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5 de novembro de 2015

EXERCÍCIOS DE REGÊNCIA (GABARITO NO FINAL)

EXERCÍCIOS DE REGÊNCIA (GABARITO NO FINAL)  

1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da língua: 
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. 
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. 
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. 
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. 
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido. 

2. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos, regidos ou não de preposição, que completam corretamente as frase abaixo: Os navios negreiros, ....... donos eram traficantes, foram revistados. Ninguém conhecia o traficante ....... o fazendeiro negociava. 
a) nos quais / que 
b) cujos / com quem 
c) que / cujo 
d) de cujos / com quem e) cujos / de quem 

3. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: 
a) Não ..... amo mais. / O filho não ..... obedecia. 
b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem. 
c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João. 
d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-..... felicidades. 
e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo. 

4. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição:
a) ávido / bom / inconseqüente 
b) indigno / odioso / perito 
c) leal / limpo / oneroso 
d) orgulhoso / rico / sedento 
e) oposto / pálido / sábio

5. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o, lhe. 
a) Não lhe agrada semelhante providência? 
b) A resposta do professor não o satisfez. 
c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas. 
d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com extrema dedicação. 
e) Vou visitar-lhe na próxima semana. 

6. (BB) Regência imprópria: 
a) Não o via desde o ano passado. 
b) Fomos à cidade pela manhã. 
c) Informou ao cliente que o aviso chegara. 
d) Respondeu à carta no mesmo dia. 
e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. 

7. (BB) Alternativa correta: 
a) Precisei de que fosses comigo. 
b) Avisei-lhe da mudança de horário. 
c) Imcumbiu-me para realizar o negócio. 
d) Recusei-me em fazer os exames. 
e) Convenceu-se nos erros cometidos. 

8. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: 
a) O cargo ....... aspiro depende de concurso. 
b) Eis a razão ....... não compareci. 
c) Rui é o orador ....... mais admiro. 
d) O jovem ....... te referiste foi reprovado. 
e) Ali está o abrigo ....... necessitamos. 

9. (UNIFIC) Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles ....... o diretor se referia. 
a) de que - que 
b) a cujos - cujos 
c) por que – que 
d) cujos - cujo 
e) a que - a que

10. (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ....... o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju, ....... coração bate de noite, no silêncio. 
A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: 
a) as quais / de cujo 
b) a que / no qual 
c) de que / o qual 
d) às quais / cujo 
e) que / em cujo 

11. (SANTA CASA) É tal a simplicidade ....... se reveste a redação desse documento, que ele não comporta as formalidades ....... demais. 
a) que – os 
b) de que - aos 
c) com que - para os 
d) em que - nos 
e) a que - dos 

12. (PUC-RS) Diferentes são os tratamentos ....... se pode submeter o texto literário. Sempre se deve aspirar, no entanto, ....... objetividade científica, fugindo ....... subjetivismo. 
a) à que, a, do 
b) que, a, ao 
c) à que, à, ao 
d) a que, a, do 
e) a que, à, ao 

13. (PUC-RS) Alguns demonstram verdadeira aversão ..... exames, porque nunca se empenharam o suficiente ..... utilização do tempo ..... dispunham para o estudo. 
a) com - pela - de que 
b) por - com - que 
c) a - na - que 
d) com - na - que 
e) a - na - de que 

14. (BB) "Ele não ..... viu". não cabe na frase: 
a) nos 
b) lhe 
c) me 
d) te 
e) o 

15. (BB) Emprego indevido de o: 
a) O irmão o abraçou. 
b) O irmão o encontrou. 
c) O irmão o atendeu. 
d) O irmão o obedeceu. 
e) O irmão o ouviu.

16. (UF-RS) Isso ..... autorizava ..... tomar a iniciativa. 
a) o - à 
b) lhe – de 
c) o - de 
d) o - a 
e) lhe - a 

17. (CESESP-PE) "... trepado numa rede afavelada cujas varandas serviam-lhe de divisórias do casebre". Em qual das alternativas o uso de cujo não está conforme a norma culta? 
a) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa. 
b) Rico é o livro cujas páginas há lições de vida. 
c) Naquela sociedade, havia um mito cuja memória não se apagava. 
d) Eis o poeta cujo valor exaltamos. 
e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar. 

18. (CESGRANRIO) Assinale a opção cuja lacuna não pode ser preenchida pela preposição entre parênteses: 
a) uma companheira desta, ..... cuja figura os mais velhos se comoviam. (com) 
b) uma companheira desta, ..... cuja figura já nos referimos anteriormente. (a) 
c) uma companheira desta, ..... cuja figura havia um ar de grande dama decadente. (em) 
d) uma companheira desta, ..... cuja figura andara todo o regimento apaixonado. (por) 
e) uma companheira desta, ..... cuja figura as crianças se assustavam. (de) 

19. (UF-PR) Assinale a alternativa que substitui corretamente as palavras sublinhadas: 
1. Assistimos à inauguração da piscina. 
2. O governo assiste os flagelados. 
3. Ele aspirava a uma posição de maior destaque. 
4. Ele aspirava o aroma das flores. 
5. O aluno obedece aos mestres. 
a) lhe, os, a ela, a ele, lhes 
b) a ela, os, a ela, o, lhe 
c) a ela, os, a, a ele, os 
d) a ela, a eles, lhe, lhe, lhes 
e) lhe, a eles, a ela, o, lhes 

20. (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: Toda comunidade, ..... aspirações e necessidades devem vincular-se os temas da pesquisa científica, possui uma cultura própria, ..... precisa ser preservada. 
a) cujas / de que 
b) a cujas / que 
c) cujas / pela qual 
d) cuja / que 
e) a cujas / de que 

21. (FUVEST) Assinale a alternativa gramaticalmente correta: 
a) Não tenham dúvidas que ele vencerá. 
b) O escravo ama e obedece o seu senhor. 
c) Prefiro estudar do que trabalhar. 
d) O livro que te referes é célebre. 
e) Se lhe disserem que não o respeito, enganam-no. 

22. (UF-UBERLÂNDIA) Assinale o período em que foi empregado o pronome relativo inadequado: 
a) O livro a que eu me refiro é Tarde da Noite. 
b) Ele é uma pessoa de cuja honestidade ninguém duvida. 
c) O livro em cujos dados nos apoiamos é este. 
d) A pessoa perante a qual comparecemos foi muito agradável. 
e) O moço de cujo lhe falei ontem é este. 

23. (PUC) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas abaixo: 
1. Veja bem estes olhos ....... se tem ouvido falar. 
2. Veja bem estes olhos ....... se dedicaram muitos versos. 
3. Veja bem estes olhos ....... brilho fala o poeta. 
4. Veja bem estes olhos ....... se extraem confissões e promessas. 
a) de que - a que - sobre o qual - dos quais 
b) que - que - sobre o qual - que 
c) sobre os quais - que - de que - de onde 
d) dos quais - aos quais - sobre cujo - dos quais 
e) em quais - aos quais - a cujo - que 

24. (SANTA CASA) São excelentes técnicos, ....... colaboração não podemos prescindir. 
a) cuja 
b) de cuja 
c) que a 
d) de que a 
e) dos quais a 

25. (FUVEST) Indique a alternativa correta: 
a) Preferia brincar do que trabalhar. 
b) Preferia mais brincar a trabalhar. 
c) Preferia brincar a trabalhar. 
d) Preferia brincar à trabalhar. 
e) Preferia mais brincar que trabalhar. 

26. (FUVEST) Destaque a frase em que o pronome relativo está empregado corretamente: 
a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar. 
b) Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. 
c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna. 
d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar meu quadro. 
e) Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude. 

27. (CESCEM) Sendo o carnaval uma das festas ..... mais gosto, achei preferível ir ao baile ..... viajar para a praia. 
a) que - à 
b) que - do que 
c) das quais - que 
d) de que - a 
e) de que - do que 

28. (CESCEM) Embora pobre e falto ..... recursos, foi fiel ..... ele, que ..... queria bem com igual constância. 
a) em - a - o 
b) em - para - o 
c) de - para - o 
d) de - a - lhe 
e) de - para - lhe 

29. (CESCEA) As palavras ansioso, contemporâneo e misericordioso regem, respectivamente, as preposições: 
a) em - de - para 
b) de - a - de 
c) por - com - de 
d) de - com - para com 
e) com - a - a 

30. (MACK) Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas do seguinte período: "Era um tique peculiar ..... cavalariço o de deixar caído, ..... canto da boca, o cachimbo vazio ..... fumo, enquanto alheio ..... tudo e solícito apenas ..... animais, prosseguia ..... seu serviço." 
a) ao - ao - de - a - com os - em 
b) do - no - em - de - dos - para 
c) para o - no - de - com - pelos - a 
d) ao - pelo - do - por - sobre - em 
e) do - para o - no - para - para com os - no 

31. (FMU) Observe o verbo que se repete: "aspirou o ar" e "aspirou à glória". Tal verbo: 
a) apresenta a mesma regência e o mesmo sentido nas duas orações 
b) embora apresente regências diferentes, ele tem sentido equivalente nas duas orações 
c) poderia vir regido de preposição também na primeira oração sem que se modificasse o sentido dela 
d) apresenta regência e sentidos diferentes nas duas orações 
e) embora tenha o mesmo sentido nas duas orações, ele apresenta regência diferente em cada uma delas 

32. (CESGRANRIO) Assinale o item em que a regência do verbo proceder contraria a norma culta da língua: 
a) O juiz procedeu ao julgamento. 
b) Não procede este argumento. 
c) Procedo um inquérito. 
d) Procedia de uma boa família. 
e) Procede-se cautelosamente em tais situações. 

33. (UM-SP) 
I - Certifiquei-o ............ que uma pessoa muito querida aniversaria neste mês; 
II - Lembre-se ............ que, baseada em caprichos, não obterá bons resultados; 
III - Cientificaram-lhe ............ que aquela imagem refletia a alvura de seu mundo interno. De acordo com a regência verbal, a preposição de cabe: 
a) nos períodos I e II 
b) apenas no período II 
c) nos períodos I e III
d) em nenhum dos três períodos 
e) nos três períodos 


34. (PUCC) Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada: O projeto, ............ realização sempre duvidara, exigiria toda a dedicação .......... fosse capaz. 
a) do qual a, que 
b) cuja a, da qual 
c) de cuja, de que 
d) que sua, de cuja 
e) cuja, a qual 

35. (UNIMEP-SP) Quando implicar tem sentido de "acarretar", "produzir como conseqüência", constrói-se a oração como objeto direto, como se vê em: 
a) Quando era pequeno, todos sempre implicavam comigo. 
b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas. 
c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro. 
d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos. 
e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores. 

36. (FMU) Assinale a única alternativa incorreta quanto à regência do verbo: 
a) Perdoou nosso atraso no imposto. 
b) Lembrou ao amigo que já era tarde. 
c) Moraram na rua da Paz. 
d) Meu amigo perdoou ao pai. 
e) Lembrou de todos os momentos felizes. 

37. (UF-PA) Assinale a alternativa que contém as respostas certas: 
I - Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família. 
II - Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro. 
III - Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde. 
IV - Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou. 
a) II - III - IV 
b) I - II - III 
c) I - III - IV 
d) I - III 
e) I - II 

38. (TTN) Há erro de regência no item: 
a) Algumas idéias vinham ao encontro das reivindicações dos funcionários, contentando-os, outras não. 
b) Todos aspiravam a uma promoção funcional, entretanto poucos se dedicavam àquele trabalho, por ser desgastante. 
c) Continuaram em silêncio, enquanto o relator procedia à leitura do texto final. 
d) No momento este Departamento não pode prescindir de seus serviços devido ao grande volume de trabalho. 
e) Informamos a V. Senhoria sobre os prazos de entrega das novas propostas, às quais devem ser respondidas com urgência. 

39. (FFCL SANTO ANDRÉ) Assinale a alternativa em que a regência verbal está correta: 
a) Prefiro mais a cidade que o campo. 
b) Chegamos finalmente em Santo André. 
c) Esta é a cidade que mais gosto. 
d) Assisti ao concerto de que você tanto gostou. 
e) Ainda não paguei o médico. 

40. (AMAN) Escolha, abaixo, a exata regência do verbo chamar: 
a) Chamamo-lo inteligente. 
b) Chamamo-lo de inteligente. 
c) Chamamos-lhe inteligente. 
d) Chamamos-lhe de inteligente. 
e) Todas as regências acima estão corretas. 

41. (UFF) Assinale a frase que apresenta um erro de regência verbal: 
a) Este autor tem idéias com que todos nós simpatizamos. 
b) Eis a ordem de que nos insurgimos. 
c) Aludiram a incidentes de que já ninguém se lembrava. 
d) Qual o cargo a que aspiras? 
e) Há fatos que nunca esquecemos. 

42. (CARLOS CHAGAS-BA) Quanto a amigos, prefiro João ....... Paulo, .......... quem sinto ............ simpatia. 
a) a, por, menos 
b) do que, por, menos 
c) a, para, menos 
d) do que, com, menos 
e) do que, para, menos 

43. (CARLOS CHAGAS-BA) O projeto ............ estão dando andamento é incompatível ............ tradições da firma. 
a) de que, com as 
b) a que, com as 
c) que, as 
d) à que, às 
e) que, com as 

44. (CARLOS CHAGAS-BA) Como não .......... vi, chamei o contínuo e mandei-.........., então, ......... . 
a) o - o - procurá-lo 
b) lhe - o - procurá-lo 
c) lhe - lhe - procurar-lhe 
d) o - ele - procurar-lhe 
e) lhe - lhe - procurá-lo 

45. (UF-PR) Preencha convenientemente as lacunas das frases seguintes, indicando o conjunto obtido: 
1. A planta ............ frutos são venenosos foi derrubada. 
2. O estado ............ capital nasci é este. 
3. O escritor ............ obra falei morreu ontem. 
4. Este é o livro ........... páginas sempre me referi. 
5. Este é o homem ............ causa lutei. 
a) em cuja, cuja, de cuja, a cuja, por cuja 
b) cujos, em cuja, de cuja, cujas, cuja 
c) cujos, em cuja, de cuja, a cujas, por cuja 
d) cujos, cujas, cuja, a cujas, por cuja 
e) cuja, em cuja, cuja, cujas, cuja 

46. (TTN) Considere o texto abaixo: 
- "Eu queria saber é quem está no aparelho. 
- Ah, sim. No aparelho não está ninguém. 
- Como não está, se você está me respondendo? 
- Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém. 
- Engraçadinho! Então, quem está ao aparelho? 
- Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo." 
(C. Drummond de Andrade) 

Marque o par de verbos com problema de regência idêntico ao do texto: 
a) Meditar um assunto - meditar sobre um assunto 
b) Sentar à mesa - sentar na mesa 
c) Estar em casa - estar na casa d) Assistir o doente - assistir ao doente 
e) Chamar o padre - chamar pelo padre 

47. (SANTA CASA) Assinale a alternativa correta quanto à regência: 
a) Fomos ao cinema e assistimos um filme. 
b) Prefiro mais trabalhar do que estudar. 
c) Iremos para o Rio de Janeiro nas próximas férias. 
d) Ele está curioso em saber a resposta. 
e) Ele aspira a um cargo de chefia. 

48. (SANTA CASA) Observe as frases seguintes: 
I - Pedro pagou os tomates. 
II - Pedro pagou o feirante. 
III - Pedro pagou os tomates ao feirante. 
Assinale a alternativa que teve considerações corretas sobre tais frases: 
a) Estão corretas apenas a I e II porque o verbo pagar é transitivo direto. 
b) A II está errada, porque pagar tem por objeto um nome de pessoa, é transitivo indireto (o certo seria "ao feirante"). 
c) Apenas a I está correta. 
d) A frase III é a única correta e pagar é transitivo direto nesta frase. 
e) Todas as frases estão construídas conforme as regras de regência do verbo pagar. 

49. (FUVEST) 
I - A arma ............ se feriu desapareceu. 
II - Estas são as pessoas ............ que lhe falei. 
III- Aqui está a foto ............ que me referi. 
IV - Encontrei um amigo de infância ............ nome não me lembrava. 
V- Passei por uma fazenda ............ se criavam búfalos. 
a) que, de que, à que, cujo, que 
b) com que, que, a que, cujo qual, onde 
c) com que, das quais, a que, de cujo, onde 
d) com a qual, de que, que, do qual, onde 
e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja 

50. (TTN) Assinale a alternativa incorreta quanto à regência: 
a) Creio que os trabalhadores estão muito conscientes de suas obrigações para com a Pátria. 
b) O filme a que me refiro aborda corajosamente a problemática dos direitos humanos. 
c)Esta nova adaptação teatral do grande romance não está agradando ao público; eu, porém, prefiro esta àquela. 
d) O trabalho inovador de Gláuber Rocha que lhe falei chama-se Deus e o Diabo na Terra do Sol. 
e) José crê que a classe operária está em condições de desempenhar um papel importante na condução dos problemas nacionais. 

51. (FUVEST) Indique a alternativa na qual a regência utilizada desobedece ao padrão da gramática normativa: 
a) Esta alternativa obedece o padrão da gramática normativa. 
b) Entretanto, não costuma haver distúrbios na fila. 
c) Jamais poderão existir tantos recursos para tantos planos. 
d) Só lhe faltou mandar-me embora de casa. 
e) Quando Lígia entrou, bateram onze horas no relógio da sala. 

52. (CESGRANRIO) A linguagem especial, ................. emprego se opõe o uso da comunidade, constitui um meio ................. os indivíduos de determinado grupo dispõem para satisfazer o desejo de auto-afirmação. 
a) a cujo, de que 
b) do qual, ao qual 
c) cujo, que d) o qual, a que 
e) de cujo, do qual 

53. (CESGRANRIO) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: "O controle biológico de pragas, ............ o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso ............ os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo." 
a) do qual, com que 
b) de que, que 
c) que, o qual 
d) ao qual, cujos 
e) a que, de que 

54. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que o verbo exige a mesma preposição que referir-se em "... a boneca de pano a que me referi": 
a) O homem .......... quem conversei há pouco. 
b) O livro .......... que lhe falei há pouco. 
c) A criança .......... quem aludi há pouco. 
d) O tema .......... que escrevi há pouco. 
e) A fazenda .......... que estive há pouco. 

55. (UFV-MG) Assinale a alternativa correta: 
a) Preferia antes morrer que fugir como covarde. 
b) A cortesia mandava obedecer os desejos da minha antiga dama. 
c) A legenda ficou, mas a lição esqueceu. 
d) O país inteiro simpatizou-se com esse princípio. 
e) Jesus perdoou o pecador. 

56. (FUMEG-MG) Com referência à regência do verbo assistir, todas as alternativas estão corretas, exceto em: 
a) Assistimos ontem um belo filme na televisão. 
b) Os médicos assistiram os doentes durante a guerra. 
c) O técnico assistiu os jogadores no treino. 
d) Assistiremos amanhã a uma missa de sétimo dia. 
e) Machado de Assis assistia em Botafogo. 

57. (UEPG-PR) A alternativa incorreta de acordo com a gramática da língua culta é: 
a) Obedeça o regulamento. 
b) Custa crer que eles brigaram. 
c) Aspiro o ar da montanha. 
d) Prefiro passear a ver televisão. 
e) O caçador visou o alvo. 

58. (UFPEL-RS) A frase que não apresenta problema(s) de regência, levando-se em consideração a língua escrita, é: 
a) Preferiu sair antes do que ficar até o fim da peça. 
b) O cargo a que todos visavam já foi preenchido. 
c) Lembrou de que precisava voltar ao trabalho. 
d) As informações que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso. 
e) Não tenho dúvidas que ele chegará breve. 

59. (CFET-PR) Assinale a alternativa que apresenta incorreção quanto à regência: 
a) Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para vencer. 
b) Ele preferiu pudim a groselha. 
c) O esporte de que gosto não é praticado no meu colégio. 
d) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada. 
e) Não digo com quem eu simpatizei, pois não lhe interessa. 

60. (ITA) Assinale a alternativa correta: 
a) Antes prefiro aspirar uma posição honesta que ficar aqui. 
b) Prefiro aspirar uma posição honesta que ficar aqui. 
c) Prefiro aspirar a uma posição honesta que ficar aqui. 
d) Prefiro antes aspirar a uma posição honesta que ficar aqui. 
e) Prefiro aspirar a uma posição honesta a ficar aqui. 

61. (FESP) Sua avidez ............ lucros, ............ riquezas, não era compatível ............ seus sentimentos de amor ............ próximo. 
a) por, por, em, do 
b) de, de, com, para o 
c) de, de, por, para com o 
d) para, para, de, pelo 
e) por, por, com, ao 

62. (UM-SP) Em qual das alternativas ocorre erro de regência verbal? 
a) Esqueceu-me o desejo discreto de conhecer as coisas do coração. 
b) Lembrou-me a inusitada transformação por que passa a universidade brasileira. 
c) Prefiro os casos que a inteligência discute a formas tecnocráticas da resolução dos problemas. 
d) Aqui se jogam as sementes para informar-lhes de que a cultura não deve ser acadêmica. 
e) Procede-se com brandura quando querem detectar falhas no relacionamento humano. 

63. (UM-SP) Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal: 
a) Ele custará muito para me entender. 
b) Hei de querer-lhe como se fosse minha filha. 
c) Em todos os recantos do sítio, as crianças sentem-se felizes, porque aspiram o ar puro. 
d) O presidente assiste em Brasília há quatro anos. 
e) Chamei-lhe sábio, pois sempre soube decifrar os enigmas da vida. 

64. (PUC-RS) Obedeça-............, estime-............ e sempre que precisar .......... . 
a) os, os, recorra a eles 
b) lhes, os, recorra a eles 
c) lhes, lhe, recorra-lhes 
d) os, lhes, recorra-lhes 
e) os, lhes, recorra a eles 

65. (GAMA FILHO) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas da frase: "As mulheres, .......... olhos as lágrimas caíam, assistiram a uma cena .......... não gostavam." 
a) cujos - que 
b) em cujos - que 
c) de cujos - de que 
d) cujos - de que 
e) de cujos - que 

66. (BB) Opção que completa corretamente os claros: Obedeceu ..... instruções ..... tratam as normas. 
a) a, que 
b) às, que 
c) as, de que 
d) à, de que 
e) às, de que 


67. (BB) Complete corretamente o texto: Em atenção ............ sua carta, envio-lhe o pedido. 
1. à 2. a 3. de 4. com 5. para 
a) 5 e 1 
b) 2 e 4 
c) 3 e 1 
d) 4 e 5 
e) 1 e 2 

68. (BB) Única frase com regência verbal incorreta: 
a) Trata-se do ideal a que me referi. 
b) As leis que carecemos são outras. 
c) Encerrou-se o inquérito a que se procedeu. 
d) São justas as punições de que se queixam? 
e) Empenhemo-nos em produzir mais. 

69. (BB) Opção incorreta: 
a) Prefiro ganhar a perder. 
b) Esqueceram-se de tudo. 
c) Há muito que não o vejo. 
d) Assisti a um filme. 
e) Eu lhe estimo muito. 

70. (TRT) Assinale a alternativa que completa convenientemente as lacunas abaixo: 
I - Certifiquei ............ de que o prazo esgotara-se. 
II - Recebi ............ em meu escritório. 
III - Informo ............ que as notas fiscais estão rasuradas. 
IV - Avisei ............ de que tudo fora resolvido. 
a) o - o - lhe - o 
b) o - o - o - o 
c) lhe - lhe - lhe - o 
d) o - lhe - lhe - o 
e) lhe - lhe - o - o 

71. (TTN) Assinale o trecho que apresenta sintaxe de regência correta: 
a) A rigorosa seca que assola os estados do Nordeste impede que essa região desenvolva e atinja os níveis de crescimento sócio-econômicos desejados. 
b) Se o Brasil tornasse independente dos empréstimos externos, poderia voltar a crescer no mesmo ritmo de desenvolvimento das décadas anteriores. 
c) Surpreende-nos o fato de o Estado de São Paulo, que muito se difere do sul do país, ter engrossado as estatísticas favoráveis à criação de um Brasil do sul. 
d) É reducionista atribuirmos apenas à seca a razão que leva a população do norte e nordeste a se migrar para o sul. 
e) A pretendida separação que pleiteiam os estados do sul acarretará, se vier a se concretizar, a perda da identidade nacional. 

72. (BANESPA) Assinale a alternativa em que o pronome relativo está empregado corretamente: 
a) Aqui está o dinheiro de que te prometera. 
b) Preciso de um livro, sem o cujo não poderei fazer a prova. 
c) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar. 
d) Voltou à terra em que nasceu. 
e) Aquele é o homem que me referi. 

73. (BANESPA) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do período ao lado: "Não nos interessa .......... eles vêm, .......... moram, nem .......... pretendem ir." 
a) donde - onde - aonde 
b) aonde - onde - aonde 
c) donde - aonde - aonde 
d) de onde - aonde - onde 
e) donde - aonde - onde 

74. (BANESPA) Assinale a alternativa em que a regência verbal é incorreta: 
a) É saudável aspirar o ar da manhã. 
b) Concentrei-me, visei o alvo ... e errei. 
c) Informe a ele que o trem já partiu. 
d) Os torcedores assistiram um grande jogo de futebol. 
e) Chegou cedo a casa, e logo dormiu. 

75. (ESAF) Observe as palavras sublinhadas e indique a frase que apresenta regência nominal correta: 
a) Por ser muito estudioso, ele tinha grande amor a seus livros. 
b) Havia muitos anos que não via o filho, por isso estava ansioso em vê-lo. 
c) Alheio para com o julgamento, o réu permanecia calado. 
d) Coitado! Foi preso porque era suspeito por um crime que não cometeu. 
e) Tínhamos o propósito em dizer toda a verdade, mas nos impediram de fazê-lo. 

76. (ESAF) A frase que apresenta erro de regência do verbo ASSISTIR é: 
a) Não fui ver o filme, embora quisesse assistir-lhe. 
b) Não lhe assiste o direito de humilhar ninguém. 
c) Ele assiste às aulas sempre com muita serenidade. 
d) Aqueles médicos assistem os doentes com dedicação. 
e) Assistiu aos jogos da Seleção sem nenhum entusiasmo. 

77. (ESAF) Observe, nos períodos abaixo, a regência dos verbos e dos nomes: 
a) As constantes faltas ao trabalho implicaram a sua demissão. 
b) Procederemos à abertura do inquérito. 
c) O cargo a que aspiramos é disputado por todos. 
d) Prefiro mais estudar do que trabalhar. 
e) Sua atitude é incompatível ao ambiente. 
Assinale a seqüência que corresponde aos períodos corretos: 
a) I, II e IV 
b) II, III e IV 
c) II, IV e V 
d) I, II e III 
e) I, III e IV 

78. (CARLOS CHAGAS) Preveniu- .... logo .... perigos que .... ameaçavam. 
a) lhe - dos - o 
b) o - face os - lhe 
c) lhe - face os - o 
d) o - dos - o 
e) lhe - dos - lhe 

79. (CARLOS CHAGAS) O funcionário ...... ele se referiu é pessoa ...... se pode confiar. 
a) que - da qual 
b) a que – quem 
c) a quem - em que 
d) do qual - que 
e) o qual - em que 

80. (FUVEST) Assinale a alternativa que preencha corretamente os espaços. Posso informar ..... senhores ..... ninguém, na reunião, ousou aludir ..... tão delicado assunto. 
a) aos - de que - o 
b) aos - de que - ao 
c) aos - que - à 
d) os - que - à 
e) os - de que - a 

81. (CEET) Assinale a alternativa que apresenta erro: 
a) Esqueci o nome dele. 
b) Esqueci de meu irmão. 
c) Esqueceu-me o nome dele. 
d) Nunca me esqueceu esse fenômeno. 
e) Esqueci-me do nome dele. 

82. (AFTN) Assinale a única frase cuja lacuna não deve ser preenchida por um pronome relativo preposicionado: 
a) O relator da emenda constitucional apresentou proposições ..... todos simpatizavam. 
b) Recordaram com carinho a ponte ..... trocaram o primeiro beijo. 
c) Fui ver hoje o filme ..... mais gosto. 
d) Guimarães Rosa é o escritor brasileiro ..... mais gosto. 
e) Esta é a região ......... fronteira agrícola deve ser aplicada. 

83. (MACK) Indique a alternativa correta: 
a) Prefiro correr do que nadar. 
b) Prefiro mais correr que nadar. 
c) Prefiro mais correr a nadar. 
d) Prefiro correr a nadar. 
e) Prefiro correr à nadar. 

84. (FATEC) Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases abaixo: 
1. Não foi essa a pessoa ............ aludi. 
2. Há certos acontecimentos ............ nunca nos esquecemos. 
3. Itaipu foi uma das obras ............ construção mais se comprometeu o orçamento nacional. 
4. A conclusão ............ chegou não tem o menor fundamento. 
5. O conferencista, ............ conhecimentos desconfiávamos, foi infeliz em suas colocações. 
a) à qual de que em cuja a que de cujos 
b) à que que cuja à que em cujos 
c) a qual dos quais com cuja a qual dos quais 
d) a quem que em cuja à qual em cujos 
e) a que de que cuja à que de cujos 

85. (FATEC) Aponte a alternativa incorreta quanto à regência nominal: 
a) Este caso é análogo ao que foi discutido ontem. 
b) É preferível remodelar o antigo projeto a contratar um novo projeto. 
c) Foi reintegrado no Ministério que ocupava. 
d) Pretendemos estar presentes na reunião. 
e) Sua situação profissional é caracterizada pelo interesse de projetar-se a qualquer custo. 

86. (TRE-SP) Convenceram-..... .......... contrário. 
a) no – do 
b) lhe - do 
c) no - o 
d) lhe - o 
e) lhe - ao 

87. (TRE-SP) O auxiliar judiciário, .......... méritos não se discutem, merece confiança. 
a) de cujos 
b) em cujos 
c) cujos 
d) cujos os 
e) por cujos 

88. (TRE-MT) Há erro de regência verbal, de acordo com a norma culta, em: 
a) O informante não precisou do dinheiro ganho. 
b) Eles se referiram sobre o outro governo. 
c) Todos preferiram o elogio à censura. 
d) Eis o ponto de que discordo. 
e) Seu telefone não atende às chamadas. 

89. (TRE-MT) 
I - O livro ..................... me refiro não está traduzido. 
II - Os candidatos ............... cartões foram extraviados, poderão fazer a prova.
Os termos que completam, respectivamente, as lacunas das frases acima são: 
a) que - cujos os 
b) ao qual - dos quais 
c) onde - cujos 
d) a que - cujos 
e) que - dos quais 

90. (TRE-MG) Observe a regência dos verbos das frases reescritas nos itens a seguir: 
I - Chamaremos os inimigos de hipócritas. Chamaremos aos inimigos de hipócritas; 
II - Informei-lhe o meu desprezo por tudo. Informei-lhe do meu desprezo por tudo; 
III - O funcionário esqueceu o importante acontecimento. O funcionário esqueceu-se o importante acontecimento. A frase reescrita está com a regência correta em: 
a) I apenas 
b) II apenas 
c) III apenas 
d) I e III apenas 
e) I, II e III 

91. (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo ..... alude o autor se faz presente ainda hoje nos países ..... terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam-se corretamente as lacunas da sentença acima com: 
a) a qual / cujas 
b) a que / em cujas 
c) à qual / em cuja as 
d) o qual / por cujas 
e) ao qual / cuja as 

92. (TRE-RJ) "porque implica em cobrar o tempo" / porque implica cobrar o tempo. A construção do verbo implicar com a preposição em resulta, provavelmente, de um cruzamento sintático com verbo sinônimo (importar), sendo considerada errônea por alguns gramáticos. A alternativa em que há erro de regência na segunda das sentenças é: 
a) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto.
b) Esquecemos facilmente o belo arrazoado aquiniano. / Esquecemo-nos facilmente do belo arrazoado aquiniano. 
c) Queremos informar-lhes que nossos juros são baixos. / Queremos informá-los de que nossos juros são baixos. 
d) Ainda nos lembramos da belíssima aula de filosofia tomista. / Ainda nos lembra a belíssima aula de filosofia tomista. 
e) Se cobrar juros é pecado, chamamos de pecadores todos os banqueiros... / Se cobrar juros é pecado, chamamos pecadores a todos os banqueiros. 

93. (TRE-RO) 
I - Pé-de-Meia é cabo eleitoral ....... mostra serviço; 
II - O homem ....... te referiste é alistador de gente. 
III - Eis os documentos ....... necessitamos para o registro do candidato. A opção que completa corretamente as frases é: 
a) que / o qual / os quais 
b) que / o qual / de que 
c) que / a que / de que 
d) a que / a que / que 
e) cujo / a que / que 

94. (TRE-MT) A lacuna da frase "A situação ....... aspiro começou a se delinear" é preenchida, de acordo com a norma culta, por: 
a) onde 
b) cujo 
c) a que 
d) que 
e) a qual 

95. (TRE-MG) A preposição nos parênteses não preenche corretamente a lacuna do período em: 
a) O perigo .......... o qual informaram a mulher era conhecido de quase todos. (sobre) 
b) A menina .......... que ele deparou trouxe-lhe muita esperança. (com) 
c) O triste acontecimento .......... que lembramos esclareceu a verdade. (de) 
d) O jovem .......... que chamamos de imprudente saiu às pressas. (a) 
e) A verdade ......... que ansiávamos surgiria a qualquer momento. (por) 

96. (IBGE) Assinale a opção correta quanto à regência: 
a) Os autores fazem referências desabonadoras as características do brasileiro. 
b) A atenção à modernidade é indispensável àqueles comentários. 
c) As pessoas são críticas no tocante as virtudes que possuem. 
d) Os entrevistados se põem a responder as perguntas feitas. 
e) Será pedida à entrevistada àquela resposta relativa a profissão. 

97. (ETF-SP) ............ você estima o orçamento ............ solicitei? 
a) Quanto - em que lhe 
b) Quanto - por que lhe 
c) Em quanto - que lhe 
d) Em quanto - de que o 
e) Em quanto - que o 

98. (MACK) Visando ..... objetivo, visou ..... cheque e retirou-se. De acordo com a regência do verbo visar, o preenchimento adequado das lacunas seria: 
a) o - ao 
b) a - ao 
c) ao - o 
d) ao - ao 
e) o - o 

99. (PUC) Assinale a alternativa que preencha, pela ordem, corretamente, às lacunas: 
1. A aurora é o terceiro tom .......... fala o poeta. 
2. A aurora é o terceiro tom .......... se refere o poeta. 
3. A aurora é o terceiro tom .......... propõe o poeta. 
4. A aurora é o terceiro tom ........... faz menção o poeta. 
a) de que, a que, a que, que 
b) que, a que, que, a que 
c) de que, a que, que, a que 
d) a que, a que, que, que 
e) de que, que, de que, a que 

100. (TTN) Marque a alternativa incorreta quanto à regência verbal: 
a) Na verdade, não simpatizo com suas idéias inovadoras. 
b) Para trabalhar, muitos preferem a empresa privada ao serviço público. 
c) Lamentavelmente, não conheço a lei que te referes. 
d) Existem muitos meios a que podemos recorrer neste caso. 
e) Se todos chegam à mesma conclusão, devem estar certos. 


Respostas: 

1 - D 21 - E 41 - B 61 - E 81 - B 
2 -D 22 - E 42 - A 62 - D 82 - E 
3 - C 23 - D 43 - B 63 - A 83 - D 
4 - D 24 - B 44 - A 64 - B 84 - A 
5 - E 25 - C 45 - C 65 - C 85 - D 
6 - E 26 - A 46 - B 66 - E 86 - A 
7 - A 27 - D 47 - E 67 - E 87 - C 
8 - E 28 - D 48 - B 68 - B 88 - B 
9 - E 29 - C 49 - C 69 - E 89 - D 
10 - D 30 - A 50 - D 70 - A 90 - D 
11 - B 31 - D 51 - A 71 - E 91 - A 
12 - E 32 - C 52 - A 72 - C 92 - A 
13 - E 33 - A 53 - E 73 - A 93 - C 
14 - B 34 - C 54 - C 74 - D 94 - C 
15 - D 35 - E 55 - C 75 - A 95 - C 
16 - D 36 - E 56 - A 76 - A 96 - B 
17 - B 37 - A 57 - A 77 - D 97 - C 
18 - E 38 - E 58 - B 78 - D 98 - C 
19 - B 39 - D 59 - A 79 - C 99 - C 
20 - B 40 - E 60 - E 80 - E 100 - C

Contradição na Matriz de Referência da Redação do Enem


O Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – é um exame que integra habilidades; por exemplo, na sua proposta de redação, o candidato precisa ler e compreender a tarefa para executá-la, isto é, para escrever uma dissertação-argumentativa e, deste modo, o desempenho em uma habilidade interfere no desempenho de outra habilidade, ou seja, caso o candidato não leia e não compreenda, adequadamente, a proposta de redação como um todo, possivelmente não irá escrever o texto da maneira exigida pelo exame.
Como cada proposta de produção textual integra habilidades de formas diferentes, o candidato pode ter uma nota em determinada edição do Enem e uma outra nota (mais alta ou mais baixa) em outra edição do exame; o mesmo ocorre em vestibulares que possuem duas propostas de redação, como o da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas: o candidato não terá, necessariamente, notas semelhantes em ambos os textos. Assim sendo, não é apenas o tema da proposta de redação do Enem que influencia no desempenho do candidato, mas sim todo o conjunto da prova de produção textual (coletânea de textos motivadores, enunciado e recorte temático).
O Enem, em termos de produção textual, avalia cinco competências que estão detalhadas na Matriz de Referênciaque, por sua vez, serve de base para a grade de correção da proposta de redação, divulgada apenas entre os corretores, obviamente, por questões de sigilo. Como nenhum exame é perfeito, notamos algumas contradições entre as instruções contidas nos enunciados das propostas de redação e as competências da Matriz de Referência que podem interferir no desempenho dos candidatos, já que estávamos falando também em habilidades.
Vejamos, primeiramente, o enunciado da proposta de redação do Enem que, aliás, é sempre o mesmo, mudando apenas o tema da prova:
Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema _______________ , apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
O enunciado deixa claro que o candidato deve levar em consideração os textos motivadores da coletânea textual e ordena, já que usa o tempo verbal imperativo, que o mesmo selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Porém, por outro lado, as instruções expostas no fim da proposta alertam que o texto que apresentar cópias, parciais ou integrais, dos textos da proposta de redação terá o número de linhas copiadas desconsideradas para efeito de correção e, por isso, muitos candidatos ficam em dúvida sobre como aproveitar os textos motivadores em suas dissertações-argumentativas, já que não fica claro se paráfrases são permitidas, por exemplo.
Ao ordenar que o candidato selecione, organize e relacione argumentos e fatos, o enunciado refere-se à coletânea de textos motivadores e como o candidato fará isso sem aproveitá-los? Obviamente que o “copiar e colar” não é indicado, mas para tanto essas instruções deveriam ser mudadas, pois argumentos, na verdade, devem ser construídos e/ou elaborados para sim, posteriormente, serem defendidos. Além disso, na Matriz de Referência, neste referida competência, na descrição ainda está escrito “interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos”, ou seja, dados contidos e apresentados nos e pelos textos motivadores. Portanto, do modo como está posto, não está claro como os textos motivadores podem ser aproveitados e explorados pelos candidatos.
Seria fundamental que a banca elaboradora do Enem revisse a escrita do descritor da terceira competência, do enunciado e das instruções acerca da proibição das cópias, já que há, claramente, há uma contradição nesta questão.

4 de novembro de 2015

Entenda os Conceitos de Gramática Normativa e Descritiva


Na escola, estudamos gramática. Não é comum ouvirmos falar em “gramáticas”, mas a verdade é que existe, sim, mais do que uma! Já ouviu falar em gramática normativa e gramática descritiva? Vamos ver quem são elas e quais as diferenças que as caracterizam.
Antes, confira um trecho da obra Sítio do Picapau Amarelo, do Monteiro Lobato, para introduzir tal discussão.
“Pilhei a senhora num erro!”, gritou Narizinho. “A senhora disse: ‘Deixe estar que já te curo!’ Começou com o Você e acabou com o Tu, coisa que os gramáticos não admitem. O ‘te’ é do ‘Tu’, não é do ‘Você'”…
“E como queria que eu dissesse, minha filha?”
“Para estar bem com a gramática, a senhora devia dizer: ‘Deixa estar que já te curo’.”
“Muito bem. Gramaticalmente é assim, mas na prática não é. Quando falamos naturalmente, o que nos sai da boca é ora o você, ora o tu; e as frases ficam muito mais jeitosinhas quando há essa combinação do você e do tu. Não acha?”
“Acho, sim, vovó, e é como falo. Mas a gramática…”
“A gramática, minha filha, é uma criada da língua e não uma dona. O dono da língua somos nós, o povo; e a gramática – o que tem a fazer é, humildemente, ir registrando o nosso modo de falar. Quem manda é o uso geral e não a gramática. Se todos nós começarmos a usar o tu e o você misturados, a gramática só tem uma coisa a fazer…”
“Eu sei o que é que ela tem a fazer, vovó!”, gritou Pedrinho. “É pôr o rabo entre as pernas e murchar as orelhas…”
Dona Benta aprovou. (…)
(Monteiro Lobato. Obra Completa. “Fábulas”, São Paulo, Editora Brasiliense)
No trecho, podemos analisar duas definições de gramática. A primeira é a que Narizinho diz que não admite certo tipo de fala e considera-o um erro. A segunda é a que Dona Benta diz que deve se adequar aos falantes. Pois bem, a gramática de Narizinho é a gramática normativa; a de Dona Benta, a gramática descritiva.
Normativo vem de norma. Isso é, a gramática normativa é aquela que aprendemos na escola como sendo a norma culta da Língua, e é utilizada na modalidade escrita formal.
Já a gramática descritiva tem como preocupação registrar a língua como ela realmente é falada. Isso não significa que ela não tenha regras ou que seja errada. Não existe linguagem certa ou errada. Existem erros dentro de uma certa convenção linguística, o que é diferente.
Como Dona Benta sugere, a língua sofre modificações em sua fala de acordo com o tempo e contexto social em que vivemos. E realmente, a gramática normativa tende a ir se modificando e se adequando à linguagem descritiva. A função da gramática descritiva é identificar todas as formas de expressão existentes e compreender quando, onde e por quem são produzidas, ou seja, realizar um estudo sociolinguístico.
O importante, para nós falantes e escritores, é identificar o contexto de nossas falas e registros para saber quando devemos usar a gramática normativa ou a descritiva.

Veja Nossas Dicas Para Ajudar na Sua Escolha Profissional


Passado o Enem, as preocupações se tornam outras, não é mesmo? Muitos estudantes prestaram o exame, conferiram ogabarito oficial e agora aguardam (ansiosamente!) as notas, que já estão confirmadas para saírem em janeiro.
Mesmo com tudo isso, há muitos que ainda não decidiram ou estão confusos sobre qual curso, e profissão, pretendem seguir. Se você está nessa situação, confira as dicas abaixo!
  • Faça testes vocacionais;
  • Leia sobre os cursos;
  • Visite feiras de profissões ofertadas pelas faculdades;
  • Leia o projeto pedagógico dos cursos de seu interesse;
  • Veja a grade curricular dos cursos de seu interesse, ou seja, as matérias do curso;
  • Converse com estudantes dos cursos;
  • Converse com profissionais dos cursos e, se possível, acompanhe um dia de sua rotina de trabalho;
  • Pesquise e conheça os tipos de graduações: tecnológico, bacharelado e licenciatura;
  • Reflita sobre os locais de trabalho de cada profissão: indústria, banco, escolas, universidades, laboratório, campo etc.
Muitas vezes, os estudantes desistem da faculdade ou trocam de curso por perceberem que não tem afinidade com aquilo. Por isso, busque sempre conciliar seus interesses na área de estudo (as disciplinas que envolvem aquela profissão) com a forma e o local de atuação depois de formado.
Algumas universidades permitem, com autorização, que não-alunos assistam algumas aulas como visitantes. Se for possível, visite esses locais e se informe sobre isso. Ter contato antecipadamente com as aulas e com o ambiente pode ser uma ótima forma de identificar a familiaridade com o curso.
Aproveite o período para se descobrir! Mais do que a profissão, esse deve ser um tempo de busca de identidade e amadurecimento. Divirta-se com suas opções de mundo e boa sorte na escolha

2 de novembro de 2015

Resolva

  • Não foram os americanos que inventaram o shopping center". A forma de reescrever-se essa frase do texto que corresponde à estrutura significativa da frase original é
  • a) Os americanos não foram os que inventaram o shopping center.
    b) Os americanos não foram os inventores do shopping center.
    c) O shopping center não tinha sido inventado pelos americanos.
    d) Não foram os americanos quem inventaram o shopping center.
    e) O shopping center, quem o inventou não foram os americanos.
  • Resposta c

Concurso Banrisul

  • “Não vendo a onça bulir, aproximou-se, cutucou-a com o
    cabo do chicote (...)” (linhas 23 e 24)

    No trecho acima, qual a classe gramatical do vocábulo
    destacado?
  • a) Artigo.
    b) Pronome.
    c) Conjunção.
    d) Preposição.
    e) Substantivo  Resposta b

Concurso Banrisul

  • Trânsito também é coisa de mulher!
         Para os habitantes dos grandes centros urbanos,
    hoje, falar sobre trânsito é quase tão comum quanto falar
    sobre o tempo: todo mundo olha para o céu e arrisca uma
    previsão. Conviver com congestionamentos, acidentes,
    desrespeito e mortes no trânsito já parece familiar para boa
    parte da população. Todavia, um olhar mais atento desperta
    para alguns detalhes que não podem passar despercebidos
    neste dia internacional da mulher.
         O trânsito é basicamente composto por motoristas e
    pedestres. Na dinâmica do dia a dia, homens e mulheres
    compartilham este espaço público, notadamente mais
    masculino do que feminino. A quantidade de homens
    habilitados no Rio de Janeiro supera a quantidade de
    mulheres. Segundo dados do DENATRAN/RJ, 73% dos
    habilitados no estado são homens, contra 27% de mulheres.
         Entretanto, os contrastes entre motoristas homens e
    mulheres vão muito além dos números. A relação do homem
    com o automóvel é intensa e construída desde a infância: da
    decoração do quartinho do bebê com motivos de automóveis
    aos carros de brinquedo e games de corrida, presentes
    constantes nas datas festivas. Às meninas, até passado
    recente, ainda eram reservadas apenas as bonecas e
    panelinhas. Hoje, com o advento dos brinquedos eletrônicos a
    situação mudou um pouco, mas mesmo assim, ainda
    prevalecem temas “de menina”. Ou seja, enquanto os
    homens são preparados para serem motoristas, as mulheres
    são induzidas para outras funções – principalmente as
    domésticas – sem que a elas sejam oferecidas escolhas
    diferentes no que diz respeito à sua relação com o carro e com
    seu futuro como provável motorista.
          O automóvel hoje tem uma representação
    fortemente identificada com a figura masculina. Vigor e
    potência do automóvel, somados à velocidade, passam a ser
    encarados como a própria expressão do poder na
    contemporaneidade. A socialização dos homens para o
    automóvel é antiga e simbolicamente pode ser comparada ao
    que representavam os cavalos para os senhores feudais na
    cultura medieval: eram eles o signo da virilidade. Mesmo hoje,
    apesar de todas as lutas e conquistas obtidas pelas mulheres
    emdiversos campos, esta lógica continua a se reproduzir.
          No trânsito é comum nós, mulheres, ouvirmos frases
    pouco elogiosas a respeito de nossa capacidade de conduzir
    automóveis: a primeira delas e talvez a mais abrangente seja
    a exclamação “tinha que ser mulher!”. Outra pérola que
    ouvimos, mas já um pouco fora de moda, é “lugar de mulher é
    na cozinha!”. Penso que o conteúdo destas frases ditas no
    calor da emoção das situações tensas de trânsito –
    congestionamentos ou acidentes – demonstra o quanto o
    fator gênero ainda é motivo de todo tipo de preconceito,
    principalmente quando as mulheres “invadem” nichos de
    mercado anteriormente reservados aos homens, como as
    funções que envolvem a condução de veículos.
          As companhias seguradoras, baseadas em
    estatísticas que demonstram que mulheres dirigem de forma
    mais cuidadosa e envolvem-se menos em acidentes,
    oferecem, na contratação de seguros, bons descontos se o
    carro pertencer a uma mulher e ela for a principal motorista.
    Ou seja, pela visão de negócios das seguradoras, os fatos
    negam o histórico preconceito quanto à competência da
    mulher motorista.
          Mas nem tudo está perdido. Os avanços da
    legislação de trânsito, traduzido em sua maior expressão pela
    Lei de Tolerância Zero de Álcool ao Volante, também veio
    salvar a mulher das reservas de muitos homens a deixá-las
    dirigir o seu “querido carrinho”. É que hoje as mulheres
    representam o maior “Amigo da Vez” quando o assunto é
    voltar para casa de carro depois da cervejinha. É a
    solidariedade, o altruísmo feminino e a natural vocação para a
    paz e a harmonia que falam mais alto e nos deixam bebendo
    refrigerante e água para que levemos nossos amigos,
    amigas, companheiros ou filhos em segurança de volta para
    casa.
          O curioso desta estória toda é que mesmo assim o
    preconceito não acaba: há quem ande dizendo por aí que a
    culpa disto tudo é do próprio álcool. Só mesmo estando
    bêbado para deixar a mulher dirigir!!!
         Por todos esses motivos, neste mês de março
    quando se comemora O Dia Internacional da Mulher, vamos
    celebrar todas as nossas conquistas com alarde e galhardia e
    celebrar também o sucesso da Lei Seca, que com a nossa
    ajuda está salvando muitas vidas e provando que, cada vez
    mais, o trânsito também é coisa de mulher!
    .
  • Em “Todavia , um olhar mais atento desperta para alguns detalhes que não podem passar despercebidos neste dia internacional da mulher.”, o elemento de coesão, grifado no trecho, expressa:
  • a) explicação.
    b) alternância.
    c) conclusão.
    d) adição.
    e) contraste Resposta e

Concurso Banrisul

  • Das palavras extraídas do texto, indique aquela que destoa das demais quanto ao processo de formação pelo qual foi constituída.
  • a) perigoso.
    b) motorista.
    c) velocidade.
    d) imprudente.
    e) responsabilidade.  Resposta d

Concurso Banrisul

  • O auge da vida democrática é o momento do voto. A democracia, regime em que a maioria escolhe os governantes, é também o regime da igualdade, em que todos têm o mesmo valor, sejam ricos ou pobres, integrados ou excluídos. Por isso, tenho sustentado que ela é o regime mais ético que existe. Melhor dizendo, é o único regime que hoje podemos considerar ético. As formas de governo que a teoria antigamente chamava de monarquia ou aristocracia, considerando-as legítimas, atualmente apenas podem ser chamadas de ditaduras. Uma ditadura, em nossos dias, é ilegítima. Só a democracia é legítima.
          [...]
          O mínimo, numa democracia, é ter dois lados opostos, divergentes, mas, respeitados. Porém, se eu aplicar o modelo da Ética à Política, entenderei que um lado é o bem, e o outro, o mal; e portanto, tentarei impedir “o mal” até mesmo de concorrer. Assim, foi a perseguição ao comunismo, no Brasil, mesmo quando não tínhamos uma ditadura escancarada. Assim foi a perseguição aos partidos liberais nos regimes comunistas. [...]
          Há saída? O mais óbvio é: a Ética é um pré-requisito. Queremos, de todos os candidatos, que sejam honestos. Que não sejam antiéticos. E, entre os postulantes decentes, optaremos por critérios políticos. [...] É preciso grandeza de espírito para sair dessa incapacidade de pensar o que desejamos construir. Porque propor a Política é formular o futuro.
    (Ribeiro, Renato Janine. Filosofia. Setembro de 2012. Adaptado.)
  • Analise os trechos em destaque.

    I “... em que todos têm o mesmo valor, sejam ricos ou pobres, integrados ou excluídos.”
    II. “Uma ditadura, em nossos dias, é ilegítima. Só a democracia é legítima.”
    III. “O mínimo, numa democracia, é ter dois lados opostos, divergentes, mas, respeitados.”
    IV. “Porém, se eu aplicar o modelo da Ética à Política, entenderei que um lado é o bem, e o outro, o mal;...”

    Uma relação de oposição, estabelecida por palavras e/ou ideias, pode ser verificada em
  • a) I, II, III e IV.
    b) I e II, apenas.
    c) II e III, apenas.
    d) I, II e III, apenas.
    e) I, III e IV, apenas                  Resposta a

Concurso Banrisul

  • TEXTO 3 – A FAMÍLIA MUDOU


    Nasci e vivi minha infância numa família constituída por três gerações, vivendo sob o mesmo teto, harmoniosa e amorosamente: meus avós, meus pais, meus tios casados, minhas tias solteiras e nós, os oito netos. Éramos 20 pessoas. Os homens trabalhavam e as mulheres dedicavam-se à gerência da casa e à educação das crianças. Na minha família só havia, inicialmente, uma mulher que trabalhava fora, minha mãe, que era professora. Muitos anos depois, três de minhas tias solteiras foram trabalhar fora.

    Lembro-me até hoje, embora muitas décadas tenham se passado, da enorme sala de jantar, com uma grande mesa retangular onde se sentavam 12 adultos, para as refeições e para as prolongadas conversas, e uma mesa oval, onde se sentavam as oito crianças e adolescentes – os netos.

    Vivi uma infância tranquila numa família nuclear unida. Minha adolescência e juventude já foi passada numa família constituída por meus pais, ambos trabalhando e contribuindo para o sustento da família, meu irmão e eu. Todos os domingos nos reuníamos à família inicial, na enorme casa da Rua do Bispo, hoje integrando o espaço físico ocupado pela Universidade Estácio de Sá, em inesquecíveis almoços e ceias.

    A família brasileira mudou.
  • “Na minha família só havia, inicialmente, uma mulher que trabalhava fora, minha mãe, que era professora. Muitos anos depois, três de minhas tias solteiras foram trabalhar fora”.

    A regra para o emprego de vírgula devidamente exemplificada é:


  • a) oração adverbial antecipada: “na minha família só havia,...”;

    b) termo explicativo: “, inicialmente,”;

    c) presença de um aposto: “, minha mãe,”;

    d) oração adjetiva restritiva: “, que era professora”;

    e) termos de uma enumeração: “Muitos anos depois,...”Resposta c

Concurso Banrisul

A CHAVE
Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo
IVAN MARTINS
    Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou.
    O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio. 
   Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança.
    Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase.
    Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo.
    O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo.
    [...]
    Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos.
    Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são.
    [...]
    A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito. 
   Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra.
  Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo". E, assim como a outra, dispensa “eu também". Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2015/04/chave.html
Em “... quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta.", a crase

1 de novembro de 2015

Ortografia – De Que Jeito se Escreve Mesmo?

Ortografia – De Que Jeito se Escreve Mesmo?


Entendemos por Ortografia a parte da Gramática que determina a escrita correta (oficial) das palavras de um idioma. No caso do nosso, o Português, há duas diretrizes que definem como as palavras devem ser registradas: a língua portuguesa respeita a relação fonema/grafema, ou seja, para um som da língua há uma letra que o representa na escrita, mas também tem bases na etimologia, isto é, mantém algumas letras de acordo com a origem da palavra.
Algumas reformas ortográficas pelas quais o Brasil já passou tiveram o objetivo de facilitar a ortografia, como a que extinguiu o “ph” e o “th” de palavras de origem grega, como pharmácia etheologia, por exemplo. Por outro lado, é pelo fato de ser proveniente do italiano que ‘mozzarella’ virou muçarela nestas terras tupiniquins (palavras derivadas de termos indígenas ou estrangeiros terão o som sibilante registrado com Ç).
Mas história à parte (história com H pois é originária do grego!), a intenção hoje é reforçar a grafia de algumas palavras que vêm sendo muito maltratadas, principalmente nas redes sociais, o que acaba refletindo nos textos escritos pelos alunos.
Uma dica é observar a palavra primitiva: a letra que estiver presente no radical, aparecerá nos derivados, como a letra H nas formas do verbo HAVER:
  • HOUVE (pretérito perfeito do indicativo) indica existência, ocorrência ou funciona como verbo auxiliar; OUVE é o presente do indicativo do verbo OUVIR:
Houve vários incidentes na manifestação. Meu avô está perdendo a audição… ele já não ouve muito bem.
  • HAJA, presente do subjuntivo do HAVER é diferente de AJA, presente do subjuntivo do verbo AGIR:
Espero que haja vaga no estacionamento. Espero que ele aja com coragem.
Por isso, se um dia você resolver fazer uma tatuagem, a frase é “Haja o que houver”!!! Se o tatuador errar, você corre o risco de virar ‘meme’ na internet!
Ainda na classe dos verbos, temos o problema das letras S e Z, que tem o mesmo som quando estão entre vogais. Podemos lançar mão do mesmo conselho, para não errar a conjugação do querer, pôr, fazer e dizer: os dois últimos têm a letra Z no radical, então as formas verbais manterão essa letra:
  • ele faZ, nós faZemos, nós fiZemos, quando eu fiZer, ele diZ, nós diZemos
Já o querer e o pôr não têm o ‘Z’ no radical, por isso terão as formas escritas com S:
  • eu quiS, nós quiSemos, quando eu quiSer, quando eles quiserem.

Mais Ortografia – Diminutivo e Plural Tudo Junto e Misturado


Como sempre ficam perguntas no ar, esta semana um aluno me questionou sobre a grafia nos casos em que há duas flexões ao mesmo tempo na palavra. Como assim, duas flexões? Quando, por exemplo, ao mesmo tempo passamos um substantivo para o diminutivo (flexão de grau) e para o plural (flexão de número).
Então vamos por partes: antes de fazer a mistura, relembremos algumas informações importantes sobre o plural. O plural dos substantivos
  • terminados em vogal é feito pelo acréscimo de ‘s’: provas, alunos, exames;
  • terminados em ‘r’, ‘z’ e ‘n’ é feito pelo acréscimo de ‘es’: mares, rapazes, abdômenes (há também a forma abdomens);
  • terminados em ‘al’‘el’‘ol’‘ul’ é feito substituindo-se o ‘l’ por ‘is’: animais, pastéis, faróis, pauis (não se assuste: paul é sinônimo de pântano e você já tem uma dica ótima para usar no jogo de forca ou para fazer palavras-cruzadas hehe). No caso do ‘il’, se a palavra for oxítona, troca-se o ‘l’ por ‘s’ (barril > barris) e se for paroxítona, troca-se o ‘il’por ‘eis’ (réptil > repteis).
Antes de continuarmos os lembretes, eu gostaria de reforçar que, por uma tendência para igualar a pronúncia do ‘l’ final ao ‘u’, muitas pessoas se atrapalham com esses plurais, então cuidado redobrado com degrau, troféu e pastel:
Você subirá os degraus, receberá os troféus e comemorará comendo pastéis!
Há também os substantivos terminados em ‘ão’ e aqui ‘a porca torce o rabo’: há três possibilidades diferentes de alteração para as palavras terminadas nesse ditongo, porque há três origens diferentes, no Latim, que acabaram convergindo para o tal ditongo no Português atual. A questão é que os plurais do Latim vieram em paralelo e sofreram outros tipos de alterações pelo percurso, virando plurais diferentes.
Resumindo (pois o Latim não é o foco), os resultados foram as alterações de ‘ão’ para ‘ãos’‘ões’ ou ‘ães’. Assim, temos:
  • Mão – mãos
  • Cidadão – cidadãos
  • Gavião – gaviões
  • Operação – operações
  • Pão – pães
  • Alemão – alemães
Infelizmente, não há uma regra, no Português atual, que nos ajude no caso desses plurais. Teremos de nos valer da memória e da leitura para ampliação do vocabulário.
A terminação ‘ão’ também é um dos sufixos de formação do aumentativo (flexão de grau). Agora, então, vamos misturar: primeiro o acréscimo do sufixo de aumentativo e por último a desinência ‘s’ de número plural, assim:
Casa > casarão (aumentativo) > casarões (plural do ‘ão’ + ‘s’)
E o diminutivo? Bem, nesse caso precisaremos de mais atenção! Em primeiro lugar passamos o termo para o plural, com as alterações específicas do ditongo nasal:
  • Fogão > fogões
Em seguida, destacamos o ‘s’ de plural e o reservamos num cantinho para, em seguida, acrescentarmos o sufixo de diminutivo ‘inho’ (neste caso com a consoante de ligação ‘z’) e depois, no fim da palavra, acrescentamos o ‘s’ que estava reservado, assim:
Fogõe + z + inho + s > fogõezinhos
O mesmo acontecerá com
  • Leãozinho – leõezinhos
  • Pãozinho – pãezinhos
  • Portão – portõezinhos
Se as alterações forem a passagem para o feminino (flexão de gênero), para o diminutivo (flexão de grau) e para o plural (flexão de número), o processo é o mesmo e a marca de plural será sempre a última:
  • Anão – anã – anãzinha(s)
  • Irmão – irmã – irmãzinha(s)
  • Leitão – leitoa – leitoazinha(s)
E para finalizar a prosa de hoje, segue uma recomendação que Vinicius de Morais faz aos casais que namoram no cinema: não devem importunar os que querem de verdade assistir ao filme. A recomendação é feita com diminutivos cheios de afetividade, como devem ser os namoros:
(…) Nada perturba mais que o cochicho constante e embora eu saiba que isso é pedir muito dos namorados, é necessário que se contenham nesse ponto, porque afinal de contas aquilo não é casa deles. Um homem pode fazer milhões de coisas – massagem no braço da namorada, cosquinha no seu joelho, festinha no rostinho delazinha(…)1