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4 de outubro de 2015

EsSa - regência

Veja a questão a seguir, extraída da prova de Português do Concurso de Admissão da Escola de Sargentos das Armas (EsSA) 2014.
Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal.
  • a) O bom cidadão obedece as leis e os regulamentos.
  • b) O caçador visou ao alvo, disparou o tiro, mas não acertou.
  • c) Assistimos o desfile cívico ao lado do palanque das autoridades.
  • d) Lembrei a resposta correta no último minuto de prova.
  • e) O estabelecimento de ensino já informou aos alunos das notas das provas finais.
Você consegue identificar a resposta correta?
Se teve dificuldades, acompanhe as explicações a seguir, em que vamos recordar a regência de alguns verbos.
1. Desigualdade social implica em desemprego.
O verbo “implicar”, no sentido de “acarretar”, não admite preposição.
Corrija-se para: Desigualdade social implica desemprego.
2 .Chegou em São Paulo na hora esperada.
Verbos de movimento exigem a preposição “a”, e não “em”.
Corrija-se para: Chegou a São Paulo na hora esperada.
Outros exemplos: Vamos ao cinema, ao circo, à escola, etc.
3. Deu à luz a uma menina e um menino.
A expressão “dar à luz” significa “dar ao mundo”. Então, dá-se alguém ao mundo.
Corrija-se para: Deu à luz uma menina e um menino.
4. Prefiro inverno do que verão.
O verbo “preferir” exige preposição “a” (prefere-se sempre uma coisa a outra) e não aceita a expressão “do que”.
Corrija-se para: Prefiro inverno a verão.
A expressão “é preferível” segue a mesma norma:
É preferível o inverno ao verão.
5. Vamos assistir o jogo hoje.
Assistir, com sentido de “presenciar”, exige a preposição “a”
Corrija-se para: Vamos assistir ao jogo.
Outros exemplos: Assistimos à missa, à sessão, ao filme, etc.
6. A moça que ele gosta.
Como se gosta de, o certo é “A moça de que(m) ele gosta.
Outros exemplos: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu, a prova de que participou, o amigo a que(m) se referiu, o amigo com quem conversou, etc.
7. O filho desobedeceu o pai.
Os verbos obedecer e desobedecer pedem objeto indireto (preposição a).
Corrija-se para: O filho desobedeceu ao pai.
8. Visou ao alvo.
O verbo visar, quando significa apontar a arma ou pôr o visto, requer objeto direto.
Corrija-se para: Visou o alvo.
9. Lembre os alunos a prova de amanhã.
Lembra-se alguém de alguma coisa ou alguma coisa a alguém.
Corrija-se para: Lembre os alunos de que haverá prova amanhã.
  • Lembre aos alunos a prova de amanhã.
Têm a mesma regência de lembrar, dentre outros, os seguintes verbos: avisar, informar, proibir, impedir, certificar, etc.

Resposta correta da questão apresentada no início do texto: d.
Veja a forma correta das demais alternativas.
  • a) O bom cidadão obedece às leis e aos
  • b) O caçador visou o alvo, disparou o tiro, mas não acertou.
  • c) Assistimos ao desfile cívico ao lado do palanque das autoridades.
  • e) O estabelecimento de ensino já informou aos alunos as notas das provas finais.
Ou: O estabelecimento de ensino já informou os alunos das notas das provas finais.

Classificações e funções sintáticas desse termo podem ser objeto de questão da EsSA.

Classificações e funções sintáticas desse termo podem ser objeto de questão da EsSA.

Muito usado no dia a dia, o que pode ser empregado com funções bastante distintas em uma frase. Por isso é importante conhecer os diferentes usos desse termo. Leia as explicações com atenção.
A palavra que pode ser:
1. Substantivo: equivale a algo, alguma coisa.
Neste caso, vem sempre antecedida de artigo ou de pronome adjetivo e pode exercer todas as funções sintáticas próprias desta classe de palavra: sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, etc.
Exemplo: Seu olhar tem um quê de melancolia. (objeto direto)
Observação
Neste caso é acentuado por ser monossílabo tônico terminado em e.
2. Pronome: neste caso, o que pode ser:
a) pronome relativo: retoma um termo da oração antecedente, projetando-o na oração seguinte. Equivale a o qual e flexões. Pode funcionar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal e adjunto adverbial.
Exemplos: Não encontrei o livro que (objeto direto)
Não há bem que sempre dure. (sujeito)
b) pronome indefinido: pode funcionar como pronome substantivo ou pronome adjetivo.
pronome substantivo: equivale a que coisa e exerce as funções próprias do substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.)
Exemplo: Ele respondeu não sei o quê.
pronome adjetivo: determina um substantivo (significa quanto e flexões) e exerce a função sintática de adjunto adnominal.
Exemplo: Que tempo desperdiçado.
c) pronome interrogativo: introduz frases interrogativas.
Exemplos: Que aconteceu com você?
Que é mais leve que uma pluma?
3. Advérbio: modifica um adjetivo ou um advérbio e equivale a quão. Exerce a função sintática de adjunto adverbial de intensidade.
Exemplo: Que alegres são seus filhos!
4. Conjunção: relaciona entre si duas orações e não exerce função sintática. Pode classificar-se como conjunção coordenativa ou subordinativa.
a) Conjunção coordenativa
explicativa
Exemplo: Venha logo, que é tarde.
aditiva – substitui e, entre verbos.
Exemplo: O menininho chorava que chorava.
adversativa – vem em lugar de mas.
Exemplo: Eles, que não outros, fizeram a prova.
alternativa – vem em lugar de quer… quer.
Exemplo: Que chova, que faça sol, sairemos hoje.
b) Conjunção subordinativa
consecutiva – se pospõe aos advérbios tão, tal, tanto, tamanho.
Exemplo: Falou tanto que ficou rouco.
condicional – vem em lugar de se ou de sem que, indicando condição.
Exemplo: Ele não dava dois passos que não caía.
comparativa – equivale a do que.
Exemplo: Eliseu estuda menos que o irmão.
concessiva – equivale a embora.
Exemplo: Comeremos estas frutas, verdes que estejam.
temporal – segue as palavras ou expressões agora, faz anos, faz tempo, a primeira vez, e outras semelhantes.
Exemplo: Agora, que estou aposentada, posso viajar.
final – equivale a para que.
Exemplo: Caminhou lentamente que não notassem sua chegada.
causal – equivale a porque.
Exemplo: Não vou ao cinema que vai chover.
integrante – liga orações que se completam sintaticamente.
Exemplo: Ele disse que não viria hoje.
5. Preposição:liga dois verbos de uma locução verbal que tem como auxiliar o verbo ter. Equivale a de. Neste caso, não exerce função sintática.
Exemplo: Tenho que sair agora.
6. Interjeição:indica espanto, admiração, surpresa e não exerce função sintática. Há também a variação o quê!
Exemplos: Quê! Ele ainda não chegou?
O quê! Quando ele saiu?
Observação
Neste caso é acentuado e seguido de ponto de exclamação.
7. Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirado da frase, sem prejuízo algum para o sentido, não exerce função sintática, pois é usado apenas para dar realce.
Exemplo: Quase que não consigo chegar a tempo.
Observação
Pode aparecer também na expressão é que.

Agora, resolva a seguinte questão, extraída da prova do Concurso de Admissão EsSA 2013.
Analise a frase e classifique o termo destacado: “Era necessário que pedíssemos ajuda”.
a) Pronome relativo
b) Partícula expletiva
c) Conjunção integrante
d) Conjunção subordinativa consecutiva
e) Pronome indefinido

Como Usar Corretamente Pronomes Demonstrativos – parte 2


Bem, continuando a conversa da semana, é tempo de falarmos dos demais empregos dos pronomes demonstrativos. No  anterior, relembramos as pessoas do discurso (emissor, receptor e referente/assunto) e o papel dos pronomes estabelecendo relação de proximidade com essas pessoas e também estabelecendo posição no espaço temporal.
Vamos ver agora como eles atuam no espaço textual, ou seja, dentro do texto, como elementos de coesão referencial. E alguns perguntarão: “Mas o que é essa tal de coesão referencial?” Muitos dos alunos que estão treinando para os exames, fazendo suas redações com seriedade e ouvindo com atenção as orientações dos professores, devem lembrar-se de uma recomendação frequente: não se deve repetir o mesmo termo desnecessariamente. Mas, às vezes, precisamos fazer referência àquela mesma ideia novamente para dar continuidade ao raciocínio (a tal progressão textual de que os professores de redação também falam). Como fazer isso sem repetir a palavra? Simples! Empregando elementos coesivos!
Os elementos coesivos são palavras ou expressões que podem tomar o lugar das já expressas anteriormente, assumindo o significado delas. Podem ser sinônimos, hiperônimos ou hipônimos e também pronomes. Dentre os pronomes que fazem tal função, estão os demonstrativos. E como eles fazem isso? Vejamos:

*ESTE: antecipa a que ainda vai ser apresentado, falado, desdobrado, ampliado discutido, como nas frases abaixo:
A Fuvest indicou estas obras na lista de livros de 2016: “Til”e “Memórias de um sargento de Milícias”.
Um dos versos de Fernando Pessoa mais citado é este: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.
O pronome ESTE é um catafórico, ou seja, aponta para a frente (como uma catapulta, lembre-se da associação!)

*ESSE: retoma ou resume o que já foi mencionado antes, como nos exemplos:
“Última flor do Lácio, inculta e bela,(…)”. Essa é uma das descrições da Língua Portuguesa, no poema de Olavo Bilac.
O pronome ESSA é um anafórico, ou seja, retoma uma informação anterior, apontando para trás.
Existe ainda outra situação em que podemos lançar mão dos demonstrativos: quando temos dois termos ou duas ideias num mesmo trecho e precisamos retomar as duas. Agora o serviço será feito pelo ESTE e pelo AQUELE. O este retoma o termo mais próximo. O outro será retomado pelo aquele. Assim:
O portal InfoEnem têm colunas semanais e a Profª Camila e a Profª Margarida são algumas das autoras. Esta escreve sobre Gramática e aquela, sobre Redação.
(Observe que numa linha reta, a distância entre Profª Margarida e o pronome esta é mais curta, já entre Profª Camila e o pronome aquela é mais longa. Assim são usados esses pronomes nessa estrutura. Lembrando que apenas os dois demonstrativos são usados nesse caso!)

Todos os temas de redação do ENEM

1998 – “Viver e aprender”
1999 – “Cidadania e participação social”
2000 – “Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?”
2001 – ““Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?”
2002 – “O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita?”
2003 – “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”
2004 – “Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?”
2005 – “Trabalho infantil no Brasil”
2006 – “O Poder de Transformação da Leitura”
2007 – “O Desafio de se Conviver com a Diferença”
2008 – “Como preservar a floresta Amazônica”
2009 – “O indivíduo frente à ética nacional”
2010 – “O trabalho na construção da dignidade humana”
2011 – “Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado”
2012 – “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI”
2013 – “Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”
2014 – “Publicidade infantil em questão no Brasil”

Tema de redação

REDAÇÃO Leia os textos.

 Texto 1 O sonho de consumo dos brasileiros está em aparelhos que proporcionem o acesso à tecnologia e um pouco de conforto. A conclusão é de uma pesquisa que analisa o que os brasileiros mais gostariam de comprar. Quando o desejo é pessoal, nada como estar conectado: 37 milhões de brasileiros querem um celular. Já quando a necessidade é coletiva e a vontade é familiar, o maior desejo de consumo é uma máquina de lavar. O eletrodoméstico é o objeto de desejo número um para quase 13,5 milhões de famílias brasileiras. Depois da máquina de lavar roupa (23,5%), os sonhos de consumo são geladeira (21,4%) e fogão (0,9%). “Isso é realização de uma necessidade e de uma vontade e também tem a ver com conforto: ter carro para não andar de ônibus, ter um eletrodoméstico para não lavar roupa no tanque e assim por diante. Isso é importante, é qualidade de vida.”


 Texto 2  Estudo recém-divulgado pela Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, concluiu que profissionais que não olham a caixa de e-mails regularmente no trabalho são menos estressados e mais produtivos. A professora universitária Gloria Mark, autora do estudo ao lado de pesquisadores do Exército americano, sugere tirar “férias do correio eletrônico”. “Descobrimos que, depois de cinco dias longe do e-mail, os níveis de estresse das pessoas caíram em comparação com o período em que elas estavam conectadas.” Em novembro de 2011, reportagem publicada pela Folha apontou que o avanço tecnológico, combinado com o crescimento econômico, contribuiu para aumentar o número de horas que um profissional passa trabalhando, sem representar, no entanto, aumento de salário. Segundo pesquisa da Asap, consultoria de recrutamento de executivos, 7 em cada 10 profissionais declararam ter aumentado o tempo que passam no escritório, o que parece contribuir para elevar o estresse. A jornada estendida por meio de ferramentas de comunicação instantânea, muitas das quais em plataformas móveis, é fonte de reclamações dos executivos. Para especialistas, os “facilitadores de comunicação” podem ser encarados como “uma cilada”, ao passo que é mais difícil ficar desconectado.


 A partir da leitura dos textos, escreva um texto dissertativo, na norma culta da língua portuguesa, expressando sua opinião a respeito do tema: A presença da tecnologia no cotidiano dos brasileiros

Tema de redação ENEM

PROPOSTA PARA CONSTRUÇÃO DE TEXTO DISSERTATIVO




 
















A EDUCAÇÃO PELA ARTE
Thomaz Wood Jr.

Liberal Arts é um filme norte-americano de produção independente, escrito, dirigido e estrelado por Josh Radnor. Conta a história de Jesse, um amante de livros desencantado com sua vida pessoal e entediado com seu trabalho. No início do filme, Jesse é convidado a visitar a faculdade onde estudou, uma escola de artes e humanidades, para homenagear um antigo mestre que está se aposentando. A visita desdobra-se em uma relação epistolar com uma estudante de teatro, uma aventura com uma antiga e desiludida professora e o contato com um brilhante e depressivo estudante de literatura. A experiência tem efeito redentor sobre Jesse.
Além das tramas afetivas, o filme é uma ode ao ensino de artes e ao papel da poesia, da literatura e do teatro na construção da experiência humana.
Em texto publicado no fim de maio no The New York Times, Gary Gutting, professor de filosofia da Universidade de Notre-Dame, faz eco a Liberal Arts, ao refletir sobre a experiência do aprendizado nas universidades. Gutting parte de uma perspectiva crítica: segundo ele, a educação superior parece fundar-se na tarefa de fazer com que os pupilos absorvam um corpo complexo de conhecimentos rapidamente, somente para realizar exames e, em seguida, esquecê-los quase por completo.
O filósofo argumenta que tanto para conhecimentos básicos e corriqueiros, como ler, escrever e fazer contas, quanto para conhecimentos mais sofisticados, aqueles necessários para projetar aviões ou realizar cirurgias, o que garante o verdadeiro aprendizado é a curiosidade e a prática. Conseguimos lidar com nossas contas e com uma profissão especializada porque constantemente aplicamos o conhecimento necessário para realizar tais operações e atividades. O que aprendemos e não utilizamos é quase sempre esquecido.
Gutting argumenta que os cursos superiores deveriam deixar de centrar-se na transmissão de conhecimento por si e engajar os estudantes em “exercícios intelectuais”. O autor cita o exemplo de seu próprio curso, no qual explora com os estudantes obras de Platão, Calvino e Nabokov. O objetivo é simplesmente colocar os pupilos em contato com grandes textos. O que se ganha não é verniz cultural, mas o prazer de explorar caminhos intelectuais e estéticos, de ampliar a visão do mundo e da natureza humana.
Para o filósofo, a educação universitária pode ser o espaço do explorador. O ensino, para ele, não deveria ser avaliado pela quantidade de informações transmitidas e assimiladas, mas pela possibilidade de estimular uma atitude de abertura a novos conhecimentos e pela capacidade de assimilar novas ideias provocadas nos estudantes. O conhecimento que vem do uso e da prática é o produto final de uma semente plantada na escola.
Naturalmente, as sociedades necessitam de profissionais tecnicamente qualificados, capazes de preencher as vagas nas empresas e desempenhar suas tarefas. Profissões como a medicina, a administração, a engenharia e a advocacia exigem o domínio de grandes corpos de conhecimento. Entretanto, o simples domínio desse saber não torna o detentor capaz de exercer uma profissão. Empresas e outras organizações exigem cada vez mais de seus funcionários a capacidade de entender o mundo ao redor, de pensar criativamente, de criar e de agir com autonomia.
É a nossa base cultural, a permear a literatura, a música, o cinema e o teatro, que contém os elementos para desenvolver essas capacidades. São nossas viagens intelectuais pelo mundo das artes a nos permitir escapar das convenções, olhar além dos lugares-comuns, fazer conexões, pensar fora do convencional e buscar novas ideias. Quem não tem a oportunidade de mergulhar no amálgama cultural tem menores chances de desenvolver tais capacidades.
O brasileiro Paulo Freire chamava de “educação bancária” a pedagogia para a qual os estudantes são meros depositários de conhecimentos a serem absorvidos sem análise crítica ou discussão. A educação bancária separa claramente educador e educando: o primeiro pensa e fala, o segundo é pensado e escuta; o primeiro escolhe o conteúdo e o prescreve, o segundo sujeita-se ao conteúdo e o assimila; o primeiro é o sujeito, o segundo é objeto. Já é tempo de superá-la.
Disponível em: . Acesso em: 23 jul. 2015 .[Adaptado]




PROPOSTA DE REDAÇÃO


A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo
de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema 
“ A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E O ENEM: RESISTÊNCIA ÀS MUDANÇAS ”, apresentando ARGUMENTOS para sustentação da tese e proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

3 de outubro de 2015

Enem 2015: Liberado o Acesso ao Cartão e Local de Prova


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) liberou, na tarde desta sexta-feira (02), o acesso ao cartão de confirmação de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015.
Conforme ilustra a captura de tela do sistema abaixo, o documento apresenta as seguintes informações: dados pessoais do candidato; opção de língua estrangeira indicada; certificação do ensino médio (se solicitada); necessidade de atendimento especial ou especializado (se exigido); datas; horários e; o local específico de realização das provas.
Cartão de Inscrição do Enem 2015. Reprodução: G1.
Cartão de Inscrição do Enem 2015. Reprodução: G1.

Como acessar e imprimir o cartão de inscrição do Enem

De acordo com as novas regras adotadas neste ano, o documento não será mais postado via correios, sendo que os participantes devem acessá-lo e imprimi-lo diretamente no sistema do Inep. Para fazê-lo, siga os passos abaixo, lembrando que o mesmo NÃO será enviado por e-mail:
  1. Entre na página inicial do sistema do Enem (enem.inep.gov.br/participante);
  2. Clique no botão “página do participante”;
  3. Preencha o os campos com seu CPF e senha (caso tenha esquecido, veja como recuperar aqui). Depois clique na imagem solicitada e em “Entrar”;
  4. Ao acessar o sistema, já cairá na tela do cartão de confirmação com todas as informações. Para imprimir, basta rolar a página e clicar em “Imprimir”.
Pronto! Esclarecemos que, apesar de estar disponível para impressão, a apresentação deste documento não é necessárianos dias de aplicação do exame. Entretanto, com traz dados detalhados sobre onde a prova será feita, como endereço, o nome da escola, o andar e o número da sala, recomendamos que seja levado pelo candidato.
Além disso, é importante ler atentamente todas as instruções apresentadas na parte inferior do cartão, pois lá constam recomendações, obrigações, regras e exigências que devem ser cumpridas pelos participantes.

2 de outubro de 2015

Emprego de todo o, toda a, todo, toda



EMPREGO DO PRONOME "TODO"

__________________________________________




► Quanto ao pronome indefinido [todo/a], observe os seguintes empregos:

1. Todo/a pode variar de sentido, conforme tenha ou não artigo:

► Se usados no singular e acompanhados de artigo, indicam"totalidade", significando "inteiro ou inteira":

•  Toda a casa ficou alagada. (a casa inteira)

•  Todo o edifício ficou às escuras. (o edifício inteiro)

•  Sentia todo o corpo tomado pelo sentimento. (o corpo inteiro)

• Todo o mundo viu. (o  mundo inteiro)

► Posposto ao substantivo todo(a) é qualificativo mantendo o significado de inteiro(a):

•  A casa toda ficou alagada. (a casa inteira)

•  O edifício todo ficou às escuras. (o edifício inteiro)

•  Sentia o corpo todo tomado pelo sentimento. (o corpo inteiro)

•  O céu, o mar, a terra toda.

•  Toda a nação passava fome.

► Se usados no singular e desacompanhados de artigo, todo(a)adquire o sentido de "qualquer, cada":

•  Toda casa ficou alagada. (qualquer casa, cada casa)

•  Todo edifício ficou às escuras. (qualquer edifício, cada edifício)

•  Todo homem é mortal. (qualquer homem, cada homem)

2. Todo no plural [todos/as] - deverá estar sempre acompanhado de artigo e indica totalidade:

•  Todos os brasileiros estavam felizes.

•  Todos os manifestantes foram punidos.

► Exceto quando após [todos/as] houver um pronome:

=•> Todos aqueles jornalistas. — Todas aquelas mulheres.

3. Seguido de Numeral, [todos/as] somente aceita artigo quando há um substantivo expresso: Todos os três relógios.

•  Todas as cinco meninas.

•  Estavam animados todos os quatros.

► Não vindo expresso o substantivo, dispensa-se o artigo:

=•> Encontrei Ari, Ivã e Lia. Todos três são bons amigos.

Mas atenção: Não se usa todos os dois, usa-se o numeral ambos.

4. Todo dia (sem o artigo), significa diariamente:

•  Todo dia, ela faz tudo sempre igual.

5. Todo o dia (com o artigo), significa durante o dia inteiro:

•  Ele trabalhou no texto todo o dia de ontem

Redação no Enem: Conhecimentos Sobre o Exame


Pesquisas acadêmicas na área de avaliação comprovam que, infelizmente, professores e alunos não leem os manuais dos candidatos dos exames e vestibulares e, por isso, desconhecem o critério da prova. O pouco conhecimento acerca dessas avaliações faz com que muitos mitos sejam construídos em torno delas, principalmente se há uma proposta de redação e as consequências disso são proibições equivocadas, formuladas por alguns docentes, como, por exemplo, proibir o uso do gerúndio e de certas conjunções importantes como o “pois”.
Obviamente que os manuais dos candidatos poderiam ser escritos de uma maneira mais clara e acessível, já que seu público alvo é, justamente, o candidato que irá fazer determinado vestibular que, por sua vez, não é especialista em nenhuma disciplina, mas aí entra o professor, o especialista em determinada área, que deveria ler o manual e explicá-lo para o seu aluno a fim de ajudá-lo a compreender que concepções estão ali apresentadas.
No caso da proposta de redação e de provas de Português, os manuais trazem os conceitos de língua e linguagem que fundamentam o exame ou o vestibular e isso é muito importante, já que conhecer o critério da avaliação é fundamental, já que sabemos que cada prova possui um perfil de questões e de propostas de produção escrita.
No caso do Enem, infelizmente, o último guia de redação publicado é o do ano de 2013 e o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) deveria publicar, a cada ano, um novo guia comentando o Enem passado, a correção e trazendo exemplos de redações acima da média, abaixo da média e anuladas para que os candidatos tenham ideia do que lhes espera. Mesmo não estando atualizado, recomendamos fortemente a leitura do Guia de Redação do Enem 2013, pois neste documento estão explicitados os critérios de correção e as competências avaliadas na proposta de redação do Enem.

1 de outubro de 2015

Tema de redação

O sucesso vem da escola ou do esforço individual?

De modo geral, não é segredo para ninguém que a realidade da educação brasileira enfrenta há muito tempo uma situação complicada. Não faltam exemplos que evidenciam a baixa qualidade do ensino no país. No Enem do ano passado, por exemplo, enquanto 8,5% dos alunos tiraram zero na prova de redação, a nota máxima foi obtida por apenas 0,004%. Agora, uma pesquisa acaba de revelar que ao menos um de cada cinco estudantes do 3º ano do ensino fundamental da escola pública não atinge níveis mínimos de alfabetização em leitura, escrita e matemática. No entanto, mesmo diante desse panorama, não é difícil encontrar casos de sucesso e superação entre os estudantes brasileiros, como mostram três reportagens publicadas pelo UOL Educação em setembro, integrantes da coletânea de textos que informa esta proposta de redação. Levando em conta esses diferentes fatos, é o caso de se perguntar: o sucesso nos estudos depende mais do esforço individual do que de escola eficientes, capacitadas para produzir os resultados que dela se esperam? Desenvolva uma dissertação argumentativa sobre o tema, expondo e defendendo o seu ponto de vista sobre essa questão.
 

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:


  • Zulk Ben/Divulgação Filho de pedreiro e catadora se forma em direito e homenageia pais no PI

Pátria educadora

Ao menos um a cada cinco estudantes no 3º ano do ensino fundamental da escola pública não atinge níveis mínimos de alfabetização em leitura, escrita e matemática. Esse número foi obtido com base nos dados da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), divulgados nesta quinta (17) pelo MEC (Ministério da Educação). A ANA é uma avaliação diagnóstica para o Pnaic (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa). O MEC apresentou os resultados da ANA em percentuais por nível de proficiência (o quanto os alunos sabem): em leitura, 22,21% estão no nível 1 -- o que significa que 1 a cada 5 alunos não está no padrão mínimo. Na área de escrita, 34,46% deles estão nos níveis 1, 2 e 3 de escrita -- ou seja, 1 a cada 3 estudantes não atende o padrão mínimo. Já em matemática, o resultado é mais dramático: 57,07% estão nos níveis 1 e 2.

Apoio dos pais

Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis. A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. (...)"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.

Estudando atrás das grades

Sob aplausos de aproximadamente cem pessoas, Venilton Leonardo Vinci, 55, tornou-se, na quinta-feira (3), o primeiro detento do Estado de São Paulo a conseguir formação de nível superior exclusivamente em regime fechado. Formado em pedagogia, Vinci terminou o ensino médio atrás das grades e, graças a uma parceria com uma universidade que oferece a modalidade de ensino à distância, conseguiu o diploma. O próximo passo, segundo ele, é iniciar a pós-graduação. A cerimônia de colação de grau ocorreu na Penitenciária 1 de Serra Azul, presídio de segurança máxima no qual Vince é interno. "Só me resta agradecer. Primeiramente, a Deus. Depois, à direção desta unidade, que acreditou na educação e, principalmente, ao ser humano. Quero ser o espelho de uma nova realidade, pois hoje me torno um pedagogo", disse ele, logo após receber o diploma e ser ovacionado por parentes, colegas de presídio e professores.

Campeã em evento mundial

A brasileira Alice Cunha da Silva, de 25 anos, foi a vencedora da Nuclear Olympiad (Olimpíada Nuclear, em tradução livre), evento mundial voltado a estudantes que estejam interessados no desenvolvimento global de técnicas nucleares. A jovem cursa o quinto e último ano da faculdade de engenharia nuclear, na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e foi classificada com mais quatro pessoas para a fase final da olimpíada, realizada nesta quinta-feira em Viena, na Áustria. O primeiro desafio da estudante foi produzir um vídeo de até um minuto sobre algum assunto relacionado à área. Para cumprir a tarefa, Alice se inspirou em um drama familiar. "Minha avó tem câncer e passou por tratamentos nucleares para se curar. Esse tema estava extremamente perto de mim e da minha família. Não tinha como eu fazer um vídeo sobre outra coisa", explicou em entrevista realizada em julho deste ano. Até o fechamento do texto, o vídeo da estudante havia sido visualizado 32.032 vezes. O vídeo foi avaliado e Alice passou para a última etapa, onde precisou fazer uma dissertação sobre a produção de radioisótopos e apresentar para os juízes da competição.

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;
De preferência, dê um título à sua redação.

Tema de redação

Forma física, corpo perfeito e consumismo

Vale tudo para obter um corpo perfeito? Os fatos indicam que não, como se pode ver por relatos publicados na imprensa. Não bastasse isso, os especialistas da área médica alertam constantemente para os perigos de cirurgias desnecessárias, de usar produtos químicos inadvertidamente, de apelar para profissionais (nem sempre da área médica) que fazem o serviço a preços módicos. Mesmo assim, é crescente o número de pessoas que se dispõem a realizar os mais variados procedimentos, em busca do corpo dos seus sonhos - ou daquele que a moda e os meios de comunicação apresentam como perfeito. Só para dar um exemplo, uma pesquisa da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência mostrou que as cirurgias estéticas em adolescentes aumentaram 141% em quatro anos. Diante desse quadro, é o caso de se perguntar: teria o corpo perfeito se transformado também num objeto de consumo? O consumismo, afinal, chegou à forma física e à anatomia, assim como tem invadido vários outros aspectos da vida contemporânea?

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

  • Divulgação
    Os ideais de beleza física, para a mulher ou para o homem, são cultuados desde a Antiguidade. Na mitologia grega, Afrodite (Vênus, para os romanos) era um símbolo de beleza. A imagem representa essa personagem, em versão renascentista italiana. É o quadro “O nascimento de Vênus”, pintado por Sandro Botticelli, por volta de 1485.

Alergia, rejeição, infecção, necrose...

Um jovem de 18 anos morreu na noite deste sábado (25) em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) após injetar hidrogel no pênis, segundo a polícia. O caso suscita muitos questionamentos. O primeiro deles são os potenciais graves riscos do uso inadvertido desse produto, como já ficou demonstrado no episódio envolvendo a modelo Andressa Urach e da morte de uma mulher em Goiânia (GO). O hidrogel é formado 98% por água e absorvido pelo corpo após cerca de dois anos. Em tese, quando usado por médicos e em doses recomendadas, é seguro, mas frequentemente temos visto várias complicações associadas ao seu uso. Entre elas, alergia, rejeição, infecção e necrose dos tecidos.

Riscos X Vontade

Ser capaz de enfrentar qualquer sacrifício em favor da boa forma parece estar mais perto da realidade brasileira nos últimos tempos. As academias se proliferam pelas ruas das cidades, assim como salões de beleza com fórmulas mágicas de redução de medidas do corpo prometendo à mulher – e por que não ao homem também? - entrar naquele jeans tamanho 38, para ela. E vale também arriscar uma lipoaspiração e muitas pessoas estão recorrendo, embora a princípio a indicação deva ser exclusivamente para a boa saúde, à cirurgia bariátrica, a de redução de estômago, para ter aquele corpo que talvez nunca nem tivesse sonhado em ter. As próteses vêm sendo procuradas por uma camada cada vez mais jovem de pacientes. E de diferentes classes sociais. São alertados de todos os riscos, mas minimizados em favor da vontade.

Uma questão de bom senso

A busca pelo corpo perfeito leva muitas mulheres às clínicas especializadas em busca da remoção de gordura localizada, flacidez, celulite e rugas. Estes procedimentos, no entanto, estão se tornando cada vez mais invasivos. Por isso, especialistas recomendam bom senso. “Por influência das celebridades da TV, as pessoas estão banalizando a procura por esses tratamentos, exibindo corpos moldados por meio de cirurgias ou aplicações hormonais realizadas em momento inadequado", explica a dermatologista Camila Ciarleglio. "Muitas vezes, essas sessões são realizadas ilegalmente por supostos médicos, que oferecem resultados milagrosos a baixo preço utilizando produtos de péssima qualidade”, completa.

Ditadura da beleza

A “ditadura do corpo perfeito”, pregada a ferro e fogo pela sociedade, tem se transformado em armadilha para aqueles que acreditam que a felicidade está em músculos grandes, em corpos magros e sem gordura. Em busca da beleza escultural, homens e mulheres ingerem e injetam substâncias capazes de fazer milagres. Por um lado, deixam o corpo bonito, forte e aparentemente saudável em pouco tempo. Em contrapartida, os produtos cobram um preço alto por isso: funcionam como um tsunami interno no organismo, causando doenças graves e, em alguns casos, até a morte. Preocupados com o cenário que já se tornou uma obsessão global, muitos especialistas dizem tentar convencer as pessoas sobre os riscos que correm, mas o esforço, segundo contam, tem sido em vão, principalmente entre os jovens que buscam essa fórmula da beleza a qualquer custo.

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
De preferência, dê um título à sua redação.