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25 de dezembro de 2017

Gabriel Granjeiro, lindo demais esse texto !!!

GABRIEL GRANJEIRO

É Natal, o dia mais importante do ano!

É Natal, o dia mais importante do ano!
É Natal, o dia mais importante do ano!
“Não tenham medo. Estou trazendo boas-novas de grande alegria para vocês, que são para todo o povo.” – Lucas 2:10
Sempre gostei muito do Natal. Nos álbuns de família, as fotos tiradas nesta época do ano quando eu era criança registram bem toda a minha felicidade, especialmente aquelas clicadas no momento em que eu estava para receber dos meus pais o meu presente. É claro que o presente é sempre o menos importante em uma data tão especial, mas nem por isso devemos deixar de demonstrar o quanto ficamos felizes quando o ganhamos. E eu fazia isso muito bem: sorria, fazia caretas de felicidade, dava cambalhotas, manifestava mesmo toda a minha imensa alegria.
Mas a verdade é que o Natal é dia de demonstrar fé. A palavra “fé”, embora seja de curta extensão, tem significados gigantes e muito, muito fortes. Pode significar, por exemplo, confiança naquilo que consideramos verdadeiro ou, ainda, convicção de que, com muito trabalho e dedicação, nossos objetivos serão alcançados. Agir com fé é carregar no coração e na mente a certeza de que um desejo nosso se realizará, de que algo ou alguém muito aguardado chegará, de que o que buscamos será conquistado. É mais do que crer: é ter fortes motivos para saber que, cedo ou tarde, nossos sonhos se realizarão. Já falamos sobre isso. Veja aqui um artigo que publicamos sobre o poder da fé.
Natal é também a hora ideal para relembrar que o Menino Jesus está no seu, no meu, no nosso coração, e para renovar a crença na promessa dele de que os nossos problemas serão todos superados. Mas por que ele tem tanta convicção disso? Porque o Menino-Deus sabe que você é maior do que os seus problemas, sabe que grandes problemas só surgem para pessoas gigantes e poderosas, pessoas que não se furtam a enfrentar as adversidades da vida e para quem vale o ditado “Sem dor, sem ganho!”. Já conversamos sobre ser forte o bastante para superar problemas e dificuldades que surgem, especialmente no fim de um ciclo como é o encerramento de cada ano. Confira aqui o artigo.
Natal é momento de sonhar, de pensar, de sentir e de receber boas energias. Você e eu somos como ímãs. Entretanto, para que os nossos sonhos se realizem, é preciso que acreditemos em nós mesmos e em nossa capacidade de realização. Muitos autores renomados dizem que é possível gerar resultados surpreendentes e colher benefícios para a saúde, para o bolso, no trabalho e nos relacionamentos apenas com o poder da mente. Se você tem convicção de que os seus mais íntimos desejos se materializarão, trabalhe para isso, que tudo – tudo mesmo! – estará ao seu alcance. Que tal virar a chave do otimismo e, a partir dessa data mágica que é o Natal, começar o ano desejando coisas boas e mentalizando para conquistá-las? Leia mais sobre isso aqui.
Natal é, ainda, a oportunidade única e privilegiada de, com os joelhos no chão e em oração, descobrir nossa força interior e os recursos mais íntimos de que dispomos e que, até sofrermos uma grande provação, ignorávamos. Em outras palavras, as circunstâncias que vêm testar nossa paciência e persistência podem nos tornar seres humanos melhores, e o Natal é uma excelente ocasião para reconhecermos isso. Quando a paciência é bem desenvolvida – e leva tempo para isso acontecer –, traz consigo a convicção de que todo mal vem acompanhado de um grande bem. Leia, aqui, nosso texto sobre o poder da paciência.
A época de Natal é ótima para reforçarmos nossa convicção de que os nossos sonhos mais íntimos serão realizados. É hora de pensar positivamente, sem se deixar levar pela negatividade e pelo pessimismo, tão tóxicos, tão nocivos. Você precisa, ao contrário, se permitir ter uma atitude positiva diante da vida, a fim de atrair bons resultados para seus projetos, para o seu futuro. Simples assim! Leia mais sobre o assunto em nosso artigo “O poder do pensamento positivo nos concursos e na vida”.
Natal é data de esperança, do verbo esperançar, que significa agir proativamente para alcançar um objetivo grandioso. Ter esperança não é esperar no sentido de aguardar; é acreditar para fazer acontecer. Faça do Natal a oportunidade de ter esse tipo de esperança na vida, nas pessoas e no futuro das nossas instituições, do nosso grandioso país e da nossa gente. Leia mais sobre o tema aqui.
Natal é hora de ficar em boas companhias. É hora de estar cercado só de amigos e familiares que nos ouvem de verdade, que gostam de nós, que sorriem e até choram de felicidade quando compartilhamos com elas os nossos êxitos, as nossas conquistas, as nossas realizações. Faça o teste: se não houver brilho no olhar do seu interlocutor quando você falar com ele sobre o seu sucesso, pode ter certeza de que ele não é seu amigo e, portanto, não serve como companhia para você. Aproveite o Natal e peça a Deus sabedoria para escolher bem suas companhias. Peça a ajuda d’Ele para aprender a se cercar apenas de pessoas que possam ajudar você a conquistar os seus objetivos, que impulsionem a realização de todos os seus sonhos – tanto os da esfera pessoal como os do campo profissional. Leia mais aqui sobre o cuidado que se dever ter ao escolher as pessoas que vão nos acompanhar ao longo da nossa jornada.
Natal é tudo isso, amigo(a) leitor(a). É um presente especial, é amor, é luz, é amizade, é confiança, é esperança, é harmonia, é benevolência, é paciência, é união, é família, é alegria, é paz, é otimismo, é oração, é nascimento, é compreensão, é solidariedade, é partilha, é fraternidade. A data não podia ser mais especial!
Portanto, vamos juntos e confiantes, como fizemos ao longo de todo o ano, em direção aos nossos sonhos, com a chama do Divino iluminando o nosso caminho e enchendo o nosso coração com alegria e certeza. Certeza de que alcançaremos, sim, cada um dos nossos objetivos.
Amém?
Boas festas e GRAN sucesso,
PS: Siga-me (moderadamente, é claro) em minha página no Facebook e em meu perfil no Instagram. Lá, postarei pequenos textos de conteúdo motivacional. Serão dicas bem objetivas, mas, ainda assim, capazes de ajudá-lo em sua jornada rumo ao serviço público.
Mais artigos para ajudar em sua preparação:


Gabriel Granjeiro – Diretor-Presidente e Fundador do Gran Cursos Online. Vive e respira concursos há mais de 10 anos. Formado em Administração e Marketing pela New York University, Leonardo N. Stern School of Business. Fascinado pelo empreendedorismo e pelo ensino a distância.

24 de dezembro de 2017

Feliz Natal a todos que seguem meu blog !!

mensagens de natal

FELIZ NATAL A TODOS

Esta semana, deparei-me com a notícia abaixo:
Com hífen? Papai-noel vs papai noel

Ainda no clima das festas natalinas, resolvi pensar um pouco a respeito do termo Papai Noel e da figura dele. Das pesquisas, obtive as seguintes informações:
Nicolau foi um monge que viveu durante o século IV, na região da Turquia. Segundo a tradição cristã, um homem, na impossibilidade de casar as filhas por não possuir o dinheiro do dote, cogitava vender as moças (segundo outras versões, a opção era a prostituição delas) e o religioso teria ajudado as jovens a fugir de tal destino, jogando um saco cheio de moedas de ouro que poderiam pagar o dote de casamento. Apesar da grandiosidade da ação e de outras ações igualmente protetoras, São Nicolau foi reconhecido pela Igreja como um santo somente cinco séculos mais tarde e o seu dia (6 de dezembro) passou a ser, por muito tempo, o dia das trocas de presentes, quando as crianças aguardavam ansiosamente pelos regalos distribuídos por um homem velho que usava os trajes de um bispo.
São Nicolau, em holandês, é Sinterklaas (de Sint Nikolaas), o que explica a denominação Santa Claus popularizada nos Estados Unidos onde Nova Iorque, antes de ser Nova Iorque, era Nova Amsterdam.
Quanto às vestimentas, muitas imagens antigas mostram o velhinho vestido como bispo, mas não havia uma uniformidade nas cores das roupas. Em 1931, um desenhista contratado por uma empresa de refrigerantes criou o padrão vermelho e branco das vestimentas do bom velhinho.
Passando dos dados históricos para o lado fantasioso e místico do Papai Noel, temos então um velhinho bonachão, de roupas vermelhas, que, conforme a lenda, mora no Extremo Norte da Terra, numa região de neve eterna. Na versão estadunidense, ele mora em sua casa no Polo Norte, enquanto na versão europeia, ele reside nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia.
Papai Noel vive com sua esposa Mamãe Noel, muitos elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras. Ainda segundo a tradição popular, ele faz uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento, e entrega presentes a todos os garotos e garotas bem comportados no mundo e, às vezes, carvão às crianças mal comportadas, na noite da véspera de Natal. Papai Noel dá conta dessa tarefa anual com o auxílio de elfos, que fazem os brinquedos na oficina, e das renas que puxam o trenó.
No Brasil, nós conhecemos a simpática figura por Papai Noel, mas essa denominação sofre variações ao redor do mundo. Nas línguas latinas temos as seguintes:
  • Angola, Cabo Verde e Portugal: Pai Natal
  • Argentina, Colômbia, Espanha, Paraguai , Peru e Uruguai: Papá Noel
  • Venezuela: Sán Nicolás
  • França: Père Noël
  • Galícia: Pai Nadal, Papá Noel
  • Itália: Babbo Natale
Último detalhe cultural: na Itália, quem traz os presentes é a Fada Befana (talvez uma corruptela de Epifania), no dia 6 de janeiro, provavelmente uma alusão aos Magos que visitaram Jesus, alguns dias após o nascimento, ou a uma divindade sabina/romana que trazia presentes no início do novo ano, na Roma Antiga.
E o hífen? Bem, temos aqui um caso de derivação imprópria: o substantivo próprio Papai Noel transforma-se em substantivo comum papai-noel (com hífen), que denomina não mais aquela figura dos contos, mas quem se caracteriza como o bom velhinho, portanto teremos também plural do termo: papais-noéis.
Feliz Natal a todos!

21 de dezembro de 2017

FUVEST

O vestibular da Universidade de São Paulo (USP) é um dos vestibulares mais concorridos do Brasil, já que se trata de uma das maiores universidades públicas brasileiras que, neste ano, aliás, trouxe novidades em seu processo seletivo pelo uso das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o que elevou, inclusive, as notas de corte em vários cursos.
O vestibular da USP é realizado pela Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST) e tem uma das mais temidas provas de redação, pois trata-se de uma verdadeira caixinha de surpresas e também porque vale 50 dos 100 pontos totais do primeiro dia de provas da 2ª fase.
A prova de redação da Fuvest exige que o candidato redija uma dissertação-argumentativa, mas ao longo dos anos seu formato passou por várias mudanças. Uma publicação especial do jornal O Estado de São Paulo reuniu todas as propostas de redação da Fuvest desde a primeira prova, a do ano de 1977 até a última de 2017. Em 1979, por exemplo, os candidatos precisaram escrever uma carta e no ano seguinte, 1980, tiveram de escrever narração.
Muitos temas de redação da Fuvest foram alvos de polêmica e de debates, inclusive na mídia. Um deles, o do vestibular 2005, propunha a redação de uma dissertação-argumentativa sobre “controle social” por meio de informações de um projeto sobre a descatracalização da vida. Uma outra surpresa foi no vestibular 2007, cuja proposta de redação abordou o tema “amizade” por um viés filosófico, fugindo de temas mais objetivos.
Os temas mais recentes, dos últimos anos, foram os seguintes:
  • 2012: Participação Política
  • 2013: Análise de uma Publicidade
  • 2014: População Idosa
  • 2015: Camarotização da Sociedade Brasileira
  • 2016: Utopia
  • 2017: O homem saiu de sua menoridade?
Para obter uma nota acima da média na prova de redação da Fuvest (obrigatória para todos os candidatos, independente do curso pretendido), o candidato deve atender à estrutura e ao estilo de uma dissertação-argumentativa e não fugir do tema, escrevendo seu texto com coesão e coerência de maneira articulada, ligando, inclusive, tema e coletânea textual, selecionando os principais pontos de cada texto. Além disso, também são avaliados a abordagem do tema e os argumentos elencados, tudo obedecendo, é claro, a norma culta padrão da Língua Portuguesa.
O candidato, na redação da Fuvest, deve ir além da coletânea textual, fugir do senso e do lugar comum, e mostrar repertório próprio de ideias, opiniões e argumentos críticos. Isto é, o candidato deve usar não só as informações da coletânea de texto, mas também seu conhecimento prévio de mundo e o escolar, ou seja, o que aprender ao longo de sua vida escolar.
O importante, neste caso, é não ficar “em cima do muro” e defender a sua opinião baseado em argumentos, já que não basta opinar, tem de argumentar e isso é fundamental para a redação da Fuvest, pois é este o perfil de aluno almejado pelo vestibular para a USP.

19 de dezembro de 2017

REDAÇÃO CONCURSO POLÍCIA CIVIL RS

A PROVA DE REDAÇÃO TERÁ UMA ESTRUTURA DE 35 A 50 LINHAS, GAROTADA!!

DIA DA PROVA, INSCRIÇÃO, CONCURSO DA POLÍCIA CIVIL RS

Saiu Edital Concurso Polícia Civil RS: 1.200 vagas para Escrivão e Agente!

Saiu edital para os Concursos Públicos de Ingresso nas Carreiras de Escrivão de Polícia e de Inspetor de Polícia – Agente de Polícia (Concurso Polícia Civil RS).
Ao todo são ofertadas 1.200 vagas e possuem remuneração inicial da seguinte forma:
Aprovado no Curso de Formação Profissional e atendendo aos demais requisitos, na classe inicial da carreira e em estágio probatório, no regime estatutário e de quarenta (40) horas semanais, com dedicação exclusiva, percebendo os vencimentos, atualmente, no valor de R$ 5.641,20.
A progressão dos vencimentos dos cargos de Escrivão de Polícia e de Inspetor de Polícia, de primeira classe (início da carreira), sob a forma de subsídios, conforme aprovado pela Lei Estadual nº 14.073/12 e alterado pelas Leis Estaduais nº 14.190/12 e nº 14.514/14, é a seguinte:
  • 1º de maio de 2018: R$ 5.992,98 (cinco mil novecentos e noventa e dois reais e noventa e oito centavos);
  • 1º de novembro de 2018: R$ 6.366,80 (seis mil trezentos e sessenta e seis reais e oitenta centavos).
Dicas para a preparação – Todas as informações!
Quer saber como se preparar para este concurso, receber dicas de estudo e saber todas as informações que você precisa para garantir a sua vaga? Assista nossa Análise de Edital:

Etapas Edital Concurso Polícia Civil RS

Etapa 01
  • Prova de Capacitação Intelectual,
  • Prova de Capacitação Física,
  • Sindicância da Vida Pregressa e Atual,
  • Exames de Saúde e Avaliação da Aptidão Psicológica,
Etapa 02
  • Curso de Formação Profissional

As Provas

  1. A Prova de Capacitação Intelectual será constituída de uma prova escrita, com questões objetivas e redação
  2. Será dividida em duas partes:
    1. Primeira Parte: será destinada à verificação de conhecimentos da Língua Portuguesa, constituindo-se de 30 questões objetivas e de uma Redação, com duração máxima de 4 horas, no mesmo turno (manhã).A Redação deverá ser redigida contendo, no mínimo, 35 linhas e, no máximo, 50 linhas, versando sobre tema proposto pela Banca Elaboradora.
    2. Segunda Parte: será destinada à verificação de conhecimentos Específicos, constituindo-se de 50 questões objetivas, com duração máxima de 4 horas, no mesmo turno (tarde). As questões serão divididas da seguinte forma: 8 questões de Informática, 8 questões de Raciocínio Lógico, 5 questões de Legislação Estatutária e Institucional, 5  questões de Conhecimentos Gerais, 6 questões de Direito Penal, 6 questões de Direito Processual Penal, 5 questões de Direito Constitucional, 4 questões de Direito Administrativo e 3 questões de Direitos Humanos.
    3. As questões da Prova Escrita serão de múltipla escolha, com 5 alternativas.
  3. A Prova de Capacitação Física, a Sindicância da Vida Pregressa e Atual, os Exames de Saúde e a Avaliação da Aptidão Psicológica são de caráter eliminatório, e o Curso de Formação Profissional, de caráter eliminatório e classificatório.
  4. As provas para Escrivão de Polícia e Inspetor de Polícia serão realizadas no mesmo dia e horário, devendo o candidato optar pelo cargo no ato de inscrição.
  5. As provas serão realizadas no dia: 25 de fevereiro de 2018

As Inscrições

O candidato poderá se inscrever no site da banca organizadora do certame, Fundatec, a partir do dia 19 de dezembro e seguirá até o dia 19 de janeiro de 2018. O valor da inscrição é de : R$ 182,41.

TEMAS DE REDAÇÃO CONCURSO DA POLÍCIA CIVIL RS

TEMA 1
Conforme ensinamento de Marcelllus Polastri Lima, em seu Manual de Processo Penal, “O Estado, na preservação da harmonia e estabilidade da sociedade, opõe-se ao delito através da prevenção e da repressão. Assim, uma vez praticado o fato vedado no direito objetivo penal, inicia-se a persecução criminal com a investigação, onde será esclarecido o fato e sua autoria, e, posteriormente, surge o direito do Estado-Administração de pedir ao Estado-Juiz a aplicação da lei penal: é a ação penal”.
Discorra sobre o tema, elaborando texto dissertativo, abordando os seguintes aspectos da ação penal:
  1. a) As espécies de ação penal existentes no ordenamento jurídico brasileiro.
  2. b) Tratando-se de crime comum, o prazo para oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, na hipótese de réu solto, e na hipótese de réu preso.
  3. c) Tratando-se de crime comum, o prazo para encerramento do Inquérito Policial na hipótese de réu solto. E na hipótese de réu preso.
  4. d) O que é permitido ao particular, no caso de o Ministério Público se manter inerte na propositura da ação penal que lhe compete, com o fim de que o fato criminoso seja processado e julgado.
TEMA 2
A tortura, um crime inafiançável de acordo com a Constituição brasileira, continua a ser praticada pelos agentes do Estado, aviltando toda a polícia. O espancamento, o choque elétrico e o pau-de-arara são técnicas usadas rotineiramente para esclarecer crimes. O tratamento nas prisões é cruel, desumano, degradante.
A tortura, todos sabemos, ainda é uma prática frequentemente utilizada em nosso país. Ontem, com os presos políticos. Hoje, com os presos comuns, que continuam sujeitos a sevícias e a uma série de práticas hediondas e desumanas visando extrair-lhes confissões, muitas vezes de crimes que jamais cometeram. O tratamento brutal e desumano contra presos no nosso País, eficaz diante da fragilidade física da pessoa humana, vem inibindo e atrasando os processos de investigação técnica e da polícia científica, de cujos trabalhos deveriam originar-se os meios de prova para a devida condenação dos criminosos.
Considerando que os textos acima têm caráter unicamente motivador, produza um texto dissertativo sobre o tema:
CONFISSÃO NO PROCESSO PENAL
No desenvolvimento do seu texto, aborde necessariamente, os seguintes aspectos:
  • a natureza jurídica e o objeto da confissão;
  • seu valor no processo penal;
  • a possibilidade de aplicação da teoria dos “frutos da arvore envenenada” (quando a confissão é obtida mediante procedimento ilícito).

SITUAÇÃO 1
Fábio, em 16.04.2016, escreveu um bilhete para Patrícia, marcando um encontro com ela.  Patrícia não compareceu por não ter nenhum interesse em manter relacionamento íntimo de afeto com Fábio, este imbuído de um intenso sentimento de rejeição e ódio, no dia 13.05.2016, procurou por Patrícia e a estuprou e depois para ocultar e garantir a impunidade do estupro, Fábio  matou a vítima. Durante a investigação o cadáver da vítima foi localizado, o bilhete apreendido, e foram encontradas digitais de Fábio no local da infração. Na sequência da investigação, Fábio, indiciado pelos crimes, foi submetido à identificação datiloscópica, por não apresentar documento de identificação civil bem como foi submetido, coercitivamente ao fornecimento de material para exame grafotécnico e à perícia para extração de DNA. A autoridade fundamentou a produção de provas, em face da gravidade do delito o que se justificaria pelo princípio da proporcionalidade e razoabilidade, desde que se estivesse apurando a prática de crime hediondo ou, ainda, praticado com violência ou grave ameaça à pessoa.
Considerando a situação hipotética acima apresentada, discorra sobre a produção de provas, no texto apresentado, em face da ilicitude ou licitude das provas.
SITUAÇÃO 2
Carla fez um seguro de vida que previa o pagamento de vultosa indenização a seu marido, José, caso ela viesse a falecer. O contrato previa que o beneficiário não teria direito à indenização se causasse a morte da segurada. Alguns meses depois, Carla foi encontrada morta, tendo o perito oficial que assinou o laudo cadavérico concluído que a causa provável fora envenenamento. Em que pese o delegado não ter indiciado José, o MP concluiu que havia indícios de autoria, razão pela qual ele foi denunciado por homicídio doloso. O juiz recebeu a denúncia e determinou a citação do réu. José negou a autoria do delito, tendo solicitado a admissão de assistente técnico e apresentado defesa em que requereu sua absolvição sumária. O parecer do assistente técnico foi no sentido de que a morte de Carla tivera causas naturais.  O juiz fundamentou uma sentença absolutória acatando o parecer elaborado pelo assistente técnico contratado por José, rejeitando as conclusões do perito oficial.
Considerando a situação hipotética acima apresentada, produza um texto dissertativo acerca do tema por ela aventado. Em seu texto, aborde, necessariamente e de maneira fundamentada, os seguintes aspectos:
  • a valoração do exame de corpo de delito oficial;
  • a valoração do parecer elaborado pelo assistente técnico; e
  • a possibilidade de o juiz rejeitar o laudo, verificando a legalidade ou ilegalidade da decisão judicial acima.

14 de dezembro de 2017

FAMENA


A Faculdade de Medicina de Marília (Famema) é uma das principais instituições particulares do interior do estado de São Paulo que oferece os cursos de Medicina e Enfermagem, sendo uma das opções dos candidatos a um dos cursos mais concorridos do país. Seu vestibular é organizado e realizado pela Fundação Vunesp.
O seu vestibular 2018 foi neste último final de semana, dia 10 de dezembro, e é um vestibular diferente dos demais, já que é composto por três provas: a prova número um apresenta oito questões discursivas distribuídas entre quatro questões de química e quatro de biologia; já a prova número dois é composta por quarenta questões objetivas sendo dez de português, dez de matemática, cinco de geografia, cinco de história , cinco de inglês e cinco de física; já a prova número três é a prova de redação, e o texto de hoje é sobre ela.
O tema da proposta da prova de redação do vestibular 2018 da Famema chamou muito a atenção de candidatos e professores, pois trata-se de um assunto que é recorrente atualmente, infelizmente: a violência sofrida pelos professores por parte dos alunos. O tema da proposta da prova de redação colocou uma pergunta para os candidatos: A violência contra o professor é consequência de regras escolares impostas aos alunos de forma autoritária ou reflexo de uma sociedade violenta?
A prova de redação do vestibular 2018 da Famema foi composta por uma coletânea de três textos. O primeiro é uma adaptação de uma matéria publicada pelo portal de notícias G1 na internet:
Uma pesquisa mundial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas: 12,5% dos professores ouvidos no país disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados. A pesquisadora Rosemeyre de Oliveira, da PUC-SP, atribui a violência nas escolas à impunidade dos estudantes. “O aluno que agride o professor sabe que vai ser aprovado. Pode ser transferido de colégio – às vezes é apenas suspenso por oito dias”, diz. “Os regimentos escolares não costumam sequer prever esse tipo de crime. Aí, quando ele ocorre, nada acontece.”
(Luiza Tenente e Vanessa Fajardo. “Brasil é #1 no ranking da violência contra professores: entenda os dados e o que se sabe sobre o tema”. g1.globo.com, 22.08.2017. Adaptado.)
O primeiro texto da coletânea traz dados resultantes de uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) com 34 países sobre violência em escolas e nesta pesquisa o Brasil é, infelizmente, o primeiro lugar, já que 12,5% dos professores ouvidos afirmaram ser vítimas de violência por parte de aluno, incluindo agressão verbal e intimidação. Além desse dado, o texto traz a opinião de uma pesquisadora a respeito do assunto que atribui esse resultado à impunidade, já que os alunos agressores não sofrem sanções severas.
O segundo texto, por sua vez, é de autoria de Maiza Santos:
A presidente-executiva da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, acredita que o primeiro passo para diminuir as agressões contra os professores é reconhecer que a escola sozinha não é capaz de prevenir a violência. “Muitas vezes, essa é a referência em casa, na comunidade. É preciso trabalhar a cultura de paz na escola, motivar a solução não violenta de conflitos. Qualquer violência escolar não é um problema só da educação.” Para a coordenadora executiva da Comunidade Educativa (Cedac), Roberta Panico, esse tipo de violência é uma reprodução do que ocorre fora da escola, mas há outro tipo de agressão praticada pela escola contra o aluno, da qual pouco se fala. “A sociedade está mais violenta. Ir para uma escola suja, quebrada, não aprender o que deveria, isso também é violência.”
(Maiza Santos. “Brasil é campeão em atos violentos de alunos contra professores”. www.em.com.br, 23.08.217. Adaptado.)
No segundo texto é colocada para o aluno uma contextualização e uma ponderação da questão proposta: a violência juvenil, por parte dos alunos, é reflexo de uma violência doméstica e social e que a escola, sozinha, não consegue dar conta, apesar de haver a sugestão de existir a promoção de uma cultura de paz para resolução de conflitos dentro das instituições escolares. Ou seja, o aluno agressor reflete, talvez, uma violência sofrida em casa e na sua comunidade, já que vivemos em uma sociedade violenta. Porém, há uma ponderação: não é apenas o aluno que pratica violência contra o professor ou na escola, mas uma escola sem infraestrutura, desestimulante, suja etc. também é uma violência por parte do Estado contra os alunos.
Neste texto, o candidato é convidado a refletir sobre a seguinte questão: a violência do aluno contra o professor pode ser explicada pela violência doméstica e social e pela falta de estrutura nas escolas, mas isso justifica as agressões físicas e verbais e as ameaças? Caso justifique, como fica a situação de violência contra o professor praticada em escolas particulares, nas quais há, teoricamente, maior infraestrutura? O professor também não seria vítima do descaso do Estado em relação as escolas públicas?
Finalmente, o terceiro texto, de Kátia dos Santos Pereira, é o seguinte:
No contexto escolar, a partir do conjunto de regras que ditam os comportamentos e as relações – incluído aí o exercício da autoridade por parte do professor – desenvolvem-se sentimentos, atitudes e percepções variadas acerca da própria escola, que podem, muitas vezes, levar a desinteresse, indisciplina e atos de violência por parte dos alunos. Esses reclamam que os próprios adultos infringem as regras e que há abuso de poder por parte das instituições, que impõem regras sem margens de defesa ou possibilidades de contestação por parte dos jovens. Por outro lado, os professores sugerem que a estrutura familiar e a falta de sintonia entre escola e família em relação ao papel que desempenham na formação do aluno contribuem para a incidência de agressões. Segundo os docentes, a violência contra o professor é um reflexo da classe social a que pertencem os alunos, das comunidades em que estão inseridos, da família da qual fazem parte e das mídias a que têm acesso.
(Kátia dos Santos Pereira. “Violência contra os professores nas escolas”. www2.camara.leg.br, maio de 2016. Adaptado.)
Neste terceiro texto há a colocação da questão da relação entre professores e alunos que, nos moldes da educação atual e que ocorre na grande maioria das escolas brasileiras, o docente é um autoridade em sala de aula, o que pode acarretar, em alguns alunos, um mal comportamento que, segundo os próprios professores, é oriundo da origem familiar dos alunos, das comunidades onde eles moram e das mídias as quais têm acesso, ou seja, estudantes agressores são aqueles que têm famílias desestruturadas que não entram em contato com a escola. Por outro lado, os alunos acusam os professores e as instituições de abuso de poder e de não permitirem a sua defesa por meio de constatações.
A partir deste terceiro texto, o candidato poderia refletir acerca da mudança de valores em relação à profissão de docente e a sua valorização, já que, no passado, era uma profissão valorizada e respeitada e hoje é, infelizmente, uma carreira pouco almejada pelos jovens devido à desvalorização, inclusive salarial; não é mais uma profissão de prestígio social.
Também é possível relacionar essa mudança de valores com mudanças na sociedade e na própria escola como instituição e que, talvez, a relação entre professores e alunos deva mudar, mas para melhor.
Deste modo, o candidato ao vestibular 2018 da Famema deveria responder se a violência contra o professor é consequência das regras escolares impostas aos alunos ou se é consequência ou reflexo de uma sociedade violenta ou, quem sabe, um pouco das duas coisas, desde que o texto não fique “em cima do muro“. A proposta, como foi construída, dá base para as duas linhas de argumentação colocadas no tema.

11 de dezembro de 2017

Liberada Pesquisa de Cursos e Vagas do Sisu 2018, garotada !!

Na última sexta-feira (08) o Ministério da Educação (MEC) informou que o período de inscrições no Sisu 2018 – Sistema de Seleção Unificada – estará aberto entre os dias 29 de janeiro e 1° de fevereiro. Agora os estudantes já podem consultar as mais de 239 mil vagasdisponibilizadas na seleção que usará exclusivamente as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2017) como critério de classificação.
Para isso basta acessar o site oficial do sistema (sisu.mec.gov.br), selecionar a opção “pesquisar vagas” e realizar a busca por curso, instituição ou município de oferta. Além destas informações, o resultado da procura exibe a quantidade de vagas disponíveis para cada modalidade de concorrência (geral e cotas) da carreira escolhida, conforme imagem ilustrativa a seguir.

10 de dezembro de 2017

ECONOMIA LINGUÍSTICA


No artigo anterior mencionei as alterações que os falantes vão incorporando ao idioma e apresentei a aglutinação, resultado da ‘economia linguística’ somada à ‘pressa’ dos falantes. Não lembra?  Hoje trataremos da economia resultante de uma certa… preguicinha!
Trata-se da abreviação (ou redução), que não deve ser confundida com as siglas. Enquanto as siglas são a combinação das iniciais de uma expressão (que podem ser lidas com o nome de cada letra, como FMI, ou podem formar sílabas e palavras, como ENEM ou FUVEST), a abreviação é uma ‘poda’ que se faz em palavras que originalmente são muito longas.
Há inúmeros casos já consagrados pela gramática tradicional:
Cinema, cine < cinematógrafo
  • Extra < extraordinário
  • Foto < fotografia
  • Moto< motocicleta
  • Pneu < pneumático
  • Pornô < pornográfico
  • Quilo < quilograma

Mas as pessoas são inventivas e já há outros vocábulos de uso corrente na fila para entrar na norma culta, como os que aparecem na música “Não Enche”, de Caetano Veloso (não dos seus trabalhos mais delicados e líricos hehe):
(…) Me larga, não enche
Você não entende nada e eu não vou te fazer entender (…)
Vagaba, vampira
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarada, mesquinha
Pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem lhe deu tanto axé?
À-toa, vadia
Começa uma outra história aqui na luz deste dia D:
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou viver mil
Eu vou viver sem você
Ou nesta, do ‘rapper’ Hungria:
(…)E agora são duas naves em Brasília City
5 mulher, eu e um parça, Deus nos dê limite
Bem equipado bolso cheio vão entrar em choque
Balde de gelo coconut, amarula, ciroc (…)
De brinde, temos metonímias no último verso transcrito, em que as marcas são empregadas para fazer referência às bebidas (Amarula é um licor e Ciroc é uma vodca – aliás, essa última palavra é um estrangeirismo já aportuguesado, grafado com ‘c’)
Vagaba, abreviação de vagabundo e parça, de parceiro, já são empregadas correntemente na linguagem coloquial, graças a essa ‘economia linguística’, tão característica da língua falada.
E assim a língua vai se transformando continuamente.

8 de dezembro de 2017

INSCRIÇÕES DO SISU, GAROTADA!!

O Ministério da Educação (MEC) divulgou quando terá início o próximo processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada. De acordo com a pasta, o período de inscrições no Sisu 2018 estará aberto entre 29 de janeiro e às 23h59min do dia 1° de fevereiro.
Assim como nas edições anteriores, o sistema usará exclusivamente a nota dos candidatos na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio, no caso o Enem 2017, como critério para classificação nas universidades públicas participantes.
Os pré-requisitos para participar da disputa, além de ter realizado a prova passado do Enem, é ter participado dos dois dias de avaliação, ter obtido nota superior a zero na redação e possuir diploma de conclusão do ensino médio.
Atendendo as exigências mencionadas acima, o candidato poderá se cadastrar no período indicado diretamente no site oficial do sistema na internet, por meio do endereço eletrônico sisu.mec.gov.br. A inscrição será gratuita e cada candidato poderá optar por até duas opções de curso, turno e universidade, sendo possível alterá-las quantas vezes quiser durante esta fase.
Conforme dados oficiais do MEC, serão oferecidas 239.601 vagas em cursos presenciais de graduação de 130 instituições públicas de ensino superior, seguindo a divisão a seguir.
  • 30 instituições públicas estaduais, que envolvem 1 centro universitário, 7 faculdades e 22 universidades;
  • 100 instituições públicas federais, com 2 centros de educação tecnológica, 1 faculdade, 36 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e 61 universidades.
Segundo declaração do coordenador-geral de Programas de Ensino Superior do MEC, Fernando Bueno, paras as instituições o Sisu é uma ótima opção alternativa aos vestibulares tradicionais, a exemplo das universidades federais, que participam “em peso” nos sistema unificado:
O Sisu é uma ferramenta de que as instituições públicas podem se utilizar para fazer o processo seletivo. Ele é por adesão e não é obrigatório. Das nossas 63 universidades federais, por exemplo, atualmente 61 já ofertam vagas.
O calendário com as datas de todos os eventos, como a liberação do resultado contendo a lista de aprovados na chamada regular e o prazo para formação da lista de espera, ainda não foi divulgado.
Em nota oficial, no entanto, a Assessoria de Comunicação Social do MEC já afirmou que a segunda edição do sistema, o Sisu 2018/2, que selecionará estudantes para cursos com início no segundo semestre, ocorrerá no final do mês de maio.
Se você pretende participar do Sisu 2018, recomendamos a leitura destas 5 dicas para quem ainda não conhece o sistema.

1 – Pesquise sobre o curso de sua preferência

O SiSU modificou todo o cenário dos vestibulares nacionais, pois se tornou a principal porta de entrada para as universidades públicas. Assim sendo, já que o Enem 2017 acabou, é hora de procurar todas as vagas disponíveis do curso de sua preferência.

2 – Pesquise sobre as notas de corte de anos anteriores

Após descobrir onde estão as oportunidades que se encaixam na sua escolha, que tal pesquisar sobre as notas de corte dos anos anteriores. Assim, quando sair o resultado do Enem em janeiro, você já estará com as informações necessárias para ter uma ideia se seu desempenho lhe trará chances reais de ser aprovado. Vale ressaltar que, em geral, esses dados são divulgados pelas próprias instituições que oferecem o curso em questão.

3 – Fique atento nas notícias

O SiSU, devido principalmente a toda sua importância no cenário nacional, traz frequentemente notícias e mudanças de última hora. Portanto, acompanhe sites especializados para não perder nenhuma informação importante.

4 – Fique atento nas datas

Dica um tanto óbvia, não é? Mas não custa nada relembrar. Alias, vale ressaltar que embora o resultado do Enem 2017 esteja previsto para 19 de janeiro, o SiSU ainda não tem uma data definida. Portanto, mantenha-se atualizado.

5- Relaxe

Por último, descanse e aproveite as festas de fim de ano com amigos e familiares. Afinal, é muito importante ter frieza para avaliar as possibilidades que se apresentarão em janeiro. Só assim conseguirá tomar as melhores decisões.

VUNESP E A REDAÇÃO - GAROTADA DE SÃO PAULO


Dando prosseguimento à sequência de textos sobre as provas de redação dos vestibulares das universidades estaduais paulistas, hoje falaremos a respeito da avaliação e da correção da prova de produção textual da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na semana passada, falamos sobre a prova de redação em geral e hoje falaremos sobre os critérios de correção e de avaliação.
O vestibular da Unesp é elaborado, aplicado e corrigido pela Fundação Vunesp – que também faz parte do consórcio do Enem – e a prova de redação, como já dissemos no último texto desta coluna, faz parte da segunda fase e é de realização obrigatória para todos os candidatos, independente do curso pretendido. Além disso, é exigida dos alunos a escrita de uma dissertação-argumentativa que atenda ao tema proposto, baseada em uma coletânea de textos próprios da proposta de redação e de questões do caderno de perguntas. A prova de redação no vestibular da Unesp vale vinte e oito pontos e o candidato que obter nota zero está automaticamente eliminado do vestibular.
Falando na coletânea de textos, para a banca elaboradora, ela exerce a função de especificar o tema, sendo o ponto de partida para a elaboração da dissertação-argumentativa. Isso significa que o candidato deve posicionar-se em relação ao tema proposto levando em conta a coletânea textual, suas relações, seus sentidos e, assim, demonstrar total domínio da proposta como um todo, não só do tema.
Como a prova de redação da Unesp exige a escrita de uma dissertação-argumentativa, a banca corretora espera que os candidatos escrevam textos que analisem, de maneira coerente e coesa, o tema proposto, e que ainda defendam um ponto de vista a respeito deste mesmo tema. Assim, o candidato deve demonstrar saber organizar ideias, dados, fatos, ou seja, argumentos, e, além disso, saber estabelecer relações e ligações entre eles de modo a chegar a conclusões coerentes. Portanto, neste aspecto, a coerência interna é de fundamental importância.
Aliás, a coerência é de suma relevância para a Unesp e para qualquer outro vestibular. Os candidatos devem mostrar porque aquele ponto de vista é relevante e válido; o mesmo deve ocorrer com os argumentos e estes devem ser, também, pertinentes e, deste modo, não pode haver contradições ao longo do texto e sim progressão textual. Textos circulares, os que “enchem linguiça”, são penalizados na correção.
Neste mesmo sentido, a coesão se faz presente de maneira importante, de modo que os candidatos mostrem capacidade de estabelecer relações por meio dos recursos coesivos da língua (recursos lexicais, sintáticos e semânticos) de modo a tornar o texto claro e preciso. Também se espera que os candidatos demonstrem domínio da norma padrão culta da Língua Portuguesa.
Os critérios de anulação são os seguintes:
  • fuga do tema;
  • fuga do tipo textual;
  • texto escrito em outra língua;
  • cópia integral da proposta e da coletânea;
  • prova identificada;
  • textos com sete linhas ou menos, incluindo o título.
A todos os candidatos ao vestibular 2018 de verão da Unesp, nosso desejo de sucesso e de boa sorte!

3 de dezembro de 2017

CRASE - EXERCÍCIOS

01. Assinale a alternativa em que o uso da crase é obrigatório:
a) Um rapazito de paletó entrou na rua e foi perguntar à Machona pela Nhá Rita. (Aluísio Azevedo)
b) José Cândido não tinha nem a cor nem o título convenientes à sua filha. (R. Braga)
c) Mas o peru se adiantava até à beira da mata. (G. Rosa)
d) Todos, às vezes, precisam ficar bêbados, e por isso bebem. (R. Braga)
e) (…) evitei acompanhar Dr. Siqueira em suas visitas vespertinas à nossa bem amada. (J. Amado)

02. Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios?
I. E entre o sono e o medo, ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual ____ que ouvira em Limoeiro. (J. Lins do Rego)

II. Habituara-se ______ boa vida, tendo de um tudo, regalada. (J. Amado)
III. Depois do meu telegrama (lembram: o telegrama em que recusei duzentos mil-réis ___ (pirata), a “Gazeta” entrou a difamar-me. (G. Ramos)
IV. Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não fazer _____.
(Millôr Fernandes)
a) àquele, aquela, aquele, aquilo
b) àquele, àquela, aquele, aquilo
c) àquele, àquela, aquele, àquilo
d) àquele, àquela, àquele, aquilo
e) aquele, àquela, aquele, aquilo

03. (CESCEM) Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as páginas do relatório.
a) a / a / à
b) a / à / à
c) à / a / a
d) à / à / à
e) à / à / a

04. (FASP) Assinale a alternativa com erro de crase:
a) Você já esteve em Roma? Eu irei à Roma logo.
b) Refiro-me à Roma antiga, na qual viveu César.
c) Fui à Lisboa de meus avós, pois gosto da Lisboa de meus avós.
d) Já não agrada ir a Brasília. A gasolina…
e) nenhuma das alternativas está errada.

05. (ESAN) Das frases abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:
a) Devemos aliar a teoria à prática.
b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.
c) Puseram-se à discutir em voz alta.
d) Dia à dia, a empresa foi crescendo.
e) Ele parecia entregue à tristes cogitações.

06. (ABC – MED.) Nas alternativas que seguem, há três frases, que podem estar corretas ou não. Leia-as atentamente e marque a resposta certa:

I. O seu egoísmo só era comparável à sua feiúra.
II. Não pôde entregar-se às suas ilusões.
III. Quem se vir em apuros, deve recorrer à justiça.
a) Apenas a frase I está correta.
b) Apenas a frase II está correta.
c) Apenas as frases I e II estão corretas.
d) Apenas as frases II e III estão corretas.
e) As três frases estão corretas.

07. (FUND. LUSÍADA) Assinale a alternativa que completa corretamente o período: ____ noite estava clara e os namorados foram _____ praia ver a chegada dos pescadores que voltavam ____ terra.
a) Á / à / à
b) A / à / à
c) A / a / à
d) À / a / à
e) A / à / a

08. (ITA) Analisando as sentenças:

I. A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
II. Não fale tal coisa as outras.
III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
IV. Não ligo aquilo que me disse.

Podemos deduzir que:
a) Apenas a sentença III não tem crase.
b) As sentenças III e IV não têm crase.
c) Todas as sentenças têm crase.
d) Nenhuma sentença tem crase.
e) Apenas a sentença IV não tem crase.

09. (ABC – MED.) A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:
a) Tais informações são iguais às que recebi ontem.
b) Perdi uma caneta semelhante à sua.
c) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura.
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez.
e) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.

10. (FUVEST) Indique a forma que não será utilizada para completar a frase seguinte:

“Maria pediu ____ psicóloga que ____ ajudasse ____ resolver o problema que ___ muito ____ afligia.”
a) preposição (a)
b) pronome pessoal feminino (a)
c) contração da preposição a e do artigo feminino a (à)
d) verbo haver indicando tempo (há)
e) artigo feminino (a)

11. (ITA – SP)
Dadas as afirmações:
1- Tudo correu as mil maravilhas.
2 – Caminhamos rente a parede.
3 – Ele jamais foi a festas.

Verificamos que o uso do acento indicador da crase no “a” é obrigatório:
a) apenas na sentença nº 1
b) apenas na sentença nº 2
c) apenas nas sentenças nºs 1 e 2
d) em todas as sentenças  

12. (VUNESP – 2011 – TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases.
_______ situações insustentáveis do lixo na capital. Esse problema chega ____ autoridades que deverão tomar _____ providências cabíveis.
a) As . as . as
b) Há . às . as
c) Há . as . às
d) Às . as . às
e) As . hás . as
13. Refiro-me ...... atitudes de adultos que, na verdade, levam as moças ...... rebeldia insensata e ...... uma fuga insensata.
a) às, à, a
b) as, à, à
c) às, à, à
d) as, à, a
e) às, a, à
14. Na frase: “Tende a satisfazer as exigências do mercado”, substituindo-se “satisfazer” por “satisfação”, tem-se a forma correta:
a) tende à satisfação as exigências do mercado;
b) tende a satisfação as exigências do mercado;
c) tende a satisfação das exigências do mercado;
d) tende a satisfação às exigências do mercado;
e) tende à satisfação das exigências do mercado.

15. (TJ/RO – 2010 – FUNDAÇÃO CESGRANRIO) Indique a opção em que o sinal indicativo de crase está corretamente usado.
a) Essa proposta convém à todos.
b) O governo aumentou à quantidade de subsídios.
c) A empresa considerou a oferta inferior à outra.
d) Ele está propenso à deixar o cargo.
e) Não vou aderir à modismos passageiros.

16. (DETRAN/RN – 2010 – FGV) 7 - Assinale a alternativa em que está correto o uso do acento indicativo de crase:
a) O autor se comparou à alguém que tem boa memória.
b) Ele se referiu às pessoas de boa memória.
c) As pessoas aludem à uma causa específica.
d) Ele passou a ser entendido à partir de suas reflexões sobre a memória.
e) Os livros foram entregues à ele.

17. (POLÍCIA CIVIL/SC – 2010 – ACAFE) 10 - Assinale a alternativa correta que preenche as lacunas da frase a seguir.

“O vereador que reside ______ Rua Miguel Deodoro corre o risco de ter seu _________ _______ assim que o processo chegar _______ mãos do Presidente.
a) à - mandado caçado - as
b) à - mandato caçado - às
c) na - mandado cassado - as
d) na - mandato cassado – às

18. (PUC) “sensível a criatura à impressão”. Assinale a opção em que há ERRO no emprego do acento grave, indicativo da crase:
a) Quando iremos à Portugal?
b) Terminei o trabalho às 11 horas da noite.
c) Hoje distribuíram balas às crianças do bairro.
d) Emprestei vários livros à secretaria.
e) Ele não compareceu à reunião de sexta-feira.

19. (UNIRIO) Assinale o item em que há ERRO por ausência ou presença do acento noAindicativo de crase.
a) À cada gol, Pelé exultava.
b) Assisti a uma partida sem gols.
c) O juiz terminou a partida às pressas.
d) À uma hora se iniciaria o último jogo do torneio.
e) Fui à praia e não vi futebol na areia.
20. (ABC - MED.)
A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:
a) Tais informações são iguais às que recebi ontem.
b) Perdi uma caneta semelhante à sua.
c) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura.
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez.
e) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.

21. (ITA)
Analisando as sentenças:
I. A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
II. Não fale tal coisa as outras.
III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
IV. Não ligo aquilo que me disse.
Podemos deduzir que:
a) Apenas a sentença III não tem crase.
b) As sentenças III e IV não têm crase.
c) Todas as sentenças têm crase.
d) Nenhuma sentença tem crase.
e) Apenas a sentença IV não tem crase.

22. (FUND. LUSÍADA) Assinale a alternativa que completa corretamente o período: ____ noite estava clara e os namorados foram _____ praia ver a chegada dos pescadores que voltavam ____ terra.
a) A / à / à
b) A / a / à
c) A / à / a
d) Á / à / à
e) À / a / à

23. (FUVEST) Indique a forma que não será utilizada para completar a frase seguinte:
“Maria pediu ......psicóloga que .....ajudasse.....resolver o problema que.....muito.....afligia.”
a) pronome pessoal feminino (a)
b) contração da preposição a e do artigo feminino a (à)
c) artigo feminino (a)
d) preposição (a)
e) verbo haver indicando tempo (há)

24. (ESAN) Das frases abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:
a) Devemos aliar a teoria à prática
b) Ele parecia entregue à tristes cogitações
c) Daqui à duas semanas ele estará de volta
d) Puseram-se à discutir em voz alta
e) Dia à dia, a empresa foi crescendo

25. (ITA) Analisando as sentenças:
I. A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
II. Não fale tal coisa as outras.
III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
IV. Não ligo aquilo que me disse.
Podemos deduzir que:
a) As sentenças III e IV não têm crase
b) Todas as sentenças têm crase
c) Apenas a sentença IV não tem crase
d) Apenas a sentença III não tem crase
e) Nenhuma sentença tem crase

26. (ABC - MED.) A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:
a) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura
b) Tais informações são iguais às que recebi ontem
c) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez
e) Perdi uma caneta semelhante à sua

27. (CESCEM) Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as páginas do relatório.
a) à / à / à
b) à / a / a
c) a / à / à
d) à / à / a

28. (ABC - MED.) Nas alternativas que seguem, há três frases, que podem estar corretas ou não. Leia-as atentamente e marque a resposta certa:
I. O seu egoísmo só era comparável à sua feiúra.
II. Não pôde entregar-se às suas ilusões.
III. Quem se vir em apuros, deve recorrer à justiça.
a) Apenas as frases II e III estão corretas
b) Apenas as frases I e II estão corretas
c) Apenas a frase I está correta
d) Apenas a frase II está correta
e) As três frases estão corretas

29. (FASP) Assinale a alternativa com erro de crase:
a) Refiro-me à Roma antiga, na qual viveu César
b) Já não agrada ir à Brasília. A gasolina...
c) Você já esteve em Roma? Eu irei à Roma logo
d) nenhuma das alternativas está errada
e) Fui à Lisboa de meus avós, pois gosto da Lisboa de meus avós

30. (CESGRANRIO) O acento grave está empregado de acordo com a norma- padrão em:
a) Ensinar implica à necessidade de também aprender.
b) Os professores sempre visam à evolução dos alunos.
c) A educação se constrói à duras penas.
d) Recorrer à métodos pedagógicos alternativos é fundamental.
e) É importante criar discussões àcerca do ensino.

GABARITO – 1ª PARTE
01-D/2-D/3-C/4-A/5-A/6-E/7-E/8-A/9-D/10-E/11-C/12-B/13-A/ 14- E/15 – C/ 16- B/17- D/18- A/19- A/20 -D/21- A/22- C/23 – C/24 – A/25 – D/26 – D/27 – B/28 – E/29 – E/ 30 - B