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23 de fevereiro de 2018

2018


A avaliação tem se concretizado com as seguintes atividades:


- Provas escritas
- Avaliações orais - seminários e declamação de poesia
- Produção de textos: narrativos, dissertativos e poéticos
- Diagnóstico para retomada dos conteúdos não apreendidos
- Avaliação das leituras das obras literárias em seminários (individual e em grupo), trabalhos e provas
escritas. Dramatizações, resenhas, reescritas, literatura comparada etc.

Conteúdos

 
Conteúdos por série/ano

1º Ano
1º Semestre

I - Leitura e Interpretação
- Crônicas; Poesias
II - Análise da Língua
- Pontuação; Paragrafação; Ortografia; Verbo HAVER; Linguagem: conceito e origem; tempos verbais.
- Funções da linguagem ( emotiva, expressiva, referencial, metalingüística, poética e apelativa).
III - Análise Literária
- Gêneros Literários (narrativo, lírico e dramático); Literatura Informativa e dos Jesuítas
- Barroco e Arcadismo no Brasil
IV- Produção de Textos
- Gênero: tipos que contemplem a estrutura e a diferença.
- Tipos de enunciados narrativos e descrittivos ( contos e crônicas).
Produção de Textos Informativos e Poéticos.
V- Apêndices
Sugestão de Filmes:
A Invenção do Brasil:( O Caramuru); Brasil Século XVI ; Em Nome de Deus.


2º Semestre
I - Leitura e Interpretação
- Textos Narrativos e Informativos; Textos Poéticos
II - Análise da Língua
- Estrutura de Palavras; Formação de Palavras;Estrangeirismos
III - Análise Literária
- Versificação; Figuras de Linguagem, Poesia e Prosa Medieval
- Literatura Portuguesa (do Renascimento ao Romantismo)
IV- Produção de Textos
- Textos Narrativos, Descritivos e Informativos
V- Apêndices.

Sugestão de Filmes:
Giordano Bruno ( Giuliano Montaldo). A conquista do Paraíso (Ridley Scott). Cristóvão Colombo ( Alberto Lattuada). A Missão ( Roland Joffé). A Rainha Margot ( Patrice Chereau). 


2º ANO 
1º SEMESTRE

I - Leitura e Interpretação
- Textos Narrativos: ( crônicas e contos); Textos poéticos; Textos Jornalísticos.
II - Análise da Língua
- Revisão: Ortografia e Acentuação; O léxico da língua: processo de formação de palavras.( derivação e composição); CLASSE DE PALAVRAS: Substantivo, Adjetivo, Artigo, Numeral, Pronomes, Verbos, Adverbios.
III - Análise Literária
História da Literatura Brasileira: Século XIX: Poesia e Prosa no ROMANTISMO; Características, Obras e Autores. Romantismo em Portugal
IV- Produção de Textos
- Texto Narrativo: Elementos da Narração (narrador, personagens, enredo, espaço, tempo, diálogo);
- Resumo;
- Produção de Textos poéticos.
V- Apêndices

Sugestão de Filmes:
Inocência, de Walter Lima; Amistad, de Steven Spielberg; O múltiplo, de José de Alencar. Romeu e Julieta (o filme), O Carteiro e o Poeta (o filme).


2º Semestre
I - Leitura e Interpretação
- Textos Informativos: reportagem; Narrativas longas: Sinopses, Resumos e Resenhas
II - Análise da Língua
- CLASSE DE PALAVRAS: Preposição, Conjunção e Interjeição.
III - Análise Literária
- Realismo, Nturalismo, Parnasianismo e Simbolismo.
IV- Produção de Textos
- Produção de textos informativos, reportagens; Produção de textos dissertativos; Resumos, resenhas, sinopses.
V- Apêndices.

Sugestão de Filmes:
Sonhos- Akira Kurosawa. Reds- Warren Beaty e Tempos Modernos, Charles Chaplin; Memórias Postumas de Brás Cubas; Germinal.


3º ANO
1º Semestre

I - Leitura e Interpretação
- Interpretação de textos;
II - Análise da Língua
-Revisão: Acentuação e Pontuação; SINTAXE: Frase, Oração e Período; Sujeito e Predicado; Períodos Simples e Compostos;
III - Análise Literária
- Revisão: Do Romantismo ao Simbolismo; Pré-Modernismo; Vanguardas Européias;Semana de Arte Moderna; Primeira Geração Modernista; Obras Literárias: lista oficial da UFPR (leitura e análise)
IV- Produção de Textos
- Gêneros Discursivos (Informativos, Persuasivos e Lúdicos); Dissertação (esquema, estrutura e elementos); Paráfrase (reprodução, resumo, discurso direto x indireto, linguagem coloquial x culta).
V- Apêndices

Sugestão de Filmes:
Triste fim de Policarpo Quaresma, herói do Brasil, de Paulo Thiago; Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade; Paixão e guerra no sertão de Canudos, de Antonio Olavo; Amazônia em Chamas. Documentário. 
2ºSemestre

I - Leitura e Interpretação
- interpretação de textos;
II - Análise da Língua
- Reestruturação: Colocação Pronominal; Elementos Coesivos; Concordância Verbal e Nominal; Regência Nominal e Verbal; Crase.
III - Análise Literária
Segunda fase Modernista: prosa; Terceira fase Modernista (Pós-Modernismo.);Obras Literárias: UFPR
(leitura e análise)
IV- Produção de Textos
- Dissertação __ Coesão e Coerência; Intertextualidade ;  Transposição de Linguagens (interpretação de textos figurativos: gráficos, tabelas e mapas, linguagem não- verbal x verbal de charges e tiras, artística x científica);
V- Apêndices.
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Sugestão de filmes:
A hora da Estrela, de Suzana Amaral; Morte e vida Severina, de Walter Avancini Lamarca, de Sérgio Rezende; O que é isso Companheiro?, de Bruno Barreto; As meninas, de Emiliano Pereira; Central do Brasil, de Walter Salles; O pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.
 
 
 

Metodologia

 
O trabalho é desenvolvido a partir das seguintes metodologias:
- Discussão em classe a partir dos conteúdos;
- Debates em grupo;
- Leituras e trabalho em grupo;
- Aulas expositivas e expositivo-dialogadas;
- Trabalhos individuais e apresentação de seminários;
- Contextualização dos conteúdos trabalhados;
- Leituras de textos críticos sobre a realidade social - análise e interpretação; leitura crítica da realidade sócio-histórica para produção de textos dissertativos.
- Atividades no Laborátorio de Informática;
- Oficinas de Literatura: Obras Literárias solicitadas 
 
 

Projetos

Sedução da Linguagem Poética

- Concurso de Declamação
- Varal de Poesia – poema de autoria e leitura plástica;
- Publicação de livro de poemas dos/as alunos/as autores/as.
 - Conhecendo o Brasil - terceiro ano
- Conhecendo o Rio Grande do Sul segundos anos

Leitura/Literatura

- Apoio à sala de aula 
 

Proposta Curricular da disciplina de Língua Portuguesa

 


Pressupostos teórico-metodológicos

O ensino de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira leva em consideração o fato de que a democratização desse saber só se realiza quando os/as alunos/as são capazes de interagir com o texto escrito e oral em seus diversos níveis de complexidade. Quando são capazes de ler nas linhas e entrelinhas, de captar as subjetividades presentes nos textos, perceber o ponto de vista e a presença da ideologia e da intencionalidade do/a autor/a. Compreender que uma vez que pode "estar sujeita às circunstâncias do momento, às instabilidades psicológicas, às flutuações de sentido, a língua em grande medida é opaca, não é transparente. Isso faz da prática da interpretação uma atividade fundamental da vida humana, da interação social". Ensinar Língua Portuguesa para os falantes dessa língua, numa perspectiva sócio-interacionista, exige abordar as variações linguísticas que caracterizam a linguagem na manifestação verbal dos diferentes grupos sociais dos falantes. Realizado dessa forma, possibilita a organização estrutural da linguagem verbal sem que a gramática normativa seja o centro das atividades de ensino-aprendizagem.

Objetivos gerais da disciplina

· Garantir ao/à aluno/a do Ensino Médio um domínio ainda maior das práticas sócio verbais, com uma elaboração condizente com seu nível de ensino;
· Capacitar cada vez mais o/a aluno/a a perceber nos diferentes textos as diferentes visões de mundo bem como os interesses que eles carregam, ou seja, a não neutralidade de todo texto;
· Trabalhar no ensino de Língua Portuguesa referindo o caráter social da língua que se realiza na interação verbal e social dos/as interlocutores/as;
· Compreender as variações da linguagem como fenômeno social e refletir as diferentes formas de manifestação do preconceito linguístico como uma forma de preconceito social em que, segundo BAGNO, "a noção de erro varia e flutua de acordo com quem usa e contra quem";
· Desenvolver as atividades de produção e compreensão de textos como extensão da tarefa de leitura e compreensão do mundo em que vivemos, com a consequente produção de reflexões sobre o mundo vivido em textos crítico-reflexivos.
· Desenvolver, despertar, incentivar, promover no/a aluno/a o prazer da leitura das obras literárias como produtos da experiência da humanidade, como relatos do nosso processo civilizatório tanto quanto nosso cotidiano. A leitura das obras de ficção deverá levar o/a aluno a compreender que estes são relatos da vida e que a história de todos e de cada um estão ali expressas. 

ENEM 2018 - 2019

O primeiro passo para se obter uma nota máxima em qualquer prova de redação é atender ao tema exigido de acordo com o recorte temático proposto pela proposta de redação.
No caso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na edição do ano 2017, o tema da prova de redação foi “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil“. Deste modo, os participantes tinham de entender que o foco era os deficientes auditivos brasileiros em relação à sua formação educacional que, por sua vez, enfrenta desafios, pois, no Brasil, a inclusão ainda não é realizada da melhor maneira possível.
A frase de comando do tema afirmava que há desafios na formação educacional dos surdos no Brasil e o recorte temático proposto pela coletânea de textos motivadores apontava para a necessidade de cumprir a lei que determina que a Libras (Língua Brasileira de Sinais) deve ser ensinada e disponibilizada em todas as instituições de ensino, em todos os níveis. Além disso, o recorte temático indicava que, até mesmo antes disso, a lei da inclusão deve ser respeitada e aplicada, inclusive no mercado de trabalho.
Deste modo, quem afirmou, por exemplo, que não há desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil não atendeu ao tema, pois o negou e, assim, teve sua dissertação-argumentativa anulada, assim como os que abordaram outro tipo de deficiência, como a visual, por exemplo.
Ao lermos as propostas de redação do Enem, percebemos que elas são acompanhadas do tema e da coletânea de textos motivadores que tem a função de inspirar, motivar e expandir o raciocínio e a de fixar um padrão temático e não deixar que o participante fuja do que foi exigido.
Norma culta e seu antigo debate
A coletânea não é um roteiro temático e sim um conjunto de possibilidades diversas de abordar a complexidade do tema com o qual, supõe-se, que o candidato já teria tido algum contato. Os textos não possuem, entre si, uma hierarquia; eles podem e devem ser aproveitados de diferentes formas, conforme o modo de cada um mobilizar seu trabalho de leitura e escrita em função de seu projeto de texto.
Considera-se tangenciamento ao tema a abordagem parcial, ou marginal, do tema dentro do assunto. No caso da prova de redação do Enem 2017, o participante que abordou a inclusão e os desafios da formação educacional dos deficientes brasileiros de maneira geral, tangenciou o tema, pois não focou nos deficientes auditivos.
Já fugir do tema é abordá-lo de uma forma completamente diferente do recorte temático feito pela coletânea textual e, assim, construir um texto que nada tenha a ver com a proposta de redação.
É pertinente ressaltar que os parâmetros de cumprimento, tangenciamento e fuga do tema mudam um pouco de ano para ano, já que cada prova de redação do Enem aborda um tema diferente. É colocado para os corretores limites e exemplos do que seriam cumprimento de tema, tangenciamento e fuga de tema.

18 de fevereiro de 2018

DISCURSO DIRETO PARA INDIRETO


Analisemos a seguinte questão da Fuvest de alguns anos:
(FUVEST) Observe este anúncio, com foto que retrata um depósito de lixo.
TRANSPOSIÇÃO DO DISCURSO DIRETO PARA O DISCURSO INDIRETO
a) Passe para o discurso indireto a frase “Filho, um dia isso tudo será seu”.
A questão trata de um aspecto importante na construção dos textos, que é a definição do tipo de discurso que será empregado para dar voz às personagens (na ficção) ou aos entrevistados ou os autores de citações (nas notícias/reportagens ou nas dissertações). Relembremos dois tipos:
O discurso direto é a transcrição exata da fala das personagens, sem participação do narrador, ou seja, a personagem fala por si mesma e essa fala vem sempre marcada por travessão ou aspas:
  • “Filho, um dia isso tudo será seu”.
O discurso indireto é “de segunda mão”, o narrador utiliza as suas próprias palavras para reproduzir as falas das personagens. Sintaticamente, a fala das personagens vira uma oração subordinada substantiva sempre estruturada a partir de um verbo dicendi (de dizer: disse, falou, sussurrou, perguntou, indagou, respondeu, ordenou etc):
  • O pai disse ao filho que um dia tudo aquilo seria dele.
  • (…) que um dia ele seria dono de tudo aquilo.
  • (…) que um dia tudo aquilo pertenceria a ele.
Como podemos observar, pode haver várias possibilidades de resposta, mas há alguns elementos que são comuns a todas as possibilidades: as alterações de tempo verbal, de pessoa gramatical e de ponto de referência espacial.
Vejamos como ficam essas alterações:
  • Mudança das pessoas do discurso:
A 1.ª pessoa no discurso direto transforma-se em 3.ª pessoa no discurso indireto.
– Eu já terminei minhas tarefas, disse a garota. => A garota disse que ela já tinha terminado as suas tarefas /as tarefas dela.
  • Mudança nos tempos verbais:
    • Verbo no presente do indicativo passa a pretérito imperfeito do indicativo:
– Não quero água – afirmou a menina. => A menina afirmou que não queria água.
    • Verbo no pretérito perfeito passa a pretérito mais-que-perfeito:
– Perdi meu diário – disse ele.=> Ele disse que tinha perdido seu diário.
    • Verbo no futuro do indicativo passa a futuro do pretérito:
– Irei à escola amanhã. => Ele afirmou que iria à escola no dia seguinte.
    • Verbo no imperativo passa o pretérito imperfeito do subjuntivo:
– Marchem! – ordenou o sargento. => O sargento ordenou que marchássemos.
  • Mudança das informações temporais e espaciais (advérbios e pronomes):
    • Ontem no discurso direto passa para no dia anterior no discurso indireto.
– Perdi meu diário ontem – disse ele.=> Ele disse que tinha perdido seu diário no dia anterior.
    • Hoje e agora no discurso direto passam para naquele dia e naquele momento
– Não quero água agora – afirmou a menina. => A menina afirmou que não queria água naquele momento.
    • Amanhã no discurso direto passa para no dia seguinte:
– Irei à escola amanhã. => Ele afirmou que iria à escola no dia seguinte.
    • Aqui, aí, cá no discurso direto passam para ali e lá
– Marchem até aqui! – ordenou o sargento. => O sargento ordenou que marchássemos até lá.
    • Este, esta e isto no discurso direto passam para aquele, aquela, aquilo
– Este assunto não é difícil, afirmou o professor. => O professor afirmou que aquele assunto não era difícil.
Embora os exemplos acima tenham uma relação mais direta com o gênero narrativo, é comum aparecerem questões nos vestibulares cobrando essa transposição. Ou ainda, podemos lançar mão dessa transformação nos textos dissertativos, quando precisamos fazer uma citação ou mencionar a fala de algum entrevistado, informações essas que podem vir nos textos motivadores e que podem ser aproveitados para fundamentar a argumentação ou exemplificar um determinado ponto da discussão.

16 de fevereiro de 2018

REDAÇÃO NOTA MIL DO ENEM 2017


A prova de redação da edição de 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve como tema “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” e pouquíssimos textos obtiveram nota máxima (mil pontos), 53 dissertações-argumentativas, para sermos mais exatos. O tema, que pegou de surpresa a grande maioria dos participantes, provavelmente é um dos aspectos responsáveis para este resultado por se tratar de um tema de difícil execução e de uma questão muito específica.
Isso também pode ser verificado pelo número de redações que fugiram do tema e, por isso, receberam nota zero(309.157 textos). Muitos candidatos se confundiram ao escrever a dissertação-argumentativa e abordaram os deficientes visuais e não os auditivos, já que a coletânea de textos motivadores mencionava o Braile, o sistema de escrita utilizado por deficientes visuais e por pessoas com baixa visão.
Alguns fatores podem contribuir para a nota zero e para as notas acimas de média. Não basta conhecer o tema previamente, já ter lido ou o discutido em sala de aula se o participante não tiver em mente a estrutura da dissertação-argumentativa, tempo hábil para cumprir a prova de redação e calma, muita calma. Um participante que reserva pouco tempo para a prova de produção de texto pode se confundir muito mais e, na ansiedade de terminar, meter os pés pelas mãos.
Não foi o que aconteceu com a participante Maria Clara Delmas Campos, 18 anos, estudante do Rio de Janeiro. Sua redação foi uma das 53 que obtiveram a nota máxima no Enem 2017. A seguir, o texto na íntegra:
A formação educacional de surdos representa um desafio para uma sociedade alienada e segregacionista como a brasileira. O desconhecimento da língua brasileira de sinais — LIBRAS — e a visão inferiorizante que se tem dos surdos podem acabar por excluí-los de processos educacionais e culturais e mantê-los marginalizados em relação ao mundo atual. Portanto, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, a pouca abrangência da língua de sinais entre os mais diversos setores da sociedade faz dela um ambiente inóspito para os deficientes auditivos. Pesquisas corroboradas por universidades brasileiras e estrangeiras, como a Unicamp e a Universidade de Harvard, atentam para a importância da linguagem como principal porta para a convivência social, permitindo uma multiplicidade de interações interpessoais, como as de educação, cultura, trabalho e lazer. Assim, quando a sociedade se fecha à comunicação por sinais, justificada pela ignorância, aqueles que dependem dessa linguagem têm dificuldades de obter educação de qualidade e ficam, muitas vezes, à margem das demais interações sociais.
Além disso, a maioria das escolas brasileiras não incluem os surdos, assim como os demais portadores de necessidades especiais, em seus programas, estimulando a diferença e o preconceito. Por mais que a legislação brasileira garanta o ensino inclusivo, a maioria das escolas brasileiras não possuem estrutura para atender aos deficientes auditivos, principalmente por conta da falta de profissionais qualificados. A pouca inclusão dos jovens deficientes e não-deficientes valoriza a diferença entre eles, gerando discriminação e uma sociedade dividida. O renomado geógrafo Milton Santos dizia que uma sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, mas não o que une seus membros, algo que se evidencia na exclusão de surdos em todos os níveis de ensino.
Destarte, visando a uma sociedade mais justa, é mister superar os desafios da educação de deficientes auditivos. Para que o surdo se integre aos diversos meios sociais, como o educacional, o MEC deve fazer uma reforma curricular, que contemple o ensino de LIBRAS como obrigatório em todas as escolas, através de consultas populares na internet para determinação da carga horária. Ademais, com o intuito de tornar as escolas inclusivas, o MEC e o Ministério do Trabalho devem prover as escolas de profissionais capacitados, que possam lidar com alunos surdos através de programas de capacitação profissional oferecidos pelo SESI e SENAC. Dessa forma, o ensino tornará a sociedade brasileira mais unida.

A dissertação-argumentativa de Maria Clara não tem título, algo previsto pelo edital da prova de redação do Enem; para o exame, o título é facultativo e o participante que não intitula seu texto não tem prejuízo em sua nota.
O primeiro parágrafo do texto de Maria Clara é uma introdução que resume toda a sua linha argumentativa e, assim, resume tudo o que está por vir. A participante afirma, logo no início, que a formação educacional dos surdos no Brasil é um desafio (reafirmando o tema da prova, inclusive) para uma sociedade alienada e segregacionista como a brasileira (não só com os surdos, obviamente e infelizmente). A alienação da sociedade inclui, para a estudante, o desconhecimento da língua brasileira de sinais (Libras) e a segregação se dá, entre outros meios, por meio da exclusão das pessoas surdas dos processos educacionais e culturais, deixando-os à margem da sociedade. De maneira incisiva, Maria Clara apresenta o tema e a sua opinião ao leitor, não poupando críticas ao escolher palavras fortes como “alienada” e “segregacionista”.
O segundo parágrafo apresenta o argumento principal do texto: os deficientes aditivos são segregados e marginalizados por, entre outras coisas, a língua brasileira de sinais não ser ofertada, ensinada, aprendida e usada em diversos setores da sociedade, já que a linguagem, de acordo com a participante, é a porta para a convivência social no trabalho, no ensino, no lazer etc. Ao utilizar esta estratégia argumentativa, Maria Clara fundamentou seu argumento, isto é, explicou porque a Libras é fundamental para a inclusão dos surdos na sociedade brasileira.
No terceiro parágrafo, o texto foca na questão do ensino, afirmando que a maioria das escolas do Brasil não incluem, de fato, os deficientes auditivos e os demais portadores de necessidades especiais, uma referência a todas as pessoas deficientes que tentam obter inclusão escolar, mas não conseguem; esta menção, todavia, não tangencia o tema, apenas refere-se aos demais casos, mostrando que a participante é ciente desta situação que não abrange apenas os surdos brasileiros.
A consequência disto, de acordo com o texto, é a diferença e o preconceito, causados pela falta de profissionais qualificados em inclusão nas escolas brasileiras. Neste terceiro parágrafo, a participante encaixa adequadamente uma paráfrase de Milton Santos que afirma que uma sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, não o que une, fenômeno que pode ser atestado nas escolas brasileiras.
O quarto e último parágrafo, ou seja, a conclusão, reafirma que é fundamental superar os desafios apontados ao longo do texto. A proposta de intervenção social sugerida é uma reforma curricular, promovida pelo Ministério da Educação (MEC), que contemple a Libras, tornando-a uma disciplina obrigatória, com a participação de toda a sociedade para decidir sobre a sua carga horária (algo muito detalhado). Além disso, Maria Clara propõe que escolas técnicas formem profissionais qualificados e capacitados para lidar com alunos surdos em todas as escolas, o que tornaria a sociedade mais unida.
Assim, na conclusão, a participante retoma os pontos-chave de sua dissertação-argumentativa (a pouca oferta de Libras e a falta de profissionais especializados) e sugere propostas de intervenção sociais para ambos, fechando seu texto. Além disso, ao longo de todo o texto, a estudante obedeceu a norma culta da Língua Portuguesa e usou um vocabulário diversificado e formal, típico de trabalhos formais e acadêmicos, inclusive. Seria interessante se ela tivesse transcrito as siglas mencionadas, mas isso não fez falta.

15 de fevereiro de 2018

Tema de redação

Jovem chilena pede direito à eutanásia e reacende debate sobre o tema


14 de fevereiro de 2018

ENEM - 2018

Sabe qual é o segredo para fazer uma boa redação? Conciliar estudo teórico e prático! Nem é um segredo tão difícil de descobrir, já que essa é uma metodologia de estudos que pode ser utilizada em diversas matérias e, inclusive, é recomendada por muitos professores. Quer ver um exemplo? Quando você estuda matemática, é muito comum você precisar resolver várias listas de exercícios. Com redação não é diferente: é preciso treinar bastante!
Pensando nisso, recomendamos três etapas importantíssimas para sua preparação para a redação do ENEM 2018 começar agora! São elas:

Ter um Bom Material Teórico

Você deve se perguntar: “Como eu vou saber qual material utilizar?” Vem comigo que eu te explico. Cada vestibular utiliza um método de avaliação diferente para redação e é muito importante saber como você será avaliado para adequar sua escrita e a estrutura do seu texto. No Enem, isso é ainda mais relevante, porque grande parte do aumento de sua nota pode estar em pontos específicos cobrados pelo modo de avaliação do exame, como utilizar diversificado repertório sociocultural na argumentação e desenvolver uma proposta de intervenção adequada e viável.

Praticar com propostas de redação dos anos anteriores

Aqui entra a parte prática! “Ah, mas se esse tema já caiu em anos anteriores, não vai cair de novo.” Muitos estudantes pensam assim e por isso ignoram os temas antigos. Não se engane com isso! Nessa etapa 2, o foco não é o tema da redação. É essencial treinar com as propostas passadas para se acostumar com o estilo do Enem, como o formato, os textos de apoio, o tipo de tema etc.
Nesta página você encontra todas as provas anteriores do Enem desde 2009, quando começou o modelo novo desse exame, servindo de ingresso nas universidades públicas (SISU) e particulares (Prouni). Abra as provas, leia a proposta de redação e faça seu texto. Depois disso, você pode conferir a análise daquela proposta de redação no último capítulo da nossa apostila mencionada anteriormente.

Praticar com novos temas

Agora sim aquele pensamento faz sentido. O Enem tem a tradição de cobrar como tema de redação assuntos socioculturais e atuais no cenário nacional. Por isso, é importante estar por dentro das atualidades do ano e treinar sua argumentação com esses assuntos mais recentes.
Para isso, elencamos abaixo alguns temas que podem ser o escolhido no Enem 2018, considerando o que está em alta nas discussões da sociedade atualmente. Confira:

1. Saúde Mental

Já ouvimos falar que a depressão é o mal do século XXI. Realmente, muitas doenças mentais têm afetado a população, como depressão, ansiedade, bipolaridade e síndrome do pânico. Inclusive, essas enfermidades, muitas vezes, são causadoras de suicídios, assunto que foi muito tratado em 2017 devido ao jogo Baleia Azul e à série 13 Reasons Why.

2. O Combate às Doenças Epidêmicas

O combate à dengue já foi muito discutido na sociedade e vira-e-mexe tem outra doença epidêmica assombrando a população brasileira, como o Zika Vírus e a Chikungunya. Esse ano, é a febre amarela que tem se propagado. Vale a pena se inteirar sobre o assunto.

3. A Influência da Ciência na Sociedade

Os avanços científicos são muito importantes para a população. Inclusive, isso foi muito discutido quanto à produção de vacinas para as doenças epidêmicas que tratamos no assunto anterior. Os dois temas podem ser abordados conjuntamente.

4. Situação do Idoso no Brasil

A reforma da previdência está em evidência no governo atual. Dentro dessa perspectiva, é plausível cair um tema que aborde a situação dos idosos, principalmente focando na questão econômica, como a aposentadoria.

5. O Papel do Esporte na Sociedade

Esse é um assunto sempre cogitado em épocas de Olimpíadas e Copa do Mundo. Muitos atletas têm ascensão social devido à carreira no esporte, assim como muitas organizações têm projetos sociais voltados a isso.

6. Violência Urbana

Assaltos e roubos estão ficando cada vez mais frequentes nas cidades, principalmente nas metrópoles. As causas de tanta violência e como lidar com isso são formas de como essa temática pode aparecer na sua prova.

7. Sistema de Segurança Pública

Falando em violência urbana, uma das formas de combatê-la é a segurança pública. O Presidente do Senado apresentou, no início desse ano, o desejo de desenvolver um sistema integrado de segurança pública. É importante entender essa proposta e saber como isso funcionaria, assim como suas vantagens ou desvantagens.

8. Sistema Carcerário

Sabemos que o sistema carcerário no Brasil está superlotado, deixando os presos em condições subumanas. Essa situação tem gerado muitas rebeliões em todo o país, principalmente na região norte.

9. Saída Temporária de Presos

Um projeto de lei está discutindo proibir a saída temporária de presos em datas comemorativas, como dia das mães e natal. Para pensar nessa situação, é importante compreender tanto a situação do preso como as consequências das “saidinhas” para a sociedade.

10. Veracidade de Informações nas Redes Sociais

Outro projeto de lei coloca a propagação de informações falsas (fake news) nas redes sociais como crime, sujeito à reclusão. Isso pode gerar discussões sobre o papel da internet quanto às informações nela contidas.

11. Privacidade na Internet

Dentro do assunto internet, outra temática provável é quanto à privacidade de informações pessoais, tanto em questão a fotos íntimas como sobre nossos dados pessoais usados pelos sites e aplicativos para ofertar produtos e serviços. O controle que o Estado faz dessas informações também pode ser abordado nessa discussão.

12. Corrupção na Política

A operação Lava Jato e o julgamento do ex-presidente Lula são exemplos de atualidades com essa temática. Recentemente, também se tem discutido sobre o pagamento de auxílio moradia para políticos com altos salários.

13. Impactos Ambientais Causados Por Grandes Corporações

No último ano, isso foi muito discutido por causa da tragédia em Mariana, em Minas Gerais, causada por uma empresa do grupo Vale do Rio Doce. Essa temática pode voltar a aparecer sobre diversas outras perspectivas, então é válido acompanhar notícias sobre o assunto.

14. Os Direitos da População Indígena

Respeito à cultura indígena e demarcação de terras são duas abordagens que esse tema pode ter. Entender a história e os direitos da população indígena ajuda a argumentar nesse tema.

15. Consumo de Álcool e Cigarro por Menores de Idade

Tem-se debatido proibir a venda de cigarros com aromas e sabores diferentes, como mentolados, para não incentivar o consumo por adolescentes. Entretanto, menores de idade já são proibidos de consumir álcool e cigarro, mas sabemos que, na prática, muitos conseguem utilizar e comprar tais produtos. Como limitar mais esse consumo pode ser um tema de redação na sua prova, assim como os efeitos desse consumo e de outras drogas que afetam a saúde humana.

16. Educação Domiciliar

Outro projeto de lei defende que ensinar os filhos em casa, ao invés de optar pela educação tradicional nas escolas, não seja crime. Podemos pensar no impacto disso quanto à sociabilidade das crianças e a padronização do ensino, assim como associar essa decisão dos pais à precariedade do ensino público brasileiro.

17. Sistema de Votos Eleitorais

Atualmente, o voto no Brasil é obrigatório. Em outros países, é facultativo, ou seja, só vota quem realmente quer participar dessa decisão política. Como é ano de eleição, essa discussão certamente pode aparecer na sociedade.

18. Homofobia e Transfobia

O respeito às pessoas homossexuais, travestis e transexuais é algo que, com certeza, precisamos discutir, já que muito preconceito e violência física e moral ainda ocorre com essa parcela da sociedade.

19. Pichação e Grafite

Nossa legislação determina que pichação é crime, mas grafite não. Essa diferenciação é muito discutida quanto à liberdade de manifestação política e criação artística. É importante saber a diferença e ver opiniões diferentes sobre esse tema.

20. Padrão Estético Corporal

Usar Photoshop para retocar celulite em fotos de famosas e alisar cabelos são exemplos de como acontece a padronização de um corpo ideal. A busca por esse ideal pode causar doenças físicas e emocionais, além de preconceitos como gordofobia e racismo.

12 de fevereiro de 2018

ONOMATOPEIAS

Hoje é segunda-feira de Carnaval e não dá para não recordar as famosas marchinhas, que marcaram uma época, um tempo em que havia uma malícia quase pueril nas letras das músicas. Mas havia também umas invencionices para dar rima e métrica, empregadas apenas pela sonoridade da combinação de letras. Vejamos algumas músicas antológicas:
“Eu fui às touradas em Madri
para ra tim bum bum bum
para ra tim bum bum bum
E quase não volto mais aqui
Pra ver Peri beijar Ceci. (…)”
Alá lá ô ô ô
Mas que calor ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
E queimou a nossa cara
“Twist, twist,
tu fostes ao Municipal
Twist, twist,
twist no carnaval
Todo mundo no twist
é vapt, vupt, vapt
A moçada não resiste
é vapt, vupt, vapt
que rififi, que futebol
quem se remexe
é minhoca no anzol.”
Nos textos acima podemos observar que as sequências de letras apenas funcionam como a representação de um determinado som, que pode ser a imitação de um dos instrumentos de percussão típicos do Carnaval ou algum som característico do movimento das roupas ou da dança – essa é a FIGURA DE LINGUAGEM denominada onomatopeia.
No entanto, ocorrem também alguns casos em que, a partir da representação dos sons, criam-se palavras, que figuram nos dicionários, como verbos ou substantivos, as quais podem ser flexionadas. Estamos, então, diante de um PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS denominado onomatopeia, que dará origem a palavras onomatopaicas. São exemplos delas
  • O tique-taque do relógio
  • O marulho das ondas
  • O zumbido das abelhas
  • O arrulhar dos pombos
  • O miado dos gatos
  • O cacarejar das galinhas
  • O rangido da porta
Assim, o termo onomatopeia pode se referir tanto à figura de linguagem, na Estilística, como ao processo de formação de palavras, na Gramática.
O gramático Evanildo Bechara registra ainda o chamado vocábulo expressivo – aquele “que não imita o ruído, mas sugere a ideia do ser que se quer designar com a ajuda do valor psicológico de seus fonemas: romper, tagarelar, tremeluzir, jururu, ziriguidum, borogodó” e, lá na marchinha do twist, o rififi, que significa confusão.

11 de fevereiro de 2018

ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2020) poderá ser reformulado, sofrer mudanças e trazer novidades daqui a dois anos, de acordo com a Ministra interina Maria Helena Guimarães, que substitui Mendonça Filho a frente do Ministério da Educação (MEC).
De acordo com ela, a avaliação deve acompanhar as alterações trazidas pela reforma do Ensino Médio aprovada no ano passado. Segundo o documento oficial, 1,8 mil horas do currículo desta etapa escolar deverão ser despendidas para os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sendo o restante do tempo destinado a formação específica – aprofundamento em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico, que poderá ser escolhida pelos participantes:
Isso vai precisar ser muito discutido. Parte da avaliação abordará aquilo que compõe a base comum do ensino médio, e parte do exame, a parte flexível, abordando tanto itinerário técnico quanto o itinerário formativo.
Maria Helena também esclareceu que o “novo” Enem começará a ser debatido em reuniões frequentes por equipe especializada pelo MEC, com início já neste mês de fevereiro. Os encontros contarão também com a participação de instituições privadas e com membros do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
Os eventos terão como pauta não apenas a reformulação do exame nacional, mas também a proposta da base nacional para o ensino médio. A ministra interina afirmou ainda que uma nova versão da BNCC deve ser discutida / elaborada para posteriormente passar pela análise do Conselho Nacional de Educação (CNE).
O tom da entrevista intermediada pela Agência Brasil e transmitida ao vivo no Facebook no início de fevereiro foi bem superficial quanto as mudanças no Enem e ainda não revela praticamente nada, apenas que o exame deve de fato passar por uma reformulação.
A única informação concreta que se tem até o momento é que a maior avaliação do Brasil continuará sendo utilizada como ferramenta de acesso ao ensino superior por meio de programas como o Sisu (vagas em universidades públicas e institutos federais), Prouni (bolsas de estudo em instituições particulares) e Fies (financiamento estudantil).

9 de fevereiro de 2018

REDAÇÃO DISSERTATIVA ARGUMENTATIVA


Este ano, voltaremos às raízes  sobre a redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e teremos textos que são verdadeiras aulas de produção textual. Por isso, para começar, definimos e explicamos o que é uma dissertação-argumentativa, o gênero exigido no Enem e na maioria dos vestibulares brasileiros. Vamos lá?!
A dissertação-argumentativa é um gênero opinativo que se organiza na defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto. Nele, a opinião é fundamentada com explicações e argumentos, para formar a opinião do leitor, tentando convencê-lo de que a ideia defendida está correta.
É preciso, portanto, expor e explicar ideias. Daí a sua dupla natureza: é argumentativo porque defende uma tese (uma opinião) e é dissertativo porque se utiliza de explicações para justificá-la. Uma dissertação difere de uma dissertação-argumentativa por não precisar demonstrar a verdade de uma ideia ou tese, mas apenas de expô-la.
O objetivo da dissertação-argumentativa é, em última análise, convencer leitor mediante a apresentação de razões, em face da evidência de provas e à luz de um raciocínio coerente.
O texto atenderá às exigências de elaboração de um texto dissertativo-argumentativo se combinar dois princípios de estruturação:
  1. Apresentar uma tese, desenvolver justificativas para comprovar essa tese e uma conclusão que dê um fecho à discussão elaborada no texto, compondo o processo argumentativo;
  2. Utilizar estratégias argumentativas para expor o problema discutido no texto e detalhar os argumentos utilizados, sendo isso o exigido na quinta competência da grade de correção do Enem, isto é, a proposta de intervenção social.
Os recursos utilizados para desenvolver os argumentos, de modo a convencer o leitor, são as chamadas estratégias argumentativas, que são as seguintes:
  • exemplos;
  • dados estatísticos;
  • pesquisas;
  • fatos comprováveis;
  • citações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto;
  • alusões históricas; e
  • comparações entre fatos, situações, épocas ou lugares distintos.

Como desenvolver uma tese?

  1. Você pode iniciar o desenvolvimento da tese transformando o tema em uma pergunta.
  2. A seguir, responda esta pergunta da maneira mais simples e clara possível, concordando ou discordando ou, ainda, concordando em parte e discordando em parte; esta resposta será seu ponto de vista.
  3. Pergunte a si mesmo o porquê da sua resposta buscando uma justificativa para ela em uma causa, um motivo, uma razão etc.: essa justificativa será seu principal argumento.
  4. Em seguida, reflita sobre os motivos que o levaram ao argumento principal, pois eles o ajudarão a fundamentar a sua posição: eles são seus argumentos auxiliares. Através das estratégias argumentativas mencionadas anteriormente, você desenvolverá seus argumentos.
  5. A partir dessa reflexão você poderá iniciar o rascunho do seu texto, planejando-o. A sugestão proposta a partir do passo a passo acima é:
    1. Interrogue o tema;
    2. Responda com a opinião;
    3. Justifique com o argumento principal;
    4. Fundamente-o com os argumentos auxiliares;
    5. Apresente as estratégias argumentativas;
    6. Apresente a proposta de intervenção social e conclua.
A principal orientação é não ficar “em cima do muro”, isto é, não assumir uma postura opinativa. Para tanto, planejamento e organização são fundamentais.