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14 de agosto de 2018

AH, OS VERBOS !!!


!

1. Há verbos chamados abundantes, porque têm mais de uma forma, especialmente para o particípio, como expulso e expulsado. Assinale o par em que os dois verbos não têm os dois particípios no uso corrente da língua:


a) aceitar – acender;
b) fazer – ver;
c) emitir – incorrer;
d) soltar – romper;
e) prender – extinguir.

2. Os períodos que possuem verbos auxiliares:

I - É mister trabalharmos mais.
II - Já vem raiando a madrugada.
III. Ela ficava filosofando, ao contemplar as estrelas.

a) I e II;
b) II e III;
c) I e III;
d) I, II e III;
e) nenhum possui verbo auxiliar.

3. Em “ _____ como se tivéssemos vivido sempre juntos”, a forma verbal está no:

a) imperfeito do subjuntivo;
b) futuro do presente composto;
c) mais-que-perfeito composto do indicativo;
d) mais-que-perfeito composto do subjuntivo;
e) futuro composto do subjuntivo.



4. Assinale a alternativa correta quanto ao uso de verbos abundantes:

a) foi elegido pelas mulheres, apesar de haver eleito a maioria dos homens;
b) por haver aceitado as condições do acordo, seus documentos foram entregues ao escrivão;
c) antes de chover, ele tinha cobrido o carro;
d) tem fazido muito calor ultimamente;
e) por ter morto um animal indefeso, o caçador foi matado pelos índios.

5. “Acredito que Maria tenha feito a lição”, passando-se a oração sublinhada para a voz passiva, o verbo ficará assim:

a) foi feita;
b) tenha sido feita;
c) esteja sendo feita;
d) tenha estado feita;
e) seja feita.

6. Transportando para a voz passiva a frase “eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro”, obtém-se a forma verbal . . .

a) ia revendo;
b) estava sendo revisto;
c) seriam revistas;
d) comecei a rever;
e) estavam sendo revistas.

7. Assinale a alternativa que contém voz passiva:
a) tínhamos apresentado diversas opções;
b) dorme-se bem naquele hotel;
c) precisa-se de gerentes de vendas;
d) difundia-se o boato de que haveria racionamento;
e) N. R. A

8. Transportando para a voz ativa a oração “os sócios foram convocados para uma reunião”. Obtém-se
a forma verbal:
a) convocaram-se;
b) convocaram;
c) convocar-se-ia;
d) haviam sido convocados;
e) haverão de ser convocados.

9. Transpondo para a voz ativa a frase “O processo deve ser revisto pelos dois funcionários”, obtém-se a forma verbal:

a) deve-se rever;
b) devem rever;
c) será revisto;
d) reverão;
e) rever-se-á.

10. Complete as frases abaixo com o presente do subjuntivo dos verbos indicados entre parênteses:

A) Como os preços baixaram, é necessário que nós ________ o orçamentos (refaz);
B) É importante que nossa tentativa _______ o esforço (valer);
C) Convém que ele ______ um novo acordo (propor);
D) Para que não nomeemos é necessário que nós _________ o que elas pensam (saber);
E) Espero que todos os responsáveis _________ a culpa (assumir).

a) refaçamos - valha - proponha - saibamos - assumam;
b) refazemos - valha - proponham - sabemos - assumam;
c) refaçamos - valham - proponha - soubemos - assumem;
d) refazemos - valha - proponha - saibamos - assumam;
e) N.D.A.

11. Assinale a alternativa em que todas as formas verbais pedidas estejam certas:

Haver (presente subjuntivo, 1ª pessoa do singular);
Crer (presente indicativo, 3ª pessoa do plural);
Passear (presente subjuntivo, 2ª pessoa do plural).

a) haja – crêem – passeeis;
b) haje – crêm – passeieis;
c) haje – creem – passeais;
d) hajai – creim – passeiais;
e) haja – creiem – passeies.

12. “As linhas ______ para um ponto e depois se ______ no infinito”.

a) convergem – esvão;
b) convirgem – esvaem;
c) convergem – esvaiem;
d) convergem – esvaem;
e) convirgem – esvão.

13. Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços em branco:
“É preciso que _______ novidades interessantes que _____ e ______ ao mesmo tempo”.

a) surjam – divertem – instruam;
b) surjam – divirtam – instruam;
c) surjam – divirtam – instruem;
d) surgem – divertem – instruem;
e) surgem – divirtam – instruam.

14. Considere as frases:

1) “Eles querem que nós (fazer) o trabalho”.
2) “Fazemos esforços para que todos (caber) na sala”.

Flexionando corretamente os verbos indicados, teremos:

a) façamos – cabem;
b) fazemos – caibam;
c) fazemos – coubessem;
d) façamos – caberem;
e) façamos – caibam.

15. Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal:

a) os esportes entretêm a quem os pratica;
b) ele antevira o desastre;
c) só ficarei tranqüilo quando vir o resultado;
d) eles se desavinham freqüentemente;
e) ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.


16. Das frases que seguem, uma traz errado emprego da forma verbal. Assinale-a:

a) cumpre teus deveres, e terás a consciência tranquila;
c) nada do que se possui com gosto se perde sem desconsolação;
d) não voltes atrás, pois é fraqueza desistir-se da coisa começada;
e) dizia Rui Barbosa: “Fazeis o que vos manda a consciência, e não fazeis o que convém ao apetites.

17. Assinale o item que contém as formas verbais corretas:

a) reouve – intervi;
b) reouve – intervim;
c) rehouve – intervim;
d) reavi – intervi;
e) rehavi – intervim.

18. Que alternativa contém as palavras adequadas para o preenchimento das lacunas?

“Do lugar de onde eles ________, _______ diversas romarias”.

a) provém – afluem;
b) provém – aflue;
c) provém – aflui;
d) provêem – afluem;
e) provêm – afluem.

19. A frase “Procure compreender seus pais” está na 3ª pessoa do singular. Passando-a à 2ª pessoa do singular, teremos:

a) procuras compreender vossos pais;
b) procurai compreender teus pais;
c) procura compreender seus pais;
d) procura compreender teus pais;
e) N.R.A.

20. Assinale a alternativa que completa corretamente a frase abaixo. Observe que na primeira lacuna a forma verbal é do imperativo afirmativo e, na segunda, a forma verbal é do imperativo negativo. Além disso, note que é a forma verbal “Vencerás” que determina a pessoa gramatical a ser usada nas duas formas do imperativo.

“ ________, não _________ e vencerás”

a) lute – desista;
b) lutai – desisti;
c) luta – desistas;
d) lutas – desiste;
e) lutai – desista.

21. A relação dos verbos que completam, convenientemente e em correspondência com as frases, as respectivas com lacunas:

1 - “eles ______ melhor, sentados aqui”
2 - “todos ainda ______ nisso”
3 - “este produto ______ os mesmos fatores”

a) vêm – creêm – contém;
b) vêem – crêm – contém;
c) vêem – crêem – contém;
d) vêm – crêem – contém;
e) vêem – crêem – contêm.

22. “Se você _________ e o seu amigo ________ talvez você __________ os seus bens”.

a) requisesse – intervisse – reavesse;
b) requeresse – intervisse – reavessse;
c) requeresse – interviesse – reouvesse;
d) requeresse – interviesse – reavesse;
e) requisesse – intervisse – reouvesse.

23. “No desempenho de tuas funções, ________ atencioso com todos, _________ ser útil sempre e não _________ as tuas responsabilidades”.

a) sê – procure – negue;
b) seja – procura – negue;
c) seja – procure – negues;
d) sê – procura – negues;
e) seja – procura – negues.

24. “Caso __________ realmente interessado, ele não ___________ de falar”.

a) estiver – haja;
b) esteja – houvesse;
c) estivesse – haveria;
d) estivesse – havia;
e) estiver – houver.

25. Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase: “Quando _________ mais aperfeiçoado, o computador certamente ___________ um eficiente meio de controle de toda a vida social”.

a) estivesse – será;
b) estiver – seria;
c) esteja – era;
d) estivesse – era;
e) estiver – será.

26.O modo verbal que expressa uma atitude duvidosa, incerta é o:

a) indicativo;
b) imperativo;
c) subjuntivo;
d) imperativo e subjuntivo;
e) N. D. A.

27. Aponte a alternativa, em que a segunda forma está incorreta como plural da primeira:

a) tu ris – vós rides;
b) ele lê – eles lêem;
c) ele tem – eles têm;
d) ele vem – eles vêem;
e) eu ceio – nós ceamos.

28. Assinale a alternativa que completa adequadamente a frase: “__________ em ti, mas nem sempre ___________ dos outros”.

a) creias - duvides;
b) crê - duvidas;
c) creais - duvidas;
d) creia - duvide;
e) crê - duvides.

29. Se ele ________ (ver) o nosso trabalho __________(fazer) um elogio

a) ver – fará;
b) visse – fará;
c) ver – fazerá;
d) vir – fará;
e) vir – faria.





30. É importante que vocês ____________ se eles não se ______________ durante o depoimento”.

a) averiguem – contradisseram;
b) averiguem – contradizeram;
c) averigúem – contradisseram;
d) averíguem – contradisseram;
e) averigúem – contradizeram,

31. “Não me tragam estéticas !” – As formas da 2ª pessoa do imperativo negativo e afirmativo de trazer são:

b) não traga, não tragai-traga – trazei;
c) não tragas, não tragais – traze-trazei;
d) não tragas, não tragais – traga-tragai;
e) não traze, não trazei – traga – tragais.

32. Observando a correlação temporal entre a forma verbal destacada na frase e a forma verbal que você iria colocar no espaço, complete as frases abaixo:

A - teremos amigos quando nós _______ ricos (ficar)
B - teríamos amigos, se nós __________ ricos (ficar)
C - tínhamos amigos quando nós ________ ricos (ser)
D - tivemos amigos quando nós _________ ricos (ser)
E - temos amigos enquanto __________ ricos (ser)

a) ficamos – ficássemos – seremos – seremos – somos;
b) ficamos – ficarmos – fomos – somos – fomos;
c) fiquemos – ficássemos – éramos – somos – somos;
d) ficarmos – ficamos – somos – fumos – samos;
e) ficarmos – ficássemos – éramos – fomos – samos.

33. Observando a correlação temporal, assinale a alternativa que completa a frase: “Era provável que eles ______ hoje”.

a) virão;
b) venham;
c) viessem;
d) vêem;
e) vinham.

34. Assinale a frase em que está correta a correlação verbal:

a) se você interferisse, ele faria o trabalho sozinho;
b) se você não interferir, ele fazia o trabalho sozinho;
c) se você não interferir, ele faria o trabalho sozinho;
d) se você não interfere, ele fazia o trabalho sozinho;
e) se você não interferisse ele faz o trabalho sozinho.

35. Diz a regra: “exprimindo embora o resultado de uma ação acabada, o particípio não indica por si próprio se a ação em causa é presente, passada ou futura. Só o contexto a que pertence pode precisar sua relação temporal”. Nos exemplos seguintes:

I - desenterrada a batata, só nos restava assá-la.
II - desenterrada a batata, só nos resta assá-la.
III - desenterrada á batata, só nos restará assá-la.

A mesma forma expressa ação passada, presente e futura, respectivamente em:
a) I, II, III;
b) II, III, I;
c) III, II, I;
d) I, III, II;
e) II, I, III.



GABARITO 

1. C
2. B
3. D
4. B
5. B
6. E
7. D
8. B
9. B
10. A
11. A
12. D
13. B
14. E
15. E
16. E
17. B
18. E
19. D
20. C
21. C
22. C
23. D
24. C
25. E
26. C
27. D
28. E
29. D
30. C
31. C
32. E
33. C
34. A
35. A 

13 de agosto de 2018

AH, A VOZ PASSIVA !!!!!

A internet propicia o acesso a muitas informações, com fundamento ou não, sérias ou com imagens recheadas de comicidade. Entre todo o material que recebo ou que acesso pela rede, sem dúvida não posso deixar de mencionar as placas com dizeres, digamos assim, com um emprego muito sui generis da Língua Portuguesa.
É o caso desta:
Do ponto de vista da comunicação, se o autor conseguiu compradores para a madeira, a língua cumpriu sua função, mas, do ponto de vista da norma culta, são necessários alguns ajustes para que a Gramática Normativa não seja desrespeitada.
Vamos às considerações:
Do ponto de vista ortográfico, podemos constatar que ocorreu uma redução do ditongo ‘eu’ para apenas ‘o’. Essa redução é um fenômeno comum nas línguas derivadas do Latim e já ocorria no Latim vulgar (a variante empregada pela camada da população que tinha pouca ou nenhuma educação formal), no Império Romano. Nos dias atuais, é comum ouvirmos ‘oro’ (ouro), ‘toro’ (touro), ‘quejo’ (queijo), ‘otoridade’ (autoridade), o que comprova a presença do fenômeno da redução ainda hoje. E no final da palavra, há troca do ‘o’ por ‘u’, também comum na língua falada.
Já do ponto de vista sintático, o desvio é mais comum e integra a lista de casos de concordância verbal dignos de atenção: a Voz Passiva Sintética. Há várias maneiras de apresentar a relação entre o sujeito e a ação expressa pelo verbo: a Voz Ativa (sujeito pratica a ação expressa pelo verbo); a Voz Passiva (sujeito recebe a ação); a Voz Reflexiva (sujeito pratica a ação e ele mesmo a recebe) e Voz Recíproca (há dois sujeitos e um pratica a ação sobre o outro e este a retribui ao primeiro).
A Voz Passiva tem uma outra característica: ela pode se apresentar na forma Analítica (o verbo da Voz Ativa transforma-se numa locução verbal, formado pelo verbo ‘ser’ no mesmo tempo e modo da Voz Ativa mais o verbo principal no particípio) ou pode se apresentar na forma Sintética, em que o verbo mantém a mesma conjugação da Voz Ativa, mas agora aparece acompanhado do pronome ‘SE’ (pronome apassivador) e concorda (no singular ou no plural) com o sujeito paciente, que aparecerá após o verbo. Nessa construção, o agente da passiva não aparecerá expresso na frase.
É exatamente essa alteração na ordem dos termos na frase que leva as pessoas a se equivocarem na concordância!
Vejamos como se dá essa transformação da Voz Ativa na Voz Passiva:
  • Apagaram a luz da sala. (Voz Ativa com sujeito indeterminado)
  • A luz da sala foi apagada. (Voz passiva Analítica, com sujeito ‘luz’)
  • Apagou-se a luz da sala. (Voz Passiva Sintética com sujeito ‘luz’)
Porém, se falarmos em ‘luzes’, teremos o seguinte:
  • Apagaram as luzes da sala. (Voz Ativa com sujeito indeterminado)
  • As luzes da sala foram apagadas. (Voz Pass. Analítica, com sujeito ‘luzes’)
  • Apagaram-se as luzes da sala. (Voz Passiva Sintética com sujeito ‘luzes’)
Observem que, semanticamente, não há mudança na informação da frase, mas o emprego da Voz Passiva Sintética é uma maneira eficiente de não identificar quem executa a ação, procedimento que pode ser útil, por exemplo, nas dissertações, em que é necessário empregar linguagem impessoal.
Voltando à placa lá do início, para obedecer à norma culta poderíamos ter:
“Vendem-se lenhas de eucalipto” (mas não é usual empregar ‘lenha’ no plural) ou
“Vende-se lenha de eucalipto”

12 de agosto de 2018

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS



As orações subordinadas substantivas exercem as funções do substantivo


Observe os períodos abaixo:
(1) É necessário que você estude.
(2) Preciso saber se você está bem.
Perceba que cada uma das partes dos períodos compostos, destacadas acima, possui uma relação de subordinação com a oração principal, ou seja, relaciona-se sintaticamente com essa oração. No período (1), a parte destacada exerce a função de sujeito da oração principal. Em (2), observa-se que o trecho em destaque funciona como objeto direto do verbo transitivo direto “saber”. Assim, essa parte de (1) é uma oração subordinada substantiva subjetiva. Em (2), trata-se de uma oração subordinada substantiva objetiva direta. As orações que exercem as funções sintáticas dos substantivos no período composto são chamadas de Orações Subordinadas Substantivas. Vamos analisar cada uma dessas funções a seguir.
  • Oração subordinada substantiva subjetiva
É aquela que exerce a função de sujeito da oração.
Exemplo:
Convém estudar mais para a prova.
(oração principal com verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva)
É necessário que faças a cirurgia urgentemente.
(verbo de ligação + predicativo do sujeito + oração subordinada substantiva subjetiva)
Existem algumas estruturas que nos auxiliam a identificar uma oração subordinada substantiva subjetiva. São elas:
a) Verbos unipessoais (acontecer, constar, convir, importar, parecer, urgir, suceder) na oração principal.
Exemplo:
Urge que você volte aos estudos.
Consta que você foi aprovada.
b) Verbo de ligação + predicativo do sujeito.
Exemplo:
É necessário que eles façam o trabalho.
É certo que você virá à reunião?
c) Verbo transitivo direto na voz passiva sintética, na 3ª pessoa do singular (com o pronome “se” na função de partícula apassivadora).
Exemplos:
Sabe-se que João não ama Maria.
Espera-se que você compareça à reunião.
d) Verbo transitivo direto na voz passiva analítica. (verbo ser + particípio).
Exemplos:
Foi provado que ele era inocente.
Foi previsto que o preço da gasolina aumentaria.
  • Oração subordinada substantiva objetiva direta
É aquela que exerce a função de objeto direto da oração principal.
Exemplos:
Todos querem que você tenha sucesso profissional.
(Oração principal com verbo transitivo direto + oração subordinada substantiva objetiva direta)
Ele verificou se todos estavam presentes.
(Oração principal com V.T.D + conjunção SE + oração subordinada substantiva objetiva direta)
  • Oração subordinada substantiva objetiva indireta
É aquela que exerce a função de objeto indireto da oração principal.
Exemplos:
Ele me convenceu de que eu estava errada.
(Oração principal com verbo trans. indireto + oração subordinada substantiva objetiva indireta)
As crianças necessitam de que cuidemos delas.
(Oração principal com verbo trans. indireto + oração subordinada substantiva objetiva indireta)
  • Oração subordinada substantiva completiva nominal
É aquela que exerce a função de complemento nominal de algum termo da oração principal.
Tenho medo de dirigir à noite.
(Oração principal com verbo trans. direto + objeto direto + oração subordinada substantiva completiva nominal)
Restou a saudade do que vivemos.
(Oração principal com verbo trans. direto + objeto direto + oração subordinada substantiva completiva nominal)
  • Oração subordinada substantiva predicativa
É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal.
Exemplos:
Meu medo é que você não volte.
(Oração principal com verbo de ligação + oração subordinada substantiva predicativa)
Nosso maior desejo é que todos sejam aprovados.
(Oração principal com verbo de ligação + oração subordinada substantiva predicativa)
  • Oração subordinada substantiva apositiva
É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
Exemplos:
Esse era meu maior receio: que você não aceitasse meu pedido de casamento.
(Oração principal + oração subordinada substantiva apositiva)
Não consigo aceitar uma coisa: você não ter comparecido à festa.
(Oração principal + oração subordinada substantiva apositiva)

11 de agosto de 2018

FELIZ DIA DO ESTUDANTE!

EXERCÍCIOS SOBRE SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Diga se as frases estão certas ou erradas: 

Em "O importante é que todos estejam aqui bem cedo" e "É importante que todos estejam aqui bem cedo", as orações destacadas funcionam como subordinadas substantivas subjetivas.
 Certa
Errada

Em "Todos nos pediram que trouxéssemos as crianças também", a oração destacada classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta.
 Certa
Errada 

Das frases "Ele falou: eu o odeio"; "Não preciso de você: sei viver sozinho"; "Sabendo que havia um grande estoque de roupas na loja, quis ir vê-las: era doida por vestidos novos"; "Fez três tentativas, aliás, quatro. Nada conseguiu" e "Havia apenas um meio de salvá-la: falar a verdade" há somente uma oração subordinada substantiva apositiva.
 Certa
Errada 

Em "Nunca me esqueci de que você me traíra" e "Tenho aversão a que me critiquem", a primeira oração destacada denomina-se subordinada substantiva objetiva indireta, e a segunda, completiva nominal.
 Certa
Errada 

Dos períodos "A grande falha da República é suprimir a corte, mantendo os cortesãos" e "É preciso que o autor receba com igual modéstia os elogios e as críticas que fazem de suas obras", ambas as frases destacadas são subordinadas substantivas.
 Certa
Errada 

Em "O orador encareceu a necessidade de sermos amantes da paz", a oração destacada é subordinada substantiva objetiva indireta.
 Certa
Errada 

Em "O maior dos mandamentos é este: amar o próximo", a oração em destaque classifica-se como substantiva apositiva.
 Certa
Errada 

Em "O homem que não comete erros geralmente nada faz", a oração em destaque classifica-se como subordinada substantiva predicativa.
 Certa
Errada 

A oração subordinada substantiva subjetiva e a subordinada substantiva predicativa só existem em estruturas oracionais com verbos de ligação.
 Certa
Errada 

A oração subordinada substantiva objetiva indireta e a subordinada substantiva completiva nominal são sempre iniciadas por preposição.
 Certa
Errada

TEMA DE REDAÇÃO

Com a proximidade das eleições de outubro, quando decidiremos quem irá ocupar os cargos de governador, deputado estadual, deputado federal, senador e presidente da república, é cada vez mais comum ouvirmos os candidatos na televisão e no rádio, em programas de entrevistas e de debates. Com o início da propaganda eleitoral gratuita nos meios de comunicação, isso se intensificará.
Nesse contexto, já pudemos ouvir de alguns candidatos várias declarações sobre ideologia ou sobre viés ideológico e, infelizmente, muitos têm cometidos erros, inclusive conceituais, sobre esse assunto e por isso resolvemos escrever sobre isso, já que a questão ideológica pode estar intrínseca em uma dissertação-argumentativa de uma prova de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e para esclarecermos alguns pontos.
O termo ‘ideologia‘ pode ser entendido por alguns olhares. O olhar da Filosofia, por exemplo, coloca a ideologia como um conceito filosófico proposto pelo filósofo francês Destutt de Tracy (1754-1836) que sintetiza a origem das ideias humanas às percepções sensoriais ao mundo externo.
Já a Sociologia coloca a ideologia como um sistema de ideias sustentada por um grupo social, as quais refletem, refratam, racionalizam e defendem os próprios compromissos e interesses institucionais – isto é, do grupo social – sejam estes morais, éticos, religiosos, políticos, econômicos etc.
Em outras palavras, as ideologias são conjuntos de convicções filosóficas, sociais e políticas etc. de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos.
Nesse sentido, escrever o termo no plural é de suma importância, pois ele expressa a noção de que, no mundo, há várias ideologias circulando entre as esferas sociais, ou seja, pelas instituições e esferas dos mais diversos tipos, como por exemplo, a esfera do trabalho, a esfera jurídica, a esfera jornalística, a esfera política, a esfera religiosa, a esfera escolar, a esfera científica e assim por diante. Além disso, é importante ressaltar que, dentro dessas esferas, não há apenas uma ideologia circulando, mas sim várias.
Podemos citar como exemplo a esfera política, já que ela é a inspiração para este texto. Na esfera política existem algumas correntes ideológicas que deveriam definir, inclusive, os agrupamentos dos indivíduos, isto é, os partidos políticos.
Neste contexto, há ideologias liberais ou neoliberais que, normalmente, são praticadas por partidos tidos de direita, que visam o livre comércio, as privatizações, a propriedade privada, o Estado mínimo dentre outra coisas. Há também a extrema direita, na qual ideologias como otimismo inescrupuloso (Roger Scruton), higienização, patriotismos exacerbado, dentre outras, representam e representaram regimes como o Nazismo na Alemanha e o Fascismo na Itália no século XX.
Por outro lado há ideologias denominadas de esquerda, nas quais são pregados, por exemplo, que haja empresas estatais, a reforma agrária, serviços públicos universais, um olhar mais social etc. Também há a extrema esquerda, como pudemos ver na antiga União Soviética, por exemplo.
Deste modo (bem simples e resumido) queremos dizer que em todos os lados da política – esquerda, centro e direita, além de seus extremos – há ideologias. Não há ideologias apenas na esquerda, como alguns candidatos de direta e de extrema direita já disseram recentemente nos programas em que estiveram presentes.
Outro equívoco comum é dizer que existe neutralidade. Não, a neutralidade não existe. Ninguém é neutro e nenhuma palavra é neutra, pois toda palavra possui uma carga ideológica.
Nesse sentido, quando alguém diz, por exemplo, “Não gosto de política”, não está sendo neutro e sim está afirmando uma ideia, ou seja, uma ideologia, de não gostar de política.
Como tudo no mundo surgiu e partiu de uma ideia, tudo é ideologia e possivelmente queremos mais de uma para viver, pois elas são plurais e funcionam em consonância.

9 de agosto de 2018

TEMAS DE REDAÇÃO


O progresso técnico-científico representa mudanças significativas para a humanidade, da nossa saúde ao impacto que causamos no planeta. Enquanto mercadoria, no entanto, ele carrega em si mesmo a contradição que provoca: nem todos têm acesso àquilo que de mais avançado a ciência produz. É progresso se não é para todos?
Numa sociedade cujas mazelas são estruturais e provocam a estratificação absolutamente desigual da humanidade, qual é o significado da empatia? Ela representa uma aproximação daquele que é diferente num sentimento de coletividade ou, pelo contrário, mascara essas diferenças cuja superação é necessária para que se efetive a coletividade?


TEMA DE REDAÇÃO

TEMA DE REDAÇÃO: OS PERIGOS DAS “FAKE NEWS” NA ERA DA INFORMAÇÃO



A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “Os perigos das “Fake News” na era da informação”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO I
FAKE NEWS SÃO NOTÍCIAS FALSAS, MAS QUE APARENTAM SER VERDADEIRAS

Não é uma piada, uma obra de ficção ou uma peça lúdica, mas sim uma mentira revestida de artifícios que lhe conferem aparência de verdade.
Fake news não é uma novidade na sociedade, mas a escala em que pode ser produzida e difundida é que a eleva em nova categoria, poluindo e colocando em xeque todas as demais notícias, afinal, como descobrir a falsidade de uma notícia?
No geral não é tão fácil descobrir uma notícia falsa, pois há a criação de um novo “mercado” com as empresas que produzem e disseminam Fake News constituindo verdadeiras indústrias que “caçam” cliques a qualquer custo, utilizando-se de todos os recursos disponíveis para envolver inúmeras pessoas que sequer sabem que estão sendo utilizadas como peça chave dessa difusão.
Infelizmente é muito comum o uso das primeiras vítimas como uma espécie de elo para compor uma corrente difusora das Fake News. Assim, aquelas pessoas que de boa-fé acreditaram estar em contato com uma verdadeira notícia, passam – ainda que sem perceber – a colaborar com a disseminação e difusão dessas notícias falsas.
Mas não é impossível detectá-las e combatê-las, há técnicas e cuidados que colaboram para mudar este cenário, sendo a educação digital uma ferramenta para fortalecer ainda mais a liberdade de expressão e o uso democrático da internet. 

TEXTO II
As notícias falsas divulgadas pela internet (fake news) foram tema da palestra do professor Walter Capanema, coordenador-geral dos cursos de Direito Eletrônico da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), nesta quarta-feira, dia 14, no auditório desembargador Roberto Leite Ventura. […]
O professor mostrou fotos manipuladas por aplicativos e imagens falsas, como uma rachadura na ponte Rio-Niterói. Capanema alertou que provocar alarme produzindo pânico está previsto no artigo 41 da lei das Contravenções Penais.
“Se a pessoa cria um perigo, manda uma mensagem que provoca alarme, ela pode ser conduzida ao juizado especial, possivelmente vai ser processada e pode responder pelo artigo 41 da Lei das Contravenções Penais”, alertou Walter Capanema.
Capanema destacou ainda que as fake news podem levar o autor a responder por questões de responsabilidade civil, calúnia, injúria, difamação e até incitação ao homicídio, como o caso que aconteceu em 2014, no Guarujá, no litoral paulista, com a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte por moradores da cidade, depois da divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças. 

TEXTO III
PROJETO DE LEI Nº , DE 2017 (Do Sr. Luiz Carlos Hauly)
Dispõe sobre a tipificação criminal da divulgação ou compartilhamento de informação falsa ou incompleta na rede mundial de computadores e dá outras providências.

JUSTIFICATIVA
A rápida disseminação de informações pela internet tem sido um campo fértil para a proliferação de notícias falsas ou incompletas.
Atos desta natureza causam sérios prejuízos, muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não têm garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados.
A presente medida tipifica penalmente o ato de divulgar ou compartilhar notícia falsa na rede mundial de computadores, de modo a combater esta prática nefasta.
Assim, contamos com o apoio dos nobres parlamentares à presente proposição.

TREINANDO A PRODUÇÃO TEXTUAL


1.    A proliferação da nomofobia;
2.    Homo/Trans/Lesbofobia em questão no Brasil;
3.    As doenças epidêmicas;
4.    Alimentação saudável e funcional;
5.    Desertos alimentares no Brasil;
6.    Obesidade infantil e suas consequências;
7.    O jovem e o consumo de drogas ;
8.    Trabalho social voluntário;
9.    Suicídio entre os jovens;
10.  Depressão, a doença do século XXI;
11.  Racismo no esporte;
12.  Inclusão ou exclusão através do esporte?;
13.  As fake news na era da comunicação;
14.  O combate à pedofilia;
15.  Formação da mentalidade política;
16.  Protagonismo juvenil nos movimentos sociais;
17.  Limite de humor e bullying;
18.  O urbanismo nas cidades brasileiras;
19.  A falta de mobilidade urbana;
20.  Conceito moderno de família;
21.  Gravidez na adolescência;
22.  Inserção dos jovens no mercado de trabalho;
23.  A escravidão moderna e o assédio no trabalho;
24.  Liberdade de expressão;
25.  Aumento da expectativa de vida;
26.  Índices baixos da educação brasileira;
27.  A violência no ambiente escolar;
28.  Justiça com as próprias mãos;
29.  A cultura e a educação indígenas no Brasil;
30.  A crise da destinação do lixo;
31.  Crise hídrica no Brasil e no mundo;
32.  O aumento das DST’s no Brasil;
33.  O acesso à cultura;
34.  A crise dos refugiados no Brasil;
35.  A crise da segurança pública;
36.  O sistema penitenciário brasileiro;
37.  A busca pelo padrão de beleza;
38.  Progresso, meio ambiente e sustentabilidade;
39.  A Doação de órgãos no Brasil;
40.  A mudança começa de dentro;
41. Situação do Idoso no Brasil;
42. Desafios para a inclusão digital da Terceira Idade;
43. A população em situação de rua no país;
44. Os perigos da automedicação na cultura brasileira;
45. É fundamental o combate ao tráfico de pessoas;
46. O uso do agrotóxico no Brasil e no mundo;
47. Devem ser impostos limites nas artes?;
48. A desvalorização da ciência no Brasil;
49. Preconceito linguístico na realidade brasileira;
50. Ética no século XXI.