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11 de dezembro de 2016

QUARTA PROVA -REVISÃO

  • Questão 1
    (Fuvest-2001)
    A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e verbal) recomendada pela norma culta é:
    a) O governador insistia em afirmar que o assunto principal seria “as grandes questões nacionais”, com o que discordavam líderes pefelistas.
    b) Enquanto Cuba monopolizava as atenções de um clube, do qual nem sequer pediu para integrar, a situação dos outros países passou despercebida.
    c) Em busca da realização pessoal, profissionais escolhem a dedo aonde trabalhar, priorizando à empresas com atuação social.
    d) Uma família de sem-teto descobriu um sofá deixado por um morador não muito consciente com a limpeza da cidade.
    e) O roteiro do filme oferece uma versão de como conseguimos um dia preferir a estrada à casa, a paixão e o sonho à regra, a aventura à repetição.


  • Questão 2
    (FUVEST)
    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas correspondentes.
    A arma ___ se feriu desapareceu.
    Estas são as pessoas ___ lhe falei.
    Aqui está a foto ___ me referi.
    Encontrei um amigo de infância ___ nome não me lembrava.
    Passamos por uma fazenda ___ se criam búfalos.
    a) que, de que, à que, cujo, que.
    b) com que, que, a que, cujo qual, onde.
    c) com que, das quais, a que, de cujo, onde.
    d) com a qual, de que, que, do qual, onde.
    e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja.


  • Questão 3
    Sobre a regência verbal e nominal, estão corretas as seguintes proposições, exceto:
    a) Quando o termo regente é um nome, isto é, um substantivo, um adjetivo ou advérbio, temos um caso de regência nominal. Exemplo: Este é o livro sobre o qual lhe falei.
    b) Quando o termo regente é um verbo, temos um caso de regência verbal. Exemplo: Eu gosto de música e literatura.
    c) Chamamos de regência a relação de interdependência que se estabelece entre as palavras quando elas se combinam para formar os enunciados linguísticos (frases, orações etc.).
    d) Quando o verbo for transitivo direto, ele exigirá o emprego de uma preposição entre o termo regente e o termo regido.
    e) Os verbos intransitivos não possuem complemento. Há, em alguns casos, adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. Os verbos de ligação e os verbos impessoais sempre serão intransitivos. Exemplo: O menino parece triste

  • Questão 4
    Sobre as seguintes proposições, assinale a alternativa correta:
    I. Choveu muito ontem.
    II. Quero dormir!
    III. Respondi às questões da prova com cuidado.
    IV. Gostamos de filmes românticos.
    V. Agradeço aos ouvintes a audiência
    a) Verbo intransitivo – verbo transitivo direto – verbo transitivo indireto – verbo transitivo indireto – verbo transitivo direto e indireto.
    b) Verbo transitivo direto e indireto – verbo intransitivo – verbo intransitivo – verbo transitivo – verbo transitivo direto e indireto.
    c) verbo transitivo direto e indireto – verbo transitivo indireto – verbo transitivo indireto – verbo transitivo direto – verbo intransitivo.
    d) verbo transitivo direto – verbo intransitivo – verbo transitivo direto – verbo transitivo indireto – verbo intransitivo.

Respostas

  • Resposta Questão 1
    Alternativa “e”.
    As regências adequadas seriam:
    em a) discordar de;
    em b) integrar algo (sem preposição);
    em c) priorizar algo (sem preposição);
    em d) consciente de.
    Na alternativa c) não é errada a construção “aonde trabalhar”, embora a questão ainda seja motivo de discordância entre gramáticos da língua portuguesa. Nessa mesma alternativa, em “priorizando à empresas”, não deve ocorrer crase, pois o plural “empresas” não comportaria o artigo singular “a”.


  • Resposta Questão 2
    Alternativa “c”. Fique atento à regência correta dos verbos e à antecedência da preposição ao pronome relativo, caso haja exigência.
    Correção: a) A arma com que se feriu desapareceu. 
    b) Estas são as pessoas das quais lhe falei.
    c) Encontrei um amigo de infância de cujo nome não me lembrava.
    d) Passamos por uma fazenda onde se criam búfalos.

  • Resposta Questão 3
    Alternativa “d”. Os verbos transitivos diretos não exigem emprego de preposição para o estabelecimento da relação de regência. Exemplo: Amo aquela garota.

  • Resposta Questão 4
    Alternativa “a”.
    I. Choveu é um verbo impessoal, portanto, intransitivo.
    II. Quero é verbo transitivo direto, isto é, não necessita de uma preposição para o estabelecimento da relação de regência com seu complemento.
    III. Responder é verbo transitivo indireto, pois é necessária uma preposição entre termo regente e termo regido (quem responde, responde a alguma coisa ou a alguém).
    IV. Gostamos é verbo transitivo indireto (quem gosta, gosta de alguma coisa ou de alguém).
    V. Agradecer é verbo transitivo direto e indireto (quem agradece, agradece a alguém algo).

REGÊNCIA VERBAL - REVISÃO

1- Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição “a” e não pela preposição “em”.
Exemplos:

Vou ao dentista.
Cheguei a Belo Horizonte.

2- Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição “em”.
Exemplos:

Ele mora em São Paulo.
Maria reside em Santa Catarina.

3- Namorar – não se usa com preposição.

Ex.: Joana namora Antônio.

4- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição “a”.
Exemplos:

As crianças obedecem aos pais.
O aluno desobedeceu ao professor.

5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição “com”.
Exemplos:

Simpatizo com Lúcio. 
Antipatizo com meu professor de História.

Dicas:
Estes verbos não são pronominais, portanto, determinadas construções são consideradas erradas quando tais verbos aparecem acompanhados de pronome oblíquo.
Exemplos:

Simpatizo-me com Lúcio.
Antipatizo-me com meu professor de História.

6- Preferir - este verbo exige dois complementos, sendo que um é usado sem preposição, e o outro com a preposição “a”.

Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica.

Dicas:
Segundo a linguagem formal, é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes, mais, muito mais, mil vezes mais, etc.

Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.

Verbos que apresentam mais de uma regência
1 - Aspirar
a - no sentido de cheirar, sorver: usa-se sem preposição. 
Ex.: Aspirou o ar puro da manhã.

b - no sentido de almejar, pretender: exige a preposição “a”. 
Ex.: Esta era a vida a que aspirava.

2 - Assistir
a - no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer: usa-se sem preposição. 
Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos.

b - no sentido de ver, presenciar: exige a preposição “a”.
Ex.: Não assistimos ao show.

c - no sentido de caber, pertencer: exige a preposição “a”.
Ex.: Assiste ao homem tal direito.

d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a preposição “em”.
Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.

3 - Esquecer/lembrar
a - Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. 
Ex.: Esqueci o nome dela.

b - Quando forem pronominais: são regidos pela preposição “de”.
Ex.: Lembrei-me do nome de todos.

4 - Visar
a - no sentido de mirar: usa-se sem preposição. 
Ex.: Disparou o tiro visando o alvo.

b - no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. 
Ex.: Visaram os documentos.

c - no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela preposição “a”.
Ex.: Viso a uma situação melhor.

5 - Querer

a - no sentido de desejar: 
usa-se sem preposição. 
Ex.: Quero viajar hoje.

b - no sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a preposição “a”. 
Ex.: Quero muito aos meus amigos.

6 - Proceder
a - no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.
Ex.: Suas queixas não procedem.

b - no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a preposição “de”.
Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.

c - no sentido de dar início, executar: usa-se a preposição “a”.
Ex.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.

7 - Pagar/ perdoar
a - se tem por complemento uma palavra que denote algo: não exige preposição. 
Ex.: Ela pagou a conta do restaurante.

b - se tem por complemento uma palavra que denote pessoa: é regido pela preposição “a”. 
Ex.: Perdoou a todos.

8 - Informar
a - no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite duas construções:

1 - objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições “de” ou “sobre”). Ex.: Informou todos do ocorrido.

2 - objeto indireto de pessoa (regido pela preposição “a”) e direto de coisa.Ex.: Informou a todos o ocorrido.

9 - Implicar
a - no sentido de causar, acarretar: usa-se sem preposição.
Ex.: Esta decisão implicará sérias consequências.

b - no sentido de envolver, comprometer: usa-se com dois complementos, um direto e um indireto com a preposição “em”.
Ex.: Implicou o negociante no crime.

c - no sentido de antipatizar: é regido pela preposição “com”.
Ex.: Implica com ela todo o tempo.

10 - Custar

a - no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela preposição “a”. 
Ex.: Custou ao aluno entender o problema.

b - no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de: usa-se sem preposição.
Ex.: O carro custou-me todas as economias.

c - no sentido de ter valor de, ter o preço: 
usa-se sem preposição.
Ex.: Imóveis custam caro.

CONJUNÇÕES CONDICIONAIS - CASO - SE

QUARTA PROVA TERCEIRÃO - REVISÃO


  • Questão 1
    (ENEM)
    O uso do pronome átono no início das frases é destacado por um poeta e por um gramático nos textos abaixo.
    Pronominais

    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro.
    (ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo: Nova Cultural, 1988.)
    “Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na conversação familiar, despreocupada, ou na língua escrita quando se deseja reproduzir a fala dos personagens (...)”.
    (CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Nacional, 1980.)
    Comparando a explicação dada pelos autores sobre essa regra, pode-se afirmar que ambos:
    a) Condenam essa regra gramatical.
    b) Acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa regra.
    c) Criticam a presença de regras na gramática.
    d) Afirmam que não há regras para uso de pronomes.
    e) Relativizam essa regra gramatical.


  • Questão 2
    (UFSM-RS)
    Uma revista utilizou em sua capa a seguinte frase, típica da linguagem coloquial:
    “Me aqueça neste inverno”.
    Nessa frase, a colocação pronominal está em desacordo com a norma culta, que estabelece: “É proibido iniciar período com pronome oblíquo”.
    Se forem feitas alterações na estrutura da frase, qual delas estará também em desacordo com a norma culta?
    a) Quero que me aqueça neste inverno.
    b) É preciso que me aqueça neste inverno.
    c) Quando me aquecerá neste inverno?
    d) Aquecer-me-á no inverno?
    e) Não aqueça-me neste inverno. 


  • Questão 3
    Assinale a alternativa que apresenta um erro de colocação pronominal:
    a) Alguns alunos fizeram a lição, outros se fizeram de desentendidos.
    b) Contar-lhe-emos toda a verdade sobre o assunto.
    c) Me perdi porque anotei seu endereço de maneira errada!
    d) Por favor, peça-lhe que venha ao meu escritório.
    e) Nunca se queixou dos problemas, era resignado e otiMISTA.

  • Questão 4
    Sobre a colocação pronominal estão corretas as seguintes proposições:
    I. Diante de pronomes relativos, que, quem, qual, onde etc., o uso da próclise é facultativo.
    II. Diante das conjunções subordinativas que, como, embora etc., o uso da próclise é obrigatório.
    III. Quando o verbo não inicia a oração e quando o verbo estiver no infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou de preposição, pode-se usar, indiferentemente, próclise ou ênclise.
    IV. A eufonia, isto é, a agradabilidade sonora da frase, não exerce influência sobre os fatores que regem a colocação pronominal.
    V. A mesóclise só é obrigatória quando se combinam dois fatores: verbo no futuro iniciando a oração e ausência de palavra atrativa exigindo próclise.
    a) II, III e V.
    b) I e IV.
    c) II, IV e V.
    d) III e IV.
    e) Todas estão corretas.

Respostas

  • Resposta Questão 1
    Alternativa “e”. Os autores relativizam a regra, pois admitem que, em determinadas situações, é possível não obedecê-la. Ambos não criticam a regra, apenas descrevem situações em que ocorrem as exceções, observadas, principalmente, na linguagem informal.
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  • Resposta Questão 2
    Alternativa “e”. Entre os principais fatores que obrigam o uso da próclise estão as palavras negativas não, nada, nunca, nem etc.
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  • Resposta Questão 3
    Alternativa “c”. A ênclise é obrigatória quando o verbo inicia a oração. Portanto, a frase correta seria: Perdi-me porque anotei seu endereço de maneira errada!
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  • Resposta Questão 4
    Alternativa “a”. Diante de pronomes relativos, que, quem, qual, onde etc., o uso da próclise é obrigatório; na prática da língua, a colocação dos pronomes átonos é determinada pela eufonia.