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11 de dezembro de 2016

QUARTA PROVA TERCEIRÃO - REVISÃO

Assistir à televisão era algo especial, a começar pelo
 
manuseio do aparelho. Frequentemente apenas uma pessoa −
 
no geral, um adulto − era competente para ligá-lo e regular a
 
imagem. As crianças constituíam, desde o início, um segmento
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importante do público, mas ainda lhes era imposta certa dis-
 
tância do aparelho.
 
Introduzida nos lares, a televisão concedia prestígio so-
 
cial à família. Mais que isso: a casa se tornava um centro de
 
atração e convivência para a vizinhança. Por isso, o público-
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alvo incluía os televizinhos.
 
Havia ainda um misto de respeito e estranhamento
 
diante da caixa mágica e de seus mistérios. A posse do objeto
 
que traz as imagens para dentro de casa significava uma pos-
 
tura “moderna”, uma atitude desinibida diante da nova tecnolo-
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gia.
 
Antes do videoteipe (VT), a teledramaturgia transporta-
 
va uma carga de emoção que era única, semelhante à tensão
 
típica de um espetáculo teatral. O público recebia inconscien-
 
temente essa carga e participava de algum modo dela. Se para
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Aracy Cardoso o uso do VT permite sobretudo ao ator se ver e
 
corrigir a interpretação, Roberto de Cleto enfatiza que a intro-
 
dução do videoteipe prejudicou a interpretação: perdia-se uma
 
certa eletricidade que emanava da interpretação ao vivo. A
 
energia que vibrava da vontade “de se fazer bem e certo, ao
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vivo” não estava mais presente.
 
As cartas dos leitores de revistas especializadas da
 
época revelam que o público se propunha a participar ativa-
 
mente no desenvolvimento do novo meio. Ele exercia a crítica
 
com a intenção de modificar o que lhe era apresentado: a pro-
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gramação, a escolha dos atores, a composição dos cenários. 

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Considerados os necessários ajustes, a substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo correto em:

Revisão terceirão

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Quanto às normas de colocação pronominal, é correto afirmar que, no enunciado agora se reivindica uma escola capaz de extrapolar a mera transmissão de conteúdos (linhas 22-23), a próclise justifica-se pelo(pela)
  • RESPOSTA LETRA B -AGORA ADVÉRBIO É PALAVRA ATRATIVA.

8 de dezembro de 2016

PROPOSTA DE REDAÇÃO ENEM SEGUNDA EDIÇÃO - O QUE DEVERIAM ESCREVER


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2016, teve uma edição a mais: além da edição anual e da edição destinada aos jovens e adultos que estão privados de liberdade – Enem PPL (que ainda será realizada) – houve uma segunda edição no último final de semana, dias 03 e 04 de dezembro, para os candidatos que fariam a edição normal em novembro nas escolas ocupadas por estudantes contrários à reforma do Ensino Médio.
A segunda edição do Enem 2016 foi realizada obedecendo a mesma estrutura das demais edições do exame e, sendo assim, no segundo dia de provas, ou seja, no domingo, houve a aplicação da prova de redação, cujo tema foi “Caminhos para combater o racismo no Brasil“.
Assim que este tema foi divulgado nas redes sociais pelo Ministério da Educação (MEC), muitos candidatos que prestaram a primeira edição do Enem 2016 reclamaram de injustiça por parte do exame, pois consideraram este tema mais fácil do que “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil“. Porém, é importante salientar que é no mínimo prematuro fazer tal julgamento sem conhecer a proposta de redação no seu todo, isto é, a coletânea de textos motivadores e, consequentemente, o recorte temático, os quais iremos analisar neste texto.
Ao compararmos os dois temas, a estrutura linguística é idêntica, trocando, apenas, o foco (racismo x intolerância religiosa); ambos também focam minorias, já que a população negra, apesar de ser maioria quantitativa no Brasil, é uma minoria social, assim como os adeptos de religiões de matriz africana e os não-cristãos, algo que relacionamos, inclusive, no texto que analisou o tema da redação da primeira edição do Enem 2016 (veja).
Neste sentido, os candidatos das duas edições que não conhecem os temas de redação a fundo, os negaram de alguma forma ou os relativizaram não se saíram bem. Por isso não é tão importante tentar adivinhar qual será o tema de uma prova de produção escrita, pois tem de estar preparado para escrever sobre qualquer tema.
Partindo, neste momento, para a análise do tema de redação “Caminhos para combater o racismo no Brasil”, a coletânea de textos motivadores é formada por quatro textos, sendo um deles um texto informativo com linguagem verbal e não-verbal.
O primeiro texto fonte é do antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, uma das vozes mais ressoantes no que diz respeito à formação social da população brasileira. O trecho de seu texto usado na proposta de redação conecta as consequências da assinatura da abolição da escravatura no Brasil com à marginalização do negro na sociedade nos anos 1990; apesar do tempo de publicação, podemos afirmar que, em 2016, a realidade do negro, no Brasil, pouco mudou, infelizmente.
Segundo Darcy Ribeiro, depois da Lei Áurea, o negro continuou sendo considerado um subproletariado, ou seja, um trabalhador submetido aos demais, inferiorizado e ligado ao seu antigo papel, o de escravo, o de mercadoria, o de animal, o que tem consequências até hoje, que podem ser resumidas na marginalização dos homens negros e mulheres negras brasileiros, entre os quais as taxas de analfabetismo são maiores, as taxas de mortalidade e criminalidade, já que a população carcerária no Brasil, em sua maioria, é negra, além dos índices de jovens negros que morrem por meios violentos, como assassinatos.
Além disso, ao ler tal excerto, o candidato deveria se lembrar de aspectos que Darcy Ribeiro não menciona neste texto, mas que é de conhecimento geral: negros ganham menos do que brancos, mulheres negras sofrem mais machismo do que as brancas, os negros têm mais dificuldade do que os brancos em relação ao acesso ao ensino universitário, a violência da polícia militar cai mais sobre o jovem negro, dentre outras questões.
Para o autor, trata-se de um fracasso da sociedade brasileira que não conseguiu atingir a tal sonhada democracia racial na qual o negro seria um cidadão indiferenciado dos demais, isto é, com as mesmas condições sociais.
O segundo texto fonte, por sua vez, trata, por meio da legislação, do crime do racismo, da discriminação ou preconceito por raça, etnia, cor, religião ou origem. Cientificamente falando, o termo “raça” é equivocado, pois só existe uma raça de pessoas: a raça humana. O que existem são diferentes tons e cores de pele, devido à miscigenação e à concentração de melanina, e as etnias, que nada mais são do que o conjunto de questões de cor, de pele e de cultura. No caso da etnia negra, além da cor negra da pele, refere-se à cultura negra que engloba música, religião, culinária, vestimentas, tradições, costumes, línguas e dialetos etc.
Terceiro Texto Motivador da Redação do Enem 2016 Segunda aplicação.
Texto III da Redação do Enem 2016 (2ª Edição).
Portanto, discriminar alguém por conta da sua cor de pele ou etnia é crime no Brasil e o terceiro texto motivador diferencia injúria racial de racismo. De acordo com a lei brasileira, a injúria racial acontece quando a honra de alguém é ofendida com xingamentos relacionados à sua cor, etnia, religião (casos de intolerância religiosa) e origem (xenofobia); já o racismo ocorre quando há uma conduta discriminatória dirigida a determinados grupos, como por exemplo, separar negros e brancos.
Ambos os crimes, apesar de serem tecnicamente diferentes, são oriundos dos preconceitos em relação aos negros, que têm origem na época da escravidão no Brasil. O racismo, a injúria racial e a marginalização do povo negro são legados da escravidão, tema, inclusive, da proposta de redação do vestibular da Unesp 2016.
Finalmente, o quarto texto motivador, traz para o candidato um exemplo de proposta de intervenção social: as ações afirmativas. Tratam-se de políticas públicas que têm como objetivo corrigir injustiças e desigualdades raciais e sociais, acumuladas ao longo dos anos. Como exemplo, podemos citar as cotas raciais em vestibulares, tema alvo de muita polêmica, inclusive.
Nesse sentido, o candidato que criticou tais ações afirmativas, como as cotas, foi contra ao recorte temático da proposta de redação. Acreditamos que ponderá-las, trabalhá-las mais a fundo é uma estratégia interessante, mas quem afirmou que eles não resolvem o problema ou que são discriminatórias, discordou do recorte temático da prova de produção escrita.
Portanto, neste viés, o candidato que relativizou o tema, dizendo que há um exagero ao afirmar que existe racismo no Brasil, no mínimo, tangenciou o tema, assim como os que desenvolveram o tema fora do âmbito brasileiro. Já aqueles que afirmaram que os negros se fazem de coitados ou de vítimas, que “mamam nas tetas do governo” ou qualquer outro absurdo como este, fugiu completamente do tema, tendo sua dissertação-argumentativa anulada.
Por outro lado, o candidato que acessou seus conhecimentos de História do Brasil, trabalhando com o que houve com a maioria dos ex-escravos brasileiros (formação dos cortiços e das favelas nas periferias das cidades, sem acesso à água encanada e eletricidade, desemprego etc.) e relacionou tais fatos com a marginalização atual do negro, ligando com questões econômicas e sociais (menores salários, machismo, violência dentre outras) e que, na conclusão, propôs caminhos como mais ações afirmativas que visam erradicar a desigualdade étnica e social no Brasil, respeitando os Direitos Humanos, sem incitar a violência, alcançou o objetivo desta proposta de redação.
Finalizando, este tema é de suma importância, pois, infelizmente, o Brasil é um país racista que discrimina seu semelhante devido à sua triste história e à sua concentração de melanina. Os brancos podem até imaginar, mas nunca saberão, na pele, de verdade, o que é ser alvo de racismo; é muito falar que tudo hoje é racismo, alegando que há um exagero. E se fosse você? Empatia e respeito não custam nada. Parabéns ao Enem por este tema!

5 de dezembro de 2016

ENEM - 2017


O Ministério da Educação (MEC) fará um consulta pública, provavelmente em janeiro do ano que vem, para coletar opiniões da população sobre prováveis mudanças que devem ser implementadas no Enem 2017 e também de 2018.
O anúncio foi feito por representantes do ministério e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na noite deste domingo (04), em entrevista coletiva concedida em Brasília após a segunda aplicação das provas do Enem 2016.
Entre possíveis sugestões que podem ser consideradas na pauta de discussão, podemos ter a realização de somente um dia de provas ao invés de dois, além da exclusão da Redação.
Apesar dos rumores apontarem para as alterações citadas, o ministro da educação Mendonça Filho disse que não quer “antecipar nenhuma decisão” e que ainda não é possível prever o que de fato será debatido na consulta:
Não temos ainda quadro de perguntas que podem ser feitas, que podem nortear o caminho a ser discutido. A temática não pode ser tão abrangente que termine virando algo difícil de coletar por aqueles que participam do Enem.
Ainda de acordo com ele, a ideia é promover um debate de forma democrática, que permita aos próprios estudantes que prestarão o exame nacional participar e opinar de acordo com suas expectativas e interesses.
Vale lembrar, por fim, que recentemente a presidente do Inep, Maria Ines Fini, adiantou que Enem pode deixar de ser usado para certificação do ensino médio e também para candidatos treineiros . Além disso, ela também confirmou que o resultado do exame continuará sendo usado por programas de acesso ao ensino superior, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (Prouni), entre outros.
Portanto, é possível que tais assuntos nem entrem na lista que fará parte da chamada pública.

4 de dezembro de 2016

TEMA DE REDAÇÃO UNIJUI - 2017

“Geração triste” foi o tema da redação do vestibular de verão 2017 da Unijuí, cujas provas são aplicadas nesta manhã. O assunto tem como base uma entrevista do psiquiatra Augusto Cury, que fala, por exemplo, da relação entre pais e filhos. A partir do tema, os vestibulandos tiveram que produzir um texto dissertativo. Os candidatos inscritos para os cursos de Educação a Distância fizeram apenas a redação. Já para os cursos presenciais, além da redação, houve questões objetivas.

TEMA DE REDAÇÃO PUC 2017

Na página seguinte, são apresentados três temas.
 Examine-os atentamente, escolha um deles e elabore um texto dissertativo com 25 a 30 linhas, no qual você exporá suas ideias a respeito do assunto. Ao realizar sua tarefa, tenha presentes os seguintes aspectos: ♦ Você deverá escrever uma dissertação; portanto, mesmo que seu texto possa conter pequenas passagens narrativas ou descritivas, nele deverão predominar suas opiniões sobre o assunto que escolheu. ♦ Você deverá escrever o seu texto de acordo com as novas regras ortográficas. ♦ Evite fórmulas preestabelecidas ao elaborar seu texto. O mais importante é que ele apresente ideias organizadas, apoiadas por argumentos consistentes, e esteja de acordo com a norma culta escrita. ♦ Procure ser original. Não utilize em sua dissertação cópias de textos da prova nem de parágrafos que introduzem os temas. ♦ Antes de passar a limpo, à tinta, na folha definitiva, assinale o tema desenvolvido no campo indicado, na parte superior da folha. ♦ Releia seu texto com atenção e faça os reparos que julgar necessários. ♦ Não é permitido usar corretor líquido. Se cometer algum engano ao passar a limpo, não se preocupe: risque a expressão equivocada e reescreva, deixando claro o que pretende comunicar. ♦ Lembre-se de que não serão considerados:  textos que não desenvolverem um dos temas propostos;  textos redigidos a lápis ou ilegíveis. Boa prova!
 R E D A Ç Ã O PUCRS Concurso Vestibular www.pucrs.br Verão 2017 12 TEMA
 1 Prática de rituais e identidade familiar Os rituais são parte essencial da vida familiar, podendo ser entendidos como hábitos de vida relativamente estruturados e repetitivos, através dos quais os membros de uma família comunicam significados aos níveis manifesto, simbólico e até inconsciente. (...) Apesar do seu caráter universal, os rituais – rotinas, tradições e celebrações – são expressos de forma diferente em cada família, com cada uma descobrindo e construindo os seus, moldando-os à sua imagem. Adaptado de: http://oficinadepsicologia.com/a-importancia-dos-rituais-familiares. Acesso em 07 out. 2016.
 Se você optar por este tema, apresente um ou dois rituais cultivados por sua família que contribuem para o estabelecimento da identidade familiar. Ao dissertar, justifique a relevância desse(s) ritual(ais) para o fortalecimento dos laços entre os membros da família.
 TEMA 2 Casar é “modinha”? O casamento voltou a ficar na moda entre os jovens, conforme revela uma pesquisa feita em 30 países. Mas, afinal, qual a idade para pensar em casamento? Uma pesquisa com 30 mil pessoas, de 60 países, mostra que casar está nos planos de 19% da chamada geração Z, que tem entre 15 e 20 anos, e de 17% da geração Y, que tem de 21 a 34 anos. Adaptado de: http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/01/pesquisa-revela-que-o-casamento-volta-ficar-na-moda-entre-os-jovens.html. Acesso em 06 out. 2016.
 Para desenvolver este tema, você deverá considerar a hipótese de que o aumento da adesão dos jovens ao casamento seja apenas um modismo, manifestando o seu ponto de vista sobre ela. Procure avaliar a realidade ao seu redor, principalmente a forma como se comportam os(as) seus(suas) amigos(as) em relação ao casamento para fundamentar sua argumentação.
TEMA 3 Os rituais religiosos e o homem contemporâneo Qual a situação atual em relação ao aspecto ritualístico das religiões? O religioso praticante toma parte nos vários rituais da sua igreja, e, indubitavelmente, este fato constitui uma das razões mais significativas da sua ida à igreja. Devido ao fato de que existe muito pouca oportunidade para o homem moderno participar em conjunto de ações de devoção, qualquer forma de ritual exerce tremenda atração, mesmo que alienada dos sentimentos e anseios mais significativos da nossa vida diária. Adaptado de: FROMM, Erich. Psicanálise e religião. 3. ed. Rio de Janeiro: Ed. Livro Ibero-americano Ltda., 1966, pp. 125-139. Disponível em: http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=1017#.V8yTNTWPFII. Acesso em 04 set. 2016. Considerando o excerto acima e as características da vida moderna, apresente seu ponto de vista sobre o esvaziamento do real significado dos rituais religiosos que fazem parte da história da humanidade, não importando a crença de origem. Se escolher este tema, analise as causas e as consequências desse esvaziamento e fundamente seu posicionamento com dados da realidade que julgar relevantes para a argumentação. PUCRS Concurso Vestibular www.pucrs.br Verão 2017 13 FOLHA DE RASCUNHO DA REDAÇÃO _________________________________________________ 01_________________________________________________________________________________ 02_________________________________________________________________________________ 03_________________________________________________________________________________ 04_________________________________________________________________________________ 05_________________________________________________________________________________ 06_________________________________________________________________________________ 07_________________________________________________________________________________ 08_________________________________________________________________________________ 09_________________________________________________________________________________ 10_________________________________________________________________________________ 11_________________________________________________________________________________ 12_________________________________________________________________________________ 13_________________________________________________________________________________ 14_________________________________________________________________________________ 15_________________________________________________________________________________ 16_________________________________________________________________________________ 17_________________________________________________________________________________ 18_________________________________________________________________________________ 19_________________________________________________________________________________ 20_________________________________________________________________________________ 21_________________________________________________________________________________ 22_________________________________________________________________________________ 23_________________________________________________________________________________ 24_________________________________________________________________________________ 25_________________________________________________________________________________ 26_________________________________________________________________________________ 27_________________________________________________________________________________ 28_________________________________________________________________________________ 29_________________________________________________________________________________ 30_________________________________________________________________________________

TEMA DE REDAÇÃO ENEM 04/12/2016

Combate ao racismo foi o tema da redação escolhido pelo MEC/Inep (Foto: Reprodução)Combate ao racismo foi o tema da redação escolhido pelo MEC/Inep (Foto: Reprodução)

O tema da redação da segunda aplicação do Enem 2016 é "Caminhos para combater o racismo no Brasil". A informação foi divulgada nas redes sociais pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no início da tarde deste domingo (4).
De acordo com um estudante que fez a prova neste domingo no Recife, um dos três textos motivadores da prova de redação falava sobe a diferença entre racismo e injúria racial.
A expectativa para descobrir o tema era também dos candidatos que fizeram o Enem de novembro. Na prova aplicada nos dias 5 e 6 do mês passado, a orientação era escrever sobre “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.
Apesar da proximidade dos temas, professores alertam para o fato de que o tema não é apenas "racismo no Brasil", mas sim "os caminhos para combater" esse problema.

"Se o tema é o combate ao racismo, ele tem que dizer que existe uma prática recorrente que ameaça a harmonia da sociedade brasileira."

3 de dezembro de 2016

TEMA DE REDAÇÃO - REVENDO

Elabore sua redação considerando as ideias a seguir:
A questão não é opção religiosa, mas a liberdade de escolha. Qualquer pessoa pode acreditar no que quiser, contanto que deixe a outra livre para fazer o mesmo. Sem constrangimentos. E não é o que está acontecendo. Liberdade religiosa só existe quando não se mistura religião a nada. Nem à política, nem à educação, nem à ciência e nem ao esporte. [André Barcinski – Folha de São Paulo.]
 
A cada três dias, em média, uma denúncia de intolerância religiosa chega à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Entre 2011 e 2014, 504 queixas desse tipo foram relatadas à pasta pelo Disque 100 – canal de denúncias para violações dos direitos humanos, que são repassadas à polícia e ao Ministério Público. O governo federal reconhece que a intolerância religiosa, na prática, tende a ser maior do que aquela denunciada e que cenas como a da menina de 11 anos agredida na semana passada com uma pedrada na cabeça ao sair de um terreiro de candomblé na Vila da Penha, zona norte do Rio, estão longe de ser casos isolados. [Emílio Sant’anna -  Folha de São Paulo]
 
Intolerância religiosa é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças ou crenças religiosas de terceiros. Pode-se constituir uma intolerância ideológica ou política, sendo que, ambas têm sido comuns através da história. A maioria dos grupos religiosos já passou por tal situação numa época ou noutra. Floresce devido à ausência de tolerância religiosa, liberdade de religião e pluralismo religioso.
Perseguição, neste contexto, pode referir-se a prisões ilegais, espancamentos, torturas, execução injustificada, negação de benefícios e de direitos e liberdades civis. Pode também implicar em confisco de bens e destruição de propriedades, ou incitamento ao ódio, entre outras coisas, que são atitudes de grande barbaridade. [Wikipedia] 
 
I - DA LIBERDADE DE RELIGIÃO. A Constituição Federal consagra como direito fundamental a liberdade de religião, prescrevendo que o Brasil é um país laico. Com essa afirmação queremos dizer que, consoante a vigente Constituição Federal, o Estado deve se preocupar em proporcionar a seus cidadãos um clima de perfeita compreensão religiosa, proscrevendo a intolerância e o fanatismo. Deve existir uma divisão muito acentuada entre o Estado e a Igreja (religiões em geral), não podendo existir nenhuma religião oficial, devendo, porém, o Estado prestar proteção e garantia ao livre exercício de todas as religiões. É oportuno que se esclareça que a confessionalidade ou a falta de confessionalidade estatal não é um índice apto a medir o estado de liberdade dos cidadãos de um país. A realidade nos mostra que tanto é possível a existência de um Estado confessional com liberdade religiosa plena (v.g., os Estados nórdicos europeus), como um Estado não confessional com clara hostilidade aos fatos religiosos, o que conduz a uma extrema precariedade da liberdade religiosa (como foi o caso da Segunda República Espanhola). [Iso Chaitz Scherkerkewitz - Procuradoria Geral do Estado de São Paulo]

REVENDO

No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto acima, julgue os próximos itens.
Na linha 12, o pronome “se” poderia ser deslocado para imediatamente após a forma verbal “converteu”, escrevendo-se converteu-se, sem prejuízo da correção gramatical do texto.
  • C.Certo - CERTO, POIS NÃO HÁ PALAVRA ATRATIVA POR ALI, LOGO PRÓCLISE OU ÊNCLISE.
  • E.Errado

REVENDO E ESTUDANDO

Acerca das ideias desenvolvidas no texto acima e das estruturas linguísticas nele empregadas, julgue os itens de 7 a 12.
No trecho “nos teria afligido um projeto de educação totalitária” (l.25-26), o pronome “nos” poderia ser corretamente empregado imediatamente após a forma verbal “teria”, escrevendo-se teria-nos.
  • C.Certo
  • E.Errado - COMO HÁ UMA PONTUAÇÃO E TEMOS VERBO NO FUTURO DO PRETÉRITO, USAMOS UMA MESÓCLISE - TER-NOS-IA

REVENDO E ESTUDANDO

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:
  • A.que permitiu à civilização = que lhe permitiu
  • B.envolveu diferentes fatores = envolveu-os
  • C.para fazer a dragagem = para fazê-la
  • D.que desviava a água = que lhe desviava - HÁ UM OBJETO DIRETO, LOGO, QUE A DESVIAVA.
  • E.supriam a necessidade = supriam-na

REVENDO E ESTUDANDO

No trecho “dissipam-se para latitudes mais baixas” (l.21), a partícula “se” tem função apassivadora.
  • C.Certo - ok, certo
  • E.Errado

TERCEIRÃO, REVENDO E ESTUDANDO

A forma verbal “Lidamos” (l.9) poderia ser corretamente substituída por Lida-se.
  • C.Certo
  • E.Errado
  • CERTO

1 de dezembro de 2016

ANÁLISE DO TEMA DE REDAÇÃO DE 2016 - REVENDO

Análise de Tema da Redação do Vestibular FUVEST 2016


No último dia 10 de janeiro  de 2016 começou a ser aplicada a 2ª fase do vestibular da Universidade de São Paulo (USP), promovido pela Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST) e a primeira prova foi de Língua Portuguesa, Literatura e Redação, cuja proposta teve como tema “As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?”.
No vestibular 2016, a FUVEST deixou um pouco de lado as questões sociais (embora elas possam ser relacionadas a esse tema) e abordou uma questão de cunho filosófico, causando surpresa em boa parte dos candidatos e dos professores de Português.
A coletânea da proposta apresentou seis textos que, por sua vez, contemplaram vários aspectos, positivos e negativos, das utopias. Tais opiniões deveriam ser lidas com muita atenção pelos candidatos, já que o comando do tema sugere três opções sobre as utopias: se elas são indispensáveis, inúteis ou nocivas. Dependendo do argumento principal, o candidato deveria selecionar determinados textos da coletânea.
Deste modo, é essencial que o candidato à FUVEST tomasse uma posição acerca das utopias e argumentasse a favor da sua opinião, deixando claro se pensa que as utopias são indispensáveis, inúteis ou nocivas e por quê.
O primeiro texto da coletânea, um verbete, define o que é utopia e lembra que Thomas More publicou, há 500 anos, um livro intitulado Utopia (1516) no qual relata a vida em uma ilha fictícia chamada Utopia onde a propriedade privada e a intolerância religiosa foram eliminadas a fim de se viver em uma sociedade harmônica. O verbete também apresenta os sentidos positivo e negativo do termo: o primeiro diz respeito a um ideal político, social ou religioso que culmine em uma sociedade feliz; já o segundo sentido, o negativo, é relacionado a projetos e planos irreais, ou seja, fantasiosos.
O segundo texto, adaptado do filósofo francês Paul Ricouer (1913 – 2005), afirma que a utopia nos afasta da nossa realidade e do fato de ela ser obrigatória e nos aproxima de outras realidades possíveis e, assim, destaca as potencialidades de um grupo que está inserido na ordem vigente.
fuvest
O terceiro texto, adaptado de Karl Mannheim, sociólogo judeu (1893 – 1947), afirma que o desaparecimento da utopia faria com que a humanidade se deparasse com nenhum ideal e, assim, seria transformada em uma coisa, um mero produto do impulso. Segundo o autor, o homem sem utopia perderia a vontade de construir e de compreender a história.
O quarto texto, adaptado do filósofo francês contemporâneo André Comte – Sponville, argumenta que é possível e melhor vivermos sem utopias, pois elas são ineficazes, pois são apenas sonhos, e perigosas quando queremos realizá-las.
O quinto texto da coletânea, por sua vez, é um poema do autor brasileiro Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) no qual o poeta faz um convite ao leitor: viver em um mundo utópico, mas possível, onde as pátrias não têm fronteiras, onde não há leis, igrejas, quartéis, dor, ouro e tantas outras coisas nocivas à harmonia. O candidato, neste momento, poderia ter se lembrado da canção Imagine, de Jonh Lennon (1940 – 1980), ex-integrante dos Beatles, na qual o músico inglês canta um mundo sem países, sem guerras, sem religiões e ainda conversa com o ouvinte, dizendo que podem chamá-lo de sonhador, mas que ele é apenas mais uma pessoa que espera um mundo no qual vivamos como um só.
Finalmente, o sexto e último texto da coletânea é também uma adaptação oriunda de Frédéric Rouvillois, professor francês, que traz a definição fundadora da palavra utopia e a relaciona com o já mencionado livro de Thomas More: a busca por uma sociedade perfeita e ideal, um verdadeiro paraíso pacífico no qual não há diferenças entre os homens e, portanto, uma sociedade livre de conflitos. Porém, o autor ressalta que, olhando por outro ângulo, essas condições seriam autoritárias e até genocidas a fim de alcançar essa perfeição por meio de instrumentos terríveis como a violência.
Este último texto pode ser relacionado, pelos candidatos que prestam vestibulares há muito tempo, para cursos concorridos como Medicina, ou pelos candidatos que tiveram contato com uma das propostas de vestibular da Unicamp 2013 com o texto da revista Superinteressante que aborda o lado bom do pessimismo.
Neste texto em específico, várias opiniões positivas acerca do pessimismo são apresentadas ao leitor, inclusive a do filósofo britânico Roger Scruton acerca do “otimismo inescrupuloso”, ou seja, “aquelas utopias que levam populações inteiras a aceitar falácias e resistir à razão”. Para ele, um exemplo desse otimismo exacerbado foi a ascensão do regime nazista que culminou na 2ª Guerra Mundial.
O candidato que pensa que as utopias são indispensáveis poderia argumentar que elas expressam a necessidade de lutarmos contra a nossa realidade a fim de construirmos uma nova e melhor realidade. Já aquele que as considera inúteis deveria afirmar que elas são inúteis, pois não passam de meras fantasias e sonhos, não passando de ilusões. Por fim, o candidato que opinou que as utopias são nocivas poderia destacar seus perigos ao se tentar atingir a perfeição por meio da violência e de ferramentas abusivas.
Consideramos o tema da proposta de redação do vestibular 2016 da FUVEST inovador e desafiador, já que trata-se de algo complexo e profundo.

Redação no Enem: O Que o Tema da Proposta Nos Diz?


No início da tarde desta quinta-feira (1º de dezembro), o Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) comunicou que recebeu relatório da Polícia Federal – PF – que constata que houve vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016).
De acordo com informações do MPF-CE, a conclusão da Polícia sobre o inquérito é que pelo menos dois candidatos receberam, antecipadamente, os gabaritos do exame, além do tema da proposta de redação. O Ministério Público inclusive reproduziu o trecho do texto da PF que expressa “convicção de que houve crime de estelionato qualificado”.
No segundo dia do exame, domingo (06), participantes nos estados do Ceará e Amapá foram flagrados com o tema da redação, um deles inclusive com o texto pronto numa folha de papel no bolso. Esses mesmos candidato também receberam o gabarito das provas e por mensagem no celular e usavam ponto eletrônico.
Na oportunidade o MFP-CE pediu a anulação das notas da redação do Enem. A solicitação foi negada por liminar e o Ministério Público, por meio do procurador da República Oscar Costa Filho, já recorreu. Ele inclusive adiantou que a íntegra do relatório e peças do inquérito serão anexadas ao recurso do MPF que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região.
Além dos gabaritos das provas e do tema da redação, as investigações da PF também apontam que participantes tiveram acesso a frase código da prova rosa – “Minha paixão pesa como pedra”, que identifica de fato a cor do caderno, permitindo que os candidatos fraudulentos pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha, independente da cor de sua prova.
De acordo com declaração de Costa Filho, o vazamento compromete o princípio de igualdade que deve ser garantido pelo Enem a todos os candidatos:
Uma quadrilha organizada nacionalmente teve acesso antecipado às provas. Isso compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada.



Em um momento de avaliação, na qual o candidato está diante de uma prova de redação, é natural que ele esteja ansioso, nervoso e com medo de não conseguir administrar bem o tempo disponível. Apesar disso, como já dissemos nesta coluna, é esperado que ele dê conta de analisar adequadamente, com certa calma, a proposta de produção de texto e o primeiro passo para isso ser realizado de maneira eficaz é a análise correta do tema da redação.
A maneira como o tema da proposta está escrito diz muito ao candidato, principalmente no que diz respeito ao objetivo da banca elaboradora. No caso do Enem, por exemplo, os temas das últimas edições têm sido escritos em forma de afirmações: “A publicidade infantil em questão no Brasil”, “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” e “Os caminhos para se combater a intolerância religiosa no Brasil” são afirmações que deveriam ter sido desenvolvidas pelos candidatos; além deste entendimento, o conhecimento do vocabulário é fundamental a fim de compreender adequadamente o tema da redação.
“A publicidade infantil em questão no Brasil” refere-se à discussão em torno da publicidade voltada para o público infantil brasileiro; já “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” afirma que esse tipo de violência é persistente no nosso país apesar das inovações na lei, como a lei Maria da Penha, por exemplo e “Os caminhos para se combater a intolerância religiosa no Brasil” diz respeito às propostas de solução para a questão da intolerância religiosa no Brasil.
Diante destes exemplos, podemos concluir que os candidatos que negaram tais afirmações, argumentando, por exemplo, que a violência contra a mulher é um exagero ou que não há intolerância religiosa no país fugiram do tema, já que escreveram um texto totalmente contrário do que afirmava os respectivos temas. Além disso, os candidatos que não os contextualizaram na situação social, histórica e política brasileira, no mínimo, tangenciaram, já que em todos os temas dados a contextualização no cenário brasileiro é explícita.
Além de ser uma afirmação, o tema de uma proposta de redação pode ser escrito no formato de uma pergunta. Como exemplo, podemos citar o tema da produção de texto da Fuvest 2016: “As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?”. Neste caso, o candidato deve assumir uma posição e escolher se argumentará a favor de as utopias serem indispensáveis, inúteis ou nocivas ou, ainda, as três coisas ou duas coisas ao mesmo tempo, dependendo do nível (individual/social), de acordo com a coletânea de textos.
Ou seja, quando o tema da proposta de redação constituir uma pergunta, o candidato deve respondê-la ao longo do texto, sem ficar em cima do muro, digamos assim, até porque neutralidade não existe e uma dissertação-argumentativa pede uma postura firme em relação à tese defendida.
Por fim, o modo como o tema da redação está escrito – em forma de afirmação ou de pergunta – e o vocabulário escolhido pela banca elaborada para criar este tema diz muito sobre a prova de produção de texto para os candidatos e para os professores de Língua Portuguesa. Nos cabe ficar atentos a isso, a fim de dar o primeiro passo na compreensão da proposta como um todo.