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5 de janeiro de 2015

Tema de redação

O papel do Estado na vida do cidadão e das nações

"Você só olha da esquerda para a direita, o Estado te esmaga de cima para baixo". Pichada no muro de um presídio do Rio de Janeiro, em circunstâncias muito particulares (veja a coletânea), essa frase traduz um conflito existente entre o Estado e o indivíduo, de um modo geral: em teoria, a máquina estatal existe para beneficiar o cidadão; na prática, essa relação muitas vezes se inverte. Há projetos políticos que valorizam o Estado, por entender que ele é o único órgão capaz de reparar as injustiças sociais. Outros consideram que o Estado deve ter seu poder muito restringido, para não ferir a liberdade do cidadão. Há ainda outros que consideram o Estado desnecessário, afirmando que o mercado e as empresas podem organizar a vida social em sua totalidade: a segurança pública, por exemplo, ficaria a cargo das empresas de seguro. Na sua opinião, qual dessas três posições lhe parecem mais sensata? Por quê? Redija uma dissertação, apresentando argumentos para defender o seu ponto de vista.
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    O ex-morador de rua Rafael Braga Vieira, 26, único condenado por participação nas manifestações realizadas do ano passado no RJ, foi punido com dez dias de solitária após aparecer em uma foto criticando o Estado nas redes sociais

Uma definição de Estado

O conceito de Estado - conforme é compreendido hoje - só começou a ser empregado no Renascimento e na Idade Moderna. Aproximadamente a partir do século 16, o termo Estado passa a designar uma realidade nova, que abrange um território cujos habitantes são governados por um poder central. Identifica-se, também, com a própria organização sociopolítica desse território. Portanto, cabe ao Estado fazer e aplicar as leis, recolher impostos, manter um exército que proteja seu território. Para garantia da ordem em seu interior e exterior, o Estado monopolizou os serviços essenciais. Isso exigiu o desenvolvimento de uma máquina administrativa, uma burocracia, formada por funcionários ou servidores públicos.

Política: para quê política?

O pior problema da política é que ela estimula a obediência e a submissão das massas. Enquanto os políticos do partido azul fingem culpar os políticos do partido vermelho, e os políticos vermelhos fingem rivalidade com os políticos azuis, as massas se comportam bovinamente como líderes de torcida, prendendo a respiração a cada embate público entre esses dois times, e sempre se mantendo submissas a ambos -- afinal, se seu time vencer as próximas eleições, aí sim as coisas poderão finalmente melhorar!
Quando as pessoas pensam no governo, elas normalmente imaginam um grupo de 600 pessoas na capital federal tomando algumas decisões racionais. A verdade, no entanto, é que o governo é composto por milhões de empregados, sendo a esmagadora maioria impossível de ser demitida. Para piorar tudo, oceanos de dinheiro passam pelas mãos dessas pessoas diariamente. Esse arranjo é totalmente propício ao abuso de poder, e sempre será. Trata-se de um problema estrutural, o qual não pode ser resolvido apenas “votando nas pessoas certas”.

Um cidadão esmagado?

O ex-morador de rua Rafael Braga Vieira, 26, único condenado por participação nas manifestações realizadas do ano passado no Rio de Janeiro, foi punido com dez dias de solitária após aparecer em uma foto criticando o Estado nas redes sociais. Na imagem, publicada pelo Facebook do DDH (Instituto de Defensores de Direitos Humanos), onde Rafael trabalha, ele aparece em frente a um muro do Instituto Penal Francisco Spargoli Rocha pichado com os dizeres "você só olha da esquerda p/ a direita, o Estado te esmaga de cima para baixo".

Uma definição de liberdade

“A única liberdade que merece esse nome é a de buscar nosso próprio bem, por nosso próprio caminho, enquanto não privarmos os outros do seu ou não os impedirmos de se esforçarem por consegui-lo. Cada um é o guardião natural de sua própria saúde, seja física, mental ou espiritual. A humanidade ganha mais ao consentir a cada um que viva à sua própria maneira do que ao obrigá-lo a viver à maneira dos outros.”
(John Stuart Mill. Sobre a Liberdade. Edições 70. 2006)

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 25 e no máximo 30 linhas escritas
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