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4 de maio de 2016

Tema de redação

  • Cecília Bastos/USP Imagens
    As pílulas azuis e brancas de fosfoetanolamina foram liberadas para o público em 13 de abril de 2016
    As pílulas azuis e brancas de fosfoetanolamina foram liberadas para o público em 13 de abril de 2016
Sob pressão popular, o Congresso Nacional decretou e a presidente da República sancionou a lei 13.269, em 13 de abril deste ano, autorizando o uso da substância fosfoetanolamina sintética – a chamada "pílula do câncer" - por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna. A medida atendeu aos anseios de muitos cidadãos afetados por diversos tipos de cânceres e seus familiares, mas desagradou os cientistas, que questionam a eficácia da substância, bem como exigem pesquisas e testes antes da liberação de qualquer produto farmacêutico. Pois bem, se os cientistas, que são as principais autoridades nessas questões, foram contra a liberação, os políticos tinham o direito de contrariá-los, criando uma lei, por assim dizer, contrária aos princípios da ciência? Sobre questões de saúde, quem deve dar a última palavra: a Política ou a Ciência? Apresente sua opinião sobre a questão, defendendo sua posição com argumentos. A coletânea de textos que integra essa proposta de redação pode ajudá-lo a refletir sobre o tema.

Pressão popular

Entre as manifestações de brasileiros que saíram às ruas no fim de 2015, um protesto na Avenida Paulista chamou a atenção por defender uma causa diferente às usuais demandas políticas. Com máscaras cirúrgicas, as pessoas ostentavam faixas com dizeres como "tomara que você não precise da fosfo" e "a cura do câncer existe". Pediam fervorosamente a liberação da "pílula do câncer". Uma mulher sem o seio esquerdo pintou o corpo de azul e branco, em referência às cores da pílula, e sobre o peito mutilado escreveu: "Foi preciso, mas foi necessário?".
Protestavam pela regularização da fosfoetanolamina sintética – a chamada "pílula do câncer" –, um composto criado por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo em São Carlos e defendido por eles e por muitos portadores de tumores malignos como um objeto de tratamento bem-sucedido contra o câncer. O remédio foi objeto de estudo por mais de duas décadas do professor Gilberto Orivaldo Chierice, hoje aposentado, junto com outros cinco acadêmicos, e distribuído empiricamente a pacientes por 10 anos. Seu uso estava proibido devido à falta de testes definitivos sobre sua eficácia. Desde o dia 13, não está mais: Dilma Rousseff sancionou neste dia uma lei que libera o porte, o uso, a distribuição e também sua fabricação. Seus defensores comemoram a medida, enquanto cientistas criticam a presidente por um ato que consideram "populista".

Câncer não é doença

Quem pede pela liberação da fosfoetanolamina sintética fabricada e distribuída na USP São Carlos acredita que a substância pode curar qualquer tipo de câncer. Mas é possível um único composto tratar mais de cem tipos de doenças? Segundo os oncologistas consultados pelo UOL a resposta é não.
"É errado chamar o câncer de doença porque na verdade é um conjunto de mais de cem doenças que são tratadas de forma específica", afirma Gustavo dos Santos Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

Bastante arriscado

"Compreendo que a pressão das pessoas que têm câncer e de seus familiares possa ter movido tanto a Câmara e o Senado quanto a presidente a endossar esse tipo de norma. Porém, é bastante arriscado aprovar uma droga que não tem sequer passagem pelas etapas mínimas de pesquisa farmacêutica", diz Mauro Aranha, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).
Para Aranha, uma substância só pode ser liberada para fins terapêuticos após verificados quesitos como sua efetividade, segurança e a interação com outros medicamentos que o paciente esteja tomando.

Quatro pontos a favor

Quatro pontos a favor
1 – Tratamento alternativo: Muitos pacientes são desacreditados pelos médicos devido a terem descoberto o câncer em um estágio muito avançado, quando já não é possível fazer quimioterapia ou cirurgias. Nesses casos, a fosfoetanolamina entraria como um tratamento alternativo da doença, garantindo assim uma possibilidade de melhora e até mesmo cura, de acordo com o que for descoberto após todas as pesquisas que precisam ser feitas.
2 – Qualidade de vida para pacientes no estado terminal: Algumas pessoas que fizeram o uso da fosfoetanolamina disseram ter notado uma melhora significativa mesmo quando a sentença de morte já era praticamente certa. Assim, a substância poderia ser utilizada para garantir uma maior qualidade de vida, mesmo que não com o fim de cura ou tratamento.
3 – Efeito placebo: Isso explicaria a melhora de alguns pacientes com câncer que fizeram uso da fosfoetanolamina caso a substância na verdade não possua toda a capacidade que o professor Chierice afirma que ela tem. Não é muito aconselhável, porém já representa alguma coisa para muitas pessoas que precisam lidar com a doença, tanto a sua própria quanto de alguém próximo e querido.
5 – Pesquisas já feitas apontam resultados promissores: Apesar de terem sido realizadas apenas em culturas de células e animais de laboratório, a substância apresentou resultados promissores em ambos os casos. O organismo do ser humano é sim mais complexo, mas com a realização de todas as pesquisas necessárias pode-se chegar a um resultado satisfatório, e quem sabe um dia a fosfoetanolamina realmente venha a fazer parte do tratamento de pelo menos alguns tipos da doença.

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;
De preferência, dê um título à sua redação.

EXERCÍCIO RESOLVIDO SOBRE VERBOS


O ex-general iraquiano Izzat Ibrahim al-Duri pode estaria coordenando os ataques no Iraque contra as tropas da coalizão anglo-americana, revelou um funcionário do Pentágono nesta quarta-feira.


Segundo o funcionário que pediu para não ser identificado, o pentágono teria informações de que Al Duri está coordenando os ataques de combatentes estrangeiros e iraquianos leais ao ex-presidente Saddam Hussein [...]

1. Destaque a alternativa incorreta sobre as locuções verbais em destaque.

a. Em estaria coordenando, a forma estaria está no futuro do pretérito e exprime uma possibilidade.

b. Em está coordenando, a forma está apresenta como certeza a atuação do ex-general como coordenador dos ataques.

c. Na locução estaria coordenando, subtende-se que o ex-general esteja coordenando os ataques, mas não é certeza.

d. Na locução estaria coordenando, a forma estaria está no modo subjuntivo exprimindo uma suposição.


2. Indique o tempo e o modo das formas verbais revelou e pediu, utilizadas no texto.
 R: pretérito perfeito do indicativo

3. (PUC-RS) Leia este trecho de texto:

[...] Saiam da atmosfera qualidade-total controlada de um prédio da Paulista com pouso de helicóptero no terraço e enfrentem ônibus, boteco de vila e desmoronamentos.  Verãoque, entre elites e povo, a experiência básica de vida mal se sobrepõe. [...]

Em relação às formas verbais destacadas, identifique as afirmações verdadeiras e as falsas.

• Se o autor tivesse preferido o tratamento tu, as formas verbais corretas seriam, respectivamente, sai, enfrente e verás.

• Se a pessoa verbal escolhida fosse nós, as formas seriam saiamos, enfrentamos e veremos.

• Os verbos saiam e enfrentem, usados no imperativo afirmativo, transmitem uma sugestão,

• Se as formas de imperativo saiam e enfrentem fosse substituídas por "Se vocês saírem e enfrentarem", o sentido permaneceria, mas haveria necessidade de alterar também o tempo da forma verbal verão.

Copie a alternativa que contém a sequência correta.



a) V - F - V - F

b) V - V - F - F

c) F - V - F - V

d) F - F - V - F

e) V - F - F – V



4.(CESGRANRIO) Transpondo a frase “Faça diferente todos os dias” para a 2ª pessoa do singular do imperativo negativo, teremos a forma verbal:



a. Não faças

b. Não fazes

d. Não faz.

e.Não fazei


5. Considere as seguintes sentenças:

I. Eu ___ fé em suas promessas. (pôr)

II. Os ministros ____ as decisões. (manter)

III. Ficará tudo bem, se você ____ o estoque. (repor)

Assinale a alternativa em que os verbos entre parênteses foram empregados de acordo com a norma culta.



a) ponhei, manteram, repuser.

b) pus, mantiveram, repuser.

c) pus, manteram, repor.

d) ponhei, mantiveram, repor.

e) ponhei, mantém, repuser.

Se eles __________ suas razões e __________ suas teses, não os __________ .

a)expuserem –mantiverem -censura

b)expuserem - mantiverem - censures 

c)exporem - manterem - censures

d) exporem - manterem – censura

7. Se todas as pessoas __________ boas relações e __________ as amizades, viveriam mais felizes.



a) mantivessem - refizessem 

b) mantivessem - refazessem

c) mantiverem - refizerem

d) mantessem – refizessem



8. Se ao menos ele __________ a confusão que aquilo ia dar! Mas não pensou, não se __________, e __________ na briga que não era sua.



a) prevesse - continha - interveio

b) previsse - conteve - interveio 

c) prevesse - continha - interviu

d) previsse - conteve – interviu



9. A oração "o engenheiro podia controlar todos os empregados da estação ferroviária" está na voz ativa. Assinale a forma verbal passiva correspondente.



a)podiam ser controlados 

b)seriam controlados

c) podia ser controlado

d) controlavam-se



10.Assinale a opção em que há erro de conjugação verbal em relação à norma culta da língua:

a) Se ele vir o nosso trabalho, ficará muito doente.

b) Não desanimes; continua batalhando.

c) Meu pai interveio na discussão.

d) Se ele reouvesse o que havia perdido.

e) Quando eu requiser a segunda via do documento

Exercícios sobre verbos


1.    Considere o texto publicitário a seguir.
Mude seu banheiro da água para Harpic
Descubra o frescor e a praticidade do novo Harpic Tablete. É só jogá-lo na caixa acoplada e dar descarga para ter o seu vaso limpo por até 200 descargas. Experimente e descubra: banheiro bom é o que tem Harpic. Confie no especialista.
Casa Claudia
► O texto da propaganda utiliza um recurso bastante recorrente em anúncios publicitários, quanto ao emprego de verbos. diga que recurso é este e que efeito de sentido ele provoca no leitor.
>> Leia a letra de música a seguir para responder às questões de 2 a 4.
Ai, se sesse!
Se um dia nóis se gostasse; Se um dia nóis se queresse; Se nóis dois se impariasse; Se juntinho nóis dois vivesse! Se juntinho nóis dois morasse; Se juntinho nóis dois drumisse; Se juntinho nóis dois morresse! Se pro céu nóis assubisse!? Mas porém, se acontecesse, Qui São Pedro não abrisse As porta do céu e fosse, Te dizê quarqué toulice? E se eu me arriminasse E tu cum eu insistisse, Pra qui eu me arrezorvesse E a minha faca puchasse, E o buxo do céu furasse?… Tarvez qui nóis dois ficasse Tarvez qui nóis dois caísse, E o céu furado arriasse E as Virge todas fugisse!!!
SILVA, Severino de Andrade (“Zé da Luz”). Cordel do Fogo Encantado.
Impariasse: variante popular para “emparelhar” (ficar lado a lado, tornar-se parceiro).
arriminasse: variante popular para “arrimar” [arrumar(-se): conseguir boa situação, sob qualquer
aspecto].
2.   A música foi composta numa norma não padrão da língua. Isso fica evidente na ortografia de certas palavras, como buxo (bucho), puchasse (puxasse), tarvez (talvez), entre outras. Mas essa variedade pode também ser percebida quando observamos a conjugação dos verbos.
►  Qual o modo verbal que predomina na letra da música? em que tempo está?
►  Que efeito o modo e o tempo desses verbos produzem na música?
3.    Observe o título da música Ai, se sesse. Que verbo seria este cujo subjuntivo é sesse? Como é, na norma padrão, o subjuntivo deste verbo?
4.   Como a variedade linguística utilizada na composição dessa música não é a padrão, nem todos os verbos estão conjugados de acordo com as regras da língua padrão. Reescreva aqueles cuja conjugação diverge da concordância oficial.
5.   O pretérito perfeito do indicativo é geralmente usado para descrever fatos ou estados concluídos no passado e em algum momento anterior ao instante em que se fala. Considere as frases a seguir e diga se esta característica do perfeito do indicativo se aplica a elas.
“Viu, gostou, levou” (Anúncio publicitário)
“Pensou persiana, lembrou Columbia” (Anúncio publicitário de persianas)
“Ajoelhou, tem que rezar” (Dito popular)
>> Leia o texto a seguir para responder as questões de 6 a 8.
O futuro do gerúndio
Você já se irritou hoje? Não? Parabéns: você não deve ter telefonado para o seu banco até o momento. Porque qualquer operação bancária que você faça ao telefone com um ser humano do outro lado da linha vai necessariamente envolver uma resposta no odioso futuro do gerúndio.
Sim, você conhece esse novo tempo verbal — só não sabia que ele se chamava assim. “Nós vamos estar creditando 500 reais na sua conta”, “os talões vão estar sendo enviados para a sua casa”, “vai estar sendo debitado da poupança” — frases que a gente ouve mais do que “bom dia”, não é mesmo?
Pois bem. Até quando você e eu vamos estar sendo submetidos a esse martírio? Por que temos que estar obrigados a estar tendo que ouvir frases que vão estar contaminado nosso cérebro a longo prazo? Quanto tempo vamos estar demorando para passar a estar falando desse jeito na vida real?
FREIRE, Ricardo. The best ofXongas.
6.   Ricardo Freire, no texto transcrito, trata da inadequação de uma determinada construção gramatical.
►  Qual é a inadequação?
►  Explique, do ponto de vista gramatical, em que consiste esta inadequação.
►  Qual seria a construção gramatical correta a ser utilizada em lugar do “futuro do gerúndio?
7.    O autor manifesta a sua preocupação com o fato de, daqui a algum tempo, os falantes passarem a utilizar esse tipo de construção inadequada em função da frequência com que a ouvem. De que recurso se vale o autor para comprovar essa possibilidade?
8.   Reescreva o trecho a seguir, eliminando o futuro do gerúndio.
Por que temos que estar obrigados a estar tendo que ouvir frases que vão estar contaminando nosso cérebro no longo prazo? Quanto tempo vamos estar demorando para passar a estar falando desse jeito na vida real?
9.  Leia com atenção o texto a seguir.
Fui abandonado por Flora (e que a humildade dessa voz passiva pulverize os que sempre me pintaram como bastião do porco-chauvinismo) no meio de uma mononucleose.
RODRIGUES, Sérgio. O homem que matou o escritor. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
►  Explique por que o narrador se refere à “humildade da voz passiva” como comprovação para o fato de não poder ser considerado chauvinista.
►  Se o narrador correspondesse à imagem de “bastião do porco-chauvinismo”, que estrutura sintática seria utilizada por ele? Justifique sua resposta.
10.  A correlação dos tempos verbais é um importante fator para a construção do tempo em um texto narrativo. No texto transcrito a seguir, preencha as lacunas com o verbo indicado, estabelecendo a adequada correlação de tempos entre as formas verbais.
O importante era não ser preso logo. Gim se___________(espremer) contra um vão de porta, os policiais pareciam correr em frente, mas de repente_________(ouvir) os passos____________(retornar),__________(dar) a volta pelo beco._________(pular) fora rápido, em saltos leves.
—_____(parar) ou a gente_________(atirar), Gim!
“Está bom, vamos ver, atirem!”, pensava ele, e já___________ (estar) fora do alcance dos tiros, a grandes passadas na beirinha dos degraus de pedra, __________ (despencar) pelas vielas tortas da cidade velha. Acima da fonte_________ (saltar) a balaustrada da rampa, e então________(ficar) embaixo da arcada que_____________ (amplificar) os passos.
Gabarito dos exercícios de verbos
1.     O recurso de que se vale o anúncio é o uso do imperativo (mude, descubra, experimente, confie). Ao utilizar esse modo verbal, o publicitário pretende convencer o leitor da necessidade de consumir o produto, induzindo-o a adquiri-lo.
2.    ► O modo subjuntivo, no pretérito imperfeito.
►  O modo subjuntivo denota algo hipotético, algo cuja probabilidade de ocorrência é duvidosa ou incerta. No caso da música, o autor elabora perguntas do que aconteceria caso o amor hipotético entre o eu lírico e sua/seu parceira/o se efetivasse.
3.    Sesse corresponde ao verbo ser, portanto o subjuntivo é fosse.
4.   Conjugados de acordo com a norma padrão, os verbos assumiriam as seguintes formas: se fosse, se nós nos gostássemos, se nós nos quiséssemos, se nós nos emparelhássemos, se nós vivêssemos, se nós morássemos, se nós dormíssemos, se nós morrêssemos, se nós subíssemos, se eu me arrimasse, se tu insistisses, para que eu me resolvesse, se nós ficássemos, se nós caíssemos, se as virgens todas fugissem.
5.   Tanto nas frases dos anúncios quanto nos ditos populares, os verbos que estão no pretérito perfeito do indicativo não se referem a algo já concluído anteriormente ao momento em que se fala. Eles equivalem a uma espécie de verdade absoluta, isto é, são asserções válidas para qualquer momento. Assim, por exemplo, “pensou persiana, lembrou Columbia” equivaleria a “toda vez que você pensar em persiana, você deve se lembrar das persianas da marca Columbia”.
6.    ► O uso desnecessário do gerúndio em algumas locuções verbais, como “vamos estar creditando”, “vão estar sendo enviados”, “vai estar sendo debitado”. O autor chama esse tipo de construção de “futuro do gerúndio”.
►  O gerúndio é uma forma verbal que dá a ideia de continuidade, de ação em processo. Nestes casos, está usado inadequadamente porque o sentido que se pretende é o de ação futura, que será realizada.
►  O correto seria usar o futuro do presente simples (creditaremos) ou composto (serão enviados, será debitado).
7.    Ricardo Freire, ao manifestar sua preocupação, se vale da reprodução irônica da estrutura que está criticando: “vamos estar sendo submetidos”, “temos que estar obrigados a estar tendo que ouvir”, “vão estar contaminado”, “vamos estar demorando para passar a estar falando”.
8.   Por que temos que ser obrigados a ouvir frases que contaminarão nosso cérebro no longo prazo? Quanto tempo demorará para passarmos a falar desse jeito na vida real?
9.   ► O narrador refere-se à “humildade da voz passiva” porque, uma vez que o sujeito sofre a
ação verbal nessa estrutura sintática, ele sempre estará em posição inferior.
►  O narrador empregaria a voz ativa. Como nessa estrutura sintática o sujeito pratica a ação verbal, ele estaria em uma posição superior.
10. As formas verbais que preenchem adequadamente as lacunas são: espremeu, ouviu, retorna-
rem, darem, pulou, para, atira, estava, despencando, saltou, ficou, amplificava.




Há / A



Você sabia?

Empregamos há (equivalente a “faz”) para indicar tempo passado. Observe os exemplos:

Há tempos não vou à praça da cidade.
Fui à praça da cidade há meses.

Empregamos  a para indicar tempo futuro. Veja os exemplos:

Você receberá a encomenda daqui a quinze dias.
Pedro voltará daqui a pouco.


Vamos exercitar?

Complete as frases com “há” ou “a”.
a) Ele voltará daqui ...... alguns dias.
b) Olá! ........ tanto tempo não nos vemos.
c) Daqui .......  cinco dias, farei a avaliação.
d) Parece que já o conheço ....... tempos.
e) Aquele objeto está lá ......cem anos.



Respostas:  a – há – a – há – há

ENEM

Exame Nacional do Ensino  Médio acontecerá  nos  dias 5 e 6 de  novembro; faltam, portanto, poucos  meses! O período de  inscrições  terminou e agora  o candidato  precisa  se preocupar com algo fundamental para o seu sucesso no Exame: o  que estudar  para  cada  disciplina! Quais  são as competências e  habilidades exigida  na prova de  Linguagens  e Códigos? Quais são  os  pontos  mais  recorrentes nas   questões de  Língua  Portuguesa e  Literatura  Brasileira?
Competências e  habilidades referentes ao  que  se  espera do candidato durante  a  prova de  Linguagens, Códigos e  suas  Tecnologias (grande área da disciplina Língua Portuguesa, de acordo com o  previsto na Lei de  Diretrizes e Bases da  Educação Nacional).  Veja  algumas delas:
Competência de área 5 – Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
Competência de área 8 – Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.

Interpretação de texto 

Ao contrário do que muita  gente pensa,  interpretar um texto   não tem   nada a  ver com opinar sobre o texto  ou – o  que  é  pior –adivinhar o  que  o  autor quis dizer!  Uma  boa leitura  interpretativa está relacionada ao  que, de fato, está expresso no texto   e ao contexto de  sua produção. Devemos  pensar sobre  os  seguintes aspectos:
  • Contexto histórico-literário. Considere a  escola   literária (Se  o texto dado  for literário,  obviamente!).
  • Gêneros  textuais e  modalidades  discursivas. Cada  Gênero textual tem a  sua estrutura e  perceber  isso  influencia a leitura e o entendimento do texto.
  • Vocabulário utilizado. Aqui cabe  observar se o texto é predominantemente denotativo ou  conotativo; isto é, a escrita é objetiva ou  predominam  expressões  que remetem  a  diversos  significados?

(ENEM  2013)
Texto I
Andaram  na  praia,  quando saímos, oito  ou dez deles; e daí a  pouco,  começaram a vir mais. E parece-me que viriam, este dia,  à  praia, quatrocentos ou  quatrocentos e  cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que  todos   trocaram por carapuças ou  por  qualquer coisa que lhes davam. […] Andavam todos tão  bem-dispostos, tão  bem feitos e galantes com  suas tinturas que muito agradavam.
(CASTRO, s.  A carta de Pero Vaz de  Caminha. São Paulo:  L&PM, 1996. (fragmento))
Texto  II



(PORTINARI. Descobrimento do Brasil.  1956. Óleo sobre tela. 199X169 cm.
Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a  carta de  Pero Vaz de Caminha e  a obra de Portinari retratam a chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos  textos, constata-se que
(A) a carta de Pero Vaz de Caminha representa  uma das  primeiras  manifestações artísticas dos  portugueses  em  terras  brasileiras e preocupa-se apenas  com a  estética literária.
(B) a tela de  Portinari  retrata  indígenas  nus com corpos  pintados, cuja  grande satisfação  é a afirmação da arte acadêmica brasileira e a contestação de  uma linguagem  moderna.
(C) a carta,  com testemunho  histórico-político, mostra o  olhar do colonizador sobre a gente da terra, e a pintura destaca, em  primeiro plano a inquietação dos  nativos.
(D) as duas produções, embora  usem linguagem diferentes — verbal e  não verbal—, cumprem  a mesma função social e artística.
(E) a pintura e a carta de Pero  Vaz de  Caminha são manifestações de  grupos  étnicos  diferentes, produzidas  em  um mesmo  momento histórico, retratando a colonização.
Gabarito e comentário: LETRA C.  Esta  é  uma questão interpretativa que  não exige  muito  do candidato. Os  dois textos apresentam  os  pontos de vista do  colonizador e  do  colonizado. O primeiro descreve , em  primeira  pessoa, o  momento do desembarque dos  navegadores portugueses no  litoral brasileiro;  o  segundo  sugere a reação dos  indígenas  ao verem a  aproximação das  naus. Note a  expressão  corporal dos  indivíduos retratados   no  texto II: de   frente  para o  mar e apontando  para os  navios.

Modernismo

De  1998 a  2013, o ENEM  conteve cerca de  30 questões  referentes  a este movimento literário  e  não estamos contando as  outras disciplinas,  que também utilizam textos de autores como Carlos  D. de  Andrade e  João Cabral de Melo Neto.  Por que  a preferência da banca  por esse  período de nossa  literatura?  O  Modernismo surgiu como   um movimento de oposição a escolas   literárias  como  o Romantismo, o  Parnasianismo e o Simbolismo;  portanto, para  seu entendimento,  é  necessário conhecer  seus antecedentes  literários e  observar  características estéticas e  temas propostos.


“Poética”, de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que representam o pensamento estético predominante na época.
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e
[manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
[cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
[…]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1974)
Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:
(A) critica o lirismo louco do movimento modernista.
(B) critica todo e qualquer lirismo na literatura.
(C) propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico.
(D) propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico.
(E) propõe a criação de um novo lirismo.
Gabarito e comentário:  LETRA E. O Modernismo  propunha experimentação estética, a exemplo do que fora feito durante as  Vanguardas Europeias. “Lirismo comedido” e “lirismo funcionário  público” remetem à quebra de paradigmas na elaboração do texto poético. 

Gramática

Gramática  é um termo genérico para  fazer  referência  àquilo  que  aparece nos editais como norma culta da língua  portuguesa: fonética,  morfologia, sintaxe e semântica.  Tradicionalmente, o  Exame não privilegia questões  como  classificação de  orações  ou abordagens  semelhantes, mas veja  abaixo o  que  aconteceu na  prova de  2013: 
(ENEM 2013)
Mafalda2013
Nessa  charge,  o recurso morfossintático que  colabora para o efeito de  humor está indicado pelo
(A) emprego de  uma oração adversativa, que  orienta  para a  quebra de  expectativa no final.
(B) uso de  conjunção aditiva, que  cria  uma relação de  causa e efeito entre as  ações.
(C) retomada do substantivo “mãe”, que desfaz a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos.
(D) utilização da forma pronominal “la”, que reflete um tratamento formal em relação à mãe.
(E) repetição da forma  verbal “é”, que  reforça a relação de adição existente entre as  orações.
Gabarito e comentário: LETRA A. O  enunciado expõe  a importância das  conjunções coordenativas  para  a construção  dos  sentidos do texto; é, ao mesmo tempo, uma  questão sobre sintaxe e coesão textual. O  candidato precisa lembrar  de que as  coordenativas (conjunções ou  orações)  introduzem a  ideia de contraste.   O  texto inicial do  quadrinho (“A preguiça  é  a  mãe  de  todos  os vícios…”) sugere  que  o personagem faria  alguma  reflexão sobre o  ócio e, consequentemente,  teria alguma atitude  contrária  à preguiça. O  que  acontece,  no entanto, como quebra  de  expectativa é a  sua obediência a uma  outra questão cultural: as  mães devem  ser  obedecidas.

Variação linguística


(ENEM  2006)
No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena:
Não se conformou: devia haver engano. (…)Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria?
O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.
Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não.
(Graciliano Ramos. Vidas Secas. 91. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.)
No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence à variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho:
(A) “e Fabiano perdeu os estribos”
(B) “entregando o que era dele de  mão beijada”
(C) “não se conformou: devia  haver  engano”
(D) “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou”
(E) ““Passar a vida inteira assim no toco”
Gabarito e comentário: LETRA C. Ao compararmos o trecho  “Não se conformou: devia haver engano” aos demais escolhidos pela banca, observamos a ausência de expressões informais que aparecem  nas outras alternativas, como “toco”, “mão  beijada”, “amunhecou”.

Funções da  linguagem

Embora,  não seja muito frequente na  história do Exame,  a  prova aplicada em 2009 continha seis  questões sobre o assunto. Para identificar a função de  um texto,  podemos  dizer  que é  preciso  pensar na  seguinte pergunta:  qual o objetivo deste   texto? É   bom lembrar, ainda, que  a cada função da linguagem corresponde um elemento da comunicação. Confira  neste  link.
(ENEM 2010)
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como práticas de linguagem, assumindo configurações específicas,  formais e de conteúdo. Considerando o contexto  em que circula o texto publicitário,  seu objetivo  principal  é
(A) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos que visam à adesão ao consumo.
(B) defender a importância do conhecimento da informática pela população de baixo poder aquisitivo.
(C) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas classes sociais economicamente desfavorecidas.
(D) definir regras de comportamento social pautadas no combate ao consumismo exagerado.
(E)  questionar o fato de o homem ser mais inteligente do que a máquina, mesmo a mais moderna

Gabarito e comentário: LETRA A.  A função apelativa da linguagem predomina no texto. Ela se caracteriza  pelo apelo  ao destinatário. Sua marca gramatical  mais evidente é  o  uso do  verbo  no  imperativo.
Fique atento!  Não se esqueça de  que estes  são os assuntos  mais  comuns  na  prova de  Língua Portuguesa do ENEM.  Dedique-se  a eles, mas   não deixe  de estudar outros  pontos!

Resenha

Substantivo

SUBSTANTIVO

Colômbia, bola, medo, trovão, paixão, etc. Essas palavras estão dando nome a lugar, objeto, sensação física, fenômenos da natureza, emoções, enfim as coisas em geral. Esses nomes são chamados SUBSTANTIVOS.Concreto;
Abstrato;
Comuns;
Próprios.
Assim, podemos dizer que substantivo é a palavra que dá nome aos seres. Eles podem ser classificados da seguinte forma:

CLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO

CONCRETOÉ aquele que indica a existência de seres reais ou imaginários.
Exemplos:
Reais imaginários
Brasil bruxa
Recife curupira
ABSTRATOÉ aquele que indica sentimentos, qualidades, ações, estados e sensações.
Exemplo:
Sentimento: amor, ódio, paixão;
Qualidade: honestidade, fidelidade, perfeccionismo;
Ações: trabalho, doação;
Estado: vida, solidão, morte;
Sensação: calor, frio.

COMUNSÉ aquele que indica elementos de uma mesma espécie.
Exemplo:
Criança, cidade, livro.
PRÓPRIOÉ aquele que indica um ser em particular.
Exemplo:
Roberto, Pernambuco, Capibaribe, Brasil.
Os nomes próprios são utilizados principalmente em:
Rios: Capibaribe, Amazonas;
Cidades: Recife, Porto Alegre;
Estados: Pernambuco, Rio Grande do Sul;
Países: Brasil, Austrália;
Pessoas: Rubem, Antônio;
Empresas: Intel, Oracle.
Observação: o substantivo coletivo é um substantivo comum que, mesmo no singular indica um agrupamento, multiplicidade de seres de uma mesma espécie.
Constelação » estrelas;
Cáfila » camelos.
Vejamos alguns substantivos coletivos:
Alcatéia » lobos;
Arquipélago » ilhas;
Banca » examinadores, advogados;
Boiada » bois;
Cacho » bananas, uvas;
Década » período de dez anos;
Discoteca » discos;
Enxame » abelha, insetos;
Esquadrilha » aviões;
Fauna » animais de uma região;
Frota » carros, ônibus;
Lustro » período de cinco anos;
Manada » bois, porcos;
Pinacoteca » quadros;
Quadrilha » ladrões;
Rebanho » gado, ovelhas;
Resma » quinhentas folhas de papel;
Século » período de cem anos;
Triênio » período de três anos;
Vocabulário » palavras.
FORMAÇÃO DO SUBSTANTIVOQuanto à formação o substantivo pode ser:
Primitivo;
Derivado;
Simples;
Composto

PRIMITIVODá origem a outras palavras.
Exemplo: Pedra, ferro, vidro.
DERIVADOÉ originado através de outra palavra.
Exemplo: Pedreira, ferreiro, vidraçaria.
SIMPLES 
Apresenta apenas um radical na sua formação.
Exemplo: Vidro, pedra.
COMPOSTOApresenta dois ou mais radicais na sua formação.
Exemplo: Pernilongo, couve-flor.
FLEXÃO DO SUBSTANTIVO

Por ser uma palavra variável o substantivo sofre flexões para indicar:
Gênero: masculino ou feminino;
Número: singular ou plural;
Grau: aumentativo ou diminutivo.

GÊNERO DO SUBSTANTIVO
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. Será masculino o substantivo que admitir o artigo o e feminino aquele que admitir o artigo a.
Exemplo:
O avião o calçado o leão /A menina a camisa a cadeira

SUBSTANTIVO BIFORME
Na indicação de nomes de seres vivos o gênero da palavra está ligado, geralmente, ao sexo do ser, havendo, portanto, uma forma para o masculino e outra para o feminino.
Exemplo:
Garoto – substantivo masculino indicando pessoa do sexo masculino;
Garota – substantivo feminino indicando pessoa do sexo feminino.
FORMAÇÃO DO FEMININOO feminino pode ser formado das seguintes formas:
- trocando a terminação o por a: Exemplo: moço moça menino menina
- trocando a terminação e por a: Exemplo: gigante giganta mestre mestra
- acrescentando a letra a: Exemplo: português portuguesa cantor cantora
- mudando-se ao final para ã, ao, ona: Exemplo: catalão catalã valentão valentona/leão leoa
- com esa, essa, isa, ina, triz: Exemplo: conde condessa /príncipe princesa/poeta poetisa/czar czarina/ator atriz
por palavras diferentes: Exemplo: cavaleiro amazona /padre madre
homem mulher

SUBSTANTIVOS UNIFORMES
Há substantivos que possuem uma só forma para indicar tanto o masculino quanto o feminino. Podemos classificá-los em:
EPICENOS
SOBRECOMUNS
COMUNS DE DOIS GÊNEROS


EPICENOS 
São substantivos que designam alguns animais e têm um só gênero. Para indicar o sexo são utilizadas as palavras macho ou fêmea. Exemplo:
Cobra macho cobra fêmea/Peixe macho peixe fêmea
Jacaré macho jacaré fêmea
SOBRECOMUNS
São substantivos que designam pessoas e tem um só gênero tanto para o masculino como para o feminino. Exemplo:
A criança – masculino ou feminino /O indivíduo – masculino ou feminino / A vítima – masculino ou feminino
COMUNS DE DOIS GÊNEROS
São substantivos que apresentam uma só forma para o masculino e para o feminino. A distinção se dá através do artigo, adjetivo ou pronome. Exemplo:
O motorista a motorista /Meu colega minha colega
Bom estudante boa estudante
CONCLUSÃO


Nessa primeira parte vimos à definição de substantivo – palavra que dá nome aos seres – sua classificação, formação e flexão.
Os substantivos são classificados como: concreto – indica a existência de seres reais ou imaginários -, abstratos – indica sentimentos, qualidades, ações, estados e sensações -, comuns – indica elementos de mesma espécie – e próprios – indicam um ser em particular e são utilizados para nomear rios, cidades, estados, países, pessoas e empresas -. Quanto a sua formação o substantivo pode ser primitivo – dá origem a outras palavras – e derivado – é originado através de outras palavras.
Quanto a sua flexão ele indica o gênero – masculino ou feminino, número – singular ou plural – e grau – aumentativo ou diminutivo.
Primeiramente vimos, apenas, a flexão do substantivo quanto ao gênero, onde o substantivo será masculino se admitir o artigo o e será feminino se admitir o artigo a. Os substantivos biformes ligam o gênero da palavra ao sexo do ser, havendo, portanto, uma forma para o masculino e outra para o feminino. Já os substantivos uniformes possuem uma só forma tanto para o masculino como para o feminino, podendo ser classificados em epicenos – indicam o sexo através da utilização das palavras macho ou fêmea –, sobrecomuns – têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino – e o comum de dois gêneros – a distinção do substantivo se dá através do artigo, adjetivo ou pronome. Também apresentam uma só forma para o masculino e para o feminino.

2 de maio de 2016

“Não sei começar!”

“Não sei começar!” Essa é uma das frases que mais ouço quando os meus alunos vão fazer uma redação. Hoje, aprenderemos que iniciar um texto dissertativo argumentativo não é tão complicado assim.
Primeiramente, temos de saber que existem muitas técnicas para escrever. Você irá escolher aquela que o fizer sentir-se mais seguro. Não há problema algum em criar um modelo para o início do seu texto. O mais importante é você cumprir com os objetivos de um parágrafo de introdução.
Como havíamos esquematizado em nossa segunda aula, para que uma introdução funcione bem, é preciso realizar dois procedimentos: 
1º) Apresentar o tema. Esse é o momento em que contextualizamos o leitor a respeito do assunto que será abordado no texto. 
2º) Formulação de uma TESE, ou seja, um ideia central sobre o tema. A tese compreende sua opinião acerca do tema.
 Antes de trabalharmos as técnicas para construção do primeiro parágrafo da redação, devemos nos atentar para alguns conceitos importantes.
 Tese e argumentação

 A tese é a ideia central, lançada na introdução. É o ponto de vista definido acerca do tema proposto. Ela deverá ser sustentada ao longo do texto, através de uma argumentação forte e convincente.
 Parágrafo e tópico frasal

 O parágrafo é uma unidade menor do texto, com princípio, meio e fim, que delimita uma ideia. É marcado por um ligeiro afastamento com relação à margem esquerda da folha.
 O tópico frasal corresponde à ideia-núcleo do parágrafo. Ele resume a ideia que será desenvolvida posteriormente. Observe que, no exemplo a seguir, o parágrafo de introdução é iniciado por um período, que está em destaque, constituindo o tópico frasal:
Tema: A influência do tempo na vida do homem
Parágrafo de introdução:
Analisar a relação do tempo com o homem moderno é imprescindível. Nesse sentido, assuntos como o período destinado ao trabalho e a convivência familiar devem ser aprofundados. É fundamental saber organizar as atividades para que as prioridades sejam efetivamente atendidas. 

O tópico frasal apresenta a temática que será discutida posteriormente. É a partir dele que se desenvolve o raciocínio. Note que a tese (opinião) encontra-se mais precisamente no último período do parágrafo, quando se ressalta necessidade de se organizar o tempo de uma forma melhor.