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30 de dezembro de 2014

Psicologia


Psicologia é o estudo da mente e do comportamento humano. O profissional dessa área pode ser requisitado em diversos campos, como saúde (clínica), empresarial (recursos humanos) ou educacional (pedagógico).
Para nos ajudar na escolha do curso, Melisa Pereira, graduanda em Psicologia na Universidade de Sorocaba (Uniso), compartilha sua vivência.

1- Por que escolheu o curso de Psicologia?
Na verdade tudo começou quando eu percebi em quais matérias eu tinha mais facilidade e habilidade, que no meu caso era a área de humanas. Depois parei para analisar entre os cursos aquele que me ajudaria a responder as minhas curiosidades e áreas de interesse. Porém no curso de psicologia costuma-se dizer que a intuição te leva até ela, mais do que qualquer outra coisa e eu acredito muito nisso.

2– Na prática, sua visão sobre o curso mudou? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Com certeza o que eu achava sobre o curso é totalmente diferente do que eu acho agora, mas no meu caso foi uma surpresa boa. O primeiro ano geralmente consiste em matérias introdutórias, como sociologia e antropologia. A partir do segundo ano começam as matérias mais específicas. No meu caso fiquei surpreendida com o peso das matérias ligadas a biologia que eu não tinha tantas habilidades (como neurofisiologia, anatomia, psicofarmacologia), mas nada que não dê para lidar. Outra ressalva é que até chegar à parte do curso que é prática tem muita teoria, ou seja, muitas leituras. Os estágios começam à medida que você recebe um embasamento teórico das diversas vertentes (podem acreditar nem só de Freud vive a psicologia) e é a parte mais legal em minha opinião.
Ao longo do curso é exigida uma carga horária específica e que varia em cada universidade para que o aluno tenha experiências de mundo e possa aumentar o repertório. Essas podem ser desde uma ida ao cinema (acompanhadas de relatório) até congressos e projetos científicos.

3 – Quais os principais benefícios e dificuldades de fazer esse curso?
Eu sou completamente apaixonada pelo meu curso, mas acho fácil apontar a maior dificuldade: o grande objeto de estudo comum a qualquer vertente da psicologia é o homem, as pessoas. E quando se trata de estudar o ser humano nunca é esperado a mesma reação ou a mesma resposta, o que torna tudo muito incerto. No entanto, é o maior prazer se surpreender, descobrir coisas sobre o ser humano como espécie e ver que aquilo que você estudou está em você o tempo todo, na sua família e ao seu redor.

4- Quais as principais características que você acredita serem necessárias para quem escolher esse curso?
Acho que paciência, respeito pelas diferenças, saber lidar com imprevistos (afinal, psicólogos sempre precisam de um plano B) e ser curioso são boas características. Mas o que a psicologia ajuda a mostrar é que não nos conhecemos direito, não sabemos todas as características ou habilidades que possuímos, então não acho que nenhum futuro psicólogo precise desistir dos seus planos por não ter alguma das características citadas.

5- Gostaríamos que você desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão.
Eu acho que escolher uma profissão (não só psicologia) exige olhar muito para si e descobrir as questões que os interessam no mundo, aquilo que é de curiosidade e interesse. A questão financeira influencia e sempre influenciará, porém não pode ser um fator determinante.
Acho também que é uma questão muito pessoal e intransferível, que deve ser pensada com calma e sem pressões. É importante saber que a primeira escolha não é definitiva, é possível mudar de idéia e isso não faz ninguém mais vulnerável que os outros
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