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31 de maio de 2014

Modelos de redação com bons argumentos, excelentes




MODELO ENEM sobre o tema "Sustentabilidade"

A sustentabilidade é uma das questões mais discutidas na sociedade atualmente. Os impactos ambientais causados pelo estilo de vida moderno preocupam a população, exigem mudanças de comportamento e tornam-se alvo dos debates que buscam equilíbrio entre questões sociais, econômicas e ambientais. 

Os processos de crescimento demográfico e a Revolução Industrial intensificaram a produção e o consumo exagerado de produtos, muitas vezes, desnecessários para a sobrevivência humana. Com o desenvolvimento tecnológico, aparelhos inovadores surgem numa velocidade cada vez maior, tornando, assim, os já existentes descartáveis e ultrapassados, o que intensifica o acúmulo de lixo e a degradação ambiental.

Em razão disso, diversas Conferências já foram realizadas a fim de fazer repensar o consumo e o desenvolvimento tecnológico. Dentre elas, destacam-se a ECO-92 e a Rio + 20, ambas realizadas na “cidade maravilhosa”, que tiveram como meta maior a reafirmação dos compromissos assumidos pela Conferência de Estocolmo, os quais permeiam desde questões ambientais às relacionadas à biodiversidade ecológica. 

A influência do capitalismo no comportamento da população tem impulsionado um consumo irresponsável e relutante quanto às mudanças de hábitos. Em razão disso, as práticas de planejamento, que vão ao encontro de um desenvolvimento sustentável, acabam inviabilizadas, o que faz sentido quando analisamos o texto final da Rio + 20. Segundo a maioria dos críticos, a Conferência ficou caracterizada de forma negativa por não apresentar metas e compromissos explícitos. 

Percebe-se que é necessária uma parceria entre Governo e população. Àquele, cabem medidas, como o investimento em projetos de conscientização nas escolas e universidades, inclusive o estímulo à busca de fontes de lucro ecologicamente corretas pelas grandes empresas, além da fiscalização do cumprimento dos acordos feitos pelos demais países nas conferências. À população, cabe a busca por informações sobre o assunto a fim de incitar uma mudança de postura quanto aos hábitos de consumo, e também a utilização da denúncia de exploração das áreas desprotegidas, por exemplo, como forma de participação ativa e como exercício de cidadania. 



Para quem ainda não tem habilidade para redigir, mas quer se dar bem no ENEM, segue abaixo um modelo de sugestão que tem por finalidade orientá-lo e facilitar a organização das ideias. 

Sugestão de planejamento para o MODELO ENEM

MINHA SUGESTÃO DE PLANEJAMENTO: 

INTRODUÇÃO: UM DOS MAIORES PROBLEMAS NA ATUALIDADE É (COLOCAR A PALAVRA CHAVE DO TEMA). ISSO OCORRE EM FUNÇÃO DE (IDEIA 1), (IDEIA 2) E, INCLUSIVE, (IDEIA 3). PORTANTO, UMA AÇÃO CONJUNTA ENTRE ESTADO E POPULAÇÃO FAZ-SE NECESSÁRIA PARA A SOLUÇÃO DESSE PROBLEMA. 

DESENVOLVIMENTO 1: INTRODUZIR E DESENVOLVER A IDEIA 1. PARA ISSO, FAÇA USO DE ANALOGIAS/REFERÊNCIAS HISTÓRICAS OU, ATÉ MESMO, DADOS ESTATÍSTICOS, OS QUAIS DARÃO CREDIBILIDADE AO TEXTO. 

DESENVOLVIMENTO 2: INTRODUZIR E DESENVOLVER AS IDEIAS 2 E 3.

CONCLUSÃO: FICA EVIDENTE QUE UMA SOLUÇÃO URGENTE SE FAZ NECESSÁRIA. URGE UMA AÇÃO CONJUNTA ENTRE O ESTADO E POPULAÇÃO. ÀQUELE CABE (COLOCAR A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO QUE CABE AO ESTADO) E À POPULAÇÃO É PRECISO QUE (COLOCAR A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO/SOLUÇÃO QUE CABE A ESTA). SÓ ASSIM PODEREMOS SOLUCIONAR ESSE PROBLEMA DE DIFÍCIL RESPOSTA.



MODELO FUVEST sobre o tema "A utopia não morrerá nunca!"

Título: A utopia: suas duas mãos e pernas quebradas
Epígrafe: “Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; depois abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar. (...) Depois tudo estará perfeito; praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos como pedras e as minhas duas mãos quebradas” 
- Cecília Meireles 

A palavra utopia é uma criação do inglês Thomas Morus, que idealizou uma ilha onde todos pudessem usufruir de boas condições de vida e desfrutar de uma sociedade justa e sem desequilíbrios econômicos e sociais. O mesmo idealizou Cristo, Gandhi, Sócrates, Marx. No entanto, esse sonho de uma sociedade mais justa e igualitária parece estar definhando à medida que iPods, telefones celulares e carros automáticos vêm preenchendo o vazio, antes ocupado por grandes sonhos e colocados em prática por grandes sonhadores. 

A priori, seria impossível imaginar uma vida sem utopia, sem sonho, sem esperança. Esses são os fatores que mantêm o funcionamento das relações e que dão sentido à existência. A utopia é o princípio regulador e mantenedor da perspectiva, trazendo junto ao seu corpo semântico o valor da esperança e do sonho. Assim, fica fácil a inferência de que é ela quem propulsiona o homem a modificar a sociedade em que está inserido a fim de torná-lo útil para si e para os outros, pois utopia só existe se houver como objetivo principal o coletivo. É ela quem nos leva à Pasárgada, onde andaremos de bicicleta, montaremos burro brabo, onde tomaremos banho de mar. 

Coisas essas que não fazemos hoje por estarmos entretidos com nossos ipads, telefones celulares e televisores digitais. Parafernálias, tão efemeramente modernas, que nos tornam obcecados pela perecibilidade e pela praticidade alienante e alienada. Coisas tais que têm ocupado nossos átrios e modificado nosso espírito, orientando nossas atitudes para o consumismo desmedido e desnecessário, tornando a sociedade uma fábrica de gente mais ou menos, de pais mais ou menos, de filhos mais ou menos. Sociedade essa, desnatada, que tornou-se escola de impessoalidades, na qual as redes sociais, nossas mestras, nos ensinam a nos olharmos menos, a nos falarmos menos, a nos amarmos em 12 prestações fixas e sem juros.

Não é difícil constatarmos que o sonho moderno adaptou-se à individualidade. E com isso, acabamos por sepultar nossos sonhos mais preciosos em navios, naufragados em águas paradas e sujas. Os sonhos que antes nos levavam a momentos de epifania e que nos tornavam imprescindíveis de ilusão, agora não nos tiram da concretude do solo quente, que queima nossos pés e que dissolve nosso eu-lírico. A utopia na sociedade moderna demonstra graves sintomas de paraplegia, e hoje talvez seja luxo apenas de poetas – não dos reconhecidos ou exaltados -, mas daqueles que andam nas ruas e que se cobrem com jornais. Para nós, capitalistas, amantes da ambição e obstinados pela ganância, a utopia é apenas algo bonitinho que lemos nos poemas e que depois engavetamos juntamente com Cristo, Gandhi, Sócrates e Marx. E quando o sono vem, olhamos a hora no deus chamado relógio e dormimos, sem sonhar.


MODELO FUVEST/VUNESP sobre o tema "A humanidade em meios às manifestações de ódio"

Título: Realidade em linha reta
Epígrafe: “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?” – Álvaro de Campos

O ódio constitui uma das diversas vertentes sentimentais humanas. Durante toda a história, manifestações de ódio encontraram eco tanto em pilares religiosos quanto nas diversas ideologias de um povo, podendo ser interpretadas como instinto propulsor da indignação humana que leva a uma ação orientada à barbárie ou à justiça.

Indicativos concretos e fortes permitem inferir que o ódio é um sentimento intrínseco ao ser humano, como já dizia Hobbes. O ódio é onipresente e universal, embora haja uma certa animosidade em reconhecê-lo no próprio indivíduo. Ao mesmo tempo em que o ódio pode incitar uma revolução e o derramamento de sangue, ele também pode propiciar um julgamento civilizado cujo objetivo maior é a justiça. No entanto, a grande questão é que o ódio, em dias atuais, tornou-se ponto de convergência da hipocrisia, do revanchismo e, muitas vezes, da loucura. 

A atual onda de manifestações terroristas deflagrada nos países muçulmanos ilustra bem como o ódio tornou-se fator de união de pessoas que partilham de uma identidade iracunda. Muçulmanos de diversos países sentiram-se extremamente violados ao assistirem ao escarnecimento de seus dogmas e de seu profeta, no caso, Maomé. O ponto de convergência torna-se mais propício à loucura, quando ainda se presenciam povos de todo mundo pagando ingressos – e até mesmo pay-per-view - para assistir e depois publicar cenas de lutas e de esbofeteamento entre homens em nossos atuais “coliseus”. Antes, com o objetivo de apaziguar a população e os problemas políticos em Roma; agora, sem objetivos e razão, senão a exaltação de um espetáculo de horrores. O ódio, simplesmente como demonstração de força e soberania numa sociedade falocêntrica, exibindo e exalando profundos sintomas patológicos. 

Ódio e violência tornaram-se obrigações de mercado e também reivindicações pessoais. Os crimes que antes eram famélicos, hoje ocorrem, em sua maioria, em função da obsolescência da tecnologia e da perecibilidade do humano, já que nunca os sentimentos de disputa e de concorrência estiveram tão evidentes e tão mascarados quanto atualmente. A sociedade tornou-se carente de humano, de pranto, de humildade, de gerúndio, de um ingênuo ridículo. Falta Álvaro de Campos. Falta Gandhi. Falta Deus. Falta amor. Todos são obrigados a um sucesso, a uma felicidade e a um impositivo ódio que encarna o pensamento de Hobbes: uma verdadeira guerra de todos contra todos. Infelizmente, a gratidão, o amor e o perdão tornaram-se formas de testemunhar uma realidade de fraqueza e humilhação. E a humanidade reta, semirreta e obtusa, torna-se humanamente morta, para estar calculadamente viva. 


MODELO VUNESP sobre o tema "Pena de morte: justiça retributiva (vingativa) ou educativa (intimidadora)?"

Título: Pena de morte: enorme pretexto para grande problema

Entende-se por pena de morte a prática de caráter punitivo legalizada por dezenas de países, dentre os quais os Estados Unidos e a China. No princípio dessa lei vigora o caráter da mais antiga lei existente, a do “olho por olho, dente por dente”. Com o Código de Hamurábi, como ficou conhecida a lei na Antiguidade Oriental, os amoritas puniam, em equivalente grau, aqueles que cometessem alguma delinquência ou até mesmo realizassem uma ação que, por falta de sorte, não obtivesse êxito. O que poucos sabem é que, por detrás desse cunho de justiça, escondem-se práticas subornativas, nas quais imperam a iniquidade e a desumanização. 

Muitos acreditam na eficácia da pena de morte em função do suposto caráter punitivo que ela impõe. Para essas pessoas, essa relíquia do passado revela-se eficaz no combate à criminalidade e atenua os elevados índices de violência nos grandes centros urbanos, uma vez que se estabelece uma sanção intimidadora, o que faz que outros infratores repensem antes de cometer atos ilícitos. Há ainda aqueles que ousam dizer que nos EUA e na China (países que adotam a pena de morte), a criminalidade e a violência se mostram ínfimas em função dessa prática, segundo eles, educativa. 

Por outro lado, há quem veja a pena de morte como uma usurpação do direito mais inalienável do homem que é a vida. Para essa fração da sociedade, a justiça pregada por essa prática é retributiva e ancorada na vingança. Inclusive, para esses mais críticos, a pena de morte não gera um princípio educativo, mas sim o de retribuir o mau com o mau. Eles ainda se apoiam em dados estatísticos que comprovam que essa prática é ineficaz no combate à criminalidade, levando em consideração países que a adotaram. Segundo as pesquisas, ficou claro que os fatores responsáveis para o decréscimo desses males não é a adoção da pena de morte, mas sim outros. 

Embora haja prós e contras sobre esse assunto, a pena de morte deve ser vista como uma afronta à ética e aos direitos assegurados a qualquer cidadão pela Declaração Universal proclamada após a Segunda Guerra. Apesar de haver um caráter punitivo, nem sempre ela é feita com justiça, uma vez que há uma probabilidade considerável de erros judiciais ou até mesmo certa manipulação dos fatos a favor dos mais abastados, como acontecia na civilização amorita. Para solucionar esse problema, o Estado deve atuar nas suas raízes, que nada mais são que problemas na base educacional. É preciso investir em educação, repassando às crianças e jovens princípios sólidos de ética e moral. Isso sim foi responsável pela queda da criminalidade nos EUA, na China ou em qualquer outro país do globo. Aliás, como já disse Pitágoras, “É preciso educar as crianças para que não seja preciso punir os homens”
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