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12 de março de 2018

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 Ruy Barbosa

Nome:_________________________________________ Tuma: _____________ Nota: ________

10 de março de 2018

APENAS TEMAS DE REDAÇÃO PARA TREINAR


Texto da Prova: O utilitarismo, iniciado por Jeremy Bentham, concentra-se na felicidade individual como a melhor forma de avaliar o grau de desenvolvimento humano. Outra abordagem avalia tal desenvolvimento de acordo com a renda, a riqueza e os recursos dos indivíduos. Essas alternativas ilustram o contraste entre as abordagens baseadas na utilidade e nos recursos, em contraste com a abordagem das capacidades baseada na liberdade. 
Comando da Redação: A partir do que se afirma acima, desenvolva um texto dissertativo-argumentativo sobre a relação entre Felicidade e Recursos Materiais.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: Papa critica a educação utilitarista.
2 – Analista Judiciário em Tecnologia da Informação do TRT da 14ª Região de 2016
Texto da Prova: Segundo afirmou o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, “as grandes empresas adoram a noção de que o ser humano vai se tornar obsoleto. É a terceira onda do capitalismo, em que o valor do trabalho humano é zero. Porém, o cérebro humano não pode ser reduzido a um algoritmo, portanto não pode ser copiado por um computador. Jogar xadrez é um algoritmo. Já apreciar Bach… Então, por definição, não se pode repetir o cérebro. Não há como recapitular, num computador, a história coletiva da espécie e a história individual de cada um de nós. É uma impossibilidade matemática”. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo, justificando seu ponto de vista.
3 – Analista Judiciário do TRE do Sergipe de 2015
Texto da Prova: Quando se trata da obrigatoriedade do voto, a discussão que se impõe, para alguns, é aquela sobre a qualidade do voto, mais do que sobre a sua obrigatoriedade. A questão primordial seria a de garantir a efetiva participação do cidadão no processo democrático. Outros afirmam que se deve facultar às pessoas o direito de participar ou não desse processo.
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
4 – Analista em Informação e Comunicação do Conselho Nacional do Ministério Público de 2015
Texto da Prova: Em capítulo “Os atos do Estado” (em Sobre o estado: cursos no Collège de France (1989-92)), o sociólogo francês Pierre Bourdieu refere que analisou a diferença entre um julgamento feito por uma pessoa autorizada e um julgamento privado. Essa temática sugere reflexões relacionadas, por exemplo, a: quem representa o poder central?; quem vigiará os vigilantes legitimados pelo Estado?; que efeitos os diferentes julgamentos provocam no mundo social?
Comando da Redação: Redija uma dissertação expondo, de modo claro e coerente, seu ponto de vista sobre o tema. Seus argumentos – contemplando ou não as reflexões acima, ou, ainda, ampliando-as -, devem ser tratados de maneira a dar consistência a seu texto.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: “Sem cultura, não há ascensão social”.
5 – Analista Administrativo do TRT da 23ª Região de 2016
Texto da Prova: Atente para o texto seguinte: Não é de hoje que se pergunta se a existência do museu ainda faz sentido, por mais que os antigos e tradicionais museus continuem atraindo um bom público, ao passo que novos espaços não deixam de ser construídos. Contudo, à medida que a própria arte se modifica, com os quadros tradicionais cada vez mais dando lugar a instalações, a performances e aos grafites, parece crescer o número daqueles para quem, segundo Hal Foster, no artigo “Museus sem fim” (revista Piauí, edição 105, Junho/2015), “a contemplação estética é tediosa, a compreensão histórica é elitista e, mais do que isso, o museu é um lugar morto, um mausoléu”. Foster discorda: “Quando bem projetados e dotados de programação inteligente, os museus admitem tanto entretenimento quanto contemplação, e nesse processo promovem também alguma compreensão.” Assim, em lugar de propor que os museus permaneçam intocados, o que o historiador e crítico norte-americano propõe é torná-los capazes de nos transportar “para diferentes períodos e culturas – para diversos modos de perceber, pensar, representar e ser -, a fim de que possamos testá-los em relação a nossas próprias época e cultura, e vice-versa, e, nesse processo, quem sabe transformarmo-nos um pouco.”
Comando da Redação: Escreva um texto dissertativo-argumentativo posicionando-se em relação às diferentes ideias expostas no texto acima.
6 – Analista Administrativo do TRT da 20ª Região de 2016
Texto da Prova: O direito à cidade não pode ser concebido como um simples direito de visita ou de retorno; só pode ser formulado como direito à vida urbana. (Adaptado de: LEVEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo, Centauro, 2011) Entende-se por gentrificação (do inglês gentrification, “tornar nobre”) o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tais como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada. 
Comando da Redação: A partir dos excertos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Direito à cidade.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: Os cinco mitos da gentrificação.
7 – Analista Administrativo do TRT da 9ª Região de 2015
Texto da Prova: Epicuro havia percebido que as leis não educam: que não eram feitas para serem propriamente obedecidas, mas para garantir, sobretudo, a possibilidade de punição. Ele se deu conta, por um lado, de que a educação e as necessidades básicas do ser humano deveriam ser gerenciadas pela pólis (Estado); por outro lado, viu que era preciso, de algum modo, isolar para educar, porém, sem reclusão, porque a virtude do caráter político não se reduz, afinal, a um modelo ou teoria, tampouco ao recinto de uma instituição ou de uma pólis. 
Comando da Redação: Com base no excerto acima, escreva uma dissertação justificando amplamente seu ponto de vista.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: Da natureza das coisas.
8 – Analista Administrativo do TRE Sergipe de 2015
Texto da Prova: I – Em uma sociedade em que o sucesso ou o fracasso do indivíduo em acirrada competição configura-se como seu supremo objetivo, o exercício de seus deveres e responsabilidades como cidadão é considerado como perda de tempo e energia. II – Para o pensador Richard Sennett, passamos a viver numa sociedade ensimesmada, voltada para dentro de si mesma, guiada pelo código do narcisismo. Nessa sociedade, o mundo público só despertaria a nossa atenção se pudesse oferecer alguma gratificação pessoal. Como isso não é possível, então ele se torna desagradável e tedioso. Por essa razão, na tentativa de descobrir aquilo que uma pessoa ou acontecimento significa para o “eu”, passa-se a dar muito mais importância à vida particular do que à vida pública. Esse comportamento, transposto para o campo político, faz com que o eleitor esteja muito mais interessado na vida privada do político do que na sua ideologia, seus programas e suas propostas de governo. Esse é o resultado do que Sennett chama de superposição do imaginário privado ao imaginário público. III – A vida política não depende somente das instituições, mas também pode residir na indignação e na discordância dos cidadãos. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma em I, II e III, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: Fontes para um manual de humanidade.
9 – Analista Administrativo do TRE do Amapá de 2015
Texto da Prova: Atente para os textos seguintes: Texto I – Poucas áreas do conhecimento humano tiveram nas últimas décadas desenvolvimento tão extraordinário como a Medicina. A pergunta que se pode fazer é em que medida esse avanço tem resultado na melhoria efetiva da qualidade de vida das pessoas. Se de fato algumas das conquistas médicas representaram aumento da longevidade humana, muitas vezes não consideraram o bem-estar com que os anos a mais de vida seriam vividos. Outro aspecto condenável é a exagerada especialização e a concentração em certas áreas em detrimento de áreas mais importantes para a saúde de todos, mas menos rentáveis. Texto II – A Medicina trouxe nos últimos anos benefícios ao conjunto da humanidade que não podem ser negados ou mesmo relativizados. Vivemos hoje mais e melhor do que no passado, e a tendência, considerando-se os avanços de todas as áreas médicas, é a melhoria gradativa e ininterrupta da saúde e do bem-estar de todos. A especialização, muitas vezes criticada, é o que tem permitido a dedicação integral do médico a um ramo passível de ser integralmente conhecido e desenvolvido.
Comando da Redação: A partir da consideração dessas duas posições divergentes, redija um texto dissertativo-argumentativo discutindo-as e posicionando-se em relação à questão de que tratam.
10 – Analista Administrativo do TRE da Paraíba de 2015
Texto da Prova: O capital é um processo de reprodução da vida social por meio da reprodução de mercadorias, em que todas as pessoas do mundo capitalista avançado estão profundamente implicadas. O processo mascara e fetichiza, alcança crescimento mediante a destruição criativa, cria novos desejos e necessidades, transforma espaços e acelera o ritmo da vida. Ele gera problemas para os quais há apenas um número limitado de solução.
Comando da Redação: Com base no que se afirma acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
11 – Analista Administrativo do TRT da 4ª Região de 2015
Texto da Prova: Mapa-Múndi – A facilidade de comunicações acabou com esses tanques em que floresciam as diferentes culturas. Quando antes se olhava o mapa-múndi e via-se cada país de um colorido diferente, podia-se tomar isso ao pé da letra. É verdade que o mundo continuou a ser uma colcha de retalhos; mas são todos da mesma cor. 
Comando da Redação: A partir das reflexões de Mário Quintana, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: A revitalização das culturas tradicionais e a promoção do respeito à diversidade cultural.
12 – Analista Judiciário em Análise de Sistemas do TRE de Roraima de 2015
Texto da Prova: I – O termo latino “ars” (arte) implica o sentido de “imaginar, inventar”, além do de “acomodar, adaptar”. Arte e ofício manual coincidem em que ambos produzem uma obra sensorialmente perceptível. Contudo, o ofício manual tem em mira o utilizável, o proveitoso, ao passo que a arte se aplica ao belo. O artista é um vidente, é um criador capaz de expressar na obra sua própria visão: intuir e criar são nele uma só coisa. (BRUGGER, Walter. Dicionário de filosofia. São Paulo: Herder, 2. ed, 1969, p. 58) II – O que me parece muito sério é que, depois de mortos, quando já deixaram de ser amáveis ou irritáveis, simpáticos, ou antipáticos, e apenas são o que realizaram menos em si do que fora de si, na paisagem do espírito, os artistas se afirmam totalmente, purificados e indestrutíveis. A morte não tem nada com os artistas. Eles não são essas pessoas que vemos. São como seres sobrenaturais … Mas o seu trabalho? Como pode morrer o que é imortal? (MEIRELES, Cecília. O que se diz e o que se entende. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p. 145) III – Houve época em que se fazia “arte pela arte”, como também já se entendeu a arte como meio para se alcançar certo objetivo, e não como um fim em si mesma.
Comando da Redação: Com base nos excertos transcritos, redija um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se a respeito da seguinte proposta: A criação artística entre representação e intervenção cultural.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: Carreira guiada pela arte.
13 – Administrador da DPE de Roraima de 2015
Texto da Prova: I – Grande parte da população abdica das mais diversas ocupações para ver televisão, considerando legítima sua inatividade como espectador. II – Ver televisão hoje é um modo de se emocionar imediatamente numa sociedade que perdeu de vista o cuidado com sua própria sensibilidade, em função da avalanche de imagens que invade o cotidiano. III – É possível que pensar na própria vida seja equivalente ao desejo de devassar a vida alheia através dos programas televisivos. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: Exposição vale mais que polêmica.
14 – Administrador da Defensoria Pública de São Paulo de 2015
Texto da Prova: A taxa de reincidência de prisioneiros libertados nos Estados Unidos é de 60%; na Inglaterra, de 50%; na Noruega, de 20%. A prisão de Halden foi projetada para incorporar a ideia que os noruegueses têm de execução penal: a pena é a privação da liberdade, não o tratamento cruel. O objetivo é a reabilitação, não a vingança. “Fundamentalmente, acreditamos que a reabilitação do prisioneiro deve começar no dia em que ele chega à prisão”, afirma a ministra júnior da Justiça da Noruega, Kristin Bergersen: “a reabilitação do preso é do maior interesse público, em termos de segurança”. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do tema: Sistema prisional e ressocialização do preso.
15 – Administrador de Banco de Dados da Defensoria Pública de São Paulo de 2015
Texto da Prova: Tudo se reduz à questão de que há dois valores igualmente indispensáveis para uma vida humana digna: liberdade e segurança. Não se pode ter um sem que se tenha o outro. Esse é o meu ponto; mas infelizmente, na prática, eles são normalmente apresentados como tendo propósitos opostos, como sendo necessário sacrificar a segurança sob o argumento de que, quanto maior ela for, menos livre se é. 
Comando da Redação: Considerando as afirmações acima, redija um texto dissertativo-argumentativo, expondo amplamente o seu ponto de vista.
Sobre este tema, leia na Gazeta do Povo: Segurança ou liberdade vigiada?


     

SOMENTE UMA LEITURA

LABIRINTOS TEXTUAIS


Texto vem de tecido. E este nada mais é do que uma linha vertical perpassada por outra linha horizontal, com tamanho, formato e cores diversos, construindo-o, elaborando-o, para existir.
Com o texto não é diferente: a palavra, a frase, a oração e a metalinguagem usadas são com o propósito deliberado de ser entendido, compreendido, percebido (ou não!), da forma que o autor do mesmo quis que ele fosse.
Há, no entanto, formas de classificá-lo de forma didática, embora essas especificações se façam incompletas, nunca uma estratificação fechada e acabada.
Mas há textos, por exemplo, que poderíamos chamá-los de Práticos. São aqueles que fazemos (escrita e leitura) por necessidade, por facilidade da vida cotidiana, tais como bilhete, contas de água, luz, telefone, embalagem, bula, convite, manual, calendário, ata, carnê, receita, anúncio, nota fiscal, contrato, itinerário do ônibus, etc.
Há, também, os que são Informativos, cujos conteúdos provêm do campo das ciências em geral. São os conhecidos textos técnico-científicos, como jornal, revista, enciclopédia, dicionário, constituição e lei, biografia, gramática, atlas, livro didático, entre tantos outros. Aos que desejam ser bem informados, eis os textos que devem ler.
Não podemos esquecer os textos Literários ou Prazerosos. Tais composições privilegiam a mensagem, combinando os diferentes elementos da língua para dar uma impressão de beleza, de estética agradável ou de criações linguísticas. Temos que destacar que eles causam prazer, deleite, gozo em que os lê. São leituras sem “forçar a barra”. Estão nesse patamar o conto, a fábula, o romance, o filme, o script, o mito, a poesia, o monólogo, a história infantil, diário, novela, apólogo, etc.
Por fim, existem os textos Não Verbais ou Extraverbais, nos quais imperam as linguagens de sinais, ícones e símbolos, podendo ou não ser mesclados com os anteriores. Nesse particular, a ilustração, a arquitetura, a mímica, a escultura, as artes plásticas, a música, o gesto, sinal de trânsito, gravura, símbolos pátrios se destacam.
No auge da pós-modernidade, a partir de meados do séc. XX, a mistura, o pastiche, a bricolagem, fizeram parte das composições textuais como característica máxima dessa série estética, que se seguiu à Modernidade de 22.
Por isso, para os teóricos de então ficou difícil dizer se um texto é isso ou aquilo. Um exemplo é o de um aluno que tinha prazer em ler bula de remédio. Ele as colecionava. Tinha gosto em ler tal coisa, que para simples mortais é apenas texto Prático. Para o sujeito se tornou um texto Prazeroso.
Outro exemplo está nos PCN’s de Língua Portuguesa, que nos mostram o depoimento de um aluno que odiava ler Drummond. E ele questionava se só porque a professora dizia que era literatura, que era poesia, boa arte, ele tinha que ler e gostar. Lia só por causa do vestibular. Isto é, de um texto pretensamente Literário ele transformou, pelo seu gosto, em texto Informativo.
          Enfim, de forma geral, podemos traçar a média dos gêneros e tipologias textuais (e de suas leituras!) e passar a classificar como Prático, Literário ou Informativo. Sem esquecer a permuta – o tal do tecido – que pode haver entre um e outro, de acordo com o gosto pessoal, profissional ou cultural de cada ser humano.

TERCEIRÃO DE OLHO NAS DATAS

Na semana passada o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), por meio de sua assessoria de comunicação social, publicou nota oficial informado que o Edital do Enem 2018 – Exame Nacional do Ensino Médio – deve apresentar mudanças e aperfeiçoamento para a avaliação.
Conforme o instituto, responsável pela organização e aplicação do exame, houve uma reunião no final do mês de fevereiro entre seus próprios representantes e membros do Grupo de Trabalho – Educação do Ministério Público Federal. O teor do encontro, realizado na sede do instituto em Brasília, foi justamente a série de propostas de aperfeiçoamento do Enem 2018 que deve ser ratificada no Edital, que tem publicação prevista para dia 21 deste mês de março .
Apesar de questionamentos e indagações da imprensa sobre mais detalhes das referidas propostas de melhoria e novidades no exame nacional que devem ser confirmadas no Edital, tanto o Inep quanto o Ministério da Educação (MEC), por meio de declaração do ministro Mendonça Filho, foram incisivos em afirmar que não vão revelar nenhuma informação antes da hora:
Nós só vamos divulgar todo o conteúdo do edital e as informações para o Enem em 21 de março.
De concreto até agora temos apenas que o exame continuará com o formato atual de 180 questões objetivas (Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, Ciências da Natureza e Matemática) e uma redação, com aplicação em dois domingos consecutivos, em 4 e 11 de novembro. O período de inscrições também já é conhecido, ficará aberto entre 7 e 18 de maio.
O eventou também contou com a presença de figuras importantes como o Procurador Federal do Ministério Público do Estado do Pará, Felipe de Moura Palha, coordenador do GT de Educação; e da analista da Procuradoria Federal do Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal de Brasília, Aline Midore Arakari.
Dentre as figuras do Inep, participaram ocupantes dos principais cargos, como a presidente Maria Inês Fini; o chefe de gabinete, Valdir Quintana; a procuradora-Chefe, Thereza Amorim; a diretora de Gestão e Planejamento, Eunice Santos; a diretora de Avaliação da Educação Básica, Luana Bergman; e o diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais, Camilo Mussi.
Assim que o Edital do Enem 2018 for publicado divulgaremos e faremos a cobertura completa.Fique de olho.

8 de março de 2018

MEUS ALUNOS DO TERCEIRÃO, SIMBORA !!!


Hoje, dia 8 de março, é mais um dia internacional da mulher. A data surgiu após um incêndio matar centenas de operárias em uma indústria têxtil em Nova Iorque, Estados Unidos, em 1857. As funcionárias reivindicavam redução na jornada de trabalho e licença maternidade quando foram impedidas de sair do prédio por policiais e, infelizmente, morreram.
Dada sua origem, a data sempre foi um dia de memória e de luta apesar de muitas pessoas acharem que se trata de uma comemoração, de uma festividade na qual podemos ganhar rosas, chocolates, esmaltes, lembrancinhas tipicamente femininas, algo muito discutível, aliás. Várias mulheres gostam de flores, claro que sim, mas o dia internacional da mulher é uma data que deve reforçar a luta pela igualdade de gênero e pelo respeito às diferenças entre homens e mulheres.
Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novos dados sobre a desigualdade de gêneros no Brasil, um tema, infelizmente, atual e relevante para os futuros participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e demais vestibulares. O exame, inclusive, já abordou a questão da violência contra a mulher na prova de 2015  e devido ao grande movimento pela igualdade de gêneros no país pode voltar a abordar o tema sob este aspecto.
Mulheres são diferentes dos homens, isso é óbvio. O feminismo e as mulheres não buscam nem pretendem ser iguais aos homens; o objetivo é alcançar uma igualdade de gêneros na qual homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades, as mesmas liberdades, os mesmos salários etc. respeitando as diferenças.
Como exemplo podemos citar a questão da educação e do mercado de trabalho brasileiros em relação às distinções postas entre mulheres e homens. Segundos dados do IBGE, as mulheres passam mais anos estudando do que os homens, porém ainda há grandes diferenças de salários e ainda somos minoria em cargos de chefia. Para os pesquisadores, a crise econômica gerada pela recessão enfrentada pelo país gerou instabilidade em determinados grupos de trabalhadores e as mulheres estão inseridas em um grupo vulnerável, já que muitos empregadores alegam que é caro contratar mulheres por conta, por exemplo, da licença maternidade.
Pesquisas também apontam que as mulheres se afastam do trabalho seis vezes mais do que os homens quando engravidam e têm filhos e, quando voltam ao trabalho, correm um sério risco de serem demitidas. A grande questão é que, se não fôssemos nós, o mundo seria despovoado; inclusive os empregadores, patrões e gerentes de recursos humanos não existiriam, pois ninguém nasce de chocadeira nem vem com uma cegonha.
Uma outra diferença é o tempo dedicado aos afazeres domésticos. Mulheres dedicam muito tempo aos cuidados da casa e das crianças do que os homens: 18 horas versus 10 horas semanais e esse tempo varia de região para região do Brasil e depende também da etnia. Mulheres negras trabalham um pouco a mais em casa do que as mulheres brancas, mas o fato é que todas nós temos, pelo menos, uma dupla jornada diária e a doméstica não é remunerada.
Falando em remuneração, ainda ganhamos menos do que os homens, cerca de 30%, em todos os cargos e áreas e essa diferença aumenta com o aumento do nível escolar, ou seja, quanto mais educação formal, maior a distinção de salários entre mulheres e homens. A diferença chega, segundo pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Catho, em 42%:

Já no âmbito social, não temos as mesmas liberdades que os homens. Ninguém questiona um homem acerca da roupa que ele está vestindo, do horário em que ele está fora de casa, do porquê ele está sozinho em uma balada ou do motivo pelo qual ele não se casou ou não teve filhos.
O assédio moral e sexual e o feminicídio atingem milhares de brasileiras todos os dias. A cada duas horas, segundo o IBGE, morre uma mulher no Brasil. Só em 2017, 4.473 mulheres foram assassinadas; já os casos de feminicídio atingiram 946 mulheres, um aumento de 16,5% em relação ao ano de 2016.
Neste contexto, devemos ressaltar que a Lei do Feminicídio é recente no Brasil, pois foi aprovada e sancionada apenas em 2015, sem contar que estamos lidando com número de registros oficiais e devemos considerar os casos não registrados.
Das vítimas de feminicídio, cerca de 50% tiveram como algozes homens da família (maridos, companheiros, namorados, pais, irmãos e demais parentes). Estima-se que 33% dessas vítimas foram assassinadas por seus maridos, companheiros ou namorados.
Além disso, a vítima, mesmo depois de morta, passa por um processo de culpabilização, isto é, muitas pessoas de seus círculos de influência pensam que essa mulher foi a culpada. O mesmo ocorre com mulheres assediadas e estupradas, como se elas tivessem pedido para serem assediadas ou estupradas por usarem roupa curta ou justa, por estarem sozinhas na rua ou em uma boate, dentre outras justificativas absurdas que só disseminam o machismo.
Deste modo, devemos pensar, repensar e refletir acerca do machismo e do patriarcado e de como podemos e devemos fazer do dia internacional da mulher mais um dia de luta, força e união contra as desigualdades de gênero. Aos futuros participantes do Enem 2018, busquem informações e dados recentes de pesquisas de fontes confiáveis e estudem esse tema.