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2 de setembro de 2013

Concordância Verbal

                                  Concordância Verbal
1 Sujeito simples – concorda com o verbo em número e pessoa.
As saúvas eram uma praga.
A saúva era uma praga.
2 Sujeito composto anteposto ao verbo; concorda no plural.
A anta e o paspalho andam devagar.
Posposto ao verbo; no plural ou com o primeiro núcleo.
Andam devagar a anta e o paspalho.
Anda devagar a anta e o paspalho.
3 Sujeito com pessoas verbais diferentes; a primeira – eu – prevalece sobre a primeira  do plural – nós e eles. Eu e você fomos /foram ao circo. A segunda – tu – prevalece sobre a segunda do plural – eles; Tu e ele partireis amanhã.
4 Núcleos  de sujeito composto unidos por ou; se a conjunção indicar exclusão o verbo fica no singular.
Ballin ou Piaia será o prefeito.
Se indicar inclusão o verbo fica no plural.
Verissimo ou Machado de Assis são bons escritores.
5 Sujeito composto ligado pela preposição com;
Sem vírgula verbo no singular; Manuel com seu compadre construíram o barracão.
Com vírgula verbo no singular; Manuel, com seu compadre, construiu o barracão.
6 O verbo vai para o plural quando houver expressões correlacionais; não só ...mas também, não só...como também, tanto ...como.
Não só a nação como também o povo estariam descontentes.
7 Sujeito resumidos por tudo, nada, ninguém o verbo fica no singular.
O entusiasmo, alguns goles de vinho, o gênio imperioso, levou-me a repensar minha vida.
8 Quando os núcleos do sujeito composto designam a mesma pessoa, o mesmo ser o verbo fica no singular.
O brasileiro comum, o homem do povo, o João ninguém é a identidade do Brasil.
9 Quando o sujeito for coletivo o verbo concorda no singular.
A multidão vociferava ameaças.
Uma junta de bois tirou o carro do atoleiro.
10 O sujeito sendo um e outro; nem um nem outro; o verbo concorda no plural.
Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento.
Depois nem um  nem outro acharam motivo para o diálogo.
11 As expressões um dos que; uma das que; o verbo permanece no plural.
Ele foi um dos que fizeram  ameaças.
A presidente é uma das que exploram o povo.
12 Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos ou indefinidos no plural; quais de vós, alguns de nós, o verbo concorda na terceira pessoa do plural ou com o pronome pessoal.
Quais de vós desejam a vitória?
Quais de vós desejais a vitória?
Alguns de nós querem o presente?
Alguns de nós queremos o presente?
Caso os indefinidos estejam no singular o verbo fica no singular.
Qual de vós testemunhou o fato?
Algum de nós falará primeiro?

13 Os pronomes de tratamento levam o verbo sempre para a terceira pessoa.
Vossa Excelência agiu com moderação.
Vossas Excelências agiram com moderação.
14 Substantivos próprios no plural;
Com artigo concorda com o mesmo. Os Estados Unidos declararam guerra à Síria.
Sem artigo o verbo fica no singular.
Estados Unidos declarou guerra à Síria.
15 Concordância com o verbo passivo.
Quando tivermos pronome apassivador o verbo concorda com o sujeito.
Digita-se trabalho.
Digitam-se trabalhos.
16 Verbos impessoais como haver e fazer – na indicação de tempo; passar na indicação de horas; outros que  exprimem fenômenos da natureza, o verbo fica na terceira pessoa do singular.
Faz verões terríveis.
Havia dois anos que não nos víamos.
Não havia vizinhos.
Saí quando já passava das oito horas.
Chove muito.
17 Concordância do verbo ser
Na indicação de datas,distância, horas concorda com o numeral.
É uma hora.
São três horas.
Eram sete de maio.
Era sete de maio.
Hoje são vinte de setembro.
Hoje é primeiro de outubro.
18. A expressão; haja vista, hajam vista sempre deve estar no feminino.
Hajam vista os livros didáticos.
Haja vista o livro didático.
19 Concordância dos verbos ; bater, soar, dar; o verbo concordará normalmente com o sujeito.
Bateram quatro da manhã.
Deu uma hora e meia.
Soaram dez horas.
20 Concordância do verbo parecer.
Esse verbo, seguido de infinitivo pode ser flexionado o verbo ou o infinitivo.
As paredes pareciam estremecer.
As paredes parecia estremecerem.
21 Concordância com sujeito indeterminado.
O verbo permanece no singular quando da presença do se, como índice de indeterminação do sujeito.
Trata-se de pessoas de bem.
Necessita-se de bons profissionais.
22 Concordância com ; milhão, bilhão, trilhão, são masculinos, por isso, devem concordar no masculino. Os dois milhões...Alguns milhares de telhas...
Quando seguidos de substantivos, no plural, levam o verbo para o plural.
Um milhão de fiéis agruparam-se na praça.
23 Porcentagem;  o verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem.
Só 1% dos eleitores se absteve.

Só 20%  dos eleitores se abstiveram.

1 de setembro de 2013

TEXTO INTERESSANTE

Um náufrago é resgatado de uma ilha deserta. Não consegue dizer quanto tempo passou na ilha. Perdeu a noção do tempo. Pelo seu aspecto ao ser encontrado - barba quase no umbigo, as roupas reduzidas a fiapos, a pele curtida pelo sol  e pelo sal - foram muitos anos. Mas quantos? Ele não se lembra do naufrágio, não se lembra do nome do navio, do que fazia  a bordo, não se lembra nem de onde é. 
Que língua eu estou falando? Inglês, mas com sotaque. Sotaque de onde? É difícil dizer...Estranho. Não me ocorre nenhuma outra língua além do inglês, embora eu sinta que não é minha língua materna. Talvez seja por causa da Pamela. Pamela? A mulher que eu fiz na areia. Você fez uma mulher na areia? Você não sabe o que é solidão numa ilha deserta.
Ele precisava de companhia humana. No princípio, só precisava de sexo. Fizera um buraco na areia. Mas, com o tempo, sentira que precisa mais do que um buraco. Construiu um corpo de mulher em torno do buraco. Seios, grandes seios. Quadris, uma cintura delgada, coxas longas. Sempre gostava de coxas longas, Mas logo sentira de que faltava algo. E fizera uma cabeça para sua mulher na areia. Um rosto bonito, cuidadosamente esculpido, e que ele retocava constantemente, consertando os estragos feitos pelos caranguejos e o vento. O rosto de uma mulher satisfeita. O rosto de uma mulher que o amava, que mal podia esperar pelas noites de paixão sob as estrelas com ele. Mas...mas o quê?
O corpo desmentia o rosto, O corpo era estático e sem vida, não acompanhava meu ardor, permanecia ausente e frio. O corpo negava o brilho faiscante das conchas azuis que eram os olhos de Pamela.
Por que Pamela? Porque decidi que fria daquele jeito, só podia ser inglesa. Eu tinha feito uma inglesa. Deve ser por isso que conservei meu inglês, Era a língua da qual eu fazia declarações de amor a Pamela e tentava despertar em seu corpo a calidez que o rosto prometia. Ela não reagia. Ela não me respondia. Ficava muda e distante. Também não respondeu quando eu comecei a gritar com ela, e a xingá-la, e a acusá-la. Acusá-la de quê? De me trair. Pamela estava me enganando. A mulher de areia estava enganando você? Estava. Com quem? Não tenho a menos ideia. Eu só não tinha dúvidas de que, com o outro ou com os outros, ela se mexia. Uma loucura eu sei. Mas eu tinha pedido aquilo, tinha criado aquilo, o meu próprio tormento. Não se tem companhia impunemente Onde há um outro há confusão, há conflito, há desgosto. E há traição. 
O que você fez? Um dia a destruí a pontapés, só deixei o buraco no chão. Mas no dia seguinte a reconstruí, os grandes seios, as longas coxas, pedindo perdão, jurando que aquilo nunca mais aconteceria. E no dia seguinte a destruí a pontapés outra vez.
Grego? Meu sotaque pode ser grego. Hum. É possível, sinto-me muito antigo. Qual a última lembrança que você tem do mundo antes de naufragar? Deixa ver...Rita Pavone. Não tinha uma Rita Pavone? Decidiram não contar ao náufrago sobre 11/9 e a Rita Pavone até ele estar completamente curado. E o resgataram, apesar da  insistência  em levar o buraco junto.
Verissimo - Zero Hora - 01/09/13

Tema de redação UFSM

A banalização da violência 

Quais as causas de conviver, aceitar, não haver o lado racional de  tanta violência. Mulheres, crianças, idosos, jovens, guerras entre nações, dentro de países, não importa "qualquer motivo" gera violência, algumas com requintes de crueldade. Porém, o homem a vê como algo comum. Por quê??

Posicione-se em 20 a 25 linhas, dê um título ao seu texto. UFSM

TEMA DE REDAÇÃO UFSM

Você tem fome do quê??

Em um texto dissertativo-argumentativo com 20 a 25 linhas posicione-se. Dê um título ao seu texto.

Tema de redação - UFSM

DIAS MELHORES VIRÃO!

Você concorda com a declaração acima? Comente a sua expectativa, apontando causas e consequências da situação atual e possíveis alternativas para que o quadro pessoal ou social se modifique.
Você não concorda; comente sua contrariedade. apontando causas e consequências da situação atual e o que pode ser feito para adaptar aos novos tempos.
Argumente em 20 e 25 linhas, não se esqueça de dar um título ao seu texto. UFSM

UFSM - VESTIBULAR - REDAÇÃO

Critérios de avaliação - redação UFSM

1 O parágrafo de introdução delimita com eficiência o tema.
2 O título contribui para a abordagem do tema.

3 Progressão argumentativa  e apresentação das ideias contribuem para a coerência textual.

4 Os mecanismos coesivos contribuem para a clareza do texto.

5 Existem teses compatíveis para a clareza do texto.

6 Os argumentos são fundamentados em  exemplos, referências e citações com  excelência e evidências relevantes e suficientes para a defesa da tese.

7  O fechamento textual resulta na exploração adequada dos argumentos que sustentam a tese.

8 A seleção lexical é variada e utilizada como recurso expressivo.

9 A organização sintática; períodos, pontuação são apropriados aos objetivos argumentativos e a estrutura global do texto.

10 A ortografia, as relações de concordância, regência e colocação  estão de acordo  ao padrão culto da língua.

A UFSM solicita, em um texto dissertativo-argumentativo, 20 a 25 linhas, sendo que o título conta como linha.

TEMA DE REDAÇÃO - UFSM - 2012

VIVE-SE UMA ÉPOCA EM QUE PREDOMINA A ESCRAVIDÃO DO "TER QUE"

Parece que, quanto mais insatisfeitos estamos em nossa intimidade, mais bradamos aos quatro ventos sobre sexualidade, erotismo e coisas semelhantes. Mais receitas aparecem, mais obrigações, nisso, como em  tantas coisas, somos escravos do "ter que". A gente tem de ser rico, ser famoso, ter melhores cartões de crédito, comprar muito, viajar muito, conhecer os resorts, ser bonito, jovem,magro, atlético, conhecer comidas sofisticadas, mas estar de dieta, apreciar bons vinhos, mas beber só água, sem gás, ser saudável, mas entupir-se de remédios, enfim viver está mais complicado. LUFT, Lia.

Ainda não estou satisfeita.
Já tentei todo tipo de dieta, fiz
exercícios e nunca consegui 
manter o peso por muito
tempo. Fui a spas mais de dez
vezes e há dois meses fiz
lipoaspiração. Mas ainda não
estou satisfeita. Karina Costa


Não me atrai viajar para a Europa, mas todos meus amigos conhecem a Europa, viajam muito. Então.., eu também "Tenho de "

Mensagens alertam que, para alguém estar"por dentro" "tem de"usar roupa de grife, "tem de" comer barras de cereais,"tem de " ser " bam, bam, bam. 

Da leitura dos fragmentos, destaca-se a ideia de escravidão à qual as pessoas se submetem, aceitando as imposições da sociedade que dita as regras de convivência, da moda, do luxo, da boa forma física, enfim, do "ter de".
Na sua opinião, é essa pressão do "ter de " que leva à insatisfação, à angústia, a frustrações, quando não conseguem corresponder ao que lhes é imposto?
Justifique sua resposta através de um texto dissertativo que tenha, no mínimo, 20 linhas e, no máximo, 25 linhas. Não se esqueça de dar um título a seu texto.



30 de agosto de 2013

Modelo De Texto - Ruyzão

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Em 1999, em um discurso na sede das Nações Unidas, Elie Wiesel, sobrevivente dos campos de concentração de Auchwitz Bierkenau, discursou sobre o personagem do século XX e como ele seria julgado pelas gerações futuras. Mais do que isso, citou os males advindos da indiferença das pessoas com relação às guerras e à perseguição que muitos sofrem, seja por motivo de credo, opinião ou escolha, citando que hoje existe uma liberdade muito maior da existente no começo do século.
Liberdade: uma palavra que adquiriu significados diferentes no decorrer da história, e um valor sobre o qual, teoricamente, edificam-se as democracias e de forma abrangente engloba o exercício da livre expressão, da opinião, religião e opção sexual. A possibilidade de escolha é fugir daquilo que se considera normal em uma sociedade ainda mal vista pelos conservadores que defendem o "status quo" que o conjectura presente. Sobre tal preceito, continuamos a viver "democraticamente" de sangue e perseguições, inflamado, muitas vezes, por discursos políticos, religiosos ou grupos dissidentes do mesmo padrão.
O advento dos direitos civis e, estando os mesmos assegurados por uma constituição, significou,  em muitos países, o início de uma convivência diferente entre grupos de discordantes pensamentos e expressões. Essa mudança conquistada, a grande custo, tornou -se necessária e, mais, obrigatório o respeito às opiniões de cada indivíduo, de forma que a paz, imperante na sociedade, não seja molestada e que as pessoas , de modo justo, sejam julgadas pelo conteúdo de seu caráter, e nunca por sua visão política ou escolha de vida.
O respeito pela liberdade de cada um é um pilar fundamental para a criação de uma sociedade igualitária. Lembrando-se de  que os direitos de um não podem ferir aos dos demais, configurando-se, deste modo, uma deturpação das palavras justiça e liberdade.

Hugo Luis Nast Lourenzon

UFRGS

Uma mudança definida para 2014, na UFRGS, é a abertura de 37 novas vagas em cursos de engenharia - 20 engenharia química, 5 engenharia ambiental e 12 de produção. As inscrições iniciam 30 de setembro até 20 de outubro, e as provas na primeira semana de janeiro. O edital saiu hoje.

Controle da natalidade???????????

Somos mais de 200 milhões de brasileiros.

27 de agosto de 2013

Ler, buscar

Segundo Sócrates sejamos o "Aretê" a fim de que consigamos mudar a sociedade. 

"Aretê"??????????

25 de agosto de 2013

Uma pequena dica...pense e responda.

Segundo o padrão culto da língua portuguesa está certo ou errado?
Não me vais dizer a verdade?

Tenho escrito-lhe sempre.

Vamos lá...

Redação nota 10 - Ruyzão

As desigualdades existencialistas

Segundo o filósofo francês, Jean Paul Sartre, grande defensor da concepção existencialista, diz que a existência precede e governa a essência. Dessa forma, somos livres em nossas escolhas e possuímos o poder de tornar um quadro definitivo em uma nova realidade. A desigualdade econômica entre países, entretanto, é consequência de um passado explorado, mas que pode ser mudado pelo povo.
A concepção existencialista considera o homem como um ser único que é mestre de seus atos e do seu destino, ou seja, temos pleno poder para mudança. Apesar de muitas vezes ser difícil e demorado, nada na vida pode ser considerado definitivo. Assim como as desigualdades econômicas entre países, porque basta uma quinta-feira negra de 1929, para tornar um país rico e desenvolvido em um com milhares de pessoas passando fome.
Os altos índices de desigualdade econômica entre países é facilmente justificado ao olhar para  seu passado. O processo de colonização de nosso país, foi lento e muito explorado. Perdemos nossas riquezas para Portugal, nossos índios foram assassinados e ainda exploramos os africanos. Durante a monarquia apenas nos submetíamos aos países ibéricos e a industrialização foi tardia e só aconteceu graças graças a Inglaterra interesseira. E ainda hoje estamos mergulhados em processo de corrupção ativa. Histórias que se repetem em inúmeros outros países. E para piorar somo julgados como terceiro mundo.
A desigualdade econômica entre países é um quadro passivo e de fácil alteração. Essa efemeridade que nos traz esperanças para que um dia consigamos combater esse problema, mesmo com o nosso passado submisso e vergonhoso. Entretanto, uma nação só atingirá uma melhor posição econômica, contando com "Aretê"do seu povo, pois é com ele que as mudanças acontecem.

Tema As desigualdades econômicas, entre os países, são definitivas ou passíveis de mudanças?

24 de agosto de 2013

Modelo de redação nota 10 - UFRGS

O Brasil realmente acordou?

Muitos têm interpretado as manifestações recentes como se, no fundo, deixassem transparecer a iminência do nascimento de uma nova era, de uma nova juventude. Entretanto, nada me parece dar em ensejo a esperanças muito infladas e otimistas.
De fato, o germe da estagnação, da letargia, da indiferença para com o futuro parece estar enterrado na juventude contemporânea e em seus modos de vida. A maioria quase absoluta dos jovens de hoje se educa numa cultura à qual cumpre chamar, com certa liberdade, pequena cultura. Seu espírito é tornado estreito, delgado, miúdo, sob o jugo de uma série de exigências do sistema em que vivemos. Desde cedo, por exemplo, somos ensinados a não querer, senão o famigerado sucesso profissional, quer dizer, a conformação a uma perfeita nulidade. Muitos chegam até mesmo a sacrificar seus desejos mais íntimos em nome de um bom salário. Não por acaso acredito, vemos, muitas vezes, pessoas com vários zeros à direita na conta bancária que, entretanto, andam por aí sem rumo, melancólicas. Mas a maioria das pessoas conforma-se a qualquer coisa, contando que tenha um bom salário; por que, afinal, não se conformaria a uma difamante situação política?
Porém, é precisamente isso que assusta nessas revoltas: nelas estão envolvidos jovens de todas as classes, não apenas aqueles a quem as mudanças mais beneficiariam. Porque a juventude acordou da sonolência mórbida em que se havia mergulhado. Os jovens, num surto de indignação, irromperam a bradar contra tudo aquilo que revolta não somente a eles, mas a toda população. Porém, receio que os ânimos, com a mesma ação com que se exacerbaram, possam também arrefecer, que os fogos que vinham inflamando o povo possam se extinguir como miseráveis fagulhas.
Em resumo, não acredito que em um surto tão repentino e fortuito a juventude tenha acordado, mas que toda mudança desse gênero só muito lentamente se perpetuaria. E, por fim, não se pode negar a possibilidade de que, assim como aquele que é despertado por um estrondo durante a noite julga ter perdido irremediavelmente o sono, porém torna logo a dormir, a juventude brasileira volte, também ela, a adormecer novamente.

Tema O comportamento dos jovens nas manifestações de "muda Brasil" realmente vão se solidificar?

Um texto de Breno Augusto


Tema de redação para vestibulares

Opine sobre: o que é necessário para conviver bem em uma era de culturas, de liberdade de expressão e opção sexual diferentes?
Modelo ENEM.

Tema de redação para vestibulares

A eutanásia e o suicídio assistido, que diferem em termos de quem realiza a ação de terminar com a vida, são temas atuais que devem ser discutidos em seus múltiplos aspectos. Em ambos, a intenção é o de abreviar a vida, porém a questão central é refletir se as pessoas têm o poder de dispor ou não das suas próprias vidas. Singer é um defensor da eugenia e da eliminação de doentes. Buscou estabelecer a diferença entre o seu pensamento e a utilização equivocada da palavra eutanásia para a prática de extermínios de pessoas doentes ou com deficiência, que se basearam na justificativa de que existem "vidas que não merecem serem vividas."
Qual seu posicionamento a respeito da eutanásia? Faça-o em um texto dissertativo-argumentativo modelo ENEM.

Inversão de valores

Pequena notícia de jornal: uma universidade, nos Estados Unidos comprou quadros brancos, destes usados pelos professores em aula, com uma característica peculiar; eles são à prova de balas.
Fiquei intrigada. De que adianta quadros à prova de balas se os alunos atiram uns nos outros e não em direção às paredes? É que os equipamentos são móveis. Basta retirá-los de onde estiverem, se esconder atrás deles e esperar que o tiroteio acabe. Genial!
Detectores de metal, câmeras de vigilância. Nada é suficiente, agora  o professor precisa de um escudo. Versatilidade. Já era assim antigamente: quem tem mais de 35 lembra dos famosos casacos reversíveis inventados por uma marca gaúcha. É a mesma tecnologia, aplicada aos suportes da educação.
Imagino a sala de aula daqui alguns anos; o professor atrás de um vidro blindado, os alunos com capacetes e coletes à prova de balas, além disso o quadro-negro, ou branco hoje em dia, era uma plataforma para compartilhar conhecimento, uma espécie de iPadão, virou ferramenta de defesa pessoal.
Em breve, giz que se transforma em gás de efeito moral e cadeiras autoejetáveis, para necessidade de fugas rápidas. Favor não  se esquecer de abrir o teto antes de apertar o botão, o futuro é logo ali.  Faz favor!!!!!!!!!!

19 de agosto de 2013

Temas de redação para vestibulares

1. Analfabetismo uma forma de exclusão?
2. A retórica e a prática quanto ao ambiente, houve avanços?
3. A banalização do amor. Quais as consequências?
4. Pedofilia no meio religioso.
5. Quais as consequências da desestrutura familiar?

16 de agosto de 2013

Redação vestibular

A mobilidade urbana tem sido um grave problema, não somente aos grandes centros, cidades de médio porte têm repensado esta questão. Qual a necessidade de adoção de medidas alternativas para uma melhor trafegabilidade urbana? Que dificuldades  são encontradas para a implementação de medidas e benefícios que isso pode trazer à sociedade?

Modelo ENEM

Vamos tecer com palavras

Nos últimos anos, evocar a imagem de escolas violentas tem-se tornado clichê entre educadores, principalmente nos grandes centros urbanos. Essa imagem inquietante é fortalecida sempre que ocorrem episódios truculentos associados a alunos e professores. E o que era apenas exceção parece tornar-se regra.
Quase instantaneamente, fixa-se no imaginário mais um motivo enganoso para que a educação seja tomada como uma profissão prejudicada pelo social,  uma profissão quixotesca, à beira do impossível. A violência urbana é, de fato um grave problema. Em algumas regiões, a incidência de atos violentos extremos é maior até que no Oriente Médio ou na África, onde há guerra civil aberta. Então alardeamos que nossas escolas estão sendo invadidas pela brutalidade no contexto social. Isso é verdade apenas em parte. Primeiro vale lembrar o óbvio: nas escolas, há muito menos violência do que no âmbito geral da sociedade. Depois que o cotidiano escolar não se incorpora às ameaças de seu exterior como produz ele mesmo conflitos, embates e exclusões.
Por isso, a escola não pode ser pensada como refém  de um retorno hostil ou de outras instituições violentas. Se lá acontecem situações perigosas é porque elas são, em alguma medida, potencializadas pelas relações lá existentes. Há violência quando alguém, por vontade própria, causa danos à dignidade de outras pessoas. Isso pode ser feito de maneira explícita, quando afrontamos sua integridade física ou seus bens materiais. ou de maneira simbólica, como quando afrontamos sua integridade  moral ou sua participação social. Contra a primeira temos o direito. Contra a segunda, apenas a ética democrática.
O debate sobre violência escolar deve levar todos profissionais da educação a abdicar do hábito de se postarem como vítimas de uma "sociedade inadequada", e a atentar para uma escola verdadeiramente inclusiva. Estamos sendo violentos, da mesma forma, se desconfiamos de suas potencialidades, recusando-nos a oferecer o que lhes é de direito, quando aligeiramos os conteúdos por não crer que eles farão diferença na vida daquelas pessoas, ao colocar sua autoestima com um diagnóstico malicioso estamos sendo violentos. Dessa forma, o espaço escolar deve ser repensado. Às vezes somos o  exemplo daquilo que não achamos violência quando, na verdade, agredimos o emocional, algo danoso e dolorido. Repensar valores? Isso sim.

...............

Dissertar é questionar a realidade, expressando um ponto de vista num texto que articula exposição e argumentação. 

Introdução é convite
conclusão acabamento
título síntese.
Perfeito
isso!!!!

15 de agosto de 2013

Concordância verbal

1 Aconteceu ou aconteceram?

Segundo nossas regras o verbo deve concordar com o sujeito.
Aconteceu um acidente.
Aconteceram dois acidentes.

2 Houve ou houveram?

Verbo haver no sentido de existir é impessoal. Isso significa que não tem sujeito e que deve ser usado na terceira pessoa do singular.

Houve vários problemas econômicos.

3 Deu ou deram?

Quando houver sujeito relógio, sino o verbo deve concordar com os mesmos.
O relógio deu dez horas.
Os sinos bateram.

O verbo bater, soar, dar devem concordar com as horas.
Deram dez horas.
Bateram onze horas.
Bateu meia-noite.
Deu uma hora.

4 Existe ou existem?

O verbo existir é pessoal e deve concordar com o seu sujeito.
Existem no Brasil dois tipos de caipira.
Existe no Brasil um tipo de caipira.

5 Faz ou fazem?

Verbo fazer indicando tempo permanece na terceira pessoa do singular.
Faz dez anos que não como chocolate.

6 Precisa-se de ou precisam-se de ?

A partícula se representa índice de indeterminação do sujeito, logo o verbo permanece na terceira pessoa do singular.

Precisa-se de alunos responsáveis.

7 Aluga-se ou alugam-se?

O sujeito concorda  com o verbo.

Aluga-se sala.
Alugam-se salas.

8 É ou são uma hora?
O verbo ser concorda  com o numeral.
É uma hora.
São seis horas.
São dez horas.

9 Hoje é ou são 15 de agosto?
São 15 de agosto.

Caso usarmos dia concorda com o mesmo.

Hoje é dia 15 de agosto.

10 Pronome de tratamento o verbo concorda na terceira pessoa- ele - eles.

Vossa Excelência vai encontrar argumentos nesse processo.

Vossas Excelências vão encontrar argumentos nesse processo.

Até!

 

14 de agosto de 2013

Desafio as meus terceiros anos, Ruyzão e Bozano

Em nível de ou a nível de???

É necessário justificar. Ao trabalho.


Correto; em nível de.

Beijos

Tema de redação ENEM

A desigualdade econômica entre os países é um quadro definitivo ou é passivo de alteração substancial?

Produza sua tese e  defenda com argumentos sólidos. Dê um título ao seu texto.

8 de agosto de 2013

Tema de redação ENEM

Os protestos, "acorda Brasil", as mudanças de comportamento e valores, caracterizando a formação de  uma nova juventude. 
Posicione-se em 25 a 30 linhas.

4 de agosto de 2013

Tema de redação

Um jogo de futebol é uma disputa entre os jogadores e perpassa aos seus torcedores. Sempre haverá dois lados, óbvio. O que é inadmissível são as brigas, depredações, mortes em nome de algo que apenas deveria ser um momento de lazer; sentido real de um jogo. Por que a agressividade? A justiça, nesse caso, tem abrandado e dado regalias  a um ou outro time? Como analisas e quais medidas devem ser tomadas para que esses embates não ocorram?
Modelo ENEM

Tema de redação

Elabore um texto dissertativo argumentativo, posicionando-se sobre a frase do Papa Francisco e que repercutiu na mídia.
"Vivemos num tempo de feroz idolatria do dinheiro." 
Modelo ENEM.

Leitura obaaaaaaa

Perdemos mais tempo arrumando desculpas do que vivendo. Perdemos mais tempo adiando do que aceitando as dificuldades. Perdemos mais tempo explicando do que enfrentando o sim.
Garanto que a fuga dá mais trabalho do que se encontrar. Porque estaremos longe, mas com saudades. Porque estaremos protegidos, mas vazios, aliviados, mas entendiados. A vida é simples, milagrosamente simples.
A esperança é firmeza, consiste em seguir adiante mesmo com pânico, mesmo com receio. Não há como acalmar o coração senão vivendo. Parece que nunca conseguiremos fazer, mas vamos fazer, acredite, toda vida foi feita de sustos bons. Somente teremos o que é importante, somente temos dúvidas do que é essencial.
Somente entramos em crise por enxergar com clareza a dimensão de nossa escolha. Os riscos valorizam a recompensa. Viver não é para solitários. Sempre tem alguém nos chamando para nos acompanhar no perigo.
Pensei que nunca percorreria o corredor de minha infância caminhando, mas o vô me esperava do outro lado, caí, mas ele me levantou com suas mãos de regente. Pensei que nunca me manteria equilibrado numa bicicleta, mas meu pai fingiu que segurava minha garupa e pedalei de olhos fechados com o vento me guiando. Pensei que nunca aprenderia a ler e a escrever, mas a letra da minha mãe foi a escada das minhas histórias.
Pensei que nunca teria uma namorada, mas o beijo veio distraído no recreio da segunda série. Pensei que nunca conseguiria nadar, mas os braços foram se revesando até atravessar a piscina. Pensei que nunca passaria no vestibular, mas sacrifiquei noites  pesadelos para um lugar na faculdade.
Pensei que nunca teria filhos, pensei que nunca dividiria a casa com alguém, pensei que nunca seria dependente do olhar de uma mulher, pensei que nunca teria dinheiro, que nunca seria feliz. Pensei, mas fui fazendo, fazendo. O impossível é apenas o sobrenome do medo.
Achamos que somos impossíveis, mas é do impossível que amor gosta. O impossível é inesquecível. O impossível é o possível repartido, o impossível é o possível a dois.

Carpinejar - adaptado

2 de agosto de 2013

Tema de redação ESSA ENEM VESTIBULARES

Há bolsões de racismo diz Barbosa
Primeiro negro a presidir o STF, Joaquim Barbosa, acredita que ainda persistem bolsões de intolerância racial não declarados no Brasil. Por isso argumenta que o país não está preparado para ter um negro no planalto, " o racismo se mantém em diversos aspectos". "Ainda não vejo ascensão dos negros como algo significativo. Há muito caminho pela frente."
Qual sua opinião a respeito?

Tema de redação ESSA - ENEM - VESTIBULARES

Legalização da maconha
Nos últimos anos, vários países implantaram e discutiram leis menos repressivas em relação à droga.
Uruguai aprovou, na quarta-feira, um projeto de lei que legaliza o cultivo, a comercialização e o uso da maconha, sob controle do estado, como forma de combater o tráfico. A aprovação depende do senado.
O cultivo da maconha é permitido para fins médicos no Canadá. Nos Estados Unidos cerca de 20 das 50 unidades da federação liberaram a venda e o uso para fins medicinais. Em novembro de 2012, eleitores do Colorado e Washington aprovaram a legalização da produção de venda e do consumo da droga. Em ambos os Estados, é permitida a posse de quantidade limitada para maiores de 21 anos.  Em Portugal, 2011, o primeiro país a descriminalizar o consumo de drogas, ainda que mantenha as substâncias fora do uso da lei.
Qual sua posição quanto da liberação das drogas pelo  Uruguai? O brasileiro com seu famoso "jeitinho" passaria a comprar a droga de laranjas e revendê-la? Há a possibilidade de acabar com os confrontos entre traficantes? O imposto na venda de drogas deveria ser alto?

1 de agosto de 2013

Regência Verbal - exercícios com gabarito

 1.  I A planta ...frutos são venenosos foi derrubada.
II O estado...capital nasci é este.
III O escritor..obra falei morreu ontem.
IV Este é o livro...páginas sempre me referi.
V Este é o homem...causa lutei.

a) em cuja, cuja, de cuja, por cuja
b) cujos, em cuja, de cuja, cujas, cuja
c) cujos, em cuja, de cuja, a cujas, por cuja
d cujos, cuja, cuja, a cujas, por cuja
e) cuja, em cuja, cuja, cujas, cuja

2.Está ou estão corretas
I Visando apenas seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou uma família.
II Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.
III Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde.
IV Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

a) II, III, IV
b) I, II, III
c) I, III, IV
d) I, III
e) I, II

3 Reescreva os períodos, articulando-os por meio dos pronomes relativos. Faça alterações se necessário.
I Ouvimos com atenção o orador. Apreciamos suas palavras.
II É preciso prestigiar o evento. Dele poderia resultar excelentes frutos.

4 Identifique a alternativa em que há erro quanto à regência.
a) Eu o agradeci, Antônio.
b) Eu não lhe agradeci, Antônio.
c) Muito lhe amo, saiba disso.
d)Você não é uma pessoa de que eu goste.
e) Sua explanação, contra cuja oportunidade me volto, é bem agradável, mas falha.

5 Assinale a frase em que está usado indevidamente o pronome o ou o lhe.
a) Não lhe agrada semelhante providência.
b) A resposta do professor não o satisfez.
c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.
d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com extrema dedicação.
e) Vou visitar-lhe na próxima semana.

6 Assinale a regência considerada incorreta.
a) À nossa pátria, amemo-la.
b) A Deus adoramo-lo.
c) Aos inimigos, perdoamo-los.
d) Aos superiores, obedecemo-lhes.
e) Aos bons, louvamo-los.

7 ...filmes você assistirá à noite?
  ...doentes aquela enfermeira assistiu?
  ...o candidato pretende chegar?
 ...o esportista mais gosta?
 ...você aspira na vida?

a) que, a que, a que, que, a que.
b) a que, a que, a que, de que, a que.
c) que, que, a que, de que, a que.
d) a que, que, a que, de que, a que
e) que, a que, a que, de que, a que.

8 Indique a alternativa correta.
 a) Sempre pago pontualmente minha secretária.
b) Você não lhe viu ontem.
c) A sessão foi assistida por todos os críticos.
d) Custei dois anos para chegar a doutor.
e) O ideal a que visavam os parnasianos era a perfeição estética.

9 Assinale a alternativa que apresenta incorreção quanto à regência.
 a) Nós nos valemos dos artifícios  que dispúnhamos para vencer.
b) Ele preferiu pudim a groselha.
c) O esporte de que gosto não é praticado no meu colégio.
d) Sua beleza lembrava a mãe.
e) Não digo com quem eu simpatizo, pois não lhe interessa.

10 Assinale a alternativa incorreta.
a) Perdoou nosso atraso no imposto.
b) Lembrou ao amigo que já era tarde.
c) Moraram na Rua da Paz.
d) Meu amigo perdoou ao pai.
e) Lembrou de todos os momentos felizes.

GABARITO
1 - c
2 - a
3 - Ouvimos com atenção o orador cujas palavras apreciamos.
     É preciso apreciar o evento, do qual poderão resultar excelentes frutos.
4 - c
5 - e
6 - c
7 - d
8 - e
9 - a
10 - e






30 de julho de 2013

Temas de redação ESSA 2013

1 As justificativas da violência atual
2 Os diretos humanos não respeitados
3 A corrupção judicial como agravante do crime
4 Combate à pedofilia
5 A igualdade de todos perante a lei
6 Os abusos de poder, policiais, no cumprimento das ações
7 O poder da imprensa
8 O que é cidadania
9 A inversão dos valores quanto aos conceitos do certo e do errado
10 A cultura do "jeitinho" e a lei

21 de julho de 2013

Tema de redação

A crise dos pais imperfeitos
Todo adolescente passa por uma crise muito pouco diagnosticada. Vou chamá-la de "crise dos pais imperfeitos", que surge quando o adolescente descobre que o pai e a mãe não são as pessoas perfeitas que eles imaginam.
Embora muitos pais nunca tenham insinuado nada nesse sentido, os próprios filhos os idealizam como perfeitos. Como a maioria não o é, mais dia menos dia ocorre a decepção.
Muito pais pioram a situação dando a entender que nunca erram, que sabem tudo e que são, em suma, o máximo. Até o dia em que o mundo desaba, e a verdade nua  e crua aparece: ninguém é perfeito. Aí vem a crise.
Essa crise traz uma enorme insegurança pessoal. A redoma de vidro do pai herói e da mãe heroína se desfaz. Uma crise dessas mal resolvida pode se agravar e transformar em desilusão, desânimo, o que pode elevar à exclusão social e à perda de ambição. Pode gerar desobediência à autoridade paterna, contestação e revolta contra os pais. Pode também gerar o amadurecimento, que vai se construindo  a partir da contestação de que ninguém é perfeito.

Construa um texto dissertativo-argumentativo em resposta à pergunta - Adolescência, tempo de crise ou de amadurecimento? Dê um título.

16 de julho de 2013

Temas e redação Concurso ESSA 2013

1 . Por que causas o jovem tem se mobilizado no país? 

2. Valores, atitudes, crenças - nosso país tem creditado mais atenção ao erro do que ao  correto. Que  está por detrás disso?

3 . Instrumentos de participação cidadã a fim de coibir a corrupção.

4 . O papel fiscalizador e denunciativo da imprensa; pode haver imparcialidade nesses atos?

15 de julho de 2013

Temas de redação vestibulares e ENEM

1. Há padrões para ser feliz?
2. Maioridade penal, um problema familiar ou social?
3. A crise dos pais imperfeitos, que tudo fazem para acobertar erros dos filhos. Uma questão de limites?


O que é Texto Dissertativo-Argumentativo

A dissertação-argumentativa exige reflexão e compromisso. É o tipo de texto em que prevalecem opiniões sobre os fatos, postura crítica diante do mundo e reflexões que contribuem para o aprofundamento da discussão, sobre temas que sobressaem da própria vida em sociedade.
O texto argumentativo desenvolve-se sempre em torno de um assunto que, por meio da argumentação, transforma-se em tema. Os argumentos, por sua vez, seguem uma linha de raciocínio que culmina numa tese - ideia passível de discussão.
Assim a condição básica para produzir uma dissertação- argumentativa é o conhecimento que se tem do assunto e a vontade ou a necessidade de discuti-lo. Tendo-se a informação suficiente, o primeiro passo é a organização dos dados que se têm para se chegar a uma defesa de uma ideia. É um texto que articula exposição e argumentação.
A arte de bem exprimir o pensamento consiste em saber ordenar as ideias. Ordem que dá clareza a toda comunicação. E como se ordenam essas ideias? Fazendo a previsão do que vai se expor. Da reflexão passa-se ao plano. Elaborar o plano é fixar a ordem do desenvolvimento  da exposição, uma vez que ela não é outra coisa senão previsão.
É normal lembrar que os textos, em geral, não somente os dissertativos-argumentativos, abordam um assunto e defendem uma ideia. Não existe, portanto, neutralidade. Por trás de um texto há sempre um sujeito cujos valores, crenças e ideologia transparecem. No caso de um texto dissertativo-argumentativo, a expressão de valores se faz de maneira mais clara, coesa, assume-se um posicionamento sobre um tema.
Nas dissertações, não é comum aparecer o enunciador, o sujeito que reflete, pois o que importa é o assunto em questão e não quem fala dele. Essa objetividade dá ao texto um valor universal. Um enunciado do tipo"eu acho que o uso dos meios eletrônicos" constitui uma opinião particular mais adequada a uma conversa entre amigos, em que cada um supõe alguma coisa. A ausência do emissor torna a ideia defendida algo partilhado entre várias pessoas. No entanto, a primeira pessoa do plural - nós -e admitida no texto, pois seu uso não descaracteriza o discurso argumentativo.

14 de julho de 2013

Para refletir




Fui ver o lindíssimo filme de Pedro Almodóvar, Fale com ela, e saí pensando num conto de Carson  Mccullers, onde um homem conta que, antes de amar de novo um mulher, ele estava aprendendo a amar as pedras, as árvores, as nuvens. Nesse grande filme de Almodóvar, vemos amores raros, feitos de entrega, feitos de compaixão, com uma doação ilimitada a uma completa ingratidão, como escreveu Drummond, aliás, o poeta do amor impossível, que é o único e verdadeiro amor.
O amor já teve um toque sagrado, a magia de uma inutilidade deliciosa, já foi um desafio ao dia a dia que nos tirava da vida comum. Não existe mais o amante definhando de solidão, nem romeus e julietas, nem pactos de morte, não existe mais o amor nos levando para uma galáxia remota, a uma eternidade semirreligiosa. O amor tinha uma fome de compaixão pelo outro, de proteção à pessoa amada. Isso está acabando. O ritmo do tempo atual acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que amamos, temos medo de nos perder no amor e fracassar no mercado. O amor pode atrapalhar a produção.
A publicidade devastou o amor, falando na gasolina que eu amo, no sabonete que faz amar, na cerveja que seduz. Há uma obscenidade flutuando no ar o tempo todo, uma propaganda difusa do sexo impossível de cumprir. A sexualidade é finita, não há mais  o que inventar, já o amor não. O amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes.
O amor passa a buscar não mais uma entrega, mas um domínio. O amor vira um objeto de consumo, fast love, com absolescência programada para durar pouco. O amor deixa muito a desejar. Os amores duram três edições de Caras. Os casais se permitem num troca troca rápido e quantitativo. As próprias mulheres estão virando D.Juans. Vejam o périplo de atrizes que vão comendo, um por um , os modelos que surgem nas revistas, elas, que deixam se manter damas inatingíveis para pálidos quixotes românticos.
Estamos com fome de amor cortês, num mundo em que tudo perdeu aura. O terrível bombardeio que a cultura está trazendo nos sentimentos é invisível, mas pior que as bombas contra a Coreia. A cultura está trazendo um desencantamento insuportável na vida social. Tudo é tolerável, arrasamento de mistérios. Estamos com fome de infinito em tudo, na vida, na política , em tudo. Por isso o filme de Almodóvar cheio de compaixão sussurrada, parece um segredo religioso, uma saudade inexplicável de alguma coisa que existe aquém da vida. Ninguém está aguentando apenas utilidade e desempenho, poder e sucesso. Estamos virando coisas. Precisamos a aprender  a amar de novo as pedras, as árvores, as nuvens até chegarmos a nós mesmos.

13 de julho de 2013

Para refletir

A retórica é a arte  da persuasão. É jogo verbal, construção de raciocínios, com fins determinados. Os sofistas eram tidos como indivíduos habilidosos que poderiam convencer as pessoas sobre qualquer coisa. Instalados, às vezes, em praças públicas, alugavam seus discursos a clientes que necessitavam de defesa em tribunais. Nos diálogos socráticos, o sofista Górgias - que viveu 109 anos - diz que o poder do orador é maior do que de um médico. Um orador pode, com a sedução de seu discurso, convencer alguém a tomar um remédio ou a fazer uma operação muito mais que um médico.
Essa metáfora médica revém nos textos filosóficos quando Sócrates e Platão, tentando mostrar os riscos do discurso persuasivo, compara o retórico, não ao cozinheiro que nos alimenta, mas àquele que nos faz ingerir produtos que engordam, ou seja, que produz coisas que nos agradam, porém danosas à saúde, muitas vezes.
Nesse fascínio pelo discurso, os gregos foram também os primeiros a usar  explicitamente a linguagem como esporte, a linguagem como jogo, e é interessante assinalar que, na palavra"convencer", está também a presença do jogo, de "vencer" o oponente. Assim, estabelecia-se um paradoxo, pois o vencedor não era necessariamente o que defendia a causa mais justa, mas o que apresentava o melhor discurso. Como nos tribunais ainda hoje, os grandes crimes exigem grandes e habilidosos advogados que verbalmente neguem esse crime. O discurso usado como encobrimento, como deslocamento da verdade.

8 de julho de 2013

PÉROLAS DE ALUNOS

Uma nova faze de vida quem não qué - óia, tô pensando!!!!
sedicar - creio ser uma marca, sede de carro, ou não?
enterresse - cara, enter esse, será?
anbas as partes - não vão por ele, acho que as partes essas são outras!
armonia - onésto, onéstidade e vai...
obrigada pela copressão - de nada cara, na próxima a gente pressiona mais.
mau pagos - é, nossos pagos vão mauzitos mesmo.
no século XXI a prioridade é superar a média de inteligência alheia - que ele quis dizer com isso???? 
para se torna uma peçoa proficional - açoa o nariz e vai, poxa, essa matou.
dificuldade entre otra se cocegue - não sei não.
engreçado no encino do curço superior - esse aprendeu pelo menos o c - ç - oh, farroupilha!
uma preparação que vem cido do ano anterior ou do inicio desse ano - quando vai decidir?????
um pé fora e outro dentro da universidade - muita academia, eitaaaaaaa!
estudar a sociedade impõe um motivo inútil; estudar - é mesmo seu inútil.
no ensino médio descobri o sexo - cara, tanto tempo para ver que forma tinha, credovirgemaria!
mas, porém, é atravez - faltou  o resto, no entanto, contudo...
entrava num ovido e saia no otro - dessa não tenho dúvidas.
merenda que não éra boa - será que ele achou ser um bar a  escola???
competitivo e maduros - parente do maduro, tem que ser!
terremos - terra, muita terra, abestalhado!
dérige - virgemmaria.
nos dias de hoje o futuro está no presente - e o passado  no presente e o futuro no passado, enrolou!!!!
esvairindo - indooooooooo.
profiçoes do proficional - cai fora banana!!!
engreçar - engraçado e burro!
O encino podia ser melhor tendo em vista os contiudos - sério?????
os jovens são o futuro do país - ah, fala sério!!!!
exiga - vem de espiga, não, ah, bexiga, não...
estrés - poxa, verdade, não tem como!!!!
instiluições - é uma destilaria, ora.
para  se torna uma peçoa proficional - longe de mim, oh boca aberta!!!
horientando - é????
cursando o curço superior - cansei!!!



CANSEI !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


7 de julho de 2013

UFRGS E O VESTIBULAR

Segundo o pró-reitor de graduação da UFRGS, Sérgio Franco a discussão de mudança do vestibular vai ser discutida e aprofundada no ano que vem.
Segundo, Sérgio Franco, foi uma iniciativa da UFRGS, que já estava um tempo estudando isso. O fato de que várias universidades já aderiram nos coloca a analisar o vestibular e extingui-lo. Vamos estudar se aumentamos DE 30% PARA 50% ou se vamos passar para 100%  as vagas do SISU.
Em 2014, a UFRGS, pretende manter o percentual atual: 30% das vagas seriam para egressos de escolas públicas nas duas formas de seleção - SISU  e vestibular - porém lei federal amplia para 50% as cotas para egressos do ensino público, sendo metade delas destinadas segundo critérios de renda e cor. As universidades têm até 2016 para adotar esse percentual.

TEMA DE REDAÇÂO VESTIBULAR DE INVERNO UNIJUÍ

Em um texto dissertativo manifeste sua opinião sobre como o ensino médio  o preparou para a escolha de uma profissão e o ingresso em um curso superior.
O texto deve conter a sua opinião aprovando ou não a forma como está sendo desenvolvido este nível de ensino. Caso você aprove, argumente sobre sua posição e, caso não concorde, indique como poderia ser melhorado o ensino médio no Brasil. Faça-o em 25 a 30 linhas , dê um título ao seu texto.

5 de julho de 2013

Opinião de aluno

                        Desafio de mais de 200 anos


Liberdade. Um dos termos chave no lema da Revolução Francesa de 1789, a palavra ainda hoje causa um impacto enorme. A Constituição e o dito regime democrático brasileiro nos levam a crer que somos livres. As mesmas leis, porém, e as pressões sociais do mundo capitalista tornam a liberdade questionável.
O Estado assegura-nos a liberdade de expressão. No entanto, pode nos repreender acaso nossa opinião seja considerada ofensiva a certo indivíduo ou grupo social. Somos livres apenas dentro dos limites estabelecidos pela lei. Autointitulamo-nos livres ao mesmo tempo em que somos coagidos a agir em conformidade com a Carta Magna Estatal. É essa limitação que garante a ordem social, mas precisamos estar atentos para que os ferimentos na liberdade popular não abortem.
Passaram-se 224 anos da Revolução que gritava por "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" e nós já nos calamos. Entretanto, somos livres? Não, nem mesmo para escolher o que vestir. Podemos ter nossas preferências singulares, porém seguimos padrões e muitos vezes abrimos mão delas para nos sentirmos inclusos no meio social. Permitimos que a mídia nos imponha conceitos, opiniões, modismos. Perdemos a nossa identidade.
Abandonamos a nossa liberdade para nos sentirmos livres. Seja pelo contrato do Estado ou pela imposição de paradigmas sociais e modelos de vida. Os limites do Estado devem manter o equilíbrio social, jamais nos paralisar, e as influências da sociedade devem nos inspirar, não nos escravizar. Ser livre, é o nosso desafio de mais de 200 anos.

Gabriela N. Matschinski

Tema
Os limites da liberdade do homem contemporâneo