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19 de setembro de 2017

ESSA


O exame intelectual do Concurso de Admissão da ESA inclui uma questão discursiva (redação) para todas as áreas – Geral / Aviação, Música e Saúde. Portanto, se você deseja garantir sua vaga, deve, desde já, praticar a escrita, buscando aprimorar sua capacidade de argumentar e de estruturar as ideias.
Nesse sentido, apresentamos, a seguir, três dicas que vão contribuir para o seu aperfeiçoamento.

     1- Pratique a escrita ao menos uma vez por semana.

É isso mesmo, você deve escrever ao menos um texto por semana e enviá-lo para a avaliação de um professor de Língua Portuguesa. Pouco adianta escrever vários textos, se você não tiver retorno sobre eventuais falhas e vícios a serem corrigidos.
Você pode escrever sobre os mais diversos temas, mas uma sugestão sempre útil é desenvolver as propostas de edições anteriores do Concurso de Admissão da ESA, pois, assim, você já se familiariza com a forma como o tema costuma ser apresentado.

     2- Controle o tempo de elaboração de suas redações.

Ao elaborar seus primeiros textos, você pode escrever com bastante liberdade, mas, à medida que avança em seus estudos, deve começar a controlar o tempo de escrita. Considerando que o Exame Intelectual tem 4 horas de duração, convém que você não utilize mais do que 1 hora para escrever sua redação.
Esse controle do tempo já ao longo do período de preparação permitirá que você aja com mais segurança e tranquilidade no dia do Exame.

     3- Observe as exigências contidas no Manual do Candidato.

Uma boa preparação para qualquer concurso inclui a leitura atenta de todo o edital e das demais publicações referentes à seleção. No caso do Concurso de Admissão da ESA, seu grande aliado é o Manual do Candidato. Nele há algumas informações muito importantes sobre a questão discursiva – redação. Confira!

A parte discursiva de Português será constituída de uma redação e terá o objetivo de avaliar a capacidade de expressão escrita e o uso das normas do registro formal culto da Língua Portuguesa. O (A) candidato(a) deverá produzir, com base no tema indicado na questão discursiva, uma redação com extensão mínima de 20 (vinte) e máxima de 30 (trinta) linhas, primando pela coerência, correção e coesão. Será distribuída ao (à) candidato(a) uma folha de rascunho para que, caso assim deseje, possa fazer anotações, organizar suas ideias e/ou elaborar o esboço de sua redação. Contudo, tal rascunho deverá ser passado a limpo na Folha de Redação. Somente o texto produzido na Folha de Redação será corrigido.
Na correção da prova dissertativa (redação), serão considerados os seguintes aspectos:
  1. interpretação, reflexão, não tangenciamento, desvio ou fuga parcial do tema;
  2. estrutura dissertativa com introdução, desenvolvimento e conclusão, sem características de texto de relato (recorrência ou predominância de verbos no pretérito);
  3. utilização da norma culta da língua;
  4. construção de períodos gramaticalmente íntegros, coesos, coerentes e claros;
  5. estética do texto (título, caligrafia, margens e limpeza).
Na realização da redação, o (a) candidato(a) deverá utilizar apenas caneta esferográfica de tinta azul ou preta. Em caso de utilização de caneta de outra cor ou lápis, a redação não será corrigida e será atribuída ao candidato a pontuação 0,000 (zero vírgula zero zero zero) nessa parte da prova.
Quer começar agora mesmo a exercitar sua capacidade de escrita? Então desenvolva a proposta a seguir, extraída da prova do Concurso de Admissão de 2015.

“Seja como for, enquanto estiver latente, o selfie ou qualquer outro modismo merece uma acurada reflexão. Pois nem tudo na rede social deve ser encarado como brincadeira. Há coisas que, mesmo divertidas, escondem práticas perversas. Também não se devem criar pânicos desnecessários sobre tal fenômeno.”

Elabore um texto dissertativo-argumentativo, com no mínimo 20 (vinte) e no máximo 30 (trinta) linhas, refletindo sobre o tema acima, abordando as práticas perversas e o uso consciente dessa prática.

18 de setembro de 2017

ENEM


O gabarito do Enem 2017 oficial será publicado em 16 de novembro, apenas quatro dias após a aplicação das provas de Ciências da Natureza e Matemática no dia 12, segundo domingo de realização do exame nacional. Nesta mesma data também serão liberadas as provas digitalizadas.
O gabarito consiste na lista de respostas corretas para o conjunto de 45 questões que compõem cada uma das provas do objetivas do Enem, que além das duas áreas acima também conta com Linguagens e Códigos e Ciências Humanas, que serão realizadas em 2 de novembro.
o Inep sempre faz a divulgação do gabarito em sua página oficial na internet, em arquivos no formato .pdf separados por dia de aplicação. Portanto, cada arquivo terá a lista de 90 alternativas corretas para cada dia, sendo 45 para cada prova objetiva.
Vale lembrar, no entanto, que por questões de segurança o Enem traz cinco cores diferentes de cadernos de provas por dia de aplicação (azul, amarelo, rosa, branco e cinza), nos quais a lista de questões varia e consequentemente o gabarito também.

Enem 2017 (5 de novembro)

  • Gabarito Prova Amarela
  • Gabarito Prova Azul
  • Gabarito Prova Branca
  • Gabarito Prova Rosa

Enem 2017 (12 de novembro)

  • Gabarito Prova Amarela
  • Gabarito Prova Azul
  • Gabarito Prova Cinza
  • Gabarito Prova Rosa
Note que, com exceção das provas branca e cinza, específicas ao primeiro e segundo dias, respectivamente, todas as outras cores de caderno (azul, amarela e rosa) estão presentes em ambos os dias. Vale esclarecer, no entanto, que não necessariamente o candidato resolverá, no segundo dia, caderno de cor equivalente ao primeiro. A distribuição dos cadernos é aleatória em relação ao candidato, respeitando somente o posicionamento da carteira em que ocupa no local de provas.
Vale esclarecer ainda que com o gabarito em mãos o estudante poderá apenas saber a quantidade de itens acertados e errados no Enem 2017, sendo que a nota final não será equivalente ao total de questões respondidas corretamente.

O que é Teoria de Resposta ao Item (TRI)

Diferentemente das formas de correções tradicionais, nas quais apenas o total dos acertos é levado em conta, a Teoria de Resposta ao Item (TRI) releva também as habilidades exigidas do aluno e o nível de dificuldade de cada teste.
Dessa forma, a TRI, utilizando funções e modelos matemáticos complexos, consegue estimar a probabilidade de cada participante responder acertadamente a determinada questão. Em outras palavras, por mais incrível que pareça, ela consegue identificar prováveis “chutes” de uma forma bastante precisa.
No caso do Enem, o modelo utilizado foi desenvolvido em 1968 pelo matemático Birbaum. Nele, são avaliados três parâmetros:
  1. poder de discriminação, que diz respeito às habilidades dos alunos.
  2. a dificuldade de cada item (questão).
  3. a probabilidade de acerto ao acaso, popularmente chamado de “chute”.

Como a TRI Consegue Descriminar um Chute?

Antes de tudo, é importante ressaltar que todas as questões da prova são previamente testadas, com a finalidade de conhecer a dificuldade de cada uma delas. Com os dados coletados e com o modelo matemático de Birbaum, são construídas as curvas características de cada questão. Veja abaixo um exemplo desse dessa curva (gráfico 1):
No exemplo acima, o suposto candidato A, que tem uma proficiência estimada de 650, teria aproximadamente 90% de chance de acertar a referida questão.

Mas Como a TRI Define a Proficiência de Cada Candidato?

Através do padrão de resposta de cada participante. Por exemplo, imagine uma prova com cinco questões com os seguintes enunciados:
  • Questão 1 (Proficiência 300): Identifique, entre as figuras abaixo, qual delas é um cilindro.
  • Questão 2 (Proficiência 400): Assinale a alternativa que representa corretamente a fórmula para calcular o volume de um cilindro.
  • Questão 3 (Proficiência 500): Calcule o volume de combustível do cilindro ao lado.
  • Questão 4 (Proficiência 600): O volume de um cilindro é de 60 dm³. Se o raio da base mede o dobro da altura, determine a altura do cilindro.
  • Questão 5 (Proficiência 700): Considere um cilindro de raio r e altura h, cuja capacidade é V. Triplicando-se a altura e dobrando o raio, qual será seu novo volume?
Antes de explicar como o modelo consegue estimar a proficiência de cada participante, vale ressaltar que nos exemplos acima não colocamos as alternativas, pois, neste momento, as mesmas são irrelevantes.
Certamente você percebeu que as questões apresentam dificuldades (Proficiência) diferentes e crescentes. Ou seja, a primeira é a mais fácil de todas e a última a mais difícil. Com isso em mente, considere três alunos (a, b e c) e seus respectivos acertos descritos abaixo:
A – Acertou 1, 2 e 3
B – Acertou 1, 2 e 4
C – Acertou 3, 4 e 5
Note que os três supostos participantes obtiveram três acertos cada. Ou seja, numa prova convencional, todos eles teriam a mesma nota. Entretanto, seja sincero! Qual dos três você gostaria de ter na sua universidade? Antes de responder, vamos analisar o padrão de acertos de cada um.
aluno A teve um padrão de resposta bastante coerente, pois quando se deparou com cinco questões sobre cilindro, ele acertou as três mais fáceis e errou as duas mais difíceis. Já o padrão de resposta do aluno B demonstra uma certa incoerência, afinal acertou a questão 4 e errou a questão 3, que é mais fácil. Quando analisamos as respostas do aluno C, a falta de coerência fica bastante evidente, pois das cinco questões sobre o mesmo assunto, ele acertou as três mais difíceis e errou as duas mais fáceis.
Dessa forma, podemos supor que o modelo matemática designará as seguintes proficiência para cada aluno:
Aluno A: 520
Aluno B: 480
Aluno C: 340
Agora voltamos a pergunta: qual deles você gostaria de ter na sua universidade? Tenho certeza que sua preferência será pelo aluno A.
É importante ressaltar que este exemplo é apenas uma simplificação para tentar ilustrar a lógica que o modelo matemático utiliza para classificar a proficiência de cada participante.

Conclusão

Com a curva característica de cada questão e com o padrão de resposta de cada participante, é possível prever a chance de acerto ao acaso de todos participantes em todas as questões! Fantástico, não é?

Só uma pesquisa


Um proprietário original, velho amigo de meu pai, era uma pessoa ‘sui generis’ – sonhador, criativo, empreendedor. E tinha um bordão: “Formidável! ” Segundo seus netos, responsáveis pelo resgate do sonho do sr. Vasco, tudo para ele era formidável, o bordão dito de diferentes modos, com diferentes entonações, de acordo com cada situação com que ele se deparava.
E com essa palavra na mente, fui pesquisar o significado, uma vez que já a encontrara empregada de muitas maneiras distintas. Formidável, como outras tantas palavras, surgiu com um sentido, que foi se alterando com o passar do tempo, conforme as situações de comunicação, os contextos e os próprios falantes foram sofrendo mudanças. Originalmente era algo “que inspira grande medo, pavor; assustador, aterrador” e sofreu uma inversão semântica, tendo agora sentido positivo. Segundo o Houaiss, é o “ que ultrapassa as dimensões usuais; colossal, gigantesco; que suscita admiração; extremamente belo ou bom; magnífico; ótimo, excelente, fantástico”.
Outros dois termos que sofreram inversão, na verdade foi mais uma troca do tipo: ‘eu fico com seu significado e você fica com o meu”, foram os vocábulos aquário e piscina. O primeiro veio do latim aquarium, que era um tanque, um reservatório de água, derivado de aqua (água). Já o segundo veio do latim piscina – viveiro para peixes – derivado de piscis (peixe) — de onde também vem pisciano, aquele que nasce sob o signo de Peixes.
As mudanças de significado podem ocorrer por meio de diferentes mecanismos, os quais nem sempre são claros ou perceptíveis para a maioria das pessoas, porque a alteração não acontece de uma forma rápida. Ocorre lentamente, por vezes ao longo de várias gerações. Dentre esses mecanismos, a metáfora e a metonímia são bastante frequentes.
Vejamos mais alguns exemplos de alterações de sentido:

  • Armário – do latim armarium, era o lugar onde se guardavam armas. No próprio latim a palavra teve seu sentido ampliado para guarda-louça, cofre, biblioteca e hoje é empregado para denominar um móvel para guardar objetos variados;
  • Brigadeiro – é termo militar que denomina o oficial comandante de uma brigada. Já o doce surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, quando havia um grande o racionamento de açúcar, leite e ovos por aqui. Uma cozinheira resolveu fazer um doce sem esses ingredientes e misturou leite condensado com chocolate, batizando-o de brigadeiro, em homenagem ao brigadeiro Eduardo Gomes, candidato à Presidência da República nas eleições de 1945;
  • Carregador – originalmente ‘homem que carrega’, passou a designar o equipamento para dar carga elétrica em aparelhos eletrônicos;
  • Emboscada – do italiano imboscata, derivado de imboscare significava originariamente esconder animais ou pessoas num bosque (bosco, bosque em italiano). Uma emboscada é feitas por quem se esconde (não mais no bosque necessariamente) para atacar de surpresa;
  • Preservativo – originalmente ‘aquilo que preserva’, hoje é sinônimo de um método contraceptivo e de prevenção a DSTs;
  • Restaurante – do francês restaurant, aquilo que restaura, no século XVI ficou com o sentido de alimento reconstituinte, para revigorador das forças e no século seguinte, restaurant passou a denominar um caldo de carne concentrado, que restaurava o ânimo físico e moral e, por metonímia, os locais onde se servia esse caldo passou a ter com o nome do prato;
  • Sofisticado – usada geralmente com o sentido de “chique, de extremo bom gosto, de alto nível”, o termo é derivado de “sofisticar”, sinônimo de “sofismar”, ou seja, “falsificar, adulterar, deturpar”, pois sofisma é “argumento falso formulado de propósito para induzir alguém a erro”.
A história das palavras é mesmo formidável, não acham?

17 de setembro de 2017

DICAS

Redacao_passos-para-aprimorar-a-sua

1- Na maioria das provas, é exigida a dissertação argumentativa, o que requer conhecimento de mundo e habilidades da parte do candidato.  Quando se trata de estudo de caso, o conhecimento técnico é prioritário.
2- Em se tratando de texto argumentativo, por coerência, os temas têm, em geral, vínculo com a contemporaneidade.
Por isso, é importante que o candidato se mantenha atualizado com as grandes questões sociais de seu tempo.
A leitura de algum grande jornal (ou revista), pelo menos uma vez por semana, é imprescindível.
3- Observar temas de concursos anteriores também ajuda muito.  O ideal é que o candidato faça redações sobre alguns desses temas e que as submeta à apreciação de algum professor.  Ler e escrever são “faces de uma mesma moeda”.
O bom desempenho requer treinamento constante
4- Boas ideias não garantem uma boa redação.  É preciso que o candidato saiba organizá-las.
Para isso, ideal é que ele leia textos argumentativos (em jornais, por exemplo), a fim de que observe como tais textos são comumente esquematizados.
5- Fazer um bom curso de redação – presencial ou a distância – é fundamental.  É preciso que o candidato tenha contato com técnicas de redação, as quais envolvem como começar um texto, como desenvolvê-lo e como concluí-lo.
Estudar os mecanismos de coesão referencial e sequencial é de extrema utilidade.
6- Estudar mecanismos de coesão é muito mais do que simplesmente decorar elementos coesivos.  Há candidatos que simplesmente decoram algumas expressões coesivas.
Os elementos coesivos são importantes, não há dúvida, mas mais importante é o conteúdo a ser escrito entre eles.  É preciso haver coerência sempre.
7- Dizem que, em um jogo de futebol, o bom juiz é aquele que passa despercebido, que não chama a atenção.  De forma análoga, pode-se dizer que a boa redação deve apresentar simplicidade + coerência + clareza + correção gramatical.
Tudo isso dá singularidade e uniformidade ao texto.  A linguagem tem de estar de acordo com a norma culta, o que não impede que o linguajar seja simples.
O mais importante é a regularidade, a uniformidade linguística: o candidato pode apresentar linguajar difícil (culto e raro), razoável (construções não cotidianas, mas não raras) ou simples (corretíssimo, mas fluido).
Por vezes, o candidato decora alguns termos (por ele considerados elegantes) e os usa em qualquer redação, independentemente do tema.
Termos como “destarte”, “mister”, “sói”, “aqueloutro” e tantos outros só podem ser usados se o texto apresenta – no todo – um nível compatível com eles.
O ideal, repito, é que a redação esteja correta e simples, fácil de ser entendida.
8- Ao fazer uma redação, é importante a leitura prévia do tema e dos textos de apoio, se houver.
O primeiro grande passo é, no rascunho, definir a tese; em seguida, dois ou três argumentos.
Levando-se em consideração uma dissertação em 30 linhas (o mais comum em concursos públicos), o ideal é que o candidato tenha a coragem de selecionar dois ou três argumentos, pois esse número corresponde ao número de parágrafos do desenvolvimento.
No total, a redação fica com quatro ou cinco parágrafos, o que é bastante coerente.
Lembremos que não há como, num texto de trinta linhas, por exemplo, esgotar o tema, e a banca não quer isso.  O que se avalia é simplesmente a capacidade de o candidato ser correto, claro e coerente na transmissão de suas ideias.
9- Faça, primeiramente, o rascunho de seu texto. Em seguida faça as demais provas, cuidando do tempo.
Tem de haver trinta e cinco minutos de reserva: dez para a marcação atenta do cartão-resposta, cinco para uma leitura atenta da redação e vinte para a transposição do texto na folha definitiva.
10-  Só use título se houver recomendação expressa na prova.

A IMPORTÂNCIA DA CONCLUSÃO NA DISSERTAÇÃO


A-importância-da-conclusão-na-redaçãoUma das partes mais importantes da dissertação-argumentativa é a conclusão. Diferentemente do que muitos pensam, ela não serve para repetir as ideias que foram expressadas durante o texto. A conclusão é uma retomada da discussão sim, mas de forma inovadora, com boas propostas de intervenção para os problemas expostos.
Mas, como fugir dos termos vagos nas propostas de intervenção?
Muito simples! Primeiramente, você deve se atentar para as sugestões que o texto precisa. Se o tema é algo relacionado às causas sociais, por exemplo, não adianta colocar como solução apenas a conscientização da população. É preciso explicar como essa conscientização seria feita e por quem seria feita.
Uma dica é citar as instâncias que podem atingir, diretamente, a população. Lembre-se da sigla GOMIF: Governo, Ongs, Mídias, Instituições educacionais, Família. Use-as nas propostas, exemplificando ações de cada uma dessas instâncias, e não terá erro!
Não se esqueça que na conclusão não há espaço para novos argumentos nem ressalvas. Guarde essa base para o desenvolvimento. A conclusão existe para fazer um fechamento sobre tudo o que foi dito durante a dissertação e funciona como uma “lição” tirada do que foi defendido.

TEMA DE REDAÇÃO POLÍCIA CIVIL

Texto 1
A violência tem afligido as escolas no Brasil, especialmente as públicas. Trata-se de um problema social que requer o envolvimento do governo, da comunidade escolar e de toda a sociedade para solucioná-lo. O Ministério Público tem defendido a presença do policial na escola como uma possibilidade de resgate da segurança e melhoria da convivência no ambiente escolar.
Apesar de nem sempre a participação da polícia na escola se bem vista pela comunidade, diretores e policiais concordam que um policial no meio escolar pode ser importante para o combate à violência e para a promoção da cidadania, principalmente quando há um relacionamento de amizade e confiança entre a polícia, os educadores, os alunos e os seus respectivos pais.
 Texto 2
Em geral, quem defende a presença da polícia nas escolas argumenta que é a única saída para conter a violência que existe no entorno (e às vezes dentro) delas. No entanto, há quem considere que  a questão pode ser resolvida por meio de outras ações de longo praz, que envolvam toda a comunidade e estejam voltadas à criação de um ambiente melhor.
Nessa perspectiva, propõe-se pensar em como rondas escolares podem ajudar a proteger a população, sem a necessidade de trazer os policiais para dentro das salas de aula.
Segundo Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade estadual de Campinas(Unicamp), a presença militar só deve ocorrer em casos extremos. Para ela, conflitos como uma briga ou um furto em sala de aula devem ser tratados apenas por educadores.
 Texto 3
 O PROERD (Programa Educacional de resistência às Drogas e à Violência) é um programa educacional desenvolvido com a parceria entre escolar, Polícia Militar e família, em que os professores, alunos, policiais e pais, interagem no processo de ensino e aprendizagem, por meio de atividades extracurriculares, buscando a formação de grupos sociais sadios.
PROERD constitui uma forma de atuação da Polícia Militar em todo o território nacional voltada para a prevenção do uso indevido de drogas e para a prevenção da violência entre os jovens.
Ao longo de três décadas, a presença de policiais militares nas escolas para a aplicação do PRODERD- com eventos que envolvem palestras, oficinas, gincanas etc. – tem contribuído de maneira positiva para formar cidadãos conscientes dos perigos relacionados às drogas e mais atuantes no sentido de construir u a sociedade menos violenta.

 A partir das informações dos textos e de seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo- argumentativo, empregando a norma- padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Tema: No combate à violência, até que ponto o policial deve interferir no cotidiano escolar?

POLÍCIA CIVIL E A REDAÇÃO - CEBRASPE EX-CESPE

Os critérios de avaliação da prova são divididos em
Aspectos macro e microestruturais.
  1. Os macroestruturais correspondem ao desenvolvimento do tema e a apresentação textual. Nesse momento serão avaliados os seguintes pontos: a organização das ideias e a estruturação do texto, bem como sua legibilidade, o respeito às margens e a indicação de parágrafos.
  2. Os microestruturais concentram-se na forma como a redação é escrita, incluindo avaliação de: grafia, acentuação, morfossintaxe e propriedade vocabular.

16 de setembro de 2017

ENEM


Nesta sexta-feira, 15 de setembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) anunciou, por meio de nota publicada pela sua assessoria de comunicação social, o fim da divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem por escola.
Para quem desconhece, trata-se de uma tabela que continha as médias por escola (independente de ser pública ou privada) das proficiências obtidas pelos participantes concluintes do ensino médio que o instituto divulgava anualmente, desde que as unidades educacionais atendessem aos pré-requisitos como número mínimo de participantes e de dados oficiais do Censo Escolar.
De acordo com comunicado do Inep o fim da liberação do desempenho escolar calculado através do exame nacional já era uma “sugestão antiga das equipes técnicas responsáveis”, uma vez que possuía algumas inadequações, que são basicamente duas:
  1. A criação do chamado ranking do Enem por escolas, que passou a ser supervalorizado pela mídia e pelas instituições de ensino, especialmente as da rede particular, que muitas vezes inscreviam apenas seus alunos mais capacitados para manipular os resultados e obter melhores posições no referido ranking;
  2. Por utilizar a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI) para determinar o desempenho final dos candidatos, a qual define uma escala para cada área do conhecimento de forma independente, o cálculo de uma única média envolvendo todas as áreas representa um “grave equívoco metodológico”, de acordo com a atual gestão do Inep.
O instituto também reforçou que não é objetivo do Enem fornecer dados relativos as escolas ou redes de Educação Básica. Afirmou ainda que tal avaliação será realizada de agora em diante pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o qual possui ferramentas mais apropriadas para mensuração da qualidade do ensino oferecido nas escolas e no sistema educacional brasileiro em geral.

14 de setembro de 2017

TEMA DE REDAÇÃO TERCEIRÃO RUYZÃO - RIMÃO

Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “tolerar” significa suportar algo ou alguém que é agressivo, indesejável; consentir, admitir, permitir e não impedir; aturar-se reciprocamente. Por outro lado, de acordo com o mesmo dicionário, “respeitar” significa ter respeito, deferência por algo ou alguém, ter consideração; reconhecer; ter cuidado.
Esta simples consulta ao dicionário nos faz perceber claramente que o ideal é respeitar as pessoas e tolerar seria o mínimo para a convivência pacífica em uma sociedade.
Em meio a debates acalorados nas redes sociais, nos almoços e jantares de famílias, nas reuniões entre amigos e nas pausas com os colegas de trabalhos estamos testemunhando e até nos envolvendo em situações nas quais não há tolerância e muito menos respeito. Não que não devemos discutir ideias, pois estas estão aí justamente para serem debatidas, questionadas, discutidas e daí então acatadas ou não. O que não devemos fazer é faltar com o respeito para com as pessoas que pensam diferente de nós.
E quando há falta de respeito normalmente o debate enveredou para a esfera individual e pessoal, ou seja, foi para o lado pessoal e daí toda discussão cessa, isto é, acaba.
 “Da intolerância ao respeito: como fazer esta mudança?“. Vivemos em uma democracia na qual há liberdade de expressão e na qual não deve haver opressão em relação a ela e neste campo entra em debate as ideias e, nesta seara, há discussão do que é de bom ou de mau gosto, por exemplo.
Podemos conviver com alguém que pensa diferente de nós? Sim, podemos e devemos, pois assim exercemos nossas habilidades de argumentação, persuasão, paciência, tolerância e respeito por meio do embasamento de nossas opiniões e de nossos pontos de vista. Caso o pensamento diferente não fira a lei, nada mais a fazer do que isso. Agora, se o pensamento distinto ferir a lei e incentivar racismo, homofobia, misoginia e demais atos ilegais daí estamos tratando de discursos de ódio e não de liberdade de expressão e estes sim devem ser combatidos, assim como o desrespeito aos direitos humanos na prova de redação do Enem.
Críticos do exame apontam que o critério de respeito aos direitos humanos na prova de redação do Enem fere o direito à liberdade de expressão, pois os candidatos deveriam escrever o que a prova pede, mas não. O respeito aos direitos humanos como critério de avaliação e correção numa prova de redação só mostra que este exame, no caso, o Enem, almeja futuros alunos universitários que respeitem a dignidade humana e que saibam conviver com as diferenças, ou seja, no mínimo, tolerar o outro.
Gabriela Araújo, ex-corretora do Enem e coordenadora de um grande colégio do interior de São Paulo afirmou em entrevista que:
Você pode se posicionar com uma visão diferente da coletânea da prova, mas a pessoa não pode dizer que xingar ou se posicionar de forma agressiva contra uma outra pessoa é liberdade de expressão. Há um limite entre liberdade de expressão e crime. Os direitos humanos protegem humanos de outros seres humanos, respeitar isso na redação é o mínimo que se espera de um aluno.
A partir de 2013, o desrespeito à competência número cinco pode resultar em anulação da dissertação-argumentativa, o que resultou em 955 redações anuladas por este motivo em 2014; já no ano de 2016, juntando as duas edições do Enem, este número saltou para 4.798 redações anuladas por ferirem os direitos humanos.
Obviamente que a tolerância e o respeito, que seria o ideal, devem ser praticados além do Enem e, assim, devem ser levados para a vida e para todas as esferas de convivência social (escolar, do trabalho, familiar, das relações íntimas etc).
Como promover esta mudança? Como passarmos da tolerância para o respeito? Será que um dia alcançaremos este patamar? Espero sinceramente que sim.
DISSERTE SOBRE - DA INTOLERÂNCIA AO RESPEITO; COMO FAZER ESSA MUDANÇA?

TREINO - TEMA DE REDAÇÃO

CESPE - 2017 - SEE/DF

Novos dados mostram que a saúde mental dos adolescentes deve ser foco importante das autoridades dos Estados Unidos da América (EUA) nos próximos anos. Depressão, problemas com uso de substâncias tóxicas e taxas de suicídio estão em alta. Entre os adultos jovens, a faixa etária em que se nota um aumento mais nítido da depressão está entre os dezoito e os vinte anos. Especialistas acreditam que o crescimento do cyberbullying pode ser uma das razões do problema. Não estar na escola, estar desempregado e o abuso de substâncias tóxicas apareceram como fatores de risco para a depressão. Para terminar, fica o alerta de que muitos jovens “sofrem em silêncio” com depressão, consumo de drogas ou ideias de suicídio. Os números revelam a importância de profissionais, pais e escolas estarem mais atentos para a saúde mental dos mais novos. E o que vale para os EUA em parte também vale por aqui. 
Jairo Bouer. Depressão entre jovens. In: O Estado de S.Paulo, 20/11/2016, p. A28 (com adaptações)

Considerando que o fragmento de texto acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do seguinte tema. SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: ENTRE A EXPANSÃO TECNOLÓGICA E A INSTABILIDADE EMOCIONAL

Ao elaborar seu texto, aborde os seguintes tópicos. 

1 A contínua revolução técnico-científica e seu impacto na vida cotidiana. [valor: 13,00 pontos] 
2 Tecnologias digitais e a crescente exposição da individualidade. [valor: 12,50 pontos] 
3 Alternativas possíveis para o enfrentamento dos problemas emocionais suscitados pela vida moderna. [valor: 12,50 pontos]

PADRÃO DE RESPOSTA 

Espera-se que, relativamente ao primeiro aspecto a ser abordado (A contínua revolução técnico-científica e seu impacto na vida cotidiana), o candidato se reporte às profundas transformações trazidas pela Revolução Industrial (um processo que se estende no tempo) no sistema produtivo, subvertendo radicalmente todas as antigas formas de organização e funcionamento da economia. Todavia, essas mudanças não se restringem ao aspecto material, impactando, de forma radical, os diversos setores da vida humana: valores, conceitos e padrões de comportamento, visão de mundo, estrutura familiar, sociabilidade, formas de moradia e de alimentação, urbanização da sociedade, explosão do consumo advindo das novas necessidades que são criadas etc. Disso decorrem, ao lado de aspectos francamente positivos, novos problemas, entre os quais aqueles que afetam a saúde mental, psíquica e emocional, como mencionados no texto motivador. No que concerne ao segundo aspecto (Tecnologias digitais e a crescente exposição da individualidade), espera-se que o candidato, entre outras considerações pertinentes, lembre que essa excessiva exposição amplia o contato dos jovens com agressões, comparações e diversas formas de violência, atingindo, sobretudo, uma puberdade que está chegando mais cedo, com a consequente falta de maturidade desses jovens para lidar com toda essa exposição. Por fim, com relação ao terceiro aspecto (Alternativas possíveis para o enfrentamento dos problemas emocionais suscitados pela vida moderna), espera-se que o candidato parta da própria ideia transmitida pelo texto motivador, qual seja, a importância de profissionais, pais e escolas estarem atentos para o que ocorre com os mais jovens, especialmente transtornos eventualmente por eles apresentados. Nesse sentido, é necessário que pais e profissionais estejam abertos à necessidade de se reciclar, de modo a compreender a nova realidade e nela interferir positivamente.

CRITÉRIOS COBRADOS NA PROVA DE REDAÇÃO POLÍCIA CIVIL - EDITAL ANTERIOR

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TEMA DE REDAÇÃO - POLÍCIA CIVIL


TEMA - VENCER A VIOLÊNCIA E A INSEGURANÇA, O GRANDE DESAFIO.

Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:

- ação do crime organizado e do narcotráfico na configuração do atual quadro de violência no Brasil;
- importância da ação policial no combate a violência e riscos que estão sujeitos os profissionais de segurança pública;
- alternativas de combate ao crime.

TEMAS DE REDAÇÃO POLÍCIA FEDERAL

 Tema 1
A inteligência é, decerto, uma das áreas mais interessantes e importantes para o sucesso da ação policial, porque permite a antecipação dos fatos e a ação preventiva. Num texto de 30 linhas, discorra sobre a inteligência como fator de dissuasão da criminalidade. No corpo do texto discorra, necessariamente, sobre os seguintes tópicos
Conceito de inteligência;
Dois tipos de ações de inteligência
Tema 2
Num texto de 30 linhas, discorra sobre os tipos de flagrante.
Tema 3
A Polícia Federal vinha investigando a ação de uma quadrilha de estelionatários que atuava em diversos estados da Federação. Por meio da operação Limpa Trilho, conseguiu prender 40 pessoas em três estados diferentes e no Distrito Federal. No ato das prisões, um dos detidos ofereceu propina aos agentes para ser liberado. Diante dessa situação, discorra sobre os seguintes tópicos
Competências investigativas da Polícia Federal;
A Polícia Federal teria competência para investigar o crime descrito no caso hipotético?
Que tipo de crime o acusado cometeu ao oferecer propina para os agentes de Polícia Federal?
Tema 4
A unificação das polícias Federal, Rodoviária Federal e da ABIN é um imperativo para a ação efetiva das forças de segurança em nível nacional.

PROVA DE REDAÇÃO POLÍCIA FEDERAL

Em primeiro lugar, a prova foi uma grande surpresa para nossos futuros agentes federais. Muitos esperavam uma prova de conhecimentos específicos (aquela que costuma abordar uma análise de caso que deve ser fundamentada pelo aluno, geralmente com conhecimentos acerca do CP, CPP, do Estatuto do Desarmamento; enfim que demonstre que o candidato sabe discutir leis e conhecimentos voltados a assuntos direcionados de um edital).
Mas nada disso foi cobrado, a banca Cespe surpreendeu com uma prova que mais parece de ENEM, isso mesmo, uma prova aos moldes do que se cobra, atualmente, para alunos ingressarem nas universidades federais, ou seja, com um tema de atualidades. Nas recentes aulas em vídeo de meu curso de redação, eu havia abordado esse tópico de questões de atualidades que poderiam ser cobradas em redações de concursos; é aquele negócio: quem avisa amigo é. E outra: espero que os concurseiros valorizem mais as aulas de atualidades, elas estão ajudando bastante nas provas discursivas. Tenho certeza de que seus professores devem ter tocado nesse assunto nas aulas, é algo muito relevante e que cedo ou tarde iria ser cobrado...
Tirando a surpresa que deve ter feito muito cabra macho chorar (de ódio ou de nervosismo mesmo) vamos fazer um comentário do que se poderia discutir nessa prova, ok? Ah, e só lembrando, essa linha de raciocínio foi a mesma utilizada na prova da Polícia Legislativa (Cespe) aplicada em abril deste ano, uma pancada seca na mente de muitos concurseiros que provavelmente não esperavam que fosse cobrado algo a respeito da Ucrânia, isso mesmo! Pior ainda era saber que o primeiro aspecto que cobraram em tal concurso foi: divisão interna da Ucrânia. Uma prova para quem manda bem em geografia, ou melhor, geopolítica. E se eu fosse você, concurseiro, dominaria mais essa disciplina, ela ainda vai dar muito trabalho nas provas que estão por vir...
Bem, saindo da Ucrânia e voltando para o Brasil e para a prova da PF, quero lhe informar que geopolítica teve replay, dessa vez tratando da questão do terrorismo mundial. A prova pediu o seguinte:
A CIVILIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA E O TERRORISMO
Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:
o 11 de Setembro de 2001 e a nova escalada terrorista;[valor: 4,00 pontos];
o Estado Islâmico: intolerância e agressividade;[valor: 4,00 pontos];
a reação mundial ao terrorismo. [valor: 4,00 pontos].
É, pessoal, para quem não estava por dentro do assunto ficou muito difícil trabalhar. A estrutura da dissertação seria o mais fácil, ou seja, fazer o bloco de parágrafos seria o de menos, mas rechear com um bom conteúdo a ponto de obter 4 pontos de cada, bem, aí são outros quinhentos... Veja só o que poderia ser discutido no texto:
1º parágrafo:o candidato daria uma geral a respeito do terrorismo: uma nova ameaça mundial, o inimigo invisível que ataca de modo inesperado. (parágrafo mais fácil, de introdução, de apresentação do assunto geral)
2º parágrafo:um parágrafo de retrospectiva histórica: nesse momento, o aluno poderia falar do famoso 11 de setembro de 2001, o fato em si: Osama Bin Laden e a Al Qaeda. Nesse mesmo parágrafo, o candidato iria fazer uma ressalva de que a escalada do terror continua, novos alvos estão surgindo e isso tem relação direta com o Islamismo. (começa o desenvolvimento do texto)
3º parágrafo:já que foi falado de Islamismo no parágrafo anterior, nesse caberia provar o grau de intolerância em torno desse estado, e se o aluno estivesse bem informado poderia falar do Estado Islâmico (ISIS). Caberia também uma crítica ao que tal estado vem promovendo e tudo por conta de uma exacerbada intolerância religiosa: um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana. José Saramago chegou a criticar esse ódio infundado afirmando:"De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus".(ainda de desenvolvimento, acredito que esse seria o parágrafo mais difícil de detalhar nessa prova).
4º parágrafo:momento de concluir o texto, o fechamento da redação. Se o candidato percebeu, esse último tópico tanto daria para dizer o que já foi realizado como reação mundial ao terrorismo, como também poderia deixar sugestões do que ainda poderia ser feito, apontando soluções para a questão. Não sei se você acompanhou os noticiários recentes (mais precisamente de setembro), mas o secretário de Segurança Interna dos EUA, Jeh Johnson, afirmou: "O perigo está evoluindo, mas hoje é de um tipo diferente, com outras características. Não é mais a Al Qaeda de 2001, é uma ameaça mais descentralizada e mais complexa", disse Johnson, citando a milícia radical Estado Islâmico (EI), mas também os braços da Al Qaeda na Península Arábica, no Magreb [noroeste da África] islâmico, o Al Shabab na Somália e a Frente al-Nusra na Síria. Extremista ou por que não dizer realista, ele ainda disse: "Apesar de não termos conhecimento de qualquer plano de ataque do EI ao território dos EUA, sabemos que o ele está preparado para matar americanos inocentes que encontrarem pelo fato de eles serem americanos."Segundo o secretário, o que se tem a fazer agora é se preparar para evitar o elemento surpresa. Nesse sentido, o aluno deveria falar do serviço de inteligência dos EUA, o que vem fazendo para evitar novos atentados. Entre as ações mais recentes, pode ser citada a dura fiscalização em aeroportos, sobretudo com destino ao país e o monitoramento de americanos suspeitos que podem se juntar aos rebeldes na Síria ou no Iraque. Ainda poderia ser citado o trabalho do Conselho de Segurança da Casa Branca e outras agências do governo norte-americano no sentido de criar uma nova doutrina militar, (o princípio é de o da ação "preventiva" em qualquer parte do mundo, contra grupos suspeitos de planejar ações terroristas e/ou países que planejam ajudar grupos terroristas). O Conselho de Segurança da ONU, inclusive, vem aplicando inúmeras sanções contra estados que davam guarida ou prestavam ajuda a terroristas. Caso o aluno quisesse dar uma pitada a mais de leitura de mundo e de conhecimento do assunto, poderia ressaltar os riscos que ainda envolvem a polêmica do terrorismo biológico. Isso é mais do que tema de filme norte-americano, essa ameaça é real e é preciso estar preparado para enfrentá-la, mas como? É onde entra a Organização Mundial de Saúde (OMS) ajudando a se precaver contra possíveis e futuras moléstias dessa natureza.
Bem, aí estão os possíveis 4 parágrafos de um assunto muito bom de falar, de criticar e até de apontar soluções. Acredito que um candidato que pretende ser um agente da PF teria uma obrigação sim de pensar acerca dessa questão. Nosso país não enfrenta esse inimigo, é verdade, mas isso não impede de pensarmos nessa questão que atormenta outros países. Madri já vivenciou essa questão (atentado ao metrô que levou a óbito em 11 de março de 2004 191 pessoas).Ano passado, houve o atentado terrorista na maratona de Boston. (três pessoas morreram e 282 ficaram feridas durante a tradicional maratona promovida pela cidade americana). Enfim, não sabemos quem será a próxima vítima. É esperar para que as nações estejam devidamente preparadas.

GABARITO - ESTUDANDO !

GABARITO
1 B
2 A
3 A
4 A
5 B
6 A
7 A
8 A
9 C
10 E