NO INICIO DO BLOG

24 de julho de 2014

Maravilhoso!!!!!

Foto: Curta LÍNGUA PORTUGUESA

Nossa homenagem!!!!

Foto: Ariano Suassuna, o cavaleiro do sertão, um dos maiores nomes da literatura brasileira morre aos 87 anos.
Crédito: Caricatura www.davisales.com

Verbos que merecem atenção, gurizada!!!

Foto: Futuro do Subjuntivo

Sentiremos falta!!!!

Foto: Três grandes perdas (e sentidas) para a literatura brasileira em um período tão curto. Descansem em paz!

Locuções verbais

Foto: Perífrases Verbais

Parágrafo - dicas

O que devemos observar para construir um texto: 
1. O parágrafo é um conjunto de enunciados que se unem em torno de um mesmo sentido;
2. Não se deve esgotar o tema no primeiro parágrafo. Este deve apenas apontar a questão que vai ser desenvolvida;

3. O parágrafo seguinte é sempre uma retomada de algo que ficou inexplorado no parágrafo anterior ou anteriores. Pode ser uma palavra ou uma ideia que mereça ser desenvolvida;

4. Um texto é constituído por parágrafos interdependentes, sempre em torno de uma mesma ideia;

5. Reconheça mentalmente o que você sabe sobre o tema. É possível fazer um plano, mas talvez seja mais prático você listar as palavras-chave com que vai trabalhar. Preocupe-se com a sequência do texto, utilizando os recursos de coesão de frase para frase e de parágrafo para parágrafo, sem perder de vista a coerência;

6. O parágrafo final deve retomar todo o texto para concluí-lo. Por isso, antes de escrevê-lo, releia tudo o que escreveu. A fim de fechar bem o texto, o parágrafo conclusivo deve retomar o que foi exposto no primeiro e apontar uma possível solução;

7. Todo texto representa o ponto de vista de quem o escreve. E quem escreve tem sempre uma proposta a ser discutida para poder chegar a uma conclusão sobre o assunto;

8. O texto deve demonstrar coerência, que resulta de um bom domínio de sua arquitetura e do conhecimento da realidade. Deve-se levar em conta a unidade de ideias, aliada a um bom domínio das regras de coesão;

9. Desde que o tema seja de seu domínio e você tenha conhecimento dos princípios de coesão e da estrutura dos parágrafos, as dificuldades de escrever serão bem menores;

10. Leia tudo o que for possível sobre o tema a ser desenvolvido para que sua posição seja firme e bem fundamentada

Bosque em São Paulo derrubado para a construção de um edifício

23 de julho de 2014

UFSM

Edital do vestibular da UFSM deve ser apresentado em 1º de agosto

Uso da nota do Enem e reserva de 50% das vagas para cotistas serão mantidos

Edital do vestibular da UFSM deve ser apresentado em 1º de agosto Ronald Mendes/Agencia RBS
UFSM confirmou a realização do vestibular neste anoFoto: Ronald Mendes / Agencia
Após a confirmação da manutenção do vestibular da UFSM neste ano, segue a expectativa dos estudantes para saber como se dará o processo seletivo. A intenção da universidade é que o edital seja apresentado ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) na próxima reunião ordinária, em 1º de agosto. Em princípio, não deve ser convocada uma reunião extraordinária.
O edital terá de ser formulado porque a universidade acatou, no último dia 18 de julho, a decisão liminar da Justiça Federal. A UFSM suspendeu, em parte, a decisão do Cepe, que havia deferido o ingresso de estudantes integralmente por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Mesmo diante do impasse sobre a forma de ingresso, uma banca de 30 professores da UFSM já trabalhava na elaboração das provas, que seguirão o Programa-Referência.
:: Clique aqui e tenha acesso ao Programa-Referência do vestibular da UFSM ::
Em um primeiro momento, os dias 12, 13 e 14 de dezembro serão mantidos como as datas de aplicação das provas. Confira abaixo outras definições sobre o vestibular 2014 da UFSM
"Tanto o Enem quanto o vestibular avaliam o Ensino Médio. O que muda é o enfoque, em que estão inseridos os projetos pedagógicos do Ensino Médio. Não avaliamos nada de diferente. Temos um número estimado de 35 mil inscrições. Uma boa parte desses estudantes não está se preparando em cursinhos e seguirá estritamente com o que o Ensino Médio lhe oferece", esclarece o reitor da UFSM, Paulo Burmann.
O EDITAL
As regras do processo seletivo da UFSM estão sendo construídas pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperves), que deverá apresentar edital ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensao (Cepe) em reunião em 1º de agosto:
- As provas deverão seguir o calendário letivo e aplicadas de 12 a 14 de dezembro
- As inscrições devem ser abertas nas primeiras semanas de agosto, seguindo até a metade de setembro
- Segue o uso de 20% da nota do Enem para compor a do vestibular
- Metade do total de vagas ofertadas será reservada para cotistas
- A redação será no novo modelo proposto no começo deste ano
- O processo seriado 1 (PS1) deixa de existir, uma vez que a intenção da UFSM e não mais aplicar as provas do seriado
- Já as provas do PS2 e do PS3 seguirão (para 2015, será somente o PS3)
- Serão ofertados dois novos cursos: Engenharia Aeroespacial (40 vagas) e Engenharia de Telecomunicações (50 vagas)

UFSM


UFSM confirma datas do vestibular 2014; veja calendário

Provas serão dias 12, 13 e 14

Em nota divulgada na tarde dessa terça-feira (22), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) confirmou a data do concurso Vestibular 2014. As provas serão aplicadas nos dias 12, 13 e 14 de dezembro. O Processo Seletivo Seriado terá as provas do PS2 e PS3 nos dias 13 e 14 de dezembro.
A UFSM havia decidido pela utilização do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que utiliza a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como única forma de ingresso a partir de 2014. No entanto, recuou após decisão judicial pela manutenção do vestibular. Assim, a nota do Enem será utilizada para integrar a nota final de classificação, com o percentual de 20%. 
Conforme a nota, as inscrições serão abertas em breve no site da UFSM, onde também estarão dipostos o Edital e o Manual do Candidato.
A Comissão Permanente do Vestibular (Coperves) coloca à disposição o telefone (55) 3220 8170 e o e-mail falecom@coperves.ufsm.br para esclarecimento de dúvidas.
Ainda de acordo com a Coperves, o Programa-Referência permanece o mesmo do concurso anterior. Nele, constam as orientações dos componentes curriculares e as obras literárias a serem cobradas nas provas.

Lista dos verbos abundantes




LISTA DOS VERBOS ABUNDANTES

______________________________________________________________

E Seus Particípios



Verbos abundantes são aqueles que apresentam mais de uma forma para determinada flexão. Essas formas, geralmente, ocorrem no particípio, em que, além das formas regulares (em –ado ou –ido), apresentam as formas irregulares, também conhecidas por breves ou curtas. Eis os principais verbos abundantes e seus particípios:

Verbo
Regular e Irregular
Aceitar
Aceitado e aceito
Acender
Acendido e aceso
Benzer
Benzido e bento
Concluir
Concluído e concluso
Eleger

Emergir

Entregar

Enxugar

Expelir

Expressar

Exprimir

Expulsar

Extinguir
Elegido e eleito

Emergido e emerso

Entregado e entregue

Enxugado e enxuto

Expelido e expulso

Expressado e expresso

Exprimido e expresso

Expulsado e expulso

Extinguido e extinto
Frigir

Findar
Frigido e frito

Findado e findo
Imergir

Imprimir

Inserir

Isentar
Imergido e imerso

Imprimido e impresso

Inserido e inserto

Isentado e isento
Limpar
Limpado e limpo
Matar

Morrer
Matado e morto

Morrido e morto
Omitir
Omitido e omisso
Prender
Prendido e preso
Romper
Rompido e roto
Salvar

Segurar

Soltar

Submergir

Suprimir

Suspender
Salvado e salvo

Segurado e seguro

Soltado e solto

Submergido e submerso

Suprimido e supresso

Suspendido e suspenso
Tingir
Tingido e tinto.
Observação: Pegar e chegar, na língua culta, apresentam apenas o particípio regular: pegado e chegado.

Ler para o ENEM

Os conflitos entre Israel e Palestina nasceram em tempos remotos, pois se enraízam nos ancestrais confrontos entre árabes e israelenses. Mas os embates entre estes povos, que detêm a mesma origem étnica, recrudesceram no final do século XIX, quando o povo judeu, cansado do exílio, passou a expressar o desejo de retornar para sua antiga pátria, então habitada em grande parte pelos palestinos, embora sob o domínio dos otomanos. O ideal judaico de retorno á terra natal de seus antepassados é conhecido como Sionismo, vigente desde 1897, estimulado pela Declaração de Balfour, iniciativa britânica, que dá aos judeus aquilo que até então eles não tinham, direitos políticos próprios de um povo. Neste momento, vários colonos judeus começaram a partir na direção da terra prometida.
Foto: Antony McAulay / Shutterstock.com
Foto: Antony McAulay / Shutterstock.com
Com a queda do Império Otomano, a Inglaterra transforma a região em colônia britânica, instituindo um protetorado - apoio dado por uma nação a outra menos poderosa - na região pleiteada tanto por palestinos quanto por israelenses, o qual se estendeu de 1918 até 1939. Depois do início da Segunda Guerra Mundial, com a perseguição do Nazismo aos judeus, os problemas se agravaram, pois mais que nunca eles desejavam retornar à Palestina, há muito tempo consagrada como um território árabe.
O principal confronto entre palestinos e israelitas se dá em torno da soberania e do poderquestões históricas, religiosas e culturais. Tanto árabes quanto judeus reivindicam a posse de territórios nos quais se encontram seus monumentos mais sagrados. A ONU ofereceu aos dois lados a possibilidade de dividir a região entre palestinos e israelenses; estes deteriam 55% da área, 60% composta pelo deserto do Neguev. A Palestina resistiu e se recusou a aceitar a presença de um povo não árabe neste território.
Com a saída dos ingleses das terras ocupadas, a situação se complicou, pois os judeus anunciaram a criação do Estado de Israel. Egito, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque se mobilizaram e deflagraram intenso ataque contra os israelenses, em busca de terras. Assim, o Egito conquista a Faixa de Gaza, enquanto a Jordânia obtém a área composta pela Cisjordânia e por Jerusalém Oriental. Como conseqüência desta disputa, os palestinos são desprovidos de qualquer espaço nesta região.
A OLP – Organização para Libertação da Palestina –, organização política e armada, voltada para a luta pela criação de um Estado Palestino livre, é criada em 1964. Logo depois, em 1967, os egípcios passam a impedir a passagem de navios israelenses e começam a ameaçar as fronteiras de Israel localizadas na península do Sinai, enquanto Jordânia e Síria posicionam seus soldados igualmente nas regiões fronteiriças israelenses. Antes de ser atacado, o povo israelita dá início à Guerra dos Seis Dias, da qual sai vitorioso, conquistando partes da Faixa de Gaza, do Monte Sinai, dasColinas de Golã, da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. Em 1982, obedecendo a um acordo com o Egito, assinado em 1979, os israelenses deixam o Sinai.
Em 1973, outra guerra se instaura entre Egito e Síria, à frente de outros países árabes, e Israel, o Yom Kippur, assim denominada por ter se iniciado justamente nas comemorações deste feriado, um dos mais importantes dos judeus, com um ataque surpresa dos adversários. Este embate provoca no Ocidente uma grande crise econômica, pois os árabes boicotam o envio de petróleo para os países que apóiam Israel, mas apesar de tudo os israelenses saem vitoriosos, com acordos estabelecidos em Camp David, território norte-americano. O Egito é o primeiro povo árabe a assinar umtratado de paz com Israel, sob os governos do egípcio Anuar Sadat e do primeiro ministro israelense Menahen Begin. Em conseqüência deste ato, o país é expulso da Liga Árabe.
Mas a paz não dura muito. Em 1982 Israel ataca o Líbano, com o suposto objetivo de cessar as investidas terroristas que seriam empreendidas pela OLP a partir de bases localizadas neste país. Cinco anos depois ocorre a primeiraIntifada – sublevação popular assinalada pela utilização de armas rudimentares, como paus e pedras, atirados contra os judeus; mas ela não se resumia só a essas investidas, englobava também vários atentados sérios contra os israelenses. Finalmente, em 1988, o Conselho Palestino rejeita a Intifada e aceita a Partilha proposta pela ONU.
No ano de 1993, através do Acordo de Paz de Oslo, criou-se a Autoridade Palestina, liderada pelo célebre Yasser Arafat. Os palestinos, porém, continuaram descumprindo as cláusulas do tratado por eles firmado, pois a questão principal, referente a Jerusalém, se mantém em aberto, enquanto os israelenses, mesmo dispostos a abandonar várias partes dos territórios ocupados em Gaza e na Cisjordânia, preservam neles alguns assentamentos judaicos. Por outro lado, não cessam os atentados palestinos.
Uma nova Intifada é organizada a partir de 2000. Um ano depois Ariel Sharon é elevado ao cargo de primeiro-ministro de Israel, invade novamente terras palestinas e começa a edificar uma cerca na Cisjordânia para evitar novos atentados de homens-bombas. Em 2004 morre Yasser Arafat, substituído então por Mahmud Abbas, ao mesmo tempo em que israelenses recuam e eliminam encraves judaicos nos territórios ocupados. O terror, porém, continua a agir. Em 2006 ocorre um novo retrocesso com a ascensão do Hamas, grupo de fundamentalistas que se recusa a aceitar o Estado de Israel, ao Parlamento Palestino. Qualquer tentativa de negociação da paz se torna inviável.
As chances do nascimento de um Estado Palestino eram crescentes, mas com a eleição do Hamas, não reconhecido pela comunidade internacional, tudo se complica e as possibilidades de paz se reduzem. Neste momento, por conta de confrontos internos entre os palestinos, eles perdem a maior oportunidade de garantir a soberania sobre o território reivindicado, pois há uma nova escalada do terror. Em 2006 também ocorre o afastamento de Ariel Sharon, atingido por um derrame cerebral que o deixa em coma. Ele é então substituído temporariamente por Ehud Olmert, logo depois consolidado no poder pela vitória de seu partido nas eleições.
Atualmente, a maior parte dos palestinos e israelenses concordam que a Cisjordânia e a faixa de Gaza devem constituir o Estado Palestino; e o Hamas e o Fatah uniram-se para a instauração de um governo de coalizão, à custa de muito sangue palestino derramado, mas esse passo ainda não foi suficiente para instalar a Palestina de volta nas mesas de negociação. sobre terras que envolvem complexas e antigas 

Para ler


Entenda os conflitos entre Israel e Palestina

Disputa é por terras sagradas tanto para judeus como para muçulmanos.
Saiba como a questão evoluiu desde o fim do século XIX até a atualidade.

Os conflitos entre Israel e Palestina têm extensas raízes culturais que remontam a vários séculos.
Veja abaixo um resumo da evolução, do fim do século XIX até a atualidade, da disputa pela região no Oriente Médio, que possui importante significado religioso tanto para o judaísmo quanto para o islamismo.
Raízes do conflito
Em 1897, durante o primeiro encontro sionista, movimento internacional judeu, ficou decidido que os judeus retornariam em massa à Terra Santa, em Jerusalém -de onde muitos foram expulsos pelos romanos no século III d.C..
Imediatamente teve início a emigração para a Palestina, que era o nome da região no final do século XIX.
Nessa época, a área pertencia ao Império Otomano, onde viviam cerca de 500 mil árabes. Em 1903, 25 mil imigrantes judeus já estavam vivendo entre eles. Em 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), já eram mais de 60 mil.
Em 1948, pouco antes da criação do Estado de Israel, os judeus somavam 600 mil.
Adolf Hitler, em foto de 1939 (Foto: Arquivo AFP)Adolf Hitler, em foto de 1939 (Foto: Arquivo AFP)
Estado duplo
Confrontos começaram a ocorrer à medida que a imigração aumentava. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o fluxo de imigrantes aumentou drasticamente, porque milhões de judeus se dirigiam à Palestina fugindo das perseguições dos nazistas na Europa.
Em 1947, a ONU tentou solucionar o problema e propôs a criação de um "Estado duplo": o território seria dividido em dois Estados, um árabe e outro judeu, com Jerusalém como "enclave internacional". Os árabes não aceitaram a proposta.
Guerras
No dia 14 de maio de 1948, Israel declarou sua independência. Os exércitos de Egito, Jordânia, Síria e Líbano atacaram, mas foram derrotados.
Em 1967, aconteceram os confrontos que mudariam o mapa da região, na chamada "Guerra dos Seis Dias". Israel derrotou Egito, Síria e Jordânia e conquistou, de uma só vez, toda a Cisjordânia, as Colinas de Golan e Jerusalém Oriental.
Em 1973, Egito e Síria lançaram uma ofensiva contra Israel no feriado de Yom Kippur, o Dia do Perdão, mas foram novamente derrotados.
Intifada
Em 1987 aconteceu a primeira Intifada, palavra árabe que significa "sacudida" ou "levante", quando milhares de jovens saíram às ruas para protestar contra a ocupação israelense, considerada ilegal pela ONU. Os israelenses atiraram e mataram crianças que jogavam pedras nos tanques, provocando indignação na comunidade internacional.
Jovens palestinos jogam pedras contra soldados israelenses perto de Tulkarem, na Cisjordânia, em janeiro de 2009 (Foto: Arquivo AFP)Jovens palestinos jogam pedras contra soldados
israelenses perto de Tulkarem, na Cisjordânia, em
janeiro de 2009 (Foto: Arquivo AFP)
A segunda Intifada teve início em setembro de 2000, após o então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon ter caminhado nas cercanias da mesquita Al-Aqsa, considerada sagrada pelos muçulmanos, e que faz parte do Monte do Templo, área sagrada também para os judeus.
Século XXI
Com o apoio de Washington ao longo dos anos, Israel permanece nos territórios ocupados e continua se negando a obedecer a resolução 242 das Nações Unidas, de novembro de 1967, que obriga o país a se retirar de todas as regiões conquistadas durante a Guerra dos Seis Dias.
Apesar das negociações, uma campanha de atentados e boicotes de palestinos que se negam a reconhecer o estado de Israel, e de israelenses que não querem devolver os territórios conquistados, não permite que a paz se concretize na região.
Cisma Palestino
Em junho de 2007, a Autoridade Nacional Palestina se dividiu, após um ano de confrontos internos violentos entre os partidos Hamas e Fatah que deixaram centenas de mortos. A Faixa de Gaza passou a ser controlada pelo Hamas, partido sunita do Movimento de Resistência Islâmica, e a Cisjordânia se manteve sob o governo do Fatah, do presidente Mahmoud Abbas.
Militante do Hamas mostra cópia do Corão após invadir a sede do Fatah na Cidade de Gaza, em junho de 2007 (Foto: Arquivo AFP)Militante do Hamas mostra cópia do Corão após invadir a sede do Fatah na Cidade de Gaza, em junho de 2007 (Foto: Arquivo AFP)
O Hamas havia vencido as eleições legislativas palestinas um ano antes, mas a Autoridade Palestina havia sido pressionada e não permitiu um governo independente por parte do premiê Ismail Hamiya. Abbas declarou estado de emergência e destituiu Hamiya do cargo, mas o Hamas manteve o controle de fato da região de Gaza.
Novos impasses
Em 2010, a tensão voltou a subir. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, decretou a construção de 1.600 novas casas para judeus no setor oriental de Jerusalém, reivindicado pelos palestinos como sua capital.
O anúncio causou oposição até de aliados ocidentais de Israel, como os EUA.
A Autoridade Palestina considera a ocupação judaica na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental o maior impedimento para a paz.
Antigas fronteirasEm um longo discurso na Casa Branca sobre a política norte-americana para os países árabes em 19 de maio de 2011, o presidente Barack Obama pediu que israelenses e palestinos fizessem concessões para a criação de um Estado Palestino, nas fronteiras anteriores a 1967 e desmilitarizado.
Poucos dias depois, em visita aos EUA, o premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou diante do Congresso americano que Israel se dispõe a fazer "concessões dolorosas", inclusive de terras, para atingir a paz na região, mas que uma volta às fronteiras de 1967 é "indefensável" e também que a capital, Jerusalém, não deve ser dividida.
Antes da assembleia da ONU
Em agosto de 2011, Israel dá a aprovação final para a construção das 1.600 moradias israelenses em Jerusalém Oriental, decretada no ano anterior. O ato dificulta os esforços liderados pelos EUA em dissuadir os palestinos de buscar o reconhecimento na ONU da nação como um Estado.
No início de setembro, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, reitera o apoio que já havia declarado à criação do Estado Palestino. O início da assembleia da ONU está marcado para 20 de setembro.
Cerca de 500 mil judeus vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, áreas capturadas por Israel na guerra de 1967. Cerca de 2,5 milhões de palestinos vivem no mesmo território.