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4 de janeiro de 2016

Incoerências gramaticais

Incoerências gramaticais se exprimem por aqueles descuidos linguísticos que às vezes cometemos
Incoerências gramaticais se exprimem por aqueles descuidos linguísticos que às vezes cometemos
Neste texto discutiremos um assunto cuja relevância é indiscutível: incoerências gramaticais. Ora, incoerência diz respeito a algo não condizente a uma dada situação, assim, no que tange aos padrões gramaticais, somos sim, muitas vezes, incoerentes.
Incoerentes por simples descuido, incoerentes por falta de uma familiaridade maior com os pressupostos concebidos pelas regras gramaticais, enfim... Não se trata de procedimento inusitado, tampouco condenável, mas de algo que precisa, aos poucos, ser sanado, contornado, a fim de que possamos adequar nossos discursos de forma plausível aos moldes formais da linguagem, sobretudo quando esta integrar situações específicas de interlocução. Nesse sentido, preparamos para você, caríssimo (a) usuário (a), uma listagem com algumas das incoerências gramaticais mais recorrentes, de modo que você aprimore seus conhecimentos, sempre. Ei-las, portanto:
O pronome “se”: índice de indeterminação do sujeito ou partícula apassivadora?
Alugam-se casas.
Atestamos que o pronome “se” acompanha um verbo transitivo direto (alugam), cujo complemento (casas) se apresenta sem preposição.
Pois bem, transformemos esse enunciado, o qual se encontra na voz passiva sintética, para a voz passiva analítica:
Casas são alugadas.
Temos que o verbo (são) concordou perfeitamente com o sujeito (casas). Portanto, em se tratando desse caso, a flexão ou não se faz necessária. Caso esse em que o “se” atua como partícula apassivadora.
Vejamos outro exemplo:
Precisa-se de costureiras.
Vive-se tranquilamente aqui.
Temos agora dois verbos: “precisa”, classificado como transitivo indireto, cujo complemento (objeto indireto) é representado por “costureiras”; e o outro, “vive”, classificado como intransitivo, que possui sentido completo.
Dessa forma, torna-se imprescindível que, ao fazer tal análise, você perceba que se trata deum índice de indeterminação do sujeito. 
Uso dos verbos “haver” e “fazer” na qualidade de impessoais:
Há pessoas estranhas aqui.
Não o vejo há cinco anos.
No primeiro enunciado, o verbo “haver” denota o sentido de “existir”. Já no segundo deles, esse mesmo verbo retrata o sentido de tempo passado, decorrido.
Faz anos que não o encontro. 
Fazia dois anos que viajava com a família.
Inferimos que em ambos os casos se trata de um verbo cujo sentido se mantém voltado para tempo decorrido, passado.
Então, não se esqueça de que, em se tratando dos casos que ora acabamos de conferir, o verbo “haver” e o verbo “fazer” se classificam como impessoais, permanecendo na terceira pessoa do singular, sempre.
Colocação pronominal
Tal ocorrência, não menos importante, costuma ser alvo de muitas dúvidas por parte dos usuários, pois geralmente estes não sabem como atribuir ao pronome a colocação adequada. Veja alguns exemplos:
Apresentarei-o aos convidados, assim que chegar.
Precisamos estar atentos ao fato de que o verbo “apresentar” se encontra demarcado no futuro do presente – fato que, gramaticalmente dizendo, requer o uso da mesóclise. Dessa forma, retificando o enunciado, temos:
Apresentá-lo-ei aos convidados, assim que chegar.
No entanto, há circunstâncias em que o verbo pode se encontrar tanto no futuro do presente quanto no futuro do pretérito, mas antes dele há a presença de um dado elemento que requer o uso da próclise. Perceba o que ocorre nesse mesmo exemplo:
Não o apresentarei aos convidados.
O elemento aqui se encontra demarcado por um adjunto adverbial de negação (não), o que justifica a posição do pronome (próclise).
É sempre bom se atentar a tais detalhes.
 Emprego indevido do pronome “lhe”
Partindo do princípio de que o pronome “lhe”, atuando como complemento verbal, completa o sentido de verbos transitivos indiretos, fique de olho a casos semelhantes a estes:
Não lhe amo.
Eu lhe vi ontem.
Ambos os verbos se classificam como transitivos diretos, por isso, o correto seria utilizar como complemento o pronome “o”, atuando como objeto direto, assim demarcado:
Não o amo.
Eu o vi ontem.
Concordância do verbo anteposto ao sujeito
Em virtude de que, normalmente, a ordem direta tende a prevalecer, representada pela sequência do sujeito + predicado..., temos uma concepção errônea de que quando a situação se inverte, a concordância irá se alterar em algum aspecto. Analisemos alguns casos:
Existempara ela motivos suficientes.
Foram eles os convocados.
Uso indevido da vírgula
Um dos pressupostos inerentes ao uso da vírgula é que o sujeito não pode ser separado do predicado por ela, ainda que distantes um do outro. Veja:
Todos os alunos que demonstraram baixo desempenho, deverão receber acompanhamento.Retificando, temos:
Todos os alunos que demonstraram baixo desempenho deverão receber acompanhamento.
A correta utilização dos verbos “ter” e “haver”
De forma recorrente, o uso do verbo “ter”, nas situações formais de interlocução, torna-se cada vez mais evidente – fato que configura uma inadequação linguística. Outro aspecto, não menos importante, é atribuir a esse verbo a flexão desnecessária. Vejamos:
Tinham convidados insatisfeitos se manifestando.
Ora, o termo “convidados” não atua como sujeito da oração, mas sim como complemento (objeto direto). Portanto, o verbo deve, necessariamente, permanecer na terceira pessoa do singular. Assim, “tinha convidados insatisfeitos se manifestando” é a concordância mais adequada, em se tratando da linguagem informal. Em casos relacionados a situações formais, opte pelo emprego do verbo “haver”, também usado na terceira pessoa do singular – dada a condição de ele se classificar como impessoal:
Havia convidados insatisfeitos se manifestando.

O polêmico acordo ortográfico

A partir de 2016, os verbos terminados em -eem não mais receberão acento circunflexo quando conjugados na 3ª pessoa do plural
A partir de 2016, os verbos terminados em -eem não mais receberão acento circunflexo quando conjugados na 3ª pessoa do plural


Instituído em 2009, o Novo Acordo Ortográfico é um assunto muito discutido entre os falantes da língua portuguesa. As modificações, embora tímidas, pegaram muitos de surpresa, abrindo espaço para dúvidas e questionamentos. Por esse motivo, o prazo para a obrigatoriedade de seu uso foi adiado para 2016, portanto, ainda há tempo para ficar por dentro das novidades linguísticas trazidas pelo Acordo que facilitará a circulação de informação e cultura entre os países lusófonos. Vamos lá?
O assunto é: o uso do acento circunflexo no Novo Acordo Ortográfico. Como você já deve saber, esse é um dos pontos discutidos na reforma, que tem como objetivo padronizar a escrita da língua portuguesa (lógico, sem desconsiderar fatores históricos, sociais e culturais de cada país). O Acordo dita que, a partir de sua vigência, o acento circunflexo não deverá ser empregado nos verbos terminados em -eem quando esses estiverem conjugados na terceira pessoa do plural. Para exemplificar a nova regra, utilizaremos os verbos crer, ver e ler conjugados na terceira pessoa do plural do presente do indicativo: Leem ou lêem? Veem ou vêem? Creem ou crêem? Deem ou dêem?Se você tem essas dúvidas, observe:
Conjugação dos verbos crer, ver e ler no presente do indicativo:
Eu creioEu vejoEu leio
Tu crêsTu vêsTu lês
Ele/Ela crêEle/Ela vêEle/Ela lê
Nós cremosNós vemosNós lemos
Vós credesVós vedesVós ledes
Eles/Elas creemEles/Elas veemEles/Elas leem
Portanto, a partir de agora, o certo é: creem, veem e leem, sem o acento circunflexo. Observe os exemplos nas seguintes orações:
Eles creem que até o final da tarde o problema será resolvido.
As crianças veem o filme enquanto esperam para ir embora.
As alunas leem o livro que o professor indicou.
O verbo dar, quando conjugado na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo, também perdeu o acento circunflexo. Observe:
Conjugação do verbo dar no presente do subjuntivo:
que Eu dê
que Tu dês
que Ele/Ela dê
que Nós dêmos
que Vós deis
que Eles/Elas deem
Observe os exemplos:
Eu estou torcendo para que as coisas deem certo para você!
Deem boas-vindas a eles por nós!
Antes do Acordo: lêem, vêem, crêem e dêem. Depois do acordo: leem, veem, creem e deem, sem acento circunflexo
Antes do Acordo: lêem, vêem, crêem e dêem. Depois do acordo: leem, veem, creem e deem, sem acento circunflexo
Viu só? O Novo Acordo Ortográfico facilitou a grafia das palavras, contudo, é importante ficar atento para não se confundir com a regra, pois ela vale apenas para os verbos terminados em -eem. Os verbos terminados em -em, quando conjugados na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, permanecem inalterados, isto é, neles o acento permanecerá. Observe:
Eles têm todos os DVDs do seriado policial. (verbo no plural concordando com o sujeito)
Ele tem todos os DVDs do seriado policial.
Meus filhos vêm passar as férias comigo em julho. (verbo no plural concordando com o sujeito)
Meu filho vem passar as férias comigo em julho.

ENEM

Ah, os estrangeirismos


Luís Fernando Verissimo escreveu um poema, “Capitulação”, em que apresenta uma crítica bem-humorada ao emprego de termos estrangeiros no cotidiano:
Delivery
Até pra telepizza
É um exagero.
Há quem negue?
Um povo com vergonha
Da própria língua
Já está entregue.
Vejamos outra crítica divertida, desta vez do cartunista Caco Galhardo:
tirinha_delivery
Os dois, escritor e cartunista, fazem referência a um fenômeno linguístico denominado estrangeirismo, com um tom condenatório: o primeiro, mencionando a submissão cultural (“Um povo com vergonha/ Da própria língua/ Já está entregue” – ou seja, já capitulou, já se rendeu a outro povo, a outra cultura, daí o título Capitulação). Já o segundo, mostrando que a capitulação é definitiva, apresenta um personagem que sequer conhece a palavra da língua portuguesa, conhece apenas o anglicismo (estrangeirismo de origem inglesa).
Antes de tomar partido, contra ou a favor do emprego de palavras estrangeiras, vamos analisar as diferentes situações de uso e os caminhos tomados pelas palavras. Sabemos que o idioma é um ‘organismo vivo’, que sofre alterações causadas por diferentes fatores, chamadas de variações linguísticas. Por causa dessas variações, ao longo do tempo não raro um idioma acaba tendo uma feição diferente de sua versão ‘arcaica’. É o que podemos verificar quando estudamos, em Literatura, textos do Trovadorismo e os comparamos com textos do Realismo, por exemplo. Chegam a parecer escritos em línguas diferentes, mas é apenas uma versão arcaica da Língua Portuguesa (proto-português ou galego-português) em comparação com a outra mais modernizada. E isso ocorre, como dissemos, porque o idioma é ‘vivo’ e vai sendo modificado pelos seus usuários.
E o que os estrangeirismos têm a ver com isso? Bem, em algumas situações, pode ser que uma língua não contenha a palavra exata para determinado conceito de outra cultura (algo que só existia na outra cultura ou uma inovação ou invenção, cujo nome foi criado na língua do seu criador). Dessa forma, quando importamos o conceito, importamos a palavra junto. Nesse primeiro momento, a palavra é considerada um empréstimo linguístico e pode ser empregada (por falta de uma versão nacional) na língua original e deve ser escrita entre aspas (ou em itálico, se estivermos digitando). Nesse grupo estão, por exemplo, leasing (operação financeira), réveilloncappuccino. Há algumas que continuam sendo empréstimo, mas, de tão usadas, já foram incorporadas ao nosso vocabulário sem aspas mesmo, como jeans,show ou pizza.
O estágio seguinte de ingresso das palavras estrangeiras é o aportuguesamento: já consideramos a palavra essencial para denominar determinado conceito, mas damos a ela uma versão nacional (lembra a antropofagia cultural do Modernismo – pegamos o estrangeiro e digerimos, devolvendo uma versão com a nossa ‘cara’). Fizemos isso com futebol(football), abajur (abat-jour), conhaque (cognac).
O problema neste processo linguístico aparece quando ocorre o que é criticado tanto no poema quanto na tirinha: o uso indiscriminado de termos estrangeiros, quando a língua materna apresenta sua própria versão para aqueles conceitos. Nesse caso, o estrangeirismo passa a ser um vício de linguagem. Eis aqui alguns exemplos de palavras estrangeiras que têm tradução e que, por isso, não devem ser empregadas: performance (desempenho), shampoo (xampu), coffee-break (intervalo do café, ou só intervalo). Ou, pior ainda, quando há uma mescla dos dois idiomas como em startar(to start, começar em inglês + -ar, sufixo formador de verbos em português).
Novamente, correndo o risco de me tornar repetitiva, vou indicar o uso dos dicionários como solução para evitar incorrer no vício de linguagem. Use o dicionário sem moderação, não há contraindicações e o efeito colateral é o aumento de sua bagagem lexical!

1 de janeiro de 2016

Veja Todos os Detalhes do Cronograma do SISU 2016/1


Dia 30 de dezembro de 2015, o Ministério da Educação (MEC) publicou diversas informações importantes sobre o primeiro Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016.
A próxima edição do sistema informatizado do MEC, que ofertará mais de 228 mil vagas em 131 instituições públicas de educação superior, terá suas inscrições abertas no dia 11 de janeiro de 2016 próximo. O prazo de inscrição permanecerá aberto até às 23h59 do dia 14.
Vale ressaltar que poderão participar da seleção apenas os candidatos que participaram da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2015) e que tenham atingido nota na prova de redação diferente de zero. Conforme já noticiamos anteriormente, o resultado do Enem 2015 será publicado no dia 08 de janeiro.
Da mesma forma que aconteceu nas edições anteriores, cada participante poderá se inscrever no no Sisu em até duas opções de vaga, especificando, em ordem de preferência, em instituição de ensino superior participante, local de oferta, curso e turno.
O MEC, divulgará, toda noite, as notas de corte para cada curso até aquele determinado instante. Dessa forma, os candidatos poderão alterar as opções de curso de acordo com as suas respectivas notas e chances de aprovação. Além disso, também serão divulgadas as as notas de corte das vagas reservadas aos cotistas. juntamente com as vagas destinadas às demais políticas de ações afirmativas eventualmente adotadas por cada instituição.
Diferentemente dos anos anteriores,haverá apenas uma chamada. Essa chamada única será divulgada no dia 18 de janeiro de 2016. Os convocados deverão realizar suas respectivas matrículas nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Aqueles candidatos que não forem selecionados, terão a opção de manifestar interesse em participar da lista de espera, no período de 18 a 29 do mesmo mês.

Temas para pesquisa em 2016

Grandes diferenças

Quando se fala em emagrecimento é fácil associar o processo a duas palavras: dieta e regime. Mas o que algumas pessoas deixam de saber é que regime e dieta não são exatamente sinônimos. Tanto a dieta quanto o regime se referem a alterações na alimentação, porém possuem objetivos diferentes e por isso não significam a mesma coisa.
A dieta trata de uma mudança nos hábitos alimentares, que ensina um modo de se alimentar corretamente e de acordo com as necessidades do corpo. Dietas alimentares levam em conta múltiplos fatores e visam uma alimentação mais balanceada para a pessoa. Os resultados podem ir desde a perda de peso até mesmo ao controle de diabetes ou pressão alta. Dietas também podem ser feitas para ganho de peso, dependendo do caso.
Já o regime consiste em uma restrição através da qual se persegue um resultado em curto prazo e nem sempre se leva em conta a saúde do corpo. O regime restringe a ingestão de diversos alimentos, visando perda de peso rápida. Depois de um período de tempo, entretanto, pode ocasionar o famoso efeito sanfona, no qual a pessoa recupera o peso perdido e pode ganhar até mais. Restringir o consumo de determinadas substâncias presentes nos alimentos pode levar a graves problemas de saúde, como a anemia.

A língua sempre inovando, sempre

A língua portuguesa é viva e está em constante evolução. Veja algumas palavras que não existiam (ou não usávamos) em 1990. Incluí algumas palavras em inglês, pois são muito usadas e (ainda) não têm tradução.
Airbag / Banda Larga / Botox / Bullying / Carregador / Clicar / Clonagem / Cupcake / Deletar / Drone / E-mail / Facebook / GPS / Hostel / Internet / Logar / Print / Reciclagem / Roteador / Selfie / Spoiler / Tablet / Telemóvel / Transgênicos / Tsunami / Twittar / Viagra / Videoconferência / Vuvuzela

Comentem

Sou formada em Letras e professora de Língua Portuguesa, mas sempre fui cismada com Interpretação de Texto. Essa área nunca me atraiu, pois não acredito que um texto, um poema, uma poesia, uma música possam ter apenas uma interpretação. O olhar para as palavras vai depender da vivência de cada um. Quando estou diante de um exercício de interpretação e aparece a pergunta: o que o autor quis dizer com a seguinte passagem do texto? A pergunta é formulada de uma maneira que dá a entender que existe apenas uma resposta. Será mesmo?
Escrevo tudo isso, porque ontem eu estava caminhando e me vieram as seguintes palavras (veja abaixo). Vamos fazer um teste? Gostaria que vocês comentassem como as interpreta. Será que vai ao encontro do que eu realmente quis dizer?
Se não puder voar, corra.
Se não puder correr, ande.
Se não puder andar, NADA.

Ok

Tema de redação - 2016

Por que o Brasil não consegue vencer o Aedes aegypti?

Os brasileiros convivem há algumas décadas com um terrível inimigo: o mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças graves: a dengue, a chikungunya e a febre do zika (cujo vírus, por sua vez, também tem provocado um grande número de casos de microcefalia). A epidemia parece aumentar ano a ano, apesar das inúmeras campanhas de conscientização e mutirões de combate aos criadouros dos mosquitos. Aliás, há ações que podem mesmo se mostrar contraproducentes: por exemplo, a técnica conhecida como "fumacê", que acaba gerando insetos mais resistentes aos inseticidas e larvicidas. Na coletânea de textos que informa esta proposta de redação, fica claro que o problema não se deve exclusivamente ao mosquito. Leia os textos, reflita sobre eles, some a isso os conhecimentos que você mesmo tem sobre o tema e escreva uma dissertação argumentativa, apresentando quais fatores, na sua opinião, são os principais responsáveis pela proliferação do Aedes aegypti no Brasil. Diga também como você acha que eles devem ser combatidos.

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

  • James Gathany/CDC
    O mosquito Aedes aegypti pode ser reconhecido pelas manchas brancas no corpo e nos membros

O Ministério da Saúde adverte

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, admitiu nesta segunda-feira (30/11/15) que o Brasil não combateu o mosquito Aedes aegypti, "para vencer" -o que teria levado o país enfrentar uma epidemia de zika, febre chikungunya e dengue em 2015, com mais de 1,5 milhão de casos. Castro participou de uma reunião com prefeitos de Pernambuco em Gravatá (a 80 km do Recife), Estado com maior número de casos de microcefalia.
[…]
O ministro ainda deu um puxão de orelha nos gestores pernambucanos por cobrarem mais recursos. "Não é só falta de dinheiro, é também má gestão, desvio de recursos, gente inescrupulosa fazendo miséria com dinheiro público. Nós temos que ser o máximo eficiente possível para ter moral, para ir à opinião pública de maneira enfática pedir mais recurso. Mas para isso a sociedade precisa saber que o seu dinheiro será bem aplicado", afirmou.

Derrota por 7 X 1

Como podemos destacar o papel do poder público no combate ao mosquito, já que essa epidemia não é uma coisa nova? Onde está o erro?
O erro está no modelo de desenvolvimento econômico que o brasil adotou a 500 anos. Não é um erro do gestor atual, mas deste processo de desenvolvimento econômico, que privilegia o crescimento urbano acelerado e desorganizado sem o devido suporte dos instrumentos necessários para atender a população, como, por exemplo, coleta regular de resíduos sólidos, fornecimento de água de modo regular para consumo doméstico e a própria distribuição geográfica de vários espaços.
No combate ao Aedes aegypti, a educação da população também é um fator a ser explorado?
Sim, mas não a educação de ensino regular. Veja só, se você andar pela rua, vai cansar de ver gente jogando latinha fora do lixo. Enquanto persistir isso, não tem solução. A gente tem que se conscientizar. O brasileiro tem isso de se apegar a ilusões, só que a realidade nos confronta. Sabe o jogo do Brasil com a seleção alemã, o 7 a 1? Então. Nós estamos brincando de controlar o Aedes aegyptinesses trinta anos que tem dengue no Brasil. Tem todo esse tempo e nós estamos perdendo de 7 a 1 na luta contra esse mosquito. Nós estamos usando uma estratégia que não está dando certo. É claro que uma coisa ou outra, prefeito A ou prefeito B, uma greve na coleta do lixo, enfim, podem contribuir para a situação. Mas, para além disso temos que refletir o que está no cerne da questão, se é que queremos resolver o problema.

Dificuldades do combate

O que é feito para eliminar o mosquito?
A maior parte dos criadouros são encontrados em residências. Por isso, campanhas de conscientização da população costumam ser feitas em períodos de chuva. Além disso, agentes sanitários visitam imóveis para encontrar focos de larvas do inseto e exterminá-las com larvicidas e inseticidas mais potentes do que os vendidos no mercado. Entrar em imóveis particulares é um complicador, segundo o infectologista Kleber Luz, professor do Instituto de Medicina Tropical do Rio Grande do Norte. Muitos moradores não permitem a entrada dos funcionários públicos com medo de serem falsos agentes prontos para um assalto.
É possível erradicar o Aedes aegypti do país?
"Hoje consideramos impossível erradicar o Aedes aegypti. O programa de erradicação se tornou inviável. A ideia agora é manter a quantidade de mosquitos a níveis seguros para impedir a transmissão de doenças", afirma Valle. A bióloga diz que a adoção de fumacês, por exemplo, gera mosquitos mais resistentes. "Hoje, levamos de 20 a 30 anos para desenvolver um inseticida e, em dois anos, ele perde sua eficácia por causa do uso abusivo."
O que pode ser feito para reduzir o número de mosquitos?
O país vem buscando usar as novas tecnologias para combater o mosquito. A maior aposta é o uso de mosquitos Aedes aegyptitransgênicos, ou seja, cujo genoma é modificado em laboratório e "pode promover uma população de mosquitos estéreis", ressalta Arruda, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;
De preferência, dê um título à sua redação.

Eufemismo

Eufemismo é uma figura de linguagem que busca suavizar uma expressão através do uso de termos mais agradáveis. O eufemismo apresenta uma maneira de lidar delicadamente com certas notícias. É a figura que se opõe à hipérbole, que acontece quando o falante exagera ao enunciar as situações.
Alguns exemplos de eufemismo: Ele enriqueceu por meios ilícitos (roubou). José passou desta para melhor (morreu).
Alguns exemplos de hipérbole: Já falei mil vezes com esse menino e ele não me obedece. Faz umas dez horas que essa menina penteia o cabelo.