Se a decisão judicial for pelo vestibular, provas de 12 a 14 de dezembro.
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26 de junho de 2014
UFSM vestibular ou ENEM ?????
Ingresso na UFSM26/06/2014 | 09h13Atualizada em 26/06/2014 | 11h09
Decisão final sobre vestibular ou Enem pode sair só em final de julho
Vestibulandos querem definição rápida, mas especialistas alertam que avaliação pode demorar
Não está fácil ser candidato a bixo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) neste ano. Primeiro, os estudantes que se preparavam para o vestibular foram pegos de surpresa pelo fim do processo seletivo e passaram a estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio, cuja nota classifica para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) _ este era, há dois dias, o único jeito de entrar na Federal.
:: OPINE: O que você achou da decisão da Justiça que determinou que o vestibular continue valendo como forma de ingresso na UFSM este ano?
Mal a poeira havia baixado, um mês depois, uma nova reviravolta traz mais dúvidas e ansiedades aos alunos. O juiz Loraci Flores de Lima determinou, na terça-feira, a suspensão da decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UFSM, que indicava o ingresso 100% Sisu.
Nos próximos dias, a UFSM irá recorrer da decisão da Justiça Federal. Agora, os alunos estão diante de duas possibilidades: Sisu ou vestibular. Dependendo da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, os candidatos terão de se preparar para uma ou outra seleção.
Há quem prefira o Enem e há quem prefira o vestibular, mas uma coisa é consenso: todos querem que a situação se resolva logo. No entanto, é preciso acalmar a ansiedade porque a tendência, conforme especialistas, é que a decisão do TRF seja divulgada em até dois meses (leia abaixo o que dizem os especialistas. Eles acreditam, também, que, na instância superior, o vestibular voltará a cair, e o Sisu será já neste ano a única forma de ingresso na Federal.
Ainda ontem, conforme o reitor Paulo Burmann, o recurso ganhou reforço do Ministério da Educação (MEC). O comandante da UFSM está em Brasília desde segunda-feira para participar de encontros da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A tentativa de reverter a decisão, segundo Burmann, será feita por meio da Procuradoria-Geral Federal, órgão que presta apoio jurídico para o MEC.
_ A decisão da Justiça Federal atinge a autonomia da universidade e, por isso, o MEC tem total interesse em derrubar essa liminar. Portanto, há compromisso de todas as instâncias para a discussão desse tema. Será um trabalho conjunto para ser feito o quanto antes. Nosso desafio está em trabalhar com esse ambiente de insegurança para eliminá-lo o mais rápido. Estamos ainda mais preocupados com os candidatos, pois o processo já estava pacificado, já havia uma compreensão de que o Enem seria o mais adequado _ explica.
Mesmo assim, o reitor afirma que, caso a decisão da Justiça Federal seja mantida, a UFSM está preparada para o vestibular, uma vez que as provas para os candidatos aos processos seletivos estão garantidas pela universidade. A estimativa é que de 12 a 13 mil estudantes participem do seriado. Caso o vestibular seja mantido para este ano, as provas serão aplicadas em dezembro, conforme Burmann.
:: OPINE: O que você achou da decisão da Justiça que determinou que o vestibular continue valendo como forma de ingresso na UFSM este ano?
Mal a poeira havia baixado, um mês depois, uma nova reviravolta traz mais dúvidas e ansiedades aos alunos. O juiz Loraci Flores de Lima determinou, na terça-feira, a suspensão da decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UFSM, que indicava o ingresso 100% Sisu.
Nos próximos dias, a UFSM irá recorrer da decisão da Justiça Federal. Agora, os alunos estão diante de duas possibilidades: Sisu ou vestibular. Dependendo da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, os candidatos terão de se preparar para uma ou outra seleção.
Há quem prefira o Enem e há quem prefira o vestibular, mas uma coisa é consenso: todos querem que a situação se resolva logo. No entanto, é preciso acalmar a ansiedade porque a tendência, conforme especialistas, é que a decisão do TRF seja divulgada em até dois meses (leia abaixo o que dizem os especialistas. Eles acreditam, também, que, na instância superior, o vestibular voltará a cair, e o Sisu será já neste ano a única forma de ingresso na Federal.
Ainda ontem, conforme o reitor Paulo Burmann, o recurso ganhou reforço do Ministério da Educação (MEC). O comandante da UFSM está em Brasília desde segunda-feira para participar de encontros da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A tentativa de reverter a decisão, segundo Burmann, será feita por meio da Procuradoria-Geral Federal, órgão que presta apoio jurídico para o MEC.
_ A decisão da Justiça Federal atinge a autonomia da universidade e, por isso, o MEC tem total interesse em derrubar essa liminar. Portanto, há compromisso de todas as instâncias para a discussão desse tema. Será um trabalho conjunto para ser feito o quanto antes. Nosso desafio está em trabalhar com esse ambiente de insegurança para eliminá-lo o mais rápido. Estamos ainda mais preocupados com os candidatos, pois o processo já estava pacificado, já havia uma compreensão de que o Enem seria o mais adequado _ explica.
Mesmo assim, o reitor afirma que, caso a decisão da Justiça Federal seja mantida, a UFSM está preparada para o vestibular, uma vez que as provas para os candidatos aos processos seletivos estão garantidas pela universidade. A estimativa é que de 12 a 13 mil estudantes participem do seriado. Caso o vestibular seja mantido para este ano, as provas serão aplicadas em dezembro, conforme Burmann.
Palavra de especialistas
"O poder judiciário não pode gerir na forma de presidir a universidade. Isso é judicialmente insustentável. Se a UFSM não agiu na ilegalidade _ e não agiu _, não tem porquê suspender essa decisão (do Cepe). Acredito que até meados de julho, a decisão do TRF já tenha sido formalizada."
Alfeu Bisaque Pereira, juiz aposentado
Alfeu Bisaque Pereira, juiz aposentado
"Caso fosse uma ação somente da classe empresarial, entenderia como ilegítima, mas, como existe a União Santamariense dos Estudantes, penso que a decisão vai ser analisada no seu mérito. Particularmente, aposto na reversão da decisão do juiz. A UFSM resguardou o direito daqueles que estão no processo seletivo, que seriam os mais prejudicados. As alterações das regras, fosse no tempo que fosse, são atribuições da universidade. O conselho (Cepe) atendeu às normas e a sua decisão é legítima, por isso, o judiciário não tende a interferir. A exigência da UFSM atende perfeitamente o nível de formação que o aluno tem de ter para fazer o Enem. Quem está preparado para o vestibular, consequentemente está preparado para o Enem."Paulo Renato dos Santos Ferrony, professor do curso de Direito da Unifra, mestre em Direito Constitucional
Sempre é bom relembrar - dissertação
Estrutura de uma dissertação
Antes de iniciar os estudos, vejamos a estrutura da dissertação: A dissertação é dividida em três partes - Introdução, desenvolvimento e conclusão.
Introdução:
O primeiro parágrafo da dissertação deve conter a informação do que será argumentado e/ou discutido no desenvolvimento.
A introdução deve ser elaborada em um parágrafo de aproximadamente cinco (05) linhas, só em um parágrafo, nunca mais do que um parágrafo.
Tudo o que for citado na introdução deve ser discutido no desenvolvimento; o que não for citado na introdução não deve ser discutido no desenvolvimento.
A introdução é uma espécie de índice do desenvolvimento.
Desenvolvimento:
É a redação propriamente dita. É onde os argumentos devem ser discutidos.
Cada argumento deve ser discutido em apenas um parágrafo. Um argumento nunca deve ultrapassar um parágrafo só e, em um mesmo parágrafo, não se devem discutir dois argumentos.
Os assuntos a serem inclusos no desenvolvimento devem ser importantes para a sociedade de um modo geral. Os assuntos pessoais, ou os muito próximos dos acontecimentos cotidianos, devem ser evitados.
Tenha sempre em mente que o examinador de sua dissertação provavelmente seja uma pessoa culta, que lê bons jornais e revistas e tem bastante conhecimento geral, portanto não generalize.
O desenvolvimento deve ser elaborado em três (03) parágrafos de aproximadamente cinco (05) linha cada um, ou em dois (02) parágrafos de aproximadamente oito (08) linhas cada um.
Conclusão:
A conclusão é o encerramento da dissertação, portanto nunca apresente informações novas nela; se ainda há argumentos a serem discutidos, não inicie a conclusão.
Procure terminar a redação com conclusões consistentes, e não com evasivas.
Este parágrafo deve concluir toda a redação, e não apenas o argumento do último parágrafo do desenvolvimento.
A conclusão deve ser elaborada em um parágrafo de aproximadamente cinco (05) linhas; só em um parágrafo, nunca mais do que um parágrafo.
Obs.: Apesar de a conclusão ser o encerramento da redação, ela já deve estar praticamente preparada no momento de escrevê-la. Quando fizer o planejamento, antes de começar a redação, pergunte-se A que conclusão quero chegar com os argumentos que apresentarei?
As três maneiras de se elaborarem:
Dissertação01) Resumo / Argumentação / Perspectiva
Este é o método da pergunta ao tema. Lembra-se? Pergunta-se ao tema Por quê?, dando, posteriormente, três respostas com frases completas, que tragam argumentos importantes.
Trabalhe com o tema:
Um dos únicos bens que a miséria não extingue é a solidariedade.
Introdução - Resumo:
Na introdução, pode-se apresentar o resumo daquilo que será discutido no desenvolvimento.
Procede-se da seguinte maneira: Reescreva o tema com suas próprias palavras (Paráfrase), acrescentando a isso as três frases apresentadas como respostas à pergunta feita ao tema.
Importante:
Tente REESCREVER o tema mesmo. Evite apenas trocar as palavras por sinônimos. Tente reestruturar sintaticamente o tema.
Algumas idéias para o tema apresentado:
1- O homem é bom por natureza. A solidariedade é inerente ao ser humano.
2- Mesmo o homem que perde sua bondade, que é corrompido pela sociedade, pode ser solidário com seus semelhantes. Por exemplo os traficantes do Rio de Janeiro que ajudam a comunidade.
3- A solidariedade pode existir até por necessidade. Alguns podem agir solidariamente, porque, se assim não o fizerem, correm o risco de também não serem ajudados.
4- Os miseráveis são solidários entre si, pois, se não o forem, ninguém o será, nem a elite, nem o governo.
Desenvolvimento - Argumentação:
Discuta sobre cada frase apresentada.
Não se esqueça de que cada argumento deve ser discutido em um parágrafo, só em um parágrafo, e também não se esqueça de que não se discutem dois argumentos em um só parágrafo.
Não generalize.
Trabalhe com argumentos concretos, consistentes, que realmente sejam importantes para a sociedade de um modo geral.
Escolha dois ou três argumentos apenas, para serem discutidos no desenvolvimento. Não se empolgue. É melhor discutir profundamente poucos argumentos do que superficialmente muitos.
Conclusão - Perspectiva:
Apresentar perspectiva na conclusão é trabalhar visando à conscientização geral. É iniciar a conclusão com frases como:
É necessário que todos se conscientizem de que...
É imprescindível que a sociedade se conscientize de que...
É preciso que haja uma conscientização por parte dos cidadãos para que...
02) Trajetória histórica / Comprovação / Conclusão
Introdução - Trajetória histórica:
Buscar a argumentação no passado, trazendo-a posteriormente para o presente, ou seja, apresentar um fato histórico ou uma personagem importante para a sociedade de um modo geral do passado e outro fato ou personagem do presente.
Duas idéias para o tema apresentado:
Passado (Séc. XVII) - Zumbi
Presente (Séc. XX) - Madre Tereza de Calcutá
Desenvolvimento - Comprovação:
Discutir sobre os fatos ou personagens apresentados, cada um em um parágrafo.
Conclusão - Conclusão:
Iniciar a conclusão com uma conjunção coordenativa conclusiva (logo, portanto, por conseguinte, por isso, então...).
Deve-se tomar muito cuidado nessa conclusão, pois uma conjunção liga orações, no entanto, nesse caso, ela estará ligando a conclusão ao resto da redação. Deve-se concluir a redação toda, e não somente o último parágrafo do desenvolvimento.
03) Paráfrase / Exemplificação / Retomada da tese
Introdução - Paráfrase:
Parafrasear o tema é reescrevê-lo.
Tome cuidado para não apenas substituir as palavras por sinônimos. Tente reestruturar sintaticamente o período.
Veja o que o Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa registra como sinônimo de paráfrase: Explicação ou tradução mais desenvolvida de um texto por meio de palavras diferentes das nele empregadas. Portanto sua frase deve ser mais desenvolvida que a frase apresentada como tema, e as palavras devem ser diferentes, e não sinônimas.
Desenvolvimento - Exemplificação:
Buscar exemplos importantes para a sociedade de um modo geral. Exemplos que mostrem sua cultura, seu conhecimento do mundo, seu grau de informação.
Anda mal de informações? Então leia jornais, revistas, livros. Interesse-se pelo mundo. Busque informações as mais variadas possíveis.
Conclusão - Retomada da tese:
Retornar à introdução para concluir a redação. É parafrasear a sua introdução, ou seja parafrasear a paráfrase feita anteriormente, com o intuito de encerrar o assunto.
24 de junho de 2014
Regência verbal - uma dúvida
"Tenho uma dúvida e gostaria de saber se vocês tem como me ajudar...
(BB) Alternatica correta
a) precisei de que fosses comigo
b) avisei-lhe da mudança de horário
c) imcumbiu-me para realizar o negócio
d) recusei-me em fazer os exames
e) convenceu-se nos erros cometidos
Desde já, agradeco a sua ajuda"
RESPOSTA:
a) precisei de que fosses comigo
--> verbo PRECISAR: quem precisa, precisa de algo ou de alguém.
O verbo rege a preposição DE:
- Precisei de algo.
Esse "algo" = "que fosses comigo"
- Precisei de que fosses comigo.
b) avisei-lhe da mudança de horário
--> verbo AVISAR: quem avisa, avisa alguém de algo ou avisa a alguém algo.
Veja que há duas possibilidades:
Corrigindo: Avisei-lhe da a mudança. ou Avisei-lhe o/a da mudança.
- avisar + objeto direto (avisar alguém) + objeto indireto (avisar de/sobre algo)
- avisar + objeto indireto (avisar a alguém --> rege a preposição A + objeto direto (avisar algo)
- Avisei-lhe...
"lhe" = objeto indireto --> significa a ele ou a ela ==> avisei A ele/ela
O uso do pronome oblíquo "lhe" não está incorreto, mas é possível usar o pronome "o/a":
Avisei-o...
Avisei-a...
- Avisei-lhe
damudança.
"da mudança" --> não deve haver a preposição "da".
A regência, nesse caso, é: avisar a alguém algo.
a alguém = "lhe" (a ele/ela)
algo = "mudança"
c) imcumbiu-me para realizar o negócio
--> verbo INCUMBIR: quem incumbe, incumbe alguém de algo.
O verbo pede dois complementos: "alguém" e "algo": em relação ao "alguém", o verbo não rege preposição alguma (objeto direto), em relação ao "algo", o verbo rege a preposição DE (objeto indireto).
- incumbiu alguém...
"alguém" = "me"
- incumbiu-me de algo.
incumbiu-me de realizar o negócio.
"algo" = "realizar o negócio"
Corrigindo: incumbiu-me para de realizar o negócio.
d) recusei-me em fazer os exames
--> verbo RECUSAR-SE: quem se recusa, recusa-se a alguma coisa.
O verbo rege a preposição A.
- recusei-me a algo.
recusei-me a fazer os exames.
"algo" = "fazer os exames"
Corrigindo: recusei-me em a fazer os exames.
e) convenceu-se nos erros cometidos
--> verbo CONVENCER-SE: quem se convence, convence-se de alguma coisa ou a alguma coisa.
O verbo rege a preposição DE ou a preposição A.
- convenceu-se de algo. (veja que, nesse caso, a preposição DE é mais adequada)
convenceu-se dos erros cometidos.
"algo" = "erros cometidos"
Corrigindo: convenceu-se nos dos erros cometidos.
Como interpretar um texto literário
Como interpretar um texto literário?
A questão não é abordar como um texto literário deve ser interpretado criticamente; isto é, analisando-o sob um olhar histórico e similar com outros temas, mas ter a capacidade de fazer uma leitura rápida e saber do que trata a temática do texto, delimitando-o.
Por isso, interessa mais a leitores leigos ou estudantes o que trago hoje. Inclusive, todo texto literário carrega em si algo divertido, dramático, misterioso, a possibilitar certa mímesis com a realidade social ou particular de indivíduos, ou, simplesmente, a tarefa de educar os cidadãos.
Também existem textos literários cujos autores não exigem uma única interpretação, mas os libertam para serem expressões variadas de ideologias verossímeis ou não (utopias).
Antes de interpretar um texto literário, você tem que ter em mente que uma das características da literatura é trabalhar com a imaginação e a curiosidade do leitor; isso se faz na medida em que se ocultam informações ou as colocam implícitas no texto, sem entregar tudo, entende?.
Como os autores conseguem atribuir tais qualidades ao texto? Dando-lhe aspecto curioso e imaginativo? Fácil! Eles conhecem as ferramentas necessárias que concretizam essa intenção. São as figuras de linguagem, por exemplo. No fim deste post, você poderá acessar um link muito útil a fim de saber como adquirir mais conhecimento sobre esses elementos que só enriquecem um texto.
A maioria dos textos literários que aparece em processos seletivos trabalha com a analogia (comparação), com a alegoria, com a sinestesia (mistura os cinco sentidos, dando ideia de.), com a antítese (ideia contrária), entre outras.
A alegoria está presente em textos que mesclam diferentes símbolos para estabelecer um único significado.
Ao ler um texto literário (desde o início até o fim), você deve questionar e ir anotando o que deduz:
- O que ele me transmite?
- Quais palavras ou expressões traduzem o que entendi sobre o texto?
- Lembra-me algum fato, acontecimento, alguma teoria?
- Posso discutir isso? E o outro lado disso? Existe?
Outro ponto relevante que convém afirmar aqui trata do momento escolhido por muitas bancas de exames que elaboram testes e provas para processos seletivos. A maior parte delas escolhe textos literários mais modernos, os quais se caracterizam assim:
- O eu interior; a consciência, que também pode estar relacionado ao coletivo;
- A intertextualidade (ligação com outros textos e temas).
Outras perguntas que ajudam na hora de interpretar um texto literário são:
- Ele possui alguma frase ou palavra que expresse sentimento de evasão (fuga)?
- Ao lê-lo, o autor me permite criar imagens mentais?
- O texto tem uma linguagem fluida ou repetida?
- Há passagens que se alteram? Contradizem-se?
A questão não é abordar como um texto literário deve ser interpretado criticamente; isto é, analisando-o sob um olhar histórico e similar com outros temas, mas ter a capacidade de fazer uma leitura rápida e saber do que trata a temática do texto, delimitando-o.
Por isso, interessa mais a leitores leigos ou estudantes o que trago hoje. Inclusive, todo texto literário carrega em si algo divertido, dramático, misterioso, a possibilitar certa mímesis com a realidade social ou particular de indivíduos, ou, simplesmente, a tarefa de educar os cidadãos.
Também existem textos literários cujos autores não exigem uma única interpretação, mas os libertam para serem expressões variadas de ideologias verossímeis ou não (utopias).
Antes de interpretar um texto literário, você tem que ter em mente que uma das características da literatura é trabalhar com a imaginação e a curiosidade do leitor; isso se faz na medida em que se ocultam informações ou as colocam implícitas no texto, sem entregar tudo, entende?.
Como os autores conseguem atribuir tais qualidades ao texto? Dando-lhe aspecto curioso e imaginativo? Fácil! Eles conhecem as ferramentas necessárias que concretizam essa intenção. São as figuras de linguagem, por exemplo. No fim deste post, você poderá acessar um link muito útil a fim de saber como adquirir mais conhecimento sobre esses elementos que só enriquecem um texto.
A maioria dos textos literários que aparece em processos seletivos trabalha com a analogia (comparação), com a alegoria, com a sinestesia (mistura os cinco sentidos, dando ideia de.), com a antítese (ideia contrária), entre outras.
A alegoria está presente em textos que mesclam diferentes símbolos para estabelecer um único significado.
Ao ler um texto literário (desde o início até o fim), você deve questionar e ir anotando o que deduz:
- O que ele me transmite?
- Quais palavras ou expressões traduzem o que entendi sobre o texto?
- Lembra-me algum fato, acontecimento, alguma teoria?
- Posso discutir isso? E o outro lado disso? Existe?
Outro ponto relevante que convém afirmar aqui trata do momento escolhido por muitas bancas de exames que elaboram testes e provas para processos seletivos. A maior parte delas escolhe textos literários mais modernos, os quais se caracterizam assim:
- O eu interior; a consciência, que também pode estar relacionado ao coletivo;
- A intertextualidade (ligação com outros textos e temas).
Outras perguntas que ajudam na hora de interpretar um texto literário são:
- Ele possui alguma frase ou palavra que expresse sentimento de evasão (fuga)?
- Ao lê-lo, o autor me permite criar imagens mentais?
- O texto tem uma linguagem fluida ou repetida?
- Há passagens que se alteram? Contradizem-se?
23 de junho de 2014
Figuras de pensamento
Figuras de pensamento
São recursos estilísticos para tornar nossa expressão mais contundente e provocar impacto no ouvinte ou leitor. Entretanto, o efeito que provocam origina-se mais das ideias que estão por trás das palavras do que por elas mesmas ou pela construção das frases. São também chamadas de figuras de imagística, pois têm o objetivo de apelar à imaginação do leitor (ou do nosso interlocutor).
1. Acumulação: o encadeamento de palavras ou expressões na frase é uma ocorrência normal nos discursos. Em dois casos, no entanto, a sequência pode criar efeito artístico:
1.1. Enumeração: quando os elementos encadeados não guardam entre si qualquer relação de ordem ou hierarquia:
Um mover de olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brande e honesto,
Quase forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;
Um desejo quieto e vergonhoso;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;
Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:
[...]
(Camões)
1.2. Gradação: quando há palavras ou expressões subordinadas a uma hierarquia:
E, assim, está o coração, cada ano, cada dia, cada hora, sempre alimentado em contemplar o que não vê [...].
(Rui Barbosa)
2. Alusão: referência a obras literárias famosas, a personagens ficcionais notáveis, a vultos históricos, mitológicos ou bíblicos. Muitas vezes, a alusão não é feita diretamente a uma entidade legendária ou mitológica, porém a uma circunstância através da qual ela se celebrizou (por exemplo: leito de Procusto, espada de Dâmocles, etc.):
O próprio Deus da Guerra, desumano,
Não viveu de amor ileso;
Quis a Vênus e foi preso
Na rede que lhe armou o Deus Vulcano.
(Tomás Antônio Gonzaga)
3. Antítese: aproximação de ideias contrárias:
Ora galgando altura, ora caindo,
Ora na multidão, ora no ermo,
Alguns afirmam que é um talento lindo,
Outros que é um pobre e simples estafermo.
(Emílio de Menezes)
4. Correção (ou epanortose): retorno a uma palavra ou frase proferida, seja para corrigir a afirmação, seja para enfatizá-la ou atenuá-la:
...Perdão, mas este capítulo deveria ser precedido de outro, em que contasse um incidente, ocorrido poucas semanas antes, dois meses depois da partida de Sancha. Vou escrevê-lo. Podia antepô-lo a este, antes de mandar o livro para o prelo, mas custa muito alterar o número de páginas; vai assim mesmo, depois a narração seguirá direita até o fim. Demais, é curto.
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
5. Dubitação: apresentação de uma dúvida através de uma falsa interrogação (falsa porque seja vaga ou contenha em si mesma a resposta):
Ah! mas então tudo será baldado?!
Tudo desfeito e tudo consumido?!
No ergástulo d'ergástulos perdido
Tanto desejo e sonho soluçado?!
Tudo se abismará desesperado,
Do desespero do Viver batido,
Na convulsão de um único Gemido
Nas entranhas da Terra concentrado?!
[...]
(Cruz e Sousa)
6. Eufemismo: enunciação atenuada de uma ideia, a fim de livrá-la do sentido desagradável, indecoroso ou grosseiro:
Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu:
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.
(Francisco Otaviano)
7. Imprecação: lançamento de ameaça, anátema ou esconjuro sobre alguém:
Maldita sejas pelo ideal perdido!
Pelo mal que fizestes sem querer!
Pelo amor que morreu sem ter nascido!
(Olavo Bilac)
8. Ironia: emprego de uma frase ou expressão em sentido diverso ou oposto daquele que seria o coerente ou lógico, produzindo um efeito de crítica ou zombaria:
Tudo acabava com os ladrões amarrados e conduzidos à vila mais próxima, às vezes com algumas costelas quebradas, mas que diabo! o lombo carece sofrer um bocadinho.
(Carlos Drummond de Andrade)
9. Paradoxo (ou oximoro): figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão que se deseja transmitir:
Ardor em firme coração nascido!
Pranto por belos olhos derramado!
Incêndio em mares de água disfarçado!
Rio de neve em fogo convertido!
(Gregório de Matos)
10. Preterição (ou paralipse): figura pela qual se finge não querer falar de coisas sobre as quais se está, indiretamente, falando:
E vede agora a minha modéstia: filiei-me na Ordem Terceira de ***, exerci ali alguns cargos, foi essa a fase mais brilhante da minha vida. Não obstante, calo-me, não digo nada, não conto os meus serviços, o que fiz aos pobres e aos enfermos, nem as recompensas que recebi, não digo absolutamente nada.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
11. Prolepse (ou antecipação): recurso por meio do qual o escritor (ou o falante) se antecipa às iniciativas ou objeções alheias:
Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.
As estrelas dirão: "Ai, nada somos,
Pois ela se morreu silente e fria..."
[...]
(Alphonsus de Guimaraens)
São recursos estilísticos para tornar nossa expressão mais contundente e provocar impacto no ouvinte ou leitor. Entretanto, o efeito que provocam origina-se mais das ideias que estão por trás das palavras do que por elas mesmas ou pela construção das frases. São também chamadas de figuras de imagística, pois têm o objetivo de apelar à imaginação do leitor (ou do nosso interlocutor).
1. Acumulação: o encadeamento de palavras ou expressões na frase é uma ocorrência normal nos discursos. Em dois casos, no entanto, a sequência pode criar efeito artístico:
1.1. Enumeração: quando os elementos encadeados não guardam entre si qualquer relação de ordem ou hierarquia:
Um mover de olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brande e honesto,
Quase forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;
Um desejo quieto e vergonhoso;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;
Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:
[...]
(Camões)
1.2. Gradação: quando há palavras ou expressões subordinadas a uma hierarquia:
E, assim, está o coração, cada ano, cada dia, cada hora, sempre alimentado em contemplar o que não vê [...].
(Rui Barbosa)
2. Alusão: referência a obras literárias famosas, a personagens ficcionais notáveis, a vultos históricos, mitológicos ou bíblicos. Muitas vezes, a alusão não é feita diretamente a uma entidade legendária ou mitológica, porém a uma circunstância através da qual ela se celebrizou (por exemplo: leito de Procusto, espada de Dâmocles, etc.):
O próprio Deus da Guerra, desumano,
Não viveu de amor ileso;
Quis a Vênus e foi preso
Na rede que lhe armou o Deus Vulcano.
(Tomás Antônio Gonzaga)
3. Antítese: aproximação de ideias contrárias:
Ora galgando altura, ora caindo,
Ora na multidão, ora no ermo,
Alguns afirmam que é um talento lindo,
Outros que é um pobre e simples estafermo.
(Emílio de Menezes)
4. Correção (ou epanortose): retorno a uma palavra ou frase proferida, seja para corrigir a afirmação, seja para enfatizá-la ou atenuá-la:
...Perdão, mas este capítulo deveria ser precedido de outro, em que contasse um incidente, ocorrido poucas semanas antes, dois meses depois da partida de Sancha. Vou escrevê-lo. Podia antepô-lo a este, antes de mandar o livro para o prelo, mas custa muito alterar o número de páginas; vai assim mesmo, depois a narração seguirá direita até o fim. Demais, é curto.
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
5. Dubitação: apresentação de uma dúvida através de uma falsa interrogação (falsa porque seja vaga ou contenha em si mesma a resposta):
Ah! mas então tudo será baldado?!
Tudo desfeito e tudo consumido?!
No ergástulo d'ergástulos perdido
Tanto desejo e sonho soluçado?!
Tudo se abismará desesperado,
Do desespero do Viver batido,
Na convulsão de um único Gemido
Nas entranhas da Terra concentrado?!
[...]
(Cruz e Sousa)
6. Eufemismo: enunciação atenuada de uma ideia, a fim de livrá-la do sentido desagradável, indecoroso ou grosseiro:
Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu:
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.
(Francisco Otaviano)
7. Imprecação: lançamento de ameaça, anátema ou esconjuro sobre alguém:
Maldita sejas pelo ideal perdido!
Pelo mal que fizestes sem querer!
Pelo amor que morreu sem ter nascido!
(Olavo Bilac)
8. Ironia: emprego de uma frase ou expressão em sentido diverso ou oposto daquele que seria o coerente ou lógico, produzindo um efeito de crítica ou zombaria:
Tudo acabava com os ladrões amarrados e conduzidos à vila mais próxima, às vezes com algumas costelas quebradas, mas que diabo! o lombo carece sofrer um bocadinho.
(Carlos Drummond de Andrade)
9. Paradoxo (ou oximoro): figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão que se deseja transmitir:
Ardor em firme coração nascido!
Pranto por belos olhos derramado!
Incêndio em mares de água disfarçado!
Rio de neve em fogo convertido!
(Gregório de Matos)
10. Preterição (ou paralipse): figura pela qual se finge não querer falar de coisas sobre as quais se está, indiretamente, falando:
E vede agora a minha modéstia: filiei-me na Ordem Terceira de ***, exerci ali alguns cargos, foi essa a fase mais brilhante da minha vida. Não obstante, calo-me, não digo nada, não conto os meus serviços, o que fiz aos pobres e aos enfermos, nem as recompensas que recebi, não digo absolutamente nada.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
11. Prolepse (ou antecipação): recurso por meio do qual o escritor (ou o falante) se antecipa às iniciativas ou objeções alheias:
Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.
As estrelas dirão: "Ai, nada somos,
Pois ela se morreu silente e fria..."
[...]
(Alphonsus de Guimaraens)
Por que o brasileiro fala e escreve errado?????
É comum ouvirmos ou lermos diariamente mensagens que expressam a falta de preocupação com as concordâncias nominal e verbal. Parece que esta falta de atenção tomou conta da nossa forma de comunicar. Exemplo é o e-mail abaixo escrito por um gestor:
“Segue anexo as proposta In Company e Varejo. Por favor avaliem se está ok pra vocês, que posteriormente enviarei para os executivo. Obrigada!”
Há muitos problemas no trecho acima, mas neste artigo vou destacar a questão da concordância nominal destacando as frases: “anexo as proposta”; “os executivo”; e “obrigada”. Quem escreveu o texto acima, com certeza, esqueceu que o cuidado com o outro e com a empresa que trabalha começa pela comunicação que se decide utilizar para criar empatia e consequentemente boas impressões sobre seus talentos.
Por isso, proponho uma rápida revisão sobre concordância nominal, que é o acordo entre o nome (substantivo) e seus modificadores (artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao gênero (masculino ou feminino) e o número (plural ou singular).
Exemplo: "Eu não sou mais um profissional nesta empresa grandiosa".
Observe que, de acordo com a análise da oração, o termo “nesta” é a junção da preposição “em” com o pronome “esta” e, portanto, concorda com o substantivo feminino empresa, ao mesmo tempo em que o adjetivo “grandiosa” também faz referência ao substantivo e concorda em gênero (feminino) e número (singular).
Vejamos mais um exemplo, com análise bem detalhada:
"Dois vendedores fortes venceram a competição de metas de vendas do trimestre"
Primeiro, verificamos qual é o substantivo da oração acima: vendedores. Os termos modificadores do substantivo “vendedores” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. Os termos que fazem relação ao substantivo na concordância nominal devem, de acordo com a norma culta, concordar em gênero e número com o ele. Nesse caso, o substantivo “vendedores” está no masculino e no plural e a concordância dos modificadores está correta, já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural.
Com isso, temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com ele em gênero e número, logo, o trecho do e-mail em destaque deve ser escrito da seguinte forma:
“Seguem anexas as propostas de prestação de serviço In Company e no Varejo. Por favor, avaliem se estão ok pra vocês, pois enviarei para os executivos. Obrigado!”
Para não errar, sugiro que localize na oração o substantivo primeiramente, como foi feito no último exemplo. Após a constatação do substantivo, observe o seu gênero e o número. Os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero e número com o nome.
A regra é simples e precisa ser praticada para que você não permita que gírias e modismos tomem conta da expressão verbal.
Pequeno comentário sobre uma redação
Racismo: não se distingue a pessoa pela raça, [mas] pelas atitudes.
O racismo vem desde a escravidão, da mentalidade antiga, mas que ainda continua em pleno século XXI. A tecnologia avançou para melhor, já o racismo não deve essa evolução, parou no tempo ou aumento?
Muitos esquecem que temos o mesmo sangue, viemos da mesma linhagem, e quer diferencia tu do próximo, só pela cor da pele. O mundo esta [está] seguindo em frente e você em pleno século XVI.
Achando com aquele gesto de jogar a banana no campo de futebol que iria nos ofender, está enganado, isso só nos fortalece os “negrinhos”, como vocês dizem, ainda come para mostrar que isso não vai abalar tão facilmente. Certamente o racista esquece que somos todos iguais.
Consequentemente, a pessoa que você mais despreza, é que vai te ajudar na hora do aflito. Não julgue a pessoa pela raça, é com atitudes dela que [atitudes que ela] se distingue da [das] demais.
Comentário geral
Infelizmente, o texto não cumpre minimamente as exigências da proposta. Além da grande quantidade de erros de linguagem (concordância, ortografia, inadequação vocabular, etc.), não é uma dissertação, mas um esboço de diálogo com um interlocutor racista, que ora é tu, ora você, e se identifica vagamente com o agressor de Daniel Alves. Ora, essa situação seria cabível se o exigido fosse a criação de um texto de ficção, de caráter narrativo. Não é o caso.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: erros como “deve” por “teve” e “aumento” por “aumentou” podem se dever à falta de atenção, mas é impossível ter certeza, num texto tão ruim. Não se entende, de qualquer modo, o que significa “parou no tempo ou aumento”, pois o oposto de aumentar é diminuir e não parar no tempo. Talvez o parágrafo todo devesse estar em vermelho, pois o tom é totalmente coloquial.
2) Segundo parágrafo: como o sujeito é “muitos”, “quer” deveria estar no plural (querem). “Diferencia” deveria ser “diferenciar”. Aqui começa a ideia de diálogo, com o uso indiscriminado de “tu” e “você”.
3) Terceiro parágrafo: o parágrafo é um desastre, pois nem consegue expressar com clareza e correção o suposto diálogo que o autor quer estabelecer com o interlocutor imaginário, que aqui é ao mesmo tempo “você” e “vocês”.
4) Quarto parágrafo: mais erros de concordância: “você” e “te”. A “hora do aflito” chega a ser engraçado, mas o correto seria “na hora da aflição.
Uma redação nota ZERO!!!!
O racismo vem desde a escravidão, da mentalidade antiga, mas que ainda continua em pleno século XXI. A tecnologia avançou para melhor, já o racismo não deve essa evolução, parou no tempo ou aumento?
Muitos esquecem que temos o mesmo sangue, viemos da mesma linhagem, e quer diferencia tu do próximo, só pela cor da pele. O mundo esta [está] seguindo em frente e você em pleno século XVI.
Achando com aquele gesto de jogar a banana no campo de futebol que iria nos ofender, está enganado, isso só nos fortalece os “negrinhos”, como vocês dizem, ainda come para mostrar que isso não vai abalar tão facilmente. Certamente o racista esquece que somos todos iguais.
Consequentemente, a pessoa que você mais despreza, é que vai te ajudar na hora do aflito. Não julgue a pessoa pela raça, é com atitudes dela que [atitudes que ela] se distingue da [das] demais.
Comentário geral
Infelizmente, o texto não cumpre minimamente as exigências da proposta. Além da grande quantidade de erros de linguagem (concordância, ortografia, inadequação vocabular, etc.), não é uma dissertação, mas um esboço de diálogo com um interlocutor racista, que ora é tu, ora você, e se identifica vagamente com o agressor de Daniel Alves. Ora, essa situação seria cabível se o exigido fosse a criação de um texto de ficção, de caráter narrativo. Não é o caso.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: erros como “deve” por “teve” e “aumento” por “aumentou” podem se dever à falta de atenção, mas é impossível ter certeza, num texto tão ruim. Não se entende, de qualquer modo, o que significa “parou no tempo ou aumento”, pois o oposto de aumentar é diminuir e não parar no tempo. Talvez o parágrafo todo devesse estar em vermelho, pois o tom é totalmente coloquial.
2) Segundo parágrafo: como o sujeito é “muitos”, “quer” deveria estar no plural (querem). “Diferencia” deveria ser “diferenciar”. Aqui começa a ideia de diálogo, com o uso indiscriminado de “tu” e “você”.
3) Terceiro parágrafo: o parágrafo é um desastre, pois nem consegue expressar com clareza e correção o suposto diálogo que o autor quer estabelecer com o interlocutor imaginário, que aqui é ao mesmo tempo “você” e “vocês”.
4) Quarto parágrafo: mais erros de concordância: “você” e “te”. A “hora do aflito” chega a ser engraçado, mas o correto seria “na hora da aflição.
Uma redação nota ZERO!!!!
22 de junho de 2014
Tema de redação - texto de apoio
TEMA_QUE PODE ENTRAR NUM VESTIBULAR OU CONCURSO:
O Meio Ambiente e a Sustentabilidade
As graves alterações climáticas, as crises no fornecimento de água devido a falta de chuva e da destruição dos mananciais e a constatação clara e cristalina de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos deixará de existir.
Cientistas, pesquisadores amadores e membros de organizações não governamentais se unem, ao redor do planeta, para discutir e levantar sugestões que possam trazer a solução definitiva ou, pelo menos, encontrar um ponto de equilíbrio que desacelere a destruição que experimentamos nos dias atuais. A conclusão, praticamente unânime, é de que políticas que visem a conservação do meio ambiente e a sustentabilidade de projetos econômicos de qualquer natureza deve sempre ser a idéia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante.
Em paralelo as ações governamentais, todos os cidadãos devem ser constantemente instruídos e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta; e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Destinar corretamente os resíduos domésticos; a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.
Assim, reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis; os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e atividades econômicas de qualquer natureza estará assegurada.
Estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que informem e orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos e nessas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente.
Uma medida bem interessante é ensinar cada família a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente (suas emissões) e orientá-las a proceder de forma a neutralizá-las; garantindo a sustentabilidade da família e contribuindo enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Mas, como se faz par calcular essas emissões? Na verdade é uma conta bem simples; basta calcular a energia elétrica consumida pela família; o número de carros e outros veículos que ela utilize e a forma como o faz e os resíduos que ela produza. A partir daí; cada família poderá dar a sua contribuição para promover práticas e procedimentos que garantam a devolução à natureza de tudo o que usaram e, com essa ação, gerar novas oportunidades de redá e de bem estar social para sua própria comunidade.
O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará; gerará um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas; estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ela mesma, e para as gerações futuras.
21 de junho de 2014
Espanha elimina vestibular para estrangeiros
SÃO PAULO – O Ministério da Educação da Espanha aboliu o vestibular unificado para estrangeiros que desejam ingressar em uma das universidades do país; a medida foi publicada no BOE (Boletim Oficial do Estado).
De acordo com o site Rádio Panamá, a liberação do vestibular, conhecido como “Seletividade”, será gradual e terminará completamente entre 2017 e 2018, de acordo com a LOMCE (Lei para a Melhoria da Qualidade da Educação).
Com isso, todas as universidades terão autonomia para fazer seus próprios processos seletivos. As instituições esperam que esta alteração aumente a demanda de estudantes, principalmente da América Latina e do Norte de África.
Atualmente, cerca de sete mil estrangeiros ingressam todo ano no ensino superior na Espanha e, de acordo com a Unesco, quase 55 mil estudantes de outros país cursam graduação ou pós-graduação no país, sendo a maioria da Colômbia, Itália, Equador, Peru e Marrocos.
20 de junho de 2014
Copa do Mundo ligada a questões do ENEM
Mundial vai se desenrolar enquanto as provas já estiverem em processo de elaboração, mas é provável que inspire perguntas.
Evento pode ser pano de fundo para questões envolvendo os mais variados conteúdos, de Copas passadas à II Guerra MundialFoto: Divulgação
No ano em que a Copa do Mundo volta ao Brasil, professores acreditam que o futebol pode inspirar mais do que conversas em mesas de bar. Nos vestibulares e no Enem, as provas de geografia e história são as favoritas para receber conteúdo relacionado à competição. Os vestibulandos devem olhar com "outros olhos" o Mundial e as nações que estarão representadas no Brasil. Te liga nas dicas!
Geografia
Como qualquer outro evento de abrangência mundial, a Copa do Mundo irá inspirar bancas de muitos vestibulares e, possivelmente, até do Enem – se somarmos a isso o fato de esta edição ocorrer no Brasil, as probabilidades aumentam. Como podem ser elaboradas questões abordando o tema nas provas de geografia? É o que vamos imaginar aqui.
Em alguns casos, é bem possível que o evento seja usado apenas como pano de fundo para algum outro conteúdo, como os fusos horários. Nesse caso, se imaginaria um deslocamento de um turista até o nosso país.
Uma questão mais crítica poderia comparar as condições gerais de vida entre os países membros, abordando temas de demografia como tamanho da população, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), expectativa de vida, saúde, educação, distribuição da renda e tantos outros, que geralmente aparecem na forma de mapas (anamorfose), gráficos ou tabelas.
Outra possibilidade seria questões envolvendo geopolítica, em que a análise já tenderia às relações de poder dentro da Nova Ordem Mundial. As perguntas poderiam envolver conhecimentos como quem são os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que participam da Copa (EUA, Rússia, Reino Unido e França; somente a China ficou de fora); ou as questões comerciais dentro da divisão "Norte-Sul" ("países ricos" x "países pobres"); ou, quem sabe, apenas explorar antigos conflitos entre os participantes, como a disputa entre Argentina e Inglaterra que, nos anos 1980, se enfrentaram na Guerra das Malvinas/Falklands.
Há uma única certeza: quem busca um espaço na universidade tem de olhar os 32 países com um olhar analítico e crítico, relacionando-os com o máximo possível de conteúdos trabalhados em aula. Depois disso, é só torcer – pelo Brasil e pela própria vitória.
História
Relacionando o conteúdo de história com a Copa do Mundo, podemos tecer alguns comentários. Provavelmente não teremos questões relacionadas aos conflitos, às manifestações, ainda que esse seja um tema interessantíssimo. Partindo da premissa de que a UFRGS é uma instituição federal, acreditamos que ela não colocará nenhuma questão que discuta o governo atual. Se cair algo nessa linha, seja na prova de história, seja na redação, será uma ousadia por parte dos organizadores do concurso.
Entretanto, alguns outros pontos podem ser elencados sobre a história dos mundiais, relacionando-os com o conteúdo usual das provas.
Pode-se resgatar a relação do mundial de futebol com a II Guerra Mundial, lembrando que ocorreram três primeiros mundiais: 1930, com vitória do Uruguai; 1934 e 1938, com vitória da Itália. Depois disso, não foram disputadas copas por 12 anos, devido ao estado de guerra. O torneio só voltou a ser disputado em 1950, no Brasil – Copa cujo desfecho não foi muito interessante para nós.
Outro ponto interessante é que os títulos da Alemanha foram todos conquistados pela seleção da Alemanha Ocidental (títulos de 1954, 1974 e 1990), representante de um país dividido devido à Guerra Fria. A Alemanha Oriental classificou-se apenas para uma Copa, a de 1974 – justamente quando a sede foi a Alemanha Ocidental. Em 1990, as Alemanhas se reunificaram, mas somente depois do mundial – dessa forma, seu último título conquistado ainda consta como Alemanha Ocidental.
E, por fim, podemos lembrar sobre a Copa de 2010, na África do Sul, que foi a primeira realizada em um país africano e que, além de ocorrer justamente no país de Nelson Mandela, que até a década de 1990 ainda vivia em um regime de apartheid, reuniu os africanos em um espírito de unificação, motivo pelo qual o torneio foi considerado muito mais como "africano" do que apenas "sul-africano".
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