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13 de julho de 2018

APENAS UMA DICA - VAMOS LÁ , TREINANDO !!!

No último dia 25 de junho, o programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura, entrevistou a pré-candidata à Presidência da República Manuela D´Ávila, filiada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e tal participação repercutiu muito na mídia como um todo e nas redes sociais, pois muitos telespectadores acharam que Manuela D´Ávila foi interrompida diversas vezes pelos entrevistadores, homens e mulheres, configurando, em muitas ocasiões, o manterrupting.
Um dos momentos que mais repercutiu nas redes sociais foi quando a pré-candidata foi questionada por Frederico D´Ávila – um dos coordenadores da campanha do também pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) – sobre a punição de estupradores por meio da castração química. Esse momento do programa destacou-se por, primeiro, o entrevistador quase não deixar a entrevistada responder a sua perguntar (e por ele ser o coordenador de campanha de outro pré-candidato) e pelo tema da pergunta em si, a castração química.
A castração química é um argumento recorrente na fala do pré-candidato Jair Bolsonaro, pois ele criou, em 2013, um projeto de lei na Câmara dos Deputados, em Brasília, que a coloca como punição para estupradores. Em 2016, o projeto estava tramitando na Câmara dos Deputados, mas, até agora, não foi votado; parece ter sido engavetado.
Manuela D´Ávila, no Roda Viva, ao tentar construir seu raciocínio, tentou argumentar que devemos acabar com a cultura de estupro no Brasil, ensinando e conscientizando os homens de que o estupro não tem justificativa e que não deve ser incentivado como punição a nenhuma mulher e que a vítima nunca é culpada pela violência sexual.
Afinal, a castração química seria uma alternativa viável para inibir estupradores e, assim, diminuir o número de estupros no Brasil? A coluna da Redação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de hoje é sobre isso, abordando tal questão como um tema pertinente para a prova de redação do Enem de 2018.
Pessoalmente, como professora de Redação que acompanha a prova de produção textual do Enem há anos, não acredito que esse seja, realmente, uma opção de tema para a banca elaboradora do exame, mas ele pode ser a escolha de outros vestibulares.
A castração química, segundo o médico urologista Alex Meller, em matéria do portal de notícias UOL, é um método que bloqueia a testosterona (aqui, candidato ao Enem, vale estudar hormônios em Biologia), diminuindo o desejo sexual e até a ereção (também vale, aqui, estudar reprodução humana em Biologia).
Segundo Meller, a castração química pode ser realizada por meio do uso de dois tipos de drogas. Um deles funciona inibindo a produção de testosterona e o outro tipo de droga engana o corpo do homem ao estimular altos níveis de produção hormonal e, assim, a produção natural é inibida.
Ainda de acordo com Meller, há drogas de uso oral e injetável e a posologia depende do paciente e, além disso, é um tratamento caro; há injeções, por exemplo, que custam R$ 3.000,00 reais.
Na mesma matéria também foi entrevistado o médico psiquiatra Danilo Baltieri no que concerne o termo “castração química”. Para ele, trata-se de um termo mais jurídico do que científico, pois é uma diminuição dos impulsos sexuais, não uma privação completa.
E é nesse sentido que muitas pessoas defendem que a cultura do estupro deve acabar e não apenas colocar a castração química como mais uma forma de punição aos estupradores.
Segundo o médico urologista Eduardo Ribeiro, professora da Universidade de Brasília (UnB), quando a castração química é feita o impulso sexual diminui, mas não necessariamente o interesse sexual também diminui, pois ela não muda a ideologia violenta do indivíduo que estupra. Isto é: mesmo sem ereção, o estupro e a violência sexual podem acontecer de outras maneiras, como por exemplo, usando pedaços de madeira, ferro, bambu ou cana de açúcar para penetrar a vítima, como já foi noticiado pela mídia.
Além disso, de acordo com o Código Penal brasileiro, o crime de estupro não se configura apenas pela penetração, mas é sim todo ato sexual (ato libidinoso) não consentido pela vítima, de acordo com a Lei 12.015, de 7 de agosto de 2009.
Nesse sentido, podemos citar como exemplo o caso do assassino e estuprador Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que atuava em São Paulo e que matou e estuprou seis mulheres e que, comprovadamente, não tem ereções. Não foram encontradas amostras de sêmen nas suas vítimas, mas ele as violentou de outras formas.
O estupro é um crime que busca dominar, humilhar e subjugar a vítima por meio da violência sexual, que pode ser dada sem penetração, ou seja, sem ereção por parte do estuprador que, normalmente, culpa a vítima. Ou seja, trata-se mais de uma questão psiquiátrica do que hormonal, ou não só hormonal.
Também não podemos esquecer que a maioria dos estupros no Brasil acontece entre pessoas próximas. A grande maioria dos estupradores são pessoas próximas às vítimas, inclusive de suas famílias; a menor parte dos casos é cometida por um estranho, nas ruas, como no caso do Maníaco do Parque.
Esperamos que o texto de hoje sirva de base para estudos e reflexões por parte dos candidatos ao Enem e de outros vestibulares sobre esse tema tão complexo e polêmico.

9 de julho de 2018

“Para eu ou para mim”?


Ao escrever o título do texto de hoje, o próprio Word ficou incomodado com a expressão ‘para eu’ e ‘ameaçou’ mudar o que eu havia escrito… Como ele pensou?
Bem, ele foi “alimentado” com uma gramática básica que diz o seguinte: após preposições deve-se empregar pronomes oblíquos tônicos. E o que são esses pronomes?
Vamos do início:
Chamamos de pronome à classe de palavras que podem substituir (ou acompanhar, ou modificar ou retomar) os nomes (substantivos) relacionando-os às pessoas do discurso (1ª pessoa = emissor; 2ª pessoa = receptor; 3ª pessoa = referente ou assunto da comunicação).
Os pronomes denominados pessoais são estes:


NºPessoaPronomes
Retos
Pronomes
Oblíquos
Singular1ªEuMe,
mim, comigo
2ªTuTe,
ti, contigo
3ªEle/elaSe,
si, consigo, o, a, lhe, ele
Plural1ªNósNos,
conosco, nós
2ªVósVos,
convosco, vós
3ªEles/elasSe,
si, consigo, os, as, lhes, eles

Os pronomes pessoais do caso reto só podem funcionar como sujeito dos verbos (lembram-se dos exercícios de conjugação verbal? Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam).
Já os pronomes do caso oblíquo funcionam como complementos verbais ou complementos nominais.
Se o verbo for transitivo direto (VTD) pode ter se objeto direto (OD) substituído pelos pronomes me, te se, o(s), a(s), nos e vos. Assim:
Encomendei (VTD) o livro (OD). = Encomendei-o
Um detalhe importante! Se o verbo terminar em R, S ou Z, seguidos dos pronomes O(S) e A(S), tanto o verbo como o pronome sofrem alterações na grafia. Observe:
  • Comecei a ler o livro hoje. = > Comecei a lê-lo.
  • Ele pôs o livro na estante. => Ele pô-lo na estante.
  • Fez toda a lição rapidamente. => Fê-la rapidamente.
(sim, é estranho aos olhos e ouvidos brasileiros, mas perfeitamente natural em Portugal…)
E se os verbos terminarem em som nasal (-ão, -õe ou -m), estes não sofrem alteração, mas os pronomes que o seguirem sofrerão uma nasalização, ganhando um ‘n’:
  • Os jogadores cantam o hino. = Os jogadores cantam-no.
Já se o verbo for transitivo indireto (VTI) pode ter se objeto indireto (OI) substituído pelos pronomes me, te se, lhe(s), nos e vos. Desta forma:
Entregaram (VTDI) a lista de livros (OI) para mim. = Entregaram-me a lista de livros.
No caso dos VTIs, algumas vezes a regência não permite que se substitua o OI por um pronome oblíquo átono. Deve-se, então, manter a preposição e empregar o pronome oblíquo tônico. Teremos então:
  • Gostam de mim.
  • Assistem ao filme. = Assistem a ele.
  • Simpatizamos com os alunos novos. = Simpatizamos com eles.
Há também uma situação muito particular, que foge a esse padrão. É o caso de orações reduzidas de infinitivo, que apresentam um sujeito expresso por um pronome.
Podemos ter o pronome oblíquo funcionando como sujeito:
  • Mandei-o fazer o trabalho.
= Mandei que ele fizesse o trabalho.
Ou ainda um pronome do caso reto após uma preposição:
    • Este livro é para eu resumir.
= Este livro é para que eu resuma.
Se não houvesse a segunda oração e a frase se encerrasse no pronome, este deveria ser pronome oblíquo tônico:
Este livro é para mim.
Mas de jeito nenhum poderíamos ter um ‘mim’ conjugando o verbo seguinte!!!
E se a frase for assim: “Para mim, ler é um prazer.”? Estaria correto esse ‘mim’ antes do verbo? Sim! Note que há uma vírgula, a expressão ‘para mim’ está deslocada da ordem direta e esse pronome não funciona como sujeito do verbo ‘ler’.
Entregaram o livro para mim.

8 de julho de 2018

Colocação pronominal

É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, lhes em relação verbo. Eles podem ser colocados de três maneiras:

próclise(antes do verbo) – Agora já te atendo.

mesóclise (no meio do verbo) – Contar-te-ei o que aconteceu.

ênclise (depois do verbo) – Apresentei-lhe a proposta.


PRÓCLISE
Usamos a próclise nos seguintes casos:
(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo algum.( Funcionam como palavras – ímãs)
- Nada me perturba.
- Ninguém se mexeu.
(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que.
- Quando se trata de comida, ele é um “expert”.
- É necessário  que a deixe na escola.

(3)Advérbios 
- Sempre me dediquei aos estudos.
- Aqui se trabalha.
OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de atrair o pronome.

- Aqui, trabalha-se.
(4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.
 Alguém me ligou? (indefinido)
- A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
- Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)

(5) Em frases interrogativas.
- Quanto me cobrará pela tradução?

(6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).
- Macacos me mordam!
- Deus te abençoe, meu filho!

(7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.
- Em se plantando tudo dá.
- Em se tratando de beleza, ele é campeão.

(8) Com formas verbais proparoxítonas
- Nós o censurávamos.

MESÓCLISE
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer – amarei, amarás, …) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas não aconteceu – amaria, amarias, …)
- Convidar-me-ão para a festa.
- Convidar-me-iam para a festa.
Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.
- Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa.


ÊNCLISE
Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada.
- Tornarei-me……. (errada)
- Tinha entregado-nos……….(errada)
Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa.
- Entregar-lhe (correta)
- Não posso recebê-lo. (correta)
Outros casos:
- Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas.
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se.
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes.
- Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo.
OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa, ocorrerá a próclise:
- Em se tratando de cinema, prefiro o suspense.
- Saiu do escritório, não nos revelando os motivos.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar+ infinitivo, gerúndio ou particípio.
AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo auxiliar.
- Havia-lhe contado a verdade.
- Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade.
AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo principal.
Infinitivo
- Quero-lhe dizer o que aconteceu.
- Quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu.
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu.
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.
Infinitivo
- Não lhe quero dizer o que aconteceu.
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Não lhe ia dizendo a verdade.
- Não ia dizendo-lhe a verdade. 



Colocação Pronominal - Exercícios

1) (BB) Assinale a colocação incorreta:
a) Preciso que venhas ver-me.
b) Procure não desapontá-lo.
c) O certo é fazê-los sair.
d) Sempre negaram-me tudo.
e) As espécies se atraem.

2) (TTN) Assinale a frase em que a colocação do pronome pessoal oblíquo não obedece às normas do português padrão:
a. Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro.
b. Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe.
c. Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
d. Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta.
e. O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: - Fostes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la com denodo e eficiência.
3)  (FTU) A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as normas vigentes no português padrão do Brasil é:
a) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários.
b) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários.
c) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários.
d) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários.
e) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários.

4)  (FFCL-SANTO ANDRÉ) Assinale a alternativa correta:
a) A solução agradou-lhe.
b) Eles diriam-se injuriados.
c) Ninguém conhece-me bem.
d) Darei-te o que quiseres.
e) Quem contou-te isso?

5)  (MACK) A colocação do pronome oblíquo está incorreta em:
a) Para não aborrecê-lo, tive de sair.
b) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda.
c) Não me submeterei aos seus caprichos.
d) Ele me olhou algum tempo comovido.
e) Não a vi quando entrou.

06)  (Unirio) Assinale a frase em que a norma culta recomenda a próclise, como ocorre em “uma força que nos alerta”.
a) Maria, diga a verdade (nos).
b) Informaram da dor de Maria (nos).
c) Revelarias o sonho de Maria? (nos)
d) Encontraremos com Maria (nos).
e) Ninguém falou de Maria (nos).

07) (UFJF) Assinale a opção em que a colocação do pronome pessoal átono está incorreta:
a) O resultado da prova agradou-lhe.
b) Darei-te uma nova oportunidade.
c) Não lhe quero mostrar o livro.
d) Nunca lhe podemos contar a verdade.
e) Ninguém deve aborrecer-nos durante a prova.

08) (EFOA) (UFMA) Indique a oração correta quanto à colocação pronominal:
a) Encontrarei-o amanhã, após o jantar.
b) Fui eu que ajudei-te.
c) Onde lê-se isto, leia-se aquilo.
d) Os operários tinham-se revoltado.
e) Tudo fez-se para teu conforto.

09)  (UEBA) “Entre eles e ________ existe um compromisso que só ________ se ________ ao sacrifício”.
a) eu - se cumprirá  -  dispusermo-nos.
b) mim – cumprir-se-á -  nos dispusermos.
c) mim - cumprirá  - nos dispusermos.
d) eu cumprir-se- á  -  dispusermo-nos.
e) eu -se cumprirá   - dispuser-mo-nos.

10)  (UFSE) “Os projetos que ________ estão em ordem; ________, ainda hoje, conforme ________”.
a) enviaram-me  -  devolvê-los-ei -  lhes prometi.
b) enviaram-me  -   os devolverei  - lhes prometi.
c) enviaram-me -   os devolverei -  prometi-lhes.
d) me enviaram  -  os devolverei   -  prometi-lhes.
e) me enviaram -  devolvê-los-ei  -  lhes prometi.

11)  (EFOA)          “___________ nossos escritores filiaram­-se ao naturalismo”.

A colocação do pronome átono empregada com a forma verbal destacada acima tornou?se incorreta em:
a) Nossos escritores filiar-se-ão ao naturalismo.
b) Nossos escritores jamais se filiarão ao naturalismo.
c) Oxalá nossos escritores se filiem ao naturalismo.
d) Nossos escritores talvez filiem-se ao naturalismo.
e) Nossos escritores filiavam-se ao naturalismo.

12)  (UFMA) Assinale o item em que a colocação está conforme a norma vigente:
a) Aquilo não parece-me brincadeira.
b) Poderá-se resolver o problema?
c) Levantei-me logo que vocês partiram.
d) Teriam-lhe falado sobre o assunto?

13)  (UFPB) Quanto à colocação de pronomes átonos, está conforme a norma da língua escrita o período:
a) “... ninguém me venha dizer que a imaginação não é outra realidade”. ( A. Nery)
b) “Foi o Araguaia que facilitou?lhe a viagem”. (Mário de Andrade)
c) “Não ter?se?á o leitor esquecido de que AG ficara às voltas com os tamoios”. (Ararípe Jr.)
d) “Me vejo dividida em duas...” (Lygía Fagundes Teles)
e) “Conheci que não amava?me, como eu desejava”. (José de Alencar)

14)  (UFPA) Assinale a alternativa correta quanto à colocação do pronome átono:
a) Quando se estuda, não se acha difícil a prova.
b) O candidato que prepara-se dificilmente fica reprovado.
c) A matéria, eles tinham revisado-a toda.
d) Que aprovem-no é o meu desejo!
e) O assunto, o passei a entender depois de muitas leituras.

15)  (UFES) A única alternativa que foge às possibilidades de colocação do pronome oblíquo átono é:
a) Não venham dizer-me que a morte oferece vantagens.
b) Não me venham dizer que a morte oferece vantagens.
c) Alguém tinha lembrado-me que a morte oferece vantagens.
d) Vieram-me dizer que a morte oferece vantagens.
e) Ter-me-iam lembrado que a morte oferece vantagens.

16)  (UECE) Como em “... esperou que ele se levantasse”, o pronome oblíquo átono, conforme a gramática, está colocado corretamente na opção:
a) A espingarda de Fabiano não havia partido-se.
b) Contaremos-lhes os problemas da seca no Brasil.
c) Os encontraram bem perto do rio seco.
d) Ninguém o estava maltratando na fazenda.

17)  (UFV) Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase:
“Se ______________ creio que ______________ com prazer”.
a) tivessem me pedido – teria-os recebido.
b) me tivessem pedido - os teria recebido.
c) tivessem pedido-me – tê-los-ia recebido.
d) tivessem me pedido - teria os recebido.
e) me tivessem pedido - teria recebido-os. 

18)  (Unirio) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim”.
A substituição de “os estranhos”, no enunciado em destaque, pelo pronome pessoal adequado resulta em:
a) poder-los-ia enganar.
b) poder-lhes-ia enganar.
c) poderia enganá-los.
d) poderia enganar-lhes.
e) poderia-lhes enganar.

19) Assinale, dentre as opções a seguir, aquela em que a colocação do pronome oblíquo é INACEITÁVEL, de acordo com o padrão culto da língua (embora muito comum na linguagem informal):
a) Encontraram-se por acaso à porta da loja.
b) Quem o recriminou por seu ato impensado?
c) Não quero incomodá-lo.
d) Tem certeza de que ele saiu-se bem no concurso?
e) O diretor resolveu criticar-se na frente dos colegas.

20)  (Unirio) Assinale o único exemplo em que há ERRO indiscutível na colocação do pronome átono.
a) Quem lhe teria contado o segredo?
b) Quem teria lhe contado o segredo?
c) Ter-lhe-iam contado o segredo?
d) Quem teria contado-lhe o segredo?
e) O segredo, ter-lho-iam contado?

21) (MM) A frase em que há erro de colocação pronominal é:
a) Dize-me com que andas, dir-te-ei quem és.
b) Quando a mamãe limpa a louça, ela o faz com muito cuidado.
c) É um prazer ouvi-lo falar.
d) Caberia-lhe, então, mostrar patriotismo e competência.
e) Mandou-me embora mais cedo.

22) (TER-MT) Segundo a norma culta, a colocação do pronome pessoal está incorreta em:
a) Companheiros, escutai-me!
b) Não nos iludamos, o jogo está feito.
c) Dir-se-ia que os amigos tinham prazer em falar difícil
d) Queria convidá-lo a participar da festa.
e) Não entreguei-lhe a carta.

23) (ESAF)  Marque a alternativa incorreta quanto ao emprego do pronome oblíquo átono:
a) Para Josefa,  que encorajou-me a repetir estas histórias, ofereço este livro.
b) Pedro arriou o feixe de lenha, voltou-se para os filhos e sorriu.
c) Infelizmente, não lhe foi possível dominar as emoções.
d) As linhas irregulares da costura tumultuaram-se no avesso da roupa.
e) O esgotamento, confundindo-se com a fome, ia envolvendo o velho lenhador.

24) (ITA-SP) Em qual dos períodos abaixo o pronome pessoal oblíquo está bem colocado?
a) Me causava admiração ver aquela turma se dedicando com tanto afinco aos estudos.
b) Apesar de contrariarem-me, não farão me mudar de posição.
c) Já percebeu que não é este o lugar onde devem-se colocar os livros.
d) Ninguém falou-nos, outrora, com tanta propriedade e delicadeza.
e) Não se vá cedo; custa-lhe ficar um pouco mais?

25) (UEL-PR) Logo que você ............, é claro que eu .......... da melhor maneira possível, ainda que isso ..........o serviço.
a) me chamar – atendê-lo-ei – me atrase
b) chamar-me – atendê-lo-ei – atrase-me
c) me chamar – o atenderei – me atrase
d) me chamar – o atenderei – atrase-me
e) chamar-me – atenderei-o – atrase-me




GABARITO
1 -D
2 - D
3 - B
4 - A
5 - B
6 - E
7 - B
8 - D
9 - E
10- E
11- D
12- C
13- A
14- A
15- C
16- D
17- B
18- C
19- D
20- D
21- D
22- E
23- A
24- E
25-C