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9 de agosto de 2018

VERBOS, UMA LOUCURA !!!

O  verbo é a classe de palavras que exprime ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza e possui inúmeras flexões, de modo que a sua conjugação é feita mediante as variações de pessoa, número, tempo, modo, voz e aspeto.

Estrutura do Verbo

O verbo é formado por três elementos:

1. Radical

O radical é a base. Nele está expresso o significado do verbo.
Exemplos: DISSERT- (dissert-ar), ESCLAREC- (esclarec-er), CONTRIBU- (contribu-ir).

2. Vogal Temática

A vogal temática se une ao radical para receber as desinências e, assim, conjugar os verbos. O resultado dessa união chama-se tema.
Assim, tema = radical + vogal temática.
Exemplos: DISSERTA- (disserta-r), ESCLARECE- (esclarece-r), CONTRIBUI- (contribui-r).
A vogal temática indica a qual conjugação o verbo pertence:
1.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é A: argumentar, dançar, sambar.
2.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é E e O: escrever, ter, supor.
3.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é I: emitir, evoluir, ir.

3. Desinências

As desinências são os elementos que junto com o radical promovem as conjugações. Elas podem ser:
Desinências modo-temporais quando indicam os modos e os tempos.
Desinências número-pessoais quando indicam as pessoas.
Exemplos:
  • Dissertávamos (va- desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)
  • Esclarecerei (re- desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i- desinência de 1.ª pessoa do singular)
  • Contribuamos (a- desinência de modo presente do modo subjuntivo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)

Flexões

Para conjugarmos os verbos temos de ter em conta as flexões a seguir.
  • Pessoa: 1.ª (eu, nós); 2.ª (tu, vós) e 3.ª (ele, eles).
  • Número: Singular (eu, tu, ele) e Plural (nós, vós, eles).
  • Tempo: Presente, Pretérito e Futuro.
  • Modo: Indicativo, Subjuntivo e Imperativo.
  • Voz: Voz Ativa, Voz Passiva e Voz Reflexiva.
  • Formas Nominais
As formas nominais são: Infinitivo, Particípio e Gerúndio:
O infinitivo não tem valor temporal ou modal. Ele é pessoal quando tem sujeito e é impessoal quando, por sua vez, não tem sujeito.
Exemplos:
  • O gerente da loja disse para irem embora. (infinitivo pessoal)
  • Cantar é uma delícia! (infinitivo impessoal)

Particípio

O particípio é empregado como indicador de ação finalizada, na formação de tempos compostos ou como adjetivo.
Exemplos:
  • Feito o trabalho, vamos descansar!
  • A Ana já tinha falado sobre esse tema.
  • Calados, os filhos ouviram o sermão dos pais.

Gerúndio

O gerúndio é empregado como adjetivo ou como advérbio.
Exemplos:
  • Encontrei João correndo.
  • Cantando, terminaremos depressa.
Continue sua pesquisa em Formas Nominais.

Classificação dos Verbos

Os verbos são classificados da seguinte forma:
  • Verbos Regulares - Não têm o seu radical alterado. Exemplos: falar, torcer, tossir.
  • Verbos Irregulares - Nos verbos irregulares, por sua vez, o radical é alterado. Exemplos: dar, caber, medir. Quando as alterações são profundas, eles são chamados de Verbos Anômalos; é o caso dos verbos ser e vir.
  • Verbos Defectivos - Os verbos defectivos são aqueles que não são conjugados em todas as pessoas, tempos e modos. Eles podem ser de três tipos:
  1. Impessoais - Quando os verbos indicam, especialmente, fenômenos da natureza (não tem sujeito) e são conjugados na terceira pessoa do singular, são verbos impessoais. Exemplos: chover, trovejar, ventar.
  2. Unipessoais - Quando os verbos indicam vozes dos animais e são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural, são verbos unipessoais. Exemplos: ladrar, miar, surtir.
  3. Pessoais - Quando os verbos têm sujeito, mas não são conjugados em todas as pessoas, são verbos pessoais. Exemplos: banir, falir, reaver.
  • Verbos Abundantes - Os verbos abundantes são aqueles que aceitam duas ou mais formas. É comum ocorrer no Particípio. Exemplos: aceitado e aceito, inserido e inserto, segurado e seguro.

VERBOS, QUE DOIDEIRA !!!!!




1. Há verbos chamados abundantes, porque têm mais de uma forma, especialmente para o particípio, como expulso e expulsado. Assinale o par em que os dois verbos não têm os dois particípios no uso corrente da língua:

a) aceitar – acender;
b) fazer – ver;
c) emitir – incorrer;
d) soltar – romper;
e) prender – extinguir.

2. Os períodos que possuem verbos auxiliares:

I - É mister trabalharmos mais.
II - Já vem raiando a madrugada.
III. Ela ficava filosofando, ao contemplar as estrelas.

a) I e II;
b) II e III;
c) I e III;
d) I, II e III;
e) nenhum possui verbo auxiliar.

3. Em “ _____ como se tivéssemos vivido sempre juntos”, a forma verbal está no:

a) imperfeito do subjuntivo;
b) futuro do presente composto;
c) mais-que-perfeito composto do indicativo;
d) mais-que-perfeito composto do subjuntivo;
e) futuro composto do subjuntivo.

4. Assinale a alternativa correta quanto ao uso de verbos abundantes:

a) foi elegido pelas mulheres, apesar de haver eleito a maioria dos homens;
b) por haver aceitado as condições do acordo, seus documentos foram entregues ao escrivão;
c) antes de chover, ele tinha cobrido o carro;
d) tem fazido muito calor ultimamente;
e) por ter morto um animal indefeso, o caçador foi matado pelos índios.

5. “Acredito que Maria tenha feito a lição”, passando-se a oração sublinhada para a voz passiva, o verbo ficará assim:

a) foi feita;
b) tenha sido feita;
c) esteja sendo feita;
d) tenha estado feita;
e) seja feita.

6. Transportando para a voz passiva a frase “eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro”, obtém-se a forma verbal . . .

a) ia revendo;
b) estava sendo revisto;
c) seriam revistas;
d) comecei a rever;
e) estavam sendo revistas.

7. Assinale a alternativa que contém voz passiva:
a) tínhamos apresentado diversas opções;
b) dorme-se bem naquele hotel;
c) precisa-se de gerentes de vendas;
d) difundia-se o boato de que haveria racionamento;
e) N. R. A


8. Transportando para a voz ativa a oração “os sócios foram convocados para uma reunião”. Obtém-sea forma verbal:a) convocaramsb) convocaram;
c) convocar-se-ia;
d) haviam sido convocados;
e) haverão de ser convocados.

9. Transpondo para a voz ativa a frase “O processo deve ser revisto pelos dois funcionários”, obtém-se a forma verbal:

a) deve-se rever;
b) devem rever;
c) será revisto;
d) reverão;
e) rever-se-á.

10. Complete as frases abaixo com o presente do subjuntivo dos verbos indicados entre parênteses:

A) Como os preços baixaram, é necessário que nós ________ o orçamentos (refaz);
B) É importante que nossa tentativa _______ o esforço (valer);
C) Convém que ele ______ um novo acordo (propor);
D) Para que não nomeemos é necessário que nós _________ o que elas pensam (saber);
E) Espero que todos os responsáveis _________ a culpa (assumir).

a) refaçamos - valha - proponha - saibamos - assumam;
b) refazemos - valha - proponham - sabemos - assumam;
c) refaçamos - valham - proponha - soubemos - assumem;
d) refazemos - valha - proponha - saibamos - assumam;
e) N.D.A.

11. Assinale a alternativa em que todas as formas verbais pedidas estejam certas:

Haver (presente subjuntivo, 1ª pessoa do singular);
Crer (presente indicativo, 3ª pessoa do plural);
Passear (presente subjuntivo, 2ª pessoa do plural).

a) haja – crêem – passeeis;
b) haje – crêm – passeieis;
c) haje – creem – passeais;
d) hajai – creim – passeiais;
e) haja – creiem – passeies.

12. “As linhas ______ para um ponto e depois se ______ no infinito”.

a) convergem – esvão;
b) convirgem – esvaem;
c) convergem – esvaiem;
d) convergem – esvaem;
e) convirgem – esvão.






13. Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços em branco:
“É preciso que _______ novidades interessantes que _____ e ______ ao mesmo tempo”.

a) surjam – divertem – instruam;
b) surjam – divirtam – instruam;
c) surjam – divirtam – instruem;
d) surgem – divertem – instruem;
e) surgem – divirtam – instruam.

14. Considere as frases:

1) “Eles querem que nós (fazer) o trabalho”.
2) “Fazemos esforços para que todos (caber) na sala”.

Flexionando corretamente os verbos indicados, teremos:

a) façamos – cabem;
b) fazemos – caibam;
c) fazemos – coubessem;
d) façamos – caberem;
e) façamos – caibam.

15. Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal:

a) os esportes entretêm a quem os pratica;
b) ele antevira o desastre;
c) só ficarei tranqüilo quando vir o resultado;
d) eles se desavinham freqüentemente;
e) ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.



16. Das frases que seguem, uma traz errado emprego da forma verbal. Assinale-a:

a) cumpre teus deveres, e terás a consciência tranquila;
c) nada do que se possui com gosto se perde sem desconsolação;
d) não voltes atrás, pois é fraqueza desistir-se da coisa começada;
e) dizia Rui Barbosa: “Fazeis o que vos manda a consciência, e não fazeis o que convém ao apetites.

17. Assinale o item que contém as formas verbais corretas:

a) reouve – intervi;
b) reouve – intervim;
c) rehouve – intervim;
d) reavi – intervi;
e) rehavi – intervim.

18. Que alternativa contém as palavras adequadas para o preenchimento das lacunas?

“Do lugar de onde eles ________, _______ diversas romarias”.

a) provém – afluem;
b) provém – aflue;
c) provém – aflui;
d) provêem – afluem;
e) provêm – afluem.

19. A frase “Procure compreender seus pais” está na 3ª pessoa do singular. Passando-a à 2ª pessoa do singular, teremos:

a) procuras compreender vossos pais;
b) procurai compreender teus pais;
c) procura compreender seus pais;
d) procura compreender teus pais;
e) N.R.A.

20. Assinale a alternativa que completa corretamente a frase abaixo. Observe que na primeira lacuna a forma verbal é do imperativo afirmativo e, na segunda, a forma verbal é do imperativo negativo. Além disso, note que é a forma verbal “Vencerás” que determina a pessoa gramatical a ser usada nas duas formas do imperativo.

“ ________, não _________ e vencerás”

a) lute – desista;
b) lutai – desisti;
c) luta – desistas;
d) lutas – desiste;
e) lutai – desista.

21. A relação dos verbos que completam, convenientemente e em correspondência com as frases, as respectivas com lacunas:

1 - “eles ______ melhor, sentados aqui”
2 - “todos ainda ______ nisso”
3 - “este produto ______ os mesmos fatores”

a) vêm – creêm – contém;
b) vêem – crêm – contém;
c) vêem – crêem – contém;
d) vêm – crêem – contém;
e) vêem – crêem – contêm.

22. “Se você _________ e o seu amigo ________ talvez você __________ os seus bens”.

a) requisesse – intervisse – reavesse;
b) requeresse – intervisse – reavessse;
c) requeresse – interviesse – reouvesse;
d) requeresse – interviesse – reavesse;
e) requisesse – intervisse – reouvesse.

23. “No desempenho de tuas funções, ________ atencioso com todos, _________ ser útil sempre e não _________ as tuas responsabilidades”.

a) sê – procure – negue;
b) seja – procura – negue;
c) seja – procure – negues;
d) sê – procura – negues;
e) seja – procura – negues.

24. “Caso __________ realmente interessado, ele não ___________ de falar”.

a) estiver – haja;
b) esteja – houvesse;
c) estivesse – haveria;
d) estivesse – havia;
e) estiver – houver.

25. Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase: “Quando _________ mais aperfeiçoado, o computador certamente ___________ um eficiente meio de controle de toda a vida social”.

a) estivesse – será;
b) estiver – seria;
c) esteja – era;
d) estivesse – era;
e) estiver – será.

26.O modo verbal que expressa uma atitude duvidosa, incerta é o:

a) indicativo;
b) imperativo;
c) subjuntivo;
d) imperativo e subjuntivo;
e) N. D. A.

27. Aponte a alternativa, em que a segunda forma está incorreta como plural da primeira:

a) tu ris – vós rides;
b) ele lê – eles lêem;
c) ele tem – eles têm;
d) ele vem – eles vêem;
e) eu ceio – nós ceamos.

28. Assinale a alternativa que completa adequadamente a frase: “__________ em ti, mas nem sempre ___________ dos outros”.

a) creias - duvides;
b) crê - duvidas;
c) creais - duvidas;
d) creia - duvide;
e) crê - duvides.

29. Se ele ________ (ver) o nosso trabalho __________(fazer) um elogio

a) ver – fará;
b) visse – fará;
c) ver – fazerá;
d) vir – fará;
e) vir – faria
30. É importante que vocês ____________ se eles não se ______________ durante o depoimento”.

a) averiguem – contradisseram;
b) averiguem – contradizeram;
c) averigúem – contradisseram;
d) averíguem – contradisseram;
e) averigúem – contradizeram,

31. “Não me tragam estéticas !” – As formas da 2ª pessoa do imperativo negativo e afirmativo de trazer são:

b) não traga, não tragai-traga – trazei;
c) não tragas, não tragais – traze-trazei;
d) não tragas, não tragais – traga-tragai;
e) não traze, não trazei – traga – tragais.

32. Observando a correlação temporal entre a forma verbal destacada na frase e a forma verbal que você iria colocar no espaço, complete as frases abaixo:

A - teremos amigos quando nós _______ ricos (ficar)
B - teríamos amigos, se nós __________ ricos (ficar)
C - tínhamos amigos quando nós ________ ricos (ser)
D - tivemos amigos quando nós _________ ricos (ser)
E - temos amigos enquanto __________ ricos (ser)

a) ficamos – ficássemos – seremos – seremos – somos;
b) ficamos – ficarmos – fomos – somos – fomos;
c) fiquemos – ficássemos – éramos – somos – somos;
d) ficarmos – ficamos – somos – fumos – samos;
e) ficarmos – ficássemos – éramos – fomos – samos.

33. Observando a correlação temporal, assinale a alternativa que completa a frase: “Era provável que eles ______ hoje”.

a) virão;
b) venham;
c) viessem;
d) vêem;
e) vinham.

34. Assinale a frase em que está correta a correlação verbal:

a) se você interferisse, ele faria o trabalho sozinho;
b) se você não interferir, ele fazia o trabalho sozinho;
c) se você não interferir, ele faria o trabalho sozinho;
d) se você não interfere, ele fazia o trabalho sozinho;
e) se você não interferisse ele faz o trabalho sozinho.

35. Diz a regra: “exprimindo embora o resultado de uma ação acabada, o particípio não indica por si próprio se a ação em causa é presente, passada ou futura. Só o contexto a que pertence pode precisar sua relação temporal”. Nos exemplos seguintes:

I - desenterrada a batata, só nos restava assá-la.
II - desenterrada a batata, só nos resta assá-la.
III - desenterrada á batata, só nos restará assá-la.

A mesma forma expressa ação passada, presente e futura, respectivamente em:
a) I, II, III;
b) II, III, I;
c) III, II, I;
d) I, III, II;
e) II, I, III;


GABARITO 

1. C
2. B
3. D
4. B
5. B
6. E
7. D
8. B
9. B
10. A
11. A
12. D
13. B
14. E
15. E
16. E
17. B
18. E
19. D
20. C
21. C
22. C
23. D
24. C
25. E
26. C
27. D
28. E
29. D
30. C
31. C
32. E
33. C
34. A
35. A 

6 de agosto de 2018

ESQUEMA DA REDAÇÃO DO ENCCEJA - ENEM

TÓPICOS A SEREM LIDOS PARA PRODUÇÃO TEXTUAL ENEM 2019

  • Meio ambiente;
  • Crescimento da população;
  • Tecnologia;
  • Religião;
  • Mobilidade urbana;
  • Preconceito racial;
  • Redes sociais;
  • Violência;
  • Estética;
  • Sustentabilidade;
  • Liberdade de Expressão;
  • Bullying;
  • Água;
  • Família;
  • Crianças;
  • Desigualdade;
  • Redução da maior idade penal;
  • Geração de Energia;
  • Cultura.

VOZ PASSIVA


As leis devem ser obedecidas por todas as pessoas, certo? Bem… do ponto de vista legal e do ético, sim, essa afirmação é verdadeira. E à primeira vista, parece não haver problema algum na frase, não é?
Pois bem, não é! Legal e eticamente, deve-se levar à risca esse conselho, mas gramaticalmente, perceberemos que essa construção apresenta uma impropriedade, causada por influência da linguagem coloquial.
Relembremos alguns detalhes importantes: chamamos de Voz do verbo à relação existente entre o sujeito e a ação do verbo. Desse modo, dizemos que uma frase está na Voz Ativa quando o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo; na Voz Passiva, quando o sujeito recebe a ação; na Voz Reflexiva, quando o sujeito pratica a ação e ele mesmo a recebe e Voz Recíproca, quando há ao menos dois sujeitos e um pratica a ação sobre o outro e este a retribui ao primeiro.

Agora relembremos as alterações que ocorrem na passagem da voz ativa para a voz passiva analítica (aquela que emprega o verbo ‘ser’ como auxiliar, ao lado do verbo principal):
  • Os alunos leram todos os livros da lista da Fuvest. (Voz Ativa)
  • Todos os livros da lista da Fuvest foram lidos pelos alunos. (Voz Passiva Analítica)
Podemos “deduzir uma fórmula” para essa transformação, que envolverá os seguintes elementos da análise sintática:



Na Voz AtivaNa Voz Passiva passa a ser:
SujeitoAgente da Passiva (precedido de preposição)
Verbo (VTD ou VTDI)Locução verbal (verbo SER + verbo principal)
Objeto DiretoSujeito Paciente
Predicativo do Objeto (se houver)Predicativo do sujeito

Se houver outros termos com diferentes funções sintáticas, eles manterão as funções que já apresentavam na Voz Ativa (objeto indireto (OI), adjuntos adverbiais, adjuntos adnominais, continuarão a ser classificados do mesmo jeito).
Mantemos, na transformação, os aspectos semânticos, ou seja, não há mudança na informação da frase, é alterado apenas o ponto de vista a partir do qual apresentamos um fato: se a ideia é realçar quem faz a ação, usamos a Voz Ativa (nela é o sujeito que age); se a intenção é realçar o alvo da ação, empregamos a Voz Passiva (nela o sujeito recebe a ação). Mas cuidado! Não é apenas uma troca na ordem das palavras, o verbo precisa ser alterado e o agente ganha uma preposição!
Agora que já relembramos a transformação da Voz Ativa para a Vos Passiva, voltemos à frase do início do texto. Por que motivo ela não está de acordo com a norma culta? No quadro da “fórmula” da transformação, observamos que para ser possível a alteração de uma voz na outra, o verbo precisa ser transitivo direto ou bitransitivo. Isso porque é o objeto direto da Voz Ativa que se transformará em sujeito da Voz Passiva. E por que há essa exigência quanto ao verbo e ao objeto? Porque o sujeito nunca pode ser preposicionado! Dessa forma, apenas um termo que não é precedido de preposição poderá vir a ser sujeito. Trocando em miúdos, se o verbo é VTI, não será possível passar a frase para a Voz Passiva.
E o que essa exigência tem a ver com o verbo obedecer? É que, de acordo com as regras de Regência Verbal, o verbo obedecer é VTI, regido de preposição A. O problema é que, na linguagem coloquial, em situações informais, as pessoas deixam de empregar a preposição e a sensação é de que o verbo é VTD, o que possibilitaria a transformação em voz passiva. O mesmo ocorre com o verbo ‘assistir, no sentido de ver, presenciar. Ele também exige preposição A, para ter essa significação, mas isso é desconsiderado na linguagem informal.
Assim, para ‘consertar’ a frase inicial, se fosse uma questão de exame, precisaríamos manter a voz ativa:
  • Todas as pessoas devem obedecer às leis.

3 de agosto de 2018

EXERCÍCIOS SOBRE TRANSITIVIDADE


1) Observe os elementos e as falas da tirinha e responda: Por que não havia mais nenhum paciente na sala de espera?

2) Na primeira oração, em “Não estou conseguindo seguir a dieta vegetariana!”, a locução verbal em destaque (conseguindo seguir) liga-se ao seu complemento (a dieta vegetariana) sem preposição. Logo classifica-se como:
a) Verbo Intransitivo                          c) Verbo Transitivo Indireto
b) Verbo Transitivo Direto                 d) Verbo Transitivo direto e indireto

3) Em “Tome essas pílulas”, como classificamos o verbo e seu complemento?
Tome –
essas pílulas –

4) Em “Volte semana que vem”, o verbo “volte” não tem complemento, apenas um adjunto adverbial de tempo (semana que vem). Sendo assim, esse verbo é?
a) Verbo Intransitivo                           c) Verbo Transitivo Indireto
b) Verbo Transitivo                             d) Verbo Transitivo direto e indireto

5) Leia: “Depois da aula, entregou o bilhete à namorada.” Nessa frase, o verbo possui dois complementos “o bilhete” e “à namorada”. Classifique o verbo e seus complementos.
entregou –
o bilhete –
à namorada -  

6) Na frase “A esperança em dias melhores era o que o mantinha vivo”, a expressão em destaque classifica-se como:
a) Objeto indireto, pois esperança é verbo.
b) Complemento Nominal, pois é essencial para o sentido da frase e esperança não é verbo.
c) Adjunto Adnominal, porque pode ser retirado da frase e esperança não é verbo.

7) Na frase “Minha bolsa de marca”, o termo em destaque classifica-se como:
a) Objeto indireto, porque bolsa é verbo.
b) Complemento Nominal, porque é essencial para o sentido da frase.
c) Adjunto Adnominal, porque acrescenta uma informação adicional à palavra bolsa e poderia ser retirado sem prejuízo de sentido.

Respostas:
1)Porque o homem comeu todos eles. 
2) B
3) tome - verbo transitivo direto
essas pílulas - objeto direto
4) A
5) entregou - verbo transitivo direto e indireto
o bilhete - objeto direto
à namorada - objeto indireto
6) B
7) C

Colocação pronominal

 Sou estudante de Letras e tenho muitas dúvidas. Uma delas é sobre colocação pronominal. Minha professora disse que a frase 'Nós nos divertimos tanto' está errada e que o correto seria dizer 'Divertimo-nos tanto'. Seguindo esse pensamento, a frase 'Eu te amo' também estaria errada? É proibido colocar o pronome oblíquo depois do pronome reto? E se for, então a grande maioria das pessoas fala errado o tempo todo? Consultei várias gramáticas e ninguém comenta o assunto. Aguardo resposta. Obrigada."

Nós nos divertimos...?
1) Uma leitora, do curso de Letras, indaga qual a forma correta quanto à colocação dos pronomes átonos: I) "Nós nos divertimos tanto..."; II) "Divertimo-nos tanto..."
2) Para completar o quadro de dúvidas da leitora, poder-se-ia acrescentar à consulta se também é correto dizer "Nós divertimo-nos tanto..."
3) Em termos conceituais, para os tempos verbais simples, três são as possibilidades genéricas de colocação do pronome pessoal oblíquo átono: antes do verbo (próclise), no meio do verbo(mesóclise) e depois do verbo (ênclise). Exs.: I) "Não te vi na solenidade" (próclise); II) "Encontrar-nos-emos na solenidade" (mesóclise); III) "Vi-te na solenidade" (ênclise).
4) Esclareça-se que o pronome só se põe no meio do verbo quando este está no futuro do presenteou no futuro do pretérito. Como esse não é o caso da consulta, a questão resume-se a saber se se emprega a próclise ou a ênclise.
5) No caso da consulta, fixe-se que se tem um exemplo na ordem direta (sujeito + verbo + complementos), e não há palavra alguma que atraia o pronome para antes do verbo (lembre-se que o pronome pessoal nós, do caso reto, não é palavra atrativa).
6) E, assim, quando se (i) se tem um exemplo na ordem direta, e (ii) não há palavra que atraia o pronome para antes do verbo, é facultativa a colocação do pronome em próclise ou em ênclise.

7) Vejam-se, portanto, os seguintes exemplos, com a indicação de correção ou erronia quanto à colocação dos pronomes, incluindo-se hipóteses em que haja palavra atrativa (de valor negativo): I) "Nós nos divertimos..." (correto); II) "Divertimo-nos..." (correto); III) "Nós divertimo-nos..." (correto); IV) "Nós não nos divertimos..." (correto); V) "Não divertimo-nos..." (errado); VI) "Nós não divertimo-nos..." (errado); VII) "Nos divertimos..." (errado); VIII) "Não nos divertimos..." (correto).

ENEM

É tempo de apertar os cintos e pisar um pouco fundo no acelerador, pois as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão mais próximas a cada dia. É hora de participar mais de atividades de estudo e pesquisa, de revisar alguns conteúdos, participar de grupos de estudo com colegas da escola, para colocar as lições, atividades, exercícios e redações em dia e, falando em redação, não deixem de escrever a redação semanal, pesquisando propostas em provas passadas, em livros didáticos e apostilas do Ensino Médio dentre outras fontes.
Esta pode e deve ser a oportunidade de fazer mais simulados, em casa mesmo, controlando o tempo, resolvendo as questões e escrevendo a redação em um ambiente calmo, tranquilo, bem iluminado e é nestas simulações, falando mais especificamente em relação a redação, que vocês podem verificar, por meio de testes, como vocês se saem ao realizar uma prova textual e qual é o método, o modo que mais adéqua-se a vocês.
Sempre que me perguntam, por exemplo, sobre se é melhor fazer a redação antes ou depois das questões de múltipla escolha digo que não há uma receita pronta e sim que cada um possui o seu jeito particular, mas, se há dúvidas, deve-se testar nas provas da escola e em casa e avaliar, juntamente com o seu professor, em que modo vocês se saem melhor, possuem um maior rendimento. E o mesmo vale para o rascunho, o nosso tema de hoje.
O Enem e os demais vestibulares e exames requerem, intrinsecamente, textos bem planejados e articulados e este planejamento faz parte do processo de escrita (aliás, escrita de qualquer texto, para qualquer finalidade, desde um comentário em um site até um artigo científico, por exemplo) e pode ser realizado por meio da produção de um rascunho, antes de escrever a dissertação-argumentativa (no caso do ENEM) na folha definitiva a caneta. Digamos “pode”, pois há quem não costume e/ou não goste de rascunhar; é um direito de cada estudante, de cada candidato, mas este deve estar 100% seguro de si e de seu texto e planejá-lo, ao invés de no papel, na cabeça, mentalmente.
Norma culta e seu antigo debate
Para quem sente-se melhor rascunhando, é bom reservar um tempo adequado para tanto e é aí que muitos alunos se perdem e não sabem como proceder. Como afirmamos que cada um possui um estilo de escrita individual, já que cada um é o autor de seu texto, também pode-se testar o rascunho.
Há quem tenha o hábito de escrever o texto todo (mudando, mexendo, refletindo) e, ao ficar satisfeito, passa a limpo na folha de prova; há quem faça isso, a lápis, já na folha definitiva e quando pensa estar bom, passa a caneta por cima (só não se esqueçam de reservar um tempinho para passar a borracha, pois corrigir textos que foram primeiramente escritos a lápis e depois à caneta é difícil visualmente; facilitem a vida do corretor!) e há, ainda, aqueles que, no rascunho, escrevem apenas esquemas e não o texto todo, organizando o que abordará em cada parágrafo.
Aqui, abriremos um parênteses: os organizadores do Enem não permitem que os candidatos entrem nas salas de prova com lápis, lapiseiras e borrachas, apenas com canetas transparentes e, assim, nem se o candidato quiser poderá, neste caso, escrever a lápis e depois passar a caneta por cima. Isso pode ser feito em exames e vestibulares que permitam a entrada do candidato com lápis, lapiseira e borracha; no Enem, não.
Voltando ao nosso assunto, seja como for o seu modo de rascunhar, o planejamento, aliado à reflexão, é fundamental. Rascunhos rabiscados e apagados demonstram que o aluno pensou, refletiu e repensou sobre o que escreveu; não que quem não rascunhe não faça os mesmos processos mentalmente; como já dissemos, cada um possui seu modo de comportar-se numa ocasião de prova, cada um reage de um modo e por isso, até para se conhecer, que simulados são importantes (se sua escola ou cursinho promove simulados, participe!).
O Enem requer um texto bem paragrafado, ou seja, cada parágrafo deve abordar um tópico frasal e no rascunho isso pode e deve ser pensado e planejado, refletindo e organizando acerca da continuidade do texto: de onde você parte e para aonde quer chegar. Isto deve estar claro e nítido para o leitor.
Não se pode esquecer, também, do limite de 30 linhas imposto pela banca elaboradora: vocês devem escrever dentro deste limite e de modo limpo e legível. No rascunho, abreviações e desrespeito às margens são permitidos, mas na folha definitiva a redação deve ser transcrita à caneta, de modo limpo e respeitando as margens desenhadas. Esta é a primeira impressão que o leitor terá do seu texto e demonstra cuidado e organização (atentem-se à separação silábica!) de sua parte.