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3 de fevereiro de 2014
2 de fevereiro de 2014
Desconheço, portanto não questionem se é possível escrever dessa forma.
axo - deve ser axé
seje - e tem babaca que ainda esteje assim?
uzado - tranzado
cituassão - verdade, que situação!
hainda - vou para , vai você!
acontessão - a moda pegou!
indivesos - que será isso?
avansso - cara!
serto - certo, aperta aqui!
talvés - ok
obrigalos - rinha de galo
deviduo - indivíduo, você inovou!
inquatro - de quatro? Com quatro? Bah!!!!
conhecidenssia - caracas!
um babaca, cheio de "grau", escreveu na conclusão - "para fechar o assunto, concluo..." Precisa avisar, o meu!!!!!
ser contra ou a favor é da boca pra fora - como, se você está escrevendo, vomitou a redação?
com viver junto - poxa é muito!
outra barabaridade; " Concluo que não da para beber e fazer vestibular no outro dia, mas valeu a experiência, quem sabe na próxima consigo sair melhor, fiquem com Deus e paz e amor ao próximo, pois a vida é bola,"bola", fé em Deus ele é justo, é sacanagem faze e que se foda." Olha meu, bom saber que reconhece a besteira, mas poderias ter pontuado essa besteira.
vandalhismo - medalista , vamos combinar, ok!!!!
muitas pessoas pensem que - é muitas antas pensem que os animais são humanos - endoidei!!!!
com base nos fatos mencionado acima - 12 asnos fizeram isso na conclusão, ainda bem que os fatos estavam acima, já pensaram se estivessem abaixo?
nós, seres humanos - graças a Deus!!!
descotido - eu discoto, tu discotas, ele discota ...
poolémica - conconconrdo!
estejem - parceiro de seje
frasse feita - a tua, né?
faxilitar - depressivo, xuxa!
uzar - cazar - vamos uniformizar!
incistem - eu, tá louco!!!!!!!
CANSEI!!!!!!!!!!!!!!!
Tema de redação - 2014
A polícia se excede contra os manifestantes ou cumpre seu papel?
Em janeiro deste ano, no eixo Rio-São Paulo, ocorreram manifestações que mobilizaram grandes grupos de diferentes setores da população. Para começar, os "rolezinhos", promovidos por jovens da periferia, com intuito declarado de se divertir, de ver e ser visto nos shoppings. A seguir, os "rolezões populares", organizados por movimentos sociais, para protestar e fazer reivindicações, também diante dos shoppings. Finalmente, na capital paulista, no aniversário da fundação da cidade, um protesto contra os gastos da Copa, transformou-se numa batalha campal entre Black Blocs e a Polícia Militar, com os atos de vandalismo sendo duramente reprimidos. A polícia já agira nos rolezinhos e rolezões. De acordo com os meios de comunicação, em todos os casos, exagerou na contenção dos manifestantes, atuando de modo violento e inadequado. Qual a sua opinião sobre a ação dos policiais? Eles extrapolaram o exercício de suas funções e se excederam? Ou se viram obrigados a reagir aos vândalos com dureza, recorrendo a violência para manter a ordem pública?Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:
No aniversário da cidade de São Paulo, manifestação contra a realização da Copa no Brasil começou pacífica, mas terminou em violência
O preço da civilização
Polícia é fundamental. O primeiro passo para um grupamento humano um pouco mais complexo deixar para trás a barbárie é reservar ao poder público o monopólio do uso legítimo da violência, ou seja, constituir uma polícia.
Para chegar à condição de sociedade civilizada, entretanto, isso ainda não basta. É preciso também ser capaz de controlar essa polícia, já que, excluído o cenário mais catastrófico da guerra de todos contra todos, são as forças do Estado que se tornam um dos principais focos de violência contra os cidadãos.
Em São Paulo, realizamos precariamente o primeiro objetivo, mas só engatinhamos no segundo.
O ano que não vai acabar
O cenário para 2014 é, a um só tempo, maravilhoso e inquietante. Renovadas formas de organização, debate, deliberação e ação emergem nas ágoras improvisadas em escadarias e largos onde a multidão toma a palavra com a coragem de dizer a verdade: do calvário de Amarildo até o trem sempre enguiçado; da tragédia das enchentes até o apartheid dos templos de consumo, agora desafiados pelos "rolezinhos". Os pobres ousam saber e sabem ousar.
O poder responde tornando o apartheid explícito: proibição judicial e truculência policial, e isso logo depois da hipócrita sacralização de Mandela. Mas, como em junho, a repressão só fará o movimento se propagar. Os jovens que circulam pelos shoppings nos dizem que, para sermos livres, precisamos estar e agir juntos na polis. E estar juntos implica que o pressuposto da liberdade seja a igualdade, a igualdade não como aplicação de um critério abstrato de justiça, mas a justiça como constituição da liberdade.
Onda incendiária
A depredação de patrimônio público ou privado, a título de protesto contra os mais variados problemas, tem se transformado numa perigosa e inaceitável rotina no cotidiano nacional.
Se o direito de manifestação e de reunião é assegurado pela Constituição, nem por isso pode ser exercido de maneira irrestrita. Os atos devem ser pacíficos e, como é óbvio e desnecessário dizer, seus participantes não são autorizados a praticar crimes de nenhuma natureza.
Alguns manifestantes, todavia, parecem se esquecer das regras básicas de civilidade. Neste sábado, em São Paulo, um Fusca foi incendiado e terminou destruído. Ainda que o episódio tenha sido acidental, como se afirma, por pouco não resultou em tragédia, já que cinco pessoas estavam no automóvel.
A piromania, porém, não é nova. Propaga-se, na periferia paulistana, uma onda de incêndios de ônibus municipais. Até sexta-feira, 21 veículos haviam sido queimados neste mês. O número equivale ao total de casos registrados no primeiro semestre de 2013.
Observações
Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;
Não deixe de dar um titulo à sua redação.
Tema UNIJUÍ - vestibular mais - 02/02/2014
Além das quarenta questões objetivas, os vestibulandos escreveram um texto dissertativo-argumentativo que versou sobre ; os animais podem sofrer com as experiências realizadas através de testes científicos; como vacinas, na indústria dos cosméticos, higiene, etc. Os candidatos deveriam responder à pergunta;" Podem eles sofrer?"
1 de fevereiro de 2014
Exercícios sobre acentuação
Exercícios sobre Acentuação - Gabarito
OBS.: Os exercícios estão segundo o Novo Acordo Ortográfico.
d) vêem - vêem - convém
d) voo, herói, veemêntes
d) ele vê / eles veem
1. (IBGE) Assinale a opção cuja palavra não deve ser acentuada:
a) Todo ensino deveria ser gratuito.
b) Não ves que eu não tenho tempo?
c) É difícil lidar com pessoas sem carater.
d) Saberias dizer o conteudo da carta?
e) Cuiaba é uma cidade que não para de crescer.
2. (OSEC) O plural de tem, dê, vê; é, respectivamente:
a) têm, dêem, vêm d) têem, dêem, vêm
b) tem, dêem, vêem e) têem, dêem, vêem
c) têm, deem, veem
3. (FGV-RJ) Assinale a alternativa que completa as frases:
I - Cada qual faz como melhor lhe ....... .
II - O que ....... estes frascos?
III - Nestes momentos os teóricos ....... os conceitos.
IV - Eles ....... a casa do necessário.
a) convém, contêm, reveem, proveem
b) convém, contém, revêem, provém
c) convém, contém, revêm, provém
d) convêm, contém, revêem, provêem
e) convêm, contêm, revêem, provêem
4. (SANTA CASA) As palavras após e órgãos são acentuadas por serem respectivamente:
a) paroxítona terminada em “s” e proparoxítona
b) oxítona terminada em “o” e paroxítona terminada em ditongo
c) proparoxítona e paroxítona terminada em “s”
d) monossílabo tônico e oxítona terminada em “o”, seguida de “s”
e) proparoxítona e proparoxítona
5. (SANTA CASA) As silabadas, ou erros de prosódia, são freqüentes no uso da língua. Assinale a alternativa onde não ocorre nenhuma silabada:
a. Eis aí um protótipo de rúbrica de um homem vaidoso
b. Para mim a humanidade está dividida em duas metades: a dos filântropos e a dos misântropos.
c. Os arquétipos de iberos são mais pudicos que se pensa
d. Nesse ínterim chegou o médico com a contagem de leucócitos e o resultado da cultura de levêdos.
e. Ávaro de informações, segui todas as pegadas do éfebo.
6. (BB) Afirmativa falsa:
a) Dôce é acentuada graficamente
b) Há acento indevido em raíz
c) Falta acento em ruina
d) Têm está acentuada por indicar plural
e) Funil não deve ser acentuada graficamente
7. (BB) Único segmento errado quanto à acentuação gráfica: Tens ideia de quanto é inútil bancar o mártir? Nesse rítmo, acabas perdendo o juízo.
a) ideia b) inútil c) mártir d) rítmo e) juízo
8. (ESAF) Em todas as alternativas as palavras foram acentuadas corretamente, exceto em:
a) Eles têm muita coisa a dizer.
b) Estude os dois primeiros ítens do programa.
c) Afinal, o que contém este embrulho?
d) Foi agradável ouvir aquele orador.
e) Por favor, deem-lhe uma nova chance.
9. (ADM. POSTAL CORREIOS) Marque o item que completa corretamente a frase: Aqueles que ............... do interior, ............... a cidade grande como o mundo que lhes ............... .
a) vêem - vêm - convêm
b) vêm - veem - convêm
c) veem - vêm - convem
e) vêm - vem - convem
10. (ADM. POSTAL CORREIOS) Assinale a opção em que os vocábulos não obedecem à mesma regra de acentuação gráfica:
a) idéia - herói - escarcéu
b) concluído - saúde - atribuí-lo
c) amá-lo - fazê-lo - vendê-lo
d) consequência - mágoa - homogêneo
e) cáqui -possível - amável
11. (CARLOS CHAGAS) Terminado o .........., o .......... recebeu .......... aplausos.
a) vôo - herói - veemêntes
b) voo - heroi - veemêntes
c) vôo - heroi - veementes
e) voo, herói, veementes
12. (ETF-SP) Assinalar a alternativa correta quanto à acentuação:
a) Para por o sotão em ordem foram necessárias duas pessoas.
b) Aqueles índios se alimentam de raizes e andam nús pela floresta.
c) Já faz três mêses que saí da presidência da emprêsa.
d) O elevador só para se o botão for acionado.
e) O remedio que combate esse virus já foi descoberto?
13. (TTN) Assinale a frase incorreta quanto à acentuação gráfica:
a) A funcionária remeterá os formulários até o início do próximo mês.
b) Ninguém poderia prever que a catástrofe traria tamanho ônus para o país.
c) Este voo está atrasado; os senhores tem que embarcar pela ponte aérea e fazer conexão no Rio para Florianópolis.
d)O pronunciamento feito pelo diretor na assembleia revestia-se de caráter inadiável. e)Segundo o regulamento em vigor, o órgão competente tomará as providências cabíveis.
14. (TTN) Assinale o trecho que apresenta erro de acentuação gráfica:
a) Inequivocamente, estudos sociológicos mostram que, para ser eficaz, o chicote, anátema da sociedade colonial, não precisava bater sobre as costas de todos os escravos.
b) A diferença de ótica entre os díspares movimentos que reivindicam um mesmo amor à natureza se enraízam para além das firulas das discussões político-partidárias.
c) No âmago do famoso santuário, erguido sob a égide dos conquistadores, repousam enormes caixas cilíndricas de oração em forma de mantras, onde o novel na fé se purifica. d) O alvo da diatribe, o fenômeno da reprovação escolar, é uma tolice inaceitável, mesmo em um paradígma de educação deficitária em relação aos menos favorecidos.
e) Assustada por antigas endemias rurais, a sociedade brasileira tem, enfim, consciência do horror que seria pôr filhos em um mundo tão inóspito.
15. (UF-PI) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam acentuadas corretamente:
a) Quero pôr um ponto final nessa polêmica.
b) Com desconfiança, apos sua rúbrica em todos os documentos.
c) Preferem maçã à péra.
d) Lavou o pêlo do animal com sabão comum.
16. (CESGRANRIO) Assinale o item em que ocorre erro ortográfico:
a) ele mantém / eles mantêm
b) ele dê / eles dêem
c) ela contém / elas contêm
Propostas de redação - 2014
Instrução: Leia o seguinte texto e a proposta que o segue.
A corrupção tem origem na palavra ruptura, que pode significar o rompimento ou desvio de um código de conduta - moral ou social - através do qual, o agente, motivado por alguma vantagem, age desvirtuando as regras de determinado objetivo, contrariando assim o que a sociedade considera como justo e moral. No poder público, ela ocorre quando o comportamento de um determinado agente desvia-se das obrigações formais do cargo que ocupa, buscando vantagens pessoais, dinheiro ou status.
A corrupção não é um fenômeno recente, bem pelo contrário. Analisando alguns fatos históricos, podemos observar a sua presença: ela levou a China à estagnação econômica, infestou a administração do Império Romano, dificultou o desenvolvimento econômico da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos e acelerou o colapso da Rússia. Porém, nas últimas duas décadas, é possível observar uma movimentação mundial em busca de solução ou, pelo menos, minoração desse problema. As iniciativas para combater a corrupção são inúmeras, traduzidas em tratados e convenções firmados entre países e blocos econômicos, que compreendem preocupações sobre o impacto desse fenômeno na democracia, na justiça social, no desenvolvimento econômico e no comprometimento do Estado e da estabilidade política.
O fato é que, se a corrupção pode ser definida como uma quebra das regras do jogo a fim de se obter algum ganho pessoal, é bom lembrar que esse entendimento também pode depender do ponto de vista de quem julga e, ainda, daquilo que se considera o padrão moral de uma sociedade e de uma época. Provavelmente, um ato que seria reprovável hoje (por exemplo: proteção, clientelismo, nepotismo), no passado (ou, até, em outra sociedade da atualidade), poderia ser considerado normal ou lícito.
Temos presenciado, por intermédio da mídia, inúmeros casos de corrupção, nos mais diferentes meios profissionais e sociais e nas diversas esferas públicas.
Sua redação versará sobre esse tema: Essa série de ocorrências deve-se a uma banalização, por parte de toda a sociedade, de valores como ética e probidade – ou, pelo contrário, – esses eventos estão vindo à tona justamente porque a sociedade – consciente de seus deveres e direitos – está cada vez menos tolerante com esses episódios e deseja a punição de seus autores?
O texto que você vai redigir deve ser uma dissertação, ou seja, deverá apresentar um ponto de vista claramente explicitado sobre o tema por meio de uma argumentação consistente. Não estarão sendo avaliadas as suas opiniões ou quaisquer considerações ou julgamentos pessoais. Estarão sob avaliação a coerência e a coesão do texto, a observação das regras de expressão da Língua Portuguesa, bem como e o desenvolvimento da argumentação em torno do tema proposto.
Sua dissertação deverá ter, no mínimo, 25 e, no máximo, 30 linhas. Utilize lápis apenas no rascunho; a versão final deverá ser escrita a caneta, na folha própria para a redação, com letra legível, de tamanho regular. Não copie trechos dos textos desta proposta sob pena de ter sua redação invalidada
INSTRUÇÃO – Leia o seguinte texto e a proposta que o segue.
Estamos em uma era em que, a cada momento, surgem inúmeras especializações e infinitas informações. A capacidade humana está distante de poder abarcar todo o saber elaborado. Hoje a sociedade solicita um homem que saiba trafegar não só pelos meandros de uma área específica, mas que também não se iniba com a incerteza e velocidade das transformações da técnica, por exemplo. O mundo contemporâneo tornou-se totalmente globalizado e altamente tecnificado, fazendo surgir uma competição quase selvagem tanto entre as nações como entre as empresas, o que demanda cada vez mais apenas pessoas qualificadas, tanto culturalmente como em escolaridade formal.
As habilidades exigidas dos profissionais são cada vez mais sofisticadas, pois a evolução do modo de produção despreza o trabalho desqualificado e repetitivo, já que este pode ser substituído eficientemente pela automatização e robotização. (...)
Se a educação é um dos principais pilares de uma sociedade desenvolvida, também é requisito para o sucesso empresarial; nesse sentido, as empresas buscam profissionais qualificados e exigem deles uma constante atualização no que diz respeito aos temas de sua área. Mas as exigências não se restringem à capacitação técnica: saber informática, línguas estrangeiras, ler noticiários e revistas especializadas, além de dedicar uma significativa parcela de tempo a questões de trabalho fazem parte da realidade do profissional atual. Não raro, essas demandas geram esgotamento físico e mental, estresse, depressão e podem evoluir para doenças mais graves. Saber lidar com o próprio tempo e buscar sempre mais oportunidades de conhecimento e formação parecem ser as condições para o sucesso profissional; mas, e para atingir-se o sucesso pessoal?
Sua dissertação deverá tratar do seguinte tema: como pode o trabalhador de nossa época conciliar as demandas profissionais com as demandas naturais de todo ser humano (saúde, família, lazer etc) a fim de atender a todas satisfatoriamente? Para desenvolver o texto, reflita sobre a questão proposta e, a partir das considerações expostas aqui e de sua própria experiência, estabeleça seu ponto de vista e apresente argumentos que o sustentem.
Estarão sob avaliação a coerência e a coesão do texto, a observação das regras de expressão da Língua Portuguesa e o desenvolvimento de uma argumentação em torno do tema proposto. Não estarão sendo avaliadas as suas opiniões ou quaisquer considerações ou julgamentos pessoais.
Sua dissertação deverá ter, no mínimo, 25 e, no máximo, 30 linhas. Utilize lápis apenas no rascunho; a versão final deverá ser escrita a caneta, na folha própria para redação, com letra legível, de tamanho regular. Não copie trechos do texto desta proposta sob pena de ter sua redação invalidada.
Escolha uma das duas propostas a seguir e elabore um texto dissertativo a respeito do tema dado. Lembre-se de que está sendo solicitado a redigir uma dissertação, ou seja, um texto que se caracteriza pelo esforço de reflexão e argumentação do seu autor sobre o assunto em pauta; portanto, eventuais trechos narrativos (depoimentos, exemplos) devem servir apenas de suporte para a sua argumentação. A redação deve ter de 25 a 30 linhas, considerando-se letra de tamanho regular e respeitando-se as margens; o título é obrigatório.
Proposta nº 1
Quando se chega ao final do ano, costumamos fazer um balanço das perdas e dos ganhos. É comum, nesses momentos, refletirmos sobre o que deu certo e errado nas nossas expectativas, a fim de prepararmos as estratégias para o próximo ano: aprender com o que deu certo e, principalmente, refletir sobre as causas do que não teve sucesso. O jargão popular diz que “é caindo que se aprende a levantar”; já os psicólogos dão o nome de “resiliência” a essa que é uma característica do ser humano: a capacidade de superar obstáculos e de aprender com os insucessos.
Seu texto deve tratar desse tema: a capacidade de tirar lições a partir de um fracasso. Se quiser, desenvolva-o contando um episódio, ocorrido com você ou com alguém conhecido, em que um fracasso tenha servido como lição para a vida. Não importa que tipo de fracasso, se o rebaixamento de seu time, se a perda do seu candidato, se uma perda emocional, se a reprovação na escola... O que vem ao caso é a reflexão feita a partir disso e a lição aprendida. Não deixe de apresentar a sua reflexão acerca do tema: sempre podemos aprender com os fracassos?
Proposta nº 2
Jovens sempre recebem críticas dos mais velhos – em qualquer época - quanto a suas atitudes, opiniões e seu comportamento; sempre foi assim e é natural, pois trata-se de gerações com valores diferentes. Os jovens de hoje têm sido alvo dessas críticas num aspecto: os relacionamentos. “Ficar” é um verbo que hoje significa namorar por um curto período de tempo; às vezes o tempo apenas de uma noite ou de uma festa; qualquer jovem de nossos dias sabe o que significa “ficar”. As gerações mais velhas acusam esses jovens de, com esse comportamento, banalizarem algo tão importante como as relações amorosas e, ainda, alegam que o desrespeito a valores como a fidelidade pode formar uma geração sem moral e sem ética.
Seu texto deve tratar desse tema: a autenticidade (ou a falta dela) nas relações entre os jovens. Para ajudar na sua reflexão, se quiser, cite exemplos que possam sustentar sua opinião sobre o assunto; mas não deixe de registrar seu ponto de vista acerca do tema: será que faltam valores nos relacionamentos entre os jovens de hoje?
Observem- erros comuns que devemos evitar
Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.
- "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
- "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
- "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
- "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.
- Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
- Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
- "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
- "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
- "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
- "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
- Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
- Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
- O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
- Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
- Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
- Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
- Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
- "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
- "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
- Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
- Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
- Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
- Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
- O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
- A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
- Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
- "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
- Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
- A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
- Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
- Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
- O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
- "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
- O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
- Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
- "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
- A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
- A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
- Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
- Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
- Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
- "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
- Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
- Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
- Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
- Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
- Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
- O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
- As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
- Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
- Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
- Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
- A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
- Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
- Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
- Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
- O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
- À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
- Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
- Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
- A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
- Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
- Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
- Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i continua com o mesmo fonema: Tranquilo, consequência, linguiça, aguentar, Birigui.
- Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
- "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
- Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
- Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
- Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
- Vou sair "essa" noite. É este que designa o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
- A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
- A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
- Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
- Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
- Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
- Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeque", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
- Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
- Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
- Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
- O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
- A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
- Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
- Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: forma, pelo e pelos (cabelo, cabelos), para (verbo parar), pela (bola ou verbo pelar), pelo (verbo pelar), polo e polos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
- "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
- A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
- Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
- O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
- Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
- "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
- A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
- O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
- "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
- A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
- É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
- Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
- Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
- A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
- "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
- Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
- "Ao meu ver". Não existe artigo (ao) nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
Exercícios sobre a nova ortografia
1. (T J‐GO) Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o novo Acordo, está sendo usado corretamente:
a) Ele fez sua auto‐crítica ontem.
b) Ela é muito mal‐educada.
c) Ele tomou um belo ponta‐pé.
d) Fui ao super‐mercado, mas não entrei.
e) Os raios infra‐vermelhos ajudam em lesões.
2. (ESAG‐TRE‐PR) Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen:
a) Pelo interfone ele comunicou bem‐humorado que faria uma superalimentação.
b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
c) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.
e) O autodidata fez uma autoanálise.
3. (T J‐DF) Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen, respeitando‐se o novo Acordo.
a) O semi‐analfabeto desenhou um semicírculo.
b) O meia‐direita fez um gol de sem‐pulo na semifinal do campeonato.
c) Era um sem‐vergonha, pois andava seminu.
d) O recém‐chegado veio de além‐mar.
e) O vice‐reitor está em estado pós‐operatório.
4. (ITA) Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro (avarento), copo de leite (planta) e pé de
moleque (doce) o hífen é obrigatório:
a) em nenhuma delas.
b) na segunda palavra.
c) na terceira palavra.
d) em todas as palavras.
e) na primeira e na segunda palavra.
5. (TRE‐PE) Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas?
a) sobreumano ‐ interregional
b) sobrehumano ‐ interregional
c) sobre‐humano ‐ inter‐regional
d) sobrehumano ‐ inter‐regional
e) sobre‐humano ‐ interegional
6 . (IMA‐MG) Suponha que você tenha que agregar o prefixo sub‐ às palavras que aparecem nas alternativas a seguir. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
a) (sub) chefe
b) (sub) entender
c) (sub) solo
d) (sub) reptício
e) (sub) liminar
7. (CEF) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) autocrítica, contramestre, extra‐oficial
b) infra‐assinado, infra‐vermelho, infra‐som
c) semi‐círculo, semi‐humano, semi‐internato
d) supervida, superelegante, supermoda
e) sobre‐saia, mini‐saia, superssaia
8. (ESA) Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.
a) infraestrutura ‐ super‐homem ‐ autoeducação
b) bem‐vindo ‐ antessala ‐ contra‐regra
c) contramestre ‐ infravermelho ‐ autoescola
d) neoescolástico ‐ ultrassom ‐ pseudo‐herói
e) extraoficial ‐ infra‐hepático ‐ semirreta
9. (AMAN) Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen.
a) O pseudo‐hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal.
b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno.
c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.
d) O anti‐semita tomou um anti‐biótico e vacina antirrábica.
e) Era um suboficial de uma superpotência.
10. (NCE‐UFRJ) Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen.
a) Foi iniciada a campanha pró‐leite.
b) O ex‐aluno fez a sua autodefesa.
c) O contrarregra comeu um contra‐filé.
d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
e) O meia‐direita deu início ao contra‐ataque.
Gabarito: 1B 2B 3A 4E 5C 6D 7D 8B 9D 10C
a) Ele fez sua auto‐crítica ontem.
b) Ela é muito mal‐educada.
c) Ele tomou um belo ponta‐pé.
d) Fui ao super‐mercado, mas não entrei.
e) Os raios infra‐vermelhos ajudam em lesões.
2. (ESAG‐TRE‐PR) Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen:
a) Pelo interfone ele comunicou bem‐humorado que faria uma superalimentação.
b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
c) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.
e) O autodidata fez uma autoanálise.
3. (T J‐DF) Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen, respeitando‐se o novo Acordo.
a) O semi‐analfabeto desenhou um semicírculo.
b) O meia‐direita fez um gol de sem‐pulo na semifinal do campeonato.
c) Era um sem‐vergonha, pois andava seminu.
d) O recém‐chegado veio de além‐mar.
e) O vice‐reitor está em estado pós‐operatório.
4. (ITA) Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro (avarento), copo de leite (planta) e pé de
moleque (doce) o hífen é obrigatório:
a) em nenhuma delas.
b) na segunda palavra.
c) na terceira palavra.
d) em todas as palavras.
e) na primeira e na segunda palavra.
5. (TRE‐PE) Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas?
a) sobreumano ‐ interregional
b) sobrehumano ‐ interregional
c) sobre‐humano ‐ inter‐regional
d) sobrehumano ‐ inter‐regional
e) sobre‐humano ‐ interegional
6 . (IMA‐MG) Suponha que você tenha que agregar o prefixo sub‐ às palavras que aparecem nas alternativas a seguir. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
a) (sub) chefe
b) (sub) entender
c) (sub) solo
d) (sub) reptício
e) (sub) liminar
7. (CEF) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) autocrítica, contramestre, extra‐oficial
b) infra‐assinado, infra‐vermelho, infra‐som
c) semi‐círculo, semi‐humano, semi‐internato
d) supervida, superelegante, supermoda
e) sobre‐saia, mini‐saia, superssaia
8. (ESA) Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.
a) infraestrutura ‐ super‐homem ‐ autoeducação
b) bem‐vindo ‐ antessala ‐ contra‐regra
c) contramestre ‐ infravermelho ‐ autoescola
d) neoescolástico ‐ ultrassom ‐ pseudo‐herói
e) extraoficial ‐ infra‐hepático ‐ semirreta
9. (AMAN) Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen.
a) O pseudo‐hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal.
b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno.
c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.
d) O anti‐semita tomou um anti‐biótico e vacina antirrábica.
e) Era um suboficial de uma superpotência.
10. (NCE‐UFRJ) Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen.
a) Foi iniciada a campanha pró‐leite.
b) O ex‐aluno fez a sua autodefesa.
c) O contrarregra comeu um contra‐filé.
d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
e) O meia‐direita deu início ao contra‐ataque.
Gabarito: 1B 2B 3A 4E 5C 6D 7D 8B 9D 10C
1.Fez um esforço ______ para vencer o campeonato ________.
a) sobre-humano – inter-regional
b) sobrehumano – interregional
c) sobreumano – interregional
d) sobrehumano – inter-regional
e) sobre-humano – interegional
2.Marque a opção em que o hífen aparece de forma incorreta:
a) pseudossigla
b) contraindicação
c) suprarrenal
d) tele-sistema
3.Assinale a alternativa que contém substantivos compostos corretos:
a) sub-base – subabitação – malbaratar
b) infra-renal – anti-ácido – ante-sala
c) ultramar – vice-versa –sub-chefe
d) mal-educado, abrogar, ex-aluno
e) rodapé – ultraliberal – pan-americano
a) sobre-humano – inter-regional
b) sobrehumano – interregional
c) sobreumano – interregional
d) sobrehumano – inter-regional
e) sobre-humano – interegional
2.Marque a opção em que o hífen aparece de forma incorreta:
a) pseudossigla
b) contraindicação
c) suprarrenal
d) tele-sistema
3.Assinale a alternativa que contém substantivos compostos corretos:
a) sub-base – subabitação – malbaratar
b) infra-renal – anti-ácido – ante-sala
c) ultramar – vice-versa –sub-chefe
d) mal-educado, abrogar, ex-aluno
e) rodapé – ultraliberal – pan-americano
4. Das palavras seguintes, há uma em que a grafia está errada. Assinale-a:
a) girassol – pontapé –paraquedas
b) ex-presidente – subumano – além-mar
c) superinteressante – superamigo – interescolar
d) circum-navegação – pan-americano – interestadual
e) superresistente – superinteressante – anti-inflamatório
5. Assinale a opção em que pelo menos uma palavra apresenta erro de grafia:
a) hipermercado – intermunicipal – superproteção
b) anti-higiênico – coerdeiro – sobre-humano
c) super-homem – autoescola – infra-estrutura
d) infraestrutura – anteontem – autoestrada.
e) semiaberto – anteontem – autoestrada
a) girassol – pontapé –paraquedas
b) ex-presidente – subumano – além-mar
c) superinteressante – superamigo – interescolar
d) circum-navegação – pan-americano – interestadual
e) superresistente – superinteressante – anti-inflamatório
5. Assinale a opção em que pelo menos uma palavra apresenta erro de grafia:
a) hipermercado – intermunicipal – superproteção
b) anti-higiênico – coerdeiro – sobre-humano
c) super-homem – autoescola – infra-estrutura
d) infraestrutura – anteontem – autoestrada.
e) semiaberto – anteontem – autoestrada
Gabarito - 1 a
; - 2d - 3e - 4e - 5c
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