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7 de junho de 2015

Total de Inscritos no Enem 2015 Será Divulgado na Terça

Total de Inscritos no Enem 2015 Será Divulgado na Terça | Enem



Na data de ontem, 5 de junho, às 23h59, foi encerrado o período para inscrições para a edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio. Depois de terminado o prazo, normalmente cria-se uma expectativa em torno da quantidade total de participantes registrados, incluindo a possibilidade de um novo recorde. Conforme noticiado pela Agência Brasil, esse dado será informado pelo Ministério da Educação (MEC) na próxima terça-feira, 9 de junho.
Imagem: Reprodução / G1
Imagem: Reprodução / G1
De acordo com o próprio MEC, a quatro horas de encerrar, exatamente às 20h desta sexta-feira, o sistema do Instituto Nacional do Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) já havia registrado 7,8 milhões de inscrições. A expectativa do governo era de contar com mais de 9 milhões de inscritos ao término do período.
Vale esclarecer, entretanto, que muitos destes candidatos ainda não têm participação garantida no Enem 2015, uma vez que é necessário quitar a taxa de 63 reais até data limite de 10 de junho, próxima quarta-feira. O boleto pode ser impresso no próprio site do Inep e deve ser pago no Banco do Brasil.
Estudantes da rede pública que irão concluir o ensino médio neste ano estão automaticamente isentos do pagamento da taxa de inscrição. Já os candidatos pertencentes a famílias de baixa renda ou que estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica podem declarar carência para tentar isenção da taxa, a qual pode ser aceita ou não.
Aqueles que não pagarem tal valor no prazo informado anteriormente estarão fora do exame nacional, que será aplicado nos dias 24 e 25 de outubro. Conforme gráfico ao lado, elaborado pelo site G1, nos últimos anos, em torno de 10% dos pré-inscritos não confirmaram sua participaçã

5 de junho de 2015

Tema de redação

A sociedade está perdendo a batalha contra o crime?

Frequentemente, conflitos armados entre polícia e facções criminosas ganham as páginas de jornais e deixam a sociedade apavorada. O foco das atenções, agora, tem sido o estado de São Paulo: mais de duzentas pessoas, entre elas muitos policiais militares, já morreram baleadas na onda de ataques que vem ocorrendo desde o início deste ano. O mais triste, porém, é saber que mesmo com tanta criminalidade concentrada no eixo Rio-São Paulo, a violência consegue ser ainda maior nos outros estados brasileiros. Prova disso foram os dados levantados por uma ONG mexicana: 14 das 50 cidades mais violentas do mundo são brasileiras. Maceió ocupa o 3º lugar desse ranking, com um índice anual de homicídios de 135,26 pessoas para cada 100 mil habitantes. Como você avalia a questão da segurança pública no Brasil? Estamos perdendo a luta contra a violência? Que atitudes precisam ser tomadas para reverter essa situação? Leia os textos da coletânea e exponha seu ponto de vista em uma dissertação argumentativa de até 30 linhas.


Violência
O Estado de São Paulo vive uma onda de violência, com registros de chacinas, homicídios, ônibus incendiados e mortes de policiais militares. Desde o último dia 24, 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo --média de 9,7 por dia.
Desde o início do ano, 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo.
Em 2014, 47 PMs foram mortos -21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26 foram assassinados no horário de folga, de acordo com o comandante-geral da PM, Roberval França.



Brasil: 14 cidades entre as mais violentas do mundo


São Paulo - Das 50 cidades mais violentas do mundo, 14 são brasileiras. O país foi destaque negativo em ranking feito por especialistas da ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança, com base na quantidade de homicídios em cidades do mundo com mais de 300 mil habitantes.
O Brasil também garantiu presença no pouco honroso top 10 do ranking, com duas cidades entre os dez maiores índices de violência: Maceió, capital alagoana, que ocupa o terceiro lugar, e Belém, capital do Pará, no décimo lugar.
O título de cidade mais perigosa do mundo é da cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com uma taxa de 158.87 homicídios para um grupo de 100 mil habitantes. Em segundo lugar, está Juárez, no México, com uma taxa de 147.77.
A América Latina disparou na frente com os piores resultados, abrigando 40 das cidades apontadas, incluindo as 20 primeiras da lista. No relatório, a ONG ainda alertou para a coleta imprecisa de informações no México, onde "autoridades estão falsificando dados e escondendo o verdadeiro número de homicídios". Confira as cidades brasileiras apontadas entre as mais violentas do mundo, e seu índice de homicídios por habitantes.

O que é crime organizado?


Quando a gente pensa em crime organizado, logo vem à mente aquelas imagens dos confrontos armados entre traficantes e as forças públicas. Jovens com fuzis automáticos, pistolas, lançadores de foguetes e metralhadoras sobre as lajes das favelas cariocas. O “crime organizado” também se manifesta nas rebeliões carcerárias. Presídios destruídos, incêndios, adversários das gangues enforcados e decapitados, um horror.

Tudo isso é o crime organizado? Sim e não. Esse pessoal está no crime organizado, mas não é o crime organizado. As organizações criminosas que controlam o mercado ilegal são empresas transnacionais. Segundo o diretor do FBI, Robert Muller III, numa prestação de contas para o Congresso dos Estados Unidos, crime organizado é uma operação mundial de cerca de 250 “empresas criminosas”, que auferem um lucro anual de 1 trilhão de dólares. Entre elas estão as quatro Máfias italianas (siciliana, napolitana, calabresa e romana); os cartéis colombianos e mexicanos; a Yakuza (Japão); as Tríades (China); os cartéis nigerianos, somalis e sul-africanos; os Dragões Vermelhos (Vietnã, Laos e Cambodja), especializados na produção de papoulas, ópio e heroína; a Máfia Russa e suas ramificações por todo o Leste Europeu, que controla a lavagem de dinheiro e o contrabando de armas. Trata-se de um conglomerado de “negócios criminosos” que gere o mercado ilegal em estaca global. Esse é o cerne do crime organizado, que delega para baixo as tarefas do submundo.

Diante disso, nossos bandidos, incluindo os do colarinho branco, são raia miúda. No entanto, o crime organizado está bem estabelecido entre nós.



Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;

Tema de redação

Qual a relação entre o estudo e uma carreira profissional bem sucedida?

A educação costuma ser apontada como um dos principais direitos sociais, devido aos benefícios que pode proporcionar ao cidadão. Uma recente pesquisa internacional, por exemplo, revelou que quem estuda é mais feliz. Outro argumento muito usado em favor da educação formal são os índices econômicos e trabalhistas, pois quem estuda normalmente ocupa os postos de trabalho mais bem pagos e consegue uma qualidade de vida melhor. Mas há exceções: de Sílvio Santos a Bill Gates, são vários os exemplos de indivíduos que conquistaram sucesso pessoal e profissional sem possuir um diploma universitário, assim como muitos também são os casos de pessoas formadas que não se sentem realizadas. O que você pensa disso? Estudar pode tornar as pessoas mais felizes? Qual a relação entre o estudo e uma carreira profissional bem sucedida? Veja os textos de apoio e discuta essas questões em uma dissertação argumentativa de até 30 linhas.

Estudar faz pessoas serem mais felizes e viverem mais

Um estudo recente sobre aspectos da educação mostra que quem estuda mais tende a ser mais feliz e ter uma expectativa de vida maior. O levantamento What are the social benefits of education? (Quais são os benefícios sociais da educação?, em tradução livre) foi produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e realizado em 15 países membros da organização – do qual o Brasil não faz parte.

"A educação ajuda as pessoas a desenvolver habilidades, melhorar a sua condição social e ter acesso a redes que podem ajudá-las a terem mais conquistas sociais", dizem os autores da pesquisa.

Segundo o estudo, as pessoas que estudam mais são mais felizes porque têm maior satisfação em diferentes esferas de sua vida. Esse nível de satisfação pessoal é de, em média, 18% a mais para quem tem nível superior em relação àquelas que pararam no ensino médio.

Em relação ao aumento da expectativa de vida, o estudo mostra que um homem de 30 anos, por exemplo, pode viver mais 51 anos, caso tenha formação superior, enquanto aquele que cursou apenas o ensino médio viveria mais 43, ou seja, oito anos menos. Essa disparidade é mais acentuada na República Tcheca, onde os graduados podem viver 17 anos a mais. Já os portugueses, asseguraram a diferença mais baixa, apenas 3.

(...)
Participação política
Em outro capítulo desse mesmo levantamento, realizado com um grupo de 27 países, a OCDE chegou à conclusão de que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto o número cai para 54% entre aqueles que não têm formação superior. Os adultos mais escolarizados também são mais engajados quando o assunto é voluntariado, interesse político e confiança interpessoal.



Milionários sem diploma

Bill Gates abandonou Harvard, montou a Microsoft, e se tornou um dos homens mais ricos do mundo com uma fortuna de US$ 58 bilhões. Samuel Klein veio da Polônia para o Brasil fugido de um campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial, começou a vender utensílios domésticos de porta em porta, fundou as Casas Bahia e hoje é o rei do varejo brasileiro com uma empresa que faturou R$ 12,5 bilhões em 2007. Silvio Santos, um camelô no Rio de Janeiro, virou dono de mais de 30 empresas e do canal de televisão SBT. O que todos esses empresários com histórias tão diferentes têm em comum? Além de patrimônios que ultrapassam nove dígitos, nenhum possui diploma de curso superior. Ou abandonaram o mundo acadêmico antes de conquistar o diploma ou nem mesmo tiveram a chance de chegar lá. Aprenderam na marra, quebraram a cara em algumas ocasiões, porém, triunfaram.
(...)




Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;

Foco na argumentação

Professores, alunos, foco no tema e na argumentação de um texto, pois uma redação dissertativa-argumentativa defende teses, opiniões e não pode ser somente informativo, deixem isso para os meios de comunicação. OK! Posto isso pelo número elevado de textos que recebo e que não possuem defesa das teses, do ponto de vista que foi colocado na introdução, simplesmente informam. Isso é mau, pois argumentação é posição. Abraços!

Tema de redação - texto para leitura

Contribuição do negro na fornação da cultura brasileira

Introdução
A contribuição cultural de negros na formação da cultura brasileira é enorme. Na religião, música, dança, alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram as suas manifestações culturais mais cotidianas, permanecem vivas até hoje.

Influência religiosa
No campo religioso, a contribuição negra é inestimável, principalmente porque os africanos, ao invés de se isolarem, aprenderam a conviver com outros setores da sociedade. Favoreceu esta convivência, a mentalidade comum a ambos os grupos étnicos - brancos e negros -, de que a prática religiosa estava voltada para a satisfação de algum desejo material ou ideal. As promessas a santos, pagas com o sacrifício da missa, apresentavam semelhanças com os pedidos feitos aos deuses e espíritos africanos em troca de oferendas de diversos tipos. Mas, nos primeiros séculos de sua existência no Brasil, os africanos não tiveram liberdade para praticar os seus cultos religiosos. No período colonial, a religião negra era vista como arte do Diabo; no Brasil - Império, como desordem pública e atentado contra a civilização. Assim, autoridades coloniais, imperiais e provinciais, senhores, padres e policiais se dividiram entre tolerar e reprimir a prática de seus cultos religiosos. A tolerância com os batuques religiosos, entretanto, devia-se à conveniência política: era mantida mais como um antídoto à ameaça que a sua proibição representava, do que por aceitação das diferenças culturais. Outras manifestações culturais negras também foram alvo da repressão. Estão neste caso o samba, revira, capoeira, entrudo e lundú negros.
O samba e a capoeira
Durante o período da revolução de 30, os próprios núcleos de cultura negra se movimentaram para ganhar espaço. A criação das escolas de samba no final dos anos vinte já representara um passo importante nessa direção. Elas, que durante a República Velha foram sistematicamente afastadas de participação do desfile oficial do carnaval carioca, dominado pelas grandes sociedades carnavalescas, terminaram sendo plenamente aceitas posteriormente. No rastro do samba, a capoeira e as religiões afro brasileiras também ganharam terreno. Antes considerada atividade de marginais, a capoeira seria alçada a autêntico esporte nacional, para o que muito contribuiu a atuação do baiano Mestre Bimba, criador da chamada capoeira regional. Tal como os sambistas alojaram o samba em "escolas", Bimba abrigaria a capoeira em "academias", que aos poucos passaram a ser freqüentadas pelos filhos da classe média baiana, inclusive muitos estudantes universitários.
 Arte Africana
A arte africana envolve um espectro diferenciado, desde representações em pinturas, esculturas e objetos ornamentais de uso permanente e cotidiano para comemorar os ancestrais, cultuar as forças naturais, invocar forças vitais, propiciar boas colheitas, até objetos em geral que acompanham os ritos, as danças e as cerimônias religiosas em sua ampla gama de singularidade.
A influência africana na Língua Portuguesa
Por quase trezentos anos, o Brasil recebeu milhares e milhares de africanos, aqui trazidos como escravos para o trabalho rural ou na mineração. Vieram negros de praticamente toda a África, mas deles destacam-se dois grandes grupos: o guineano-sudanês e o banto. Esses povos falavam muitas línguas, das quais quatro exerceram razoável influência na nossa. Do primeiro grupo, podemos mencionar o iorubá ou nagô (Nigéria) e o eue ou jeje (Benim). Do segundo, o quimbundo (Angola) e o quicongo .(Congo). Uma série extensa de palavras oriundas dessas línguas incorporaram-se ao nosso léxico, especialmente as relativas a:
· Divindades, conceitos e práticas religiosas , ainda hoje utilizadas na Umbanda, Quimbanda e Candomblé -Oxalá, Ogum, Iemanjá, Xangô, pombajira, macumba, axé, mandinga;
· Comidas e bebidas (muitas delas se popularizaram na nossa culinária, notadamente na baiana) - Quitute, vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, farofa, quindim, canjica e possivelmente cachaça;
· Roupas, danças e instrumentos musicais - Tanga, miçanga, caxambu, jongo, lundu, maxixe, samba, marimba, macumba (antigo instrumento de percussão) , berimbau;
· Animais, plantas e frutos - Camundongo, caxinguelê, mangangá, marimbondo, dendê, jiló, quiabo;
· Deformidades, doenças, partes do corpo - Capenga, calombo, caxumba, banguela, bunda.
Africanos foram forçados a reinventar sua culinária
Negros trouxeram gosto por novos temperos e habilidade de improvisar receitas, misturando ingredientes europeus e indígenas. A escravidão deixou marcas indeléveis, em sua grande maioria negativas, na trajetória socioeconômica do Brasil. No que diz respeito ao legado cultural, porém, uma das heranças mais importantes da inserção dos negros na sociedade está na gastronomia. A influência africana na dieta do brasileiro possui dois aspectos. O primeiro diz respeito ao modo de preparar e temperar os alimentos. O segundo, à introdução de ingredientes na culinária brasileira. Nos engenhos de açúcar, para onde foram levadas, as cozinhas eram entregues às negras. Responsáveis pela alimentação dos senhores brancos e com a necessidade de suprir sua própria demanda, os negros passaram a adaptar seus hábitos culinários aos ingredientes da colônia. Na falta do inhame, usaram a mandioca; carentes das pimentas africanas usaram e abusaram do azeite-de-dendê, que já conheciam da África. Adeptos da caça incorporaram à sua dieta os animais a que tinham acesso: tatus, lagartos, cutias, capivaras, preás e caranguejos, preparados nas senzalas. O modo africano de cozinhar e temperar incorporou elementos culinários e pratos típicos portugueses e indígenas, transformando as receitas originais e dando forma à cozinha brasileira. Da dieta indígena, a culinária afro-brasileira incorporou, além da essencial mandioca, frutas e ervas. O prato afro-indígena brasileiro mais famoso é o caruru. A vinda dos africanos não significou somente a inclusão de formas de preparo e ingredientes na dieta colonial. Representou também a transformação da sua própria culinária.
Conclusão
Basta sairmos nas ruas para vermos como a cultura negra influência em nossa vida. Seja num restaurante, onde a culinária afro, é muito popular, numa casa noturna, através dos ritmos africanos. Nas praças através da capoeira, através da religiosidade, e sem falar nos termos e verbetes que abundam nos dicionários.
Respeitar as diferenças é um dos princípios básicos da democracia. Cada povo, cada raça, cada cultura tem identidade própria, peculiaridades que resistem à globalização da economia e da comunicação. A construção de uma sociedade mais justa e feliz ocorre no cotidiano das pessoas com a prática de atitudes positivas em todas as relações humanas, sejam elas familiares profissionais ou comunitárias.

Legado deixado pelo negro ao Brasil - 303 - antenem-se, fuga do tema!

A cultura negra chegou ao Brasil por meio dos escravos africanos, na época do Brasil Colônia. A cultura europeia, tida como branca, predominava no país e não dava margem aos costumes africanos, que era discriminado pela sociedade branca, na época, maioria. Então, observa-se que na sociedade não se tinha as manifestações; porém, os negros tinham sociedades clandestinas, chamadas de quilombos.
Nessas comunidades, havia a liberdade para os negros se manifestarem, tudo de acordo com os costumes de suas terras natais. Nos engenhos de açúcar, eles desenvolveram a capoeira: uma forma de expressão dos negros, ainda que fosse uma luta com características de dança, era praticada para ser usada contra os inimigos (senhores de engenho).

Culinária

Outra característica marcante da cultura afro no Brasil é a questão dos diferentes temperos dados à culinária brasileira. Eles tiveram a capacidade de mesclar coisas da cozinha indígena com a europeia e transformar em comida brasileira. Ora, os escravos saíram de suas terras para um local diferente, sem trazer nada consigo. São pratos mais famosos da culinária afro-brasileira:
  • Acarajé;
  • Vatapá;
  • Bobó;
  • Feijoada (a famosa feijoada é citada como sendo um prato servido nas senzalas).
  • Azeite de dendê (tempero comum na culinária baiana);
  • Frutas e especiarias: coco, banana, pimenta malagueta e o café são produtos oriundos das terras africanas.

Expressões Culturais

Uma coisa que chama a atenção é a alegria do povo afro-brasileiro. Além da capoeira, que já é comum em várias partes do Brasil, mas enfaticamente no estado da Bahia. Os negros trouxeram estilos diferentes no quesito de moda e estilo. Sempre baseado nas culturas dos ancestrais, aderem penteados interessantes, como os dreadlocks, da cultura rastafári; o cabelo black power; os trançados; com balangandãs, dentre outros.

Música

Na música, predomina o samba, bem marcante na cultura brasileira, o que é uma herança dos afro-brasileiros. O estilo musical nasceu em meados da década de 1920; no Rio de Janeiro, surgiu e permitiu a criação de outros ritmos, tais como: o samba enredo, o samba de breque, o samba canção e a bossa nova.

Religião

O candomblé, religião afro-brasileira, assim como a umbanda, a macumba e o omoloko, foi deixado pelos escravos que adotavam o sincretismo para preservação desse culto. Na época do trabalho escravo, para que a adoração aos deuses africanos não cessassem, os negros usavam os santos da igreja católica, como forma de despistar a mão de ferro portuguesa. Por isso, se vê a mistura do candomblé com o catolicismo.
A cultura negra é algo que influenciou, não só o Brasil, mas diversas nações que usufruem da pluralidade do movimento negro. Nos Estados Unidos, o estilo dos negros é bem característico. O rap e hip hop são elementos que fazem parte do cotidiano do povo negro.
Em meio às lutas, pode se dizer que os negros venceram e continuam nesse processo. Embora existam ainda casos de racismo, esse quadro tem mudado.

Último dia de inscrições - antenem-se - ENEM

As regras para o Enem 2015 já estão publicadas no edital divulgado pelo Ministério da Educação. As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio serão realizadas das 10h do dia 25 de maio, até as 23h59 de 5 de junho. Neste ano, o preço da inscrição para o Enem é de R$ 63,00 e as provas serão realizadas nos dias 24 e 25 de outubro.

4 de junho de 2015

Proposta de redação

Comercial com beijo gay foi recusado em 2000

Além de recusa de emissoras, anúncio recebeu advertência do Conar


Estadão Acervo
 
Cenas censuradas da campanha "Beijos". Divulgação
Após ser exibida em rede nacional, a propaganda do O Boticário para o Dia dos Namorados com casais gays vem esquentando discussões e teve um processo aberto no Conar, órgão de autorregulamentação publicitária. Há quase 15 anos, outra campanha publicitária era questionada no Conar por mostrar cenas de casais do mesmo sexo se beijando. A peça “Beijos”, criado pela Denison para o portal O Site, que fornecia conteúdo, e-commerce e conectividade levou uma advertência do Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação). 
O Estado de S.Paulo- 19/11/2000
O comercial foi rejeitado pela Record e pela Sony. O Conar abriu um processo contra a agência exigindo que o comercial fosse exibido em um horário de público restrito. Para evitar maiores impactos do boicote à sua campanha O Site decidiu usar tarjas pretas nos beijos mais ousados. E veicular apenas na internet a campanha em sua íntegra.
02/06/2015 18h05 - Atualizado em 03/06/2015 18h05

Propaganda gerou reações homofóbicas e ameaças de boicote à marca.
Em queixa ao Conar, consumidores consideraram comercial desrespeitoso.

Casais comemoram Dia dos Namorados (Foto: Reprodução/YouTube)
A campanha de Dia dos Namorados do Boticário que mostra diferentes tipos de casais, heterossexuais e homossexuais, trocando presentes, virou alvo de protestos e ameaça de boicote à marca nas redes sociais e até de denúncia ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).
O órgão informou nesta terça-feira (2) que abriu um processo para julgar a propaganda após receber mais de 20 reclamações de consumidores que consideraram a peça "desrespeitosa à sociedade e à família". Ainda não há data para o julgamento.

Procurada pelo G1, O Boticário informou que "não recebeu, até o momento, nenhuma notificação do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), em referência à campanha “Casais” para o Dia dos Namorados".
A página da marca de cosméticos no Facebook também recebeu uma enxurrada de manifestações, incluindo mensagens de teor homofóbico, mas também muitos elogios à propaganda.
No YouTube, acabou se instalando uma espécie de "competição" para ver se o comercial ganhava mais aprovações ou reprovações. Na tarde desta terça-feira, por volta das 17h, os "likes" ultrapassaram os "dislikes", com número de 172.833 contra 149.622. Assista ao vídeo
Vários internautas chegaram também a registrar seus protestos no Reclame Aqui, site de reclamações sobre atendimento compra e venda de produtos e serviço.
"O Boticário perdeu a noção da realidade, empurrando essa propaganda que desrespeita a família brasileira. Não tenho preconceito mas acho que a propaganda á inapropriada para a TV aberta, a partir de hoje não compro mais nem um só sabonete lá e eu era cliente", escreveu um consumidor.
Segundo o Reclame Aqui, desde o dia 25 de maio, quando o vídeo foi lançado, até o dia 1º de junho, foram 90 reclamações abertas, sendo 84 delas contra e 6 a favor da propaganda.
'Diversidade do amor'
A marca anunciou o lançamento do comercial como uma defesa da "diversidade do amor", "além das convenções".
Procurado pelo G1, a marca O Boticário informou que ainda não foi notificado pelo Conar. "O Boticário esclarece que acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha “Casais”, que estreou na TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor - independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual - representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados. O Boticário reitera, ainda, que valoriza a tolerância e respeita a diversidade de escolhas e pontos de vista.”
O Conar informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que a abertura do processo para julgar o comercial não impede que a propaganda continue a ser veiculada. O órgão costuma ser cauteloso em casos envolvendo questões morais e o código de autorregulamentação publicitária veda qualquer tipo de preconceito. A previsão é que o caso seja julgado pelo conselho de ética do Conar em até 45 dias.
Outro caso
Em abril, o bombom Sonho de Valsa também trouxe um novo ponto de vista sobre o amor em campanha que entrou em rede nacional. Com o mote 'Pense Menos, Ame Mais', a propaganda mostrou casais de diversos tipos em beijos apaixonado, enquanto o narrador levanta hipóteses sobre seus pensamentos.
No filme de 60 segundos são mostrados um casal de idosos, um branco e uma negra, uma gestante e seu marido, um homem em uma cadeira de rodas e uma mulher sentada em seu colo e também um casal de homossexuais do sexo feminino.
Segundo o Conar, não chegaram reclamações ao órgão contra o comercial.
Publicidade, envolvendo casais  gays, lésbicas, pode influenciar negativamente  quanto ao conceito   de amor,das relações, ou da família? 

Redação nota mil ENEM - 2014 - passo a passo

Análise de Redação Nota 1000 do Enem 2014 Enem



No último dia 21 de maio, o portal G1 publicou espelhos de dez redações que obtiveram nota máxima na edição do ano de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cujo tema da proposta de redação foi “Publicidade Infantil em Questão no Brasil”. No texto de hoje, iremos analisar um desses textos a fim de gerar uma reflexão acerca do que a banca elaboradora e corretora espera de um candidato ideal.
Primeiramente, a fim de situar os nossos leitores, gostaríamos de resumir o que a coletânea de textos motivadores dessa proposta de redação do Enem traz aos candidatos.
primeiro texto é a adaptação de uma matéria publicada na página da BBC que discute a resolução do Conanda(Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente) que considera abusiva a publicidade infantil que tem como objetivo persuadir a criança ao consumo de qualquer produto e serviço ao apelar para aspectos como brinquedos, desenhos animados, linguagem infantil, trilhas sonoras, ofertas de prêmios dentre outros. O texto, além de definir o que é, para o Conanda, uma propaganda infantil abusiva, aborda os pontos de vistas favoráveis dos pais à resolução e desfavoráveis dos anunciantes, visto que estes argumentam que o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) já exerce o papel de controle e de combate a possíveis abusos.
segundo texto da coletânea de textos motivadores, por sua vez, é um texto multimodal, já que trata-se de um mapa mundial que mostra como alguns países lidam com a questão da publicidade voltada ao público infantil. Por meio de sua leitura e análise, os candidatos tomaram ciência de quais países regulamentam, proíbem (total ou parcialmente) e liberam tais propagandas e como essas ações são feitas.
Já o terceiro e último texto da coletânea de textos motivadores é uma citação adaptada de dois autores de um livro que trata sobre a questão do marketing2 infantil. Segundo a citação, a criança deve ser preparada, desde pequena, para receber mensagens do mundo exterior a fim de entender o que está por trás dessa mensagem, ou seja, o que está nas entrelinhas para que, no futuro, ela seja uma consumidora reflexiva e consciente de suas compras.
A redação que iremos analisar é de autoria de Antônio Ivan Araújo Monteiro Jr, residente do estado do Ceará. A seguir, o texto na íntegra:
A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por considerável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.
Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, aumentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crianças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco saudáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.
Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao consumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrônicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser vítimas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.
Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável.
Trecho de redação de Antônio Ivan Araújo. (Foto: Reprodução/G1)
Trecho de redação de Antônio Ivan Araújo. (Foto: Reprodução/G1)

Confira agora uma análise parágrafo a parágrafo

Iniciaremos a análise pela introdução. O autor inicia o seu texto situando a publicidade infantil em termos econômicos mostrando que este tipo de propaganda movimenta milhões de dólares em todo o mundo. Porém, como o tema é a publicidade infantil no Brasil, essa especificação vem logo em seguida juntamente com a tese de que, em nosso país, essa discussão deve levar em consideração vários aspectos e que o governo deve regulamentar esse mecanismo, pois, ao contrário, pode haver prejuízo na formação das crianças em relação a sua saúde física e emocional. Assim, podemos perceber que o auto apresenta o tema e o seu ponto de vista ao leitor e já dá uma dica do que será a sua proposta de intervenção social, ou seja, a regulamentação por parte do governo.
Com o intuito de conectar a introdução ao primeiro parágrafo do desenvolvimento, o autor faz uso de um recurso conectivo para também referir-se à saúde física já citada anteriormente, fazendo alusão aos brindes que acompanham os lanches de restaurantes fast food (não é preciso dizer o nome da mais famosa rede desse tipo). Exemplificando como a publicidade infantil pode influenciar na questão da obesidade infantil, o autor embasa seu argumento e ainda mostra que leu a coletânea de textos motivadores cujo primeiro texto menciona brindes desse tipo. Problemas de saúde, deste modo, são uma das consequências da publicidade infantil apelativa por meio de brinquedos que acompanham comidas que não são saudáveis.
Atento à paragrafação, o autor faz uma segunda relação entre os parágrafos do desenvolvimento ao iniciar o terceiro parágrafo com “em segundo lugar”, dando sequência às suas estratégias argumentativas citando o aumento do consumismo oriundo desse tipo de propaganda, mostrando que foi além do que o terceiro texto motivador abordou. O argumento do autor é que as crianças querem acompanhar seus amigos nas brincadeiras e, por isso, pedem aos pais os brinquedos que conhecem pelas peças publicitárias e, se elas não tiverem tais brinquedos, podem virar motivo de gozação, o que acarretaria em danos psicológicos, como já fora adiantado na introdução.
Nesse parágrafo específico, há um pequeno desvio de acentuação, o que não prejudica em hipótese alguma a coesão e a fluência do texto e, por isso, assim mesmo, a nota dessa redação foi a máxima.
quarto parágrafo aborda, como já demonstrado pelo seu início, que em decorrência dessa problemática, o Governo Federal e o terceiro setor – definido pelo autor a fim de que seu leitor tome conhecimento – devem reverter esse quadro por meio da regulamentação e da punição através da aplicação de multas e da formação de consciência em palestras e grupos de discussão, respectivamente.
Escolhemos analisar essa redação por se tratar de uma dissertação-argumentativa que atende a todas as competências de uma maneira objetiva e clara, com argumentos e estratégias argumentativas eficientes e simples. Assim, podemos afirmar que a simplicidade pode ser eficaz a fim de garantir um bom desempenho na redação do Enem ou de qualquer outra prova de redação e escrita de qualquer texto; ou seja, não é um bicho de sete cabeças como muitos pensam. O importante é ter discernimento no momento de planejar o organizar o texto, algo nítido neste exemplo, pois nada adianta trazer argumentos complexos se estes não estão organizados.

2 Segundo o Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, marketing é uma estratégia empresarial de otimização de lucros através da adequação da produção e oferta de suas mercadorias ou serviços às necessidades e preferências dos consumidores, para isso recorrendo a pesquisas de mercado, design de produtos, campanhas publicitárias, atendimentos pós-venda etc.

2 de junho de 2015

Dúvidas ao escrever um texto dissertativo-argumentativo


Cada tipo de texto tem uma determinada estrutura e características próprias. No caso da dissertação argumentativa, que é o gênero textual exigido no Enem, a estrutura consiste em proposição, argumentação e conclusão; e uma das características mais marcantes é o estilo de escrita com linguagem formal.
Não há um único modelo fixo para realizar a dissertação. Entretanto, alguns profissionais da área de Língua Portuguesa sugerem algumas regras como não utilizar a primeira pessoa do discurso, não colocar perguntas, fazer a introdução como se fosse um resumo dos argumentos, dentre outras sugestões. É necessário reforçar que essas não são regras fixas e, dependendo de como forem aplicadas, podem ser sugestões corretas ou não.
Porém, quando o estudante ainda não domina completamente a estrutura da dissertação-argumentativa, alguns “modelos” podem ser úteis para guiar o aluno em seus primeiros textos. Aos poucos, com o aumento do treino e consequente familiarização e entendimento da estrutura geral, o aluno automaticamente ganha “liberdade” na escrita.
Nesse momento de transição entre um modelo fixo dado pelo professor e o aumento de autonomia do estudante, algumas dúvidas surgem sobre o que é ou não adequado utilizar no texto. O objetivo desse artigo é sanar essas dúvidas contrastando “projetos inflexíveis” com a estrutura dissertativa.

Uso de perguntas na dissertação

É totalmente possível colocar questionamentos em qualquer parte do texto dissertativo. Na introdução, a indagação pode ser utilizada para levantar discussão sobre o tema e iniciar uma reflexão, ou ainda pode ser uma pergunta retórica que deixe seu posicionamento implícito. No desenvolvimento, podem ser questionamentos que instiguem o leitor a certo argumento ou pensamento. Na conclusão, as perguntas ganham um ar reflexivo. É comum ouvirmos falar que “os indagações colocadas no texto devem ser respondidas”. O que está por trás dessa afirmação é que elas não escondam o posicionamento do autor. Independente das perguntas colocadas no texto, o seu ponto de vista e seus argumentos devem ser claramente identificados pelo leitor para que não haja fuga ao gênero textual.

Uso da primeira pessoa do discurso

Proposta RedaçãoMuitas pessoas consideram proibido o uso da primeira pessoa do discurso (eu / nós) no texto dissertativo, principalmente no singular (eu). Novamente, o importante é não fugir ao gênero textual. Expressões que indicam o posicionamento do autor do texto na forma de uma opinião pessoal, como “Eu penso que…”, “Acredito que…” etc., são características do gênero artigo de opinião. Já na dissertação argumentativa, o ponto de vista deve ser defendido por argumentos (fatos, informações, citações de especialistas no assunto, estatísticas etc.). Isso não significa que as palavras “eu” e “nós” sejam proibidas no texto. Elas apenas não podem representar o autor do texto de maneira segregada, já que a escrita da dissertação deve ser neutra e impessoal. Dessa forma, “nós” pode ser utilizada para representar um grupo o qual tanto o escritor quanto qualquer leitor pertençam, como “seres humanos”, “cidadãos”, entre outros.
Na espera que essas dicas sejam úteis para sanar as dúvidas quanto as “regras” que costumamos ouvir sobre a dissertação-argumentativa, sugerimos também que utilize essa reflexão para ganhar autonomia em sua escrita sem fugir da estrutura geral do gênero textual. Para isso, como já dito anteriormente, é necessário praticar bastante sua escrita para aumentar a familiaridade com esse tipo de texto.

1 de junho de 2015

Proposta de redação

Organismos transgênicos: fonte de problemas ou de soluções?

A discussão não chega a ser recente, mas nem por isso deixa de ter grande importância. Com a evolução da ciência e da tecnologia, o ser humano passou a criar organismos transgênicos, com finalidades variadas. Eles podem ser usados na agricultura, produzindo espécies de plantas capazes de enfrentar as mudanças climáticas; na criação de animais, com frangos resistentes à gripe aviária; na indústria farmacêutica, com pesquisas sobre algas cujas moléculas são capazes de inibir a replicação do HIV - o vírus da Aids. No entanto, há outros aspectos dos transgênicos que devem ser considerados. Muitos críticos do uso dessa tecnologia, particularmente na produção de alimentos, alertam para os seus riscos, tanto os presumíveis quanto os imponderáveis, para a saúde do ser humano e do meio ambiente. Leia os textos da coletânea, informe-se sobre a questão dos transgênicos e redija um texto dissertativo-argumentativo, expondo sua opinião sobre o problema: para você, os transgênicos geram problemas ou soluções?

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

  • Divulgação
    Plantação no RS: a soja geneticamente modificada ocupou cerca de 92% da área plantada com essa oleaginosa entre 2013 e 2014.
     

Você sabia?

De acordo com um relatório do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (cuja sigla em inglês é ISAAA), o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo entre os países que mais cultivam variedades geneticamente modificadas de grãos e fibras. Perdemos apenas para os Estados Unidos. Atualmente, quase 90% do milho e da soja plantados no Brasil são transgênicos.

Produtos de alto risco

Os transgênicos, ou organismos geneticamente modificados, são produtos de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza, como, por exemplo, arroz com bactéria.Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo (a engenharia genética), fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mesmo sementes que produzem plantas inseticidas. As empresas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: riscos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos. Diante da crise climática em que vivemos, a preservação da biodiversidade funciona como um seguro, uma garantia de que teremos opções viáveis de produção de alimentos no futuro e estaremos prontos para os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura. Nesse cenário, os transgênicos representam um duplo risco. Primeiro por serem resistentes a agrotóxicos, ou possuírem propriedades inseticidas, o uso contínuo de sementes transgênicas leva à resistência de ervas daninhas e insetos, o que por sua vez leva o agricultor a aumentar a dose de agrotóxicos ano a ano.

Resistência às mudanças climáticas

O presidente da Monsanto no Brasil aposta que as empresas de biotecnologia se dedicarão nos próximos anos a criar plantas menos sensíveis às variações do clima, fazendo com que o aquecimento global não impeça o aumento da produção de comida. Numa entrevista à Folha de S. Paulo, ele declarou:“Acho que a importância da biotecnologia perante as mudanças climáticas vai ficar cada vez mais clara. Podemos desenvolver plantas com maior tolerância à seca, maior tolerância a variações de temperatura, germinação mesmo em condições não ideais. A outra tendência é agregar valor para o consumidor final. O arroz dourado é um dos maiores exemplos [geneticamente modificado para ser enriquecido com vitamina A].

Um outro aspecto da questão

O brasileiro José Graziano, presidente da FAO, o órgão da ONU que trata de alimentação e agricultura, declarou em entrevista concedida a uma revista especializada em avicutura industrial: “Os transgênicos são um avanço científico muito importante para a humanidade exatamente porque não é tão somente um tema de alimentos. Tende-se a confundir os transgênicos com as sementes de soja. Este, no entanto, não é um tema de monopólio das sementes. Há as mais diversas aplicações para os transgênicos. Estou vindo agora de Barão Geraldo [distrito do município de Campinas-SP], onde há uma infestação de dengue. Uma das soluções encontradas para solucionar o problema é soltar um macho geneticamente modificado do mosquito Aedes aegypti [vetor da doença] que não procria.”

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;
De preferência, dê um título à sua redação.