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Na semana passada, o Ministério da Educação (MEC) liberou para os participantes da edição de 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) os espelhos das redações para consultas com fins pedagógicos . Isso significa que cada participante poderá verificar seu desempenho em cada uma das cinco competências avaliadas pela banca corretora da prova de redação do Enem.
Com a liberação dos espelhos das dissertações-argumentativas sobre os desafios educacionais que os deficientes auditivos enfrentam no Brasil, a imprensa teve acesso a redações que obtiveram a nota máxima, isto é, os mil pontos tão almejados por todos os participantes. Por isso, no texto de hoje, analisamos uma dessas redações nota mil do Enem 2017. Dentre uma gama de textos, optamos por analisar uma dissertação-argumentativa que consideramos simples – sem referências a autores que pareçam ser “decoreba”, apenas para se encaixar no tema da prova –, pois recorre à coletânea de textos motivadores da maneira permitida pela grade de correção, que não apresenta vocabulário rebuscado, mas que aborda e cumpre o tema e o tipo textual de modo eficaz. Resumindo: talvez encontramos o melhor exemplo do “menos é mais” em produção textual. Estamos falando da redação da participante Yasmin Lima Rocha, do estado do Piauí. Ela redigiu um texto que, a título de exemplificação, consideramos mais acessível para a maioria dos nossos leitores, pois a sensação que tivemos, ao lê-lo, é o de uma redação bem planejada e organizada a partir do conhecimento prévio de mundo de Yasmin que, por sua vez, foi acessado a partir da leitura atenta da coletânea de textos motivadores. Como costuma dizer uma das mais belas e melhores professoras de Português que conhecemos, que tem mais de trinta anos de carreira, a redação está pronta na proposta; basta decifrar e escrever! A formação educacional de surdos encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa tese pode ser comprovada por meio de dados divulgados pelo Inep, os quais apontam que o número de surdos matriculados em instituições de educação básica tem diminuído ao longo dos últimos anos. Nesse sentido, algo deve ser feito para alterar essa situação, uma vez que milhares de surdos de todo o país têm o seu direito à educação vilipendiado, confrontando, portanto, a Constituição Cidadã de 1988, que assegura a educação como um direito social de todo o cidadão brasileiro.A introdução da dissertação-argumentativa é, basicamente, um resumo de todo o texto. Logo na primeira linha, a autora apresenta a tese, de maneira clara e simples: a formação educacional de surdos, no Brasil, encontra uma série de empecilhos. Ideia principal sucinta, objetiva e incontestável. Em seguida, Yasmin já sustenta sua tese no argumento principal: quem mostra essa triste realidade são dados do Inep que apontam que o número de matrículas de deficientes auditivos nas escolas brasileiras tem diminuído ao longo dos últimos anos. Este argumento principal foi retirado da coletânea de textos motivadores da forma como pressupõe a grade de correção do Enem: já que é proibido copiar trechos da coletânea, o participante pode e deve reescrevê-los com suas próprias palavras, ou seja, deve fazer paráfrases. Após expor seu argumento principal, a autora indica que algo precisa ser feito (introdução e resumo da proposta de intervenção social exigida na quinta competência da grade de correção do Enem), já que a Constituição de 1988 assegura o ensino inclusivo. No segundo parágrafo, iniciando o desenvolvimento da dissertação-argumentativa, Yasmin afirma que há um descaso por parte do Estado e que isso é o primeiro dos entraves à formação educacional dos surdos no país. Ela sustenta seu argumento secundário utilizando um exemplo como estratégia argumentativa: poucos recursos são destinados às escolas especializadas e poucas são as instituições escolares que adotam a Libras. Neste ponto, a participante enfatiza que a Libras é a segunda língua oficial do Brasil e que ele é fundamental para a inclusão dos surdos nas salas de aula. Já no terceiro parágrafo, Yasmin dá início a uma segunda análise (muito bem sinalizada, por sinal): a do preconceito. Para fundamentar sua argumentação de que existe preconceito contra os surdos e, de quebra, cumprir a segunda competência no que concerne a relação de várias áreas de conhecimento ao tema da redação, a participante relembra o leitor que, no antigo Império Romano, crianças deficientes eram mortas. De acordo com Yasmin, os deficientes auditivos enfrentam uma sociedade preconceituosa que pressupõe que eles são menos capazes ou até inúteis, o que gera exclusão tanto na escola quanto no mercado de trabalho. Por fim, no quarto e último parágrafo, o da conclusão, a autora reforça a necessidade de uma proposta de intervenção social, por meio de recursos oriundos do MEC, a fim de que escolas especializadas sejam construídas e que professores capacitados sejam formados para trabalharem nestas instituições. Por outro lado, ela também sugere que organizações não-governamentais (ONGs) e a mídia em geral promovam campanhas de conscientização. Além de tudo que escrevemos anteriormente ao texto de Yasmin, trata-se de uma redação escrita de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, com coesão, coerência e progressão temática com a máxima da simplicidade e da objetividade. Nossos parabéns à Yasmin! |
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29 de março de 2018
ENEM E A REDAÇÃO
24 de março de 2018
MODELO DE REDAÇÃO NOTA MIL DO ENEM
Profecia futurística
Em meados do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a deficiência das medidas na luta contra a intolerância religiosa no Brasil, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar esse problema.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões políticas-estruturais. Isso se deve ao fato de que, a partir da impunidade em relação a atos que manifestem discriminação religiosa, o seu combate é minimizado e subaproveitado, já que não há interferência para mudar tal situação. Tal conjuntura é ainda intensificada pela insuficiente laicidade do Estado, uma vez que interfere em decisões políticas e sociais, como aprovação de leis e exclusão social. Prova disso, é, infelizmente, a existência de uma “bancada evangélica” no poder público brasileiro. Dessa forma, atitudes agressivas e segregacionistas devido ao preconceito religioso continuam a acontecer, pondo em xeque o direito de liberdade religiosa, o que evidencia falhas nos elementos contra a intolerância religiosa brasileira.
Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores socioculturais. Durante a formação do Estado brasileiro, a escravidão se fez presente em parte significativa do processo; e com ela vieram as discriminações e intolerâncias culturais, derivadas de ideologias como superioridade do homem branco e darwinismo social. Lamentavelmente, tal perspectiva é vista até hoje no território brasileiro. Bom exemplo disso são os índices que indicam que os indivíduos seguidores e pertencentes das religiões afro-brasileiras são os mais afetados. Dentro dessa lógica, nota-se que a dificuldade de prevenção e combate ao desprezo e preconceito religioso mostra-se fruto de heranças coloniais discriminatórias, as quais negligenciam tanto o direito à vida quanto o direito de liberdade de expressão e religião.
Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a luta contra a intolerância religiosa no Brasil apresentam entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o governo investigue casos de impunidade por meio de fiscalizações no cumprimento de leis, abertura de mais canais de denúncia e postos policiais. Além disso, é preciso que o poder público busque ser o mais imparcial - religiosamente- possível, a partir de acordos pré-definidos sobre o que deve, ou não, ser debatido na esfera política e disseminado para a população. Ademais, as instituições de ensino, em parceria com a mídia e ONGs, podem fomentar o pensamento crítico por intermédio de pesquisas, projetos, trabalhos, debates e campanhas publicitárias esclarecedoras. Com essas medidas, talvez, a profecia de Zweig torne-se realidade no presente. "
TERCEIRÃO - MODELO DE TEXTO NOTA MIL ENEM
"Orgulho Machadiano
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas "Memórias Póstumas" que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da jsutiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a perseguição religiosa rompe essa harmonia; haja vista que, embora esteja previsto na Constituição o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, muitos cidadãos se utilizam da inferioridade religiosa para externar ofensas e excluir socialmente pessoas de religiões diferentes.
Segundo pesquisas, a religião afro-brasileira é a principal vítima de discriminação, destacando-se o preconceito religioso como o principal impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agr e de pensar. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a preparação do preconceito religioso se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, a continuação do pensamento da inferioridade religiosa, transmitido de geração a geração, funciona como base forte dessa forma de preconceito, perpetuando o problema no Brasil.
Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre as religiões e suas histórias, visando a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país, diminuindo, assim, o preconceito religioso. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os males da intolerância religiosa. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, e criar um legado de que Brás Cubas pudesse se orgulhar."
VÍRGULAS, ONDE AS COLOCO?????
Você é uma daquelas pessoas que
costuma ter um mini ataque de pânico sempre que precisa usar a vírgula?
Chega
mais porque vamos tentar lhe ajudar! Separamos 18 dicas para tornar essa tarefa
mais fácil e melhorar o seu desempenho na redação.
1)
Ordem direta
Para começo de conversa, é importante que você saiba que a língua portuguesa tem uma ordem natural – sujeito + verbo + complemento – e que as palavras, quando usadas na ordem direta, não precisam de vírgula.
Para começo de conversa, é importante que você saiba que a língua portuguesa tem uma ordem natural – sujeito + verbo + complemento – e que as palavras, quando usadas na ordem direta, não precisam de vírgula.
Se você tem dúvidas quanto a isso, é importante revisar o
conteúdo de análise sintática. Combinado?
2)
Separação de frases e orações intercaladas
Sem intercalação: Meu pai vive me corrigindo.
Com intercalação: Meu pai, que é professor de português, vive me corrigindo.
Com intercalação: Meu pai, que é professor de português, vive me corrigindo.
(Não é preciso analisar a intercalação, ou seja, saber se ela é
um aposto, adjunto adverbial, conjunção etc., para pontuar corretamente. Basta
analisar se há ou não uma quebra na estrutura lógica da frase.)
3)
Elementos explicativos
Use a vírgula para separar qualquer elemento que serve apenas
para fazer uma explicação, como isto é, com efeito, a propósito, além disso, ou
seja, etc.
O que sinto, isto sim, é um grande alívio na alma.
Não aceitamos documentos originais, ou seja, você precisa nos enviar uma cópia.
Não aceitamos documentos originais, ou seja, você precisa nos enviar uma cópia.
4)
Pequenas intercalações
Quando se tratam de intercalações de frases curtas, advérbios,
pequenas explicações, a vírgula é opcional.
Ele não se comporta assim por maldade, mas, sim, por
inexperiência.
Ele não se comporta assim por maldade mas sim por inexperiência.
Ele não se comporta assim por maldade mas sim por inexperiência.
5)
Vocativo
Deve-se sempre usar a vírgula para separar o vocativo.
Senta lá, Cláudia.
Percebe, Ivair, a petulância do cavalo?
Percebe, Ivair, a petulância do cavalo?
6)
Verbos de elocução
São verbos que caracterizam a fala ou a forma como alguém se
expressa.
Não aceito, respondi eu, e desliguei o telefone.
Que chatice, resmungou o menino.
7)
Coordenação
A vírgula é usada para indicar a coordenação de elementos, sejam
eles símbolos, palavras, expressões ou orações com mesmas funções sintáticas
mas independentes entre si:
Discutem de noite, de dia, de madrugada.
(Vários adjuntos)
(Vários adjuntos)
O amor, a saúde e o sucesso são fundamentais.
(vários substantivos formando o sujeito)
(vários substantivos formando o sujeito)
10, 25, 47, 52, 69 e 78 foram os números do último sorteio da
Mega Sena.
8)
Conjunção “e”
Agora vamos lhe surpreender! Aposto que você passou a vida
inteira achando que a conjunção “e” não pode ser precedida por vírgula, mas não
é bem assim!
Caso
1 – usa-se vírgula depois da conjunção “e” quando ela separa orações
coordenadas com sujeitos distintos:
A guerra (sujeito 1) mata os filhos, e as mães (sujeito 2)
choram desesperadas.
Caso 2 – há vírgula antes do “e’ quando há intercalação entre
dois termos que ele coordena:
Acabei de ouvir o álbum Lemonade, da Beyoncé, e outras músicas
pop.
9) A
conjunção “mas”
– Não há razão para usar vírgula quando a conjunção “mas” liga
dois termos de mesma função sintática na frase:
Esperava que confessasse não um pecado mas uma infâmia.
– No entanto, quando inicia uma nova oração no mesmo período (se
não lembra o que é “oração” e o que é “período”, corre para pesquisar!), mas
vem precedido por vírgula:
Não sei o motivo, mas acho que Katy ficou aborrecida com Taylor.
Para tudo e segura essa dica:
Nunca
teremos vírgula à direita da conjunção, pois, dessa forma, estaríamos separando
o conectivo mas daquilo que une, ou seja, da oração que encabeça.
Exemplo: Não gosto de você, mas, quero que tenha sucesso.
Correto: Não gosto de você, mas quero que tenha sucesso.
Exemplo: Não gosto de você, mas, quero que tenha sucesso.
Correto: Não gosto de você, mas quero que tenha sucesso.
10)
Outras conjunções coordenativas
Adversativas
As conjunções adversativas porém, contudo, todavia, entretanto e
no entanto podem aparecer no início ou no fim de uma oração, ou até mesmo
intercaladas.
Gosto de chá, porém gosto ainda mais de café.
Não gosto, porém, de chimarrão.
Conclusivas
Exemplos: logo, por isso, assim, portanto.
Estou escrevendo. Logo, quero silêncio.
Se a oração anterior for separada por vírgula, evite usar outra
vírgula depois da conjunção para não caracterizar uma intercalação:
Ele está meditando, logo não quer barulho.
No entanto, há conjunções conclusivas que também se usam
intercaladas:
A princípio, portanto, não tenho planos para hoje.
11)
Pois e porque
As orações que são introduzidas pelas conjunções pois e porque,
independente de sua classificação, não precisam ser precedidas de vírgula
quando aparecem depois da oração principal; ou seja, ela é facultativa:
Chega de açúcar pois a massa já está bem doce.
Não foi ao jogo(,) pois estava doente.
Há muitos novos casos de HIV no Brasil (,) porque as pessoas não
se previnem.
12)
Orações subordinadas adverbiais
Lembra que a língua tem uma ordem natural? Usamos a vírgula
quando uma oração subordinada adverbial quebra tal ordem. Olha só:
Quando a palestra acabou, todos se levantaram.
(Ordem natural: Todos se levantaram quando a palestra acabou.)
(Ordem natural: Todos se levantaram quando a palestra acabou.)
Relembrando: oração adverbial expressa circunstância,
complementando a oração principal.
Oração principal: Todos se levantaram
Circunstância: quando a palestra acabou.
Oração principal: Todos se levantaram
Circunstância: quando a palestra acabou.
13)
Reduzidas de gerúndio, particípio e infinitivo
Às vezes as orações reduzidas de gerúndio, de particípio ou de
infinitivo se comportam como orações adverbiais e vêm antes da oração
principal. Nesses casos, usamos a vírgula para separá-las:
Sabendo disso, ele se afastou = quando soube disso
(Reduzida de gerúndio: sabendo disso/ Oração principal: ele se afastou)
(Reduzida de gerúndio: sabendo disso/ Oração principal: ele se afastou)
Passada a chuva, um novo sol surgiu. = quando ou depois que
passou a chuva
(Reduzida de particípio: Passada a chuva/ Oração principal: um novo sol irá surgir)
(Reduzida de particípio: Passada a chuva/ Oração principal: um novo sol irá surgir)
Ao receber a notícia, passou mal. = quando recebeu a notícia
Reduzida de infinitivo: Ao receber a notícia/ Oração principal: passou mal)
Reduzida de infinitivo: Ao receber a notícia/ Oração principal: passou mal)
14)
Oração adjetiva explicativa
Nesse caso, a regra é clara, Galvão: toda oração adjetiva
explicativa deve ser precedida por vírgula.
Comprei o último livro do Jorge Amado, que encantou o público e
a crítica.
Gosto de Caetano, cuja a música me faz relaxar.
As orações adjetivas explicativas são termos acessórios; ou
seja, podem ser eliminados da frase sem prejudicar o sentido dela:
Comprei o último livro do Jorge Amado.
Gosto de Caetano.
15)
Oração adjetiva restritiva
Ao contrário das orações adjetivas, as orações restritivas são
indispensáveis, pois definem, particularizam ou identificam um nome expresso
anteriormente, e não são separadas por vírgula. Aliás, se você fizer isso, pode
mudar o sentido da frase.
Vamos
lá:
A banda que toca aos domingos na praça nasceu por acaso. =
Identificamos, qualificamos e restringimos a banda em um mundo de possíveis
bandas.
A banda, que toca aos domingos na praça, nasceu por acaso. = O
autor dessa frase traz uma informação adicional, informando quando a banda
toca. A ideia principal, aqui, é frisar que a banda nasceu por acaso.
16)
Expressões de circunstâncias
Não se coloca entre vírgulas o advérbio (expressão de
circunstância) situado no meio frase, pois essa é sua posição natural:
Eu geralmente trago algo para o meu lanche.
17)
Adjunto adverbial
Agora vamos falar do adjunto adverbial que altera o sentido da
oração inteira, que é usado com vírgula:
Pelo que eu saiba, Justin Bieber fez show no Brasil mês passado.
Justin Bieber fez show no Brasil mês passado, pelo que eu saiba.
Justin Bieber,pelo que eu saiba, fez show no Brasil mês passado.
Justin Bieber fez show no Brasil mês passado, pelo que eu saiba.
Justin Bieber,pelo que eu saiba, fez show no Brasil mês passado.
Quando o adjunto é colocado no início do período e é de pequena
extensão, a vírgula é dispensável:
Felizmente a chuva parou.
Mas, se houver necessidade de ênfase, a vírgula pode ser usada:
Felizmente, a chuva parou.
18)
Verbo subentendido
Na feira compramos fruta e no supermercado compramos café =
Na feira compramos fruta, no supermercado café.
Ou
Na feira compramos fruta; no supermercado, café.
CITAÇÕES NAS PRODUÇÕES TEXTUAIS
Quem está praticando para tirar 1000 na Redação ENEM já deve ter percebido que um dos itens que contribuem para chegar na nota máxima é incrementar o texto com citações, seja trechos de música, frases de filósofos ou trechos de obras literárias. No entanto, assim como uma citação pode enriquecer o texto, também pode acabar prejudicando o desenvolvimento dele. Isso acontece porque muitos alunos não sabem como empregar as citações de maneira adequada.
De nada adianta colocar uma frase de um célebre filósofo se sua argumentação não estiver em harmonia com ela ou, até mesmo, em contradição. Por isso, antes de sair colocando várias citação no seu texto, pense se realmente vai ser um elemento que esta casando com suas ideias, se vai valorizar sua escrita e a forma como você montou sua linha de raciocínio.
Vale lembrar que a citação pode ser feita de duas formas: direta e indireta:
A citação direta é aquela em que transcrevemos a frase tal como a pessoa celebre a falou, seja um compositor, poeta, político, teórico ou outra pessoa de notoriedade. Na citação direta utilizamos as aspas e, claro, o nome de que proferiu tal frase.
Ex: Como dizia Ferreira Gullar, “a arte existe porque a vida não basta”.
Já a citação indireta nós parafraseamos a fala de alguém, ou seja, utilizamos nossas palavras para explicar o que foi dito por outra pessoa. Neste caso, não usamos aspas, mas também precisamos indicar o nome de quem é o autor de tal discurso.
Ex: Assim como diz a famosa frase do célebre poeta Ferreira Gullar, a arte foi criada pela necessidade de dar um sentido mais amplo à vida, além do duro destino de nascer, crescer e morrer.
Por que citação é tão relevante na redação ENEM? A citação torna-se tão importante, pois com ela o aluno consegue deixar claro sua capacidade de relacionar suas ideias com a fala de alguém com notório conhecimento em dado assunto. Além de trazer mais embasamento ao texto, que deixar de estar baseado apenas no que o aluno acha sobre o tema, mas também no que ele consegue refletir e relacionar com a realidade que o cerca.
Aqui vai um passo a passo de como usar uma boa citação:
Citação não é uma obrigatoriedade, mas caso você queira dar esse toque especial em seu texto considere:
- Escolha uma citação que esteja consoante com a ideia que você quer defender.
- Não insira uma citação só para dizer que colocou citação no seu texto, esteja certo de que ela está somando e que não está deslocada.
- Evite usar citações na conclusão da redação. Esse uso prejudica a coesão do seu texto, já que na conclusão não há espaço para explanar ideias,
- Você pode iniciar o texto com citação, desde que esteja muito certo dos argumentos que vai utilizar relacionados a ela.
- O momento mais indicado para colocar uma citação é no desenvolvimento do texto, deixando a citação alinhada aos seus argumentos, endossando suas ideias.
Com essas dicas, você já está mais do que apto pra decidir o que combina mais com o seu texto!
TÍTULO ??? QUE TERROR !!!!

O título é um cartão de visitas para o seu texto, capriche!
Você já parou para pensar quantas redações cada corretor do ENEM lê? Sim, inúmeras. Agora, imagina se o tema da redação for “Corrupção”, e todos os títulos que o corretor ler forem algo do tipo “Corrupção no Brasil” ou “Brasil: o país da corrupção”. E mais, isso não acontece umas 10, 20 vezes, mas sim em centenas de redações com títulos similares. Por isso, um título criativo se torna um atrativo para o seu texto.
Claro, quem já é criativo ou tem facilidade para escrever textos tem mais chances de colocar um título que seja interessante e que case perfeitamente com o desenvolvimento. Já quem tem na escrita um desafio a ser vencido, o título se torna mais uma questão a ser resolvida.
Primeira dica: Deixe o título por último! Sim. Não tente começar pelo título, pois você pode querer limitar seus argumentos a ideia do título, ou acabar por dar um título desconexo do texto.
Para quem se sente sem uma direção, temos duas sugestões de como formular seu título para Redação ENEM. Vamos lá?!
1.Tema + Chamariz: Uma das saídas para quem quer dar um título à redação sem muito drama é aproveitar o tema da redação e elaborar alguma frase de impacto, de acordo com a argumentação que vai utilizar ao longo do texto. Se pensarmos que o tema da redação é “Corrupção”, poderíamos ter como possíveis títulos:
“Corrupção: um mal de todo brasileiro”
“Na raiz do nosso país eis ela, Corrupção”.
2.Perguntas/respostas: Outra opção é colocar no título uma pergunta norteadora aos tópicos que você escolheu para abordar em seu texto, ou uma frase de efeito relacionada a ele. Seguindo nossos exemplos com o tema “Corrupção”, seriam possíveis temas:
“Por onde iniciar o combate à Corrupção?”
“Corrupção: um mal necessário?”
“No país do jeitinho, um salve à Corrupção”.
Não esqueça:
– O título deve estar intimamente relacionado ao seu texto;
– Deixe para dar o título por último, mas não se esqueça dele;
– Não repetir no título a proposta de redação, por exemplo, se o tema é “Corrupção”, não colocar como título apenas a palavra “Corrupção”;
– Cuidado para não exagerar na criatividade e colocar um título muito vago, sem remeter ao tema da redação;
Agora que você já tem o faca e o queijo na mão, não tem porque não caprichar no título do seu próximo texto
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