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8 de junho de 2014

Leitura obrigatória vestibular da UFRGS

Vestibular da UFRGS

Nova leitura obrigatória, livro de Lídia Jorge aborda fama e ambição

"A Noite das Mulheres Cantoras" substitui obra do também português José Saramago e trata dos percalços existentes no rumo ao estrelato


06/06/2014 | 12h10
Nova leitura obrigatória, livro de Lídia Jorge aborda fama e ambição Adriana Franciosi/Agencia RBS
Lídia Jorge na Feira do Livro de Porto Alegre em 2011: com a trajetória das cantoras, autora traça história de uma épocaFoto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
No efêmero cenário da música pop, cinco mulheres querem sair do anonimato e conquistar os holofotes. As amigas, ansiosas pela vida de celebridade, estão dispostas a tudo para construir uma imagem digna de idolatria, e cantam com o intuito de conquistar a fama e a admiração dos ouvintes mais do que com a vontade de difundir uma mensagem através das canções. Para tanto, não medem esforços: vale deixar de lado a própria personalidade em troca da vontade de se tornarem conhecidas.
Pode parecer um cenário muito atual — e não deixa de ser —, mas estamos falando de Portugal nos anos 1980.


Essa contemporaneidade é um dos pontos-chave de A Noite das Mulheres Cantoras, obra da escritora portuguesa Lídia Jorge que entrou para a lista de leituras obrigatórias da UFRGS neste ano. No livro, a ânsia de virar celebridade permeia cada ação do grupo. Essas cantoras, lideradas pela ambiciosa Gisela Batista, buscam o sucesso a todo custo, pouco importando os meios necessários para atingir seu objetivo. Impossível não traçar paralelo com os dias de hoje.
A obra foi lançada em 2011: uma novata se comparada com a outrora obrigatória — e conterrânea — Os Lusíadas, do século 16, mas contemporânea de Lya Luft e Tabajara Ruas, também cobradas na prova do vestibular 2015. No mesmo ano, A Noite das Mulheres Cantoras recebeu uma edição "traduzida" para o português brasileiro. Portanto, muita atenção na hora de escolher qual versão você quer ler, porque ambas estão disponíveis nas livrarias e foram publicadas pela mesma editora.
As mulheres cantorasA protagonista, Gisela, estampa a vontade máxima do grupo, sedento pelo estrelato. A ela se juntam Madalena Micaia, Solange de Matos e as irmãs Nani e Maria Luísa Alcides: todas com vontade de alcançar a fama, mas nenhuma tão obstinada quanto a própria líder. Solange, uma compositora amadora, nutre em silêncio uma admiração pelas irmãs — mero esboço da idolatria que cresce quando entra em cena a líder (Gisela). É por causa dela que Solange passa a ter ambições maiores; com sua chegada, nasce a obsessão pelo estrelato.
Solange é quem narra, em um monólogo, a história da banda. A descrição, estruturada na forma de um retrocesso narrativo, acontece em 2009, mas retoma os acontecimentos de 21 anos atrás, quando ela era uma estudante que havia recém-ingressado na universidade. Enquanto compunha versos em segredo, recebeu um convite para fazer parte de um projeto musical. Ali surgiria a bandaApósCalipso, com a qual as mulheres cantoras tentariam obter o tão almejado status de celebridade.
— A obra também diz respeito aos valores do nosso tempo, e assim é uma leitura do presente. Se pensarmos no hoje, todos os nossos valores (éticos, ideológicos, estéticos) deixaram de ser absolutos. Questões do que é certo e errado, se é moral ou não passam a ser relativizadas. Essa é uma discussão bem pós-moderna que o livro trata muito bem — avalia Jane Tutikian, escritora e diretora do Instituto de Letras da UFRGS.
A História dentro da históriaA busca da banda ApósCalipso expõe ainda uma alegoria para a derrocada do império português — em um cenário de retomada da democracia, com o fim do Salazarismo (regime totalitário que dominou o Estado lusitano de 1933 a 1974). A narrativa acompanha também o fim da África portuguesa e a questão social dos "retornados", como ficaram conhecidos os portugueses que voltaram ao país natal após a independência das colônias africanas. As personagens, em maior ou menor grau, têm todas em comum a relação íntima com o continente que acabava de conquistar mais autonomia.
— Na superfície, o que as cinco (cantoras) têm em comum é a música. Esse é o traço explícito. Em nível profundo, porém, o que elas têm em comum é a África — pondera Jane.
Essa questão histórica, porém, não deve ser cobrada dos estudantes. A prova da UFRGS até costuma exigir que o candidato relacione acontecimentos do período em que foi publicada determinada obra, mas isso só costuma ser feito com títulos da literatura brasileira. O professor de Literatura do pré-vestibular Mottola Flávio Azevedo acredita que a pergunta sobre A Noite das Mulheres Cantoras deve envolver detalhes do enredo ou da relação entre as personagens.
— Deve-se conhecer o andamento da história, como o enredo é narrado, e essa estrutura de retrocesso, de reentrância. Podem também cair detalhes familiares, algo sobre o passado das personagens. Eles não vão trabalhar com informações sobre a autora ou característica dela em geral: vão entrar diretamente na obra, até por se tratar de uma autora contemporânea — aposta Azevedo.
A questão socialPara além da identificação com a música, o desejo do estrelato e as raízes africanas das mulheres cantoras, Lídia Jorge explora nesta obra outro ponto comum em sua bibliografia: a questão social. Os retornados — grupo a que pertence o coreógrafo João de Lucena — surgem como uma nova classe, que busca indenização do Estado após ter de deixar os territórios que dominavam e se veem obrigados a começar uma vida nova em um país que não é mais o mesmo que eles deixaram — "um país que eles não conhecem e que não os reconhece", nas palavras da escritora Jane Tutikian.
— No fundo, é a questão da fama construída, e como por ela você é obrigado a abrir mão dos valores individuais porque passa a ser engolido por esse empreendimento — descreve a diretora do Instituto de Letras da UFRGS.
 
A escritora portuguesa Lídia Jorge | Ilustração: Godinho

ANÁLISE, por Jane Tutikian
A Noite das Mulheres Cantoras
Lídia Jorge é uma das maiores — senão a maior — escritoras portuguesas da atualidade. Ela surge com a geração do pós-1974, que vem para repensar a história recente de Portugal, desmistificando a nação conquistadora e o orgulho do império. Nesse sentido, publica livros como O Dia dos Prodígios, onde analisa alegoricamente a Revolução dos Cravos, ou O Jardim sem Limites, que trata da primeira geração pós-salazarismo. Com relação à atuação portuguesa na África, A Costa dos Murmúrios é a melhor expressão da literatura lusa. Agora, a escritora vem com a edição brasileira de A Noite das Mulheres Cantoras, e o pano de fundo é a história dos retornados, meio milhão de portugueses forçados a regressar a Portugal depois da independência das colônias, deixando na África a construção de uma vida inteira, sem qualquer indenização do Estado. E, mais do que isso, voltando para uma terra que já não mais conheciam, sentindo-se estrangeiros em sua pátria. No início do livro, Lídia Jorge esclarece que ao contar-se a história de um grupo conta-se a história de um povo.
Na superfície, a autora conta a história de Gisela Batista, que comanda um grupo de quatro jovens que querem alcançar a fama com um conjunto de mulheres cantoras. As irmãs Nani e Maria Luísa Alcides, Madalena Micaia e Solange de Matos subjugam-se à personalidade autoritária de Gisela Batista, porque ela é que tem o dinheiro e, porque o tem, estabelece as metas de vida das jovens. Tudo o que importa é que as cinco cantoras do ApósCalipso gravem um disco e façam sucesso.
Lídia Jorge desenvolve a narrativa de forma magistral. É Solange de Matos que, vinte e um anos depois, em 2009, a partir de um encontro das quatro cantoras (as irmãs Alcides, Solange e Gisela) e ainda do coreógrafo (João de Lucena), num show de televisão, que reconstitui, num monólogo, a história do grupo.
É nos dramas individuais que o funcionamento sócio-cultural português dos anos 1980 se revela. Solange, as irmãs Alcides, e a própria Gisela pertencem a famílias de retornados, marcadas pelo sentimento de uma derrota promovida pela própria pátria. Micaia é a africana, a santomense, a selvagem, que morre na casa de ensaio (a Casa Paralelo), cujo corpo tem destino ignorado e por quem ninguém pergunta, revificando as relações colonos x colonizadores. Cabe ao estudante de sociologia Murilo a análise das relações internacionais, as condolências apresentadas à África, o incentivo de resistência à América Latina e a tudo o que vem do Norte e a própria projeção do domínio do capitalismo num mundo sem fronteiras.
Verdade é que ao contar a história de um grupo, Lídia Jorge conta sim a história de um povo e, ao contar a história de um povo, conta a história de uma época em que os valores éticos, estéticos e ideológicos que a regem estão já preparando o nosso tempo.

Santorini

Foto: Sunset view from Oia village <3 Santorini island

7 de junho de 2014

Vero!

A marca da sua ignorância está na profundidade de sua crença na tragédia e na injustiça, o que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta.

Carta de uma menina, deixada aos pais, após ser diagnosticada com câncer raro

'A felicidade depende de nós mesmos. Talvez isto não seja sobre o final feliz, talvez seja sobre a história.
O próposito da vida é uma vida com propósito. A diferença entre o ordinário e extraordinário é apenas um pequeno 'extra'.
Felicidade é uma direção, não um destino. Obrigada por existir. Seja feliz, seja livre, acredite, seja eternamente jovem. Você sabe meu nome, não a minha história. 
Vocês ouviram o que eu fiz, mas não o que eu passei. O amor é como um vidro, parece tão lindo, mas é fácil de quebrar.
O amor é raro, a vida é estranha, nada dura, e as pessoas mudam. Cada dia é especial, então aproveite ao máximo, você pode ter uma vida que termina amanhã por causa de uma doença, mas ainda pode aproveitar o máximo desse dia. A vida só é ruim se você torná-la ruim.
Se alguém te ama, então eles não deixarão você escapar, não importa o quão difícil é a situação. Lembre-se que a vida é cheia de altos e baixos.
Nunca desista de algo que você não pode passar um dia sem pensar. Eu quero ser a garota que faz com que os dias ruins melhorem e aquela que faz você dizer "minha vida mudou desde que a conheci".
O amor não é sobre o quanto você diz eu te amo. O amor é sobre o quanto você pode provar que é verdade. O amor é como o vento, você pode senti-lo, mas você não pode vê-lo. Estou esperando para me apaixonar por alguém para quem eu possa abrir meu coração.
O amor não é sobre quem você quer para passar o seu futuro ao seu lado, é sobre quem você não consegue imaginar viver sem. A vida é um jogo para todos, mas o amor é o único prêmio. Só eu posso me julgar.
Às vezes, o amor dói. Agora eu estou lutando comigo mesma. Eu posso sentir sua dor. Os sonhos são a minha realidade. Dói, mas está tudo bem, eu estou acostumada com isso.
Não se apresse para me julgar. Você só vê o que eu escolho mostrar a você, mas você não sabe a verdade. Eu só quero me divertir e ser feliz sem ser julgada.
Esta é a minha vida, e não a sua, não se preocupe com o que eu faço. As pessoas vão odiá-lo, avaliá-lo, quebrá-lo. Mas o quão forte você é, isso é o que faz você ser você!
Não há necessidade de chorar, porque eu sei que você estará ao meu lado'.

5 de junho de 2014

Toscana - Veneza - Capadócia

Foto: Nuevo Articulo!

Como Organizar un Viaje a Toscana : http://goo.gl/6Osbka

Sorry no english version yet....Foto: Venezia by Marian ZugravuFoto: Yeni ve güzel mekanlardan Akman Butik Otel / Avanos - Kapadokya

Marrakesh

Foto: Artesania de Marruecos

Diamantes da língua



  • A família é como a varíola, se tem quando é criança e é marcada pelo resto da vida.
  • Pode-se admitir que as famílias mudaram, hoje, vemos o divórcio como uma coisa normal, já na China o divórcio é visto como falta de HONRRA.
  •  Como já foi dito no título, dê tempo ao tempo, tenha-o como seu aliado e sempre pare para ouvir seus filhos ou pais.
  •  Antigamente não tinha a tecnologia que agora tem. Computador, celular, video game era impensável de se ter.
  •  Conclui-se que a família se desenvolveu e se adequou a industrialização, ao mundo moderno, trazendo muitos benefícios para o aprimoramento do indivíduo, buscando sempre a paz social.
  •  Uma família atualmente não tem mais um padrão (pai, mãe e filho, agora ela pode ser; pai, pai e filho, apenas homem e mulher; mãe, mãe e filhos e entre outras muitas formas, o que é muito bom porque há uma consciência maior na sociedade e menos preconceituoso.
  •  "Título criativo:" Família antes o hoje?
  •  Onde filhos e pais se expressão seus sentimentos e opniões.
  • As famílias modernas levam com alicesse para a formação de um cidadão melhor dar educação, impor limites e apoiar a liberdade de expressão.
  • O pai passava seus ensinamentos e habilidades aos filhos, com o pensamento de que qdo se aposentar os mesmos redigiram seu lugar.
  • Hoje em dia é tudo uma bagunça, ninguém sabe até que ponto isso tudo pode ser chamado de família.
  • Os filhos passam a ter um padrasto, madrasta, meio irmãos e formam uma família não tão familiar.
  • Há muito tempo atrás os primatas batiam em suas mulheres e seus filhos, passando-se um tempo isso se esqueceu, mas nesta década psicopatas tentam trazer a tona esse passado tão distante e cruel.
  •  A visão da sociedade, é de que o certo é o meio termo entre há 1 década atrás, ao modo de antigamente.
  •  As vezes o filho simplesmente deseja apenas se respeitar e o resto é resto.
  • Será que as famílias estão se estinguindo? Essa é a maior dúvida de quem vai se casar.
  • Os pais “cairam de seus tronos” e várias pessoas do sexo feminino já comandam as famílias enclusive financeiramente.
  • há poucos anos atrás foi aparado uma lei, que ficou permitido o casamento entre “gays”, além desse descauso, hoje em dia existe muita família de mãe solteira, pessoas que curtem a noite, e por causa de uma inresponsabilidade acabam engravidando sem saber quem é o pai.

Leiam



Tema 1: Maioridade Penal

As discussões em torno da legitimidade da redução ou não da maioridade penal no Brasil sempre estão em voga. No entanto, nunca houve um consenso acerca da questão. Afinal, será que reduzir a maioridade penal irá reduzir os índices de violência praticada por “menores infratores”? Será que enviá-los para penitenciárias mais cedo irá mudar essa realidade? O que sabemos de fato é que presídios estão cada vez mais cheios e não conseguem mudar a realidade de infratores. Mas se algo não for feito para mudar esses índices cada vez mais alarmantes de violência praticada por crianças e adolescentes, a situação só irá piorar. Qual serão então as melhores soluções?
Reflita sobre essas questões e defenda um posicionamento claro e bem fundamentado acerca a Redução ou não da Maioridade Penal no Brasil. Leve em consideração os textos apresentados na coletânea para nortear suas ideias, mobilize argumentos bem fundamentados que levem seu texto a ir além do senso comum e realizar uma crítica análise da problemática imposta.

"A legislação brasileira sobre a maioridade penal entende que o menor deve receber tratamento diferenciado daquele aplicado ao adulto. Estabelece que o menor de 18 anos não possui desenvolvimento mental completo para compreender o caráter ilícito de seus atos. Adota o sistema biológico, em que é considerada somente a idade do jovem, independentemente de sua capacidade psíquica. Em países como Estados Unidos e Inglaterra não existe idade mínima para a aplicação de penas. Nesses países são levadas em conta a índole do criminoso, tenha a idade que tiver, e sua consciência a respeito da gravidade do ato que cometeu. Em Portugal e na Argentina, o jovem atinge a maioridade penal aos 16 anos. Na Alemanha, a idade-limite é 14 anos e na Índia, 7 anos." [Leia na íntegra - Veja]

"Pesquisa do Instituto DataSenado publicada em outubro apontou que 89% dos 1.232 cidadãos entrevistados querem imputar crimes aos adolescentes que os cometerem. De acordo com a enquete, 35% fixaram 16 anos como idade mínima para que uma pessoa possa ter a mesma condenação de um adulto; 18% apontaram 14 anos e 16% responderam 12 anos. Houve ainda 20% que disseram "qualquer idade", defendendo que qualquer pessoa, independente da sua idade, deve ser julgada e, se for o caso, condenada como um adulto. (...). - Manter em 18 anos o limite para a condição de imputabilidade é ignorar o desenvolvimento mental dos nossos jovens. A redução da maioridade, por si só, não resolveria os nossos graves problemas de segurança pública. Entretanto, seria uma boa contribuição, pois os jovens, em função da impunidade, sentem-se incentivados à prática do crime - disse Cassol, no Plenário, ao apresentar a proposta." [Leia na íntegra - Brasil 247]

"O sensacionalismo seduz, mas não responde à lógica: o fato de os adultos já serem processados criminalmente não tem evitado que pratiquem crimes. Por que isso aconteceria com os adolescentes? A ideia de que a criminalidade está vinculada a uma espécie de “sensação da impunidade” jamais se demonstrou, tanto mais que a prática de crimes tem crescido junto com a encarcerização. A tese oculta uma importante variável: o fator altamente criminógeno do ambiente prisional, que é ainda maior quando se trata de jovens em crescimento." [Leia na íntegra - Blog do Miro]


Tema 2: Legalização da Maconha

A utilização da maconha tem sido alvo cada vez mais freqüente de polêmicas, artigos e debates. Há, por exemplo, amplo respaldo médico sobre os efeitos devastadores da maconha no cérebro. Segundo muitos cientistas, ela vicia, sim, e encaminha o usuário para drogas mais pesadas. Por outro lado, existem estudos científicos que propõem o uso medicamentoso da maconha, mesmo que de forma contínua. Há também quem a compare ao álcool e defenda a legalização de seu uso recreativo. Além disso, para alguns, uma eventual descriminalização da maconha seria um modo de pôr fim ao tráfico e a violência por ele gerada. O que você pensa disso?
Reflita sobre essas questões e defenda um posicionamento claro e bem fundamentado acerca do tema: "O uso da maconha deve ou não ser legalizado?" Leve em consideração os textos apresentados na coletânea para nortear suas ideias, mobilize argumentos bem fundamentados que levem seu texto a ir além do senso comum e realizar uma crítica análise da problemática imposta.


Maconha não é droga leve
"A maioria dos que usam maconha justifica seu uso dizendo que ela faz menos mal que álcool e cigarro. Não há por que fazer comparações, saber qual é a pior ou a menos má. O casamento com a maconha é sempre destrutivo. A droga tem uma substância química chamada ácido delta-9-tetraidrocanabinol (THC), que lentamente mina as capacidades intelectuais: compromete a atenção, a concentração e a memória. Produz uma apatia que não é própria da adolescência. O jovem prefere ficar sozinho a estar com amigos não-usuários. Mas o usuário vive se iludindo em dizer "que fuma porque quer e pára quando quiser."
[Içami Tiba, psiquiatra, terapeuta e escritor, no livro "Juventude e Drogas: Anjos Caídos". São Paulo: Integrare, 2007].


Bicho de sete cabeças
José Cruz/ABrManifestação pela legalização da maconha diante do Palácio do Planalto em Brasília (DF)
"A erva maldita está se transformando em erva de charme. (...) O baseado - ou beck, ralf, mingote, jererê, conforme se chama por região do país ou mesmo geração - está na boca do povo. Na televisão, é zapear pelos canais para encontrar referências ou debates sobre o tema.(...) No cinema, filmes como o brasileiro "Bicho de 7 Cabeças" ou o inglês "O Barato de Grace" ajudam a acender, pelo país afora, a polêmica que ronda o assunto. Nas bancas, revistas científicas, como "Galileu", ou focadas no público jovem, como Trip, esgotam a tiragem ao dedicar páginas à discussão médica e jurídica que envolve a droga."[Revista Época. Edição 183, 19/11/2001]

A lei, do jeito que está, não funciona
"Vigora no país uma lei que vale só para alguns.(...). Se você é pobre e é pego com maconha, vai preso. Se é rico, é possível que a polícia nem o incomode, para evitar problemas - vai que você é filho de alguém importante. Ou, quem sabe, um subornozinho livre sua cara. Se você é grande traficante, fique sossegado. Se é pequeno traficante, ai, ai, ai. Se o delegado está de bom humor, você é usuário; se está de mau humor, é traficante - tão vaga é a tipificação dos crimes. E, se você quiser discutir o assunto a sério, é acusado de incitar um crime. Em resumo, a lei, do jeito que está, não funciona.
[Soninha Francine, depois de sua demissão da TV Cultura, em 2001,por ter assumido que fumava maconha.]

Holanda proíbe cigarro mas permite maconha
"Desde primeiro de julho de 2008 é proibido fumar cigarros em bares, cafés e restaurantes. Quer dizer, fumar cigarro comum, de tabaco. Consumir maconha e haxixe continua podendo. (...) As drogas são vendidas e consumidas na quantidade máxima de 5 gramas por pessoa, nos cerca de 750 cafés da Holanda (metade em Amsterdã). Esses estabelecimentos são beneficiados pela chamadagedoogbeleid, a política de tolerância do Ministério da Justiça em relação às chamadas drogas leves. 

Temas de redação


1- Desenvolvimento sustentável e economia verde

O tema desenvolvimento sustentável se relaciona não só com questões ambientais, mas também com áreas como política, economia e urbanização. Assim, a conhecida economia verde, que visa o desenvolvimento minimizando danos ambientais e também a erradicação da pobreza, é um tema atual e dinâmico que pode aparecer no Enem deste ano.
Uma abordagem possível é a que olha o tema do ponto de vista da urbanização sustentável, que procura lidar com questões como a emissão de gases nocivos ao planeta, a utilização consciente dos meios de transporte e a construção de imóveis com menor impacto ao meio ambiente. “As construções sustentáveis já são uma preocupação de diversas empresas. O próprio governo se esforçou para que os projetos da Copa do Mundoincluam essa preocupação”, diz Joel Pontim, professor de química do Cursinho da Poli.
Um terço da energia utilizada no mundo é consumida dentro de edifícios e condomínios, e o setor de edificações é o que mais emite gases poluentes. A construção civil responde por mais de um terço do consumo de recursos naturais, incluindo 12% da água potável usada. Os especialistas consideram que prédios públicos, como escolas e hospitais, são construções ideais para a aplicação de conceitos sustentáveis, pois podem aproveitar melhor ventilação e iluminação natural.

2- Energias alternativas e matriz energética brasileira


Temas relacionados à geração de energia, incluindo novas fontes, têm grandes chances de aparecer no Enem. “Energia constitui uma rede de assuntos que se conecta com conhecimento de outras áreas. É o caso de física, química, termodinâmica, meio ambiente e poluição”
É importante, então, entender melhor as vantagens e desvantagens de cada um dos elementos da matriz energética brasileira, a começar pelo Plano Nacional de Energia, que prevê a construção de quatro novas usinas nucleares até 2030: se projeto for levado adiante, Angra 3 deve ser inaugurada em 2015 —Angra 1 e 2 já estão em operação.
É fundamental também compreender as controvérsias envolvendo a exploração de petróleo nas áreas do Pré-Sal e a construção da usina de Belo Monte, no Pará — além dos impactos dessas ações no meio ambiente. A leitura sobre energias alternativas, em desenvolvimento no Brasil e no mundo, caso da eólica e o bagaço de cana, também são obrigatórias.

3-'Importação' de médicos cubanos

A maioria dos médicos estrangeiros no Brasil são bolivianos (880), seguidos dos peruanos (401),
colombianos (264) e cubanos (216)
Em maio, o governo brasileiro anunciou que pode autorizar a imigração de 6 000 médicos cubanos para trabalhar no interior do Brasil, local carentedesse tipo de mão de obra. O anúncio não foi bem recebido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que alegou que não há falta de profissionais no Brasil, mas má distribuição deles pelas regiões do território nacional.
Outra controvérsia a respeito é que o projeto aceitaria a atuação desses profissionais sem exigir deles a realização do Revalida, prova de revalidação do diploma obrigatória para quem se formou fora do país e pretende atuar aqui. Possibilidades de intercâmbio em outras áreas e com outros países estão na mira do ministro a Saúde, Alexandre Padilha.
Rui Alves Gomes de Sá, diretor pedagógico do curso Pré-Enem, da Abril Educação, avalia que o assunto pode ser abordado no Enem sob a ótica do imediatismo — ou seja, medidas paliativas adotadas às pressas para tratar de problemas importantes. “Em lugar de planejar a formação de mais médicos e de aprimorar a educação nacional, tenta-se resolver o problema de forma apressada, sem análise de consequências”, diz Sá.

4- O papel do Brasil no mundo

Brasileiro Roberto Azevêdo, que assumirá posto de diretor-geral da OMC

Figurando no bloco das nações emergentes, o Brasil ascendeueconomicamente sem deixar de lado a redução da desigualdade social, como apontou o recente Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) 2013. A previsão é de que o país, juntamente com China e Índia, respondam em 2050 por 40% da riqueza global.
Outro indicador do prestígio do Brasil no mundo foi a eleição do diplomataRoberto Azevêdo para o posto de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) — ele assume o cargo em setembro. É a primeira vez na história que um latino-americano alcança o posto máximo da organização, dedicada a promover o comércio entre nações e resolver litígios de transações entre elas.
“Como país emergente, o Brasil se tornou um ator relevante na discussão de questões mundiais”, diz o professor Rui Alves Gomes de Sá, diretor pedagógico do curso Pré-Enem, da Abril Educação.

5- Redução da maioridade penal

Suspeito da morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, na 2º DP de São Bernardo do Campo

A discussão sobre a redução da maioridade penal para 16 anos voltou à tona em 2013 com o crescimento de crimes, muitos deles violentos, cometidos por jovens com menos de 18 anos. A mudança é defendida por políticos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que propõe uma alteração no código do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — que prevê que um jovem seja considerado culpado por suas ações apenas depois dos 18 anos. Isso faz com que a privação de liberdade para menores de idade infratores não supere os três anos.
O debate tem considerado a realidade de outras nações. Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe uma lei específica sobre idade mínima para prisão; na Irlanda, os adolescentes podem ser penalmente responsabilizados por qualquer delito a partir dos 12 anos; no Japão, a partir dos 14. Na Suécia, adolescentes de 15 anos já podem ser presos.

6- O legado da Copa do Mundo de 2014

Operários trabalham no estádio do Corinthians em Itaquera, que sediará o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014

A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo 2014 provocou a desconfiança de muitos brasileiros, que temiam que as autoridades repetissemerros na preparação de outros eventos. A apreensão tem se confirmado conforme se aproxima a Copa, com atraso na entrega de estádios, gasto excessivo de dinheiro público e falta de perspectiva de mudança na infraestrutura do país.
Obras de mobilidade urbana e de expansão dos sistemas de transportes públicos, essenciais também para a realização da Olimpíada de 2016, mal saíram do lugar. O mesmo ocorre com aeroportos.
“É importante observar aí um traço da cultura brasileira de deixar tudo para a última hora. Além disso, há um componente intencional, que provoca superfaturamento de obras e despesas extras, relegando o interesse público a segundo plano”, analisou Rui Alves Gomes de Sá, diretor pedagógico do curso Pré-Enem, da Abril Educação. “O maior legado da Copa deveria ser mudar, para melhor, a vida do brasileiro.”

7- Tragédias no Brasil e o caso de Santa Maria

Estudantes da UFSM participam de uma caminhada em homenagem às vítimas da boate Kiss

O trágico incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 27 de janeiro, que fez 242 vítimas fatais, pode motivar questões sobre falta de planejamento e de observação das leis por parte da sociedade brasileira. Só depois do episódio é que boa parte das cidades brasileiras passou a vistoriar casas noturnas e a exigir medidas de prevenção a incêndios e superlotação. Centenas de vidas poderiam ter sido poupadas se a fiscalização correta tivesse sido feita.
“Não existe um planejamento para evitar o acidente. Infelizmente, no Brasil, o normal é esperar que algo aconteça para só então tomar providências”, diz o professor e diretor pedagógico Rui Alves Gomes de Sá.

8- A lei de cotas nas universidades


Contexto: A presidente Dilma Rousseff sancionou, em agosto de 2012, a lei das cotas, que reserva 50% das vagas de universidades federais a alunos oriundos de escolas públicas. A distribuição das 120.000 vagas a serem ocupadas dessa forma deverá observar ainda a cor da pele dos candidatos – sempre haverá, portanto, vagas reservadas a negros, pardos e índios na proporção dessas populações em cada estado. Metade dessas cotas é voltada a estudantes de famílias de baixa renda. As federais terão quatro anos para se adaptar às regras, sendo que, já em 2013, deverão reservar ao menos 25% das vagas.
Um tema como cotas poderia motivar diversas questões como as seguintes: as cotas universitárias podem minimizar desigualdades sociais no Brasil? Quais as prováveis consequências da adoção das cotas para as universidades brasileiras?
Desenvolvimento: A discussão sobre o sistema de cotas universitárias no Enem dificilmente discutirá se a adoção do mecanismo é certa ou errada, do ponto de vista do candidato. Isso porque as cotas já são uma realidade. Por isso, reflexões produtivas sobre o assunto devem se deter sobre as razões histórica da desigualdade entre os brasileiros e as ações possíveis para minimizá-la.

9- Casamento gay


Contexto: Algumas nações vêm reconhecendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, caso de Argentina, França e Uruguai — o assunto está ainda na pauta de Grã-Bretanha e de vários estados americanos. O tema também avançou no Brasil. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável homossexual. Em maio de 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução que obriga os cartórios a realizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo —  a medida ainda pode ser contestada no STF. Até então, os cartórios podiam se recusar a reconhecer tais uniões, e os casais precisavam recorrer à Justiça.
O assunto pode motivar abordagens como a igualdade de todos perante a lei ou ainda os novos arranjos familiares.
Desenvolvimento: A questão da igualdade de direitos é de fato o primeiro ponto a ser avaliado, diz Eclícia Pereira, professora de redação do Cursinho da Poli. No caso, casais homossexuais passam a ter as mesmas garantias e obrigações dos demais perante a lei.
Outra questão a ser observada é a mudança da estrutura familiar em curso. Além do núcleo tradicional — formado por pai, mãe e filhos —, estabelecem-se outros arranjos, a partir dos casais formados por parceiros do mesmo sexo. Até mesmo a adoção de crianças por esses casais pode ser um tema abordado.
Tenha cuidado: Para a redação do Enem, não importa sua opção sexual. Essa é, aos olhos dos examinadores, uma questão privada. O importante é reconhecer no assunto um fenômeno social, que tem consequências e desdobramentos na vida de muitos cidadãos.

10 - Álcool e direção: combinação fatal

Contexto: Promulgada em 2008, a lei seca tem como objetivo reduzir os acidentes provocados por motoristas embriagados, endurecendo as punições contra quem bebe antes de dirigir. Assim, um condutor abordado pela polícia passou a ser considerado legalmente bêbado através de um exame, de sangue ou de bafômetro, se é constatada uma concentração mínima de 0,10 grama de álcool por litro em seu sangue.
Em dezembro de 2012, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que torna mais rígidas as punições para motoristas flagrados dirigindo alcoolizados. Além do bafômetro e do exame de sangue, outros meios — como teste clínico, depoimento policial, testemunho, fotos e vídeos — passaram a valer como prova. A multa para quem for pego dirigindo bêbado é de 1.915,40 reais. E pode chegar a 3.830,60 reais se o indivíduo reincidir na infração no prazo de um ano.
O endurecimento da aplicação da lei seca também passou por mudanças em janeiro de 2013, quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma medida que acabava com a margem de tolerância da quantidade de álcool por litro de sangue. Ou seja, o condutor pode ser autuado se for constatada qualquer concentração alcoólica no sangue. Porém, mesmo com a lei, o volume de acidentes de trânsito decorrentes do consumo de álcool ainda é preocupante.
Uma recente pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada em fevereiro de 2013, apontou que 21% dos acidentes estão relacionados ao efeito do álcool. Euma em cada cinco vítimas atendidas nos prontos-socorros estava embriagada.
Na redação do Enem, o assunto pode motivar abordagens como: imprudência no trânsito e medidas para reduzir a quantidade de acidentes ligados ao álcool.
Desenvolvimento: É importante saber que desde 2008, quando a lei seca foi promulgada, não houve alteração significativa na quantidade de acidentes com motoristas embriagados. Segundo o Ministério da Saúde, em 2010, mais de 42.000 pessoas morreram em acidentes. Isso tem também um custo alto para o país. Em 2011, 200 milhões de reais foram gastos no Sistema Único de Saúde (SUS) com vítimas da violência no trânsito, valor que não considera os custos com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), as Unidades de Pronto Socorro e Pronto Atendimento e o processo de reabilitação do paciente, entre outros.
Um caso recente, que teve repercussão nacional, foi o do motorista alcoolizado que atropelou um ciclista em São Paulo: o impacto da batida foi tão forte que o braço da vítima foi arrancado. O motorista fugiu sem prestar socorro. O acidente pode ser citado nos textos da proposta de redação, motivando discussões sobre impunidade: no caso, o jovem condutor obteve um habeas corpus na Justiça e continua solto.
Após a apresentação do problema, o candidato pode apresentar seu ponto de vista. Alguns possíveis caminhos são relatar as causas e consequências do uso indiscriminado do álcool, assim como avaliar as campanhas educativas feitas até agora pelo governo e sua real eficácia. Também é possível propor o aumento da fiscalização, assim como o enrijecimento das leis na hora de punir motoristas pegos sob o efeito de álcool.

Santa Maria - RS

Foto: Boa noite, Santa Maria!

Gurizada, atenção!!!

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Dúvidas

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Dúvidas

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Ler, ler e ler

Para escrever bem é preciso ler muito mesmo

Há alguns anos a redação nem existia nas provas de vestibular, mas depois de algumas denúncias na falha do processo seletivo, as universidades perceberam que não dava pra avaliar os alunos sem a presença de um texto redigido pelos mesmos. Hoje ela tem peso de 40% na nota do vestibular e isso derruba muita gente nos concursos, tanto públicos quanto particulares. Por isso, é importante saber escrever bem para equilibrar conteúdo escolar e capacidade de escrita. Já pensou se você gabarita a prova objetiva e manda mal na redação? Aí, não dá. Dê uma olhada nas nossas dicas pra ficar afiado na hora da prova.

Antes de tudo é preciso estar bem informado e atualizado sobre tudo o que acontece no mundo, até mesmo aquilo que não te interessa. O tema da redação é imprevisível e pode cair algo que você não domine, portanto, mantenha o hábito da leitura de livros, jornais e revistas. Todo mundo diz a mesma coisa, mas para escrever bem é preciso ler, e ler muito. Só assim consegue-se aperfeiçoar um bom vocabulário.

A primeira etapa da redação é analisar bem a proposta do tema e verificar o gênero pedido: narração, dissertação ou carta. A partir do material oferecido pela banca faça o maior número de associações possíveis com leituras prévias e fatos importantes e anote tudo num rascunho. O uso exclusivo do material da prova pode denotar total desconhecimento sobre o tema proposto. As informações que você trouxer no seu texto têm peso maior quando vindas de outros meios que não o oferecido na prova.

A maioria dos vestibulares pede a dissertação, ou seja, um texto que exponha uma opinião pessoal, mas que argumente de maneira impessoal, utilizando verbos na terceira pessoa do singular. Nesse gênero é muito importante que o título seja atraente e inteligente, ele deve dizer sobre o que vai tratar o texto. Parece óbvio, mas muita gente faz besteira na hora de escolher o início do texto. Como ele deve fazer uma “chamada” para o que vem pela frente, a dica é escolhê-lo depois que o texto estiver pronto. É preciso lembrar, também, que o esqueleto deve ser mantido à risca: introdução, desenvolvimento e conclusão; tudo isso usando no máximo, 30 linhas. É importante não ser prolixo nem conciso, com a prática, isso passa a ser bem fácil.

O candidato deve ser capaz de criar um texto, articulando sua opinião de forma a convencer o leitor de que seu ponto de vista é coerente. Para isso, não dê opinião sem embasamento, utilize argumentos concretos e evite todo tipo de “achismo”. A dica é fazer um roteiro contendo, em tópicos, tudo aquilo que seja importante tratar. Não seja redundante, diga tudo o que tem que dizer de uma vez só, sem rodeios. Isso é fácil quando se estrutura os parágrafos de maneira correta, sem cortar as idéias.

Lembre-se das regras gramaticais, tome cuidado com a ortografia das palavras e com as concordâncias nominal e verbal, principalmente evitando o gerundismo. Não use palavras estrangeiras e gírias e não pense que escrever “bonito” conta ponto. O importante é ser bem compreendido. Um texto simples não é um texto pobre e não vai te trair na hora de usar corretamente o significado das palavras.

Não generalize, não use siglas desconhecidas e evite repetir palavras, procure utilizar os sinônimos. Fuja da voz passiva e dos períodos muito curtos ou muito longos. Evite, também, usar a letra de forma porque ela dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. E antes de passar o texto a limpo, revise uma, duas vezes. Um pequeno acento pode te tirar um décimo e uma vaga na lista dos aprovados.

Por fim, não basta saber o que fazer, é preciso saber COMO fazer. Só se consegue um bom texto com muita prática e o ideal é fazer uma redação toda semana. E informar-se não faz mal a ninguém, não adianta treinar e se aperfeiçoar na técnica se na hora do amém você não souber sobre o que está escrevendo. Para você se divertir e conferir bons textos, aí vai uma lista apontando alguns livros que são essenciais para a sua preparação, além de ter a chance de já adiantar alguma leitura obrigatória para a prova.

*Boca do inferno – Ana Miranda
*Senhora – José de Alencar
*Dom Casmurro – Machado de Assis
*O cortiço – Aluísio de Azevedo
*Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
*Amar, verbo intransitivo – Mário de Andrade
*Estrela da vida inteira – Manuel Bandeira
*A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade
*Mar morto – Jorge Amado
*Ana Terra – Érico Veríssimo
*Memorial de Maria Moura – Raquel de Queiroz
*Vidas secas – Graciliano Ramos
*A hora da estrela – Clarice Lispector
*Sagarana – Guimarães Rosa
*Morte e vida Severina – João Cabral de Melo Neto

Rio de Janeiro

Foto: Uma ótima segunda-feira para todos! ;)

A Praia de Piratininga, em Niterói (RJ),

Foto: @vanesp01

Regência do verbo perdoar

Foto: Transitividade do verbo "perdoar"

Austrália

Lindo

Foto

Grécia

4 de junho de 2014

Vozes verbais

Vozes Verbais

Voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito pratica, ou recebe, ou pratica e recebe a ação verbal.

Voz Ativa
Quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação verbal ou participa ativamente de um fato.

Ex.

As meninas exigiram a presença da diretora.
A torcida aplaudiu os jogadores.
O médico cometeu um erro terrível.
Voz Passiva
Quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação verbal.

A) Voz Passiva Sintética

A voz passiva sintética é formada por verbo transitivo direto, pronome se (partícula apassivadora) e sujeito paciente.

Ex.

Entregam-se encomendas.
Alugam-se casas.
Compram-se roupas usadas.
B) Voz Passiva Analítica

A voz passiva analítica é formada por sujeito paciente, verbo auxiliar ser ou estar, verbo principal indicador de ação no particípio - ambos formam locução verbal passiva - e agente da passiva. Veja mais detalhes aqui.

Ex.

As encomendas foram entregues pelo próprio diretor.
As casas foram alugadas pela imobiliária.
As roupas foram compradas por uma elegante senhora.
Voz Reflexiva
Há dois tipos de voz reflexiva:

A) Reflexiva

Será chamada simplesmente de reflexiva, quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo.

Ex.

Carla machucou-se.
Osbirvânio cortou-se com a faca.
Roberto matou-se.
B) Reflexiva recíproca

Será chamada de reflexiva recíproca, quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro.

Ex.

Paula e Renato amam-se.
Os jovens agrediram-se durante a festa.
Os ônibus chocaram-se violentamente.
Passagem da ativa para a passiva e vice-versa
Para efetivar a transformação da ativa para a passiva e vice-versa, procede-se da seguinte maneira:

O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva.
O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz passiva.
Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e modo do verbo transitivo direto da ativa.
Na voz passiva, o verbo transitivo direto ficará no particípio.
Voz ativa
A torcida aplaudiu os jogadores.

Sujeito = a torcida.
Verbo transitivo direto = aplaudiu.
Objeto direto = os jogadores.
Voz passiva
Os jogadores foram aplaudidos pela torcida.

Sujeito = os jogadores.
Locução verbal passiva = foram aplaudidos.
Agente da passiva = pela torcida.

História da Copa do Mundo

História da Copa do Mundo FIFA
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A história da Copa do Mundo de Futebol da FIFA se iniciou em 1928, durante um congresso da entidade, quando Jules Rimet conseguiu a aprovação para criar um torneio internacional. A primeira competição ocorreu em 1930, tendo a participação de 13 equipes convidadas, tendo o Uruguai como país-sede e como campeão. Com o crescimento da competição, hoje é necessário passar por uma etapa classificatória de dois anos de duração, que conta com a participação de aproximadamente duzentas seleções de países, para participar do campeonato.


1 Competições internacionais anteriores
2 A primeira Copa do Mundo
3 Formato de cada campeonato
4 Times vencedores, capitães e treinadores
5 Gols
5.1 Total de Gols e Média (Por Edição)
5.2 Seleções que mais fizeram gols (por torneio)
6 Ver também
7 Referências
8 Ligações externas
Competições internacionais anteriores
A primeira partida internacional de futebol ocorreu em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Nessa época, o futebol raramente era praticado fora do Reino Unido. O início da expansão do futebol internacional se deu com a criação da FIFA, em Maio de 1904, então formada por sete países do continente europeu. Com a crescente popularidade, o futebol participou dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906 como um esporte de demonstração, sem direito à medalhas, sendo oficialmente introduzido nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908.

A seleção amadora da Inglaterra foi campeã em 1908 e 1912.

A FIFA tentou organizar um torneio entre seleções fora do contexto olímpico em 1906, na Suíça, mas a tentativa fracassou. Como os Jogos Olímpicos eram disputados somente por equipes amadoras, as competições envolvendo equipes profissionais começaram a aparecer. Em 1908, foi realizado em Turim, Itália, o Torneo Internazionale Stampa Sportiva e, no ano seguinte, Sir Thomas Lipton organizou o Troféu Sir Thomas Lipton, também realizado em Turim. Ambos os torneios foram disputados apenas por clubes, cada qual de um país diferente. Por não terem sido disputados por seleções, não são considerados antecessores diretos da Copa do Mundo, apesar do Troféu Sir Thomas Lipton ser citado algumas vezes como a primeira Copa do Mundo de Futebol,1 sendo que o seu predecessor é quase sempre ignorado por ser menos conhecido.

Em 1914, a FIFA reconheceu as competições de futebol dos jogos olímpicos como campeonatos mundiais de futebol amador,2 e passou a ficar responsável pela organização do evento. Isso possibilitou a oficialização do futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920, onde o torneio foi vencido pela Bélgica.3 O Uruguai foi campeão em 1924 e 1928, ano em que a FIFA decidiu organizar seu próprio campeonato. Devido aos dois títulos olímpicos e à comemoração do centenário da independência, o Uruguai foi eleito sede da primeira Copa do Mundo.

A primeira Copa do Mundo

Países participantes da primeira Copa do Mundo FIFA
O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Verão de 1932 não queria incluir o futebol na competição, devido à sua baixa popularidade nos Estados Unidos. A FIFA e o Comitê Olímpico Internacional também divergiam a respeito da definição de "atleta amador" e, então, o futebol ficou fora dos jogos.

Então, o francês Jules Rimet criou a primeira Copa do Mundo, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA (abreviação de Federation International Football Association).

A competição foi realizada em 1930, no Uruguai, convidando um grupo de visionários administradores futebolísticos franceses, liderado na década de 1920, pelo inovador Jules Rimet, que teve a ideia original de juntar as melhores seleções de futebol do mundo para lutar pelo título de campeões mundiais. A taça de ouro original levou o nome de Jules Rimet e foi disputada três vezes nos anos de 1930, antes da Segunda Guerra Mundial interromper o campeonato por doze anos. Foram escolhidas treze seleções previamente selecionadas pela FIFA para participar do evento sem disputa de eliminatórias.

Das treze equipes, sete foram da América Latina (Uruguai, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru), quatro da Europa (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) e duas da América do Norte (México e Estados Unidos).

A escolha do Uruguai como sede constituía um obstáculo à participação de equipes europeias, devido a longa jornada através do Oceano Atlântico, à época realizada em navios. A Seleção Uruguaia sagrou-se campeã e pode ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.

Formato de cada campeonato
O número de equipes, bem como o formato final de cada torneio têm variado consideravelmente ao longo dos anos. Na maioria dos torneios, é composto por um round-robin seguido de uma fase única de eliminação (mata-mata).4

1930: Uma fase de grupo, seguida por uma fase de eliminação com um jogo contando com 4 equipes (os vencedores do grupo; note que não houve decisão de 3º lugar)
1934-1938: Eliminação do torneio em um jogo; estes foram os únicos torneios sem uma fase de grupos.
1950: Um grupo-fase de início, seguido por outra fase de grupos com quatro times (os vencedores de cada fase); este é o único torneio sem um jogo oficial final.
1954-1970: Uma fase de grupos, seguida de uma fase de eliminação com oito times (os dois primeiros de cada chave).
1974-1978: Uma fase de grupos, seguida por uma fase de grupos com 8 equipes (os vencedores e vice-colocados de cada chave), seguida pela final
1982: Uma fase de grupos inicial, seguida por outra fase de grupos com doze times (vencedores e segundos colocados de cada chave), seguida por semifinais e final
1986-1994: Uma fase de grupos, seguida por uma fase de eliminação com 16 equipes (os vencedores, segundo colocados e melhores terceiros colocados de cada chave).
1998-presente: Uma fase de grupos, seguida por uma fase direta de eliminação com 16 equipes (os vencedores e segundo-colocados).
Ano Anfitrião Seleções Round 1 Round 2 Fases finais
1930 Uruguai 13 4 grupos de 3 ou 4 times Eliminação de 4 times
(vencedores do grupo no round 1)
1934 Itália 16 Eliminação
1938 França 16 Eliminação
1950 Brasil 16 4 grupos de 4 times Grupos de 4 times
(vencedores do grupo no round 1)
1954 Suíça 16 4 grupos de 4 times Eliminação de 8 times
(vencedores e vice-colocados no round 1)
1958 Suécia 16 4 grupos de 4 times Eliminação de 8 times
(vencedores e vice-colocados no round 1)
1962 Chile 16 4 grupos de 4 times Eliminação de 8 times
(vencedores e vice-colocados no round 1)
1966 Inglaterra 16 4 grupos de 4 times Eliminação de 8 times
(vencedores e vice-colocados no round 1)
1970 México 16 4 grupos de 4 times Eliminação de 8 times
(round 1 - grupo vencedores e vice-colocados)
1974 Alemanha Ocidental 16 4 grupos de 4 times 2 grupos de 4 times
(round 1 - grupo vencedores e vice-colocados) final
(round 2 grupo vencedores)
1978 Argentina 16 4 grupos de 4 times 2 grupos de 4 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados) final
(round 2 grupo vencedores)5
1982 Espanha 24 6 grupos de 4 times 4 grupos de 3 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados) Eliminação de 4 times
(round 2 grupo vencedores)
1986 México 24 6 grupos de 4 times Eliminação de 16 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados, além dos 4 melhores 3º colocados)
1990 Itália 24 6 grupos de 4 times Eliminação de 16 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados, além dos 4 melhores 3º colocados)
1994 Estados Unidos 24 6 grupos de 4 times Eliminação de 16 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados, além dos 4 melhores 3º colocados)
1998 França 32 8 grupos de 4 times Eliminação de 16 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados)
2002 Coreia do Sul
Japão 32 8 grupos de 4 times Eliminação de 16 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados)
2006 Alemanha 32 8 grupos de 4 times Eliminação de 16 times
(round 1 grupo vencedores e vice-colocados)
Times vencedores, capitães e treinadores
Ano Seleção Capitão Capitão Treinador
1930
Uruguai

José Nasazzi Alberto Suppici
1934
Itália

Giampiero Combi Vittorio Pozzo
1938
Itália

Giuseppe Meazza Vittorio Pozzo
1950
Uruguai

Obdulio Varela Juan López
1954
Alemanha Ocidental

Fritz Walter Sepp Herberger
1958
Brasil

Hilderaldo Bellini Vicente Feola
1962
Brasil

Mauro Ramos Aymoré Moreira
1966
Inglaterra

Bobby Moore Alf Ramsey
1970
Brasil

Carlos Alberto Torres Mário Zagallo
1974
Alemanha Ocidental

Franz Beckenbauer Helmut Schön
1978
Argentina

Daniel Passarella César Luis Menotti
1982
Itália

Dino Zoff Enzo Bearzot
1986
Argentina

Diego Maradona Carlos Bilardo
1990
Alemanha Ocidental

Lothar Matthäus Franz Beckenbauer
1994
Brasil

Dunga Carlos Alberto Parreira
1998
França

Didier Deschamps Aimé Jacquet
2002
Brasil

Cafu Luiz Felipe Scolari
2006
Itália

Fabio Cannavaro Marcello Lippi
2010
Espanha

Iker Casillas Vicente Del Bosque
Gols
Total de Gols e Média (Por Edição)
Ano N. Equipes Partidas Gols N. Gols Feito
pelo Artilheiro Média de Gols
1930 13 18 70 8 3.89
1934 16 17 70 5 4.12
1938 15 18 84 7 4.67
1950 15 22 88 9 4.00
1954 16 26 140 11 5.38
1958 16 35 126 13 3.60
1962 16 32 89 4 2.78
1966 16 32 89 9 2.78
1970 16 32 95 10 2.97
1974 16 38 97 7 2.55
1978 16 38 102 6 2.68
1982 24 52 146 6 2.81
1986 24 52 132 6 2.54
1990 24 52 115 6 2.21
1994 24 52 141 6 2.71
1998 32 64 171 6 2.67
2002 32 64 161 8 2.52
2006 32 64 147 5 2.30
2010 32 64 145 5 2.27
Maior e Menor em Negrito.

Seleções que mais fizeram gols (por torneio)
Legenda:As seleções em negrito são as que foram campeãs

1930: Flag of Argentina.svg Argentina, 18 gols
1934: Flag of Italy.svg Itália, 12 gols
1938: Flag of Hungary.svg Hungria, 15 gols
1950: Brasil Brasil, 22 gols
1954: Flag of Hungary.svg Hungria, 27 gols
1958: Bandeira da França França, 23 gols
1962: Brasil Brasil, 14 gols
1966: Flag of Portugal.svg Portugal, 17 gols
1970: Brasil Brasil, 19 gols
1974: Flag of Poland.svg Polónia, 16 gols
1978: Flag of Argentina.svg Argentina & Países Baixos Países Baixos, 15 gols
1982: Bandeira da França França, 16 gols
1986: Flag of Argentina.svg Argentina, 14 gols
1990: Bandeira da Alemanha Ocidental Alemanha Ocidental, 15 gols
1994: Flag of Sweden.svg Suécia, 15 gols
1998: Bandeira da França França, 15 gols
2002: Brasil Brasil, 18 gols
2006: Bandeira da Alemanha Alemanha, 14 gols
2010: Bandeira da Alemanha Alemanha, 16 gols

3 de junho de 2014

Entre 50.0000 textos, esse foi o premiado, leiam!!!

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionarias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26 anos, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação de Clarice intitulada 'Pátria Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

2 de junho de 2014

Ler...ler muito

A palavra LER vem do latim LEGERE, que significa ao mesmo tempo ler e colher, por isso a leitura é definida como a Arte de Colher Ideias.

Espetacular

Foto: "O espetacular é sempre bem simples." 

Ita Portugal

Dúvidas

 «Não me aperte o braço.»
Nesta frase, o pronome pessoal me refere inequivocamente o braço do falante, e equivale ao possessivo meu: «Não aperte o meu braço.»
Este pronome pessoal  exprime uma ideia de posse; a sua função sintática é descrita como dativo possessivo ou simpatético.
Porquê? 
O complemento indireto é, tipicamente, um sintagma nominal (SN) precedido de a – e exprime o beneficiário dum verbo de transferência. «O Pedro deu um livro à sua prima.» Na frase que estudamos, o pronome pessoal não é, formalmente, um complemento indirecto — mas, em latim, iria para dativo. Chamou-se-lhe, por isso, dativo possessivo ou simpatético.
Como o consulente refere, aquele pronome pessoal não pode, de facto, ser tomado como adjunto adnominal. Como o nome indica, adjunto a um nome será uma palavra que se lhe junta para lhe modificar o significado — e é o caso dos adjetivos, dos quantificadores, de muitos constituintes preposicionados e, até, das orações relativas.
Teríamos um adjunto adnominal na frase: «Não aperte o meu braço.»
O facto de «não me aperte o braço» equivaler a «não aperte o meu braço» não confere ao pronome pessoal me a possibilidade de ser descrito como adjunto nominal.