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6 de outubro de 2016

GABARITO EXERCÍCIOS DE CONCORDÂNCIA VERBAL

Exercício 1
Para que se respeite a concordância verbal, será preciso corrigir a frase:
 
 
 
 
 
Resolução:

A alternativa que precisa de correção quanto à concordância verbal é a letra A. Corrigindo a frase, ela ficaria assim: Tem havido dúvidas sobre a capacidade do sistema de saúde cubano”.
O verbo ter, neste caso, fica no singular, e não no plural (têm) pois sendo verbo auxiliar do verbo HAVER, ele também adquire a característica de ser impessoal, ou seja, trata-se de uma oração sem sujeito. O verbo ter, não precisa, portanto, concordar com a palavra “dúvidas”, pois esta não é sujeito da oração e sim objeto direto que complementa o verbo haver.
Exercício 2
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
 
 
 
 
 
Resolução:

Nesta questão, a alternativa correta é a letra C. “Se aos jovens de hoje coubesse sonhar no ritmo das ficções projetadas em nossas telas, múltiplos e ágeis devaneios se processariam.”
Na letra A o verbo “imputar” deveria estar no singular, pois como a oração tem sujeito indeterminado, e utiliza a partícula de indeterminação do sujeito “SE”, então o verbo fica na terceira pessoa, de modo impessoal. Não precisa, como pode parecer, concordar com o termo “adolescentes” pois se trata de um objeto indireto (complemento do próprio verbo imputar). O correto seria: Não se impute aos adolescentes de hoje a exclusiva responsabilidade pelo fato, lastimável, de aspirarem a tão pouco.
Na letra B, o verbo “dever” não está concordando com o seu sujeito “a presença maciça de tantas ficções”. O correto, neste caso, seria: A presença maciça, em nossas telas, de tantas ficções, não nos deve fazer crer que sejamos capazes de sonhar mais do que as gerações passadas.
Na letra D o sujeito da frase está deslocado para o final, que é “o vestígio dos nossos sonhos de ontem”. Neste caso, o verbo e o predicativo não estão concordando com o sujeito, que tem como núcleo a palavra “vestígio”. Na ordem correta, a frase ficaria assim: O vestígio dos nossos sonhos de ontem ficou como versão melhorada da nossa vida acomodada de hoje. E na ordem inversa, como está na questão, ficaria assim: Ficou como versão melhorada da nossa vida acomodada de hoje o vestígio dos nossos sonhos de ontem.
Na letra E a oração está na voz passiva sintética, e portanto o termo “os estudantes” é sujeito paciente. Sendo assim, o verbo “mobilizar” deveria estar no plural para concordar com o sujeito. Se a frase estivesse na voz passiva analítica, ficaria assim: “Ao pretender que os estudantes sejam mobilizados para as exigências…”. Da forma como está na questão, a frase fica assim: “Ao pretender que se mobilizem os estudantes para as exigências do mercado de trabalho, o professor de nossas escolas impede-os de sonhar.”
Exercício 3:
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:
 
 
 
 
 
Resolução:

O item que deve ser marcado é a letra A. Neste item, o verbo entre parênteses “restringir”, deve ficar no plural para preencher a lacuna, pois deve concordar com o sujeito “as imposições do mercado de trabalho” que está também no plural. A frase fica, portanto, desta forma: “Para que não restrinjam o sonho de um jovem, as imposições do mercado de trabalho devem ter sua importância relativizada”.
Na letra B o verbo deve ficar no singular, pois concordará com o sujeito “a liberdade inclusa nos sonhos” que também está no sujeito. A frase fica assim: “Seria essencial que nunca faltasse aos adolescentes, mesmo em nossos dias pragmáticos, a liberdade inclusa nos sonhos”.
Na letra C, o sujeito é o termo “o autor”, portanto o verbo “examinar” deve ficar na 3ª pessoa e nosingular “examinou”, ficando a frase desta maneira: Entre as duas hipóteses que examinou, considera o autor que o elemento comum é a redução da capacidade de sonhar.
Na letra D a oração tem sujeito indeterminado, e o verbo, portanto, fica no singular, de modo impessoal: “Não se delega às escolas a missão exclusiva de preparar os jovens para sua inserção no mercado de trabalho.”
Na letra E, o verbo “faltar” fica no singular “falte” concordando com o sujeito “a referência dos sonhos” que também está no singular: “É pena que falte aos jovens a referência dos sonhos que seus pais já tenham alimentado em sua época de adolescentes.”
Exercício 4: (FCC 2009)
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na construção da seguinte frase:
 
 
 
 
 
Resolução:

A alternativa correta é a letra B.
Na letra A, não há concordância entre o verbo “atribuem-se” e o sujeito “a causa de muita perda de informações”. A frase está na voz passiva sintética, e corresponderia a mesma frase na voz passiva analítica: “A causa de muita perda de informações é atribuída a picos de tensão…”  A forma verbal correta seria, portanto, “atribui-se”. Atribui-se a picos de tensão ou raios ocasionais a causa de muita perda de informações, que se julgavam preservadas numa memória eletrônica”.
Na letra C a oração é sem sujeito e portanto a forma verbal “deixassem” deveria estar no singular “deixasse”. Isto acontece devido à presença do verbo HAVER no sentido de existir, que faz do termo “as grandes bibliotecas de hoje” o objeto direto e não o sujeito como se pode pensar. A frase correta é: “Caso deixasse de haver as grandes bibliotecas de hoje, é possível que os homens do futuro não pudessem interpretar plenamente a nossa cultura”.
Na letra D a forma verbal “podem” deveria estar no singular, pois faz parte de uma oração sem sujeito. O correto seria “… mas não se pode avaliar com segurança quanto tempo permanecerão disponíveis”.
Na letra E, por sua vez, a forma verbal “venha” deveria estar no plural, concordando com o sujeito “algumas boas bibliotecas”. Ficaria assim: “Ainda que só venham a restar na nossa época algumas boas bibliotecas, elas serão suficientes para dar notícia do que pensamos e criamos.
Exercício 5:
Indique a alternativa em que haja ERRO de concordância:
 
 
 
 
 
Resolução:

Nesta questão, o erro de concordância é nominal, e acontece na letra B. O correto seria “Esta maçã está meio podre.”  Neste caso, a palavra MEIO é um advérbio e não um adjetivo, e portanto não se flexiona para concordar em gênero com as palavras (substantivos) relacionadas a ela.
Exercício 6:
“O estudo e a experiência ___________ davam-lhe a calma com que resolvia os problemas que lhe _____________”.
 
 
 
 
 
Resolução:

Neste caso, a alternativa que preenche as duas lacunas em branco é a letra B. Na primeira lacuna, o adjetivo ficará no plural e no masculino, pois se refere aos dois núcleos do sujeito “estudo” e “experiência”. Na segunda lacuna, como se trata de uma oração com sujeito indeterminado, a opção correta é preencher com o verbo na terceira pessoa do plural “apresentam”, que indica a indeterminação do sujeito.
Exercício 7:
“Se _________ mais tarefas a executar ____________ mais elementos na equipe de trabalho”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra D. A primeira lacuna é preenchida com a forma verbal “houvesse”, pois o verbo haver no sentido de existir é impessoal, e não necessita ir para o plural, pois “mais tarefas” é o complemento verbal, ou seja o objeto direto. Já na segunda lacuna, a forma verbal a ser preenchida é “deveriam existir”, que concorda com o sujeito “mais elementos”. A frase fica assim: “Se houvesse mais tarefas a executar, deveriam existir mais elementos na equipe de trabalho”.
Exercício 8:
“No dia marcado ___________-se as provas, a que ___________ de _________ apenas dois por cento dos candidatos”.
 
 
 
 
 
Resolução:

Nesta questão a resposta correta está na letra E. A primeira lacuna é preenchida pela forma verbal “realizaram”, concordando com o sujeito “as provas”. A segunda lacuna é preenchida pelo verbo “deixaram”, que concorda com o sujeito “apenas dois por cento dos candidatos”. E a terceira lacuna é preenchida pela forma verbal no infinitivo “comparecer” pois faz parte de uma locução verbal junto com o verbo “deixaram”, e portanto não precisa ser também flexionado. A frase correta fica assim: “No dia marcado, realizaram-se as provas, a que deixaram de comparecer apenas dois por cento dos candidatos.”
Exercício 9:
“Não _______ ainda sete horas, e já _________ muitas pessoas que ___________ o início do expediente”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra B. A primeira lacuna é preenchida pela forma verbal “seriam”, pois concorda com o sujeito, que é “sete horas”. A segunda lacuna é preenchida pela forma verbal “havia”, que é impessoal, e por isso não se flexiona, gerando uma oração com sujeito indeterminado. Já a terceira lacuna é preenchida pela forma verbal “aguardavam”, que concorda com o sujeito “muitas pessoas”.
Exercício 10:
“Não ___________ condições para se ____________ os trabalhos; mesmo que as _____________, era tarde”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra A: havia / recomeçarem / houvesse. As duas formas do verbo haver não são flexionadas, pois este verbo, no sentido de ‘existir’ é impessoal. Já a segunda coluna é preenchida pela forma verbal “recomeçarem”, concordando com o sujeito “os trabalhos” (frase na voz passiva sintética).
Exercício 11:
“__________ três meses que não ___________ os pássaros”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra C. O verbo “fazer”, quando se refere a tempo decorrido, como em “fazia três meses”, não vai para o plural, permanece sem se flexionar. Já o verbo “ver”, vai para o plural, concordando com o sujeito “os pássaros”. A partícula SE ficará antes do verbo (caso de próclise), pois é atraída pelo advérbio/palavra negativa “não”.
Exercício 12:
“______________ épocas em que não __________ levantamentos; praticamente, não __________ dados atualizados na secretaria”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra B. O verbo haver, que preenche a primeira e a terceira lacunas, não se flexiona, pois tem o sentido de ‘existir’ e portanto é impessoal. Já a segunda lacuna é preenchida pela forma verbal “fizeram”, pois concorda com o sujeito “levantamentos”. O SE ficará antes do verbo (caso de próclise) pois é atraído pelo advérbio de negação “não”.
Exercício 13: (UFPR 2010)
Considere as seguintes formas verbais:
  1. havia recebido
  2. tinha recebido
  3. estava recebendo
  4. iria estar recebendo
Na frase “Todas as notícias daquele dia foram redigidas a partir dos documentos que a direção do jornal recebera do ministério público”, a forma verbal grifada pode ser substituída, mantendo-se a relação de sentido temporal e sem prejuízo à obediência à língua culta, por:
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra E. As formas verbais “tinha recebido” e “havia recebido”, são equivalentes em sentido e em tempo à forma verbal “recebera”. Já a forma verbal “estava recebendo” altera o sentido, pois expressa uma ação não concluída no passado, assim como a forma verbal “iria estar recebendo” que além de também alterar o tempo e o sentido da frase, geraria uma incoerência textual, já que no início do período, afirma-se que as notícias “foram redigidas a partir de tais documentos”, ou seja, não pode haver dúvidas de que estes documentos chegaram ao jornal.
Exercício 14:
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase abaixo:
“Nesse campo ___________ muitas teorias, algumas __________ apresentadas do que outras, mas não perfeitas”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra C. A primeira lacuna é preenchida pela forma verbal “existem” que concorda com o sujeito “muitas teorias”. A segunda coluna é preenchida pelos advérbios “mais bem” e não pelo adjetivo “melhor/melhores” pois  está modificando o sentido de um verbo no particípio “apresentadas”.
Exercício 15:
Assinale a alternativa que contém as formas adequadas ao preenchimento das lacunas.
“___________ dez horas que se ____________ iniciado os trabalhos de apuração dos votos sem que se ___________ quais seriam os candidatos vitoriosos”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra A. A primeira lacuna é preenchida pela forma verbal “fazia”, pois o verbo fazer está indicando tempo decorrido, e portanto não deve ser flexionado. A segunda lacuna é preenchida pela forma verbal “haviam” pois o verbo haver NÃO está no sentido de “existir” e sim indicando tempo decorrido. A terceira lacuna é preenchida pelo verbo “previsse” pois se trata de uma oração com sujeito indeterminado, indicado pela partícula de indeterminação do sujeito “SE”.
Exercício 16:
Assinale a concordância errada.
 
 
 
 
 
Resolução:

A alternativa em que há erro de concordância é a letra B. Nesta frase, o verbo ser, indicando tempo/horas deveria estar concordando com o sujeito “três horas”. O correto seria “Eram três horas”. As demais alternativas não apresentam erro de concordância.
Exercício 17:
Assinale a alternativa cujos verbos que completam adequadamente as lacunas abaixo.
“Logo que forem ________ os relatórios e __________ os problemas, será ______________ a razão das grandes despesas em nossa repartição”.
 
 
 
 
 
Resolução:

A resposta correta é a letra E. As três formas verbais no particípio fazem concordância com os seus respectivos sujeitos (voz passiva) que são apresentados logo em seguida dos verbos: “lidos os relatórios”, “resolvidos os problemas” e “discutida a razão”.

CONCORDÂNCIA VERBAL

Exercício 1:
Para que se respeite a concordância verbal, será preciso corrigir a frase:
 
 
 
 
 
Exercício 2
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
 
 
 
 
 
Exercício 3
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:
 
 
 
 
 
Exercício 4: (FCC 2009)
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na construção da seguinte frase:
 
 
 
 
 
Exercício 5
Indique a alternativa em que haja ERRO de concordância:
 
 
 
 
 
Exercício 6:
“O estudo e a experiência ___________ davam-lhe a calma com que resolvia os problemas que lhe _____________”.
 
 
 
 
 
Exercício 7:
“Se _________ mais tarefas a executar ____________ mais elementos na equipe de trabalho”.
 
 
 
 
 
Exercício 8:
“No dia marcado ___________-se as provas, a que ___________ de _________ apenas dois por cento dos candidatos”.
 
 
 
 
 
Exercício 9:
“Não _______ ainda sete horas, e já _________ muitas pessoas que ___________ o início do expediente”.
 
 
 
 
 
Exercício 10:
“Não ___________ condições para se ____________ os trabalhos; mesmo que as _____________, era tarde”.
 
 
 
 
 
Exercício 11:
“__________ três meses que não ___________ os pássaros”.
 
 
 
 
 
Exercício 12:
“______________ épocas em que não __________ levantamentos; praticamente, não __________ dados atualizados na secretaria”.
 
 
 
 
 
Exercício 13: (UFPR 2010)
Considere as seguintes formas verbais:
  1. havia recebido
  2. tinha recebido
  3. estava recebendo
  4. iria estar recebendo
Na frase “Todas as notícias daquele dia foram redigidas a partir dos documentos que a direção do jornal recebera do ministério público”, a forma verbal grifada pode ser substituída, mantendo-se a relação de sentido temporal e sem prejuízo à obediência à língua culta, por:
 
 
 
 
 
Exercício 14:
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase abaixo:
“Nesse campo ___________ muitas teorias, algumas __________ apresentadas do que outras, mas não perfeitas”.
 
 
 
 
 
Exercício 15:
Assinale a alternativa que contém as formas adequadas ao preenchimento das lacunas.
“___________ dez horas que se ____________ iniciado os trabalhos de apuração dos votos sem que se ___________ quais seriam os candidatos vitoriosos”.
 
 
 
 
 
Exercício 16:
Assinale a concordância errada.
 
 
 
 
 
Exercício 17:
Assinale a alternativa cujos verbos que completam adequadamente as lacunas abaixo.
“Logo que forem ________ os relatórios e __________ os problemas, será ______________ a razão das grandes despesas em nossa repartição”.
 
 
 
 
 

ENEM

Média das Notas da Redação no Enem 2015 Por Escolas | infoEnem



Na última quarta-feira, dia 04 de outubro de 2016, o Governo Federal publicou os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem – edição 2015, incluindo o desempenho de cada escola cujos alunos participaram e não tiveram nenhuma nota zero nos dois dias de prova.
Abaixo, um gráfico resume os números e compara os dados dos anos 2014 e 2015:
media_geral
Em um primeiro momento, o aumento da nota da Redação do Enem 2015 em relação à edição de 2014 salta aos olhos: há dois anos atrás, a média da prova de produção de texto cujo tema foi “Publicidade Infantil em Questão no Brasil” foi de 491 pontos; por outro lado, a média da mesma prova no ano passado, cujo tema foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” foi de 543.
Apesar deste crescimento, temos de ter muita atenção e cuidado ao analisar esses dados. Estudando todos os dados publicados pelo Governo Federal, que podem ser encontrados aqui, podemos notar que, em uma mesma escola, alunos obtiveram desempenhos muito diferentes na redação e que, entre si, as instituições escolares também apresentam diferenças, inclusive diferenças gritantes se compararmos colégios públicos com privados, escolas técnicas, cujo acesso se dá por meio de vestibulinho e escolas municipais e estaduais e também se compararmos colégios privados, já que todas estas instituições atendem a um determinado tipo de alunado, principalmente em relação ao nível socioeconômico.
Além disso, apesar do aumento da média na prova de redação do Enem, nossos alunos concluintes do Ensino Médio, em sua esmagadora maioria, não conseguem produzir um texto dissertativo-argumentativo sobre um tema atual e socialmente relevante acima da média, segundo os dados publicados. Isso significa, portanto, que apenas uma minoria dos candidatos que presta o Enem obtém uma nota acima da média na prova de redação.
Anteriormente, já questionamos essa informação e a quantidade de terceiras correções na correção da prova de produção textual, pois os números de redações com notas máximas são muito baixos e os de terceira correção são muito altos, o que pode sinalizar que não há curvas de notas e que os corretores não estão afinados entre si e em relação à grade.
Apesar desta incerteza de nossa parte, podemos afirmar que a média da nota de redação acompanha, de certa forma, a média nas provas da área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias que, inclusive, foi maior em 2014 (511 pontos) do que em 2015 (504 pontos).
Como afirmamos várias vezes nesta coluna, uma prova de produção de texto é uma prova de leitura e escrita, já que o candidato deve ler a proposta de redação adequadamente a fim de entendê-la e cumprir a tarefa. Neste sentido, em uma prova de Português na qual há uma grande quantidade de questões de interpretação de textos (verbais, multimodais, não-verbais etc) e que a nota também está abaixo da média, assim como em redação, podemos constatar que os candidatos não estão se saindo bem em ambas as provas nas quais a leitura é fundamental.
O candidato que não interpreta o enunciado e/ou a coletânea de textos corretamente, tem muito mais chances de errar a alternativa e/ou de não cumprir adequadamente a tarefa de escrever uma dissertação-argumentativa sobre determinado tema.
Assim, concluímos que há, ainda, muito a ser feito em relação ao ensino de leitura e escrita em Língua Materna no Brasil, apesar do aumento da média da prova de redação no Enem 2015. Todo o sistema precisa ser discutido, debatido e revisado por e entre professores, alunos, gestores, responsáveis, especialistas em educação de todas as disciplinas e em didática etc, além de valorizar mais a carreira docente, incentivar a formação especializada, aumentar os salários, as condições e a infraestrutura das escolas públicas dentre outros fatores, ou seja, aumentar a qualidade do ensino no Brasil como um todo desde a educação infantil, onde tudo começa, chegando ao Ensino Médio e passando pelo Ensino Fundamental.

4 de outubro de 2016

TEMA DE REDAÇÃO

Nas eleições de 2 de outubro, mais de 140 milhões de brasileiros estavam aptos a votar. Nesse universo, um terço dos eleitores – pouco mais de 45 milhões de pessoas – é formado por jovens entre 16 e 33 anos. Para entender melhor a cabeça política da juventude brasileira, quais suas demandas e de que maneira ela pode influenciar na corrida eleitoral, uma pesquisa  realizada pelo Instituto Data Popular com 3.500 jovens do País. O levantamento revela, entre outros dados interessantes, que essa turma, por ser mais informada do que seus pais e levar dinheiro para dentro de casa, contribuindo para o aumento da renda, forma opinião, influencia no voto da família e pode até decidir a eleição. A pesquisa não questiona em quem eles votariam. Mas mais de 50% deles se encontram entre os eleitores indecisos ou que pretendem anular o voto. O discurso, porém, carrega um viés de oposição. Como na maioria da população brasileira, o desejo de mudança está impregnado em 63% deles, que acreditam que o Brasil não está no rumo certo. Apesar disso, 72% desses brasileiros que têm entre 16 e 33 anos consideram ter melhorado de vida. Mas a juventude indica querer mais. “Eles querem serviços públicos de mais qualidade, maior conectividade, acessos livres a banda larga e a tecnologia de ponta. E não abrem mão da manutenção do poder de compra”, afirma o autor do estudo, o publicitário Renato Meirelles, presidente do Data Popular.
O levantamento embute outros recados importantes à classe política. Ao mesmo tempo que 92% acreditam na própria capacidade de mudar o mundo, 70% botam fé de que o voto possa transformar o País e 80% reconhecem o papel determinante da política no cotidiano brasileiro, fatia expressiva dos jovens do Brasil (59%) acredita que o País estaria melhor se não houvesse partido político. Para os jovens, as agremiações partidárias e os governantes não falam a linguagem deles. “Os políticos são analógicos e a juventude digital”, atesta Renato Meirelles. Observador atento do cenário político e um dos maiores especialistas sobre o comportamento da juventude brasileira, Meirelles foi quem criou o verbete “Geração D” – de digital, numa alusão à juventude conectada.


Nascidos totalmente integrados à tecnologia digital, sob os ventos favoráveis da estabilidade econômica, da democracia e com menos privações que a geração anterior, esses jovens foram os grandes protagonistas das manifestações de junho de 2013, quando milhões de pessoas de todo o País foram às ruas para cobrar mudanças na política brasileira. De lá para cá, a onda de indignação, revolta e envolvimento dos jovens na vida política só cresceu. Chamados a dialogar, eles foram instados a ter opiniões. Não existe aí uma novidade. Os jovens sempre tiveram opiniões. Muitas opiniões, diga-se. A diferença crucial agora é que o que eles dizem tem muito mais peso. Eles são ouvidos e exercem influência sobre a família. “Hoje, as decisões familiares são totalmente compartilhadas. Inclusive as decisões políticas”, afirma a estudante Sâmia Vilela, 27 anos. A história de vida de Sâmia iguala-se à de milhões de jovens brasileiros que na última década deixaram para trás a pobreza, conseguiram estudar e abriram seu próprio negócio.
Em um texto dissertativo-argumentativo, tendo os textos de apoio como forma de argumentos, opine sobre a ascensão do jovem na política? Faça-o em 25 a 30 linhas. Dê um título ao seu texto.

3 de outubro de 2016

TEMA DE REDAÇÃO

  • Rovena Rosa/ABr
    Estudantes fazem ato na avenida Paulista, em São Paulo, contra a reforma do ensino
    Estudantes fazem ato na avenida Paulista, em São Paulo, contra a reforma do ensino
No mês de setembro passado, o governo federal editou uma medida provisória instituindo uma reforma no ensino médio no país. Originalmente, a medida previa o fim da obrigatoriedade das disciplinas de educação física e artes no ensino médio. Mediante reações contrárias de educadores e professores o governo voltou atrás e a eliminação dessas disciplinas foi suspensa. Independentemente disso, supondo que a obrigatoriedade de esportes e artes venha mesmo a acabar, como você se posicionaria sobre essa questão? Concorda em que as duas disciplinas devem necessariamente ser parte do currículo do ensino médio? Ou elas podem ser opcionais, assim como outras (à exceção de português, matemática e inglês)? Veja na coletânea de textos que informa esta proposta de redação opiniões sobre o assunto. Você está de acordo com alguma delas? Apresente os motivos que o levam ser a favor da obrigatoriedade ou contra ela? Você acha que artes e educação física são essenciais à formação dos estudantes do ensino médio? Por quê? Exponha suas ideias numa dissertação argumentativa.

Educação integral

Ao justificar a reforma, os diferentes escalões do Ministério da Educação (MEC) afirmam que as mudanças estão alinhadas com os currículos de países que têm altos índices de educação nas avaliações internacionais. Contudo, diversas reportagens mostraram recentemente que em todos esses países a Educação Física é uma disciplina obrigatória. Para debatermos esta questão, devemos ir além de apenas comparar currículos. É preciso entender como as aulas de Artes e Educação Física dialogam com o conceito de Educação Integral, voltado para os interesses e necessidades dos jovens do século 21.
(...)
Neste contexto, a Educação Física responde não apenas ao desejo das crianças e jovens de praticar esportes, mas principalmente ao impacto que essas aulas têm em seu desenvolvimento completo. Afinal, diversos estudos científicos mostram como a Educação Física é importante na prevenção e combate à obesidade entre crianças e jovens.
(...)
As aulas de Artes são também fundamentais para o desenvolvimento pleno das crianças e dos jovens, por diversos motivos. Ao debruçar-se neste universo, o aluno tem a possibilidade de fazer uma nova leitura de mundo e criar uma visão crítica de seu entorno.
Isso é muito importante, sobretudo considerando-se o fato de que a maioria dos alunos de famílias com maior vulnerabilidade social tem poucas oportunidades de ampliação de seu repertório cultural. A Arte é ainda um meio fundamental de expressão, de sensibilização e de criatividade. São inúmeros os exemplos de trabalhos de escolas, ONGs e também de jovens da Fundação Casa que mostram essa criatividade.

Flexibilidade

Pareceu-me correta a linha geral da reforma do ensino médio proposta pelo governo Temer. A medida provisória aposta na flexibilização das disciplinas, com o objetivo de reduzir os absurdos níveis de evasão registrados nessa etapa, e na ampliação da carga horária, o que tende a ter impacto positivo sobre a qualidade, hoje estacionada em níveis muito abaixo dos aceitáveis. Há, porém, várias dúvidas e uma série de problemas.
(...)
Achei muito bacana eliminar a obrigatoriedade de quase todas as matérias. É claro que a própria flexibilização seria impossível se as 13 disciplinas hoje obrigatórias permanecessem nessa condição, mas gostei de ver alguém finalmente colocar a autonomia dos alunos à frente dos interesses corporativos. Vamos ver se essa mudança vai resistir à força dos lobbies. 

Benefícios indiretos

Dedicar-se a uma atividade artística –seja tocar piano ou aprender técnicas de escultura– faz uma pessoa ficar mais inteligente e melhorar seu desempenho em outras disciplinas, como matemática e redação. Praticar uma atividade física, além de melhorar coordenação motora e aumentar a sociabilidade, diminui drasticamente a incidência de doenças como diabetes, obesidade, câncer e acidentes cardiovasculares.
(...)
No mundo, mais da metade dos jovens pratica menos que o recomendado de cinco horas semanais de atividades físicas moderadas a intensas, fato que se repete no Brasil – remover a educação física do rol de disciplinas poderia ser considerado um desincentivo à melhoria desse panorama.
(...)
Além de oferecer o contato com uma possível área de profissionalização, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diz acreditar que "a felicidade dos indivíduos será maior em países onde a arte tem um papel proeminente nas escolas", apesar de não haver um estudo que aborde exatamente essa questão.
A entidade também elege a arte como a melhor maneira de fomentar a criatividade, competência hoje muito buscada em profissionais por causa da capacidade de inovar e de achar soluções não usuais para toda sorte de problemas.

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa.
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas.
De preferência, dê um título à sua redação.

1 de outubro de 2016

PRONOMES OBLÍQUOS

Incessantemente ouvimos dizer que os pronomes pessoais se subdividem em pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo. Assim sendo, ao estabelecermos familiaridade com a imagem subsequente, provavelmente todos os pressupostos que nela constarem, não serão para nós nenhuma novidade.


Pois bem, elencados tais pormenores, torna-se importante ressaltar que somente essa noção não se concebe como suficiente, pois ainda temos de estar cientes quanto ao correto emprego desses pronomes em se tratando da variedade padrão da linguagem. Em face dessa razão, o presente artigo tem por finalidade apontar algumas dicas imprescindíveis à nossa compreensão. Ei-las, portanto: 

* Os pronomes oblíquos apresentam-se sob duas formas:- Átonos – são empregados sem preposição:

Indaguei-lhe acerca do acontecido.- Tônicos – são obrigatoriamente regidos de preposição:

Disseram a mim toda a verdade.

* Após as formas verbais terminadas em som nasal, os pronomes átonos o(s), a(s) assumem as formas “no(s)” e “na(s)”:

Todos davam a menina por perdida.
Todos davam-na por perdida.
Puseram o livro sobre a mesa.
Puseram-no sobre a mesa.
* Os pronomes “me, te, se, nos e vos”, a depender da regência expressa pelo verbo, atuam, ora como objeto direto, ora como indireto:

Os alunos sempre me respeitaram. 
Constatamos que o verbo respeitar se classifica como transitivo direto, pois quem respeita, respeita alguém. Daí o fato de o pronome “me” representar o objeto direto do referido verbo. 

Os alunos sempre me obedeceram. Inferimos que o verbo obedecer se classifica como transitivo indireto, haja vista que quando obedecemos, obedecemos a alguém. Assim sendo, o pronome “me” representa o objeto indireto. 

* Os pronomes o(s), a(s) exercem a função de objeto direto, ao substituírem o complemento verbal não regido de preposição obrigatória:

Comprei o presente para você. Comprei-o para você. 
(objeto direto)

Encontrei a garota passeando pelo shopping.
Encontrei-passeando pelo shopping. 
(objeto direto)

* Os pronomes o(s), a(s) assumem as formas lo(s), la(s), após as formas verbais terminadas em “r”, “s” ou “z”, bem como depois da partícula “eis”:

Eis a presente afirmação, portanto.
Ei-la, portanto.
Devo analisar esse caso o quanto antes.
Devo analisá-lo o quanto antes.
Consideramos louvável a sua atitude.
Consideramo-la louvável.
Fiz as tarefas apressadamente.
Fi-las apressadamente.
* Em se tratando de complemento verbal, o pronome “lhe” sempre funciona como objeto indireto.

Entregamos-lhe as encomendas. 
(objeto indireto – entregamos a quem?)

* Os pronomes nos, vos e se, no sentido de indicarem ação mútua, denominam-se recíprocos:

Todos nós, fiéis assíduos, demo-nos as mãos.
Os formandos saudaram-se alegremente.