não devem ser usados de maneira exagerada somente para impressionar o avaliador do texto. Assim, você poderá optar por conectivos mais comuns, por exemplo: assim, dessa maneira, todavia, inicialmente, etc. O importante é que o texto esteja coerente e bem coeso.

5. Revisão

revisão de redação
Nada mais importante que fazer uma revisão final e ver se tudo está escrito corretamente, ou mesmo se existe coesão entre os parágrafos.
É muito importante ter uma escrita sem erros ortográficos e mesmo de pontuação. Uma dica é ler em voz alta e ainda, fazer a leitura para alguém. Se essa pessoa compreendeu tudo o que foi dito e não tem nenhuma dúvida, o seu texto pode realmente estar bom.

Caiu no Enem!

Na prova de redação do Enem 2016 o tema foi “Caminhos para combater o racismo no Brasil”.
Confira aqui os textos motivadores utilizados na prova e aproveite para fazer um texto sobre o assunto.

Texto I

Ascendendo à condição de trabalhador livre, antes ou depois da abolição, o negro se via jungido a novas formas de exploração que, embora melhores que a escravidão, só lhe permitiam integrar-se na sociedade e no mundo cultural, que se tornaram seus, na condição de um subproletariado compelido ao exercício de seu antigo papel, que continuava sendo principalmente o de animal de serviço. […] As taxas de analfabetismo, de criminalidade e de mortalidade dos negros são, por isso, as mais elevadas, refletindo o fracasso da sociedade brasileira em cumprir, na prática, seu ideal professado de uma democracia racial que integrasse o negro na condição de cidadão indiferenciado dos demais.
(RIBEIRO, D. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras. 1995. Fragmento).

Texto II

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989
Define os crimes de resultantes de preconceito de raça ou de cor
Art 1º – Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminalização ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
(Disponível em: www.planalto.gov.br - Acesso em: 25 maio 2016. Fragmento).

Texto III

racismo imagem do enem
(Disponível em: www12.senado.leg.br - Acesso em: 25 maio 2016).

Texto IV

O que são ações afirmativas
Ações afirmativas são políticas públicas feitas pelo governo ou pela iniciativa privada com o objetivo de corrigir desigualdades raciais presentes na sociedade, acumuladas ao longo de anos.
Uma ação afirmativa busca oferecer igualdade de oportunidades a todos. As ações afirmativas podem ser de três tipos: com o objetivo de reverter a representação negativa; para promover igualdade de oportunidades; e para combater o preconceito e o racismo.
Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade que as ações afirmativas são constitucionais e políticas essenciais para a redução de desigualdades e discriminações existentes no país.
No Brasil, as ações afirmativas integram uma agenda de combate à herança histórica de escravidão, segregação racial e racismo contra a população negra.
(Disponível em: www.seppir.gov.br - Acesso em: 25 maio 2016. Fragmento).

Proposta de redação

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para combater o racismo no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

24 de janeiro de 2019

DÚVIDAS

  • Será que os dois termos estão corretos
 
O verbo manter pode gerar muitas dúvidas, mas a verdade é que as duas formas de conjugação estão certas. A diferença é que o termo “mantém”, com acento agudo, indica que o verbo está no singular. Já o termo “mantêm”, com acento circunflexo, indica que ele está no plural. 

Verbo manter no presente do indicativo: 

Eu mantenho 
Tu manténs 
Ele mantém
Nós mantemos 
Vós mantendes 
Eles mantêm 

Exemplo de uso

Ele mantém o estudo em dia 
Eles mantêm o estudo em dia 
 

 
Vale lembrar que o verbo vai sempre concordar com o sujeito da oração. Quando usamos “ele” (3ª pessoa do singular), precisamos colocar o acento agudo. Já quando aparecer “eles” (3ª pessoa do plural), usamos o verbo manter com o acento circunflexo. 
Atenção: não caia na pegadinha de concordar com o complemento da frase 
“Ele mantêm os estudos em dia” – está errado!
Apesar do termo “os estudos” aparecer flexionado no plural, o verbo precisa concordar com o sujeito da oração – no caso, “ele”. O certo seria: ele mantém os estudos em dia. 
 
O mesmo aconteceria se nós escrevêssemos “eles mantém o estudo em dia”. Está tudo errado. Precisamos substituir por: eles mantêm o estudo em dia. 
O verbo manter não é o único que conta com a variedade de acentos. Veja alguns exemplos que possuem a mesma regra: 
VerboSingularPlural
Manter MantémMantêm
ConterContémContêm
ReterRetémRetêm
ProverProvémProvêm
AdverAdvémAdvêm

DÚVIDAS



Entenda cada situação e não corra o risco de escorregar no Português 
 
 
Na regra geral da concordância verbal, nós sempre temos um verbo que concorda com o sujeito em “pessoa” e “número”. Ou seja, nós devemos dizer: o aluno estudou, os alunos estudaram ou, até mesmo, o aluno e o professor estudaram. 
 
Podemos perceber que se o aluno aparece no singular na frase, o verbo também o acompanha no singular. Já se ele aparece no plural, o verbo também concorda no plural. 
 
Porém, nem sempre é tão simples assim. Existem vários termos que merecem a nossa atenção especial, já que eles são impessoais. 
 
“Quando eu digo que são impessoais, significa que eu não tenho ‘pessoa’ naquela oração. Se eu não tenho sujeito, não tem como eu realizar a regra geral”.
 
(desenho da regra geral) 
 
– Como eu vou saber qual termo é pessoal e qual é impessoal? Como faço para concordar?
Calma que a gente vai te ajudar. Separamos uma lista com alguns termos impessoais. Veja como fazer a concordância de cada um deles:
 
  • Expressões formadas pelos verbos: Chegar de/ Bastar de/ Passar de
  • Verbo Haver (no sentido de acontecer e existir) 
  • Verbo Fazer (quando indica tempo ou fenômeno da natureza)
  • Verbo Ser (quando indica uma data)
 
Um verbo ou uma expressão impessoal não possui sujeito. Sendo assim, fica facinho de identificar.
 
Antes de começar a explicar um por um, existe uma regra simples que se aplica para todos: Se o verbo é impessoal, ele deve aparecer sempre na 3ª pessoa do singular – mesmo que o resto da frase esteja no plural. 
 

 
Chegar de/ Bastar de/ Passar de
 
Como não teremos sujeito nessas frases, os verbos estarão sempre na 3ª pessoa do singular, ainda que os nomes da frase estejam no plural. 
 
Exemplos:  
Chega de exercícios
Chegam de exercícios 
 
Basta de mentiras 
Bastam de mentiras 
 
Já passa das três horas
Já passam das três horas
Perceba que usamos a palavra “exercícios” no primeiro exemplo – o termo assumiu a função de objeto da frase e está escrito no plural. Perceba, agora, que nós colocamos as expressões verbais no singular – isso aconteceu porque elas são impessoais e devem permanecer sempre na 3ª do singular. 
 
 
Verbo Haver 
 
Quando o verbo haver assume o sentido de “existir” e “acontecer”, ele também é impessoal. Isso significa que deve ficar sempre na 3ª pessoa do singular. 
 
Por exemplo: 
Houve muitos eventos no mês passado (sentido de acontecer)
Houveram muitos eventos no mês passado 
 
Haverá dias melhores (sentido de existir)
Haverão dias melhores
 
 
Verbo Fazer 
 
Quando o verbo fazer indica tempo ou fenômeno da natureza, ele também é impessoal. Ou seja, mesmo a frase estando no plural, ele deve permanecer na 3ª pessoa do singular. 
 
Por exemplo:
Faz anos que não o vejo 
Fazem anos que não o vejo 
 
Faz verões escaldantes no Nordeste 
Fazem verões escaldantes no Nordeste
 
 
Verbo Ser 
 
Já no verbo ser, a regra é facultativa – você pode escolher. Se ele estiver indicando uma data, você pode escrever tanto no singular quanto no plural. 
 
Exemplo: 
É dia dois de maio
São dois de maio
 
– Nossa, que diferente. Por que isso acontece? 
Porque existem termos subentendidos na frase. Seria a mesma coisa que dizer:
 
É (dia) dois de maio 
São dois (dias) de maio
 
Entendeu a diferença? Quando ele indicar datas, tanto faz usar singular ou plural, pois estará certo das duas maneiras. 

DÚVIDAS

Veja como usar corretamente os termos óculos, calças, férias, costas e saudade
Nem sempre falamos da maneira que os gramáticos gostariam. Isso porque, na maioria das vezes, nos confundimos com o uso adequado de cada termo de acordo com a Norma Padrão da Língua Portuguesa. O plural e singular é um exemplo de erro gramatical cometido com facilidade. 
Julho chegou e com ele as breves e merecidas férias escolares. Ops, pera aí. Devo dizer que peguei uma férias ou umas férias? 
Férias é um substantivo que deve ser usado sempre no plural. Pode reparar: nunca falamos “a féria”. Sendo assim, para fazer a concordância, devemos flexionar o complemento da frase para o plural. 
Fica assim: “As férias começaram ontem” (tudo no plural).
Caso você não queira usar dessa maneira porque a frase soa de uma forma que você não gostou, a alternativa é deixar claro que você vai falar sobre um período e usá-lo no singular. Por exemplo: Estou ansioso para entrar no meu período de férias. 
Simples, né? Mas todo ano essa palavrinha gera dúvida nos nossos alunos.

Mais casos de singular e plural

Existem outras palavras que também nos causam estranhamento: óculos, calças, costas e saudade. Você sabe dizer se devem ser usadas no singular ou plural? Teste seus conhecimentos e veja a explicação abaixo:

Plural e singular: Óculos

– Não acho meu óculos ou não acho meus óculos?
os óculos, meus óculos
 
Quem tem óculos vive perdendo por aí. Sempre que isso acontecer, devemos dizer que perdemos o óculos (no singular) ou os óculos (no plural)? 
Óculos é um substantivo masculino plural. Ele consiste num par de lentes que auxilia quem tem problemas de visão. Essas duas lentes são ligadas por uma armação.
Atenção: a junção delas compõe os óculos. Em outras palavras, são as lentes que juntas formam o par de óculos. Nos confundimos com frequência porque as lentes sempre estão interligadas.
Agora que você já sabe que o termo “óculos” deve ser escrito sempre no plural, lembre-se que o artigo nunca deverá ser no singular. Não estamos falando de um óculos, estamos procurando os óculos, tudo bem?

Plural e singular: calças

– Você já vestiu a sua calça?
Calça é o substantivo campeão em erros de concordância. Isso é muito comum porque ele segue a mesma lógica de pares simétricos. 
Quando nós colocamos a nossa roupa, estamos, na verdade, vestindo pares de calças e nunca uma calça somente. Dessa forma, devemos sempre utilizar esse termo no plural para realizar a concordância da frase.

Plural e singular: costas

– É costa ou costas?

 
Na verdade, os dois. As duas palavras existem na língua portuguesa e estão corretas, mas devem ser usadas em contextos totalmente diferentes. 
Costa, no singular, deve aparecer sempre que você quiser falar do litoral. Por exemplo: a costa litorânea do Brasil é muito extensa. 
Costas, no plural, deve ser usada sempre que você quiser se referir à parte posterior do corpo. Por exemplo: dormi muito mal e estou com dor nas costas.
– Nossa, mas como pode ser no plural se só temos uma?
Antigamente, dizer que estava com dor nas costas significava que a pessoa estava com dor nas costelas. Foi assim que surgiu a expressão e, justamente por isso, ela é usada até hoje no plural.  

Plural e singular: saudade

– Sinto muitas saudades de você!
Ao contrário de todas as dicas anteriores, saudade é um termo que deve ser usado sempre no singular. Isso acontece porque essa palavra é um substantivo abstrato. 
Não temos como falar com quantas saudades estamos de alguém. Por exemplo: de zero a dez, com quantas saudades você está? Não existe uma forma de contar. 
Como o próprio nome diz, é abstrato. Vale lembrar que essa mesma regra se aplica para palavras como ciúme ou felicidade