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20 de outubro de 2018

CONJUNÇÕES, EITA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Aqui vai uma pergunta capciosa: você sabe usar as conjunções? Da maneira correta? Contribuindo para um texto redondo, assertivo, organizado e esteticamente interessante?
Sim ou não?
Pelo sim ou pelo não, vamos começar do começo.

1. O que é uma conjunção?

Pelo significado da palavra em si, dá pra perceber que conjunção tem alguma coisa a ver com ligação, união, junção e toda a horda de sinônimos.
Uma conjunção não varia em gênero ou número e tem como função, dentro de uma frase, ligar orações de mesmo valor gramatical, como termos ou as orações em si. Não entendeu bulhufas? Toma exemplo:
Exemplo de conjunção ligando termos iguais (os termos estão em itálico e a conjunção está em negrito):
Você não gosta de Doritos de queijo Nacho e, de guacamole.
A vírgula marca a silepse de verbo; e gosta de guacamole.
Exemplo de conjunção ligando orações em si (as orações estão em itálico e a conjunção está em negrito):
Tirei 400 na redação e chorei muito.

2. Quais são as conjunções?

Essas queridas são classificadas em dois tipos: coordenativas e subordinadas.
Está lendo essas palavras compridinhas e tendo arrepios na espinha lembrando do ensino médio?
Pois é, chuchu.
As conjunções são essenciais para a construção de uma boa redação, já que dentro delas moram grande parte dos preciosos conectivos (dizemos “grande parte” porque são advérbios e pronomes).
Entender sua função e funcionamento é, talvez, o que você está precisando para tirar, de vez, 200 competência 4.
Não sabe que competência é essa? Vixe. 
Vamos, enfim, às conjunções:

a) Coordenativas

Tem a função de ligar duas orações independentes. Essas estão organizadas em cinco tipos (todas com nome autoexplicativo, o que não significa que não vamos explicar pra você):
1. Aditivas – expressam soma, adição.
Conjunções: não só… mas também, nem, bem como, não só… como também .
Ex.: Ele não só é lindo como também engraçado.
2. Adversativas – expressam oposição, adversidades.
Conjunções: no entanto, todavia, não obstante, mas, porém, contudo, entretanto,
Ex.: Não foram hexa, todavia deixaram o Brasil todo orgulhoso com seu desempenho.
Não era ator, contudo caía com a destreza de um gato.
3. Alternativas – simbolizam escolha de pensamentos
Conjunções: ou, ou… ou, ora… ora, já… já, quer… quer, seja… seja.
Ex.: Ou você vai ou você fica.
Ele faz um drama gigante, seja por dinheiro seja por amor.
4. Conclusivas – exprimem conclusão de pensamento.
Conjunções: logo, portanto, por isso, pois, por conseguinte, assim.
Ex.: Chorei bastante, portanto consegui um bom desconto.
Não precisamos nem dizer que as conjunções coordenadas conclusivas são essenciais na sua conclusão, certo?
6. Explicativas – exprimem razão e motivo.
Conjunções: que, porque, pois, porquanto, por conseguinte, assim.
Ex.: Coma vegetais, porque é importante!

b) Subordinativas

As conjunções subordinativas têm a função de ligar duas orações que são subordinadas uma à outra, ou seja, que dependem uma da outra para expressar uma ideia completa. Destas, há dez tipos:
1. Integrantes
Servem como a introdução de uma oração que vai completar o sentido da outra.
Conjunções: que, se.
Ex.: Quero que você compre um x-bacon agora pra mim.
2. Causais – introduzem orações que dão ideia de causa.
Conjunções: que, porque, como, pois que, visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde que.
Ex.: Como fingi que estava doente, não pude ir à aula.
3. Comparativas – introduzem orações que dão ideia de comparação
Conjunções: como, qual, que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor e pior).
Ex.: Eu sempre fui melhor que você!
4. Concessivas – iniciam orações que indicam contradição.
Conjunções: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, por mais que, apesar de que.
Ex.: Vou à praia, embora esteja chovendo.
5. Condicionais – dão início a orações que denotam hipóteses ou condições.
Conjunções: se, caso, a menos que, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que.
Ex.: A menos que eu não queria, estarei lá amanhã.
Eu te amarei, contanto que você se comporte.
6. Conformativas – iniciam orações que expressam acordo, resolução.
Conjunções: como, conforme, segundo, consoante.
Ex.: Cada um enriquece conforme trabalha
QU
As conjunções subordinadas conformativas são interessantes para fazer citações.
7. Consecutivas – dão o início de orações que indicam uma consequência ou um ato que é consequência de outro.
Conjunções: que (precedido de tal, tanto, tão ou tamanho), de modo que, de forma que, de sorte que.
Ex.: Ela esperneou tanto que conseguiu o que queria. 
8. Temporais – iniciam orações que dão sensação de tempo.
Conjunções: quando, mal, assim que, logo que, antes que, depois que, sempre que, desde que.
Ex.: Fomos assim que deu vontade.
9. Finais – iniciam orações que exprimem finalidade.
Conjunções: porque, a fim de que, para que.
Ex.: Pelo amor de deus, sentem logo para que eu possa ver a Beyoncé.
10. Proporcionais – iniciam orações que exprimem concomitância, sequência, sincronia.
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto menos, quanto menor, quanto maior, quanto melhor.
Ex.: À medida que eu cresço, eu vejo a besteira que fiz.
Agora que te mostramos a quantidade de conjunções existentes, quero ver muitos usos conscientes no seu texto, pra que ele fique fluido como água. Deixamos aqui uma tabelinha com todas as conjunções apresentadas acima. Assim, seu repertório de conectivos ficará riquíssimo!
  

TEMAS DE REDAÇÃO

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Lembrando que esses “chutes” não necessariamente podem ser certeiros, mas, vai que, né?
Achamos que este tema tem muitas chances de cair. Analisamos as redes sociais do INEP e percebemos que eles têm postado muitas coisas em relação a isso. Eles até estão com uma campanha #EnemRegional nas redes, então, vale a pena ler materiais sobre este assunto e praticar a escrita dele.
Este tema pode vir assim ou até mesmo falando sobre uma minoria específica, seja em termos de religião, raça, orientação sexual, identidade de gênero, enfim, há muitas possibilidades;
3- Trabalho escravo.
Neste ano foi divulgada uma atualização da Lista Suja do Trabalho Escravo pelo Ministério do Trabalho. Em vez de ela ter diminuído, mais de 30 novos nomes foram inseridos. Então, como o tema é bastante atual e pertinente, talvez caia algo sobre o assunto;
Todo ano muitas pessoas sempre acham que o transporte pode ser o tema da redação, então, para não perder a tradição, deixamos aqui este tema;
Todo mundo lembra do recente incêndio ocorrido no Museu Nacional, né? Mas, achamos que o tema pode não se prender apenas à questão dos museus, mas pode tratar também sobre culturas regionais e a importância de preservá-las. Vale a pena ler materiais sobre estes assuntos.
Tá achando que acabou, é?
Vamos para mais 5 possíveis temas:
Os índios são, historicamente, um importante povo para o nosso país e, desde a época de 1500 eles vêm sendo massacrados. Hoje em dia eles ainda enfrentam problemas para serem inseridos na sociedade e para que a sua cultura seja valorizada. Sendo assim, achamos que este pode ser um tema pertinente para a redação;
7- Fake News.
Estamos em ano de eleições presidenciais em nosso país e sabemos a influência que as fake News têm, não apenas para a política, mas para vários aspectos de nossa sociedade. Então, o tema da redação pode estar relacionado a isso;
8- Homofobia.
Apesar de já termos citado o tema a respeito do “desrespeito às minorias”, deixamos aqui o tema que trata especificamente sobre homofobia; sabemos que as chances de este tema cair não são tão grandes assim, pois é um assunto bastante polêmico. Apesar disso, não podemos negligenciar o assunto, pois é de extrema importância em nossa sociedade;
Um tema super atual e que vale a pena estar na lista. Sugerimos que o candidato leia notícias sobre o assunto e que, principalmente, saiba diferenciar e elencar as características do bullying e do ciberbullying;
Você sabe o que são as ISTs? ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) é o termo utilizado atualmente pela OMS, em vez de “DSTs”. Isso porque “doença” implica sintomas e sinais visíveis no organismo, enquanto “infecções” refere-se a períodos sem sintomas, ou seja, o termo ISTs é o mais adequado. Falando sobre elas (as ISTs), atualmente a contaminação referente a HIV, Hepatite C, gonorreia, sífilis, herpes genital, HPV, clamídia e outras doenças têm crescido nas estatísticas entre os jovens brasileiros. Portanto, é importante ler sobre o assunto e estar preparado.

TEMA DE REDAÇÃO

O Ministério do Trabalho divulgou nesta sexta-feira (5/10/2018) uma versão atualizada da chamada “lista suja” do trabalho escravo, em que denuncia 209 empresas pela prática do crime. De acordo com o documento, entre 2005 e este ano (2018), 2.879 funcionários foram submetidos por seus empregadores a exercer atividades laborativas sob condições degradantes e desumanas.
O chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), Maurício Krepsky Fagundes, destaca que a lista traz 50 nomes que não figuravam no cadastro anterior.
Ainda segundo ele, pela primeira vez na série histórica, iniciada em 2005, um empregador doméstico foi reportado como infrator.
Segundo Fagundes, a nova lista traz tanto empregadores do espaço urbano como da zona rural. Ainda segundo ele, somente a lista com dados de 2018 consolidados, divulgada no final do ano, permitirá uma análise mais detalhada sobre o perfil das vítimas.
Trabalho escravo
A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão

Texto 2

Quarenta estrangeiros em regime de trabalho escravo foram resgatados no Paraná, de acordo com uma pesquisa da Universidade Positivo, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT).
São 24 trabalhadores de Bangladesh e 16 do Paraguai. Além disso, 11 pessoas têm menos de 18 anos. O levantamento começou a ser feito no último semestre de 2017.
Segundo o coordenador da pesquisa e coordenador-geral dos cursos de Pós-Graduação em Direito, professor Eduardo Faria Silva, a pesquisa é inédita, já que foi realizado um cruzamento de dados que, até então, nunca tinha sido feito.
“Tivemos acesso às ações judicializadas entre 2008 e 2015 no Paraná que, ao todo, envolvem 643 trabalhadores e somaram mais de 15 mil páginas, para analisar a realidade do trabalho escravo”, explica.
Segundo o professor, a segunda fase da pesquisa vai envolver a análise dos processos de todo o país. “Será uma pesquisa de cinco anos, já que é um trabalhobem mais complexo e abrangente”, conta.
De acordo com o procurador do Trabalho (MPT/PE) e coordenador Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT, Ulisses Dias Carvalho, mesmo após 130 anos da abolição da escravatura no Brasil, as práticas de trabalho escravo ainda são mais comuns e estão mais próximas do que imaginamos.
“O setor rural responde pela maior parte dos processos, mas o trabalho com condições análogas à escravidão também está presente nas cidades, como no setor de construção civil, por exemplo”, explica.
Dos processos analisados, 76,5% são de atividades desenvolvidas na área rural, frente a 23,5% na área urbana.
Para o diretor da Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da Universidade Positivo, Roberto Di Benedetto, o levantamento é fundamental, já que pode ser fonte para outras pesquisas. “Temos um banco de dados riquíssimo, que vai muito além do primeiro resultado e permite, por exemplo, olharmos para o fluxo migratório, questões de gênero, família e escolaridade”, esclarece.
De acordo com Faria, o resultado das pesquisas vai auxiliar o MPT a organizar as operações de resgate, além de fornecer informações mais concretas. “Além disso, aproxima a universidade de uma política pública importante, como a da erradicação do trabalho escravo no Brasil”, finaliza.

Texto 3

A partir da leitura dos conteúdos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Trabalho Escravo em discussão no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

CITAÇÕES..AI...

conjunto-de-citacoes-por-tema
Oi, gente, tudo bem?
Hoje estamos aqui pra ajudar vocês a inserirem citações nos textos sem que elas pareçam descontextualizadas.
Vocês talvez não saibam, mas é extremamente irritante para o corretor quando ele se depara mil vezes com textos que apresentam citações desconexas, que não têm nada a ver com o tema. Quer um exemplo? Hoje em dia se usa muito uma citação do personagem Brás Cubas, que fala “não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. E se isso pra falar sobre educação, sobre segurança, sobre redes sociais e por aí vai. Não faça isso!
Mas, então, como saber se a citação vai ser boa? Pra isso, você tem que pensar se ela tem algo a ver com o assunto, com o tema ou com o seu argumento naquele momento. Então, vamos pensar em citações específicas para alguns temas, que tal?
Eis aqui uma ótima citação de Charles Saint-Evremond que diz: “A saúde como a fortuna, deixa de favorecer os que abusam dela”. Percebe-se que a citação tem tudo a ver com saúde, um dos assuntos abordados na proposta de redação. Então, para todos os temas que tratem sobre saúde, a citação pode servir
2. Temas que falem sobre tecnologia.
Veja uma ótima citação para este tema: “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”. Albert Einstein;
3. Temas que falem sobre educação.
Eis a frase de kant: “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”.
4. Temas sobre preconceitos.
Olha esta frase do Maquiavel, se não é um tapa na cara: “Os preconceitos têm mais raízes do que os princípios”.
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Atribui-se esta frase a Paul Joseph Goebbels.
6. Temas sobre refugiados.
“Direito de asilo é direito humano”, diz Habermas, filósofo alemã.
7. Temas sobre drogas.
Vejamos a frase de Carl Jung: “Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo”. Deve-se tomar cuidado com a citação, devido à sua ambiguidade.
E aí, curtiu? Tentamos inserir citações impactantes e curtas, para que você consiga lembrar delas na hora de escrever. Pra gravar elas na memória, que tal discorrer sobre os temas listados aqui, e enviar a sua redação pra gente corrigir?

TEMA DE REDAÇÃO

Vira e mexe vemos retratados em novelas, filmes e seriados aqueles personagens frios e malvados, que fazem de tudo para alcançar seus objetivos pessoais doa a quem doer e sem se preocupar com familiares e amigos.
Não dificilmente associamos a ambição cega e desenfreada a este tipo de comportamento.
E não é à toa, já que ser ambicioso pode ser sim um assunto bem polêmico, cheio de prós e contras e um assunto que dá muito pano para manga igualmente em uma conversa de bar informal com colegas ou em um encontro mais intelectual como um café filosófico.
Afinal, ser ambicioso é algo bom ou ruim? A ambição pode ter um lado positivo e qual seria?
A ambição é um sentimento como qualquer outro e, assim como outras facetas da vida humana, tem seu lado positivo e negativo, dependendo do ponto de vista e da forma como é empregado.
Basicamente, é algo que pode ser muito bom sim. Sem ambição somos seres passivos e sem vontade de ir além, de ver o outro lado, de conhecer mais.
Ser ambicioso pode nos jogar para o novo e despertar em nós o prazer pelo conhecimento e aquela fome de sempre querer saber mais. Como algo assim poderia ser ruim?

Ambição humana: Texto 2

Para Lícia Egger Moellwald, consultora da área de treinamento corporativo e professora da Universidade Anhembi Morumbi, a ambição é vista como o caminho ideal para o sucesso. Mas é importante ter muito cuidado para não perder os limites na busca de ascensão. “Um profissional ambicioso deve ser ético, acima de qualquer coisa”, ressalta Lícia. “Quando se torna uma obsessão, a ambição será muito prejudicial”, acrescenta.
Para ela, a pressa para alcançar os objetivos faz com que muitos ambiciosos percam os limites e acabem comprometendo seu futuro nos negócios. “Puxar o tapete dos colegas, não reconhecer a participação deles em trabalhos que tiveram resultados positivos, não dividir informações, entre outras atitudes, faz com que o funcionário não seja bem-visto e não é recomendado em nenhuma situação”, afirma. Para Lícia, “assim como a ambição, a paciência também é uma virtude”.
Paciência, disciplina, motivação e, principalmente, saber lidar com obstáculos e não se abalar com uma derrota. Essas são as virtudes de uma pessoa ambiciosa que sabe o que quer. No caso da veterinária Regina Célia dos Santos, foram muitos os obstáculos para chegar aonde chegou. “Trabalhava em três empregos quando recebi uma proposta de sociedade em uma clínica”, conta ela, que, logo que percebeu que estava sendo enganada pelo sócio, recorreu à Justiça e teve de recomeçar tudo do zero.
“Só tinha uma escrivaninha e uma funcionária, que era a faxineira”, conta Regina. A veterinária relata com emoção o fato de ter conseguido comprar o imóvel onde ficava a clínica, depois comprar um terreno maior e construir, segundo ela, “o maior hospital veterinário particular de São Paulo”. Para Regina, sua ambição foi e ainda é fundamental em todas as suas conquistas. “Pegava trem e dois ônibus para chegar à clínica. Comi miojo para economizar. Se não fosse ambiciosa e disciplinada, não teria chegado aonde cheguei”, relata.


Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: A ambição humana e suas consequências.

17 de outubro de 2018

REVISANDO

1. (Questão 4 – 1º dia – Segunda fase – Unicamp 2012) Os verbetes apresentados em (II) a seguir trazem significados possíveis para algumas palavras que ocorrem no texto intitulado Bicho Gramático, apresentado em (I).
exercicios de formacao de palavras
exercicios de formacao de palavras

a) Descreva o processo de formação das palavras invendável e imprestável e justifique a afirmação segundo a qual o uso que Vicente Matheus fazia da língua portuguesa “nem sempre era aquele reconhecido pelos livros”.
b) Explique por que o texto destaca que Vicente Matheus “criou uma pérola da linguística e da zoologia”.
2. (Ufrrj 2006) O vocábulo “ciberespaço”, empregado no texto, é um neologismo que ilustra bem a necessidade de criarmos novas palavras à medida que a humanidade e sua tecnologia evoluem. Explique a formação desse vocábulo:
Observação: A questão pode ser respondida independente do texto citado no enunciado.
a) destacando os principais morfemas que o constituem;
b) indicando o processo morfológico empregado.

3. (Enem 2010)
Carnavália
Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou
por
mim?
[…] ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. Tribalistas, 2002 (fragmento)

No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que é a junção coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, a elementos que compõem uma escola de samba e a situação emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o coração no ritmo da percussão. Essa palavra corresponde a um(a)
a) estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados em outras línguas e representativos de outras culturas.
b) neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
c) gíria, que compõe uma linguagem originada em determinado grupo social e que pode vir a se disseminar em uma comunidade mais ampla.
d) regionalismo, por ser palavra característica de determinada área geográfica. e) termo técnico, dado que designa elemento de área específica de atividade.

Gabarito dos exercícios de formação de palavras

1. Resolvendo passo-a-passo:
a) As duas palavras foram formadas por derivação prefixal e sufixal. Primeiro, foi acrescentado o sufixo ( ável) ao radical dos verbos ( vender e prestar) , formando os adjetivos ( vendável e imprestável) . Em seguida, acrescentou-se o prefixo de negação “in” ( invendável e imprestável) . Ao criar o vocábulo “imprestável”, Vicente Matheus quis dizer que Sócrates era um jogador muito importante e não poderia ser emprestado a nenhum clube, mas acabou dizendo que ele era um jogador que não prestava, que era inútil. Portanto, a afirmação se justifica nessa contradição criada por Vicente ao classificar o amigo.
b) Ao comparar o jogador a um “pato”, Vicente cria a tal “pérola da zoologia”, pois, a fim de valorizar a características de se mover tanto na água, quanto no solo, ele acaba comparando o colega a um animal. Já a pérola linguística se dá no uso da palavra “gramático”, para adjetivar o bom desempenho na grama. Entretanto, como sabemos, essa palavra representa o profissional que lida com a gramática.

 2. Resolvendo passo-a-passo:

a) Ciber ( Radical ) + Espaço ( Radical)
b) Como vimos , o processo de formação de palavras que consiste em unir dois ou mais radicais é chamado de composição. Portanto, “ciberespaço” é uma palavra formada por composição, e não por derivação”. Coo não houve qualquer perda fonética, dizemos que houve uma composição por justaposição.

3. B
Resolvendo passo-a-passo:

 Ao criar “corasamborim”, os tribalistas formaram uma palavra que não existe nos dicionários de língua portuguesa, mas que , no contexto da canção, torna-se muito expressiva e traz um significado específico. Quando palavras novas são criadas a partir de processos legítimos de formação, dizemos que trata-se de um neologismo [neo (novo) + Logos ( palavra)]. Observe que a letra A fala em estrangeirismo, processo que reúne elementos de origens distintas para formar uma palavra. Essa alternativa está errada, pois a palavra formada não faz parte do léxico oficial do português, não está dicionarizada. A Letra C também está incorreta, pois a nova palavra não pode ser caracterizada como uma gíria, pois não foi produzida e usada por um grupo social, com significação social própria, na verdade, seu sentido se faz unicamente dentro do contexto da canção. Observe que as outras duas alternativas remetem a conceituações que não se aplicar ao vocábulo criado para ser expressivo na canção.

VERBOS TRANSITIVOS

Você já ouviu falar sobre transitividade verbal? Esse termo se refere a relação de um verbo transitivo com um complemento. Na verdade, ele indica que há a necessidade de um complemento para que exista sentido na oração.

5 Dicas sobre transitividade verbal para você conhecer!

Para que você entenda exatamente como funciona a transitividade verbal e sua necessidade de complementos, nós reunimos cinco dicas para você nunca mais esquecer como essa regra da nossa língua é aplicada. Veja só!

1. O Verbo de Ligação

transitividade verbal
Ligação, nesse caso, não tem nada a ver com telefone, hein!
Veja a oração “Maria está grávida” e imagine Maria. Acredito que você tenha imaginado uma mulher grávida. Juro que realmente espero que tenha pensado nisso! Sendo assim, você percebe que “grávida” e “Maria” são a mesma pessoa, logo, o verbo “está” liga Maria a ela mesma.
“Maria parece louca!”. Percebe-se que “louca” e “Maria” fundem-se em uma única pessoa. Mais uma vez, o verbo “parece” liga Maria a ela mesma.
Eis um ponto que você nunca mais vai esquecer: “Maria parece delirar”, “Maria está dançando”, “A TV continua ligada”. E agora? “Delirar” é verbo no infinitivo, “dançando” é verbo no gerúndio e “ligada” é verbo no particípio.
O infinitivo, o gerúndio e o particípio são chamados formas nominais do verbo exatamente por isso, por poderem ocupar lugar de substantivo ou adjetivo. Nas orações anteriores, como adjetivos, exercem função de predicativos dos sujeitos, por isso, os verbos “parecer”, “estar” e “continuar” são verbos de ligação!

2. Verbos Transitivos Indiretos (VTI)

Maria foi convidada para uma festa e precisa de um vestido novo. À frente de sua casa existe a calçada onde ela apanha o verbo, a rua por onde ela “transita” com o verbo e na outra calçada, o comércio, onde existe o “objeto”.
transitividade verbal
Maria pega o verbo “precisar” na calçada, começa a “transitar” com o verbo até o seu objeto “vestido”, mas precisa parar no meio da rua para pedir informação a uma “preposição” (de), neste caso, acompanhada do artigo “o” (do):
Percebemos que, como ela parou para pedir informação à preposição, o verbo transitou indiretamente até o objeto que, por isso, também é indireto.

3. Verbos Transitivos Diretos (VTD)

Imagine agora que Maria vai comprar o vestido. Maria está em casa. À frente de sua casa existe a calçada onde ela apanha o verbo, a rua por onde ela “transita” com o verbo e na outra calçada, o comércio, onde são vendidos os “objetos”.
Maria sai de casa, apanha o verbo “comprar” na calçada dos verbos e “transita direto” até a calçada dos “objetos”, logo, esse objeto também recebe diretamente o verbo, por isso: “Verbo Transitivo Direto” e seu complemento verbal, o “Objeto Direto”.
Acabamos de ver que o verbo “comprar” transita direto até o objeto.
Uma observação: Existe a possibilidade de ocorrer o Verbo Transitivo Direto seguido de um Objeto Direto Preposicionado.
Por exemplo: “Ela comprou DE tudo um pouco.”
Quem compra, compra algo, mas nesse caso o objeto direto foi preposicionado “DE tudo um pouco”.
transitividade verbal
O mundo fica melhor quando eu faço compras!

4. Verbos Bitransitivos ou Transitivos Diretos e Indiretos (VTD)

Vamos entrar um pouco na semântica, só para esclarecer uma coisa: se eu digo que Maria comprou um vestido, compreende-se o enunciado sem problemas, pois comumente as mulheres usam vestidos. Seu eu digo: “João comprou um vestido”, pode ser que a mensagem seja mal interpretada. Sendo assim, é melhor eu completá-la.
Vimos que “João comprou (VTD) o vestido (OD) para Maria (OI)”. Tendo em vista que o verbo transitou duas vezes, precisando de dois complementos, ele é bitransitivo ou transitivo direto e indireto. Mas que fique claro, aqui, que João poderia ter comprado o vestido para ele mesmo, né? Sem problemas e preconceitos, galera!
transitividade verbal

5. Verbos Intransitivos

Os verbos intransitivos são os que não dependem de complemento, ou seja, não transitam até complemento algum. Os verbos intransitivos têm sentido completo, o que pode aparecer após eles é adjunto adverbial.  Desta forma, se eu digo “Maria dorme”, dormir é verbo intransitivo. Se eu digo “Maria dorme tarde”, tarde não completa o sentido do verbo, apenas dá ideia de tempo, é um adjunto adverbial de tempo.