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7 de janeiro de 2018

Tema de redação - 2018

A falta de acesso à cultura na sociedade brasileira

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema“A falta de acesso à cultura na sociedade brasileira”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I
O ser humano é essencialmente cultural. Ele nasce, vive e morre imerso em uma determinada cultura, com seus modos de vida, língua, rituais, instituições, conhecimento e valores próprios. Por isso, ele vê o mundo a partir de sua própria cultura. Dentro desse tecido cultural em que vivemos e nos desenvolvemos, podemos fazer um recorte específico da cultura, igualmente importante para que nos tornemos seres humanos completos: as artes. Independentemente de serem artes populares, como o cordel, a música popular, o repente, a dança de salão, a escultura na areia ou artes eruditas como a música clássica, as artes visuais, a literatura, o teatro, o cinema, vídeo-arte.
As artes, por não se dirigirem à razão, mas à sensibilidade, comportam várias interpretações, agregando significados à medida em que são desvendadas por olhares diferentes. As artes organizam a experiência vivida a partir do sentimento e da imaginação e, por isso mesmo, abrem as portas das possibilidades. Não têm por função retratar o mundo como ele é, mas indicar como ele pode ser para o artista e para cada um de nós. De qualquer forma, as artes são uma forma de conhecimento do mundo, conhecimento sensível da estrutura, da organização do mundo humano. Mobilização do sentimento, do poder de imaginar outros mundos além do mundo real que habitamos, compreensão da nossa relação com o mundo e a natureza, prazer estético: esses são os benefícios da cultura e da arte dos quais todos nós temos o direito de usufruir. Desse direito deriva a preocupação com a democratização cultural, considerada em seu sentido restrito. Mas o que vem a ser a democratização cultural e como ela pode ser feita?
Um dos sentidos de democratizar a cultura é ampliar o acesso aos bens culturais universais, já existentes, permitindo que as pessoas construam o seu modo próprio de ser e de participar na comunidade e na sociedade como um todo. Ampliar a distribuição e a compreensão da produção cultural, em vez de adaptá-la ou facilitá-la, enfraquecendo-a, permite que nós nos apropriemos de instrumentos de expressão e possamos construir uma consciência crítica diante do mundo em que vivemos. O acesso à cultura envolve vários aspectos: o acesso físico implica em melhor distribuição geográfica dos equipamentos culturais e o transporte fácil e seguro para que todos, da periferia, do centro, dos subúrbios, possam chegar facilmente e com segurança aos locais onde os eventos culturais acontecem; o acesso econômico diz respeito aos custos de participar da vida cultural da cidade ou de uma comunidade, custos esses que precisam ser subvencionados tanto para que a criação quanto o consumo sejam possíveis para todos os membros da população; e o acesso intelectual, ou seja, a compreensão das linguagens da arte, da história e do contexto social em que a cultura é criada. O acesso intelectual propicia uma compreensão mais profunda de um produto cultural e pressupõe dois trabalhos: o de formação de público e o de formação de agentes culturais.

6 de janeiro de 2018

TEMAS DE REDAÇÃO CONCURSO DA POLÍCIA CIVIL


1.Texto da Prova: O utilitarismo, iniciado por Jeremy Bentham, concentra-se na felicidade individual como a melhor forma de avaliar o grau de desenvolvimento humano. Outra abordagem avalia tal desenvolvimento de acordo com a renda, a riqueza e os recursos dos indivíduos. Essas alternativas ilustram o contraste entre as abordagens baseadas na utilidade e nos recursos, em contraste com a abordagem das capacidades baseada na liberdade.
Comando da Redação: A partir do que se afirma acima, desenvolva um texto dissertativo-argumentativo sobre a relação entre Felicidade e Recursos Materiais.
2. Texto da Prova: Segundo afirmou o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, “as grandes empresas adoram a noção de que o ser humano vai se tornar obsoleto. É a terceira onda do capitalismo, em que o valor do trabalho humano é zero. Porém, o cérebro humano não pode ser reduzido a um algoritmo, portanto não pode ser copiado por um computador. Jogar xadrez é um algoritmo. Já apreciar Bach… Então, por definição, não se pode repetir o cérebro. Não há como recapitular, num computador, a história coletiva da espécie e a história individual de cada um de nós. É uma impossibilidade matemática”. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo, justificando seu ponto de vista.
3. Texto da Prova: Quando se trata da obrigatoriedade do voto, a discussão que se impõe, para alguns, é aquela sobre a qualidade do voto, mais do que sobre a sua obrigatoriedade. A questão primordial seria a de garantir a efetiva participação do cidadão no processo democrático. Outros afirmam que se deve facultar às pessoas o direito de participar ou não desse processo.
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
4. Texto da Prova: Em capítulo “Os atos do Estado” (em Sobre o estado: cursos no Collège de France (1989-92)), o sociólogo francês Pierre Bourdieu refere que analisou a diferença entre um julgamento feito por uma pessoa autorizada e um julgamento privado. Essa temática sugere reflexões relacionadas, por exemplo, a: quem representa o poder central?; quem vigiará os vigilantes legitimados pelo Estado?; que efeitos os diferentes julgamentos provocam no mundo social?
Comando da Redação: Redija uma dissertação expondo, de modo claro e coerente, seu ponto de vista sobre o tema. Seus argumentos – contemplando ou não as reflexões acima, ou, ainda, ampliando-as -, devem ser tratados de maneira a dar consistência a seu texto.
5.Texto da Prova: Atente para o texto seguinte: Não é de hoje que se pergunta se a existência do museu ainda faz sentido, por mais que os antigos e tradicionais museus continuem atraindo um bom público, ao passo que novos espaços não deixam de ser construídos. Contudo, à medida que a própria arte se modifica, com os quadros tradicionais cada vez mais dando lugar a instalações, a performances e aos grafites, parece crescer o número daqueles para quem, segundo Hal Foster, no artigo “Museus sem fim” (revista Piauí, edição 105, Junho/2015), “a contemplação estética é tediosa, a compreensão histórica é elitista e, mais do que isso, o museu é um lugar morto, um mausoléu”. Foster discorda: “Quando bem projetados e dotados de programação inteligente, os museus admitem tanto entretenimento quanto contemplação, e nesse processo promovem também alguma compreensão.” Assim, em lugar de propor que os museus permaneçam intocados, o que o historiador e crítico norte-americano propõe é torná-los capazes de nos transportar “para diferentes períodos e culturas – para diversos modos de perceber, pensar, representar e ser -, a fim de que possamos testá-los em relação a nossas próprias época e cultura, e vice-versa, e, nesse processo, quem sabe transformarmo-nos um pouco.”
Comando da Redação: Escreva um texto dissertativo-argumentativo posicionando-se em relação às diferentes ideias expostas no texto acima
6.Texto da Prova: O direito à cidade não pode ser concebido como um simples direito de visita ou de retorno; só pode ser formulado como direito à vida urbana. Entende-se por gentrificação (do inglês gentrification, “tornar nobre”) o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tais como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada. 
Comando da Redação: A partir dos excertos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Direito à cidade.
7.Texto da Prova: Epicuro havia percebido que as leis não educam: que não eram feitas para serem propriamente obedecidas, mas para garantir, sobretudo, a possibilidade de punição. Ele se deu conta, por um lado, de que a educação e as necessidades básicas do ser humano deveriam ser gerenciadas pela pólis (Estado); por outro lado, viu que era preciso, de algum modo, isolar para educar, porém, sem reclusão, porque a virtude do caráter político não se reduz, afinal, a um modelo ou teoria, tampouco ao recinto de uma instituição ou de uma pólis. 
Comando da Redação: Com base no excerto acima, escreva uma dissertação justificando amplamente seu ponto de vista.
8.Texto da Prova: I – Em uma sociedade em que o sucesso ou o fracasso do indivíduo em acirrada competição configura-se como seu supremo objetivo, o exercício de seus deveres e responsabilidades como cidadão é considerado como perda de tempo e energia. II – Para o pensador Richard Sennett, passamos a viver numa sociedade ensimesmada, voltada para dentro de si mesma, guiada pelo código do narcisismo. Nessa sociedade, o mundo público só despertaria a nossa atenção se pudesse oferecer alguma gratificação pessoal. Como isso não é possível, então ele se torna desagradável e tedioso. Por essa razão, na tentativa de descobrir aquilo que uma pessoa ou acontecimento significa para o “eu”, passa-se a dar muito mais importância à vida particular do que à vida pública. Esse comportamento, transposto para o campo político, faz com que o eleitor esteja muito mais interessado na vida privada do político do que na sua ideologia, seus programas e suas propostas de governo. Esse é o resultado do que Sennett chama de superposição do imaginário privado ao imaginário público. III – A vida política não depende somente das instituições, mas também pode residir na indignação e na discordância dos cidadãos. 
Comando da Redação: Considerando o que se afirma em I, II e III, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista. Fontes para um manual de humanidade.
9.Texto da Prova: Atente para os textos seguintes: Texto I – Poucas áreas do conhecimento humano tiveram nas últimas décadas desenvolvimento tão extraordinário como a Medicina. A pergunta que se pode fazer é em que medida esse avanço tem resultado na melhoria efetiva da qualidade de vida das pessoas. Se de fato algumas das conquistas médicas representaram aumento da longevidade humana, muitas vezes não consideraram o bem-estar com que os anos a mais de vida seriam vividos. Outro aspecto condenável é a exagerada especialização e a concentração em certas áreas em detrimento de áreas mais importantes para a saúde de todos, mas menos rentáveis. Texto II – A Medicina trouxe nos últimos anos benefícios ao conjunto da humanidade que não podem ser negados ou mesmo relativizados. Vivemos hoje mais e melhor do que no passado, e a tendência, considerando-se os avanços de todas as áreas médicas, é a melhoria gradativa e ininterrupta da saúde e do bem-estar de todos. A especialização, muitas vezes criticada, é o que tem permitido a dedicação integral do médico a um ramo passível de ser integralmente conhecido e desenvolvido.
Comando da Redação: A partir da consideração dessas duas posições divergentes, redija um texto dissertativo-argumentativo discutindo-as e posicionando-se em relação à questão de que tratam.
10.Texto da Prova: O capital é um processo de reprodução da vida social por meio da reprodução de mercadorias, em que todas as pessoas do mundo capitalista avançado estão profundamente implicadas. O processo mascara e fetichiza, alcança crescimento mediante a destruição criativa, cria novos desejos e necessidades, transforma espaços e acelera o ritmo da vida. Ele gera problemas para os quais há apenas um número limitado de slouções.
Comando da Redação: Com base no que se afirma acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
Texto da Prova: Mapa-Múndi – A facilidade de comunicações acabou com esses tanques em que floresciam as diferentes culturas. Quando antes se olhava o mapa-múndi e via-se cada país de um colorido diferente, podia-se tomar isso ao pé da letra. É verdade que o mundo continuou a ser uma colcha de retalhos; mas são todos da mesma  cultura.
Comando da Redação: A partir das reflexões de Mário Quintana, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: A revitalização das culturas tradicionais e a promoção do respeito à diversidade cultura Globalização torna mais visíveis conflitos étnicos ao redor do mund
12Texto da Prova: I – O termo latino “ars” (arte) implica o sentido de “imaginar, inventar”, além do de “acomodar, adaptar”. Arte e ofício manual coincidem em que ambos produzem uma obra sensorialmente perceptível. Contudo, o ofício manual tem em mira o utilizável, o proveitoso, ao passo que a arte se aplica ao belo. O artista é um vidente, é um criador capaz de expressar na obra sua própria visão: intuir e criar são nele uma só coisa. (BRUGGER, Walter. Dicionário de filosofia. São Paulo: Herder, 2. ed, 1969, p. 58) II – O que me parece muito sério é que, depois de mortos, quando já deixaram de ser amáveis ou irritáveis, simpáticos, ou antipáticos, e apenas são o que realizaram menos em si do que fora de si, na paisagem do espírito, os artistas se afirmam totalmente, purificados e indestrutíveis. A morte não tem nada com os artistas. Eles não são essas pessoas que vemos. São como seres sobrenaturais … Mas o seu trabalho? Como pode morrer o que é imortal? (MEIRELES, Cecília. O que se diz e o que se entende. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p. 145) III – Houve época em que se fazia “arte pela arte”, como também já se entendeu a arte como meio para se alcançar certo objetivo, e não como um fim em si mesma.
Comando da Redação: Com base nos excertos transcritos, redija um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se a respeito da seguinte proposta: A criação artística entre representação e intervenção cultural Carreira guiada pela  arte.
13.Texto da Prova: I – Grande parte da população abdica das mais diversas ocupações para ver televisão, considerando legítima sua inatividade como espectador. II – Ver televisão hoje é um modo de se emocionar imediatamente numa sociedade que perdeu de vista o cuidado com sua própria sensibilidade, em função da avalanche de imagens que invade o cotidiano. III – É possível que pensar na própria vida seja equivalente ao desejo de devassar a vida alheia através dos programas televisivos.
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo justificando amplamente seu ponto de vista.
14 
Texto da Prova: A taxa de reincidência de prisioneiros libertados nos Estados Unidos é de 60%; na Inglaterra, de 50%; na Noruega, de 20%. A prisão de Halden foi projetada para incorporar a ideia que os noruegueses têm de execução penal: a pena é a privação da liberdade, não o tratamento cruel. O objetivo é a reabilitação, não a vingança. “Fundamentalmente, acreditamos que a reabilitação do prisioneiro deve começar no dia em que ele chega à prisão”, afirma a ministra júnior da Justiça da Noruega, Kristin Bergersen: “a reabilitação do preso é do maior interesse público, em termos de segurança.
Comando da Redação: Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do tema: Sistema prisional e ressocialização do preso.
15 – Administrador de Banco de Dados da Defensoria Pública de São Paulo de 2015
Texto da Prova: Tudo se reduz à questão de que há dois valores igualmente indispensáveis para uma vida humana digna: liberdade e segurança. Não se pode ter um sem que se tenha o outro. Esse é o meu ponto; mas infelizmente, na prática, eles são normalmente apresentados como tendo propósitos opostos, como sendo necessário sacrificar a segurança sob o argumento de que, quanto maior ela for, menos livre se é.
Comando da Redação: Considerando as afirmações acima, redija um texto dissertativo-argumentativo, expondo amplamente o seu ponto de vista.

SISU, GAROTADA

A Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) anunciou, por meio de termo de adesão, a quantidade de vagas que ofertará no Sisu 2018 – Sistema de Seleção Unificada: serão 5.964 postos distribuídos em 107 cursos presenciais de graduação.
Segundo o Edital de participação, deste total de carteiras 3.004 estão reservadas para cotistas, candidatos que com limite de renda familiar de 1,5 salário mínimo por pessoa e que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Dentro deste grupo haverá ainda subdivisões para cotas raciais e pessoas com deficiência. As outras 2.960 vagas serão ocupadas via ampla concorrência.
As vagas e cursos dividem-se entre os seguintes Campus Universitários da Federal do Mato Grosso: Cuiabá (Cuiabá, MT); Sinop (Sinop, MT); Rondonópolis (Rondonópolis, MT); Várzea Grande (Várzea Grande, MT); Araguaia / Barra do Garças (Barra do Garças, MT); e Araguaia / Pontal do Araguaia (Pontal do Araguaia, MT).
Além do quadro geral de carreiras e vagas, a UFMT também divulgou os pesos e notas mínimas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2017) para inscrição e cálculo da nota final em cada curso oferecido. Todas estas informações podem ser consultadas aqui.
O Sisu 2018 utilizará exclusivamente as notas dos candidatos na última edição do Enem como critério de seleção. Para participar é preciso possuir diploma ou certificado de conclusão do ensino médio e não ter zerado a redação. A fase de inscrições terá início em 29 de janeiro e encerrará em 1° de fevereiro

5 de janeiro de 2018

Professor Pasquale Explica - Pontuação

VALE A PENA LER

Hoje, estou aqui para falar um pouco sobre a redação do concurso da Polícia Civil do estado do Rio Grande do Sul (PC-RS). A banca organizadora desse certame é a Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec).
Uma boa redação começa a partir de uma leitura atenta do edital, para você saber como a banca avaliará seu texto e o que ela espera de você.
Diferente da maioria das bancas de concursos, a Fundatec está exigindo no edital do concurso da PC-RS um mínimo de 35 (trinta e cinco) linhas e um máximo de 50 (cinquenta) linhas. Em minha análise, essa exigência vai requerer do candidato mais atenção no desenvolvimento do conteúdo.
Qual é o tipo de gênero textual que a banca cobra? É o dissertativo-argumentativo. Porém, o que é isso?
Segundo Othon M. Garcia[1], “a dissertação tem como propósito principal expor ou explanar, explicar ou interpretar ideias e a argumentação visa o convencimento, persuasão, influenciar o leitor ou ouvinte”. Por isso, as etapas clássicas de introdução, desenvolvimento e conclusão[2] devem ser observadas rigorosamente, para garantir que todos os elementos necessários à redação para concursos sejam contemplados.
Abaixo uma sugestão clássica para a estrutura de sua redação:
Um parágrafo de introduçãoUma média de 5 linhas
Três a quatro parágrafos de desenvolvimentoUma média de 8 a 10 linhas;

Um parágrafo de conclusão (confira a nota de rodapé de nº 2)Uma média de 5 a 7 linhas
A sua prova de redação totalizará 20 (vinte) pontos e avaliará o conteúdo, a estrutura e a expressão:
ConteúdoAbordagem integral do tema proposto
Capacidade Argumentativa e criatividade do autor
Originalidade do ponto de vista
EstruturaRespeito ao gênero dissertativo-argumentativo, progressão textual e coesão textual.
ExpressãoDomínio da norma culta
Especificamente, nos interessa a parte de conteúdo, que é nosso foco nas rodadas temáticas desenvolvidas exclusivamente para os cursos de redação que a IMEDIATTA PREPARATÓRIO oferece. A parte de estrutura e expressão são de responsabilidade da Professora Sagave.
Como você já percebeu que a Fundatec,  valoriza o conteúdo, avaliando o repertório cultural do candidato. Para isso, as rodadas temáticas pretendem aprofundar alguns temas de maior potencial de cobrança. Além disso, ao longo das rodadas serão apresentados conceitos e reflexões que eu os denomino de “curingas”, já que podem ser utilizados nos mais diversos assuntos, para melhorar a capacidade de análise, estimular o senso crítico e a consistência dos argumentos.
Argumentar, de maneira geral, é fundamentar suas reflexões por meio de conhecimentos sobre o assunto e persuadir o leitor (examinador) a tomar uma decisão.
Segundo os maiores especialistas em provas discursivas, o candidato precisa levar em consideração o objetivo social do texto, porque a maioria das bancas esperam o alcance social do que está sendo dito – não é à toa que os temas geralmente têm cunho filosófico e sociológico.
Ter conhecimento sociopolítico crítico é atender às expectativas da banca. Para isso, é importante a habilidade linguística de compreender e interpretar os comandos/textos motivadores.
Seguem alguns passos estratégicos para compreender bem os comandos/textos motivadores:
  • Leia os comandos/textos motivadores;
  • Leia uma segunda vez assinalando as palavras-chave;
  • Faça um projeto de sua redação, apontando esquematicamente o que será abordado na introdução, nos parágrafos de desenvolvimento e na conclusão;
  • Responda: qual é o alcance social do meu texto?;
  • Faça o rascunho. Corrija o seu rascunho; e
  • Passe a limpo com concentração, evitando rasuras.
Exemplo do tópico 3 (projeto de redação), utilizando dois parágrafos argumentativos, os quais poderiam ser transformados em até quatro parágrafos argumentativos.
 Vamos partir do pressuposto de que o tema proposto perpasse por preconceito social/racial, discriminação racial ou racismo.
Obs.: este projeto de redação é meramente didático.
Espero ter contribuído com sua preparação para a redação do concurso da PC-RS. Rumo à aprovação!

4 de janeiro de 2018

PPL - TEMA DE REDAÇÃO

os dias 12 e 13 de dezembro de 2017 houve mais uma aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Candidatos que não puderam participar da primeira edição realizada nos dias 5 e 12 de novembro por problemas logísticos e as pessoas que estão em situação de privação de liberdade fizeram a mesma prova; para o primeiro caso, tratou-se de uma segunda aplicação, já para o segundo é o chamado Enem PPL, destinado para pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade.
O tema da proposta de redação desta segunda aplicação do exame foi “Consequências da busca por padrões de beleza idealizados”, questão atual e pertinente socialmente falando, já que é sabido que, no Brasil, a busca por atender a um determinado padrão de beleza movimenta um mercado de cirurgias plásticas, venda de cosméticos e de serviços como cabeleireiros e procedimentos estéticos , podem causar transtornos psicológicos e alimentares que , por sua vez, levam à depressão e até ao suicídio, sem falar dos preconceitos como a gordofobia.

Proposta de redação

31 de dezembro de 2017

DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA


No artigo da semana passada, mencionei a distinção entre os termos Papai Noel e papai-noel e alguns leitores pediram mais explicações. Vamos a elas!
No caso dos dois termos, vamos relembrar a classe de palavras dos substantivos. Os termos classificados como substantivos (nomes, na nomenclatura gramatical lusitana) são, segundo o gramático Evanildo Bechara, “a classe de lexemas que se caracteriza por significar o que convencionalmente chamamos objetos substantivos, isto é, em primeiro lugar, substâncias (homem, casa, livro) e, em segundo lugar, quaisquer outros objetos mentalmente apreendidos como substâncias, quais sejam qualidades (bondade, brancura), estados (saúde, doença), processos (chegada, entrega, aceitação).”1 Trocando em miúdos, qualquer palavra que nomeia ‘coisas’, materiais ou imateriais, tangíveis ou não.
E dentro dessa classe de palavras há mais algumas subdivisões. Os substantivos podem ser abstratos ou concretos(quanto à sua existência depender ou não de outros seres); dentro do grupo dos concretos ainda podemos ter substantivos comuns ou próprios; quanto à sua estrutura e/ou formação, eles podem ser simples ou compostos(só um ou mais de um radical) ou ainda primitivos (mais próximos do radical) ou derivados (criados a partir do acréscimo de afixos ao radical, na maioria dos casos).
No caso da passagem de Papai Noel a papai-noel, temos um caso especial de derivação, em que não há acréscimo de sufixo ou de prefixo – temos as mesmas letras, mas a palavra mudou de classe (ou, nesse caso, de subdivisão dentro da classe dos substantivos): é a derivação imprópria. Temos a passagem de um substantivo próprio (nome que individualiza um ser, como Brasil ou Corinthians) a substantivo comum (nome que se aplica a um ou mais seres que apresentam as mesmas características, como país ou time).
Esse fenômeno ocorre com frequência com personagens históricos, artísticos ou literários, cujas características são tão marcantes que seus nomes passam a designar qualquer ser que se assemelhe. Assim, ainda segundo Bechara, “aprendemos a ver no Judas, não só o nome de um dos doze apóstolos, aquele que traiu Jesus; é também a encarnação mesma do traidor, do amigo falso, em expressões do tipo: Fulano é um judas” (nesse caso, como substantivo comum, grafado com inicial minúscula). Assim como com Judas, ocorre também com dom-joão (ou don-juan) – homem galanteador, irresistível às mulheres; cicerone – guia de estrangeiros, o que dá informações sobre o lugar (de Cícero, orador romano que se orgulhava em apresentar as maravilhas de Roma aos visitantes) ou benjamim – o filho predileto.
O mesmo fenômeno se verifica na passagem do nome (ou sobrenome) de fabricantes, criadores ou locais de origem de alguns objetos:
  • Estradivários = violino, de Stradivárius
  • Guilhotina = equipamento criado por J. I. Guilhotin
  • Macadame = pavimentação criada pelo engenheiro Mac Adam
  • Sanduíche = refeição criada pelo conde de Sandwich
Assim, por meio de mais esse processo, o idioma sofre acréscimos de novas palavras, numa contínua metamorfose, que vai imprimindo novas facetas ao velho e bom português.
Para aproveitar a ocasião, vou ainda distinguir ANO-NOVO (substantivo composto, masculino, que se refere à passagem da meia-noite do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro, o ano-bom dos portugueses e o réveillon dos franceses) e ANO NOVO (substantivo simples mais adjetivo, sem hífen, com significado literal de doze novos meses).
Feliz Ano-Novo e até 2018!

29 de dezembro de 2017

O que você precisa saber para passar no PC-RS

Resolução de questões para Polícia Civil do RS

Unesp - 2018

 A prova de redação do vestibular da Unesp integra a segunda fase do exame de entrada da universidade e, neste ano, foi realizado no último dia 18 de dezembro e os candidatos tiveram se escrever uma dissertação-argumentativa sobre o tema “O voto deveria ser facultativo no Brasil?”.
Como abordamos em textos anteriores nesta mesma coluna, a prova de redação da Unesp, em termos de temas, é uma caixinha de surpresas e o tema deste ano não poderia deixar de ser uma surpresa, já que a maioria dos candidatos espera que temas que abordem a questão do voto no Brasil sejam contemplados em anos eleitorais, o que não é o caso deste ano, mas sim de 2018. Apesar disso, trata-se de um tema atual e que sempre está em discussão, tanto nas escolas quanto na mídia brasileiras e, portanto, é de fácil acesso aos vestibulandos.
Mesmo antes de conhecermos a coletânea de textos, ao lermos o tema sabemos que os candidatos deveriam responder se o voto deveria ser facultativo, ou seja, opcional ou não no Brasil. Da maneira como o tema foi escrito, não há meio termo. Os candidatos deveriam opinar se o voto deveria ser facultativo ou não no país, isto é, assumir uma posição e argumentar a favor desta escolha.
Provavelmente os candidatos que ficaram “em cima do muro” e que não conseguiram opinar e argumentar a favor de uma posição terão prejuízo em sua nota, pois certamente trata-se de dissertações-argumentativas circulares.
A coletânea de textos é composta por apenas dois fragmentos que trazem opiniões favoráveis e contrárias ao voto facultativo; sendo assim, há opiniões favoráveis ao voto obrigatório que ajudam o candidato que optou por escrever de modo contrário ao voto facultativo. Resumindo: escrever contra o voto facultativo é escrever a favor do voto obrigatório e escrever a favor do voto facultativo é escrever contra o voto obrigatório, baseando qualquer opinião em argumentos sólidos e consistentes.
O primeiro texto da coletânea é um fragmento de um texto publicado em 2014, ano eleitoral, na revista Carta Capital, de autoria de Karina Gomes. Intitulado “O voto deveria ser facultativo no Brasil?”, assim como o tema de redação da Unesp 2018, aborda um levantamento do Instituto Datafolha divulgado à época que apontou que 61% dos eleitores são contrários ao voto obrigatório, previsto na Constituição Federal. Além disso, o texto de Karina Gomes expõe algumas opiniões acerca do tema:
Texto 1
Um levantamento do Instituto Datafolha divulgado em maio de 2014 apontou que 61% dos eleitores são contrários ao voto obrigatório. O voto obrigatório é previsto na Constituição Federal – a participação é facultativa apenas para analfabetos, idosos com mais de 70 anos de idade e jovens com 16 e 17 anos.
Para analistas, permitir que o eleitor decida se quer ou não votar é um risco para o sistema eleitoral brasileiro. A obrigatoriedade, argumentam, ainda é necessária devido ao cenário crítico de compra e venda de votos e à formação política deficiente de boa parte da população.
“Nossa democracia é extremamente jovem e foi pouco testada. O voto facultativo seria o ideal, porque o eleitor poderia expressar sua real vontade, mas ainda não é hora de ele ser implantado”, diz Danilo Barboza, membro do Movimento Voto Consciente.
O sociólogo Eurico Cursino, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que o dever de participar das eleições é uma prática pedagógica. Ele argumenta que essa é uma forma de canalizar conflitos graves ligados às desigualdades sociais no país. “A democracia só se aprende na prática. Tornar o voto facultativo é como permitir à criança decidir se quer ir ou não à escola”, afirma.
Já para os defensores do voto não obrigatório, participar das eleições é um direito e não um dever. O voto facultativo, dizem, melhora a qualidade do pleito, que passa a contar majoritariamente com eleitores conscientes. E incentiva os partidos a promover programas eleitorais educativos sobre a importância do voto.
(Karina Gomes. “O voto deveria ser facultativo no Brasil?”. www.cartacapital.com.br, 25.08.2014. Adaptado.)
O segundo texto da coletânea, por sua vez, explora melhor os receios das pessoas contrárias ao voto facultativo: teme-se que, se o voto deixar de ser obrigatório no Brasil, muitas pessoas deixariam de ir às urnas e isso traria consequências negativas para a democracia brasileira. A descrença nos políticos brasileiros juntamente com a não obrigatoriedade do voto poderia gerar uma evasão nas eleições brasileiras em todos os níveis, mas um ponto crucial que os candidatos deveriam pensar para responder a pergunta do tema é: já que vivemos em uma democracia, o voto deveria ser um direito ou deveria permanecer sendo um dever?
É sabido que muitas pessoas votam apenas por obrigação e por receio de perder direitos como emitir ou renovar passaporte, participar de concursos públicos dentre outras sanções impostas aos eleitores que não comparecem às urnas e que podem ter seus títulos de eleitor cancelados. Também é de conhecimento de todos a imensa quantidade de votos nulos e brancos e que poucas pessoas assistem pela televisão ou ouvem pelo rádio os programas eleitorais.
Nesse contexto, o voto facultativo tornaria o eleitor brasileiro mais participativo, educada politicamente e atuante nas eleições? Ou aconteceria o contrário: haveria uma verdadeira evasão eleitoral caso o voto deixasse de ser obrigatório?
São estas as questões suscitadas pelo segundo texto da coletânea, um fragmento de um texto publicado na revista Exame em agosto deste ano, de autoria de Raphael Martins e intitulado “O que falta para o Brasil adotar o voto facultativo?”:
Texto 2
Há muito tempo se discute a possibilidade de instauração do voto facultativo no Brasil. Mas são diversos os fatores que travam a discussão.
Atualmente, é a Lei no 4737/1965 que determina o voto como obrigatório no Brasil, além dos dispositivos e penas a quem não comparece ao pleito. Com a imposição, o país segue na tendência contrária ao resto do mundo. Estudo divulgado pela CIA, que detalha o tipo de voto em mais de 230 países no mundo, mostra que o Brasil é um dos (apenas) 21 que ainda mantém a obrigatoriedade de comparecer às urnas.
Para Rodolfo Teixeira, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), a atual descrença na classe política pode levar a uma grave deserção do brasileiro do processo eleitoral. O jurista Alberto Rollo, especialista em Direito Eleitoral e membro da comissão de reforma política da OAB de São Paulo, concorda e acredita que o eleitor brasileiro ainda é “deficitário” do ponto de vista de educação política, sem ser maduro o suficiente para entender a importância do voto: “Se [o voto facultativo] fosse implementado hoje, mais da metade dos eleitores não votaria. Isso é desastroso”, afirma.
O cientista político e professor da FGV-Rio Carlos Pereira pensa diferente. O especialista acredita que as sete eleições presidenciais depois do fim da ditadura militar mostram que o momento democrático do Brasil está consolidado. O voto facultativo seria mais um passo a uma democracia plena.
“O argumento de que o eleitor pobre e menos escolarizado deixaria de votar parte de um pressuposto da vitimização. É uma visão muito protecionista”, diz Pereira. “O eleitor mais pobre tem acesso à informação e é politizado: ele sabe quanto está custando um litro de leite, uma passagem de ônibus, se o bairro está violento, se tem desemprego na família. É totalmente plausível que ele faça um diagnóstico e decida em quem votar e se quer votar.”
(Raphael Martins. “O que falta para o Brasil adotar o voto facultativo?”. http://exame.abril.com.br, 01.08.2017. Adaptado.)
Ambos os textos expõem opiniões e argumentos de especialistas que suscitam a reflexão por parte dos candidatos que, aliás, já deveriam ter uma opinião no mínimo mais ou menos formada a esse respeito, já que se trata de um assunto amplamente debatido nas escolas e na mídia. A reflexão sobre as possíveis consequências do voto facultativo no Brasil, o cenário político e social brasileiro e a educação política e cidadã no país são aspectos que não deveriam ser deixados de lado na análise deste tema.

26 de dezembro de 2017

PONTUAÇÃO




01) EPCAR - “Bem-aventurado, pensei eu comigo, aquele em que os afagos de uma tarde serena de
primavera no silêncio da solidão produzem o torpor dos membros.” (Herculano)
No período em apreço, usaram-se as vírgulas para separar:

a) uma oração pleonástica;
b) uma oração coordenada assindética;
c) um adjunto deslocado;
d) elementos paralelos;
e) uma oração intercalada.

02) EFOMM - A opção em que está correto o emprego do ponto-e-vírgula é:

a) Solteiro; foi um menino turbulento; casado, era um moço alegre; viúvo, tornara-se uma pessoa de
semblante sombrio.
b) Solteiro, foi um menino turbulento; casado, era um moço alegre; viúvo, tornara-se uma pessoa de
semblante sombrio.
c) Solteiro, foi um menino; turbulento, casado; era um moço alegre viúvo, tornara-se uma pessoa de
semblante sombrio.
d) Solteiro foi um menino turbulento, casado era um moço alegre, viúvo; tornara-se uma pessoa de
semblante sombrio.
e) Solteiro, foi um menino turbulento, casado; um moço alegre, viúvo; tornara-se uma pessoa de
semblante sombrio.

03) EFOMM - É inaceitável a pontuação na alternativa:

a) 1 cm., 2 cm., 1 m., 2 m., 1 g., 2 g., 1 kg., 1 h 20., 2 h 20 m 30 s.
b) De boa árvore, bons frutos.
c) Terminada a palestra, procure-nos.
d) Não chore, que será pior.
e) Eram dois - eu os vi pessoalmente - os assaltantes.

04) EFOMM - Assinale a alternativa em que o período está corretamente pontuado:

a) Uns trabalhavam, esforçavam-se, exauriam-se; outros gozavam, não pensavam no futuro.
b) “E agora José?”
c) Cauteloso que era, nunca revelava realmente, suas idéias.
d) Afirmavam, insistentes; era o reparo moral, que queriam, e não o dinheiro.
e) Com as graças de Deus, vou indo caríssima Rosália.


Nas questões de números 5 e 6, marque a alternativa corretamente pontuada.

05) EPCAR

a) “O caminho da verdade é único e simples o da falsidade, vário e infinito.”
b) “O caminho da verdade é único, e simples o da falsidade, vário e infinito.”
c) “O caminho da verdade, é único e simples; o da falsidade, vário e infinito.”
d) “O caminho da verdade é único e simples; o da falsidade, vário e infinito.”
e) “O caminho da verdade, é único e simples, o da falsidade, vário, e infinito.”

06) EPCAR

a) “Aprendi, desde bem cedo, a compreender e a perdoar. De vez em quando por muito
compreender perdoar se torna difícil, porém sempre tenho arranjado um jeitinho.”
b) “Aprendi, desde bem cedo, a compreender e a perdoar. De vez em quando, por muito
compreender, perdoar se torna difícil, porém sempre tenho arranjado um jeitinho.”
c) “Aprendi desde bem cedo, a compreender e a perdoar, de vez em quando por muito compreender;
perdoar se torna difícil, porém sempre tenho arranjado um jeitinho.”
d) “Aprendi desde bem cedo a compreender e a perdoar; de vez em quando por muito compreender
perdoar se torna difícil porém, sempre tenho arranjado um jeitinho.”
e) “Aprendi, desde bem cedo, a compreender e a perdoar. De vez em quando por muito
compreender perdoar se torna difícil porém, sempre tenho arranjado um jeitinho.”

07) EFOMM - Assinale a única alternativa que apresenta pontuação não justificável:

a) Eu, sou valente, disse o fanfarrão.
b) Todos os meus amigos sabem disso, meu caro!
c) Todos os meus amigos sabem, disso estou certo!
d) A caridade, que é virtude cristã, agrada mais a Deus que aos homens.
e) Fui lá, ainda ontem, e procurei-o.

08) AMAN - “Para meu desapontamento, nasceu um ser raquítico e feio, pesando um quilo.”
As vírgulas, na frase acima transcrita, foram utilizadas, respectivamente para:

a) isolar o aposto e separar uma oração subordinada da principal;
b) marcar o início de uma oração intercalada e separar orações coordenadas assindéticas;
c) marcar o deslocamento do adjunto adverbial e separar uma oração adjetiva explicativa da
principal;
d) isolar o objeto pleonástico e indicar a elipse da conjunção;
e) separar uma oração subordinada anteposta à principal e separar uma oração subordinada posposta
à principal.

09) Escola Naval - Cada número está no lugar de um sinal de pontuação. Marque a seqüência que
apresenta a pontuação correta, respectivamente:
“Desde que parti (1) duas coisas não me saem da cabeça (2) uma era o pedido de casamento que
recebi (3) a outra (4) a maneira como tal atitude foi tomada (5)”

a) ; , : , ?
b) , . ; : .
c) : ; , : !
d) , ; , , .
e) , : ; , .

10) AMAN - “Éramos alunos, e rapidamente se estabeleceu intimidade entre nós.”
No trecho acima, a vírgula tem a função de separar:

a) duas orações coordenadas assindéticas;
b) o adjunto adverbial intercalado;
c) duas orações coordenadas sindéticas adversativas;
d) duas orações coordenadas que possuem sujeitos diferentes;
e) duas orações coordenadas justapostas.

11) EFOMM - Ocorre pontuação inaceitável em:

a) Colega, ainda que mal pergunte, que negócio é esse?
b) Se queres distrair-te, ouve cantores franceses.
c) Pedro era entre todos os empregados, o mais fiel.
d) Perdôo-te; espero, porém, que não reincidas no erro.
e) Não creia naqueles que não acreditam em ninguém.

12) Escola de Medicina e Cirurgia - RJ - Assinale o exemplo em que a vírgula foi usada para denotar
uma pausa de valorização expressiva entre o sujeito e o verbo:

a) Tudo ali era estável, seguro. (Graciliano Ramos);
b) Pois eu, vou-me. (M. Campos Pereira);
c) Saiba o senhor, o de-Janeiro é de águas claras. (Guimarães Rosa);
d) Se o negócio não se arranja, eu estouro! (M. Antônio de Almeida);
e) O tempo, que não existe, é geralmente o que mais nos atormenta ou nos recreia. (M. de Maricá).

13) ESPCEX- Leia o texto abaixo e coloque as vírgulas necessárias.
1 - “A “Tribuna da Bahia” diário de Salvador chegou a publicar um editorial
2 -“Gabriela alho e óleo” onde classificava de “patética macaqueação de sota-
4 - que nortista” o linguajar da novela.
8 - A influência da novela na vida da cidade vai contudo muito além das discus-
16 - sões em torno do sotaque. Na verdade desde 1959 quando uma revista carioca
32 - revelou a existência real das personagens do livro de Jorge Amado Ilhéus
64 - tem vivido à sombra de Gabriela. Agora com a novela a cidade passou a se descobrir”
Na frente de cada linha existe um número. Some os números correspondentes às linhas nas quais você colocou uma ou mais vírgulas.
A resposta será a soma encontrada.
Resposta: __________

14) ESPCEX - Dando continuidade ao seu raciocínio sobre o emprego dos sinais de pontuação, leia cada
uma das frases apresentadas abaixo. Some os números correspondentes às frases que estiverem corretas quanto ao emprego dos sinais de pontuação. A resposta da questão será a soma encontrada.
1 Aristóteles dizia a seus discípulos: “Meus amigos, não há amigos.”
2 Como está linda, a manhã!
4 Como te chamas? - perguntou-me João meu novo vizinho.
8 A hora - disse o homem -, é esta.
16 Volte, Raul; e, até fevereiro, teremos dela, certamente, uma resposta definitiva.
32 Não queria que a irmã viajasse, pois Carlos, seu cunhado, estava enfrentado dificuldades.
Resposta: __________

15) ESPCEX- Leia o texto abaixo, colocando as vírgulas necessárias.
1 “Transformadas em bandejas e “souvenirs” elas são o deslumbramento dos
2 turistas. Espetadas por trás de vitrines fazem o deleite dos coleciona-
4 dores. Por estes e outros motivos as borboletas são cada vez mais procura-
8 das. Mas a imagem bucólica do caçador tradicional com sua rede e seu cha-
16 péu de explorador foi substituída por uma perseguição em escada industrial
32 na base de sofisticada aparelhagem. Esse extermínio indiscriminado é con-
64 denado por zoólogos.”
Na frente de cada linha existe um número. Some os números correspondentes às linhas nas quais você colocou uma ou mais vírgulas. A resposta da questão será a soma encontrada.
Resposta: __________

16) Universidade Federal do Pará - A vírgula é usada antecedendo um aposto em:

a) “A população está crescendo 90 milhões de pessoas por ano, o que significa que a cada 16 meses
o mundo cresce em população.”

b) “Em 1988, os Estados Unidos e o Canadá (...)”
c) “Imagine se a gente passar a se alimentar só de arroz, e de repente, (...)”
d) “Temos que salvá-lo, pois o planeta está numa CTI.”
e) “Porque a gente pode comer carne, arroz (...)”

17) Universidade Federal do Pará - No trecho: “Vi um jaguar e pensei: será muito difícil viver no planeta se meus filhos não puderem ver um jaguar.”, a pontuação usada demonstra que os dois pontos servem para anunciar uma:
a) citação;
b) enumeração;
c) concessão;
d) complementação;
e) exemplificação.

18) UFRRJ - Marco Túlio Cícero, tão famoso quanto Demóstenes na área da retórica, sempre dizia:
Prefiro a virtude do medíocre ao talento do velhaco.
Neste período está faltando um sinal de pontuação:

a) vírgula;
b) ponto e vírgula;
c) ponto de exclamação;
d) aspas;
e) reticência.

19) AFA - A vírgula é usada obrigatoriamente para isolar o aposto, ou qualquer elemento de valor
meramente explicativo. Em qual das alternativas a colocação da vírgula obedece a esse princípio?

a) “Inventava conversas, dizia-se leal, trazia presentes.”
b) “(...) erguendo os olhos do trabalho em que se aplicava, um mancal de madeira para o moinho, viu Nestor de pé sobre o talude (...)”


c) “Pense nisso, rapaz, reflita nisso.”
d) “Como de outras vezes, olhava para a garganta de Bernardo.”

20) Escola Naval - Assinale a frase que apresenta erro de pontuação:

a) Meu filho, não tenha medo da vida.
b) São palavras de Deus: “Crescei e multiplicai-vos!”
c) Gosto de teatro, ela de cinema.
d) Não sabemos por que você está apressado.
e) Disse o mestre:

21) CESGRANRIO - Assinale a opção em que a explicação para o emprego das vírgulas está errada:

a) “Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa desde cedo.” (isolam o aposto)
b) “E, para adiantar o expediente, vestir a aniversariante logo depois do almoço.” (destacam a oração adverbial)
c) “Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena.” (separam predicativos)
d) “O ponche foi servido, Zilda suava, nenhuma cunhada ajudava propriamente.” (separam orações coordenadas assindéticas)
e) “e de costas para a aniversariante, que não podia comer frituras, eles riam inquietos.” (isolam a oração adjetiva explicativa)

22) Escola Naval - Assinale o item que apresenta erro de pontuação:

a) A casa creio que já está alugada.
b) O Papa, que mora em Roma, tem visitado vários países.
c) Eu diria que as árvores pensam.
d) Eu sabia, mas não podia falar.
e) Sabedor, nunca o fui.

23) ESPCEX- Justifica-se o emprego da vírgula assinalada na seguinte passagem:

a) “já lá vão muitas páginas, falei das simetrias (...)”
b) “(...) falei das simetrias, que há na vida.”
c) “Há duas diferenças. A primeira, é que nela o mal é puro e confessado reumatismo.”
d) “(...) nela o mal é puro, e confessado reumatismo.”

24) UNIRIO - No trecho “D. Tonica tinha fé em sua madrinha, Nossa Senhora da Conceição, e investiu a
fortaleza com muita arte e valor.” - o emprego das vírgulas justifica-se porque a expressão que elas
limitam é:

a) um apêndice do sujeito da oração;
b) indicadora de uma negação;
c) predicativo do objeto indireto;
d) aposto de madrinha;
e) sujeito da oração anterior.

25) UFRRJ - No período,“A fé, que é a mola do crente, sustenta e impulsiona a máquina do mundo”, a oração “que é a mola do crente” está entre vírgulas, porque:

a) eqüivale a um aposto;
b) está em ordem indireta;
c) o autor quis destacar o conceito de crença;
d) é uma oração adverbial;
e) é uma oração substantiva completiva.

26) ITA - Qual das seqüências abaixo jamais admitirá, de acordo com as nossas gramáticas, o emprego de duas vírgulas?
a) O irmão meu que estava doente não chegou na hora.
b) Mesmo que tu chegues atrasado José não deixes de trazer as revistas que te emprestei sábado último.
c) A mulher se divide em quatro partes cabeça tronco membros e espelho.
d) Jamais lhe poderei dizer que isto se passou na casa de uma das mais tradicionais famílias da região os Mesquitas.
e) A muito custo após algumas horas disseram que não haviam chegado os impressos para formalizar a petição.

27) EPCAR - “Ao homem, deu-lhe Deus a sensibilidade para amar o bem.” Empregou-se a vírgula para:

a) pôr em destaque uma expressão;
b) separar uma expressão na ordem inversa;
c) realçar um objeto indireto pleonástico;
d) separar um aposto;
e) dar ênfase a uma circunstância.

28) ITA - Assinale a opção cujos sinais, indicados entre parêntese, não permitem pontuação correta para as frases abaixo:
a) Se a felicidade é proporcional à renda é irrespondível a causa das máquinas se não a questão toda
precisa ser examinada. (2 vírgulas e 1 ponto-e-vírgula)
b) “O mau médico encarece a enfermidade e não lhe dá remédio o mau conselheiro exagera os
inconvenientes e não dá meio com que os melhorar.” (3 vírgulas e 1 ponto-e-vírgula)
c) “O beijo das mulheres sérias é frio faz a gente espirrar o das mulheres ardentes gasta-nos os
lábios... e o dinheiro.” (1 dois pontos e 1 ponto-e-vírgula)
d) Chamava-se Isolina a amiga que a consolava Piedade. (1 vírgula e 1 ponto-e-vírgula)
e) “Depois dos pais que recebem o nosso primeiro grito o solo pátrio recebe os nossos primeiros
passos é um duplo receber que é duplo dar.” (3 vírgulas e 1 dois pontos)

29) Colégio Naval

(1) Ilustre e altiva raça lusitana,
Criadora e tenaz, modesta e sóbria,
Sempre disposta estás a olhar de frente
O destino por mais amargo e duro!

(5) Raça oriunda de Luso, esse pastor
Filho de Baco e rei da última Tule,
Raça contida em terra tão pequena,
E que no incerto mar mundos colheste.
A contemplar o Atlântico deserto,

(10) Vives sempre a rever, verdes caminhos,
Por onde os teus varões se assinalaram.
(Soneto a Portugal, Augusto Frederico Schmidt)

De acordo com a norma gramatical, o uso da primeira vírgula, no verso 10:

a) está correto, pois isola um vocativo;
b) está incorreto, pois não se separa objeto direto que segue imediatamente ao seu verbo transitivo;
c) é indispensável por motivo de ênfase;
d) se justifica pela anteposição do adjetivo, na expressão verdes caminhos;
e) está incorreto por separar sujeito e predicativo.

30) EPCAR - Assinale a alternativa que pontua correta e ordenadamente o texto que segue.
Paulo não gosta de estudar ao contrário só pensa em divertir-se saindo seguidamente seu irmão contudo é preocupado com o futuro não deixando de estudar jamais.

a) , , , ; , , ,
b) , , ; , , ;
c) , , ; , , , , ,
d) , , , , ,
e) , , ; , , ; ,

31) EFOMM - Assinale o único exemplo em que ocorreu erro quanto à pontuação:

a) Os termos essenciais e integrantes da oração ligam-se uns com os outros sem pausa; não podem,
assim, ser separados por vírgula.
b) Emprega-se o ponto, pois, fundamentalmente, para indicar o término de uma oração declarativa,
seja ela absoluta, seja a derradeira de um período composto.
c) As orações subordinadas adjetivas restritivas, indispensáveis ao sentido da frase, ligam-se a um
substantivo (ou pronome) antecedente sem pausa, razão por que dele não se separam, na escrita,
por vírgula.
d) Para se saber onde deve colocar os sinais de pontuação, habitue-se a ouvir a melodia da frase que
escreve e quando hesitar, leia a frase em voz alta: as pausas que será obrigado a observar e as
mudanças de entonação lhe indicarão, geralmente, a escolha e o lugar dos sinais, que nela terá de
introduzir.
e) Não se deve abusar dos sinais de pontuação. Escritores há que empregam vírgulas em demasia,
com o que travam o enunciado, prejudicando o seu ritmo natural e, às vezes, tornando-o obscuro.

32) ITA - Assinale a alternativa cujos sinais, indicados entre parênteses, não permitem uma pontuação
correta:

a) Uns trabalham esforçam-se cansam-se outros folgam dormem descuidam-se e não pensam no
futuro. (4 vírgulas e 1 ponto-e-vírgula)
b) A sua volta tudo lhe parece chorar as árvores o capim os insetos. (3 vírgulas e dois pontos)
c) Campinas Santos Guarulhos são cidades do Estado de São Paulo Caxias Canoas Uruguaiana do
Rio Grande do Sul. (5 vírgulas e 1 ponto-e-vírgula)
d) Prometeu-nos quando dele precisássemos que embora suas atividades fossem múltiplas jamais
deixaria de atender-nos. (3 vírgulas)
e) A metade de 247 mais 36 são 159,5. (2 vírgulas)

33) ITA - A seqüência “Solteiro foi um menino turbulento casado era moço alegre viúvo tornara-se
macambúzio.” Ficará, quanto à pontuação, correta e mais facilmente inteligível se empregarmos:

a) três vírgulas e dois pontos-e-vírgula;
b) quatro vírgulas e dois parênteses;
c) duas vírgulas e dois pontos-e-vírgula;
d) um ponto final, um ponto-e-vírgula e dois pontos;
e) três vírgulas e um ponto-e-vírgula.

34) ITA - Assinalar a alternativa em que a pontuação esteja correta:

a) Ele não virá hoje; não contem, portanto, com ele.
b) O Reitor daquela famosa universidade italiana, chegará aqui amanhã.
c) São José dos Campos 15 de março, de 1985.
d) Quero que, assine o contrato.
e) Qualquer bebida que, contenha álcool, não deve ser tomada por você.

35) ITA - Assinale a alternativa incorreta quanto às normas da pontuação:

a) Usa-se a vírgula no interior da oração para separar elementos que exercem a mesma função
sintática.
b) O ponto-e-vírgula denota em geral uma pausa suspensiva, suficiente para indicar que o período
está concluído.
c) As conjunções conclusivas, quando pospostas a um dos termos da oração, podem vir entre
vírgulas.
d) Usa-se o ponto-e-vírgula para separar orações de um período, das quais um dos seus termos já
esteja subdividido por vírgula.
e) Usa-se a vírgula para separar as orações subordinadas adverbiais, principalmente quando
antepostas à principal.

GABARITO


1) E
2) B
3) A
4) A
5) D
6) B
7) A
8) C
9) E
10) D
11) C
12) B
13) Total: 127 (1+2+4+8+16+32+64)
14) total: 33 (1+32)
15) total: 31 (1+2+4+8+16)
16) A
17) D
18) D
19) B
20) C
21) C
22) A
23) A
24) D
25) A
26) D
27) C
28) B
29) D
30) B
31) D
32) E
33) A
34) A
35) B