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27 de abril de 2015

ENEM

Se manter informado, no ano do Enem, é mais do que assistir telejornal e ler jornais para acompanhar as notícias. É preciso analisar as notícias através de um ponto de vista crítico, algo que sirva como base para argumentos na redação e para conseguir interpretar bem questões de história, geopolítica, filosofia e, principalmente, sociologia.
Para ajudar nossos leitores nessa maratona, preparamos mais um “Dicas de leitura” trazendo importantes textos sobre assuntos que estão em pauta nesses primeiros meses de 2015. Vamos lá?

1) Corrupção

Não é a primeira vez que trazemos indicações de leitura sobre esse assunto aqui, já que é uma temática bastante em alta por causa das investigações realizadas principalmente na maior estatal do Brasil, a Petrobrás.

2) Terceirização do trabalho

Você já deve ter ouvido falar que há um projeto de lei em processo de votação que pretende tornar irrestrita a terceirização da contratação de serviços. O assunto é bastante delicado e merece uma análise detalhada. De modo geral, os empresários são a favor da aprovação da lei e os sindicatos dos trabalhadores é contra.

3) Redução da Maioridade Penal

Mais um projeto de lei de cunho social que está em processo de aprovação e que tem gerado bastante controvérsia! O objetivo é reduzir para 16 anos a idade em que o indivíduo se torna penalmente responsável por seus atos. No Estadão, foi publicado um texto do sociólogo José de Souza Martins, professor da USP. Nele são apresentados argumentos contra a redução da maioridade penal

26 de abril de 2015

Rubem Alves

Plataforma que Integra Sisu, Prouni e Fies Deve Sair Este Ano




No mês de fevereiro, o então ex-ministro da educação Cid Gomes, anunciou que pretendia criar um ambiente virtual no qual os estudantes poderiam se inscrever no Fies da mesma forma que acontece com o Sisu e Prouni.
Dando sequência ao planejamento do Ministério da Educação (MEC), o atual ministro Renato Janine Ribeiro afirmou, na última quinta-feira (23), que a plataforma que integra os programas de acesso ao ensino superior que utilizam o Enem deve ser lançada ainda neste ano de 2015.
O objetivo da criação da ferramenta é facilitar e tornar mais prática a participação dos estudantes. Hoje o aluno se inscreve no Sisu, Prouni ou Fies de forma independente, tendo que realizar três processos diferentes. Conforme esclareceu Janine, com este novo sistema, a inscrição é realizada uma vez só numa plataforma unificada, que aproveita os dados cadastrados.
A ideia é a seguinte: não ter que três vezes entrar em três plataformas diferentes ou três vezes entrar na mesma plataforma e preencher tudo. Todos os dados já estão lá. Uma vez feita a inscrição, é só afirmar, no caso de não ter sido atendido, que quer passar para uma outra oferta de programa federal de acesso ao ensino superior.
Neste novo modelo, as inscrições continuariam a ser realizadas em períodos diferentes. Primeiro o candidato se inscreve no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para disputa de vagas nas universidades públicas. Caso não seja aprovado e cumpra com os pré-requisitos exigidos, poderá posteriormente utilizar os dados no próprio sistema para disputa de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), em instituições particulares.
Por fim, como última etapa, terá ainda a oportunidade de tentar a contratação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), para financiar sua faculdade e começar a pagar somente depois de 18 meses.
O ministro também não descarta a inclusão do Sisutec (Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica), que classifica estudantes para instituições de ensino técnico participantes, no ambiente virtual integrado.
A previsão de lançamento do sistema é para o final do ano, após a realização do exame nacional.

Língua portuguesa

Poetizando

HÁ MUITO PARA VER 
Os olhos podem ver mais além 
Multiplicar horizontes 
Ampliar as margens do rio da vida 
Há muito para ver, 
Há um Universo de estrelas infindáveis
Há uma vastidão de flores e perfumes incontáveis
Há paisagens lindas de infinitas cores
E borboletas voando por entre as flores
É preciso olhar para tudo que existe
além do que costumamos ver
E enxergar algo maior, algo tangível
e infinitamente belo para perceber.
Rose Finatti

Às vezes faz um bem danado olhar além do horizonte

25 de abril de 2015

Terceirão - ENEM



Para dar continuidade aos estudos envolvendo energia, hoje vamos ver alguns conceitos e fórmulas da física bastante estudados e cobrados na prova de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias do Enem, que são os tipos de energia: cinética, potencial (gravitacional, elástica e elétrica) e mecânica.
Primeiramente, precisamos entender que quando não há forças dissipativas envolvidas, ou seja, não há perda de energia para o ambiente, a energia mecânica do sistema deve se conservar. Para isso, as energias cinética e potencial se convertem uma à outra, mas conservam o total (mecânica).
Mecânica = Cinética + Potencial

Energia Cinética (EC)

É a energia ligada ao movimento, logo, tem relação direta com a velocidade do objeto. Ou seja, um corpo parado nunca apresentará energia cinética!
cinetica
Sendo m = massa (kg) e v = velocidade (m/s).

Energia Potencial

É a energia que tem potência para entrar em movimento. A energia potencial vai diminuir na mesma proporção que a cinética aumentar, e vice-versa. Ou seja, conforme aumenta o movimento, diminui o potencial para o movimento. Vamos ver separadamente cada uma delas.

Energia Potencial Gravitacional (EPG)

Como o nome diz, está ligada à gravidade. Para haver a força da gravidade sobre um objeto, é necessário que ele esteja à alguma altura do chão. Lembre-se: algo que está “no alto”, cai pela ação da gravidade, ou seja, tem potencial para cair.
potencial gravitacional
Sendo m = massa (kg) , g = a aceleração da gravidade (10m/s²) e h = altura do objeto ao chão (m).

Energia Potencial Elástica (EPE)

É a energia ligada à elasticidade. Pense assim: quando você estica uma mola, o que acontece? Ela ganha “potência” para entrar em movimento. Você esticou e ao soltar, a mola “sozinha” entra em movimento.
elastica
Sendo k = constante elástica do material, geralmente fornecido no enunciado das questões e x = deformação sofrida pelo material (o tanto que contraiu ou esticou).

Energia Potencial Elétrica (EPEle)

Cargas elétricas também são fontes de energia potencial. A expressão utilizada é:
potencial_eletrica
Sendo k = constante eletrostática (9.10^9 N.m²/C²), Q e q = cargas elétricas (C) e d = distância entre as cargas (m).
Vale lembrar que a unidade de medida de energia é Joule.
Para fixar os conceitos apresentados acima, vamos ver a resolução de uma questão que caiu no Enem 2011 sobre o assunto?
Enem 2011 – Caderno Amarelo – Questão 85
Uma das modalidades presentes nas olimpíadas é o salto com vara. As etapas de um dos saltos de um atleta estão representadas na figura:
1imagem
Desprezando-se as forças dissipativas (resistência do ar e atrito), para que o salto atinja a maior altura possível, ou seja, o máximo de energia seja conservada, é necessário que
a) a energia cinética, representada na etapa I, seja totalmente convertida em energia potencial elástica representada na etapa IV.
b) a energia cinética, representada na etapa II, seja totalmente convertida em energia potencial gravitacional, representada na etapa IV.
c) a energia cinética, representada na etapa I, seja totalmente convertida em energia potencial gravitacional, representada na etapa III.
d) a energia potencial gravitacional, representada na etapa II, seja totalmente convertida em energia potencial elástica, representada na etapa IV.
e) a energia potencial gravitacional, representada na etapa I, seja totalmente convertida em energia potencial elástica, representada na etapa III.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa C
Para esta questão vamos relembrar quatro conceitos:
Energia Cinética: onde a manifestação pode ser observada através da velocidade v de um corpo de massa m através da relação:
2imagem
Energia Potencial gravitacional: onde a manifestação pode ser observada através da altura h de um corpo de massam em relação a um referencial ao qual está submetido à ação da aceleração da gravidade:
3imagem
Energia Potencial elástica: onde a manifestação pode ser observada através da deformação x de uma mola de constante elástica k:
4imagem
Sistema Conservativo: é aquela onde, se todas as forças que nele atuam são conservativas, a soma das energias cinética e potencial é constante.
De acordo com estes conceitos, vamos analisar, da passagem de uma etapa para outra, quais energias
envolvidas foram transformadas:
Etapa I para Etapa II:
Durante a Etapa I, o garoto correndo possui energia cinética. Já na Etapa II ele irá tencionar a vara. Deste modo a energia cinética será transformada em energia potencial elástica.
Etapa II para Etapa III:
Na Etapa III, o garoto adquiriu altura em decorrência da deformação negativa da vara. Em outras palavras, a energia potencial elástica adquirida pela vara será devolvida ao garoto na forma de energia potencial gravitacional.
Etapa III para IV:
Na Etapa IV, o garoto, ao liberar a vara, caiu no colchão. Ou seja, a energia potencial gravitacional adquirida na etapa anterior se transforma novamente em energia cinética até que o garoto toque o colchão.
Logo, a única alternativa que descreve corretamente cada etapa com sua respectiva energia envolvida é a letra C.
Comentário: Uma questão bastante interessante onde relaciona os conceitos de energia cinética e potencial com a modalidade olímpica de salto com vara. É evidente que o aluno, para resolver esta questão, possua conhecimentos mínimos sobre o assunto. Porém, mais uma vez, a análise das alternativas e através da eliminação seria possível o aluno chegar à resposta correta.
Conteúdo envolvido: Energia Mecânica.

24 de abril de 2015

Redação ENEM


Estamos vivendo um momento político crucial e conturbado no Brasil desde 2013, quando as manifestações populares tomaram as ruas e as redes sociais pedindo várias melhorias e investimentos em áreas como a saúde, a educação, transporte público, moradia e, também, no âmbito político, requerendo a reforma política.
Infelizmente, muito se prometeu e pouco se cumpriu e, no ano seguinte, em 2014, houve as eleições para Presidente da República, deputados federais e estaduais, senadores e governadores estaduais e o país dividiu-se ao meio e não estamos falando da tradicional esquerda versus direita que, aliás, parecem não estar mais tão delineadas como eram antigamente.
Desde então e após o resultado das últimas eleições, discussões acaloradas têm desmantelado amizades e relações familiares e têm esquentado todas as relações sociais, seja em uma conversinha no ponto de ônibus, no salão de beleza, nas escolas, nas empresas ou ao redor da mesa durante o jantar.
Debater os problemas sociais e políticos do país faz parte da democracia, regime sobre o qual, felizmente, vivemos desde o fim da ditadura militar, mas parece que ainda vivemos sobre um estado totalitário, já que não há, entre uma parcela significativa de pessoas, respeito à opinião alheia. A democracia prevê liberdade de expressão e diversidade de ideias, mas parece que muitos indivíduos não conseguem levar adiante conversas saudáveis e já partem para os finalmentes, encerrando relações com os colegas, amigos ou familiares que pensam diferente.
Além dessa atitude extrema, geralmente, essas pessoas não argumentam quando entrarm em discussões como essa, apenas opinam, algo muito raso e fácil de se fazer. Ao defendermos uma ideia, não basta opinarmos, temos de argumentar, fundamentar e embasar as nossas afirmações em informações, dados e exemplos e devemos fazer o mesmo ao escrevermos gêneros e tipos textuais da ordem do argumentar, como a dissertação-argumentativa da prova de redação do Enem.
argumentar
Em uma publicação, quando abordamos sobre a redação do Enem o debate em torno da questão da redução da maioridade penal, alguns se colocaram favoráveis e outros contrários à medida, mas poucos argumentaram em favor de suas posições, o que é uma pena. Textos como esse, além de servirem para atualizarem vocês, leitores, sobre temas relevantes da atualidade e que podem, de uma maneira ou de outra, estarem presentes na próxima edição do Enem, têm como objetivo instigar um debate saudável e fundamentado, não apenas para a mera exposição das opiniões.
Infelizmente, temos observado isso nos comentários de todo e qualquer texto publicado na internet, seja em blogs, portais de notícias ou redes sociais. Porém, gostaríamos de ressaltar que o nosso intuito é fazer com que vocês argumentem não apenas por causa da prova de redação do Enem, mas para levarem isso para a vida toda, já que sempre estamos, mesmo que inconscientemente, querendo convencer o outro de que estamos corretos e não conseguimos isso sem fundamentar e embasar as nossas opiniões em argumentos fortes.
Os motivos e as razões pelas quais vocês pensam algo sobre alguma coisa devem estar postos para o seus leitores ou interlocutores para que estes lhes entendam e possam contra-argumentar e, assim, um debate saudável é estabelecido. Estabelecendo uma relação com as propostas de redação do Enem, como candidatos, vocês devem pensar sobre os possíveis contra-argumentos que seus leitores podem construir, mas isso deve se feito da maneira fundamentada e não na base da pressão.
Dissertações-argumentativas preveem a defesa de um ponto de vista e não é possível defender um ponto de vista sem embasar afirmações e opiniões em informações, dados e exemplos concretos. Além disso, esse tipo textual requer ponderação, equilíbrio e bom senso, já que posições radicais e extremas normalmente ferem os direitos humanos, aspecto fundamental nas propostas de redação do Enem.

22 de abril de 2015

Tema de redação



Recentemente temos tratado aqui sobre energia. Nesse artigo sobre Fontes Energéticas foi discutido sobre energia limpa e a quantidade de poluição emitida por cada fonte de energia.
Ao pensarmos nos poluentes, podemos aumentar ainda mais essa reflexão ao discutirmos sobre consciência ambiental. Esse tema tem estado cada vez mais em alta. Quem nunca ouviu falar sobre sustentabilidade?
Entretanto, as ações sustentáveis ainda são muito pequenas ou mal feitas. A coleta seletiva, por exemplo, muitas vezes não é tratada corretamente, ou seja, o resíduo é coletado separadamente por tipo mas não há um tratamento correto.
Outra questão é que a maioria das pessoas não se vê como parte do meio ambiente e, mesmo que saibam da importância de certas ações, só as executam quando tem alguma compensação financeira. O caso mais recente que ilustra isso é aeconomia de água. Muitas campanhas e ideias para economizar água surgiram recentemente mas são em decorrência da crise hídrica e não necessariamente de um aumento da consciência ambiental.
E não podemos reduzir somente às ações da população. As empresas também aderem à sustentabilidade por uma questão de “marketing verde”, isto é, quando a associação da imagem da empresa e/ou produto à questão ambiental faz vender mais, causando um aumento do lucro.
Tendo essas e outras situações em vista, propomos que você realize uma dissertação sobre o tema: Como desenvolver consciência ambiental nas pessoas?
Como o tema está na forma da pergunta “Como?” que geralmente é o que deve ser abordado na Proposta de Intervenção Social, aconselhamos que, antes de fazer a redação, leia a matéria sobre a 5ª Competência do Enem: a elaboração da proposta de intervenção.

Proposta de Redação

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema: “Como desenvolver consciência ambiental nas pessoas?“. Apresente uma proposta de intervenção e/ou conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defender o seu ponto de vista.

TEXTO 1

texto 1
*resma: conjunto de quinhentas folhas de papel do mesmo formato

TEXTO 2

Um passo de cada vez
Um levantamento feito pelo Instituto Vox Populi entre os dias 18 e 31 de março, com 2.200 homens e mulheres, de zonas rurais e urbanas de todas as regiões do país faz parte de uma pesquisa que é a quarta da série “O que o brasileiro pensa sobre o meio ambiente?”, lançada primeiramente em 1992, com edições em 1997 e 2001.
O entendimento do linguajar ambiental foi um dos pontos que mais surpreenderam a pesquisadora Samyra Crespo, à frente dos levantamentos desde 1992. Apesar de apenas 26% dos entrevistados se lembrarem de já terem ouvido falar em biodiversidade, 79% deles explicaram corretamente o termo. No mesmo modo, 62% dos entrevistados já escutaram a palavra transgênicos, 61% áreas protegidas e 67% efeito estufa.
Nada menos que 98% dos entrevistados consideraram a destruição das florestas algo, no mínimo,
grave para o Brasil. E quando perguntados explicitamente sobre o principal problema ambiental do país, 65% citaram os desmatamentos e as queimadas – um avanço desde 1992, quando essa era a opinião de 46% da população. Em segundo lugar ficou a poluição de rios, lagos e mares, com 43%. Samyra Crespo destaca que essa consciência não aumentou apenas em números absolutos, mas de forma bem distribuída no país. “Sobre o desmatamento, a questão se mostrou mais evidente na região Norte, onde esse índice subiu para 86%.”, diz a pesquisadora.
Mudanças tímidas
Tal posição poderia significar mais do que o simples reconhecimento da ameaça se os brasileiros, além de enxergarem o problema, se vissem como co-responsáveis por ele. Para saber se os entrevistados se envolviam em questões que efetivamente estavam ao seu alcance, a pesquisa propôs a listagem dos principais problemas do bairro. Como primeiras respostas apareceram: lixo e saneamento. E a culpa recaiu sobre os governos. “A maioria das pessoas ainda nem se considera parte do meio ambiente. Imagina se ia se ver como responsável”, diz Samyra.
Apenas quando explicitamente a pesquisa exigia que as pessoas dissessem de que maneira podiam ajudar a solucionar os problemas ambientais, elas lembraram do que tem sido repetido ao longo
dos últimos 14 anos de análises. Setenta e oito por cento delas disseram que vão contribuir fazendo coleta seletiva de lixo, 65% reduzindo o consumo de água e 51% diminuindo os gastos com energia. “Nesse ranking, a disposição de mudar certos hábitos só vira realidade quando dói no bolso”, avalia Samyra.
“Falta ligar o desafio de formar um Brasil melhor com um ambiente melhor. Não é pensar só no desempenho da economia, na conta bancária”, opina a educadora ambiental Suzana Pádua, fundadora do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê) e também colunista de O Eco.
Adaptado de http://www.oeco.org.br/reportagens/1614-oeco_16952. Matéria de 2006.

TEXTO 3

Pesquisa mostra avanço na consciência ambiental do brasileiro
Entre 1992 e 2012, aumentou o número dos que acham que a responsabilidade pelo meio ambiente é de governos municipais. Aqueles que acreditavam que este era um problema Ao longo dos últimos 20 anos, aumentou a parcela de quem considera o meio ambiente um problema regional ou local.
O percentual de daqueles que colocam a maior responsabilidade sobre os governos estaduais (em vez do governo federal) quase dobrou, subindo de 33% para 61%. Aqueles que concentram a responsabilidade nas prefeituras subiram de 30% para 54%.
Desenvolvimento: não a qualquer custo
Foi sistemático o crescimento dos que se opõem ao progresso econômico à custa da exploração insustentável dos recursos naturais. Nessa pesquisa, ele chegou a impressionantes 82% da população.
Nas edições anteriores este quesito mantém os mesmos percentuais impressionantes: 67% em 1997, 72% em 2001 e 75% em 2006.
Perguntados sobre a melhor razão para sentir orgulho de ser brasileiro, 28% apontaram a natureza como causa desse sentimento.
O desmatamento continua a ser a maior preocupação. Em 92, na primeira pesquisa, 47% o consideravam o pior problema. Nos números divulgados ontem, o percentual subiu para 67%. Em seguida, veio a poluição de rios e lagos e outras fontes de água, com 38,5%.
Sacolinhas e lixo
Dos pesquisados, 85% estão dispostos a aderir à campanha de redução do uso de sacolas plásticas. Onde há campanha, 76% aderiram.
A preocupação com o lixo galgou posições no ranking dos desafios ambientais. Coleta, seleção e
destino preocupavam 4% das pessoas entrevistadas em 1992. Hoje, o número saltou para 28%.
Nas regiões Sul e Sudeste, 48% afirmaram que fazem a separação dos resíduos nas residências.
“Muitas vezes a disposição da população não encontra acolhimento de politicas públicas. Muitas vezes o cidadão separa em casa e a coleta do lixo vai e mistura os resíduos”, afirmou Samyra Crespo, durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira. Ela é secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA e coordenadora do estudo desde a sua primeira edição.
Adaptado de http://www.oeco.org.br/noticias/26360-pesquisa-mostra-avanco-na-consciencia-ambiental-do brasileiro. Matéria de 2012.

21 de abril de 2015

ENEM


Dia 21 de abril é um feriado nacional em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes. Mas se você não conhece ou não lembra do período histórico em que ele viveu, você precisa ler esse artigo. Até porque um bom candidato ao Enem passa o feriado estudando, certo?
A Inconfidência Mineira aconteceu no século XVIII, período em que o Brasil ainda era colônia de Portugal. Nessa época, a atividade econômica mais em alta no Brasil era a mineração (ciclo do ouro). Porém, na segunda metade do século, houve um enfraquecimento da economia mineradora devido a uma série de acontecimentos paralelos como aumento do contrabando de ouro, escassez da reserva mineral, profunda dependência econômica com Portugal, altos impostos cobrados pela metrópole etc.
Com isso, Portugal aumentou ainda mais os impostos sobre o ouro, criando algumas novas leis, entre elas, a Derrama: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro por ano para Portugal. Quando a cota não fosse atendida, soldados invadiam residências e apreendiam pertences para completar o valor estabelecido.
Revoltados com essa situação econômica e política, alguns membros da elite brasileira começaram a se reunir e articular planos para conquistar a Independência do Brasil. Em Minas Gerais, o grupo era liderado por Tiradentes, Tomas Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Inácio de Alvarenga, entre outros nomes.
Os ideais defendidos por esse grupo eram influência da corrente filosófica Iluminismo que estava em ápice na Europa. O símbolo abaixo foi o lema da Inconfidência e foi tão influente em Minas Gerais que se tornou bandeira do Estado.
bandeira MG
A tradução da frase, mesmo que não pareça, significa “Liberdade ainda que tardia”. Mas, calma, você não é o único a já ter traduzido errado. Veja abaixo uma estrofe da poesia “Pátria Minha”, de Vinícius de Moraes, que cita o lema.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
“Liberta que serás também”
E repito!
No ano de 1789, esse grupo pretendia proclamar a independência da República e do Estado de Minas Gerais no dia da cobrança da Derrama, para conseguir apoio popular, já que a cobrança abusiva dos impostos sobre o ouro era bastante repudiada entre todos.
Entretanto, um dos líderes, Joaquim Silvério dos Reis, denunciou o movimento em troca do perdão de suas dívidas com Portugal. Como os envolvidos faziam parte da elite brasileira, poucos foram os condenados à prisão. Tiradentes, que era menos influente economicamente, foi condenado à morte por enforcamento e esquartejamento como forma de reprimir revoltas.
Agora que você já sabe mais sobre o contexto histórico que marca esse feriado, recomendamos a leitura deste artigo do siteHistória Digital com 15 curiosidades sobre Tiradentes. Assim você conhecerá além do que os livros didáticos contam e entenderá como a história é construída.
E como hobby de vestibulando é assistir filme de História e documentário, deixamos aqui uma lista de filmes sobre Tiradentes e a Inconfidência Mineira, direto do Youtube. Que tal dar uma olhada e escolher um para assistir hoje?

Terceirão

Verbo Assistir


Cuidado!!! Ele adora pegar candidato. Sabe por quê? Porque ele tem dois sentidos.

1º) Sentido de ajudar, dar assistência – Não se usa a preposição A.
Deus assiste o menino a encontrar seu caminho.

2º) Sentido de olhar, presenciar – Só se usa com a preposição A.
O professor assiste à apresentação do aluno.
Se você não usar a preposição A deste sentido, você estará ajudando e não vendo.

Então, na frase 2, se não puser a crase, o professor estará ajudando o aluno a se apresentar.

Terceirão

Verbos Esquecer e Lembrar

Se estes verbos vierem acompanhados de pronome oblíquo, exigem PREPOSIÇÃO.

Esqueci –-ME DE fazer o trabalho de Português.
A professora lembrou - SE DE elaborar a prova.



Quando não vierem acompanhados de pronome oblíquo, nada de preposição.
Esqueci o trabalho de Português.
A professora lembrou o episódio da cola. 



Terceirão

Regência de alguns verbos


Dá-se quando o termo regente é um verbo e este se liga a seu complemento por uma preposição ou não.
 Aqui é fundamental o conhecimento da transitividade verbal.
A preposição, quando exigida, nem sempre aparece depois do verbo. Às vezes, ela pode ser empregada antes do verbo, bastando para isso inverter a ordem dos elementos da frase (Na rua dos Bobos, residia um grande poeta). Outras vezes, ela deve ser empregada antes do verbo, o que acontece nas orações iniciadas pelos pronomes relativos (O ideal a que aspira é nobre).
Vejamos alguns verbos:

ACONSELHAR (TD e I)
Aconselho-o a tomar o ônibus cedo.
Aconselho-lhe tomar o ônibus cedo.

AGRADAR
* no sentido de acariciar ou contentar (pede objeto direto - não tem preposição).
Agrado minhas filhas o dia inteiro.
Para agradar o pai, ficou em casa naquele dia.
* no sentido de ser agradável, satisfazer (pede objeto indireto - tem preposição "a").
As medidas econômicas do Presidente nunca agradam ao povo.

AGRADECER
* TD e I, com a preposição A. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa.
Agradecer-lhe-ei os presentes.
Agradeceu o presente ao seu namorado.

AGUARDAR (TD ou TI)
Eles aguardavam o espetáculo.
Eles aguardavam pelo espetáculo.

ASPIRAR
* No sentido sorver, absorver (pede objeto direto - não tem preposição).
Aspiro o ar fresco de Rio de Contas.
* No sentido de almejar, objetivar (pede objeto indireto - tem preposição "a").
Ele aspira à carreira de jogador de futebol.
Não admite a utilização do complemento lhe. No lugar, coloca-se a ele, a ela, a eles, a elas. Também observa-se a obrigatoriedade do uso de crase, quando for TI seguido de substantivo feminino (que exija o artigo)

ASSISTIR
* No sentido de ver ou ter direito (TI - preposição A).
Assistimos a um bom filme.
Assiste ao trabalhador o descanso semanal remunerado.
* No sentido de prestar auxílio, ajudar (TD ou TI - com a preposição A)
Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos.
Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.
* No sentido de morar é intransitivo, mas exige preposição EM.
Aspirando a um cargo público, ele vai assistir em Brasília.
Não admite a utilização do complemento lhe, quando significa ver. No lugar, coloca-se a ele, a ela, a eles, a elas. Também observa-se a obrigatoriedade do uso de crase, quando for TI seguido de substantivo feminino (que exija o artigo)

ATENDER
* Atender pode ser TD ou TI, com a preposição a.
Atenderam o meu pedido prontamente.
Atenderam ao meu pedido prontamente.
No sentido de deferir ou receber (em algum lugar) pede objeto direto
No sentido de tomar em consideração, prestar atenção pede objeto indireto com a preposição a.
Se o complemento for um pronomes pessoal referente a pessoa, só se emprega a forma objetiva direta (O diretor atendeu os interessados ou aos interessados / O diretor atendeu-os)

CERTIFICAR (TD e I)
Admite duas construções: Quem certifica, certifica algo a alguém ou Quem certifica, certifica alguém de algo.
Observa-se a obrigatoriedade do uso de crase, quando o OI for um substantivo feminino (que exija o artigo)
Certifico-o de sua posse.
Certifico-lhe que seria empossado.
Certificamo-nos de seu êxito no concurso.
Certificou o escrivão do desaparecimento dos autos.

CHAMAR
* TD, quando significar convocar.
Chamei todos os sócios, para participarem da reunião.
* TI, com a preposição POR, quando significar invocar.
Chamei por você insistentemente, mas não me ouviu.
* TD e I, com a preposição A, quando significar repreender.
Chamei o menino à atenção, pois estava conversando durante a aula.
Chamei-o à atenção.
A expressão "chamar a atenção de alguém" não significa repreender, e sim fazer se notado (O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam)
* Pode ser TD ou TI, com a preposição A, quando significar dar qualidade. A qualidade (predicativo do objeto) pode vir precedida da preposição DE, ou não.
Chamaram-no irresponsável.
Chamaram-no de irresponsável.
Chamaram-lhe irresponsável.
Chamaram-lhe de irresponsável.

CHEGAR, IR (Intransitivo)
Aparentemente eles têm complemento, pois quem vai, vai a algum lugar e quem chega, chega de. Porém a indicação de lugar é circunstância (adjunto adverbial de lugar), e não complementação.
Esses verbos exigem a preposição A, na indicação de destino, e DE, na indicação de procedência.
Quando houver a necessidade da preposição A, seguida de um substantivo feminino (que exija o artigo a), ocorrerá crase (Vou à Bahia)
* no emprego mais freqüente, usam a preposição A e não EM.
Cheguei tarde à escola.
Foi ao escritório de mau humor.
* se houver idéia de permanência, o verbo ir segue-se da preposição PARA.
Se for eleito, ele irá para Brasília.
* quando indicam meio de transporte no qual se chega ou se vai, então exigem EM.
Cheguei no ônibus da empresa.
A delegação irá no vôo 300.

COMPARECER (Intransitivo)
Compareceram na sessão de cinema.
Compareceram à sessão de cinema.

COMUNICAR (TD e I)
* Admite duas construções alternando algo e alguém entre OD e OI.
Comunico-lhe meu sucesso.
Comunico meu sucesso a todos.

CUSTAR
* No sentido de ser difícil será TI, com a preposição A. Nesse caso, terá como sujeito aquilo que é difícil, nunca a pessoa, que será objeto indireto.
Custou-me acreditar em Hipocárpio.
Custa a algumas pessoas permanecer em silêncio.
* no sentido de causar transtorno, dar trabalho será intransitivo, com a preposição A.
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família.
* no sentido de ter preço será transitivo direto.
Estes sapatos custaram R$ 50,00.

ENSINAR - TD e I
Ensinei-o a falar português.
Ensinei-lhe o idioma inglês.

ESQUECER, LEMBRAR
* quando acompanhados de pronomes, são TI e constroem-se com DE.
Ela se lembrou do namorado distante. Você se esqueceu da caneta no bolso do paletó.
* constroem-se sem preposição (TD), se desacompanhados de pronome.
Você esqueceu a caneta no bolso do paletó. Ela lembrou o namorado distante.

FALTAR, RESTAR E BASTAR
* Podem ser intransitivos ou TI, com a preposição A.
Muitos alunos faltaram hoje.
Três homens faltaram ao trabalho hoje.
Resta aos vestibulandos estudar bastante.

INFORMAR (TD e I)
Admite duas construções: Quem informa, informa algo a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo.
Informei-o de que suas férias terminou.
Informei-lhe que suas férias terminou.

MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE (Intransitivo)
* Seguidos da preposição EM e não com a preposição A, como muitas vezes acontece.
Moro em Londrina.
Resido no Jardim Petrópolis.
Minha casa situa-se na rua Cassiano.

NAMORAR (TD)
Ela namorava o filho do delegado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.

OBEDECER, DESOBEDECER (TI)
Devemos obedecer às normas. / Por que não obedeces aos teus pais?
  • Verbos TI que admitem formação de voz passiva:
  •  
PAGAR, PERDOAR
São TD e I, com a preposição A. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa.
Paguei a conta ao Banco.
Perdôo os erros ao amigo.
As construções de voz passiva com esses verbos são comuns na fala, mas agramaticais

PEDIR (TD e I)
* Quem pede, pede algo a alguém. Portanto é errado dizer Pedir para que alguém faça algo.
Pediram-lhe perdão.
Pediu perdão a Deus.

PRECISAR
* No sentido de tornar preciso (pede objeto direto).
O mecânico precisou o motor do carro.
* No sentido de ter necessidade (pede a preposição de).
Preciso de bom digitador.

PREFERIR (TD e I)
* Não se deve usar mais, muito mais, antes, mil vezes, nem que ou do que.
Preferia um bom vinho a uma cerveja.

PROCEDER
* TI, com a preposição A, quando significar dar início ou realizar.
Os fiscais procederam à prova com atraso.
Procedemos à feitura das provas.
* TI, com a preposição DE, quando significar derivar-se, originar-se ou provir.
O mau-humor de Pedro procede da educação que recebeu.
Esta madeira procede do Paraná.
* Intransitivo, quando significar conduzir-se ou ter fundamento.
Suas palavras não procedem!
Aquele funcionário procedeu honestamente.

QUERER
* No sentido de desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar (TD).
Quero meu livro de volta.
Sempre quis seu bem.
* No sentido de querer bem, estimar (TI - preposição A).
Maria quer demais a seu namorado.
Queria-lhe mais do que à própria vida.

RESPONDER
* TI, com a preposição A, quando possuir apenas um complemento.
Respondi ao bilhete imediatamente.
Respondeu ao professor com desdém.
Nesse caso, não aceita construção de voz passiva.
* TD com OD para expressar a resposta (respondeu o quê?)
Ele apenas respondeu isso e saiu.

SIMPATIZAR E ANTIPATIZAR (TI)
* Com a preposição COM. Não são pronominais, portanto não existe simpatizar-se, nem antipatizar-se.
Sempre simpatizei com Eleodora, mas antipatizo com o irmão dela.

SOBRESSAIR (TI)
* Com a preposição EM. Não é pronominal, portanto não existe sobressair-se.
Quando estava no colegial, sobressaía em todas as matérias.

VISAR
* no sentido de ter em vista, objetivar (TI - preposição A)
Não visamos a qualquer lucro.
A educação visa ao progresso do povo.
* No sentido de apontar arma ou dar visto (TD)
Ele visava a cabeça da cobra com cuidado.
Ele visava os contratos um a um.
Se TI não admite a utilização do complemento lhe. No lugar, coloca-se a ele (a/s)
São estes os principais verbos que, quando TI, não aceitam LHE/LHES como complemento, estando em seu lugar a ele (a/s) - aspirar, visar, assistir (ver), aludir, referir-se, anuir.
Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, informar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir são TD e I, admitindo duas construções: Quem informa, informa algo a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo.
Os verbos transitivos indiretos na 3ª pessoa do singular, acompanhados do pronome se, não admitem plural. É que, neste caso, o se indica sujeito indeterminado, obrigando o verbo a ficar na terceira pessoa do singular. (Precisa-se de novas esperanças / Aqui, obedece-se às leis de ecologia)