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23 de fevereiro de 2018

COERÊNCIA TEXTUAL


A Coerência Textual


Garantir a coerência textual é fazer com que as ideias se completem, ou seja: é fazer com que o raciocínio seja linear e progressivo (em vez de ficar dando voltas no mesmo lugar), é fazer com que os argumentos estejam concatenados (interligados, associados), é fazer com que uma ideia seja a continuação de outra. 

Geralmente, a incoerência ocorre quando o leitor se pergunta: mas o que o autor desse texto quis dizer com isso? Ou então, quando as ideias são contraditórias ou quando uma não tem nada a ver com a outra. Ainda existe o caso "bola de neve", quando um assunto vai puxando outro e, no final, o que temos é uma bela salada de argumentos soltos. 


Incoerência tipo 1: ideias desarticuladas

"A segurança pública está comprometida e os mais ricos não se importam 
com os mais pobres, aumentando, assim, as desigualdades sociais". 

O que o comprometimento da segurança pública tem a ver com desigualdade social? Se esse trecho estiver solto na redação, sem nenhuma contextualização coerente que explique a associação entre essas duas ideias, então esse trecho é incoerente. A insegurança pública é a mesma para todos, tanto para ricos quanto para pobres e, portanto, não tem relação direta com desigualdade social. 

Incoerência tipo 2: contradição 

A educação pública está comprometida. Para tanto, é preciso valorizar o trabalho dos professores, dando a eles melhores condições de trabalho, reajustando os seus salários e dando mais oportunidades para eles se capacitarem. A educação é e continuará sendo uma prioridade do governo.

Se a educação é uma prioridade do governo, então a educação pública não estaria comprometida. Ou seja: os problemas da educação revelam que ela não tem sido uma prioridade do governo. Isso quer dizer que as ideias são contraditórias. 

Incoerência tipo 3: efeito Bola de Neve




A coerência textual também pode ser comprometida pelo efeito "Bola de Neve", quando um assunto vai puxando outro e se embolando, fazendo a redação perder o seu foco.  


O Brasil possui muitos recursos naturais, mas tem os desperdiçado com queimadas e desmatamento. É preciso que nós tenhamos a ciência de que os recursos naturais não são infinitos. Além disso, a Amazônia é alvo constante da cobiça internacional. Isso significa dizer que precisamos investir em nossas defesas para projetar a nossa soberania sobre os olhos dos outros países. As implicações geopolíticas associadas a isso são profundas e, para tanto, precisamos aprimorar a formação e a educação dos profissionais que atuam nas relações internacionais. A educação é importante para uma nação, pois assim é possível consolidar as bases para um futuro sólido para a nossa sociedade. Desse modo, vamos garantir uma sociedade mais justa e íntegra. Somente pela educação poderemos conferir justiça e um bem estar à população, trazendo mudanças profundas em nossa cultura. 



Aparentemente esse parágrafo está coerente e coeso. Porém, veja que eu começo falando de "Amazônia", viajo por entre "geopolítica" e "relações internacionais", passo pela "educação" e termino com "sociedade". Eu literalmente perdi o foco. Um assunto foi puxando o outro e eu acabei me perdendo em minhas ideias, criando uma bola de neve.

De certo modo, esse problema também pode ser considerado um problema de coerência, pois não é possível se extrair do parágrafo a sua ideia central. Não é possível resumir o parágrafo numa única ideia porque o parágrafo "atira" ideias para todos os lados. Isso geralmente ocorre quando nós não nos preparamos para escrever e, assim, nós escrevemos na velocidade do raciocínio, colocando no papel todas as ideias que vão surgindo. Para evitar que isso aconteça, verifique se o parágrafo começa com o mesmo assunto que ele termina. Se você, por exemplo, começou o parágrafo falando sobre o consumismo, então termine o seu parágrafo falando sobre consumismo. 

Lembre-se de que perder o foco na redação é uma grande chance de fugir do tema, que é um critério que pode zerar a sua redação. 

REDAÇÃO ORIGINAL

Redação Original


Você pode argumentar perfeitamente bem usando as técnicas de argumentação(exemplificação, causa e consequência, citação, etc...). Porém, a sua redação precisa ter uma coisa chamada originalidade. É aí que entra o "pulo do gato": você não precisa ter ideias mirabolantes para ser original. Para você escrever com originalidade basta evitar o chamado senso comum.

O Senso Comum


O senso comum é formado por aquelas ideias prontas e universais, do tipo "Maria vai com as outras". São ideias desgastadas que todo mundo usa, que vive aparecendo por aí e que faz a sua redação ficar tão chata e desinteressante como a maioria dos programas da TV aberta. 

A mais chata dessas ideias é a conscientização da população, que é uma espécie de solução universal para todos os problemas da humanidade. Quando a redação é pobre em conteúdo e em argumentos, ela acaba apelando para a "conscientização", já que não tem nada melhor para dizer. 

Se o tema da redação é, por exemplo, sobre "sustentabilidade", a redação vem escrita assim: é preciso conscientizar a população a respeito da sustentabilidade. Se o tema é caos do trânsito, a redação vem escrita assim: é preciso conscientizar a população a usar mais o transporte público. Se o tema é "convivência em sociedade", a redação vem assim: é preciso conscientizar as pessoas a respeito da vida da sociedade, levando-as a refletirem que a liberdade pessoal não deve comprometer a de outra pessoa.

E por aí vai... é preciso conscientizar pra cá, é preciso conscientizar pra lá e pronto: a redação está feita, de modo genérico, sem originalidade, sendo guiada pelo senso comum da conscientização. Quando você pega uma redação desse tipo, você nem precisa ler todo o texto porque já sabe como ele vai acabar. 

Se você quiser falar em conscientização, então diga como devemos conscientizar, explique quais são as ferramentas que devemos usar, diga quais iniciativas devemos ter, esclareça quem deve conscientizar quem, explique da onde virão os recursos, diga o que é necessário fazer para conscientizar e aprofunde essa questão. 

Outro exemplo é o do Governo Milagreiro. O senso comum diz que todos os problemas do Brasil são culpa do governo e somente ele é capaz de resolvê-los, como se ele fosse uma espécie de super-homem. 

Se o tema é "o problema da educação", por exemplo, esse problema só é causado pelafalta de investimento do governo. Se o tema é "acidentes de trânsito em rodovias", essa situação só pode ser resolvida pelo investimento do governo. Se o tema é "pobreza", esse problema só é resolvido com investimento do governo. E, assim, acabamos de escrever mais uma redação embalada pelas ideias do senso comum, culpando o governo por todos os problemas do país e atribuindo a ele uma característica de "milagreiro", como se ele esbanjasse recursos e tivesse um superávit infinito para investir o máximo possível em tudo ao mesmo tempo. 


Parlamentares resolvendo os problemas do Brasil.
Ora, não podemos nos esquecer de que um país não é feito apenas pelo governo. Existem ONGs, instituições, empresas, mídias, formadores de opinião e toda a sociedade para ajudar a resolver os problemas do país. 

Outro exemplo do senso comum: "todos os políticos são corruptos, ladrões e etc...". Então, tudo o que acontece de ruim no Brasil é por culpa da corrupção. 

Ora, primeiramente, quem é que enfia o camarada de terno e gravata lá dentro do Congresso Nacional? Não é a toa que existe uma máxima que diz: a nação tem os governantes que merece ter. Afinal de contas, somos nós que temos o poder de votar e de escolher quem vai para o Planalto e, além disso, nós temos o compromisso, como cidadãos, de acompanhar os fatos políticos de nosso país, fazendo jus a nossa democracia. 

Sendo assim, estar no senso comum é se deixar levar pelo o que todo mundo diz; é não se preocupar em pensar por si próprio, mas sim permitir ser pensado pelos outros, concordando com o que todo mundo diz. 

Imagine o avaliador pegando aquela pilha de papeis e corrigindo diversos textos parecidos, todos eles falando que o povo precisa se conscientizar e que o governo precisa investir mais nisso, mais naquilo... Então, imagine que, finalmente, surge uma redação que argumenta de um jeito diferente. Não precisa ser uma ideia mágica ou mirabolante: basta ser diferente, basta dizer qualquer outra coisa que seja coerente e que não siga o raciocínio do tudo é conscientização e investimento de governo. Essa redação, que não segue as ideias do senso comum, já é original e já se destacou da pilha de textos. 

Portanto, jamais esqueça isto: ser original não significa necessariamente ser inovador, mas sim ser diferente, fugindo do senso comum. 

A praga do senso comum


Todo mundo gosta de dicas e de macetes que possam magicamente facilitar as nossas vidas. Então, nós separamos, neste artigo, várias dicas valiosas para você escrever uma boa redação e se sair bem no vestibular, nos concursos e no Enem. São dicas que realmente funcionam e que realmente interessam a você. Bom proveito!


Dica 1 - A praga do Senso Comum e a falta de Originalidade


Não é preciso ter ideias mirabolantes para ser original. Para você escrever com originalidade basta evitar o chamado senso comum. O senso comum é o conjunto de argumentos formado por aquelas ideias prontas e universais, do tipo "Maria vai com as outras" e isso é péssimo para a redação. 

Um exemplo típico é a Síndrome do Governo Milagreiro. Quem tem essa síndrome pensa que todos os problemas do Brasil são culpa do Governo e somente ele é capaz de resolvê-los. Se o tema é "saúde", essa situação só pode ser resolvida pelo investimento do Governo. Se o tema é "infraestrutura ruim", esse problema é causado unicamente pelo Governo e só pode ser resolvido por ele. E, mais uma vez, acabamos de escrever uma redação embalada pelas ideias do senso comum, culpando o Governo por todos os problemas do país e atribuindo a ele uma característica de "milagreiro". Ora, não podemos nos esquecer de que existem outros atores importantes no cenário nacional, como a iniciativa privada e a própria sociedade.



Dica 2 - Coerência Textual e "Bola de Neve"


Um típico problema da Coerência Textual é o efeito Bola de Neve. Esse problema ocorre quando um assunto vai puxando outro e, no final das contas, você acaba terminando o seu parágrafo de um jeito diferente do modo que você começou. Quando escrevemos um texto argumentativo nós devemos manter uma linearidade de raciocínio, sem perder o foco ou ficar falando a mesma coisa com outras palavras. Então, quando comprometemos esse raciocínio linear nós corremos um risco maior de escrevermos incoerências e até mesmo de fugir do tema. 

Aí você pergunta: "como eu consigo manter o raciocínio linear"? Eu respondo: observe a paragrafação. 

Dica 3 - Saiba fazer (de verdade) cada tipo de parágrafo


O seu texto é formado por três tipos de parágrafos: introdução, desenvolvimento e conclusão. Fazer uma boa paragrafação significa construir seus parágrafos de modo adequado e, para tanto, você precisa saber as características de cada parágrafo. Desse modo, você vai conseguir se organizar melhor, manter o foco e o raciocínio linear, desenvolvendo os seus argumentos de forma mais clara e organizada com início, meio e fim. Um típico erro é, por exemplo, usar o parágrafo de conclusão para acrescentar mais um argumento e desenvolvê-lo.

Portanto, saiba exatamente o que cada parágrafo faz. Para tanto, veja: 

Como fazer a conclusão. 

Dica 4 - A praga do Clichê


Assim como o senso comum é formado pelas ideias desgastadas (coisas que todo mundo diz), os clichês são as expressões desgastadas e inadequadas para o seu texto que devem ser evitadas a todo custo. Não há nada tão ruim como começar a sua redação com desde os primórdios da humanidade, ou então escrever expressões do tipo no fundo do poço, agradar gregos e troianos, faca de dois gumes, etc... Todas essas expressões são alguns exemplos de clichês.  

Dica 5 - Coesão Textual

Um aspecto redacional muito importante é a Coesão Textual. Redação com falta de coesão é um texto mal escrito: não há exceção. 

A coesão nada mais é do que a forma em que o seu texto foi "costurado", ou seja: escrito. Existem dois sintomas básicos da falta de coesão que aparecem em seu texto: parágrafos fragmentados (com muitos períodos simples) ou então parágrafos com períodos longos demais (ou seja: você começa a ler e demora para encontrar um ponto-final). Para tanto, você deve usar os conectivos, papel bem desempenhado pelas conjunções (portanto, logo, desse modo, diante disso, embora, apesar de, etc...)


Dicas Rápidas


* Comece a sua prova com a redação. Afinal, se faltar tempo, é melhor chutar as questões objetivas do que chutar a redação (teoria testada e comprovada... da pior forma possível).

* Letra bonita é uma coisa e letra legível é outra coisa.

* A .
primeira coisa que você deve fazer é entender bem o tema.Veja um exemplo de como você 
* Use o mesmo espaçamento entre as palavras. Também use o mesmo tamanho de palavras. Não encurte o tamanho delas para você conseguir escrever dentro de uma linha, nem as alongue para conseguir ganhar uma linha. Se não souber se uma determinada palavra irá ou não caber num espaço, faça um teste: escreva a palavra à lápis primeiro.

* Seja simples e objetivo. Evite palavras complicadas. A pessoa que escreve bem consegue transmitir muitas ideias em poucas e simples palavras.

* Seja impessoal. Ao invés de dizer "nós precisamos rever nossos conceitos", diga "as pessoas precisam rever os seus conceitos". Não use o "eu" nem o "nós".

* Evite ideias ou expressões vagas ou indefinidas, do tipo "todo mundo", "todos", "alguém", "algum", etc...

Redação no Enem


A prova de redação do Enem tem suas características próprias. Você deve escrever um texto (argumentativo-dissertativo) de até 30 linhas que seja capaz de problematizar o tema proposto e, ao final, você deve fazer uma Proposta de Intervenção. A sua redação será avaliada de acordo com as cinco competências que você deve desenvolver durante a sua redação.

2018


A avaliação tem se concretizado com as seguintes atividades:


- Provas escritas
- Avaliações orais - seminários e declamação de poesia
- Produção de textos: narrativos, dissertativos e poéticos
- Diagnóstico para retomada dos conteúdos não apreendidos
- Avaliação das leituras das obras literárias em seminários (individual e em grupo), trabalhos e provas
escritas. Dramatizações, resenhas, reescritas, literatura comparada etc.

Conteúdos

 
Conteúdos por série/ano

1º Ano
1º Semestre

I - Leitura e Interpretação
- Crônicas; Poesias
II - Análise da Língua
- Pontuação; Paragrafação; Ortografia; Verbo HAVER; Linguagem: conceito e origem; tempos verbais.
- Funções da linguagem ( emotiva, expressiva, referencial, metalingüística, poética e apelativa).
III - Análise Literária
- Gêneros Literários (narrativo, lírico e dramático); Literatura Informativa e dos Jesuítas
- Barroco e Arcadismo no Brasil
IV- Produção de Textos
- Gênero: tipos que contemplem a estrutura e a diferença.
- Tipos de enunciados narrativos e descrittivos ( contos e crônicas).
Produção de Textos Informativos e Poéticos.
V- Apêndices
Sugestão de Filmes:
A Invenção do Brasil:( O Caramuru); Brasil Século XVI ; Em Nome de Deus.


2º Semestre
I - Leitura e Interpretação
- Textos Narrativos e Informativos; Textos Poéticos
II - Análise da Língua
- Estrutura de Palavras; Formação de Palavras;Estrangeirismos
III - Análise Literária
- Versificação; Figuras de Linguagem, Poesia e Prosa Medieval
- Literatura Portuguesa (do Renascimento ao Romantismo)
IV- Produção de Textos
- Textos Narrativos, Descritivos e Informativos
V- Apêndices.

Sugestão de Filmes:
Giordano Bruno ( Giuliano Montaldo). A conquista do Paraíso (Ridley Scott). Cristóvão Colombo ( Alberto Lattuada). A Missão ( Roland Joffé). A Rainha Margot ( Patrice Chereau). 


2º ANO 
1º SEMESTRE

I - Leitura e Interpretação
- Textos Narrativos: ( crônicas e contos); Textos poéticos; Textos Jornalísticos.
II - Análise da Língua
- Revisão: Ortografia e Acentuação; O léxico da língua: processo de formação de palavras.( derivação e composição); CLASSE DE PALAVRAS: Substantivo, Adjetivo, Artigo, Numeral, Pronomes, Verbos, Adverbios.
III - Análise Literária
História da Literatura Brasileira: Século XIX: Poesia e Prosa no ROMANTISMO; Características, Obras e Autores. Romantismo em Portugal
IV- Produção de Textos
- Texto Narrativo: Elementos da Narração (narrador, personagens, enredo, espaço, tempo, diálogo);
- Resumo;
- Produção de Textos poéticos.
V- Apêndices

Sugestão de Filmes:
Inocência, de Walter Lima; Amistad, de Steven Spielberg; O múltiplo, de José de Alencar. Romeu e Julieta (o filme), O Carteiro e o Poeta (o filme).


2º Semestre
I - Leitura e Interpretação
- Textos Informativos: reportagem; Narrativas longas: Sinopses, Resumos e Resenhas
II - Análise da Língua
- CLASSE DE PALAVRAS: Preposição, Conjunção e Interjeição.
III - Análise Literária
- Realismo, Nturalismo, Parnasianismo e Simbolismo.
IV- Produção de Textos
- Produção de textos informativos, reportagens; Produção de textos dissertativos; Resumos, resenhas, sinopses.
V- Apêndices.

Sugestão de Filmes:
Sonhos- Akira Kurosawa. Reds- Warren Beaty e Tempos Modernos, Charles Chaplin; Memórias Postumas de Brás Cubas; Germinal.


3º ANO
1º Semestre

I - Leitura e Interpretação
- Interpretação de textos;
II - Análise da Língua
-Revisão: Acentuação e Pontuação; SINTAXE: Frase, Oração e Período; Sujeito e Predicado; Períodos Simples e Compostos;
III - Análise Literária
- Revisão: Do Romantismo ao Simbolismo; Pré-Modernismo; Vanguardas Européias;Semana de Arte Moderna; Primeira Geração Modernista; Obras Literárias: lista oficial da UFPR (leitura e análise)
IV- Produção de Textos
- Gêneros Discursivos (Informativos, Persuasivos e Lúdicos); Dissertação (esquema, estrutura e elementos); Paráfrase (reprodução, resumo, discurso direto x indireto, linguagem coloquial x culta).
V- Apêndices

Sugestão de Filmes:
Triste fim de Policarpo Quaresma, herói do Brasil, de Paulo Thiago; Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade; Paixão e guerra no sertão de Canudos, de Antonio Olavo; Amazônia em Chamas. Documentário. 
2ºSemestre

I - Leitura e Interpretação
- interpretação de textos;
II - Análise da Língua
- Reestruturação: Colocação Pronominal; Elementos Coesivos; Concordância Verbal e Nominal; Regência Nominal e Verbal; Crase.
III - Análise Literária
Segunda fase Modernista: prosa; Terceira fase Modernista (Pós-Modernismo.);Obras Literárias: UFPR
(leitura e análise)
IV- Produção de Textos
- Dissertação __ Coesão e Coerência; Intertextualidade ;  Transposição de Linguagens (interpretação de textos figurativos: gráficos, tabelas e mapas, linguagem não- verbal x verbal de charges e tiras, artística x científica);
V- Apêndices.
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Sugestão de filmes:
A hora da Estrela, de Suzana Amaral; Morte e vida Severina, de Walter Avancini Lamarca, de Sérgio Rezende; O que é isso Companheiro?, de Bruno Barreto; As meninas, de Emiliano Pereira; Central do Brasil, de Walter Salles; O pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.
 
 
 

Metodologia

 
O trabalho é desenvolvido a partir das seguintes metodologias:
- Discussão em classe a partir dos conteúdos;
- Debates em grupo;
- Leituras e trabalho em grupo;
- Aulas expositivas e expositivo-dialogadas;
- Trabalhos individuais e apresentação de seminários;
- Contextualização dos conteúdos trabalhados;
- Leituras de textos críticos sobre a realidade social - análise e interpretação; leitura crítica da realidade sócio-histórica para produção de textos dissertativos.
- Atividades no Laborátorio de Informática;
- Oficinas de Literatura: Obras Literárias solicitadas 
 
 

Projetos

Sedução da Linguagem Poética

- Concurso de Declamação
- Varal de Poesia – poema de autoria e leitura plástica;
- Publicação de livro de poemas dos/as alunos/as autores/as.
 - Conhecendo o Brasil - terceiro ano
- Conhecendo o Rio Grande do Sul segundos anos

Leitura/Literatura

- Apoio à sala de aula 
 

Proposta Curricular da disciplina de Língua Portuguesa

 


Pressupostos teórico-metodológicos

O ensino de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira leva em consideração o fato de que a democratização desse saber só se realiza quando os/as alunos/as são capazes de interagir com o texto escrito e oral em seus diversos níveis de complexidade. Quando são capazes de ler nas linhas e entrelinhas, de captar as subjetividades presentes nos textos, perceber o ponto de vista e a presença da ideologia e da intencionalidade do/a autor/a. Compreender que uma vez que pode "estar sujeita às circunstâncias do momento, às instabilidades psicológicas, às flutuações de sentido, a língua em grande medida é opaca, não é transparente. Isso faz da prática da interpretação uma atividade fundamental da vida humana, da interação social". Ensinar Língua Portuguesa para os falantes dessa língua, numa perspectiva sócio-interacionista, exige abordar as variações linguísticas que caracterizam a linguagem na manifestação verbal dos diferentes grupos sociais dos falantes. Realizado dessa forma, possibilita a organização estrutural da linguagem verbal sem que a gramática normativa seja o centro das atividades de ensino-aprendizagem.

Objetivos gerais da disciplina

· Garantir ao/à aluno/a do Ensino Médio um domínio ainda maior das práticas sócio verbais, com uma elaboração condizente com seu nível de ensino;
· Capacitar cada vez mais o/a aluno/a a perceber nos diferentes textos as diferentes visões de mundo bem como os interesses que eles carregam, ou seja, a não neutralidade de todo texto;
· Trabalhar no ensino de Língua Portuguesa referindo o caráter social da língua que se realiza na interação verbal e social dos/as interlocutores/as;
· Compreender as variações da linguagem como fenômeno social e refletir as diferentes formas de manifestação do preconceito linguístico como uma forma de preconceito social em que, segundo BAGNO, "a noção de erro varia e flutua de acordo com quem usa e contra quem";
· Desenvolver as atividades de produção e compreensão de textos como extensão da tarefa de leitura e compreensão do mundo em que vivemos, com a consequente produção de reflexões sobre o mundo vivido em textos crítico-reflexivos.
· Desenvolver, despertar, incentivar, promover no/a aluno/a o prazer da leitura das obras literárias como produtos da experiência da humanidade, como relatos do nosso processo civilizatório tanto quanto nosso cotidiano. A leitura das obras de ficção deverá levar o/a aluno a compreender que estes são relatos da vida e que a história de todos e de cada um estão ali expressas.