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2 de março de 2017

TERCEIRÃO - ANTENEM-SE

Redação no Enem 2017: Opinião vs Argumentação 



Há dois meses um vídeo antigo extraído do programa Altas Horas, da rede Globo, comandado pelo jornalista e apresentador Serginho Groisman, está circulando na internet, principalmente no Facebook e tornou-se tema de um imenso debate. O vídeo intitulado “Por que há poucos negros na universidade” já foi visto por mais de 500 mil pessoas e foi compartilhado mais de 9 mil vezes.
Trata-se de um trecho de uma edição do programa Altas Horas de 2006 no qual um rapaz da plateia é escolhido para conversar com Serginho Groisman sobre um tema sorteado que, nesta ocasião, foi as cotas para negros nas universidades. O rapaz expõe sua opinião para o apresentador, eles conversam e, logo em seguida, o rappper MV BILL pergunta se pode se pronunciar sobre o assunto e, neste momento, ele rebate o rapaz que conversou com Serginho Groisman.
Cotas para negros nas universidade brasileiras, desde a sua criação, é alvo de debates acalorados na mídia e entre os cidadãos brasileiros, pois parece haver uma polarização de opiniões a respeito. Os argumentos favoráveis e contrários se digladiam em discussões acerca de políticas afirmativas para negros, indígenas e pessoas de baixa renda.
Todo esse contexto é conhecido pela maioria dos brasileiros que se informa sobre os acontecimentos do país. O nosso objetivo, neste texto, é analisar as opiniões e os argumentos proferidos tanto pelo rapaz quanto por MV BILL no vídeo citado para refletirmos sobre as construções de narrativas que nos levam a ser quem somos, a pensar como pensamos e a sentir como nos sentimos. Como já dissemos em publicações anteriores, não basta opinar, tem de argumentar e ao lermos comentários nas redes sociais que se tornam verdadeiros debates, muitas pessoas afirmam que se trata da opinião delas como se isso não pudesse ser alvo de discussão ou de reflexão, que isso já basta para algo se sacramentado.
Em respeito à comunidade negra, estamos cientes de que nós, brancos que escrevemos essa coluna, nunca saberemos o que é ser vítima de racismo e de preconceito por conta da cor da pele e que, nesse tema, temos mais de nos calar e ouvir. Nosso intuito, neste espaço, é apenas analisar as opiniões e os argumentos expostos no referido vídeo a fim de refletirmos como construímos nossas narrativas e nossos processos argumentativos visando a construção da argumentação e de uma linha de raciocínio numa dissertação-argumentativa no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, por exemplo. Nesse sentido, estamos abertos para qualquer comentário, sugestão ou correção.
Iniciando a análise do vídeo, ao sortear o tema, o rapaz inicia sua fala afirmando que trata-se de um tema complicado e que é contrário às cotas para negros nas universidades e que estas não deveriam existir porque todos (brancos, negros, amarelos etc) têm direitos e que essas ações são uma falta de respeito com o ser humano.
A seguir, Serginho Groisman pergunta ao rapaz quantos negros existem na sala de aula dele, na universidade, e ele responde que existem dois negros na sua classe e o apresentador o questiona por que, na opinião dele, só existem duas pessoas negras na sua sala de aula. O moço responde que, na universidade inteira, há cursos nos quais é mais difícil encontrar alunos negros e Serginho pede a sua opinião novamente, perguntando o motivo pelo qual isso acontece e o rapaz afirma se tratar de uma boa pergunta e a plateia ri.
O apresentador pondera ao dizer, em seguida, que se trata de uma tema realmente delicado e tenta fazer com que o convidado trace uma linha de raciocínio ao perguntar se ele estudou em escolas públicas ou privadas e quantos alunos negros estudavam com ele. O rapaz responde que frequentou escolas públicas e que, na sua classe, tinham uns seis alunos negros entre meninos e meninas.
Serginho replica, afirmando que eram poucos alunos negros e o rapaz concorda e o apresentador retoma a história dos negros no Brasil, a questão da escravidão e que tudo isso culminou, entre tantas outras coisas, no difícil acesso do negro ao ensino e que não se trata de uma questão de força de vontade. E assim, o apresentador pede, explicitamente, que o rapaz desenvolva melhor a sua opinião e é nesse ponto que queríamos chegar.
O moço explicita a sua opinião contrária às cotas para negros nas universidades, dizendo que se trata de uma falta de respeito, mas não desenvolve seus argumentos ao não conseguir explicar o porquê pensa desta maneira. Serginho, ao fazê-lo relembrar seu tempo de escola, falha ao tentar fazer com que ele construa uma narrativa, ou seja, o rapaz só consegue, nesse momento, emitir sua opinião, mas não consegue desenvolvê-la, não consegue argumentar a favor do seu próprio pensamento.
Tanto em uma conversa desse tipo quanto numa dissertação-argumentativa no Enem ou em qualquer outro vestibular ou concurso, devemos escrever um texto no qual a argumentação tenha como objetivo convencer o leitor ou, pelo menos, fazê-lo pensar a respeito. Toda argumentação objetiva o convencimento, no fim das contas, até num bate papo casual. Assim, opinar não basta, é preciso argumentar.
A dificuldade do rapaz fica clara quando ele, infelizmente, não consegue responder a Serginho; ele para, pensa e repete que se trata de um “teminha complicado” e que ele é completamente contra às cotas para negros nas universidades. O apresentador pergunta se na universidade dele há cotas e ele responde que desconhece e que varia do curso, da aceitação de cada pessoa e que na sua universidade, como um todo, não há muitos alunos negros entre homens e mulheres nem também tem poucos, uma fala, no mínimo, confusa. A seguir, ele disse que poderia haver mais negros na sua universidade se lá existissem cotas, mas que, mesmo assim, ele é contra a esta política de ação afirmativa.
A conversa entre o rapaz e Seginho é encerrada e, em seguida, o vídeo exibe a fala de MV Bill, já que trata-se de um vídeo editado. Na versão que foi ao ar, na época, a fala do rapper se deu em um outro momento, após a pergunta de uma menina sobre o impacto social do documentário Falcão: Meninos do Tráfico (2006), produzido por ele. Ele fala um pouco sobre a discussão gerada pelo filme e pede para expressar sua opinião sobre as cotas para negros na universidade.
Segundo a fala de MV Bill neste vídeo, nem todos os brasileiros têm condições de ingressar em uma faculdade não pela questão da capacidade, mas porque a concorrência é desigual, já que o vestibular é a porta de entrada no ensino superior no Brasil, como o Enem, por exemplo.
A seguir, o rapper exemplifica a concorrência desleal dizendo que o jovem negro que mora nas periferias precisa, desde cedo, concilar estudo e trabalho e dá a sua vida como exemplo, dizendo que precisou fazer isso, que sua mãe ficava contente ao receber dele um dinheiro oriundo de um trabalho informal (olhar carro na rua, ajudar na feira, venda de jornais etc.) do que com botas notas em seu boletim. MV Bill explica que ela se comportava desta maneira devido ao seu histórico familiar, no qual nenhum parente cresceu na vida por conta do estudo.
Deste modo, ele embasou sua opinião em uma estratégia argumentativa por meio de um exemplo coletivo e de um exemplo pessoal, isto é, ele exemplificou uma realidade maior em sua infância e juventude. Ele não apenas opinou como também desenvolveu essa opinião, já que o seu trabalho resultava em ajuda na alimentação de toda a sua família.
Em seguida, o rapper contextualiza a questão na realidade social do jovem negro que, não por acaso, em sua maioria, também é pobre. Mas esse jovem quer ser visto, quer ser diferente, mas quando ele entra na escola, ele passa a ser invisível, de acordo com MV Bill. Ele usa mais um exemplo, agora, a própria plateia do programa Altas Horas, na qual há poucos jovens negros, ou seja, ela não representa a diversidade racial, étnica brasileira, o que acontece em todos os canais de televisão brasileiros.
Focando mais nas cotas raciais, MV Bill afirma que elas não são sua política preferida, que ele gostaria que fosse diferente, e que não basta enfiar os negros na universidade. O ideal seria que os negros tivesse a mesma oportunidade de se prepararem para ingressar na faculdade onde eles terão acesso ao conhecimento e que o caminho inverso leva o jovem para a marginalidade e para a submissão do trabalho braçal.
O rapper finaliza a sua fala dizendo que a educação, no Brasil, é item de luxo, pois ela não é igual para todos e que o mesmo ocorre com a questão da saúde, por exemplo, que só consegue um atendimento adequado quem consegue pagar um plano de saúde. Caso houvesse educação básica de qualidade, as cotas poderiam ser extintas.
Desta maneira, MV Bill não só expressa sua opinião como a desenvolve por meio de um raciocínio lógico embasado numa argumentação que, por sua vez, é pautada em estratégias argumentativas, algo que o rapaz não conseguir fazer.
Isto é, independentemente da opinião a respeito de qualquer tema, ela deve ser desenvolvida em uma linha argumentativa embasada em estratégias argumentativas como exemplos, retomadas históricas dentre outras.

1 de março de 2017

SEMPRE É BOM REVER


Quando se fala em gênero das palavras, este termo nos remete aos conhecimentos dos quais dispomos acerca dos fatos linguísticos. Gênero, por sua vez, representa as flexões que se atribuem às classes de palavras, tais como os substantivos, os adjetivos, entre outros, quanto à classificação em feminino ou masculino. Enfim, flexões que permitem que tais classes permutem, variem.

Assim sendo, afirma-se que o gênero diz respeito à variação da forma masculina e da feminina, inerente a alguns vocábulos. Ele, assim como tantos outros elementos que perfazem a língua como um todo, torna-se passível de alguns questionamentos por parte de alguns usuários – fato esse que deu origem à finalidade discursiva do presente artigo.

Dessa forma, no intuito de abordar determinadas ocorrências que retratam o assunto em questão, eis que passaremos a analisá-las e, consequentemente, incorporá-las ao nosso conhecimento.


# O êxtase ou a êxtase?
Devemos levar em consideração que êxtase é um substantivo masculino. Portanto, convém sempre dizermos: O ÊXTASE.

# O musse ou a musse?
Em se tratando da concepção atribuída nos dicionários Aurélio e Houaiss, musse é um substantivo feminino. Logo, A MUSSE.

# O guaraná ou a guaraná?
Guaraná é um substantivo masculino. Portanto, O GUARANÁ.

# O dó ou a dó. Você está com um dó imenso ou uma dó imensa?
Acredite: o correto é O DÓ, proferido na forma masculina.

# O diabete ou a diabete?
Partindo do pressuposto de que diabete ou diabetes é um substantivo comum de dois gêneros, tanto faz. Podemos dizer O DIABETE, A DIABETE, A DIABETES, O DIABETES.

# O chinelo ou a chinela?
Cumpre dizer que ambas as formas são aceitas. No entanto, O CHINELO é a forma mais usual.

# O cal ou a cal?
Cal é um substantivo feminino. Portanto, nada mais conveniente que dizermos A CAL.

# O alface ou a alface?
A ALFACE, visto que tal substantivo é feminino.

# O omelete ou a omelete?
Em se tratando deste caso, vale ressaltar as diferenças demarcadas entre alguns dicionários, uma vez que o Aurélio registra “a omelete”, enquanto que o Houaiss e o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) consideram omelete como um substantivo comum de dois gêneros. Sendo assim, as duas formas são consideradas corretas.

TENHAM COMO COLA SEMPRE !!!

→ Alfabeto
Como era:
A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z
Como está:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
Antes do acordo, tínhamos 23 letras em nosso alfabeto, agora, contamos com o acréscimo das letras KW e Y, totalizando 26 letras no alfabeto do português brasileiro. Essa mudança ocorreu com a intenção de deixar “as coisas mais organizadas”. Como assim? Em nossa língua, temos nomes próprios e algumas abreviaturas que fazem uso dessas letras. A exemplo disso, temos: kmYasminWilson. Pensando nisso, o acordo procurou tornar oficiais as letras que já eram utilizadas pelos falantes do português.
Atenção!
Ter tornado essas letras oficiais não significa que, agora, palavras como “quilo” e “quilômetro” passarão a ser escritas como “kilo” e “kilômetro”.
→ Acentuação
Esse conteúdo foi o foco das alterações. Vejam:
→ Hífen
Se a acentuação é o conteúdo que recebeu mais modificações, o hífen é a mudança do acordo que rende mais polêmicas, visto que palavras que não tinham hífen passaram a ter, outras perderam o sinal, além de palavras que perderam o hífen e ainda repetem as letras.
Agora ficou mais fácil ficar por dentro das alterações que integram o Novo Acordo Ortográfico. Essas regras, como a gente viu no início do texto, já estão sendo cobradas por aqui. Fiquem atentos!

O PLURAL DAS CORES

O plural das cores se encontra atrelado a pressupostos específicos
O plural das cores se encontra atrelado a pressupostos específicos
Questionamentos linguísticos? O plural das cores, por excelência, representa um deles, pois, quando fazemos referência a algumas flexões, aquelas inerentes às classes gramaticais, a palavra de ordem não se mostra diferente: dúvidas à vista.
Em face dessa realidade, estabeleça um pouco mais de familiaridade no que tange a esse aspecto, de modo a ampliar seu conhecimento e sua competência.
Para tanto, retomemos algumas noções relativas às flexões dos adjetivos compostos, nas quais um dos pressupostos diz respeito à flexibilização do último elemento, ou seja:
Blusas amarelo-escuras
Vestidos castanho-claros
No entanto, fazendo referência a esse mesmo adjetivo, estando ele posposto a mais de um substantivo, a concordância poderá se dar com o elemento mais próximo ou com a totalidade dos substantivos. Se estes forem constituídos de gêneros diferentes, o adjetivo permanece no masculino plural, assim como nos demonstra o exemplo a seguir:
Campos e florestas verde-escuros.
Alimentos e vegetais verde-claros.
Alimentos nutritivos e verduras verde-claras. 
Em relação ao último enunciado, constatamos que o adjetivo se refere somente ao último elemento, portanto a concordância somente com ele se dá.
Há ainda outro aspecto a que devemos nos atentar: no caso de o segundo elemento ser representado por um substantivo, esse permanece invariável, como é o caso de:
Olhos verde-mar
Gravatas amarelo-ouro

TEMA DE REDAÇÃO

  • Reprodução
    O quadro de John W. Waterhouse retrata a história de Narciso, jovem que se apaixona por sua própria imagem refletida no lago. Do lado esquerdo, vê-se a ninfa Eco, que era apaixonada por ele, mas ignorada. Esse mito grego deu origem ao conceito de narcisismo.
    O quadro de John W. Waterhouse retrata a história de Narciso, jovem que se apaixona por sua própria imagem refletida no lago. Do lado esquerdo, vê-se a ninfa Eco, que era apaixonada por ele, mas ignorada. Esse mito grego deu origem ao conceito de narcisismo.
Sabe o que significa a expressão turma do "eu me acho"? Ela se refere a adolescentes e jovens adultos que foram de excessivamente mimados pelos pais, por seus professores e educadores de modo geral. Criados como se tivessem todos os direitos, como se fossem merecedores de constantes elogios e reconhecimento por tudo que fazem, acham-se especiais e têm dificuldade de se adaptar à vida em sociedade, quando deixam a redoma do lar ou da escola. O fenômeno é explicado por especialistas na reportagem que deu origem a essa proposta de redação. Leia com atenção um trecho do artigo, que esclarece os conceitos de "narcisismo" e de "geração eu" – outras formas de se referir à turma do "eu me acho". A seguir, redija uma redação dissertativa, dizendo se você se considera ou não um representante desse tipo de jovem. O texto deve ter caráter argumentativo, ou seja, você precisa apontar as razões pelas quais se julga em relação ao problema. 

Epidemia de narcisismo

Uma questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – é a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. "Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza", afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. "Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo".
Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do "eu me acho". Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.
A expectativa exagerada dos jovens foi detectada no livro Generation me (Geração eu), escrito em 2006 por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. No trabalho seguinte, em parceria com Campbell, ela vasculhou os arquivos de uma pesquisa anual feita desde os anos 1960 sobre o perfil dos calouros nas universidades. Descobriu que os alunos dos anos 2000 tinham traços narcisistas muito mais acentuados que os jovens das três décadas anteriores. Em 2006, dois terços deles pontuaram acima da média obtida entre 1979 e 1985. Um aumento de 30%. "O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos", diz Campbell. Os maiores especialistas no assunto concordam que a educação que esses jovens receberam na infância é responsável por seu ego inflado e hipersensível. E eles sabem disso. Uma pesquisa da revista Time e da rede de TV CNN mostrou que dois terços dos pais americanos acreditam que mimaram demais sua prole.
Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara 4 anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. "Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência", diz ela. "Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho". Que criação é essa que, mesmo com a garantia da melhor educação e sem falta de atenção dos pais, produz legiões de narcisistas com dificuldade de adaptação?

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa.
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

TEMA DE REDAÇÃO

  • O quadro do pintor francês Jacques Louis David retrata os últimos momentos de Sócrates, tranquilo, pronto a beber a cicuta (um veneno), consolando os amigos que choravam por ele
    O quadro do pintor francês Jacques Louis David retrata os últimos momentos de Sócrates, tranquilo, pronto a beber a cicuta (um veneno), consolando os amigos que choravam por ele

Para Sócrates, o célebre filósofo da Grécia antiga, a felicidade só podia ser conquistada por meio da virtude. Ao menos, esse é um dos assuntos que ele aborda, nos diálogos escritos por Platão, seu discípulo, que registrou a atuação e as ideias de seu mestre. Em um trecho célebre de um desses diálogos platônicos, Sócrates afirma que é preferível sofrer uma injustiça do que praticá-la. Como você interpreta essa afirmação do filósofo? Concorda ou não concorda com ele? Parece-lhe que essa ideia permanece atual nos dias de hoje? Veja a passagem do diálogo intitulado "Górgias" em que se encontra a opção socrática. Para conhecer um pouco da vida e das ideias de Sócrates, leia o texto que integra a proposta de redação de fevereiro de 2017. Depois, redija uma dissertação sobre a resposta que você daria à questão acima formulada, expondo seu ponto de vista e defendendo-o com argumentos.

O diálogo


Sócrates — É que o maior dos males é cometer alguma injustiça.
Polo — Esse é o maior? Não é sofrer injustiça?
Sócrates — De forma alguma.
Polo — Então, preferirias sofrer alguma injustiça a praticá-la?
Sócrates — Por meu gosto, nem uma coisa nem outra; porém, se me visse obrigado a optar entre praticar alguma injustiça ou sofrê-la, preferiria sofrê-la, não praticá-la.
(Górgias, Platão, tradução de Carlos Alberto Nunes)

O filósofo


Sócrates (469 a.C./399 a.C – Atenas) é considerado um dos principais filósofos de toda a história do pensamento ocidental. Era filho de um escultor e de uma parteira. Recebeu uma educação clássica, que incluía ginástica, música e gramática, mas pouco se sabe a respeito de sua juventude. Adulto, vivia de maneira humilde, percorrendo descalço as ruas de Atenas. Tornou-se o modelo, a personificação do filósofo, isto é, do "amigo do sabedoria" (que é o significado da palavra "filósofo", em grego).
Passou a ensinar em praça pública, sem cobrar nada por isso, ao contrário do que faziam os sofistas, que ensinavam a ganhar prestígio político e posição social por meio da retórica. Para eles não importava se o conteúdo dos discursos era falso ou verdadeiro. O importante era vencer o debate. Górgias era um dos mestres nesse tipo de ensino. Opondo-se ao sofista, Sócrates acreditava que "a verdade não admite contestação". Por isso, o método socrático consistia em fazer perguntas que conduzissem o discípulo à descoberta da verdade.
Sócrates reformulou a filosofia grega, fazendo com que a busca de conhecimento, antes centrada no estudo da natureza, passasse a ocupar-se do homem e das suas ações. Ou seja, para o filósofo, o que contava era que seus concidadãos procurassem a virtude. Para ele, a formação do caráter tinha como finalidade a ética, condição essencial da felicidade.
Aos 70 anos, Sócrates foi considerado um perigo para a cidade de Atenas e levado a julgamento. Elaborou sua própria defesa, comentando e refutando as acusações (falsas) de corromper a juventude e não venerar os deuses atenienses. Foi instado a deixar de lado suas ideias. No entanto, preferiu morrer a renegá-las e abandonar o seu modo de vida. Condenado à morte, ingeriu tranquilamente a cicuta - um veneno comum na época.

Observações


Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa.
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

TEMA DE REDAÇÃO

  • O presidente Michel Temer ao lado da primeira-dama Marcela, em cerimônia no Palácio do Planalto
    O presidente Michel Temer ao lado da primeira-dama Marcela, em cerimônia no Palácio do Planalto
Em abril do ano passado, um hacker clonou o telefone da primeira-dama Marcela Temer e tentou chantageá-la, ameaçando divulgar conversas que jogariam "na lama" a reputação do presidente da República. O hacker foi rapidamente preso e condenado por estelionato e extorsão. Neste ano, quando publicaram reportagens sobre o assunto, os jornais Folha de S. Paulo e O Globo foram surpreendidos por uma liminar que os proibiu de fazê-lo, obrigando-os a retirar do ar textos já publicados em seus sites na internet. A proibição dividiu opiniões. Para alguns, foi considerada censura e um atentado à liberdade de expressão. Para outros, uma defesa legítima da intimidade da primeira-dama. Por trás desses fatos, revelou-se um conflito entre dois incisos do quinto artigo da Constituição Federal, que se referem justamente aos dois direitos: a liberdade de expressão e a inviolabilidade da intimidade do cidadão. Leia os textos da coletânea sobre o caso e redija uma dissertação argumentativa apresentando e defendendo seu ponto de vista sobre o tema: que fazer quando há conflitos entre dois direitos como esses? Qual deve prevalecer? Por quê?

A letra da lei


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

Proibição


A pedido do Palácio do Planalto, a Justiça de Brasília censurou reportagem da Folha sobre uma tentativa de extorsão sofrida pela primeira-dama Marcela Temer no ano passado.
Uma liminar concedida pelo juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, impede que a Folha publique informações sobre uma tentativa de um hacker de chantageá-la, no ano passado.
(...)
Segundo o juiz, os fundamentos apresentados pela defesa da primeira-dama são "relevantes e amparados em prova idônea". "A inviolabilidade da intimidade tem resguardo legal claro", diz o despacho.

Opinião


A imprensa tem de ser livre porque a liberdade de expressão e de informação está no capítulo dos nossos direitos fundamentais, a saber: o Artigo 5º da Constituição, que é cláusula pétrea. Lá se lê:
"IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;"
Logo, a Constituição veda que se proíba a imprensa de publicar isso e aquilo. Mas é preciso ver se outro dispositivo não está a ser desrespeitado. No caso em tela, o Inciso X, que vem na sequência, reza o seguinte:
"X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação".
E foi com base nesse arcabouço que a Justiça decidiu (...).

Conflito

"O jornal não violou nenhum segredo judicial. Não vi nada no texto que pareça violação da privacidade da Marcela. Tudo o que está na reportagem está num processo público", diz Roberto Dias, professor de direito constitucional da escola de direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.
O caso é um exemplo clássico, segundo Dias, de conflito entre dois valores que são preservados pela Constituição: o direito à liberdade de expressão versus o direito à intimidade.
"Em casos de conflitos como esse deve prevalecer a liberdade de expressão sobre o direito à privacidade, já que a informação divulgada é pública", defende Dias.
Professora de direito constitucional da USP, Monica Herman Salem Caggiano escreveu um artigo sobre esse tema que será publicado num livro a ser editado por uma universidade da Itália, a de Camerino, fundada em 1336.
"O embate entre privacidade e liberdade de expressão é uma questão delicada. Mas, a meu ver, o que está na internet você não pode retirar. A reportagem se baseia em informações públicas, que não podem ser ignoradas, escondidas ou colocadas nos bastidores. O direito de informar deve ser privilegiado."

Observações


Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa.
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

UMA COLA E TANTO

Foto de Cleres Duran.

UMA POSSIBILIDADE????

1 Introdução
 O Projeto NAS TRILHAS DA PRODUÇÃO TEXTUAL, orientado pela supervisão da escola do ensino médio Ruy Barbosa e aplicado pela professora Marlene Sagave, será desenvolvido aos  alunos da terceira série, terceirão. O projeto consiste na realização de aulas de redação para alunos do ensino médio em fase preparatória para os vestibulares, ENEM, sendo firmada, a cada edição, uma parceria com  escolas estaduais e do município. Na edição de 2017, o curso será ofertado para alunos, com matrícula prévia na secretaria do Ruyzão. O Projeto  será realizado sob monitoria da supervisão, com encontros semanais . As aulas serão realizadas das 14 às 17h das segundas-feiras, horário que melhor contempla os alunos. O principal objetivo do Projeto é  preparar os alunos para a realização da prova de redação do Enem, que possui peso relevante na nota final do exame, e redações de vestibulares. Além disso, objetiva-se auxiliar os alunos em sua capacitação para produzirem redações ricas em argumentos, contexto e criatividade e demonstrar a eles a importância da leitura para o desenvolvimento de uma boa escrita e pensamento crítico, um dos itens mais relevantes nas redações atuais. Trabalhar-se -á intensamente o gênero textual dissertativo-argumentativo, mais comum e geralmente solicitado em provas de redação. Conteúdos gramaticais também serão elucidados, principalmente no que tange à acentuação, regência, uso de crase, coesão e coerência. Enfatizar-se-á a importância de os alunos acompanharem os principais acontecimentos da atualidade para possuírem o conhecimento necessário para a formação de sua opinião e exposição da mesma nas redações. 

2. Desenvolvimento
 A redação, considerada parte fundamental em avaliações e vestibulares, é estudada nos níveis fundamental e médio das escolas, visando ao aprendizado da norma culta da língua portuguesa, por parte do aluno, e a preparação do estudante para as provas de ingresso para a Universidade. É importante, no entanto, ressaltar a importância da produção de um bom texto não somente como fator classificatório em provas de avaliação, mas também para o desenvolvimento crítico do aluno, que passa a refletir sobre temas relevantes, começa a expor seus raciocínios de forma ordenada e começa a cogitar sobre soluções para os problemas levantados para a produção da redação. As redações podem ser produzidas de diferentes formas, desde textos dissertativos, argumentativos até opinativos. Os vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) destacam a importância da redação para ingresso em faculdades e universidades, pois é a partir dela que os avaliadores descobrem o nível de conhecimento do candidato, sua habilidade em desenvolver e explicitar suas ideias, e se ele consegue desenvolver um texto conforme as normas exigidas. O tipo de redação mais exigido em provas como essas é o Dissertativo/Argumentativo, e sua estrutura divide-se em Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Mesmo parecendo simples, muitos estudantes possuem grande dificuldade para estruturar corretamente o texto e, portanto, não conseguem desenvolvê-lo. Como a redação é um dos principais itens avaliados em provas como o Enem e vestibulares, e se tornou imprescindível para o ingresso do aluno nas universidades, é necessário que o aluno seja estimulado, bem como procure aprender as técnicas corretas de produção da redação. Aulas específicas sobre essa área de produção de texto, dessa forma, só tendem a somar para o estudante.

 2.1 A redação como forma de avaliação

 O tipo de redação geralmente utilizado para os vestibulares é o Dissertativo/Argumentativo, que é o mais empregado para que o aluno possa demonstrar o desenvolvimento de seu senso crítico a respeito de determinado assunto. Todo texto dissertativo precisa argumentar, ou seja, apresentar provas a favor da posição que assumiu e provas para mostrar que a posição contrária está equivocada.  Cada vez mais, é necessário formar cidadãos que consigam debater sobre os mais variados temas presentes na sociedade. O fato de ser dissertativo faz com que o vestibulando possa expor todas as informações que possui sobre o tema da redação, o que mostra o nível de conhecimento do aluno. E o fator “Argumentativo”, por sua vez, permite que o estudante possa expor sua opinião crítica sobre o assunto, o que é de grande importância principalmente no caso da prova do Enem. O Enem exige que o aluno, além de construir uma redação coerente e repleta de informações e conhecimentos, saiba dar uma solução para o problema apresentado na prova. Assim,  torna-se importante conhecer o gênero dissertativo/argumentativo e estudar os assuntos que obtiveram grande relevância na mídia, no Brasil e no Mundo. Os vestibulares, por sua vez, possuem variações quanto ao gênero exigido nas provas, assim, faz-se necessário estudar as demais tipologias das redações.


 2.2 Os principais critérios de avaliação 

Como forma de exercitar na prática os conteúdos repassados durante as aulas, solicitar-se-á aos alunos a produção de textos dissertativos. Para a correção das redações, posteriormente, serão avaliados dentre os quais se destacam: o uso da língua padrão, informatividade, intertextualidade, coesão e coerência. Além de redações produzidas em casa, simulados durante as aulas, para que os alunos aprendam a lidar não só com os diversificados temas das redações, mas também com o tempo disponibilizado para sua produção. Os alunos receberão os seus textos corrigidos segundo os critérios citados e, também, com observações e apontamentos para a melhoria dos mesmos. Assim, a cada redação escrita, aprimorar os seus conhecimentos, bem como sua prática de redigir um texto.

 3. Metodologia

 Na falta de segurança para redigir um texto, que pode resultar na aprovação em um curso de nível superior (preferencialmente público), o aluno que possui condições financeiras suficientes busca nos cursos preparatórios particulares uma melhor preparação, visando ao esse Projeto. Essa situação desfavorece o ingresso de jovens que não têm essa oportunidade, principalmente aqueles que são oriundos das camadas mais pobres. É diante desse contexto e conjuntura vividos pelos jovens de escolas públicas de nossa região que esse Projeto procurará inserir-se e levar sua contribuição, com o objetivo de promover o debate entre professores e alunos que estejam terminando o ensino médio a fim de desenvolver estratégias de produção textual que potencializem a capacidade de argumentação. 

 4 Conclusão


Ao final, espera-se  melhora significativa nas redações feitas pelos alunos e se conseguirão sanar suas principais dúvidas e aplicar os conteúdos aprendidos em aula em suas redações. Por meio das correções realizadas.

  Referências

QUERIDOS PROFES!!
PRETENDEMOS,AQUI NO RUY,ORGANIZAR AULAS DE REDAÇÃO, LOGO, ESSE PROJETO ESTÁ COM TODOS DIREITOS RESERVADOS. ABRAÇÃO!