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7 de janeiro de 2015

Férias, fazem-nos sonhar!!!


Essas casas minúsculas provam que há uma certa beleza em encontrar uma solução de pouco impacto sobre a natureza para você e sua família. O maior nem sempre é o melhor. Fãs do movimento por casas pequenas juram: quando simplificamos nossas casas e vivemos “pequenos”, grandes objetivos – e melhoras na qualidade de vida – são possíveis.

1. Pequena casa no vagão (Inglaterra)

Casas pequenas (1)

2. Casinha isolada (Sérvia)

Casas pequenas (2)

3. Casa do Penedo (Portugal)

Casas pequenas (3)

4. Casinha que custou apenas US$11.000 (EUA)

Casas pequenas (4)

5. Essa custou menos, US$9.000 (Tailândia)

Casas pequenas (5)
Já fizemos um post sobre essa casa, lembra?

6. Casa (flutuante) dos sonhos (Cingapura)

Casas pequenas (6)

7. Pequena casa na árvore (Japão)

Casas pequenas (7)

8. Casa do Hobbit (Nova Zelândia)

Casas pequenas (8)

9. Casinha construída em contêiner (EUA)

Casas pequenas (9)

10. Casa de pouquíssimo impacto na natureza (EUA)

Casas pequenas (10)
Casas pequenas (11)

11. Pequena casa feita de materiais reciclados (EUA)

Casas pequenas (12)

12. Casinha estilo forte (EUA)

Casas pequenas (13)

13. Casa na árvore moderna (EUA)

Casas pequenas (14)

14. Casinha em formato de “A” feita com US$1.200 (EUA)

Casas pequenas (15)

15. Loft + Cabana + Minimalismo (EUA)

Casas pequenas (16)

16. Casinha feita com US$11.000 (Japão)

Casas pequenas (18)

17. Casinha escondida no meio do nada, feita com US$60.000 (EUA)

Casas pequenas (19)
Casas pequenas (20)

18. Casinha com vista para o céu (EUA)

Casas pequenas (21)

19. Casinha de conto de fadas (EUA)

Casas pequenas (22)

20. Pequena cabana (Holanda)

Casas pequenas (23)

21. Cabana espetacular (EUA)

Casas pequenas (24)

22. “Grain silo” (EUA)

Casas pequenas (25)

23. Pequena casa com arquitetura moderna (Japão)

Casas pequenas (26)

24. Outra bela cabana (EUA)

Casas pequenas (27)

25. Pequena casa que capta energia solar (Suécia)

Casas pequenas (28)

26. Pequena casa sobre rodas (EUA)

Casas pequenas (29)
Casas pequenas (30)

27. Casa ecológica de US$15.000 (Japão)

Casas pequenas (31)

6 de janeiro de 2015

UFRGS

22. Alternativa (D)
PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
COMPLEXIDADE – Derivação sufixal. Palavra base: COMPLEXO (adjetivo).
DEFINIÇÃO – Derivação sufixal. Palavra base: DEFINIR (verbo)
INSUPORTÁVEIS – Constituída de prefixo com sentido de negação (IN) e sufixo
formador de adjetivo a partir de verbo (SUPORTAR).
OBRAS-PRIMAS – Composição por justaposição.
23. Alternativa (A)
PONTUAÇÃO
1. A vírgula assinala a elipse da expressão “é uma definição”.
4. Os dois-pontos indicam uma expressão explicativa (aposto) o qual é o aspecto
principal de que se esquece.
3. A vírgula separa orações coordenadas com sujeitos diferentes.
24. Alternativa (B)
PONTUAÇÃO, SEMÂNTICA, COMPREENSÃO DE TEXTO
I – Falsa: as aspas assinalam uma citação do que Harold Bloom escreve.
III – Falsa: o autor não defende a ideia de que se deve compreender a criminalidade,
mas sim compreender a complexidade da pessoa (criminoso).
25. Alternativa (C)
SEMÂNTICA DOS TEMPOS E MODOS VERBAIS
III – Falsa: a presença de verbo no futuro do pretérito (futuro condicional) impede de
definir o modo indicativo como restrito à certeza.

UFRGS


16. Alternativa (B)
CONCORDÂNCIA VERBAL
Ao substituirmos a expressão “Os estudantes” por “Um estudante”, dois verbos,
obrigatoriamente, deverão ir para o singular: tomaram (linha 23) e improvisaram
(linha 24). Um estudante tomou conta dele. Improvisou comícios na praça,
carregando-o nos braços e fazendo-o discursar.
17. Alternativa (B)
USO DOS NEXOS
A retirada do articulador e da linha 26 altera significativamente o sentido do período.
Há uma adição que necessita do nexo. Na linha 31, há uma notória relação de
adversidade (Não era de meu propósito ocupar-me do “doutor” Chagas e, sim, de
como se comia bem na Rua da Praia de antigamente.). Portanto, o conector e é
sinônimo de mas. A substituição do ou por nem, na linha 48, torna-se inviável por se
tratar de uma questão de paralelismo (...ou maiores ou menores, ...). Apenas a
afirmativa II está correta.
18. Alternativa (E)
COMPREENSÃO DE TEXTO
A questão cobra o sentido global do texto. No início, linhas 11 a 14, vê-se a defesa da
tese de que a literatura é a única área de conhecimento que abrange todas as
dimensões humanas. Quando o autor cita o teatro como meio de expressão artística
associado à literatura (linha 15), a letra E define a síntese da abordagem.
19. Alternativa (D)
MORFOLOGIA
A única opção equivocada é a primeira. O emprego da primeira pessoa do plural, em
referência exclusiva ao autor, NÃO produz um efeito de neutralidade. Ao contrário,
assume uma óbvia e consensual opinião de que TODAS as pessoas podem observar o
modo de inclusão da literatura quanto à complexidade humana.
20. Alternativa (C)
COMPREENSÃO DE TEXTO
Apenas a afirmação II está incorreta. A palavra estrangeiro , na linha 14, é sinônima
de estranho. Não condiz com a ideia de não pertencer a uma mesma nação. A
segunda acepção do termo pode ser atribuída a pessoas marginalizadas pela
sociedade, inclusive àqueles que não pertencem a um mesmo país. Há, portanto,
somente uma das ocorrências de acordo com a proposição da afirmativa.
21. Alternativa (B)
RETOMADA PRONOMINAL
Lendo o texto, percebe-se que “seu campo” retoma a expressão “campo das
disciplinas”.

Comentando a prova de UFRGS

10. Alternativa (E)
ORTOGRAFIA
Segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, as palavras relacionadas têm a
seguinte grafia: tez, florescente, recintos.
11. Alternativa (C)
COMPREENSÃO DE TEXTO
I – Falsa: na linha 04, a locução “Poderia parecer” não indica certeza, mas uma
hipótese. Portanto, não podemos afirmar, com certeza, que o restaurante do Grande
Hotel era o melhor da cidade de Porto Alegre.
II – Falsa: No segundo parágrafo do texto, a forma como percorria a Rua da Praia
aproximava Chagas e Silva dos grandes de então.
12. Alternativa (C)
NÍVEIS DE LINGUAGEM
A expressão “Longe disso!” na linha 06 não indica lugar distante de algo ou de outra
coisa, mas uma ideia oposta a outra anteriormente dita. A expressão “toque final” na
linha 17 é usada para indicar uma peculiaridade, uma característica relevante da
descrição sobre Chagas e Silva.
13. Alternativa (B)
VOZES VERBAIS
A frase “Ele, que tanto marcou a rua.” está na voz ativa. Quando passamos para a
voz passiva analítica, o sujeito ELE será transformado em agente da passiva e o
objeto direto torna-se sujeito paciente. O verbo SER é incorporado à nova estrutura
utilizando-se o tempo e o modo do verbo MARCOU da voz ativa. Teremos, portanto, a
seguinte frase: “A rua, que tanto foi marcada por ele”.
14. Alternativa (D)
MORFOLGIA
As palavras IMPORTÂNCIA (l. 09) e DIFICULDADE (l.45) são classificadas como
substantivos. Em à importância (l.09), o sinal indicativo de crase nos permite concluir
que temos uma preposição e um artigo feminino. Então, após o artigo “a”,
encontramos um substantivo.
15. Alternativa (A)
SEMÂNTICA DOS TEMPOS E MODOS VERBAIS
II – Falsa: muitos verbos não estão conjugados no PRETÉRITO IMPERFEITO DO
INDICATIVO. No primeiro parágrafos temos também PRET. IMPERF. DO SUBJUNTIVO
(tivesse l. 03, comesse l. 05, dissesse l.07) e FUTURO DO PRETÉRITO (Poderia l.04)
III – Falsa: o verbo ocupar-me encontra-se no infinitivo e o verbo divertia-se está
flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.

Comentando a prova da UFRGS

5. Alternativa (B)
CRASE
I – incorreta: a substituição provocaria o uso da preposição “de”, regida pela palavra
“diante”.
II – correta: a expressão “dão origem” rege a preposição “a”, que se fundiria ao
artigo “a” da expressão “a ilusão”; substituindo o substantivo “ilusão” por um nome
masculino (por exemplo, “sonho), surgiria a expressão “dão origem ao sonho”.
III – incorreta: a expressão “ter acesso” rege a preposição “a”, contudo,
imediatamente após, há o artigo “uma”, e não ocorre crase antes de artigo indefinido.
6. Alternativa (D)
USO DE NEXOS / ORAÇÃO REDUZIDA - DESENVOLVIDA
A primeira afirmação é falsa, pois a locução AINDA ASSIM tem valor semântico de
ressalva, sendo então um nexo concessivo. Já o nexo DESTARTE apresenta sentido de
conclusão, portanto um não pode ser substituído pelo outro.
A segunda afirmação também é falsa, uma vez que o advérbio ENTÃO (conclusão)
não pode ser substituído pela locução NÃO OBSTANTE ( nexo concessivo).
A terceira assertiva está incorreta, porque haveria alteração de significado se fosse
feita a substituição de UMA VEZ ENCETADO por QUANDO FOSSE ENCETADO, já que a
segunda apresenta tom de hipótese que não se apresenta na primeira.
A quarta assertiva é a verdadeira, pois MAS e CONTUDO são ambos nexos
adversativos.
7. Alternativa (C)
PONTUAÇÃO
A assertiva I apresenta o caso de um acréscimo incorreto de vírgula na frase
selecionada, pois ela separaria o verbo do sujeito da frase. A afirmação II também
não preservaria a correção da frase caso fosse colocada a vírgula solicitada, já que
ela separaria, novamente, o sujeito de seu verbo.
8. Alternativa (E)
MORFOLOGIA
As três afirmações estão corretas, pois o advérbio insidiosamente ressalta o caráter
enganador das ilusões, já que tem como sinônimo a palavra ardilosamente; as três
formas verbais mencionadas formam paralelismo sintático com a palavra permite e
ora... ora é nexo alternativo.
9. Alternativa (A)
PONTUAÇÃO
A proposta de reescrita apresentada pelas assertivas II e III está incorreta; na II, em
razão do desaparecimento das vírgulas que deslocavam o adjunto adverbial “ neste
mesmo lugar” e, na III, em razão do apagamento da preposição “ do “ que
acompanhava a palavra “ desaparecimento “. 

UFRGS

Vestibular UFRGS 2015
Resolução da Prova de Língua Portuguesa
COMENTÁRIO GERAL: a prova compôs-se de três textos – dois breves ensaios
(artigo cuja temática é universal) e uma crônica. O conhecimento solicitado ao
candidato restringiu-se àquele desenvolvido ao longo de sua escolaridade (conforme
discriminado abaixo), ora exigindo domínio específico de fatos gramaticais, ora
demandando o estabelecimento de relações semânticas.
1. Alternativa (A)
USO DOS PRONOMES RELATIVOS / REGÊNCIA
QUE – pronome relativo (= o qual) não antecedido de preposição, visto ser a forma
verbal “existe” intransitiva; QUE – pronome relativo, que estabelece paralelismo com
o uso anterior; DE QUE – pronome antecedido de preposição exigida pelo substantivo
“necessidade” (l. 21); PARA CUJA – pronome relativo precedido de preposição exigida
pelo substantivo “observação” (“cuja” deve-se à relação de posse entre “instante” e
“observação”.)
2. Alternativa (E)
COMPREENSÃO DE TEXTO / INFERÊNCIA
Releia as linhas 57-61; a sugestão reside na expressão “talvez seja impermeável”.
3. Alternativa (A)
CONCORDÂNCIA / RETOMADA PRONOMINAL / SINÔNIMO
I – correta: a substituição da forma verbal de 2ª pessoa do plural pelo singular exige
a adequação dos pronomes.
II – incorreta: o pronome “lhe” refere-se à virgindade da floresta americana; a
substituição proposta acarretaria ambigüidade (por conseguinte, alteração de sentido
da frase original), visto que “a sua” poderia remeter, também, à “aviação”.
III – incorreta: “respectivo” = que diz respeito a cada um em particular ou em
separado; “mútuos” = algo que acontece reciprocamente entre duas ou mais
pessoas.
4. Alternativa (A)
SINÔNIMO
Avilta = tornar(-se) indigno; perder a honra; tornar vil.
Evasão = fuga
Soçobrar = afundar, submergir, cair, desanimar
Encetar = começar, principiar, iniciar
Carecer = necessitar

UFRGS

Vestibular UFRGS 2015
Análise da Proposta de Redação
A proposta de redação do vestibular da UFRGS 2015 estruturou o tema
a partir de um trecho de “Canção da América”, de Milton Nascimento e
Fernando Brant. Após breve análise da passagem, na qual se discute a
amizade – inserida em determinada época – capaz de resistir à distância e ao
tempo, a proposta estabeleceu relações entre a realidade apresentada na
música e o conceito de relações permeadas pela conectividade das redes
sociais – característica do momento atual. Apresentado tal cenário, propôs ao
candidato a seguinte pergunta: Na sua opinião, o que é a amizade nos dias
de hoje? A resposta, portanto, levava à necessidade de considerar-se a
amizade, a influência das redes sociais em tal tipo de relação e a atualidade.
Por meio de comandos pontuais – expressar a opinião sobre o que
caracteriza a amizade nos dias atuais; apresentar argumentos
consistentes; organizar um texto dissertativo –, a Universidade Federal
abriu o segundo dia de provas.
Mais uma vez (diferentemente dos concursos de 2009 até 2012), a
Universidade afastou-se do exame de questões estritamente sociais e pontuais
da atualidade, propiciando ao candidato, no entanto, um nível de reflexão que
ultrapassa a macroanálise, a exemplo do que ocorreu em 2014, quando ao
candidato foi proposta uma discussão sobre o conceito de clássico em relação
à obra literária. Dessa forma, não só estimulou o ato de pensar detidamente
acerca de uma realidade presente na existência humana – notadamente na
adolescência –, mas também valorizou e ressignificou para o jovem (faixa
etária predominante no concurso) o seu cotidiano.
Assim sendo, a UFRGS permitiu a tão perseguida liberdade de
expressão, despindo-se do molde que, muitas vezes, engessa o aluno. Vimos
na proposta de redação da UFRGS em 2015 a inovação que, contudo, resgata
o caminho da subjetividade presente no concurso em outros tempos, sem,
todavia, afastar-se do cotidiano do sujeito compulsoriamente conectado.
Parabéns à banca. E obrigada por permitir a nós, professores, um
trabalho coerente. Afinal, nem tudo é problema; nem tudo tem solução. Mesmo
em 50 linhas!

UFRGS

( ... )
Amigo é coisa para se guardar
no lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração,
pois, seja o que vier, venha o que vier,
qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar.
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.
Canção da América (Milton Nascimento e Fernando Brant)
A música canção da América, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant, de onde foi
extraída a passagem acima, fala daquela amizade capaz de resistir à distância e ao tempo, característica
de uma época em que o contato físico entre amigos era a forma mais usual de aproximação. Era um
tempo em que se valorizavam os poucos e verdadeiros amigos.
Atualmente, com a conectividade das redes sociais, a realidade é outra. Hoje é possível manter-se
em contato contínuo com pessoas que estejam em qualquer lugar do planeta, o que permite multiplicar
de modo expressivo o número de amizades. Paradoxalmente, o apego ao mundo virtual parece estar
promovendo um outro tipo de distanciamento, já que não é incomum, hoje em dia, ver amigos reunidos
em um mesmo ambiente físico, mas isolados uns dos outros pela força atrativa dos tablets e dos
smartphones.
Levando em conta esse cenário, reflita sobre o tema a seguir.
Na sua opinião, o que é a amizade nos dias de hoje?
Para tanto, você deve:
- expressar a sua opinião sobre o que caracteriza a amizade nos dias atuais;
- apresentar argumentos que justifiquem o ponto de vista assumido; e
- organizar esses argumentos em um texto dissertativo.
Instruções
A versão final do seu texto deve:
1 - conter um título na linha destinada a esse fim;
2 - ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título - aquém disso, seu texto não será avaliado -, e
máxima de 50 linhas. Segmentos emendados, ou rasurados, ou repetidos, ou linhas em branco
terão esses espaços descontados do cômputo total de linhas;
3 - ser escrita, na folha definitiva, à caneta e com letra legível, de tamanho regular

Ruyzão

Alunos do terceirão, do Ruyzão, mãos à obra, comecem a ler os temas de redação, pesquisar, pois vão ser trabalhados em sala de aula. Outro fato, sigam-me neste blog. Um abraço!!!!

5 de janeiro de 2015

Tema de redação UFRGS - 2015

05/01/2015 11h12 - Atualizado em 05/01/2015 11h49

Redação da UFRGS pede dissertação sobre relações de amizade

Candidatos acharam 'fácil' o tema proposto pelo vestibular da universidade.
Estudantes também responderam a questões de língua portuguesa.

Estevão PiresDo G1 RS
Raquel achou fácil o tema da redação (Foto: Estêvão Pires/G1)Raquel achou fácil o tema da redação (Foto: Estêvão Pires/G1)
A redação do vestibular 2015 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) pediu que os candidatos fizessem uma dissertação sobre o que é a amizade verdadeira e o impacto da internet e das novas tecnologias nas relações. No segundo dia de provas nesta segunda-feira (5), os estudantes também responderam a questões de língua portuguesa.
Ao longo do enunciado, a prova questiona o que mudou e faz comparativo entre a amizade com as novas tecnologias, internet e rede sociais. A prova também cita a letra de Canção da América, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant. "Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito", é um dos versos citados.
Os estudantes parecem ter aprovado a proposta. Raquel Souza Remião, de 16 anos, afirmou que esperava um tema mais complexo. "No colégio, fiz vários simulados com outros assuntos. Esperava algo sobre a Comissão da Verdade. A redação questionou bastante sobre o impacto da internet nas relações de amizade", disse a adolescente, que busca uma vaga no curso de arquitetura. A candidata foi a segunda a deixar o Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, após o segundo dia de provas.
João Matheus Passos, 18 anos, achou tranquilo o tema da redação do vestibular da UFRGS (Foto: Estêvão Pires/G1)João Matheus Passos, 18 anos, achou tranquilo o
tema da redação (Foto: Estêvão Pires/G1)
João Matheus Passos, 18 anos, achou o tema "tranquilo". Ele tenta uma vaga no curso de artes cênicas. "É uma coisa que todo mundo conhece. Procurei explicar no texto que na amizade é preciso dar mais que receber", disse o estudante.
Moradora de Florianópolis, Bruna Margutti, 17 anos, saiu por volta de 11h do seu local de provas, no Colégio Júlio de Castilhos. "Saí cedo porque tenho facilidade com português e redação. O tema foi fácil. Citava como a internet tem influenciado nas relações de amizade", afirmou. Ela disputa uma das vagas do curso de biomedicina.
Bruna Margutti, 17 anos, achou fácil o tema da redação do vestibular da UFRGS (Foto: Estêvão Pires/G1)Bruna Margutti, 17 anos, achou fácil o tema da redação do vestibular da UFRGS (Foto: Estêvão Pires/G1)

Tema de redação

É válido simplificar a linguagem de um clássico?

Em meados de 2014, uma polêmica agitou os meios literários e educacionais brasileiros: uma escritora decidiu publicar, com o apoio de lei de incentivo do Ministério da Cultura, uma adaptação simplificada do conto "O alienista", de Machado de Assis. Para justificar seu projeto, a escritora alegou que a dificuldade da linguagem do texto original afasta os jovens da leitura desse autor - um dos maiores escritores brasileiros. Entre educadores, críticos literários e jornalistas, as opiniões se dividiram: houve quem concordasse com ela e aprovasse a iniciativa; houve quem tachasse o projeto de equivocado e até de criminoso. Nos textos que acompanham a proposta de redação deste mês, apresentamos algumas das opiniões em conflito, para você formar uma ideia do debate. A partir delas e de seus próprios conhecimentos e opiniões, redija uma dissertação expondo o seu ponto de vista sobre esse tipo de adaptação de obras literárias. Você é contra ou a favor? Por quê?
  • Reprodução
    Ilustração de "O alienista", em versão adaptada para os quadrinhos, de autoria de Fábio Moon e Gabriel Bá

Palavra da adaptadora

"Entendo por que os jovens não gostam de Machado de Assis", diz a escritora Patrícia Secco. "Os livros dele têm cinco ou seis palavras que não entendem por frase. As construções são muito longas. Eu simplifico isso." Ela simplifica mesmo: Patrícia lançará uma versão de "O Alienista", obra de Machado publicada em 1882, em que as frases estão mais diretas e palavras são trocadas por sinônimos mais comuns (um "sagacidade" virou "esperteza", por exemplo". A mudança não fere o estilo do escritor mais celebrado do Brasil, diz Patrícia. "A ideia não é mudar o que ele disse, só tornar mais fácil."

A função da escola

"É absurdo imaginar que a função da escola seja facilitar qualquer coisa, em vez de levar a trabalhar com as dificuldades da vida, da crítica e do conhecimento", comenta o professor da USP Alcides Villaça. Ele se diz indignado: "Apresentar como sendo de Machado de Assis uma mutilação bisonha de seu texto não devia dar cadeia?".

Perda da essência

Infelizmente, Patrícia Secco falseia Machado de Assis. Além de lhe desfigurar o estilo, ela o emburrece. Sua adaptação é um retrocesso, que sacrifica até os avanços linguísticos do estilo machadiano, já ousadamente próximo da linguagem coloquial, numa antecipação das vanguardas do modernismo que só iriam se consolidar no Brasil quase meio século depois. A autora esqueceu-se de que Machado, assim como Borges, Beckett, Graciliano, não dá para ser adaptado em prosa sem que se perca a essência de sua arte. A obra machadiana é basicamente linguagem. Em seus romances, não há enredos rocambolescos nem profusão de personagens, como há em Homero, Cervantes e nos clássicos românticos. Mesmo “O Alienista”, talvez o enredo mais movimentado de toda a sua obra, depende substancialmente da linguagem, pois é nela que moram a argúcia e a ironia do conto.
[José Maria e Silva, Revista Bula]

Uma chance para os clássicos

Acreditar que as versões simplificadas de Machado de Assis emburrecerão a população é errôneo. Quem defende esse argumento parte do pressuposto de que vivemos num país de leitores ávidos de Machado de Assis que, por pura preguiça, trocarão a versão original pela adaptação e deixarão de enriquecer seu vocabulário. Nada mais distante da realidade. A grande maioria dos alunos foge da leitura obrigatória depois de esbarrar na primeira palavra difícil e recorre a resumos (ou à cola) para acertar a meia dúzia de questões dedicadas a Machado nas provas escolares. Muitos jamais dão outra chance aos clássicos da literatura. Uma versão simplificada poderia diminuir o choque e prepará-los para descobrir a obra original mais tarde, quando estiverem prontos.
[Danilo Venticinque, Época]

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas;

Tema de redação

O papel do Estado na vida do cidadão e das nações

"Você só olha da esquerda para a direita, o Estado te esmaga de cima para baixo". Pichada no muro de um presídio do Rio de Janeiro, em circunstâncias muito particulares (veja a coletânea), essa frase traduz um conflito existente entre o Estado e o indivíduo, de um modo geral: em teoria, a máquina estatal existe para beneficiar o cidadão; na prática, essa relação muitas vezes se inverte. Há projetos políticos que valorizam o Estado, por entender que ele é o único órgão capaz de reparar as injustiças sociais. Outros consideram que o Estado deve ter seu poder muito restringido, para não ferir a liberdade do cidadão. Há ainda outros que consideram o Estado desnecessário, afirmando que o mercado e as empresas podem organizar a vida social em sua totalidade: a segurança pública, por exemplo, ficaria a cargo das empresas de seguro. Na sua opinião, qual dessas três posições lhe parecem mais sensata? Por quê? Redija uma dissertação, apresentando argumentos para defender o seu ponto de vista.
  • Reprodução
    O ex-morador de rua Rafael Braga Vieira, 26, único condenado por participação nas manifestações realizadas do ano passado no RJ, foi punido com dez dias de solitária após aparecer em uma foto criticando o Estado nas redes sociais

Uma definição de Estado

O conceito de Estado - conforme é compreendido hoje - só começou a ser empregado no Renascimento e na Idade Moderna. Aproximadamente a partir do século 16, o termo Estado passa a designar uma realidade nova, que abrange um território cujos habitantes são governados por um poder central. Identifica-se, também, com a própria organização sociopolítica desse território. Portanto, cabe ao Estado fazer e aplicar as leis, recolher impostos, manter um exército que proteja seu território. Para garantia da ordem em seu interior e exterior, o Estado monopolizou os serviços essenciais. Isso exigiu o desenvolvimento de uma máquina administrativa, uma burocracia, formada por funcionários ou servidores públicos.

Política: para quê política?

O pior problema da política é que ela estimula a obediência e a submissão das massas. Enquanto os políticos do partido azul fingem culpar os políticos do partido vermelho, e os políticos vermelhos fingem rivalidade com os políticos azuis, as massas se comportam bovinamente como líderes de torcida, prendendo a respiração a cada embate público entre esses dois times, e sempre se mantendo submissas a ambos -- afinal, se seu time vencer as próximas eleições, aí sim as coisas poderão finalmente melhorar!
Quando as pessoas pensam no governo, elas normalmente imaginam um grupo de 600 pessoas na capital federal tomando algumas decisões racionais. A verdade, no entanto, é que o governo é composto por milhões de empregados, sendo a esmagadora maioria impossível de ser demitida. Para piorar tudo, oceanos de dinheiro passam pelas mãos dessas pessoas diariamente. Esse arranjo é totalmente propício ao abuso de poder, e sempre será. Trata-se de um problema estrutural, o qual não pode ser resolvido apenas “votando nas pessoas certas”.

Um cidadão esmagado?

O ex-morador de rua Rafael Braga Vieira, 26, único condenado por participação nas manifestações realizadas do ano passado no Rio de Janeiro, foi punido com dez dias de solitária após aparecer em uma foto criticando o Estado nas redes sociais. Na imagem, publicada pelo Facebook do DDH (Instituto de Defensores de Direitos Humanos), onde Rafael trabalha, ele aparece em frente a um muro do Instituto Penal Francisco Spargoli Rocha pichado com os dizeres "você só olha da esquerda p/ a direita, o Estado te esmaga de cima para baixo".

Uma definição de liberdade

“A única liberdade que merece esse nome é a de buscar nosso próprio bem, por nosso próprio caminho, enquanto não privarmos os outros do seu ou não os impedirmos de se esforçarem por consegui-lo. Cada um é o guardião natural de sua própria saúde, seja física, mental ou espiritual. A humanidade ganha mais ao consentir a cada um que viva à sua própria maneira do que ao obrigá-lo a viver à maneira dos outros.”
(John Stuart Mill. Sobre a Liberdade. Edições 70. 2006)

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas

Tema de redação FUVEST - 2015



Fuvest 2015: veja fotos dos candidatos a vagas na USP83 fotos

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04.jan.2015 - "O primeiro texto de apoio falava sobre a ideia da 'camarotização' relacionada com a democracia nos Estados Unidos; o segundo, mais sobre a influência que teve a ascensão das classes populares; e o outro, sobre as escolas públicas e particulares", conta Pedro Siqueira, de 27 anos, que tenta uma vaga em ciências contábeis Reinaldo Canato/UOL
A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) pediu ao candidatos que elaborassem uma dissertação discutindo a "camarotização" da sociedade, a segregação das classes sociais e a democracia. A prova de redação faz parte do primeiro dia de exames da segunda fase do vestibular 2015. Neste domingo (4), os candidatos também responderam a dez questões de português.
"O primeiro texto de apoio falava sobre a ideia da 'camarotização' relacionada com a democracia nos Estados Unidos; o segundo, mais sobre a influência que teve a ascensão das classes populares; e o outro, sobre as escolas públicas e particulares", conta Pedro Siqueira, de 27 anos, que tenta uma vaga em ciências contábeis.
Thiago Guido, 17, candidato de gestão ambiental, lembra que o tema do texto dissertativo falava que antigamente as crianças estudavam juntas, independente da classe social, e abordava os camarotes em estádios de futebol e as divisões sociais até em aviões, na classe econômica e executiva. "Falei na minha redação que essa divisão só tende a aumentar."
Recém-saído do ensino médio, João Pedro Ferreira dos Santos, 17, considerou o tema da redação da Fuvest deste ano mais  fácil que o do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que abordou a publicidade infantil. "Eu esperava mais. Foi um tema bem fácil de dissertar", afirma. "Mesmo se você não soubesse o que falar, os textos de apoio davam uma boa base."
Gustavo Aragon, de 17 anos, disse ter ficado surpreendido. "Os textos falavam sobre shows, baladas, jogos de futebol, e havia um depoimento de como era antes sem esses camarotes", lembra o candidato de enfermagem.

4 de janeiro de 2015

Resultado do ENEM - 2014

Resultado Enem 2014 deve sair a partir do dia 12 infoENEm



Diferentemente do que tem ocorrido nos últimos anos, em que o resultado do Enem foi divulgado na primeira semana de janeiro, em 2014 o boletim individual com as notas dos candidatos deve ser liberado apenas a partir do dia 12.
A confirmação veio através da assessoria de imprensa do novo ministro da educação, Cid Gomes, em comunicado dado ao site G1. De acordo com a declaração, o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio será liberado para consulta na terceira semana de 2015, mais precisamente entre os dias 12 e 16 deste mês.
Vale lembrar que, como as notas do Enem são utilizadas por ferramentas de acesso ao ensino superior do governo federal, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni), o calendário com as principais datas destes programas também devem ser alterados.
O Sisu por exemplo, que seleciona estudantes para as universidades públicas participantes, normalmente abre inscrições na primeira quinzena de janeiro, como você pode observar nesta matéria. Com o “atraso” na divulgação dos resultados do exame nacional, a primeira edição de 2015 deve ser adiada para a metade final deste mês.
Com o Prouni, que oferece bolsas de estudo em faculdades particulares, não é diferente. Tradicionalmente seu processo seletivo inicia as inscrições na semana seguinte ao Sisu, o que naturalmente empurrará a seleção de bolsistas deste primeiro semestre para o final do mês de janeiro ou início de fevereiro.