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20 de fevereiro de 2015

ENEM


Nossas dicas de hoje sobre atualidades para o Enem estão cheias de curiosidades. Você sabe como o universo começou? Sabe o que é efeito borboleta? Sabe explicar por que algumas pessoas precisam usar óculos? Então se ligue e confira o que a ciência diz!

1. Teoria do caos

Já assistiu ao filme Efeito Borboleta e achou muitas cenas confusas? O que você talvez não saiba é que o filme é baseado em uma teoria científica, a teoria do caos. Aliás, essa teoria é apelidada como Efeito Borboleta, termo utilizado para nomear o filme.
A revista Mundo Estranho fez um artigo que explica a teoria e suas principais aplicações. Aproveitando a indicação, se quiser refletir sobre a teoria e os eventos da vida, o filme encontra-se disponível no Youtube.

2. A origem do universo

A origem do universo sempre foi um questionamento humano de muita inquietação e que até hoje é uma incógnita. No decorrer dos séculos, diversos mitos surgiram na tentativa de suprir essa curiosidade. Nesse artigo da História Digital, são explicados os 10 mitos mais conhecidos sobre a criação do universo e da vida humana. Ao ler, repare como a maioria dos mitos tem algumas semelhanças.
Por outro lado, a ciência busca, através de estudos, elaborar uma teoria que explique a origem de tudo. Atualmente, a teoria mais aceita, por haver mais fundamentos e conseguir explicar a maioria dos fenômenos, é a Big Bang. Mas ela ainda não explica tudo e, por isso, outros estudos são realizados, como mostra esta matéria da Revista Galileu.

3. Miopia

Se você não usa óculos, talvez até desconheça que existam diferentes tipos de deficiência visual. Uma delas é a miopia que é a dificuldade de enxergar longe.
Algumas pessoas dizem que a miopia é hereditária ou até mesmo que ela é maior em pessoas que leem mais. Nessareportagem da BBC, são explicados alguns fatores que causam a miopia segundo esclarecimentos de cientistas.
Boa leitura e até a próxima!

18 de fevereiro de 2015

Clichê

Clichê

O clichê é o "senso comum" das expressões. São aquelas expressões que todo mundo usa e que todo mundo está cansado de ouvir. Então, aí vai uma listinha com alguns exemplos de clichês que você deve, acima de tudo, evitar em sua redação:

desde os primórdios da humanidade
nos dias de hoje
nos dias atuais.
atualmente
com base nos fatos mencionados, conclui-se que
para concluir
luz no fim do túnel
no fundo do poço
um caso de amor e ódio
é preciso que todos se conscientizem
caixinha de surpresas
como o diabo foge da cruz
a pergunta que não quer calar
agradar a gregos e a troianos
pedras no sapato
faca de dois gumes
se cada um fizer a sua parte
fechar com chave de ouro
voltar à estaca zero
aparar as arestas
nós, brasileiros
nós, seres humanos
é conveniente para o governo que
crítica construtiva
nunca antes na história da humanidade
nunca antes na história do Brasil
só assim conquistaremos a vitória
nos quatro cantos do mundo
tocar corações e mentes
correr atrás do prejuízo
obra faraônica
a todo vapor
dar a volta por cima
em alto e bom tom
preencher uma lacuna
deixou a desejar
do Oiapoque ao Chuí
quem tem boca vai a Roma
começar com o pé direito
antes de mais nada
inserido no contexto
rota de colisão
mão na roda
está na moda


E algumas citações, por serem usadas demais, também caíram no caso dos clichês:

Só sei que nada sei (Sócrates)
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena (Fernando Pessoa)
Da onde eu vim? Para aonde eu vou? 



Além dos clichês, você deve evitar informalismos (onde, a gente, etc...) gírias e expressões vagas (todo mundo, sempre, nunca, todos, etc...).

Aspectos redacionais

Coerência Textual

Garantir a coerência textual é fazer com que as ideias se completem, ou seja: é fazer com que o raciocínio seja linear, que os argumentos estejam concatenados (interligados, associados, etc...) e que uma ideia seja a continuação de outra. Geralmente, a incoerência ocorre quando o leitor se pergunta: mas o que o autor desse texto quis dizer com isso? Ou então, quando as ideias são contraditórias ou quando uma não tem nada a ver com a outra. Ainda existe o caso "bola de neve", quando um assunto vai puxando outro e, no final, o que temos é uma bela salada de argumentos soltos. 


Incoerência tipo 1: ideias fragmentadas 

A segurança pública está comprometida e os mais ricos não se importam com os mais pobres, o que aumenta as desigualdades sociais. 

O que o comprometimento da segurança pública tem a ver com desigualdade social? Se esse trecho estiver solto na redação, sem nenhuma contextualização coerente que explique a associação entre as duas ideias, então esse trecho é incoerente. 

Incoerência tipo 2: contradição 

A educação pública está comprometida. Para tanto, é preciso valorizar o trabalho dos professores, dando a eles melhores condições de trabalho, reajustando os seus salários e dando mais oportunidades para eles se capacitarem. A educação é e continuará sendo uma prioridade do Governo.

Se a educação é uma prioridade do Governo, então a educação pública não estaria comprometida. Ou seja: os problemas da educação revelam que ela não tem sido uma prioridade do Governo. Isso quer dizer que as ideias são contraditórias. 

Incoerência tipo 3: "bola de neve"




A coerência textual também pode ser comprometida pelo efeito "Bola de Neve", quando um assunto vai puxando outro e se embolando, fazendo a redação perder o seu foco.  


O Brasil possui muitos recursos naturais, mas tem os desperdiçado com queimadas e desmatamento. É preciso que nós tenhamos a ciência de que os recursos naturais não são infinitos. Além disso, a Amazônia é alvo constante da cobiça internacional. Isso significa dizer que precisamos investir em nossas defesas para projetar a nossa soberania sobre os olhos dos outros países. As implicações geopolíticas associadas a isso são profundas e, para tanto, precisamos aprimorar a formação e a educação dos profissionais que atuam nas relações internacionais. A educação é importante para uma nação, pois assim é possível consolidar as bases para um futuro sólido para a nossa sociedade. Desse modo, vamos garantir uma sociedade mais justa e íntegra. Somente pela educação poderemos conferir justiça e um bem estar à população, trazendo mudanças profundas em nossa cultura. 


Aparentemente esse parágrafo está coerente e coeso. Porém, veja que eu começo falando de "Amazônia", viajo por entre "geopolítica" e "relações internacionais", passo pela "educação" e termino com "sociedade". Eu literalmente perdi o foco. Um assunto foi puxando o outro e eu acabei me perdendo em minhas ideias, criando uma bola de neve.


De certo modo, esse problema também pode ser considerado um problema de coerência, pois não é possível se extrair do parágrafo a sua ideia central. Ele, solto desse modo na redação, não faz relação direta com nenhum outro parágrafo.

Isso ocorre quando nós não nos preparamos para escrever e escrevemos na velocidade do raciocínio, colocando no papel todas as ideias que vão surgindo. 



Lembre-se de que perder o foco na redação é uma grande chance de fugir do tema, que é um critério que pode zerar a sua redação. 

Conclusão



Nos artigos anteriores, nós escrevemos três parágrafos: um parágrafo de introdução (veja aqui) e dois de desenvolvimento (veja aqui). Agora, precisamos escrever o último parágrafo da dissertação, que é a conclusão.

A função básica do parágrafo conclusivo é reafirmar o que foi dito ao longo da redação, ou seja: no parágrafo de conclusão, nós reafirmamos a tese (que é a ideia principal da redação). 

Claro que a questão do parágrafo de conclusão depende do tipo de concurso que você está fazendo. No Enem, por exemplo, nós precisamos problematizar o tema ao longo da redação e fazer uma proposta de solução no parágrafo de conclusão. Em outros vestibulares isso não é necessário e, nesses casos, há várias estratégias para fazermos a conclusão. Uma delas é trabalhar com definições, conceitos e características, como por exemplo:

Portanto, assim como todos os avanços tecnológicos, a internet pode trazer benefícios ou malefícios à sociedade e isso dependerá dos propósitos de quem a usa. Independente desse fato, é inegável dizer que a internet está presente no cotidiano das pessoas e faz parte da cultura moderna.

A expressão em azul faz a retomada de tudo o que foi exposto na redação (reafirmação da tese). A parte em vermelho segue a estratégia de se trabalhar com definições, conceitos ou características, já que expressamos as características da internet (está presente no cotidiano das pessoas e faz parte da cultura moderna).

Também podemos usar a estratégia da projeção, trabalhando com perspectivas e projeções para um futuro próximo:

 Como todos os avanços tecnológicos, a internet pode trazer benefícios ou malefícios à sociedade e isso dependerá dos propósitos de quem a usa. Independente desse fato, é inegável dizer que a internet continuará presente no cotidiano das pessoas, influenciando a sociedade e moldando as características de nossa cultura.

Independente da estratégia que usarmos, devemos sempre reafirmar o que foi dito ao longo do texto sem acrescentar ou desenvolver novos argumentos. Se acrescentarmos algum argumento, o parágrafo de conclusão poderá se transformar num novo parágrafo de desenvolvimento, ou seja: a sua redação ficará sem conclusão (ela acabará "do nada", sem ter um fechamento decente). 

O Parágrafo de Conclusão do ENEM



Como eu disse antes, a redação do Enem é um pouco diferente porque ela trabalha com aproblematização do tema. Num tema como a "internet", por exemplo, a nossa redação estará mais focada nos problemas da internet, que devem ser resolvidos com uma proposta de intervenção que deve aparecer no parágrafo de conclusão (é obrigatório apresentar essa proposta de intervenção). Por conta disso, o parágrafo de conclusão da redação do Enem costuma ser maior do que o normal (pode até mesmo ficar do tamanho do parágrafo de desenvolvimento). 

Como fazer a Proposta de Intervenção?

Todo problema tem causas. Portanto, se você atuar nas causas do problema você consegue resolver o problema. Logo, pergunte-se quais são os fatores que causam ou agravam o problema e pergunte-se quais são os possíveis agentes que podem atuar nessas causas para solucionarem o problema. 

Exemplos de agentes: o governo, as empresas, a mídia e a imprensa (com todos os seus formadores de opinião, exercendo grande influência sobre a sociedade), as ONGs, as instituições, a educação, a conscientização, a tecnologia, você, o seu vizinho, a sua família, as comunidades, todos os tipos de organizações sociais, etc. 

Ou seja: pense nos fatores que agravam ou causam o problema e pense nos agentes que podem ajudar a resolver o problema. 

Agora você já sabe fazer os três tipos de parágrafos da redação (introdução, desenvolvimento e conclusão). 

Agora, vamos falar de alguns aspectos importantes da redação, como coerência, coesão, originalidade, entre outros. Todos esses aspectos aprimoram e desenvolvem a sua escrita e, por causa disso, é importante que você domine esses aspectos redacionais. 

Desenvolvimentos

Redação: como fazer o desenvolvimento




No artigo anterior, nós falamos a respeito do parágrafo de introdução (veja aqui). Agora, continuando o modelo anterior, vamos escrever os parágrafos de desenvolvimento. Você viu que a introdução apresenta as ideias que vão originar os dois parágrafos de desenvolvimento (ou um, ou três... depende da quantidade máxima de linhas permitidas).

Observação: esse é apenas um modelo de parágrafo de desenvolvimento que estamos sugerindo a você. Não existe um padrão específico e rigoroso para escrever uma dissertação. Você desenvolve o seu próprio estilo de escrita. 

Vamos rever a introdução que criamos no artigo anterior:

“A internet faz parte da sociedade moderna e é uma característica marcante da cultura atual.  O seu principal aspecto positivo é a facilidade de acesso ao conhecimento e à informação, entretanto o seu mau uso pode prejudicar os seus usuários de inúmeras formas. O que a caracteriza como benéfica ou maléfica é o modo que ela é usada”.

Observe que a introdução apresenta duas ideias junto com a tese (uma está na cor azul e a outra está na cor verde). Cada uma dessas ideias dará origem a um parágrafo de desenvolvimento. 

O desenvolvimento é o parágrafo que vai desenvolver a ideia que foi apresentada junto com a tese lá no parágrafo de introdução. Essa ideia deve aparecer no primeiro período do desenvolvimento (ou seja: da letra maiúscula até o primeiro ponto) e ela será a ideia principal do parágrafo de desenvolvimento, recebendo um novo nome: tópico frasal. 

Portanto, o tópico-frasal é a ideia principal do parágrafo (é a ideia que resume o parágrafo inteiro em uma ou duas linhas). Depois do tópico-frasal aparecem os argumentos (que irão desenvolver a ideia principal do parágrafo) e, por fim, temos o encerramento (ou "fechamento") do parágrafo (para evitar que o desenvolvimento acabe "do nada", sem ter um "fechamento"). 

Com base nisso, vamos fazer o primeiro parágrafo de desenvolvimento.

Ideia: “O seu principal aspecto positivo é a facilidade de acesso ao conhecimento e à informação”

Parágrafo correspondente (sugestão):

Dentre tantos aspectos positivos, o que mais se destaca entre os benefícios da internet é o caráter de sua acessibilidade. É simples publicar e acessar conteúdos dos mais variados campos do conhecimento, o que representa um poder de acesso à informação nunca antes testemunhado na história tecnológica do mundo. Por meio da internet, o usuário pode encontrar grandes acervos de livros digitalizados, visitar páginas de conteúdos especializados e também acompanhar informações atualizadas por meio de grandes portais de notícia. Sendo assim, pode-se afirmar a internet inaugurou uma nova geração e uma nova cultura, que é caracterizada pela globalização e pela acessibilidade universal da informação nunca vista antes.

Em vermelho, nós temos o tópico frasal, estrutura que concentra a ideia principal do parágrafo (que foi apresentada na introdução da redação, junto com a tese). Na parte destacada em azul, que é o “miolo” do parágrafo, nós argumentamos e desenvolvemos a ideia central do parágrafo, ou seja: preocupamo-nos em convencer o leitor de que o grande benefício da internet é o acesso à informação e ao conteúdo. E, por fim, a parte roxa representa o fechamento do parágrafo, onde concluímos que a internet passou a caracterizar uma nova geração, caracterizada pelas pessoas que têm o poder de acesso à informação de um modo nunca visto antes. O fechamento é a parte do parágrafo que dá um tom de conclusão (para ajudar, você pode começar o fechamento com algum elemento conclusivo, como "sendo assim", "portanto", "dessa maneira", "logo", "então", etc). 

Perceba que o parágrafo de desenvolvimento é realmente uma “redação em miniatura” composta por introdução (tópico frasal), desenvolvimento (argumentos, ou seja: o "miolo") e conclusão (encerramento ou fechamento). 


Vamos, agora, para o segundo parágrafo de desenvolvimento:

Ideia: entretanto o seu mau uso pode prejudicar os seus usuários de inúmeras formas. 

Parágrafo correspondente:

Entretanto, o grande problema da internet é o fato de ela ter falhas que comprometem a segurança de seus usuários. Por ser pública e global, ela é usada por muitos tipos de pessoas e elas podem ter diferentes propósitos e objetivos, o que compromete a segurança da rede. Esse fato é agravado ainda pela questão do anonimato, que facilita crimes como racismo, pedofilia, roubos de informações pessoais, falsas identidades e plágio. Além disso, a rede é vulnerável a ações de hackers, que são capazes de invadirem contas de empresas, de pessoas físicas e até mesmo do próprio governo. Tudo isso demonstra que a internet, apesar de facilitar o acesso à informação, é um ambiente inseguro e que, portanto, exige cautela por parte de seus usuários.


Assim como no parágrafo anterior, em vermelho nós apresentamos o tópico frasal, que revela a ideia central do parágrafo. Em azul nós temos toda a estrutura argumentativa, que foi construída de modo a convencer o leitor a aceitar a ideia principal apresentada pelo tópico frasal. E, por fim, temos ofechamento do parágrafo (na cor roxa), onde concluímos e reafirmamos que a internet realmente é insegura, fato que exige cuidado por parte dos usuários que nela navegam. 

Você percebeu que, para desenvolver, é preciso argumentar. Para tanto, existem algumas técnicas de argumentação, como por exemplo: Causa e Consequência, Exemplificação, Citações, Contra-Argumento e Fatos e Conceitos

.Introdução de um texto dissertativo-argumentativo

Redação: como fazer a introdução?





A introdução é o primeiro parágrafo da dissertação e ela deve conter, pelo menos, duas estruturas: apresentação (ou contextualização) do tema e apresentação da tese (que é formada pelas ideias principais de cada parágrafo de desenvolvimento). 

Observação: também podemos considerar que os argumentos formam uma terceira estrutura, separando-os da tese. Essa é apenas uma maneira de definir os conceitos. O que importa é que a introdução deve apresentar o tema e a tese (ideia ou ideias principais da redação). 

Vamos supor que o tema esteja relacionado com “internet”. Então, eu preciso começar a minha redação apresentando esse tema, contextualizando-o e o apresentando de alguma forma. Veja alguns exemplos:

1) “A internet faz parte da sociedade moderna e é uma característica marcante da geração atual”.
2) “A internet é o reflexo do avanço tecnológico promovido pelo homem, que transcende as barreiras físicas e passa a viver num universo virtual sem fronteiras”.
3) “Assim como muitas invenções mudaram a história do homem, a internet se revelou como o marco de uma nova geração e de uma nova cultura”.

Observe que há diversas maneiras de se apresentar o tema. Geralmente, a melhor estratégia é trabalhar com definições e com conceitos e, para tanto, basta se perguntar: o que é internet? O que ela proporciona à sociedade? Pense em tudo o que você sabe a respeito do tema e procure o que você sabe de melhor dele. 


Vamos adotar o item 1: “A internet faz parte da sociedade moderna e é uma característica marcante da cultura atual”. 

Agora que já apresentamos o tema, nós precisamos nos posicionar a respeito dele, ou seja: nós precisamos de uma tese (opinião).


O tema “internet” é muito amplo e podemos falar muita coisa ao seu respeito. Porém, de modo geral (em minha opinião), eu acredito que ela pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Logo, a minha opinião é: “a internet serve para o bem e para o mal”. A partir dessa opinião eu irei formular a minha tese:

“A internet possui tanto aspectos positivos quanto negativos e isso depende de seu uso”.

Veja que a minha opinião é: “a internet é boa e também é má e isso depende do internauta”. Agora, eu preciso convencer o leitor da melhor maneira possível a aceitar essa opinião. Para tanto, precisamos de ideias (argumentos) e cada argumento será explicado e desenvolvido em cada parágrafo de desenvolvimento. Uma boa maneira é pensar na tese como a união das ideias principais de cada parágrafo de desenvolvimento. Por isso que, para começar a escrever a redação, nós precisamos planejar o texto, pensando no que vamos escrever em cada parágrafo. 

Como a redação geralmente tem dois parágrafos de desenvolvimento, então eu preciso de dois argumentos que me ajudem a convencer o leitor a aceitar a minha opinião.

Argumento 1: “a internet é boa porque facilita o acesso ao conhecimento e à informação”.
Argumento 2: “a internet é ruim porque ela não é muito segura, o que dá margem a diversos problemas”.

Bem, então nós já temos a apresentação do tema e da tese (junto com os argumentos). Isso quer dizer que já temos a nossa introdução:

“A internet faz parte da sociedade moderna e é uma característica marcante da cultura atual.  O seu principal aspecto positivo é a facilidade de acesso ao conhecimento e à informação, entretanto o seu mau uso pode prejudicar os seus usuários de inúmeras formas. O que a caracteriza como benéfica ou maléfica é o modo que ela é usada”.

Roxo: apresentação do tema
Azul: argumento 1 (dará origem ao primeiro parágrafo de desenvolvimento)
Verde: argumento 2 (dará origem ao segundo parágrafo de desenvolvimento)
Vermelho: opinião (tese)

Claro que isso não é regra, pois cada pessoa tem o seu próprio estilo de escrita. 

Observe que temos nesse parágrafo todos os elementos necessários para fazer uma introdução. Apresentamos tanto o tema como a tese e indicamos os dois argumentos principais que vão dar origem aos dois parágrafos de desenvolvimento. Logo, para escrevermos a introdução, é preciso termos uma ideia do que vamos escrever e também precisamos ter uma ideia de quais argumentos serão usados para defender a nossa opinião. Não podemos começar uma redação sem saber direito o que vamos escrever.

Portanto, antes mesmo de começar o parágrafo introdutório é importante que você faça um esquema com todas as suas ideias, arquitetando o conteúdo de seu texto, separando os argumentos principais e a tese. A introdução deve revelar ao leitor, de modo claro e objetivo, o tema, a tese e, junto com a tese, os argumentos que serão desenvolvidos ao longo da dissertação. Lembre-se: você irá apenas apresentar e indicar os argumentos. Ou seja: você não vai desenvolver nem explicar nada na introdução.

Alunos do terceirão

Meus alunos do terceirão comecem a seguir meu blog, vamos interagir conhecimento, vivências por aqui. Para seguir é necessário uma conta no google, yahoo, gmail e vai, vamos lá, um abraço!!! Afinal vocês, como eu, amamos essa tecnologia!!!!

16 de fevereiro de 2015

ENEM


Cansado dos livros e das listas de exercícios? Então faça um descanso sem culpa e venha conferir nossas dicas de hoje! O objetivo aqui é você ler notícias e artigos sobre assuntos que estão em pauta no momento e que podem ser abordados noEnem 2015. Procure fazer uma leitura crítica e relacionar o texto com algumas disciplinas estudadas. Vamos lá?

Importância econômica do Nordeste

No final de 2014 houve a eleição presidencial. Passados alguns meses, ainda há um conflito ideológico muito forte ocorrendo na sociedade brasileira, podendo ser bem observado principalmente nas redes sociais. Podemos polarizar esse conflito nomeando os dois candidatos que se enfrentaram no segundo turno: Dilma e Aécio. Dentre muitos fatos ocorridos nesse cenário, um que chamou bastante atenção foi a divulgação de que a região Nordeste havia sido a maior responsável pela eleição da presidenta Dilma. Muitos comentários xenofóbicos foram proferidos utilizando de grandes falácias como a de as regiões Sul e Sudeste sustentam economicamente o restante do Brasil. Nesse artigo do blogue Café com Sociologia, essa questão foi discutida envolvendo aspectos sociais, históricos, econômicos e políticos. Vale a pena conferir e aproveitar o tema para estudar os ciclos econômicos brasileiros na disciplina de História do Brasil.

Projeto Genoma Humano

No início do milênio, ouvimos muito falar sobre o Projeto Genoma Humano e parecíamos viver uma revolução genética. Há muitos estudos e promessas na área genética mas muitas não estão acontecendo. Vale lembrar também que muitas descobertas científicas são “barradas” ou difíceis de serem comunicadas à sociedade. Essa barreira pode ser por questões éticas ou religiosas. De qualquer forma, a Revista Superinteressante tratou desse assunto nesta reportagem, mostrando as principais promessas feitas pela ciência e que ainda não foram cumpridas, assim como descobertas já obtidas e estudos que ainda estão em andamento. Leitura bacana e muito interessante já que biotecnologia e bioética têm sido assuntos em alta no Enem!

Luta dos Povos Indígenas

Você sabia que existe o dia nacional da luta dos povos indígenas? É em 7 de fevereiro e o Guia do Estudante fez uma matéria especial sobre a data! Nesta matéria você encontra uma explicação sobre a história dos indígenas na colonização portuguesa, os direitos adquiridos até hoje e as principais lutas por direitos que ainda estão em pauta, como cotas em universidades e a demarcação de território que vem sido discutida na PEC 2015. Se informe sobre a causa e busque relacioná-las com os direitos humanos.

15 de fevereiro de 2015

Menor, maior...

Para vocês!!!!!!

Uma das importantes características do texto dissertativo é a impessoalidade


Perguntar a você acerca do que seja um texto dissertativo seria um tanto quanto desnecessário, cansativo, concorda? Sim, pois muito já discutimos sobre essa modalidade, mas acredite que, em virtude da necessidade de apreendê-la significativamente, nunca é demais sempre estarmos conversando um pouco mais e apontando uma característica aqui, outra ali, e assim sucessivamente. Dessa forma, nesse nosso encontro, falaremos sobre mais uma: a impessoalidade no texto dissertativo.
Para começarmos a entender melhor, partiremos do pressuposto de que nesse tipo de texto prevalece, sempre, a exposição de opiniões, pontos de vista do emissor acerca de um dado assunto passível de discussão. Pois bem, que tal analisarmos alguns exemplos logo a seguir, hein?
A meu ver, precisamos ser mais cautelosos, pois o perigo anda rondando por aí.
Eu acho que precisamos ser mais cautelosos, pois o perigo anda rondando por aí.
Pode até ser que você não tenha percebido, mas há nas duas orações alguns elementos que se encontram grifados. Nesse sentido, você concorda que eles são desnecessários ou não?
Veja bem, se nesse tipo de texto o autor já expressa suas ideias, posicionamentos como esses são dispensáveis, pois ao afirmar acerca de algo, ele já retrata sua opinião. Portanto, não há necessidade de enfatizá-las, ok? Vamos retificar ambos os casos?
Distintas são as características que se atribuem ao texto dissertativo
Distintas são as características que se atribuem ao texto dissertativo

Precisamos ser mais cautelosos, pois o perigo anda rondando por aí.
Outro aspecto, também muito importante, diz respeito à mudança de um ponto de vista dentro de um mesmo texto, ou seja, suponhamos que o autor iniciou sua redação em terceira pessoa do singular, no entanto, lá no finalzinho ele faz uso da primeira pessoa do plural. Ora, não é preciso nem muito esforço assim para concluirmos que a uniformidade do texto foi quebrada, não é verdade?
Partindo dessa ideia, cabe afirmar que em um texto dissertativo, você opta pelo uso da terceira pessoa do singular ou pela primeira do plural. E não se esquecendo de que, caso tenha iniciado o texto fazendo uso de uma pessoa gramatical (1ª ou 3ª), deve continuar até o final, para que assim não haja mudanças de pontos de vista defendidos, sim?
Reafirmando a impessoalidade desse texto, utilize uma pessoa verbal coletiva, a não ser que o tema peça a primeira pessoa, pois o que não pode é mudar a pessoa verbal no texto, e colocar junto o corretor "queremos, gostamos, fizemos, ..."

A vírgula também se encontra presente nas orações coordenadas


Antes de iniciarmos nossos estudos sobre o uso da vírgula nas orações coordenadas, que tal uma perguntinha?
Você concorda que o uso da vírgula, assim como tantos outros assuntos de que já falamos, encontra-se relacionado àquelas regrinhas gramaticais?
Se sua resposta foi afirmativa... adivinhe: ACERTOU EM CHEIO!!!
Partindo então dessa ideia, nosso objetivo é falar um pouquinho mais sobre o uso desse sinal de pontuação naquelas que também já conhecemos: as orações coordenadas.Se, porventura, você já tenha se esquecido de como usar a vírgula, é só acessar o texto “Quando devemos ou não usar a vírgula” que tudo será relembrado, ok? Vamos lá, então?
# As orações coordenadas assindéticas, ou seja, aquelas que não possuem conjunções, são sempre separadas por vírgulas. Exemplos? Confira:
Mamãe é linda, meiga, carinhosa, amiga de todas as horas.
# As orações coordenadas sindéticas, isto é, aquelas que possuem conjunções, são sempre acompanhadas da vírgula, menos as aditivas – aquelas que dão uma ideia de adição. Vamos ver alguns exemplos?
Não fui ao seu aniversário, mas trouxe o presente hoje.
Não fomos ao cinema, pois estava chovendo bastante.
Pedro é sincero e leal, logo ele é um melhor amigo.
Ou você estuda bastante para a avaliação, ou correrá o risco de sair mal.
Mas atenção a dois detalhes importantíssimos:
Como pôde perceber, falamos que a vírgula não se encontra presente nas orações aditivas, não é mesmo? Pois bem, quando se tratar de sujeitos diferentes na oração, você pode perfeitamente fazer uso da vírgula. Observe:
Beatriz é campeã de natação, e a irmã dela de basquete.
Outro caso se refere ao emprego repetido da conjunção “e” – o que se caracteriza por uma figura de linguagem denominada polissíndeto. Veja:
E ria, e chorava, e dava pulos, e fazia aquela algazarra quando soube da notícia.

Tirar um dez em redação não é fácil, mas tirar zero também é um feito.


Mais de 500 mil alunos zerando a redação no ENEM? É hora de comemorar a dizer a receita desse sucesso às avessas. Seguem as dicas de como tirar um zero bem redondo em qualquer redação.
1 – Faça as suas pesquisas na internet copiando e colando os conteúdos.
2 – Não elabore as respostas de suas tarefas escolares. Sempre há alguém de quem você pode copiar.
3 – Não leia os livros indicados na escola. Jogue vídeo-game. É muito melhor.
4 – Quando tiver a infeliz obrigação de ler algo, só passe os olhos. Nunca tente entender ou interpretar nada.
5 – Faça caretas para poesia. Não se envolva com isso.
6 – Use sempre a linguagem digital, na qual palavras inteiras são substituídas por códigos como “sqn”, acentos são elididos e frases emotivas são substituídas por “carinhas/emotions”.
7 – Se o seu amigo disser que leu um livro com a história muito boa, não leia. Espera que, se prestar mesmo, o cinema logo tratará de gravar.
8 – Despreze totalmente gramática. A genialidade desta geração não precisa dela.

E sabe qual foi a maior descoberta? Os alunos, em sua maioria, não tiraram zero porque não foram bem e sim porque viram a área da redação “ENEM” começaram. A redação foi entregue em branco.
Espero que, mais que consternação e brincadeiras, essa analogia da reação de nossos jovens frente à folha em branco seja um indicador da necessidade de reformulação de todo um sistema de modo a inibir o crescente analfabetismo funcional da nação.
Isso mostra que muitos dos nossos jovens, embora tenham acesso online a conhecimento de todo o mundo, talvez não enxerguem nessas informações, por não saberem interpretá-las, algo além de “uma folha em branco.

14 de fevereiro de 2015

ENEM


Em 2012, a presidenta Dilma Rousseff e o então ministro da educação Fernando Haddad cogitaram adotar um sistema de mais de uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) por ano. Por diversas questões, dentre elas a logística, tal ideia não foi concretizada e atualmente o Enem é aplicado uma vez por ano e de forma presencial.
Entretanto, o novo ministro da Educação, Cid Gomes, realizou uma entrevista coletiva no dia 5 de fevereiro afirmando querer implantar um sistema de Enem online ainda em 2015. Nessa modalidade, haveria lugares credenciados para a realização da prova via internet e o aluno poderia realizar a prova em qualquer dia e horário, e quantas vezes por ano desejasse, ficando a cargo das universidades a utilização dessas notas. Clique aqui para ver mais detalhes sobre as possibilidade e as dificuldades desse sistema de aplicação do exame.
Veja abaixo a declaração feita por Cid Gomes a respeito da possível implantação do sistema:
Devemos trabalhar com a tecnologia para poder ter o Enem o tempo inteiro, toda hora, todo dia. Podemos ter diversos locais pelo país com computadores e salas seguras. Para isso é preciso termos um grande banco de questões
Da mesma forma que em 2012, logística, segurança e um grande banco de questões são os principais empecilhos que ainda dificultam (e muito!) a implantação dessa modalidade tão desejada pelas autoridades. Sobre a necessidade de um banco de questões com 8 mil questões de cada caderno, que é o desejado pelo ministro, ele disse que seria necessário realizar um grande edital para que muitos professores façam questões para o bano de dados. Ainda segundo o ministro, não haveria a necessidade do sigilo, devido principalmente a enorme quantidade de itens.
Além das 32 mil questões, ao todo, o ministro também deseja implantar uma lista com quatro ou cinco propostas de redação, para que o aluno, no momento da prova, possa escolher um tema para dissertar.
Quanto a inscrição, Gomes deseja que o governo seja responsável pelo pagamento das despesas da primeira prova, ficando o candidato isento. O candidato pagaria a taxa de inscrição somente nas demais aplicações.
Para viabilizar essa ideia, o ministro pretende realizar uma consulta pública no próximo mês, colocando em pauta a nova (e possível!) modalidade do exame.

12 de fevereiro de 2015

MEC Mantém Exigência de Notas do Enem Para Uso do Fies


Após alterar as regras para contratação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no início do mês, passando a exigir um pontuação média mínima nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministério da Educação (MEC) reafirmou esta semana que não abrirá mão das mudanças.
De acordo com as novas determinações, os interessados em contratar o Fies devem ter prestado qualquer edição do exame desde 2010 e obtido média de 450 pontos nas cinco provas (veja aqui como calcular sua média no Enem).
Após a mudança, estimou-se que o número de jovens beneficiados por políticas de instituições privadas de ensino superior pode ter uma redução de até 20%, além de causar quedas bruscas das ações de grande empresas do ramo. Isso motivou gestores e administradores a pressionar o MEC para voltar atrás de sua decisão, levando inclusive a possibilidade de ações judiciais.
Em resposta a esta pressão, o secretário executivo do ministério e ex-presidente do Inep (instituto responsável pela organização do Enem), Cláudio Costa, foi categórico ao enfatizar que o MEC priva pela qualidade do ensino superior e que a exigência da pontuação mínima é um dos meios para isso:
Do princípio da qualidade não se abre mão.
Costa ainda alertou que dos 6,1 milhões de participantes do Enem 2014, quase 5 milhões obtiveram o desempenho médio exigido para utilização do benefício do Fies.
Vale lembrar que, nos últimos dias, o ministro da educação Cid Gomes anunciou que pretende criar uma plataforma informatizada para a consulta e oferta de contratos para o Fies, de forma similar ao que ocorre em vagas em universidades públicas com o Sisu (Sistema de Seleção Unificada).
Por enquanto o sistema do Fies está aberto somente para renovação de contratos em andamento. O ministério prometeu que em breve o financiamento será reaberto para inscrição de novos estudantes

Temas Redação



Trataremos de um tema que, infelizmente, tem ocupado as páginas policiais de jornais e portais de notícias na internet: os trotes universitários violentos. Com as matrículas nas universidades federais, estaduais e particulares no início do ano, este tema volta à tona e torna-se, anualmente,relevante, mas neste ano esta relevância aumentou, já que está sendo realizada a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Trote Universitário instalada na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo.
trote1A CPI do Trote Universitário foi instaurada no dia 17 de dezembro de 2014 pelos deputados estaduais de São Paulo com o intuito de apurar violações aos direitos humanos em trotes promovidos por alunos veteranos de universidades do estado. Desde então, autoridades universitárias, como os reitores das universidades estaduais paulistas (USP, UNICAMP e UNESP) e diretores das faculdades e institutos destas respectivas instituições, assim como alunos estão sendo ouvidos em depoimentos. Dados do serviço do disk trote da USP foram requeridos pelos deputados a fim de serem investigadas denúncias.
Os trotes realizados pelos alunos veteranos que recepcionam os alunos calouros, aqueles que acabaram de entrar na universidade, deveria ser uma brincadeira saudável na qual todos se divertem e se conhecem, mas há muito tempo temos visto casos de violência, abuso e desrespeito.
A história dos trotes começa na Idade Média, quando os calouros eram colocados nos vestíbulos (daí a origem da palavra “vestibular”) que antecediam a sala de aula. Neste cômodo, eles tinham os cabelos raspados por medida profilática 1, pois havia a possibilidade de propagação de doenças, sobretudo da peste. Pintar os calouros, fazer pedágios nos cruzamentos das cidades para angariar dinheiro para festas e cortar os cabelos eram etapas conhecidas pelos alunos, mas recentemente denúncias de trotes violentos, humilhantes e vexatórios têm sido cada vez mais comuns. É comum, neste época do ano, lermos notícias de casos de queimaduras com ácidos, agressões físicas que acabam em lesões e humilhações com cunho racista e sexual.
trote2No caso da CPI instalada no fim de 2014, o foco está nas faculdades de medicina das universidades públicas e privadas de São Paulo, pois são delas o maior volume de denúncias e as mulheres são as depoentes em maior quantidade, relatando casos de assédio sexual e de estupro. Calouras relatam que em festas promovidas por veteranos foram forçadas a consumir, em grandes quantidades, bebidas alcoólicas e foram assediadas e estupradas; outras narram tentativas frustradas de violência sexual e afirmam terem sido caladas por coordenadores de curso e professores.
Estes fatos deixam de ser um ritual tradicional e passam a configurar crime. Segundo Antônio Ribeiro de Almeida Júnior, professor do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura (Esalq/USP), “não tem nada a ver com tradição; a questão do trote é relação de poder. Um grupo político disputa o controle da situação. O menino que vai para a rua pedir dinheiro [nas brincadeiras de pedágio] é o soldado raso em uma hierarquia que tem general”. O especialista é autor de vários livros e estuda o tema desde 2001. “Ao longo do ano vejo o aumento da violência, e não da consciência.2”
O professor esteve presente na CPI no último dia 21 de janeiro e afirmou que “há um tipo de personalidade masculina, que bebe, que arruma briga, que maltrata mulheres”. Antonio ainda defendeu o afastamento da cultura universitária deste tipo de problema.
A UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), por exemplo, já pune em seu regimento interno qualquer tipo de trote, inclusive a pintura corporal e o corte de cabelo, pois as considera práticas constrangedoras; o pedágio também é proibido, já que é uma atividade que coloca em risco os estudantes. De acordo com a instituição, o trote é proibido dentro e fora dos campus e os alunos envolvidos estão sujeitos a sanções acadêmicas3.
Além do trote, outro problema descrito pelas vítimas é a atitude das autoridades acadêmicas que, segundo elas, não as apoia em nenhum momento. Apesar de existirem queixas formais, muitas mulheres relatam que não receberam nenhum tipo de ajuda ou respaldo dos coordenadores de curso e dos reitores. O caso do calouro de medicina da USP morto em um trote em 1999, Edsion Hsueh, afogado em uma piscina, confirma a impunidade, já que seus algozes ficaram presos por um tempo, mas já sairiam, se formaram e exercem a medicina normalmente.
Conclui-se que o que vemos hoje é uma cultura do trote machista, violento e humilhante nas mais renomadas universidades paulistas para as quais é preciso estudar muito arduamente para ser aprovado em seus vestibulares, principalmente em se tratando do curso de medicina. Assim, temos a confirmação de que, no Brasil, existe a cultura do estupro em todos os segmentos da sociedade.
Tendo a prova de redação do Enem em mente, podemos relacionar o tema dos trotes ao tema da violência contra a mulher, ao machismo, às relações de poder, a questão da relevância de fazer parte de um grupo etc. Além disso, pensando na proposta de intervenção social, o candidato deve elaborar soluções viáveis para esta problemática tão grave, como punições acadêmicas (expulsão, por exemplo, dos autores dos trotes) e criminais (detenção, por exemplo), campanhas de conscientização, fiscalização por parte das universidades, incentivo às denúncias e amplo apoio às vítimas em termos de segurança e bem-estar.

  1. Profilática: 1 – relativo a profilaxia; 2 – que serve para previnir doenças, preventiva. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa.

10 de fevereiro de 2015

Aprenda Como Elaborar Sua Dissertação Argumentativa - segundo exemplo




Não sabe como começar sua dissertação argumentativa? Começou, mas travou no desenvolvimento? Não consegue concluir sua redação? Veja como solucionar o problema neste artigo.
Percebo que grande parte dos alunos tem as mesmas dificuldades quando se trata de uma dissertação argumentativa: não sabem como começar, travam no meio do desenvolvimento e se perdem na conclusão. Com intuito de sanar essas dificuldades, criei um “esqueleto” de redação que, se feito previamente e seguido, ajuda o aluno a manter uma sequência lógica das ideias.
Vejamos:
Tema: A exploração sexual infantil no mundo virtual.

Esqueleto
O que é? Como isso ocorre? ( Faça a pergunta se referindo ao tema e dê, por escrito, uma resposta)
Exemplo: A exploração sexual infantil no mundo virtual é o abuso sexual feito pela internet, geralmente através de redes sociais. Isso ocorre devido ao avanço tecnológico e a facilidade de acesso que as crianças possuem a esses meios de comunicação.
Depois, apresente 2 ou 3 argumentos ( opiniões impessoais) sobre o tema:
  • Argumento 1 : as crianças e adolescentes estão passando muito tempo conectadas na internet.
  • Argumento 2: os pais não tem controle sobre o que os filhos fazem no mundo virtual.
  • Argumento 3: as fotos, selfies, podem ser um prato cheio para os pedófilos de plantão.
Conclusão: apresente soluções para esse problema. Exemplo: os pais vistoriarem sempre o que os filhos fazem na internet, conversar abertamente com as crianças sobre os riscos de fotografias expostas na rede e ressaltar o velho ditado: nunca converse com estranhos ( mesmo se ele disser ter a mesma idade sua).
Feito isso, o seu esqueleto está pronto e agora é hora de dar um corpo a ele! Você o seguirá para fazer sua redação. No primeiro parágrafo, de introdução, você deve levar em consideração as respostas dadas às perguntas do esqueleto, pode até mesmo copiar essa resposta e introduzir nela os dois ou três argumentos.
Exemplo:
A exploração sexual infantil no mundo virtual é o abuso sexual feito pela internet, geralmente através de redes sociais. Isso ocorre devido ao avanço tecnológico e a facilidade de acesso que as crianças possuem a esses meios de comunicação. Nessa era digital em que qualquer aparelho de celular vira um mini computador de mão e que a internet já é para todos, as crianças e adolescentes passam praticamente o tempo todo conectados, os pais, quase sempre, não têm controle sobre o que os filhos fazem no mundo virtual e essa onda de “selfies” aumenta ainda mais o risco, sendo um prato cheio para os pedófilos de plantão que adoram as fotos postadas nas redes em tempo real.
Pronto! O seu parágrafo de introdução já está estruturado! Note que inserimos nele os 3 argumentos, esses três argumentos serão a base para o desenvolvimento de sua redação. Seguindo a ordem, faça um parágrafo discorrendo sobre cada um dos argumentos citados na introdução ( aqueles do esqueleto, que inserimos na introdução). Se são três argumentos, o seu desenvolvimento terá 3 parágrafos, entendido?
Por fim, faça a sua conclusão apresentando soluções para a resolução do problema, veja no seu esqueleto quais foram as soluções que você colocou. Não esqueça de fazer referências ao que foi citado na introdução. Exemplo:
Portanto, para combater a exploração sexual no mundo virtual é preciso que os pais…
Lembre-se que isso não é uma receita de bolo, é apenas um método para ajudar àqueles que têm muita dificuldade nessa modalidade de redação. Seguindo o esqueleto diminuem-se os risco de fugir do tema e de travar no meio da escrita. Espero ter contribuído com vocês! Na próxima matéria escreverei sobre o uso da vírgula!