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25 de novembro de 2017

A REDAÇÃO NA UFSC

Redação na UFSC
O vestibular da UFSC 2017/2018  acontece de 9 a 11 de dezembro e a lista de obras literárias deve ser conferida.
Neste post você confere algumas peculiaridades da prova de redação para ingresso nessa universidade federal, com base nas características dos últimos exames:

O que pode ser tema

Os temas propostos costumam partir de um título, de imagens (fotos, pinturas ou charges) ou de textos em prosa e poesia oferecidos como motivação.
De um modo geral, remetem a assuntos diversos de atualidades. Não costumam tratar de fatos ocorridos no último semestre, mas de questões sobre as quais já se pode fazer uma reflexão, estabelecer uma conexão e formar um posicionamento, a partir de elementos estudados no ensino médio, sobretudo em filosofia, sociologia, história e geografia.
Além disso, a banca da federal catarinense tem explorado temáticas inspiradas nas obras literárias de leitura obrigatória.
A partir desses elementos, os alunos devem demonstrar capacidade para organizar ideias, estabelecer relações, fazer uso de dados ou informações, elaborar argumentos com coerência e coesão textual de acordo com os critérios da norma culta.
Dentre os temas escolhidos, os(as) alunos(as) devem escolher 01(um) deles para escrever.

Cuidado para não fugir do tema

Para evitar esse deslize, que pode custar a desclassificação da redação, é importante ler e interpretar a proposta com cuidado e atentar para as seguintes dicas:
– sublinhe as palavras com maior carga de significado nos textos apresentados na proposta, procurando fazer traduções mentais do que podem significar;
– procure as informações do enunciado que revelam uma perspectiva particular sobre o tema;
– substitua palavras complexas por equivalentes mais familiares;
– busque reconhecer os vínculos internos na sequência dos textos do tema;
– ative todo seu conhecimento sobre o assunto;
– faça uma lista de questões que fazem sentido abordar;
-decida: qual é, afinal, o centro da questão apresentada?

Critérios de Avaliação

De acordo com o que consta no edital, o objetivo da prova de redação é:
“[…] avaliar a produção textual escrita do candidato a partir de um tema articulado a um texto (verbal e/ou visual) motivador, de acordo com o gênero textual/discursivo solicitado (crônica, conto, carta, artigo de opinião, dissertação escolar etc.). Diante da(s) proposta(s) apresentada(s), cabe ao candidato examinar criteriosamente os aspectos que envolvem o(s) tema(s) e definir a melhor perspectiva de abordagem, mobilizando os recursos linguísticos que lhe permitam mostrar sua competência comunicativa nesta situação específica de produção textual: a redação de vestibular”.
A partir disso, “espera-se que o candidato não só identifique e desenvolva o tema de acordo com o gênero textual/discursivo proposto, mas também demonstre capacidade de organizar as ideias, estabelecer relações, fazer uso de dados/informações, elaborar argumentos, ou expressar-se subjetivamente, em conformidade com a proposta escolhida”.
A redação vale 10 pontos e são quatro os critérios levados em conta nessa avaliação (cada um valendo 2,5):
1 – Adequação à proposta – tema e gênero: o candidato deve interpretar adequadamente as propostas apresentadas, a partir das quais escolherá uma para produzir seu texto. A adequação à proposta envolve:  
  • compreender a proposta e desenvolver o tema apresentado de acordo com o gênero solicitado (sendo que a fuga total ao tema implicará nota zero);  
  • utilizar recursos linguísticos apropriados ao tema e ao gênero textual/discursivo da proposta escolhida;
  • adequar-se ao propósito comunicativo, ao estilo e à composição do gênero textual/discursivo.
2 – Emprego da modalidade escrita na variedade padrão – o candidato deve produzir um texto escrito, adequado à variedade padrão da língua, considerando ortografia, acentuação gráfica, pontuação, regência verbal e nominal, concordância verbal e nominal, crase, uso de pronomes etc. Outras variedades da língua podem ser utilizadas apenas como recurso estilístico e com a finalidade de representar/caracterizar sociolinguisticamente personagens em contextos interacionais específicos.
3 – Coerência e coesão: para produzir um texto coerente e coeso, o candidato deve observar os seguintes aspectos:  
  • organização: as partes do texto devem estar articuladas entre si e ao todo de maneira clara e coerente, distribuídas adequadamente em parágrafos;  
  • construção de relações semânticas: o texto deve apresentar relações semânticas pertinentes entre palavras, frases e parágrafos, sem contradições;  
  • encadeamento de ideias: as partes do texto devem ser encadeadas com continuidade (retomada de elementos no decorrer do texto) e progressão temática (sem circularidade ou redundâncias inexpressivas);  
  • uso de recursos coesivos: o texto deve apresentar elementos anafóricos e catafóricos não ambíguos (pronomes, advérbios, elipses, reiterações, substituições lexicais);
  • articuladores apropriados (conjunções, operadores lógicos e discursivos); correlação de tempos e modos verbais adequada.
4 – Nível de informatividade e de argumentação ou narratividade, de acordo com a proposta  
  • nível de informatividade: o candidato deve demonstrar que dispõe de diversidade e densidade de informações, condizentes com a formação escolar de Ensino Médio. As informações apresentadas devem ser pertinentes ao tema e ao gênero textual/discursivo da proposta escolhida para sua produção textual;  
  • nível de argumentação ou de narratividade: o candidato deve demonstrar que sabe selecionar argumentos e organizá-los de modo convergente, revelando criticidade, situando-se em um universo de referências concretas (ou posicionando-se subjetivamente), sem apresentar noções generalizantes, indeterminadas ou vagas, e fazendo uso de recursos expressivos que marquem sua posição de autoria, em conformidade com o tema e o gênero textual/discursivo da proposta escolhida para sua produção textual.

Conexões entre literatura e redação

Lista dos livros para o vestibular da UFSC 2017

Os livros podem inspirar temas para a prova de redação.
  1. A Universidade Federal de Santa Catarina já divulgou a lista de obras e autores para o Vestibular de 2017/2018:
    1. – Carlos Henrique Schoereder. As fantasias eletivas. Ed. Record.
    2. – Conceição Evaristo. Olhos D’água. Ed. Pallas.
    3. – Francisco de Assis Barbosa (seleção). Manuel Bandeira (col. Melhores Poemas). Ed. Global.
    4. – José de Alencar. Lucíola.
    5. – Luis Fernando Verissimo. Comédias para se Ler na Escola. Ed. Objetiva.
    6. – Maria Valéria Rezende. Quarenta dias. Ed. Alfaguara.
    7. – Nelson Rodrigues. Valsa n° 6. Nova Fronteira.
    8. – Salim Miguel. Nós. Editora UFSC.

A REDAÇÃO DA ACAFE

Redação IFSC e ACAFE
Dia 19/11 aconteceu a prova do Sistema ACAFE (Associação Catarinense das Fundações Educacionais). Para os que  encararam essa prova, destaco as principais características do exame de redação.
De acordo com o edital do ano anterior, os textos serão avaliados duas vezes por professores diferentes, os quais atribuirão notas de 0,0 a 10,0.
A avaliação da “disciplina” de redação será considerada nos planos do conteúdo e da expressão escrita, quanto à/ao (0 a 2,0 cada critério):
a) adequação ao tema proposto;
b) modalidade escrita da norma culta da língua portuguesa (padrão formal);
c) coerência e coesão;
d) nível de informação e de argumentação;
e) marca de autoria e estilo.
A nota da redação será igual à média aritmética das notas de ambos avaliadores. Quando houver uma diferença de três ou mais pontos entre os valores atribuídos por eles, será realizada uma terceira avaliação por diferente professor. Nesse caso, a nota final será a média aritmética das duas notas mais próxima.
Fique ligado!
– Somente serão avaliadas as redações transcritas para folha de redação personalizada e entregue para tal finalidade.
– A redação deve ser resultado da produção e criatividade do candidato.
– Será atribuída nota zero à redação que contiver uma das característcas a seguir:
  • fuga total ao tema;
  • não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
  • texto com número de linhas inferior a 10 (dez);
  • escrita a lápis;
  • impropérios, desenhos ou outras formas propositais de anulação;
  • folha de redação em branco, mesmo que tenha sido escrita no rascunho.

TEMA DE REDAÇÃO UNISINOS 2018

 O tema um, da Prova de Redação, falava sobre economia colaborativa e como esse tipo de atividade funcionaria ou não no Brasil. Já a proposta dois, enfatizou como o sofrimento age nas nossas vidas, se nos amadurece ou nos torna receosos e apáticos diante dos obstáculos do dia a dia.

TEMA DE REDAÇÃO UPF 2018

A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. O termo é geralmente empregado para referir-se ao trânsito de veículos e também de pedestres, seja através do transporte individual (carros, motos, etc.), seja através do uso de transportes coletivos (ônibus, metrôs, etc.). Nos últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem se acirrando cada vez mais, haja vista que a maior parte das grandes cidades do país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso de pedestres em áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, a exemplo do aumento do problema das ilhas de calor. A principal causa dos problemas de mobilidade urbana no Brasil relaciona-se ao aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a superlotação.

Com base no trecho acima e em suas leituras sobre a questão da mobilidade urbana, produza um texto dissertativo-argumentativo, respondendo à questão: Quais as principais causas para o aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos e quais as consequências desse comportamento para a vida diária das pessoas?

DICAS DE REDAÇÃO DA UPF

DICAS DE REDAÇÃO

Confira algumas dicas para se sair bem na prova de redação do Vestibular UPF!
  • A redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo, organizado de tal modo que DISCUTA o tema proposto, defendendo um ponto de vista.
  • A dissertação deve ter unidade temática, ou seja, deve trazer argumentos que contemplem apenas o tema e a delimitação propostos.
  • Os argumentos devem ser consistentes e apresentados de forma clara, coesa e coerente.
  • Os argumentos devem trazer uma riqueza na sua organização, contendo exemplificações, porquês, localização espaço-temporal, concretude e objetividade na exposição das ideias.
  • O vocabulário deve ser próprio a uma redação dissertativa e adequado à situação da produção textual de vestibular. O vocabulário deve ser rico e coerente, respeitadas asquestões de estilo.
  • A intertextualidade é bem-vinda ao texto! Isso mostra um vestibulando leitor e inteirado como mundo em que vive.
  • A redação deve respeitar o número de linhas solicitadas na Prova.
  • O cuidado com a escrita (conhecimento do código linguístico) é fundamental para a organização de sentenças, períodos, parágrafos e do texto como um todo. Lembrar: o texto é um TODO organizado de sentido. Portanto, a relação entre suas partes é fundamental e necessária.

Questões pela metade

                    TEXTO I

                    O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do Estado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada por processos que culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação.
                    No período colônia, o Brasil foi orientado pelo direito Lusitano. Não havia o Ministério Público como instituição. Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordenações Filipinas de 1603 já faziam menção aos promotores de justiça, atribuindo-lhes o papel de fiscalizar a lei e de promover a acusação criminal. Existiam ainda o cargo de procurador dos feitos da Coroa (defensor da Coroa) e o de procurador da Fazenda (defensor do fisco).
                    Só no Império, em 1832, com o Código de Processo Penal do Império, iniciou-se a sistematização das ações do Ministério Público. Na República, o Decreto n.° 848.1890. ao criar e regimentar a justiça federal, dispôs, em um capitulo, sobre a estrutura e as atribuições do Ministério Público no âmbito federal.
                    Foi na área cível, com a Constituição Federal de 1988 que o Ministério Público adquiriu novas funções, com destaque para a sua atuação
 na tutela dos interesses  coletivos.  Isso deu evidência à instituição, tornando-a uma espécie de ouvidoria da sociedade brasileira.

1 Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto I, julgue os itens que se seguem.
A correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse a expressão “a acusação, por à acusação, pois, nesse caso, o emprego do sinal indicativo de crase é opcional.

·                     C.Certo
·                     E.Errado
                Texto II



Uma casa tem muitas vezes as suas relíquias, lembranças de um dia ou de outro, da tristeza que passou, da felicidade que se perdeu. Supõe que o dono pense em as arejar e expor para teu e meu desenfado. Nem todas serão interessantes, não raras serão aborrecidas, mas, se o dono tiver cuidado, pode extrair urna dúzia delas que mereçam sair cá fora.
Chama-lhe à minha vida uma casa, dá o nome de relíquias aos inéditos e impressos que aqui vejo, ideias, histórias, críticas, diálogos, e verás explicados o livro e o título. Possivelmente não terão a mesma suposta fortuna daquela dúzia de outras, nem todas valerão a pena de sair cá fora. Depende da tua impressão, leitor amigo, como dependerá de ti a absolvição da má escolha.

2. Julgue os itens que se seguem, relativos às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto II.
No trecho “Chama-lhe à minha vida uma casa, é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase.

o    C.Certo
o    E.Errado

                    A ANS vai mudar a metodologia de análise de processos de consumidores contra as operadoras de planos de saúde com o objetivo de acelerar os trâmites das ações. 
                    Uma das novas medidas adotadas será a apreciação coletiva de processos abertos a partir de queixas dos usuários. Os processos serão julgados de forma conjunta, reunindo várias queixas, organizadas e agrupadas por temas e por operadora. 
                    Segundo a ANS, atualmente, 8.79 1 processos de reclamações de consumidores sobre o atendimento dos planos de saúde estão em tramitação na agência. Entre os principais motivos que levaram as queixas estão a negativa de cobertura, os reajustes de mensalidades e a mudança de operadora. 
                    No Brasil, cerca de 48,6 milhões de pessoas têm planos de saúde com cobertura de assistência médica e 18,4 milhões têm planos exclusivamente odontológicos.





No que se refere às informações e às estruturas linguísticas do texto acima,



julgue os itens subsequentes.


3 Os vocábulos “organizadas” e “agrupadas, estão no feminino plural, porque concordam com “queixas.
o    C.Certo
o    E.Errado

                    Atenção: Para responder às questões seguintes, considere o texto abaixo.



                    Trabalho como realização



                    Quando me perguntam por que ainda não me aposentei e eu respondo que é porque gosto do meu trabalho, olham-me com um misto de incredulidade e indignação. Eu quase tenho que me desculpar pela desfeita: a maioria das pessoas acha que trabalho é castigo e que falar bem dele é pura ostentação, se não for hipocrisia.



                    Pois bem, entendo perfeitamente que mutos trabalhamos possam ser vistos como castigo. Há incontáveis tarefas que podem ser desinteressantes, tediosas. cansativas, que não trazem prazer nenhum para a maioria. Mas há outras nas quais nossa personalidade se realiza, que podem perfeitamente constituir-se como nosso melo de expressão, nossa identidade assumida e
resolvida como vocação. Exemplo clássico é o de um professor que tenha grande prazer em dar aula: vê
como uma bênção, mas  não como uma brusca interrupção de uma atividade vital. Ele val adiar o quanto puder .
                    Fico imaginando, entre outras utopias, a de um mundo em que houvesse para cada um aquele trabalho que representasse também sua realização pessoal Acredito mesmo que um dos índices mais seguros para se reconhecer a felicidade de alguém seja o prazer que a pessoa encontre em trabalhar. Quando o trabalho vira sinônimo de criação, e quem o faz se sente como um genuíno criador, 
 é forçoso admitir, uma situação de privilégio, em vez de se constituir uma possibilidade de realização ao alcance de todos.
 4.Todos os tempos verbais estão adequadamente articulados, acatando ainda as normas de concordância, na frase:
o    A.A despeito de serem árduos e desafiadores, há trabalhos que trarão muita satisfação àqueles que se propuserem a assumi-los com seriedade.
o    B.Sempre houveram pessoas a quem pareceram inútil buscar prazer num trabalho que venha a exigir delas dedicação plena e grande esforço.
o    C.Caso desejemos que nossa personalidade viessem a se realizar num trabalho, seria necessário que não se medisse esforços para levá-lo a bom termo.
o    D.Cabe aos professores que manifestem prazer ao dar aula não deixarem que esse entusiasmo viesse a esmorecer com o passar do tempo.
o    E.Quando vierem a faltar utopias, por conta do pragmatismo do nosso mundo, que não nos venham pelo menos a faltar a memória das que já houveram.
 
Educação prisional



            No Brasil, a educaçào prisional está garantida por lei. Os mais de 500 mil detentos existentes no pals têm direito a salas de aula dentro das presdios e, a cada doze horas de frequéncia escolar de qualquer nIvel (fundamental, médio, profissionalizante ou superior), o preso tem um dia de pena remido. Desde 2012. entre os projetos voltados à recuperaçâo e à reinserçâo social, está a reeduçáo de pena por melo da leitura.
            O projeto transfoma a leitura em uma extensáo da produçao de trabalho intelectual, que já caracterizava a remiçåo de pena por dias de estudo. Os detentos têm
 acesso a mais de cem livros comprados pelo goveno e, a partir dessa seleçáo, eles têm de vinte a trinta dias para ler um livro e escrever uma resenha quese adequada aos parâmetros da lei, como circunscrição ao tema e estética, subtraem quatro dias da pena. Ao todo, os detentos podem reunir até quarenta e oito dias apenas com  as leituras. Essa possibilidade, no entanto ainda é restrita a penitenciárias federals de segurança máxima. 
            Após um ano de vigência da lei que regulamentou o projeto, dados coletados pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) revelararn os hábitos de leitura nos presídios. Foram feitas 2.272 resenhas, sendo 1.967 aceitas, o que resultou em um total de 7.508 dias reunidos. Entre os dez livros mais lidos e retirados estavam A Menina que Roubava Livros. em primeiro lugar, 
e  O Pequeno Principe. em décimo.
            Na viso do coletivo de incentivo cultural, o projeto ë uma oportunidade de os detentas ampli arem seu universo e perceberem novas dinámicas de como analisar o mundo, além de ser um incentivo à educaçao.



5 .No que diz respeito aos aspectos linguísticos do texto Educação prisional, julgue os seguintes itens.
A substituição do conectivo, “no entanto,”por , por conquanto,manteria a relação estabelecida entre a última oração do segundo parágrafo e a que a antecede.

o    C.Certo
o    E.Errado

24 de novembro de 2017

UFRGS - TEMA DE REDAÇÃO

PROVA DE REDAÇÃO
 Leia a surpreendente e generosa confissão feita pelo moçambicano Mia Couto

 Muitas vezes nos queixamos de que os jovens de hoje vivem uma cultura de imitação. Mas os jovens de ontem também o fizeram. E isso sucede em todo o mundo, em todos os tempos. Eu também já imitei e creio que quase tudo começa por via da inspiração de modelos exteriores. (...). O melhor modo de criar um estilo próprio é receber influências, as mais diversas e variadas influências.

. E se Obama fosse africano?  Sim, Mia Couto, um dos maiores escritores da atualidade, diz que o seu estilo não nasceu do nada, que o ―outro, os ―modelos exteriores‖, serviram-lhe de inspiração. Na verdade, o que o autor destaca é a sutil diferença existente entre a mera repetição e a inspiração, que permite criar o novo. Ter um estilo é saber criar a partir do já estabelecido.
 Ter um estilo é singularizar-se em meio à pluralidade. Não muito distante do que disse o escritor, está a declaração de Elis Regina, uma das grandes cantoras do Brasil, a um programa de televisão: Eu realmente devo a Ângela Maria ter descoberto que podia ser cantora; comecei a minha carreira de cantora imitando descaradamente – é com extrema felicidade que eu confesso isso – Ângela Maria; até hoje, em certos momentos de minhas apresentações, eu saco na minha voz a voz de Ângela Maria, e tenho profundo orgulho disso.
 E Ângela Maria é, para mim, a maior cantora que o Brasil já teve até hoje. A grande Elis Regina, cujo estilo é inconfundível, também soube criar seu ―jeito‖, seu estilo, ―imitando‖. Como se pode ver, tanto o escritor quanto a cantora usam a ideia geral de ―imitação como algo positivo, como algo a partir do que conseguiram achar o seu estilo: de escrever, em um caso; de cantar, em outro. A imitação, nesses dois exemplos, é um ponto de partida; não um ponto de chegada. 
A respeito do mesmo tema, e em uma direção bastante crítica, o filósofo francês DanyRobert Dufou, afirma que o mundo atual dá pouco, ou nenhum, lugar àquele que se distingue dos demais.
 Parece que o estilo de hoje em dia, então, é exatamente não ter estilo, é permanecer no ―universo do mesmo, da imitação. Você já deve ter percebido: a ―imitação que produziu o novo, um novo estilo, em Mia Couto e em Elis Regina, também pode ser vista como causa da repetição sem estilo, conforme opinião de Dufour. 
Tudo depende de como cada um de nós se relaciona com o mesmo e com o diferente. Ora, para ter um estilo não é necessário produzir uma obra de arte, como os exemplos de Mia Couto ou de Elis Regina poderiam, em um primeiro momento, levar a crer; ter um estilo é, antes, poder dizer ―este sou eu‖, ―este é o meu jeito‖. É essa singularidade que faz, de cada um, um ser único.
 UFRGS –  E você o que pensa sobre essa questão? As pessoas, hoje em dia, apenas repetem, imitam ou conseguem produzir um estilo próprio? Considerando as reflexões acima, elabore uma dissertação sobre o que é ter um estilo. Para tanto, você deve: - apresentar o seu entendimento sobre o que é ter um estilo; - exemplificar ou com fatos, ou com acontecimentos ou com situações da vida cotidiana, sua ou de qualquer outra pessoa, o que é ter um estilo?  
Desenvolver argumentos que evidenciem que o exemplo dado permite identificar um estilo singular. Instruções
 A versão final do seu texto deve: 1 - conter um título na linha destinada a esse fim; 
2 - ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título – aquém disso, seu texto não será avaliado , e máxima de 50 linhas. 
Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco terão esses espaços descontados do cômputo total de linhas.
 3 - ser escrita, na folha definitiva, com caneta e em letra legível, de tamanho regular. 

23 de novembro de 2017

ENEM E OUTROS VESTIBULARES


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é, atualmente, o segundo maior exame de alto impacto do mundo, perdendo apenas para o exame chinês Gaokao que teve, em 2016, 9 milhões de inscritos. Na China, para entrar em uma universidade, o candidato deve prestar o Exame Nacional para o Ingresso no Ensino Superior – Gaokao – exame único para todo o país e, por isso, ele é considerado o maior vestibular do mundo. Os chineses, assim como os brasileiros que prestam o Enem, fazem as provas em dois dias.
Assim, tanto o Gaokao quanto o Enem, em seus respectivos contextos, são os maiores exames de alto impacto do mundo, ou seja, não exames que impactam diretamente e de diversas formas não só seus participantes, mas também a sociedade em geral, incluindo as esferas política, social, escolar, do mercado de trabalho etc. O Enem, inclusive, é um exame cujo número de inscritos cresce a cada ano; desde 2009 passou de uma média de 4 milhões para em 2016 ter mais de 8 milhões de candidatos.
Lembrando que o Enem nem sempre foi considerado um verdadeiro vestibular, a partir do início da concepção das provas para selecionar futuros estudantes universitários em 2009, o exame como um todo ganhou uma maior projeção nacional, aumentando, deste modo, sua abrangência e até sua importância, já que antes do referido ano o Enem dava, no máximo, alguns pontos extras em vestibulares e media o nível de conhecimento dos concluintes do Ensino Médio.
Atualmente, podemos perceber que os impactos do Enem respingam tanto nas pessoas físicas quanto nas políticas públicas educacionais, em salas de aulas de escolas públicas e privadas, fazendo surgir cursinhos; seriam, deste modo, efeitos retroativos do exame na sociedade brasileira como um todo.
Não é à toa que há uma grande ansiedade e expectativa acerca do Enem, algo que parece crescer a cada ano. Também é por isso que qualquer questão ou tema de proposta de redação geram polêmicas entre as pessoas, especialmente nas redes sociais e na mídia, como vem acontecendo nos últimos anos.
Em relação à prova de redação mais especificamente, bancas elaboradoras e corretoras de outros vestibulares cujas universidades não aderiram ao Enem afirmam que houve um efeito da redação do Enem em suas provas de redações: a inclusão, em todo o texto, de uma proposta de intervenção social que respeite os Direitos Humanos. Há candidatos que pensam que se no Enem a 5ª competência exige isso, todos os vestibulares também exigirão, o que é mentira.
Incluir uma proposta de solução depende muito do tema da proposta de redação e é uma característica peculiar da prova de produção de texto do Enem, isto é, não significa que, necessariamente, será preciso escrever uma proposta de intervenção social na dissertação-argumentativa da Fuvest ou da Unesp, por exemplo.
Para não haver esse tipo de confusão, se faz necessária a leitura dos manuais dos candidatos e o estudo dos perfis de cada vestibular, já que cada um almeja um perfil de aluno e assim, consequentemente, apresentará um perfil diferente nas provas de redação e nas demais. Como diria o funk, “cada um no seu quadrado”.

21 de novembro de 2017

TEMA DE REDAÇÃO


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Os desafios no mercado de trabalho do Brasil contemporâneo, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Quase um em cada cinco novos desempregados do mundo em 2016 e 2017 virá do Brasil. A estimativa é da Organização Mundial do Trabalho (OIT), que em seu mais recente relatório sobre empregabilidade, divulgado neste terça-feira, acredita que 700 mil brasileiros se somarão ao contingente de desempregados até o ano que vem, de um total que pode chegar a 3,4 milhões de pessoas ao redor do planeta.
O país é citado diversas vezes no documento como exemplo de mercado de trabalho em apuros. Segundo a OIT, economias emergentes como a brasileira serão as que mais sofrerão com o desemprego em 2016.
Em meio à crise econômica e à recessão, a sangria no mercado de trabalho do Brasil já foi sentida em 2015: nos 12 meses até novembro, foram perdidas cerca de 1,5 milhão de vagas formais no país.
 Texto 2

A proporção de pessoas que trabalham por conta própria entre o total de ocupados aumentou de 17,9%, em janeiro de 2013, para 19,8% em novembro de 2015, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o economista do Ipea, Miguel Foguel, provavelmente, esse fenômeno tem a ver com a reação defensiva do trabalhador diante de um mercado de trabalho em crise, em que as empresas estão demitindo e deixando de contratar. “Aí, a reação deles ante a dificuldade de encontrar emprego é buscar algum tipo de renda por meio de um microempreendimento ou alguma atividade que se configura como por conta própria, e continuar contribuindo para a Previdência Social, mas agora não mais como um empregado formal”.
No entanto, segundo Foguel, dependendo da restrição orçamentária e da oferta de trabalho na nova fase profissional, alguns deixam de pagar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) porque não podem ou não querem bancar essa despesa.
Se a crise está levando mais gente a trabalhar por conta própria, comerciantes que já estão nessa modalidade há muito tempo também estão sentindo os efeitos da desaceleração da economia.
Diante do aumento significativo do número de ambulantes por causa da crise, o governo do Distrito Federal deflagrou desde dezembro uma operação de repressão aos comerciantes informais, agravando a situação dos vendedores de rua.
Desde 11 de janeiro, por exemplo, policias militares e agentes da Agência de Fiscalização do Distrito Federal ocupam cada esquina do Setor Comercial Sul, na região central de Brasília. A justificativa dada pelo administrador regional do Plano Piloto, Marcos Pacco, é “revitalizar o espaço e coibir atividades ilegais”. O mesmo tipo de operação ocorre nos arredores da rodoviária do Plano Piloto.

Texto 3

CoMpLiCaTeD

Texto 4

CoMpLiCaTeD

TEMA DE REDAÇÃO


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Geração smartphone: os efeitos dessa tecnologia no cotidiano do jovem brasileiro, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1

Na esteira da tendência da popularização dos smartphones e tablets, as crianças e os adolescentes internautas brasileiros estão acessando mais à rede por meio desses dispositivos móveis. É o que indica a pesquisa TIC Kids 2013, divulgada nesta quarta-feira pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), do Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br), e que mede o uso e os hábitos digitais de jovens entre 9 e 17 anos em relação às tecnologias de informação e de comunicação.
De acordo com o levantamento, o acesso à Internet por smartphones pelos jovens mais que dobrou entre 2012 e 2013, saltando de 21% para 53%. A utilização de tablets para o mesmo fim também registrou um expressivo crescimento, passando de apenas 2% para 16%. Apesar das mudanças, os computadores de mesa continuam a ser as principais plataformas de conexão à rede, com 71% dos internautas jovens fazendo uso delas.

Texto 2

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Texto 3

Tão recente quanto seu próprio aparecimento é a discussão, nas escolas, sobre como lidar com o uso cada vez mais intenso de smartphones em sala. Sem orientações formais por parte de órgãos públicos, o tema tem como pioneira no debate a Unesco que, em 2013, lançou o guia “Diretrizes de políticas para a aprendizagem móvel”. No documento, a instituição estimula o acolhimento da tecnologia nas disciplinas que, entre outros benefícios, pode “permitir a aprendizagem a qualquer hora, em qualquer lugar”, “minimizar a interrupção em aulas de conflito e desastre” e “criar uma ponte entre a educação formal e a não formal”.
— Não podemos mais ignorar o celular, ele está em todo lugar. Sou contra a proibição do uso, pois a regra acaba sendo burlada. Será que em vez de proibir, não é melhor acolhê-lo como ferramenta educativa? — questiona Maria Rebeca Otero Gomes, coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil. — Já existem diversos aplicativos voltados para a educação especial, a alfabetização e o ensino da matemática, por exemplo.
No Centro Educacional de Niterói, ainda não há consenso sobre quais regras devem ser seguidas. O professor Nelson Silva, de história, busca usar os smartphones como ferramenta de pesquisa em suas aulas.
— Normalmente, os alunos ficam mais estimulados em fazer pesquisas através do celular. Claro que, no meio, eles mandam uma ou outra mensagem, é inevitável. Mas já tentamos fugir da TV, do vídeo. Não dá para fugir do celular. O grande nó é saber como usá-lo em favor do aprendizado — afirma.
Para Priscila Gonsales, diretora do Instituto Educadigital, os professores devem se planejar para incluir os celulares no processo de ensino.
— É preciso olhar com empatia para os alunos que estão usando seus aparelhos em classe e se perguntar: por que o celular está chamando mais a atenção deles do que a aula? — aponta Priscila, que se diz “super a favor” do uso de smartphones em sala. — O professor tem, com os celulares, um infinito de possibilidades. Ao trazê-los para a sala de aula, a escola pode instruir os alunos sobre temas importantes do comportamento cibernético, como o respeito à privacidade.