NO INICIO DO BLOG

4 de janeiro de 2015

ENEM e a questão econômica

Enem 2013

Escolas de melhor colocação no Enem concentram candidatos de maior renda

Divulgados pela primeira vez, dados socieconômicos dos estudantes revelam como o perfil socioeconômico ajuda a construir o ranking de desempenho das instituições. Entre as 107 melhor destacadas no Estado, 63% estão no nível mais alto da hierarquia

Atualizada em 27/12/2014 | 17h0127/12/2014 | 17h01
Escolas de melhor colocação no Enem concentram candidatos de maior renda Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Um levantamento inédito do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelou o que o senso comum já supunha: as escolas com melhor classificação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são aquelas onde estão matriculados os alunos mais ricos.


Os dados extraídos do questionário respondido pelos candidatos em 2013 foram divulgados pela primeira vez este ano. Eles continham perguntas quanto à posse de bens, renda e escolaridade dos pais. Dentre os 107 melhores colégios do Estado (que corresponde a 10%), 63% estão no nível muito alto (veja quadro abaixo), sendo que 90% são da rede privada.

Ao fazer um recorte apenas entre as 20 melhores estaduais gaúchas, nota-se que 45% foram classificadas com o nível socioeconômico alto, e 55%, médio alto.

Rodrigo Travitzki é doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e chegou à conclusão em sua tese de que 75% do desempenho da escola no exame é explicado pela renda e 4% pela cor da pele e pela religião. A instituição por si só seria determinante para 21% do desempenho.

— O aluno mais pobre não está fadado a ir mal no Enem, mas uma escola com alunos mais pobres, por outro lado, dificilmente terá uma boa colocação no ranking — ponderou Travitzki.


O fator socioeconômico adquire uma dimensão mais ampla, indica o pesquisador, já que os estudantes com melhores condições financeiras estão em boas escolas, têm lugar adequado para estudo e não precisam trabalhar para completar o orçamento.

— Isso não quer dizer que os mais pobres sejam menos inteligentes. Eles tendem a ter menores notas nas provas, até porque foram menos treinados para isso — diz Travitzki.

Não é somente entre as escolas da rede privada que se percebe a influência da renda no desempenho no exame. Quando analisadas as médias das provas objetivas das escolas estaduais, é possível perceber que, conforme evoluem as faixas de renda, o desempenho também cresce de maneira proporcional.
 
 



O coordenador do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do RS, José Antonio dos Santos da Silva, avalia que há uma diferença de tratamento dentro da rede pública de ensino. O que a pesquisa mostrou em números, Silva enxerga na prática:
— As escolas públicas que atendem os bairros mais pobres têm dificuldade de repassar o conhecimento. Até por isso, muitos jovens vão abandonando os estudos e nem chegam ao Ensino Médio.
OS CRITÉRIOS DE RENDA

O indicador socioeconômico das escolas foi definido a partir de um questionário respondido pelos alunos quanto a posso de bens materiais, renda familiar, escolaridade dos pais ou responsáveis.

O cálculo foi feito com base no que os alunos indicaram:
Muito baixo (Nível I) 
- Televisão, uma geladeira, um telefone celular, até dois quartos e um banheiro 
- Sem empregada doméstica
- Renda familiar de até 1 salário mínimo
- Pais ou responsáveis possuem ensino fundamental completo ou em andamento.

Baixo (Nível II)
- Videocassete ou DVD e um rádio.
- Sem empregada doméstica
- Renda familiar de até 1 salário mínimo
- Pais ou responsáveis possuem ensino fundamental completo ou em andamento.

Médio baixo (Nível III)
- Máquina de lavar roupas, computador e acesso à internet
- Sem empregada doméstica
- Renda familiar entre 1 e 1,5 salários mínimos
- Pai e mãe (ou responsáveis) possuem ensino fundamental completo ou em andamento.

Médio (Nível IV)
- Dois celulares, duas ou mais televisões, freezer, um ou mais telefones fixos e um carro 
- Sem empregada doméstica
- Renda familiar mensal entre 1,5 e 2 ou entre 2 e 5 salários mínimos
- Pai e mãe (ou responsáveis) possuem ensino fundamental completo ou em andamento.

Médio alto (Nível V)
- Três quartos e dois banheiros, TV por assinatura e um aspirador de pó
- Sem empregada doméstica
- Renda familiar mensal entre 5 e 7 salários mínimos
- Pai e mãe (ou responsáveis) completaram o ensino médio.

Alto (Nível VI)
- Três quartos e três banheiros, dois carros
- Sem empregada doméstica
- Renda familiar acima de 7 salários mínimos
- Pai e mãe (ou responsáveis) completaram a faculdade e/ou podem ter concluído ou não um curso de pós-graduação.

Muito alto (Nível VII)
- Duas ou mais geladeiras e três ou mais televisões, três ou mais carros
- Contratam empregada mensalista ou diarista até duas vezes por semana
- Renda familiar acima de 7 salários mínimos
- Pai e mãe (ou responsáveis) completaram a faculdade e/ou podem ter concluído ou não um curso de pós-graduação.

Regras da UFRGS

Regras da UFRGS

O que pode e o que não pode fazer no vestibular 2015 da UFRGS

É preciso levar caneta esferográfica azul ou preta e documento de identidade. O uso de celulares e consumo de alimentos não é permitido

03/01/2015 | 13h31
O que pode e o que não pode fazer no vestibular 2015 da UFRGS Marcelo Oliveira/Agencia RBS
Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS
Você pode não decorar todas as fórmulas de matemática ou os personagens de todas as leituras obrigatórias, mas é importante conhecer algumas regras para não ser surpreendido no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
As provas do vestibular serão realizadas de 4 a 7 de janeiro (de domingo a quarta-feira) em Porto Alegre, Bento Gonçalves e Imbé/Tramandaí. Serão aplicadas questões das seguintes áreas do conhecimento: Física, Literatura de Língua Portuguesa e Língua Estrangeira Moderna; Língua Portuguesa e Redação; Biologia, Química e Geografia; História e Matemática.
Aproveite as nossas dicas, e boa prova!
As provas: 25 questões de cada disciplina
Domingo, 4/1 - Física, literatura e língua estrangeira 
Segunda-feira, 5/1 - Português e redação
Terça-feira, 6/1 - Biologia, química e geografia
Quarta-feira, 7/1 - História e matemática
Horário: das 8h30min às 13h. Só será permitida a saída a partir das 10h30min
DICA ZH: Recomenda-se chegar ao local de prova às 8h. O trânsito pode ficar complicado próximo aos locais de prova, por isso é importante sair com tempo de sobra de casa, para evitar imprevistos.
Onde: o documento de Confirmação e Local de Provas está disponível no sitevestibular.ufrgs.br
Documentos
- Carteira ou cédula de identidade expedida por secretaria de Segurança Pública dos Estados, Forças Armadas ou Polícias Militares, Carteira Nacional de Habilitação (expedida a partir da Lei nº 9.503 de 1/7/1997), passaporte, carteira expedida por ordens ou conselhos criados por lei federal e controladores do exercício profissional, desde que contenham fotografia e número do documento de identificação que lhe deu origem.
Caso o candidato esteja impossibilitado de apresentar o documento de identidade original, deverá apresentar a ocorrência policial. Adicionalmente, para ingressar na sala de provas, o candidato deverá assinar junto à coordenação do local de prova a Declaração de Prova Condicional.
O que mais é preciso levar- Caneta esferográfica azul ou preta. Pode-se levar lápis e borracha, mas a folha ótica deve ser preenchida a caneta.
Não é permitido
- Usar ou portar telefone celular, pagers, fones de ouvido ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos ou similares. A Coperse recomenda que os aparelhos não sejam levados aos locais de prova. Equipamentos como esses deverão ser acondicionados em embalagem plástica fornecida pela equipe do vestibular e mantidos lacrados até a saída do candidato do local de prova.
Alimentação
- Não será permitido ao candidato ingerir alimentos sólidos durante a realização das provas.
- Garrafas d'água ou de refrigerante transparentes e sem rótulo serão toleradas.

Ao fim das provas
- O candidato deve entregar a folha de respostas e o caderno de questões. 
- Os dois últimos candidatos deverão se retirar da sala ao mesmo tempo.
- Os candidatos só podem se ausentar da sala com um fiscal.
- Revista com detectores de metal pode ser realizada em candidatos nos banheiros, corredores ou salas de provas.
ATENÇÃO: É proibido levar respostas anotadas, bem como o caderno de questões. O caderno de cada dia de prova será entregue ao candidato no dia seguinte, à exceção do dia 7, quando os candidatos poderão deixar o local de provas com o caderno.
Gabarito preliminar: no site www.vestibular.ufrgs.br, a partir das 17 horas do dia de sua realização. Os candidatos poderão acessar sua folha de respostas no mesmo endereço, no link "consulta dados", no dia seguinte ao da aplicação da prova.
PROIBIDO! 
As seguintes condutas durante as provas são passíveis de eliminação
.
- Consultas de qualquer natureza
- Uso ou porte de telefone celular, pagers, fones de ouvido, relógio digital ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos e/ou similares.
- Vestir bonés, chapéus e assemelhados.
- Comunicar-se com outros candidatos

3 de janeiro de 2015

Procure entender


Claudio Tognolli

Saiba porque Dilma citou "alma coletiva" em seu discurso de posse

(Foto: Estadão Conteúdo)(Foto: Estadão Conteúdo)

NINGUÉM reparou no seguinte trecho do discurso de posse de Dilma:

“O nome de milhões de guerreiras anônimas que, voltam a ocupar, encarnadas na minha figura, o mais alto posto de nossa grande nação.
Encarno outra alma coletiva que amplia ainda mais a minha responsabilidade e a minha esperança”.
Note bem o termo empregado: alma coletiva. O ghost writer do discurso de Dilma deixou bem claro a quem o termo alma coletiva se endereça.
Quem entende o mínimo de história do Brasil, e o mínimo de filosofia, deve ter tido um repuxão, um vazio no fígado, um bolo duro na garganta, ao ter ouvido o termo. Porque “alma coletiva” é definição empregada pelo nacional-socialismo, pelos nazistas, pelos caudilhos. Pelo totalitarismo religioso, enfim.
Quem mais entendeu sobre alma coletiva no Brasil foi o embaixador José Osvaldo de Meira Penna, sobretudo em sua obra “Em Berço Esplêndido” (Editora Topbooks, 1999). Meira Penna mostra, como ninguém, que Getúlio Vargas, exatamente quando o Eixo assombrava o mundo na Segunda Guerra, vendia, a torto e a direito, a ideia de “alma coletiva”.
Meira Penna dissecou como ninguém os perigos da “alma coletiva” ser defendida no Brasil. E foi beber na origem de quem apontava os perigos na alma coletiva na política:  Karl Jung.
Escrita em 1936, a obra Wotan, de Jung, deixa claro os perigos da alma coletiva em política: “A psicose coletiva alemã surge a partir do louvor da imagem arquetípica de Wotan, deus nórdico pagão dos germânicos, das tempestades, da efervescência, da inspiração e da guerra”.
Segundo Jung, de Wotan corresponde a “uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um “fator” psíquico de natureza irracional, um ciclone que anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura”.
Tem muito líder religioso fundamentalista que adora também o termo alma coletiva. Mas o vende como “egrégora”.
Do grego egrêgorein, «velar, vigiar”, é a soma de energias coletivas.
 O Brasil não precisa de conceitos de coletividades, de “raízes nacionais” (como defenderam a vida toda os hoje ministros da Cultura, Juca Ferreira, e da Ciência, Aldo Rebelo). Quem tem raiz é planta. Coletivo é ônibus, bonde, trem e metrô.
O Brasil não precisa de “coletivos”, de “matilhas culturais”, aliás, nomes que você encontra em vários blogs, que defendem cegamente o PT, e vivem de grana pública.
O Brasil precisa de almas individuais, sem raízes, que defendem uma cultura universal, planetária, sem barreiras. Individualismo dá prêmio Nobel: não o contrário
Quem mais criticou o conceito de alma coletiva, aliás, foi o negro mais brilhante dos EUA: W.E.B. Du Bois, homem de Harvard , estudado na Alemanha. Referia que a “alma vital”, a que em alemão ele chamava de “seleleben”, ia pelo individualismo. (“O futuro será, muito provavelmente, o que as minorias raciais individualmente fizerem dele”, notou Du Bois em sua obra The Negro, 1915).
Dilma vai contra tudo isso, indica o discurso de posse.
E vou te dizer porque: porque, na brasilidade mais profunda, seja sob o PT do Mensalão barra Petrolão, seja sob o tucanato Alstom, alma coletiva quer dizer que todos bebem da mesma fonte.
Veja bem: Dilma nomeou um ministério pífio para fazer favores políticos. Que, além das benesses auferidas pelas indicações de titulares e apaniguados, são pagos pela distribuição de grana.
O Mensalão foi a pré-fixação dos pagamentos demandados pelos políticos coligados e de ocasião. O Mensalão tinha valores combinados, datas de pagamento, locais de saque. Era a corrupção tópica: local e hora de saque previamente combinados. Ainda que com uma logística complexa de repasses.
Petrolão foi a mesma coisa: as almas coletivas indo sacar o prometido. Mas, desta vez, direto no caixa da Petrobras, sem uma lógica de assalto medieval tecnicamente  tão intricada como a do Mensalão.
Agora você entende o que é a “alma coletiva” ?

2 de janeiro de 2015

Ter ou Haver????

Ter ou Haver?
Tanto o verbo ter quanto o verbo haver são tidos como impessoais. Este usado na linguagem formal e aquele na coloquial
Tanto o verbo ter quanto o verbo haver são tidos como impessoais. Este usado na linguagem formal e aquele na coloquial

Analisemos o seguinte enunciado, no sentido de obtermos respostas a questionamentos relevantes, como este que se faz presente, ou seja, devemos mesmo usar o verbo ter? Ou o ideal é optarmos pelo uso do verbo haver?
Tinham alunos no pátio.
Um termo nos chama a atenção acerca de sua real função em meio ao contexto linguístico: alunos, por excelência.
Retomemos, pois, àquela velha e boa dica no sentido de descobrirmos o sujeito da oração: fazer a pergunta ao verbo. O que tinham? Provavelmente que uma boa parte diria que a resposta correta seria “alunos”.
Nesse caso devemos ter o máximo de cuidado, haja vista que se trata de um verbo impessoal, portanto, sem sujeito. Dessa forma, a função do termo em pauta (alunos) é a de objeto direto, ou seja: Tinha o quê? Alunos.
Mas por que “tinha” e não “tinham”?
Ora, pelo simples fato de que se se trata de uma oração sem sujeito, o verbo, necessariamente, deverá permanecer na terceira pessoa do singular.
Nesse sentido, mesmo que o objeto esteja no plural, ele, o verbo, ficará sempre no singular. Vejamos outros casos:
Tem homens e mulheres concorrendo à vaga.
Tem momentos em que nos sentimos desanimados.
Na cidade tem pessoas de vários lugares.
Em todos os enunciados constatamos que o termo em destaque ocupa a função sintática já mencionada. Outro detalhe a que devemos nos atentar é que o verbo, conjugado na terceira pessoa do singular, não é grafado com o acento circunflexo (pois se assim fosse pertenceria à terceira pessoa do plural - têm).
Agora, situemo-nos mediante o padrão formal da linguagem, e façamos a seguinte pergunta: será que tais colocações a ele se encontram adequadas?
Saiba que em se tratando de situações comunicativas, tidas como formais, tais como a escrita ou até mesmo aquelas manifestadas pela oralidade, como uma entrevista, uma palestra, uma conferência, faz-se necessário o uso do verbo haver. Assim, reformulando, temos:
Há homens e mulheres concorrendo à vaga.
Há momentos em que nos sentimos desanimados.
Na cidade há pessoas de vários lugares.
Perceba que o verbo permanece nas mesmas condições de impessoalidade, ou seja, conjugado na terceira pessoa do singular.

Vícios de Linguagem

Vícios de Linguagem
1. Barbarismo: Grifo ou pronúncia de uma palavra em desacordo com a norma culta.
"Gratuíto" (em vez de gratuito)
"Rítmo" (em vez de ritmo)
2. Solecismo: Desvio da norma em relação à sintaxe.
"Fazem dois anos que não nos vemos" (em vez de faz)
3. Ambiguidade ou Anfibologia: Deixar a frase com mais de um sentido.
"O menino viu o incêndio da escola"
4. Cacófato: Mau som produzido pela junção de palavras.
"Beijou na boca dela".
"Eu vi ela". (Eu viela?)
"Eu amo ela" (Eu a moela?)
"Não tenho pretensão acerca dela".
(Não tenho pretensão a ser cadela?)
"Vou-me já porque já está pingando".
(Vou mijar porque já está pingando?)
"Tenho culpa eu" (Tem c... pá eu?!)
5. Pleonasmo Vicioso: repetição desnecessária de palavras para expressar uma ideia.
"Subir pra cima"
"Entra pra dentro, menino!"
6. Neologismo: criação desnecessária de palavras novas.
"O ministro se considerava imexível"
7. Eco: Repetição de um som numa sequência de palavras.
"A decisão da eleição não causou comoção na população."
8. Arcaísmo: Utilização de palavras que já caíram em desuso.
"Vossa Mercê vai pescar"

O lema “Brasil: Pátria Educadora” é ruim e pode significar qualquer coisa - Leonardo Sakamoto

O lema escolhido por Dilma Rousseff para o seu segundo mandato – Brasil: Pátria Educadora – é ruim e traz uma promessa vaga. Não que a educação não tenha que ser eixo central de qualquer país que pretenda continuar a existir. O problema é a forma com a qual o governo apresenta esse desafio e a dúvida quanto ao seu conteúdo.
Claramente escolhida em consonância com as recomendações de seu marqueteiro João Santana, a ideia tenta dialogar com os protestos de rua de junho de 2013 com dois temas que estiveram presentes: o resgate de um certo patriotismo e a demanda por educação.
A utilização do termo “pátria'' em qualquer processo público no Brasil me dá arrepios por conta do nacionalismo tosco que evoca. Afinal, é usado exaustivamente em regimes autoritários, como a última ditadura militar brasileira, a fim e promover o sentimento de amor à terra pátria (aliás, bem melhor seria se fosse “mátria'', terra materna, mas isso é outra discussão). Alguém que esteve presa por anos e foi torturada por uma ditadura bizarra saberia disso. Mas a memória é condicionada às necessidades políticas.
Quando alguém ergue um cartaz escrito “Educação'' em um protesto, sabe o que essa pessoa está dizendo? Absolutamente nada. Junho de 2013 contou com vários temas que funcionaram como o que Bourdieu chama de “fatos-ônibus'' – que não chocam ninguém, que não dividem, que formam consenso, que interessam a todo mundo. Alguns desses temas foram os veículos usados por jovens que foram às ruas manifestar sua sensação de descontentamento com o poder (seja ele qual for) e demonstrar sua insatisfação com a falta de perspectivas que enxergavam.
Mas dizer apenas “Educação'', seja em um cartaz ou em um lema governamental, não agrega nada. Porque a educação pode ser emancipadora (o que é bom) ou doutrinadora (o que é péssimo). Em junho de 2013, serviu como veículo da catarse. Em janeiro de 2015, para preencher um vazio de ação política.
Considerando que seu governo caminha para não assumir uma posição firme de luta visando a profundas transformações sociais, faria sentido optar por um lema que seguisse a toada aberta em seu discurso de vitória, em outubro do ano passado. Algo como “Brasil: Construindo Juntos um País'' ou qualquer coisa nesse sentido.
Passando as perfumarias, entramos no problema em si. Se Dilma tivesse planos reais de colocar a educação como ponto central de seu governo, deveria ter começado produzindo um documento com propostas que se assemelhasse realmente a um Programa de Governo. Contudo, o que ela divulgou durante a campanha eleitoral foi uma compilação de cifras realizadas e promessas de novas cifras, com pouca discussão sobre a concepção que seu grupo político tem para educação. Por exemplo, pouco tratou da valorização dos professores – aspecto central para a educação de qualidade.
Dos programas dos três candidatos mais votados, o dela foi – de longe – o mais vago. “Ah, mas programa de governo não vale nada, é só formalidade.'' Se é assim, então no que vou basear minha escolha eleitoral? Apenas na emoção trazida por crianças sorrindo no horário eleitoral gratuito, correndo – em câmera lenta – por uma estrada de terra em direção a uma escola rural, com uma música de fundo que faz chorar e um close no rosto da mãe orgulhosa antes dela dizer que vai votar em determinada pessoa? Fala sério…
O programa de Marina, após assumir como candidata, era o melhor dos três. Sente-se a influência da participação de Neca Setúbal, que é da área. O de Aécio Neves, abertamente neoliberal, também era um plano mais detalhado que o de Dilma.
Sem uma discussão sobre concepção de educação e de um posterior plano de ação baseado nessa concepção, os 10% do Produto Interno Bruto que devem ser destinados a essa área tem boas chances de irem para o ralo da má utilização ou mesmo desviado pela corrupção.
Em outras palavras, para quem colocou a educação como lema de seu governo, falta um plano para colocar isso em prática. Parece a história de um jornal que primeiro produz uma manchete pensando na audiência e, somente depois, faz uma reportagem para preencher o espaço.
É claro que a educação não é tocada apenas pelo governo federal, mas também pelos estados e municípios. Mas a União tem um papel importante para além do financiamento. Ela atua na definição de uma base curricular nacional, de programas de educação integral, na formação de professores (inicial e continuada), no currículo do cursos de pedagogia e das licenciaturas, no piso salarial, na carreira docente, nos processos de avaliação externos. É grande sua influência como indutor de políticas para redes estaduais e municipais. Exemplo, 60% dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que é federal, é carimbado para a valorização docente.
O governo Dilma não possui um plano integrado do que ainda está por ser feito. Deve seguir o Plano Nacional de Educação, que é uma importante compilação de metas. Se seguido à risca pode, sim, reduzir a desigualdade no acesso e aumentar a permanência na escola, mas ele pouco aborda a concepção de ensino, tanto para alunos quanto a formação de professores. E se queremos produzir mão de obra de qualidade para os desafios deste século e, muito, muito mais importante do que isso, se queremos empoderar cidadãos para serem capazes de se tornarem protagonistas de suas próprias histórias e não apenas um tijolinho no muro, precisamos de um.
A última tentativa de traçar uma concepção para educação ocorreu no governo Fernando Henrique (não estou avaliando se ela foi bem sucedida ou não, porque sabemos que ela não avançou). É daquela época o trabalho em cima dos Parâmetros Curriculares Nacionais (que acabaram sendo adotados por vácuo, ou seja, pela falta de outra política) e a própria Leis de Diretrizes e Bases da educação, que é boa, mas não foi aplicada totalmente e corretamente.
Vale lembrar que a discussão sobre que tipo de formação de professores nós precisamos e como fazer isso acabou interditada pelo relacionamento conflituoso entre membros do governo FHC e setores da academia. O curso de pedagogia, que acabou sendo caminho obrigatório, substituindo o antigo magistério, forma de professores polivalentes (de todas as disciplinas da Educação Infantil e do primeiro ciclo do Fundamental), a gestores e pesquisadores. Portanto, a preparação para o que acontece dentro da sala de aula saiu prejudicada.
A gestão Fernando Haddad no Ministério da Educação, só para efeito de comparação, agiu mais na produção de indicadores de qualidade para os diversos níveis de educação, na ampliação do financiamento com o Fundeb e na ampliação do acesso ao ensino superior (novas universidades federais, Fies, Prouni) – o que foi importante, mas não traçou um planejamento de longo prazo para uma nova concepção de educação.
Por fim, um governo que afirme que vai colocar a educação como prioritária não deveria jogar com a sorte. A vinda de Cid Gomes para a pasta está sendo vendida como um reconhecimento à evolução do município de Sobral, onde ele foi prefeito, e os programas de alfabetização tocados em seu governo no Ceará. E olhe que nem estou lembrando de quando ele afirmou que professor tem que trabalhar por amor e não por dinheiro.
Mas, na prática, ele vem como homem forte de um grupo político com votos no Congresso Nacional (a governabilidade, sempre ela…) que, dessa forma, vai ajudar na sustentação ao governo federal. Há outros quadros políticos ou puramente técnicos que seriam a demonstração de que Dilma quer um plano para melhorar a educação do país (quer, porque ela não tem). Ficaram de fora.
Por isso, com base no ministério escolhido, salvo algumas exceções, acho que “Brasil: A Zoeira Nunca Termina'' ainda é o lema mais apropriado. E o mais sincero.

Complemento nominal

Complemento nominal
O complemento nominal se caracteriza como aquele termo que completa o sentido dos nomes, demarcados pelo substantivo, adjetivo e advérbio.
O complemento nominal completa o sentido de alguns nomes (substantivo, adjetivo e advérbio)
O complemento nominal completa o sentido de alguns nomes (substantivo, adjetivo e advérbio)

Falar sobre o complemento nominal nos instiga a fazer algumas menções a aspectos de ordem gramatical, ou seja, por que nominal? Antes de tudo, precisamos reconhecer que em se tratando de determinadas nomenclaturas propostas pela gramática, “nominais” se oriunda de nomes, ou seja, substantivo, adjetivo e advérbio. Assim, evidentemente, chegamos à conclusão de que o termo em estudo (complemento nominal) completa o sentido desses três elementos.
Assim, não raras as vezes, constatamos um usuário aqui, outro ali sentindo-se questionado acerca das semelhanças que há entre o complemento nominal e o objeto indireto - dada a razão de ambos se apresentarem constituídos pelo uso da preposição. Nesse sentido, o artigo por meio do qual temos a oportunidade de travar esse diálogo tem por finalidade realizar algumas abordagens no sentido de fazer com que tais entraves sejam sanados. Para tanto, façamos uso dos enunciados a seguir:
A insegurança do sentimento era maior que todos os outros obstáculos que enfrentara.
Temos que nesse exemplo o termo aparece demarcado por uma preposição e completa o sentido do substantivo abstrato “insegurança”.
Ela chegou repleta de saudades de rever os amigos.
Aqui, temos que o adjetivo “repleta” se encontra complementado pelo termo que aparece, também, ligado pela preposição.
O juiz agiu favoravelmente ao réu.
Nesse caso, temos que o advérbio “favoravelmente” se encontra acompanhado da expressão “ao réu”, que, por sua vez, classifica-se como complemento nominal.
Para compreendermos assim de forma um tanto quanto explícita, não custa retomarmos a algumas ideias, ainda que antes vistas, mas essenciais para fecharmos alguns conceitos relacionados a esse assunto. Tais pressupostos se afirmam pelo fato de que muitos são os nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que derivam de verbos significativos (nocionais), transitivos e intransitivos. Veja:
Do verbo regressar: Regresso às atividades cotidianas.
(substantivo abstrato)
Do verbo confiar: Confiança no amor. 
(substantivo abstrato)
Do verbo necessitar: Necessidade de paz.
(substantivo abstrato)
Do verbo obedecer: Obediência aos mais velhos. 
(substantivo abstrato)

Adjunto adnominal

Adjunto adnominal

Adjunto adnominal
O adjunto adnominal é representado pelos artigos, numerais adjetivos, pronomes adjetivos, adjetivos e locuções adjetivas

Adjunto adnominal... Talvez você não conheça esse termo ainda, não é verdade? Não se preocupe, trata-se de um termo simples e que faz parte dos muitos assuntos relacionados à nossa língua. Dessa forma, ao constatarmos as características que a ele pertencem, você perceberá que já conhece todas, ou quase todas elas, pois já as estudamos.
Mas, antes de tudo, começaremos compreendendo o conceito de adjunto adnominal. Ele se caracteriza como o termo que especifica, determina ou explica um substantivo, e por essa razão podemos afirmar que possui uma função adjetiva, ou seja, a de atribuir uma qualidade, uma característica.
Assim sendo, para que tudo fique bem claro, vamos analisar o enunciado que vem a seguir?
O garoto esperto ganhou uma linda bola.
Vamos embarcar numa missão imbatível: irmos à caça dos substantivos dessa oração: Pronto! Já os encontramos e eles são representados por:
GAROTO O
ESPERTO
BOLA UMA
LINDA
Constatamos que em torno dos dois substantivos que encontramos (garoto e bola) existem algumas palavras que os acompanham, representadas por: o, esperto, uma e linda.
Todas essas palavras pertencem às classes gramaticais, das quais já temos conhecimento. Não se recorda? Para relembrá-las, acesse o texto: “Classes gramaticais”. Percebeu que se trata de algo simples?
Pois bem, conheceremos a partir de agora quais são exatamente os elementos que pertencem a essas classes, que representam os adjuntos adnominais. Para isso, aproveitaremos o exemplo expresso pela oração anterior:
Os adjuntos adnominais conferem uma característica ao substantivo
Os adjuntos adnominais conferem uma característica ao substantivo
Artigos definidos ou indefinidos:
O – artigo definido
Uma – artigo indefinido
Pronomes adjetivos
Mesmo que na oração eles não estejam presentes, são representados por “aqueles, aquelas, meus, minha, sua, entre outros”.
Numerais adjetivos
Representados pela classe dos numerais, podendo ser cardinais (um, dois, etc.), ordinais (primeiro, terceiro, etc.), entre outros.
Adjetivos
Esperto
Linda
Locuções adjetivas
Vimos as ondas do mar. (marítimas)
É sincero o amor de mãe. (materno)

Ditado feito a alunos do ensino médio, aterrador

SPA

A história dos spas remonta a tempos muito antigos, quando a concepção dos ideais de saúde e cura ainda estava em seus estudos mais embrionários. Não há um consenso quanto à origem da palavra “SPA”. Para alguns, esta origem refere-se ao termo em latim “Salut per Aqua” ou “Solus per Aqua”, que significa “saúde advinda da água”. Para outros, a origem da palavra diz respeito a uma pequena cidade belga chamada SPA, próxima a Liege, onde era encontrada uma nascente de água quente muito frequentada pelo público em busca de um banho relaxante e reenergizante. De qualquer forma, sabe-se que a origem dos spas está diretamente ligada à água e seus benefícios trazidos à saúde.

Ebola

(Foto: AFP)(Foto: AFP)
A pior epidemia de ebola da história pode ter começado com um garoto que brincava com morcegos, no interior da Guiné. Seu nome era Emile Ouamouno. Isso é o que aponta um estudo realizado em Berlim, após uma pesquisa que envolveu dezenas de cientistas e meses de trabalho. Os morcegos estariam em uma das árvores na periferia de um vilarejo de apenas 31 casas. 

O trabalho do Instituto Robert Koch foi publicado na revista EMBO Molecular Medicine e indicou que o “ponto zero” da epidemia que já infetou mais de 20 mil pessoas e levou países africanos ao caos teria sido o vilarejo de Meliandou, na região de Guéckédou.

O primeiro caso, justamente do garoto de 2 anos, foi registrado em dezembro de 2013. Dias depois, ele morreu. Em março, parte do buraco na árvore em que se alojavam morcegos foi queimada, justamente para espantar os animais que, entre os moradores locais, eram considerados como os responsáveis pela doença. Nesse momento, outras dez pessoas do mesmo vilarejo já haviam morrido, entre elas a mãe e a irmã de Emile.

Os pesquisadores admitem que não há provas definitivas de que essa tenha sido a forma pela qual a epidemia começou. Mas, segundo os antropólogos que entrevistaram os moradores e os testes de DNA na árvore queimada, a hipótese faz sentido.

A comunidade internacional já destinou mais de US$ 1 bilhão para lutar contra a doença. Mas a OMS admite que não sabe quando conseguirá controlar a doença, que já matou quase 8 mil pessoas.

Engenharia de Materiais


Engenharia de Materiais é um curso que envolve a interdisciplinaridade entre física e química para estudo da produção e transformação de materiais. Para isso, é preciso estudar a estrutura, as propriedades (mecânicas, térmicas, elétricas etc) para desempenho de novos materiais ou para utilização de materiais já existentes para fins úteis. As principais áreas são: metais, polímeros, cerâmicos e compósitos.
Para falar mais sobre o curso, a entrevistada de hoje no Guia de Profissões é Alana Gabrieli de Souza, graduanda de Engenharia de Materiais na Universidade Federal do ABC (UFABC).

1- Por que escolheu o curso de Engenharia de Materiais?
A escolha de curso não é uma decisão muito simples. A pressão para entrar em uma universidade, em conjunto com a saída do ensino médio e mudança de ambiente acaba resultando em uma confusão muito comum. Quando saí do ensino médio, tinha certeza que gostaria de seguir em Engenharia Ambiental. E segui nesse curso por um ano e meio, até que resolvi pedir transferência entre universidades. Ao ingressar na Universidade Federal do ABC, conheci a engenharia de Materiais, e acabei me identificando. Escolhi seguir nessa área por me apaixonar pelos assuntos a serem abrangidos ao longo do curso e me identificar com uma subárea específica (polímeros). Quando se pensa num curso, em geral tem-se a preocupação de manter-se nessa área ao longo da vida. E a engenharia de materiais me proporcionou um conforto ao saber que irei trabalhar com algo que eu gosto, sendo que, além de precisar, vou me manter na área tendo prazer de permanecer na mesma.

2– Na prática, sua visão sobre o curso mudou? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Acho que sempre muda um pouco, né? Até porque todo mundo acha que o curso vai ser perfeito, até estar envolvido o suficiente para saber que qualquer curso possui dificuldades e aspectos positivos e negativos. Mas é esse o ponto: se mesmo vendo defeitos, você ainda assim se encanta pelo curso, então você está seguindo o caminho certo. Faço iniciação científica (IC) na área de materiais, antes mesmo de fazer determinadas matérias, como nanocompósitos (que é o tema da minha IC), e notei que essa atividade me passa um conhecimento prático que nem sempre é completamente absorvido pelo aluno apenas em sala de aula, pois na IC eu aprendi a ir atrás do que preciso aprender, a pesquisar, a buscar o conhecimento que não possuo, assim como a importância de conhecer pessoas que possuam conhecimento na área e futuramente possam me auxiliar (networking) e acredito que essa inserção na área fez com que eu me interessasse ainda mais.
Estar em contato com polímeros me dá um incentivo a mais para estudar e me dedicar a isso. A expectativa de ver bons resultados e futuramente apresentar os mesmos para a sociedade, em geral, é ótima, vem uma sensação de ansiedade e curiosidade que acabam incentivando a querer e buscar mais. Quando obtive meus primeiros resultados (o que, confesso, não foram exatamente o que eu esperava), fiquei instigada a vê-los logo (só era possível saber se obtive o esperado em microscópio), e ao descobrir que não tinha alcançado o ideal, ao invés de pensar em desistir, pensei em maneiras de mudar a metodologia para atingir meu objetivo, ou seja, gosto tanto do que faço, que um resultado negativo apenas me incentivou mais a continuar buscando conhecimentos e melhores resultados.
Em relação a faculdade no geral, atualmente curso as matérias tradicionais de engenharia (como físicas e cálculos) e logo inicio as mais específicas do meu curso (não vejo a hora!).

3 – Quais os principais benefícios e dificuldades de fazer esse curso?
Em relação às dificuldades, a matriz curricular é relativamente pesada. Muito vem do ensino básico e muitas pessoas encontram problemas na matemática, física e química básica. Além disso, o que é apresentado de novo durante o curso pode representar um desafio. O que vale é estar disposto a encarar e superar os desafios que surgirão ao longo da trajetória acadêmica.
Já os benefícios, na minha visão, além do crescimento pessoal oferecido por qualquer curso, vem a ampla área para se especializar. Por exemplo, particularmente, não gosto de cerâmicas, entretanto, adoro polímeros. Posso estudar cerâmicas sem me aprofundar. Além disso, me interesso pela área de nanoestruturas, e o curso também me oferece a oportunidade de estudar e seguir exatamente nessa área. Ou seja, como benefício, vejo a flexibilidade. É possível escolher o que estudar (e futuramente trabalhar) e mesmo assim manter-se nessa área.

4- Quais as principais características que você acredita serem necessárias para quem escolher esse curso?
Talvez conhecimentos básicos em química, física e matemática ajudem bastante. Mas com bastante esforço, é possível aprender mesmo com deficiência. Gostar de química e física pode ajudar bastante, pois o curso utiliza muito. A permanência em laboratórios é inevitável, então é indicado que a pessoa consiga se habituar a ficar no laboratório e passar bastante tempo no mesmo, pois tanto em aulas quanto em projetos, e até mesmo mercado de trabalho, existe bastante possibilidade de que haja necessidade de ficar em laboratório. Escrever bem é um diferencial para futuras publicações de artigos e projetos, por exemplo. Quando se faz um projeto, geralmente almeja-se a publicação do mesmo em congressos, anais ou revistas. A boa escrita é fundamental nesse caso. Relações interpessoais são importantes em qualquer área, e apesar de a engenharia de materiais não lidar diretamente com isso, indiretamente faz-se necessário.

5- Gostaríamos que você desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão.
Engenharia é um curso que requer tempo, esforço e dedicação. Minha dica é gostar de aprender. Se dar bem com cálculos e físicas pode ser importante, mas gostar é essencial. Para engenharia de materiais, química também conta bastante. É um mercado de trabalho bastante amplo, dando a liberdade de escolher se quer trabalhar com cerâmicas, metais ou polímeros, entretanto há grande probabilidade de trabalhar em laboratórios, logo, gostar desse ambiente acaba contando bastante na identificação com o curso.