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26 de setembro de 2015

Predicado

Predicado

Para classificar o predicado de uma oração, é preciso conhecer a predicação verbal.

A. Predicação Verbal
Chama-se predicação verbal ao resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre o verbo e o complemento.
Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou de ligação.

1. Verbo Intransitivo
É aquele que não precisa de complemento, pois sua significação já é completa.
Crescem vendas de apartamentos novos.
O falante pode acrescentar novas informações, que ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que o ouvinte entenda a informação básica expressa pelo verbo crescer.
OBS: - Há alguns verbos intransitivos que sempre vêm acompanhados de um termo que indica circunstância de lugar: ir, vir, chegar, morar, residir, entrar, sair, etc.:
Saímos de casa.                Residem no campo.

2. Verbo Transitivo
É um verbo que precisa de um termo que lhe complete o significado. Esse termo chama-se objeto.Chama-se transitivo porque o seu sentido transita, passa do verbo para o objeto.
Caruaru acende 30 mil fogueiras.
                VT            objeto

 - verbo transitivo direto (TD) é aquele cujo sentido é completado por um termo que se liga a ele de maneira direta, i.e., sem preposição obrigatória. Esse complemento é chamado de objeto direto (OD).
Polícia acha lista suspeita.
              VT    OD

 - verbo transitivo indireto (TI) é aquele cujo sentido é completado por um termo que se liga a ele de maneira indireta, i.e., com preposição obrigatória. O complemento do verbo transitivo indireto chama-se objeto indireto (OI).
A cidadezinha precisa de um prefeito. VTI e OI
Se o objeto indireto for um pronome oblíquo átono a preposição não aparecerá.
O povo lhe atribui poderes divinos. (O povo atribui poderes divinos a ele).
Deram-me todas as informações. (Deram todas as informações a mim).

OBS: -
 - Os verbos transitivos diretos admitem a voz passiva:
O papa condena o aborto – voz ativa.
O aborto é condenado pelo papa – voz passiva.
 - Alguns poucos verbos transitivos indiretos admitem a voz passiva: obedecer, perdoar, pagar,etc.
Não obedecemos às leis municipais – voz ativa.
As leis municipais não são obedecidas por nós  - voz passiva.

 - verbo transitivo direto e indireto (TDI) é aquele cujo sentido é completado por dois termos ao mesmo tempo: um que se liga a ele diretamente, e o outro que se liga a ele por meio de uma preposição.
Paguei ao proprietário todos os aluguéis atrasados.
VTDI     OI                    OD


3. Verbo de Ligação
Os verbos transitivos e intransitivos são significativos pois indicam ação, fenômeno da natureza, desejo, fato.
O mesmo não ocorre com os verbos de ligação (VL). Eles não apresentam significação, servindo apenas para estabelecer ligação entre o sujeito e um termo que expressa característica desse mesmo sujeito. Esse termo é chamado de predicativo do sujeito (PS).
Esse corredor é escuro. VL e PS
São comumente verbos de ligação: - ser, estar, tornar-se, permanecer, continuar, ficar, parecer.Os verbos ficar, estar e permanecer podem ser empregados tanto como verbos de ligação quanto como intransitivos. Quando intransitivos, vêm acompanhados de um termo que indica circunstância de lugar.
Ficamos emocionados. Ficamos no bar. VL e PS e VI

B. Classificação do Predicado:

b1. predicado nominal – é aquele que tem como núcleo um nome que indica estado ou qualidade do sujeito. É formado sempre por um verbo de ligação (VL) e um predicativo do sujeito (OS). Ex:
Os diplomatas continuam reféns dos guerrilheiros.
A autoria da obra é polêmica.
VL e PS

b2. predicado verbal – tem como núcleo um verbo que, geralmente, expressa idéia de ação. É formado por um verbo intransitivo ou por um verbo transitivo e seus objetos. Ex:
Os deputados discutem animadamente.
Conferência discute educação ambiental.
Divulgaram a notícia a todos os alunos.
VI e VTD e VTDI e OD e OI

b3. predicado verbo-nominal – tem dois núcleos: um verbo que indica ação e um nome que indica uma qualidade ou estado do sujeito ou do objeto. Apresenta três estruturas básicas:
VERBO INTRANSITIVO + PREDICATIVO DO SUJEITO
Os turistas caminham nervosos pelo calçadão da praia.
                   VI            PS
VERBO TRANSITIVO + OBJETO + PREDICATIVO DO SUJEITO
Os alunos liam o texto atentos.
                 VT      OD     PS
VERBO TRANSITIVO + OBJETO + PREDICATIVO DO OBJETO
Nenhuma doença pegava Dona Rosemira desprevenida.
                               VTD          OD                  PO
Achei o bombardeio aéreo uma droga.
VTD      OD                          PO

Predicativo

Predicativo



É o termo da oração que indica uma característica que se atribui ao sujeito ou ao objeto por meio de um verbo qualquer, principalmente por um verbo de ligação.

Predicativo do Sujeito
Aparece no predicado nominal e no verbo-nominal. No predicado nominal, o predicativo refere-se ao sujeito por meio de um verbo de ligação enquanto que no predicado verbo–nominal o verbo é intransitivo ou transitivo.
Nesta escola, tudo parece calmo e seguro.
Os soldados desciam a montanha vitoriosos.

Predicativo do Objeto
Só aparece no predicado verbo-nominal e indica uma característica que se atribui ao objeto. Pode vir precedido de preposição. Ocorre, geralmente, com VTD que exigem uma qualidade para o objeto: considerar, julgar, achar, supor, tornar, eleger, nomear, chamar, apelidar e outras equivalentes.
Deputados médicos acham inquietante o quadro clínico.
Nomearam Marina representante da turma.

OBSERVAÇÕES:
1. Todas as classes gramaticais – exceto artigo, preposição, conjunção e interjeição – podem exercer a função de predicativo. O predicativo pode ser representado até por uma oração. Nesse caso, a oração será subordinada substantiva predicativa. Ex: A verdade é que todos eles foram despedidos.

2. Podem ocorrer o predicativo do sujeito em frases com voz passiva sintética. Nesse caso, o predicado será verbo-nominal.
Considera-se Chico Buarque um grande compositor.
                       sujeito        predicativo do sujeito
Definiu-se a proposta como inviável.
                  sujeito        predicativo do sujeito

3. A maior parte dos gramáticos considera que ocorre predicativo do objeto indireto apenas com o verbo chamar, significando “cognominar”, “atribuir um nome a”. Ex:
Chamei-lhe de bobo.
           OI  predicativo
Alguns dizem que o predicativo do objeto indireto pode ocorrer com outros verbos:
Creio num Deus sempre presente.                     Preciso do ladrão vivo.
             OI            PO                                               OI         PO

Objeto direto - indireto

* Os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas” funcionam somente como objeto direto.
Exemplos:

Convidei a garota para passear.
Convidei-a para passear. 


Devemos arrumar a mesa para o jantar.
Devemos arrumá-la para o jantar. 


Em ambos os casos, percebemos que não há preposição.

Agora, vamos observar estes outros?

Dei o recado à professora. 
Dei-lhe o recado, pois sempre damos algum recado a alguém. 


Entreguei os convites aos colegas. 
Entreguei-lhes os convites, pois entregamos a alguém, concorda? 


Como podemos perceber, o pronome “lhe” ocupou a função de objeto indireto, pois em todos os casos identificamos a presença da preposição. 

O emprego do pronome pessoal

Pronomes: 2. O emprego do pronome pessoal



    PRONOMES PESSOAIS RETOSeuFuncionam como sujeito
    tu
    ele
    ela
    nós
    vós
    eles
    PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOSo, a , os, as(funcionam como objeto direto)
    lhe, lhes(funcionam como objeto indireto)
    me, te, se, nos, vos(funcionam como objeto direto ou objeto indireto)
    Exemplos:
    Os pronomes oblíquos átonos o, os, a, as completam verbos transitivos diretos, funcionam como objeto direto.
    Exemplos:
    Observação:
    1. Os pronomes oblíquos o, os, a, as tomam as formas lo, los, la, las, depois das formas verbais terminadas em R, S, Z:
    Quero conhecer + o.  Quero conhecê-lo.
    Amamos + o muito.  Amamo-lo muito.
    Fiz + o retornar.  Fi-lo retornar.
    2. Devemos empregar os pronomes oblíquos átonos o, os, a, as quando estiverem em lugar de substantivos não precedidos de preposição:
    Examinei o livro.  Examinei-o.
    Quebraste a boneca.  Quebraste-a.
    Leve a boneca para ser consertada.  Leve-a para ser consertada.
    3. Esses mesmos pronomes, a(s) e o(s), quando vêm depois de verbo terminado em som nasal, tomam as formas no, nos, na, nas:
    Põe + o sobre a mesa.  Põe-no sobre a mesa.
    Conheceram + o ontem.  Conheceram-no ontem.
    Abracem + o por mim.  Abracem-no por mim.
    Os pronomes pessoais oblíquos átonos lhe e lhes complementam verbos transitivos indiretos, funcionam como objeto indireto. Exemplos:
    Observação:
    Devemos empregar os pronomes átonos oblíquos lhe e lhes quando substituem um substantivo precedido da preposição a ou para:
    Vou dizer a papai o que penso sobre o assunto.
    Vou dizer-lhe o que penso sobre o assunto.
    Dei ao menino um presente.
    Dei-lhe um presente.
    Levei a carta para Maria.
    Levei-lhe a carta.
    Os pronomes pessoais oblíquos átonos me, te, se, nos, vos podem complementar verbos transitivos diretos ou indiretos, funcionando como objeto direto ou indireto.
    Funcionam como objeto direto quando podem ser substituídos por um substantivo não obrigatoriamente precedido de preposição.
    Exemplo:
    Ele ofendeu-me.  Ele ofendeu Pedro.
    Funcionam como objeto indireto quando podem ser substituídos por um substantivo obrigatoriamente precedido de preposição.
    Exemplo:
    João te telefonou.  João telefonou para Ana.
    Observação: Os pronomes pessoais retos eu e tu não podem vir regido de preposição. Após a preposição, usam-se os pronomes oblíquos.
    Exemplo:
    Entre mim e ti há sinceridade.
    (É errado dizer entre eu e tu)
    Ana emprestou o livro para mim.
    Observe: Ganhei este dinheiro para eu gastar.
    Neste caso, a preposição para está ligando os dois verbos: ganhar e gastar (ganhei para gastar). Portanto, a preposição não está regendo o pronome.
    O pronome eu é sujeito do verbo gastar.

    Pronomes oblíquos como complementos verbais


    Desta feita, focalizaremos nossa atenção para o título a que se refere este artigo. A existência de dois termos nos desperta para um fato interessante – complementos verbais. Ora, se falamos sobre tais, fato é que estamos nos referindo a objeto direto e indireto, logo, contextualizamo-nos à sintaxe. 

    Mas pronomes não estão condicionados à morfologia, visto que representam as classes gramaticais? Daí concluímos que a língua nos conduz a grandes descobertas, não é mesmo? A verdade é que assim como os adjetivos exercem, sintaticamente, a função de predicativos do sujeito (qualidade), os pronomes também ocupam a posição de complementos verbais, atuando ora como objeto direto, ora como indireto. 
    E, por assim dizer, vejamos como estas ocorrências se evidenciam mediante os enunciados linguísticos: 

    Os pronomes pessoais do caso oblíquo, representados por o, a, os, as (lo, la, los, las, no, na, nos, nas), em determinadas circunstâncias funcionam como objeto direto. Exemplos:

    Gostaria de vê-los mais tarde em minha casa. 
    O verbo ver, de acordo com sua transitividade, classifica-se como transitivo direto, ou seja: quem vê, vê alguém. Portanto, quem o sujeito gostaria de ver? Eles. 
    Neste caso, o pronome “los” ocupa a função de objeto direto.

    Convidaram-na para a reunião na empresa. Convidaram quem? Ela.

    O pronome pessoal oblíquo “lhe” (lhes) representa o complemento de um verbo transitivo indireto, atuando, portanto, como objeto indireto. Exemplos:

    Entregamos-lhe todos os presentes que recebera. 
    Atendo-nos à transitividade verbal, identificamos que se trata de um verbo transitivo indireto e direto, pois sempre entregamos algo (objeto direto) a alguém (objeto indireto). 

    Concedemos-lhe um desconto especial na compra daquela mercadoria. 
    Semelhantemente ao exemplo anterior, constatamos que algo só pode ser concedido a alguém. 

    Quanto aos demais pronomes, a referida classificação se dá, também, mediante a transitividade expressa pelo verbo. 
    Exemplos: 

    Eles te respeitam muito / Todos me conhecem pelo apelido.

    24 de setembro de 2015

    Você Conhece o Perfil das Questões do Enem?


    Provavelmente você já sabe (ou pelo menos deveria saber!) que a prova do Enem está dividida em 4 grandes áreas do conhecimento (Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza) e que cada uma traz 45 itens,totalizando 180. E, tão importante quanto compreender a distribuição, é conhecer as características das questões do exame.
    “Isso eu sei! Questões de múltipla escolha, com 5 alternativas cada.”
    Não que essa característica esteja incorreta, mas certamente podemos ser muito mais específicos. Veja os principais detalhes:

    • Questões com enunciados extensos

    Embora os estudantes tenham apenas 4h30 para resolver as questões em cada dia, os enunciados são muito extensos. Aliás, alguns inclusive trazem textos que tomam metade da página! Em outras palavras, é bom treinar suas capacidades de leitura e concentração, pois a prova do Enem é absurdamente cansativa.

    • Questões conteudistas x interpretativas

    Antigamente, principalmente até 2008, o Enem poderia ser classificado como “pura interpretação”. Mas como a mudança do formato em 2009, o conteúdo do ensino médio passou a ser cobrado de forma muito mais acentuada. Não que uma boa leitura não seja mais fundamental. Pelo contrário. Continuamos tendo uma prova que exige ótima interpretação dos candidatos, e não apenas de textos, mas também de gráficos, tabelas, imagens, pinturas e também tirinhas. Mas as questões, antes puramente interpretativas, agora também exigem conteúdo. Basta dar uma olhadinha, por exemplo, nas questões de química da prova de 2014 e notar a quantidade de funções orgânicas que apareceram!

    • Alguns assuntos são mais recorrentes nas questões

    Claro que isso pode variar de ano para ano. Entretanto, analisando as últimas edições, percebe-se que algumas disciplinas apresentam conteúdos com maior incidência. Em biologia, por exemplo, temas relacionados ao meio ambiente sempre caem com frequência. Já na prova de matemática, problemas de porcentagens ligados a situações do nosso cotidiano também são figurinhas carimbadas. Portanto, leve isso em conta na sua preparação.
    Essas são algumas das características marcantes nas questões do Enem. E para você, candidato, que irá prestar o exame, o que acha de tirar proveito dessas informações? Para isso, a melhor estratégia é refazer provas dos anos anteriores. Assim, com apenas uma “cajadada”, poderá praticar e se adaptar com o perfil descrito acima, uma vez que treinará sua capacidade de concentração, conhecerá os assuntos mais frequentes e ainda poderá retomar seus estudos quando achar necessário.

    20 de setembro de 2015

    Como utilizar os Pronomes relativos Onde e Aonde


    Antes de estabelecer a distinção entre essas duas palavrinhas travessas, vamos esclarecer outra situação: onde é uma palavra que tem sido usada como curinga… faltou carta, quer dizer, palavra para ligar ideias: ‘tacalepau’ e coloca o onde! Pobre palavra…
    ONDE é um pronome relativo e serve para ligar uma oração principal a uma subordinada adjetiva ao mesmo tempo que substitui um termo da oração principal, evitando a repetição.
    Mas CUIDADO:
    Ele só pode substituir um termo que indique LUGAR, ESPAÇO FÍSICO!!! Assim, não são possíveis construções como:

    “A entrevista onde o ministro anunciou corte de custos repercutiu em todas as mídias”
    uma vez que, nessa frase, o pronome está retomando entrevista, que não é um lugar!!!

    Como sair dessa situação embaraçosa (não a entrevista, mas a construção que destoa da norma culta)? A correção mais simples e eficaz (e que pode ser usada em inúmeras situações de dúvida a respeito do onde) é substituir o tal pronome pela combinação em que, assim:

    “A entrevista em que o ministro anunciou corte de custos repercutiu em todas as mídias”

    Isso posto, vamos à distinção entre ONDE e AONDE!
    Já sabemos que só podem aparecer indicando lugar. Agora vamos observar como se comporta esse tal lugar e aí entramos também no assunto Regência Verbal.
    O pronome ONDE será usado, nas condições já mencionadas (ou seja, para referir-se a um lugar) quando, na oração, não há ideia de movimento, de deslocamento, isto é, o lugar está parado e os agentes do verbo também!

    “A casa onde morou Machado de Assis fica em Cosme Velho, no Rio de Janeiro.”

    O verbo ‘morar’ não implica deslocamento, por isso empregamos o ‘onde’. E, em caso de dúvida cruel, troque:

    “A casa em que (ou na qual) morou Machado de Assis fica em Cosme Velho, no Rio de Janeiro.”

    Se, no entanto, o verbo indicar movimento ou deslocamento, usaremos uma preposição regida (exigida) pelo verbo (por isso mencionei a tal Regência). Se o verbo indicar movimento no sentido da IDA, a preposição será A (confira o artigo anterior em que abordo os casos de crase). Veja como Manuel Bandeira brinca com o movimento, com as figuras de sonoridade (assonância, paronomásia) e usa acertadamente o AONDE:
    A ONDA
    Manuel Bandeira
    a onda anda
    aonde anda
    a onda?
    a onda ainda
    ainda onda
    ainda anda
    aonde?
    aonde?
    a onda a onda

    Assim como o poeta, empregaremos o AONDE em construções que impliquem movimento de ida:
    A praia aonde costumo IR nas férias é muito linda.

    Podemos também usar outras preposições antes do ONDE, como fez Zeca Baleiro nesta música:

    Por onde andará Stephen Fry
    Zeca Baleiro
    Por onde andará Stephen Fry
    Por onde andará … Stephen
    Ninguém sabe do seu paradeiro
    Ninguém sabe para onde ele foi
    prá onde ele vai
    Stephen may be feeling all alone
    Stephen never do this again
    come back home
    Se correr o bicho pega Stephen se ficar o bicho come

    Resumindo:
    ONDE – sem deslocamento
    AONDE – com deslocamento no sentido de IDA
    DE ONDE – com deslocamento no sentido da VOLTA

    É isso!