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6 de março de 2010

Análise do texto sobre a proposta postada em 06/03/2010

Com uma argumentação variada, o candidato defendeu a tese do respeito às diferenças. No primeiro parágrafo, ao citar a Teoria da "Educação" das Espécies, o vestibulando cometeu um pequeno descuido, já que a referida teoria faz menção à "Evolução" das espécies. No entanto, esse lapso não comprometeu a qualidade do texto. Utilizando focalização na primeira pessoa do plural "conhecemos" "nossos semelhantes", o candidato socializou sua base argumentativa com o leitor. A argumentação social demonstrou que o redator detém conhecimento da realidade que o cerca.
Mesmo com alguns deslizes, ao longo do texto, o candidato apresentou bom embasamento crítico e argumentação variada, o que garantiu o sucesso de sua dissertação.

Comentando um texto sobe a proposta postada em 06/03/2010

A Necessidade das Diferenças
De acordo com a Teoria da Educação das Espécies, o que possibilitou a formação do mundo como conhecemos hoje foi a sobrevivência dos mais aptos ao ambiente. A seleção natural se baseia na escolha das características mais úteis. Essas somente se originam a partir das diferenças determinadas por mutações em códigos genéticos com o passar do tempo.
Se no âmbito Biológico as variações são imprescindíveis à vida, no sociológico não é diferente. Uma vez todos iguais, seriamos atingidos pelos mesmos problemas sem perspectiva de resolução, já que todas as ideias seriam semelhantes. Observem a falta do acento em seríamos.
A maioria das pessoas está inserida em um contexto social. Contudo, grandes inovações se fazem a partir do reconhecimento da individualidade de seus integrantes. Assim, é de nossa responsabilidade respeitar nossos semelhantes independentes do sexo, raça, idade, religião, visto que dependemos mutuamente. Observem que os adjetivos quando empregados como advérbios não devem ser flexionados. No trecho, a palavra "independentes" está mal empregada. O certo seria INDEPENDENTEMENTE ou apenas independente, mantendo a forma original da palavra.
Obviamente nem todas as diferenças são benéficas. Por exemplo, a diferença entre classes sociais não poderia assumir tal demissão. Para somá-la, necessitamos de uma melhor distribuição de renda aliada a oportunidades de trabalho, educação e saúde para todos.
Devemos nos conscientizar que somos todos iguais em espécie, mas conviver com as diferenças, por mais difícil que pareça,pois elas nos enriquecem como pessoas. Nossos esforços devem ser voltados contra discriminações anacrônicas e vis, como o racismo ou perseguições religiosas. Essas não nos levam a lugar algum, apenas nos desqualificam como seres humanos. Fique de olho: na norma culta, é necessário explicitar a preposição que articula os termos de um período. Por regência o verbo "conscientizar-se" exige a preposição "de." No primeiro período o candidato deixa em aberto um ideia.

Proposta de Redação - 2010

Ninguém = ninguém
Há tantos quadros na parede
Há tantas formas de ver o mesmo quadro
Há tanta gente pela rua
há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
ninguém = ninguém
me espanta que tanta gente sinta
a mesma indiferença
há tantos quadros na parede
há tantas formas de ver o mesmo quadro
há palavras que nunca são ditas
há muitas vozes repetindo a mesma frase
ninguém = ninguém
me espanta que tanta gente minta
a mesma mentira
todos iguais, todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
os homens são todos iguais
brancos, pretos, e orientais
todos são filhos de Deus
Kaiowas contra xavantes
Árabes, turcos e iraquianos
São iguais aos outros, são uns iguais aos outros
Americanos contra latinos
Já nascem mortos os nordestinos
Os retirantes e os jagunços
O sertão é do tamanho do mundo
Dessa vida nada se leva
Nesse mundo se ajoelha e reza
Não importa que língua se fala
Aquilo que une é o que separa
Não julgue para não ser julgado
tanto faz a cor que se herda
Todos os homens são iguais
São iguais aos outros, são uns iguais aos outros.


O DESAFIO DE SE CONVIVER COM A DIFERENÇA

4 de março de 2010

Pérolas postadas em Jornais do Rio de Janeiro

Recebidas de uma colega, professora Leda Alves, a quem admiro muito. Todas essas barbaridades foram postadas na internet e estão sendo repassadas.
Jornal do Brasil
" Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes." ....água no além para purificar as almas....
Jornal Extra
" A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço." ...hoje um tanto separadas, pois um prende e o outro solta.....
Jornal O Dia
" O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou." ....a volta dos mortos vivos....uhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Jornal Extra
" O acidente foi no triste e célebre retângulo das Bermudas." .........depois dizem que prestam atenção às aulas de geometria.........
Jornal Extra
" Parece que ela foi morta pelo seu assassino." ........bom , será, como foi isso?............
Jornal do Brasil
" Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva."....... os mortos que se cuidem........ essa matou uns quantos....
Jornal o Dia
" No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos." .... na verdade o jornalista era um dos.....
Jornal o Dia
" Prefeito de interior vai dormir bem, e acorda morto." ........quantos mandatários que não vão dormir bem....ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Jornal Extra
" O cadáver foi encontrado morto dentro do carro." ....não.... sério.....????
Jornal do Brasil
" A nova terapia traz esperanças a todos que morrem de câncer a cada ano."....por favor ....mantenham-se cada um no seu caixão..... alarme falso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Jornal O Globo
" Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente." ......eu sabia que vocês, meteorologistas, metiam "a colher" e mudavam tudo....chuva...seca....frio......ah vá se cata.....cata mesmo!!!!!!!
Jornal Extra
" Os sete artistas compõem um trio de talento.".... depois acham engraçado quando alguém diz: dupla de três.....
Jornal O Dia
" A vítima foi estrangulada a golpes de facão." ....é, a tecnologia andou por aí também.....
Jornal O globo
" Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável." ....tudo bem..... vocês é que ditaram as regras.....
Jornal O globo
" Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio."........viu...onde tem fumaça tem fogo, quer dizer, ...incêndio...
Jornal O Dia
" O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos." ....bem que eu falei ensinem os numerais...
Jornal do Brasil
" O aumento do desemprego foi de 0% em novembro." ...............................................sem comentários

28 de fevereiro de 2010

Gostei...Concordância Verbal

Quando vem através de aluno o pedido de conteúdo é muito bom !!!
Concordância Verbal
Principais Regras
1 Sujeito composto anteposto ao verbo : verbo no plural. Veja - João e Maria foram embora.
2 Pessoas Gramaticais diferentes; primeira, segunda, terceira ou segunda igual terceira, ou seja,
eu - nós + outra= nós
você -eu e nosso amigo = nós
tu - vós = vós ou eles
ele - tu = vós ou eles
Eu e tu cantamos....
Tu e vós cantais... ou cantam
Ele e tu cantais ou cantam...
3 Sujeito posposto ao verbo - verbo no plural ou concordando com o núcleo mais próximo. Veja.
Foram embora João e Maria. ou Foi embora João e Maria.
4 Quando indicar reciprocidade verbo no plural. Veja Os torcedores bateram uns nos outros.
5 Quando o sujeito é simples;
1 Expressões partitivas e coletivo; o verbo pode ficar no plural ou singular. parte de, a maioria de, grande número de, uma porção de, um bando vai/vão ao trabalho. Deu para captar, gurizada !!!!!!!!!!
Cont. amanhã......02/03

Nexos Oracionais - subordinadas

Nexos oracionais são bem vindos quando escrevemos , pois, na função direta ou indireta, precisamos saber como pontuá-los e primordiais à coesão do texto.
Conjunções Subordinativas
CONDICIONAIS: a básica é o se, já os sinônimos: caso, a menos, que, contanto que, salvo se, desde que. Caracterização: apresentam a circunstância de que depende a realização do fato expresso na oração principal. VEJA - Se queres paz, prepara-te para a guerra. Como a primeira oração - "Se queres paz" tem a conjunção ela é a subordinada condicional - já a que não possui conjunção "prepara-te para a guerra" é a principal. Gurizada, deu para entender? Percebam que há uma condição implícita na subordinada ... SE queres paz...Caso queira ser um bom engenheiro.....condição.... estude muito... principal.
Causais: a básica é porque; já os sinônimos : já que, porquanto, uma vez que, visto que; a caracterização é a de indicar o motivo da realização ou não realização do que se declara na oração principal. Gurizada, lembram ...principal sem conjunção. Vejam - Faremos tua vontade visto que assim queres.
CONCESSIVAS: a básica é embora; já os sinônimos ainda que, apesar de que, posto que, mesmo que, se bem que - a característica é de que indicam um fato que poderia opor-se à realização do que se declara na oração principal - gurizada, se não lembrarem voltem e revejam oração principal, ok. Vejam - Não respeitamos a decisão do grupo ainda que ela parecesse justa.
TEMPORAIS : o nexo oracional básico é o quando; sinônimos; logo que, assim que, mal, apenas, antes que, depois que, sempre que - exprimem um acontecimento acorrido antes, depois ou ao mesmo tempo na oração principal. Vejam - Voltarei assim que puder.
FINAIS: a conjunção básica é a fim de que, já os sinônimos para que, para - a característica é a de indicar a finalidade o objetivo da ação expressa na oração principal. Vejam - Fiz tudo para que desistisse da luta.
CONFORMATIVAS : o nexo oracional básico é conforme ; são sinônimos - segundo, consoante, como. A característica é a de expressar conformidade de um pensamento com o pensamento contido na oração principal. Vejam - A pesca de bagre está proibida segundo nos informaram.
PROPORCIONAIS: o nexo oracional básico é a proporção que - são sinônimos à medida que, quanto mais...(tanto) mais, quanto menos(tanto) menos. Vejam - Uns entram `a medida que outros saem. Expressam a intensidade de um fato, da qual depende a intensidade do fato expresso na oração principal.
COMPARATIVAS: nexo básico como (semelhança) e mais(do) que (quantidade; são sinônimos, assim como, tal como ( mais, menos, maior, menor, pior, melhor) que ; do que. Servem para esclarecer um pensamento contido na oração principal, mostrando algo semelhante. Estabelecem relações da igualdade, superioridade. Vejam - Portou-se heroicamente no comando assim como teria feito seu pai.
CONSECUTIVAS: é nexo oracional básico tão...que, são sinônimos; tão, tal, tamanho, tanto - que. Estabelecem uma ideia de inferioridade com a principal. Indicam a conse quência do fato enunciado na oração principal. Vejam - Tal era a sua coragem que todos o respeitavam.
Esse conteúdo foi postado a pedido...se não houve entendimento ...mande ver que repito reexplicando...ok.

27 de fevereiro de 2010

Tema de Redação 2010 - O Maior dos Absurdos

Você sabe o que é auxílio reclusão???????
Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, a partir de 01/01/2010, é de 798.30 por filho para sustentar a família. já que o coitadinho não pode trabalhar pra sustentar os filhos por estar preso. Mais que um salário mínimo que muita gente por aí rala pra conseguir e manter uma família inteira. Bandido com 5 filhos, além de comandar o crime de dentro das prisões, comer e beber às nossas custas de quem trabalha ou paga impostos, ainda tem direito a receber auxílio reclusão de 3.991.50 da Previdência Social. Mesmo que seja um auxílio temporário, prisão não é colônia de férias. Isso é um incentivo à criminalidade nesse país de merda, formado por corruptos e ladrões.
NÃO ACREDITA????
Entra no site da Previdência Social - Portaria número 48, de 12/02/2009 do INSS
Pergunto
Vale a pena estudar?
Trabalhar 30 dias para receber salário mínimo de 510 reais, fazer malabarismos com o orçamento pra manter a família?
Viver endividado com prestações de TV, do celular ou do carro que não se pode ostentar pra não ser assaltado?
Viver recluso nas grades de sua casa?
Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho que está preso, recebe uma bolsa de 798.30 para seu sustento?
Já viu algum defensor dos direitos humanos defendendo esta bolsa para os filhos das vítimas?
Você acredita nas promessas dos políticos corruptos, ladrões eleitos pela grande massa de ignorantes em nosso país?
Você acredita no discurso da polícia que está se esforçando pra diminuir a criminalidade?
De Paulo Augusto Endesa Brasil

25 de fevereiro de 2010

Oi !!!!!! Temas de redação - 2010

1 - As Desigualdades Sociais Brasileiras Provocam o Aumento da Violência Urbana?

2 - A Mídia e a Publicidade São Responsáveis Pela Busca de uma Imagem Padronizada de Beleza?

3 - Retringir a Propaganda de Bebidas Alcoólicas Diminui o Consumo?


4 - A Presença de Policiais Resolve o Problema da Violência nas Escolas?

5 - O Sistema de Cotas pode Tornar a Sociedade mais Justa?

6 - Os Recentes Empreendimentos Agropecuários e Industriais Podem Destruir a Amazônia?

7 - A Maioridade Penal Deve ser Reduzida de 18 Para 16 anos de Idade Como Forma de Combater a Delinquencia Juvenil?

8 - Consumir Produtos Piratas Deve ser Considerado tão Grave Quanto Comercializá-las?

9 - As vantagens que a Internet Proporciona Compensam os Problemas que ela pode Provocar?

10 - A Venda de Armas para Cidadãos sem Antecedentes Criminais Deve Continuar Sendo Permitida no Brasil?

11 - Quem Consome Drogas Deve Também ser Responsabilizado Pela Violência do Narcotráfico?

12 - Deveria ser permitido o Trabalho de Crianças ou Adolescentes Menores de 14 anos para Ajudar no Sustento da Família?

22 de fevereiro de 2010

Um Mundo de Inversões

Continuo postando textos.....lembram...leitura...leitura....
Esse texto foi postado no jornal ZH - 21/02/10
O paradoxo do fitichismo da mercadoria é que a ilusão da realidade está no que fazes, não no que pensas (enquanto) a ideologia funciona, cada vez mais, não no que pensas mas no que fazes. SLAVOJ ZIZEK
Passado o Carnaval e a inversão de papéis que promove, é boa hora para reflexão sobre cenas que o marcaram. A primeira é a participação de Júlia de Lira, de sete anos, no desfile da escola de samba Unidos do Viradouro como rainha da bateria, autorizada pelo juízo da Vara da Infância e da Juventude do Estado do Rio de Janeiro. Os defensores da decisão argumentam que sua participação, como a presença da cantora Elsa Soares(mais de 70 anos) como madrinha, era o esforço de uma "mudança de paradigma" frente à erotização do Carnaval. O novo e a experiência como substituto da sexualidade exacerbada. Os contrários a sua participação afirmam que houve flexibilização dos direitos humanos característicos, mais uma vez, de um processo de erotização da infância. Não é possível esquecer, no mesmo campo, o hit do Carnaval baiano"Lobo Mau", canção que em seus versos diz:"Menina onde você vai que eu vou atrás/vou te comer/vou te comer." Carlos Nicodemos, membro da OAB do RJ, colocou a questão fundamental: "No caso da pequena Júlia, trata-se aqui de atendermos aos interesses da criança ou do Carnaval?"
A segunda, o Globo Repórter, do último dia 5 de fevereiro, que preparava, vamos dizer assim, o espírito para o Carnaval. Eduardo Escorel (FSP 14/02) o descreveu como contraexemplo mais notável do que se passa em nosso imaginário. O programa traduzia um filme produzido por diversas emissoras europeias sobre reações neurológicas provocadas pela paixão. Enquanto que a ênfase original estava nas animações do corpo marcadas pela paixão, o programa tratou de construir uma narrativa infatilizante, com pérolas do tipo"o amor afeta o cérebro como um doce", "O cérebro toma rédea da odisseia mágica do corpo apaixonado." Ora, como aponta Escorel, qualquer adulto normal vendo tal programa naquele horário, 22h e 30, só pode se sentir tratado como criança.
Os exemplos sugerem uma reflexão. A inversão de papéis característica do tempo do Carnaval podem estar se transformando. perigosamente, em elemento de nossa cultura. A obscenidade em tratar crianças como adultos é da mesma natureza do tratamento de adultos como crianças. Slavj Zizek denominou de "pacto perverso" o campo que se instaura quando a autoridade social perde para os impulsos agressivos ilícitos. Estamos diante de rituais que se dizem comandados pelo dever quando em realidade ocultam seu gozo pela execução da violência - contra a criança erotizada, contra o adulto dessexualizado. O Carnaval pode ter passado, mas a imagem de uma criança chorando no meio da avenida nos diz que se não fortalecermos as instituições públicas para protegê-las, estaremos nos aproximando da catástrofe.

20 de fevereiro de 2010

Tema de redação - concurso

Tema de Redação
A maioria dos homens perdeu a noção do que é limite, tanto política, jurídica e familiar. As atitudes, os conceitos e os valores estão sendo banalizados. Com isso qual a expectativa de uma sociedade melhor?
Cuidado com esse tipo de tema, pois há uma interrogação logo, por tal questionamento, ela deve ser o centro dos argumentos.
Corrupção - leis que não atendem ao clamor dos que sofrem com as injustiças - falta de infraestrura familiar - conceito do certo e do errado - filhos sem direção. Um bom tema para fugir do assunto. Dissertativo - 25 a 30 linhas

Mandiba Leitura obrigatória - Bruno Miragem - ZH

Mandiba
Em 11 de Fevereiro de 2010 fez 20 anos da libertação de Nelson Mandela da prisão na África do Sul, onde permaneceu por quase três décadas. Desde então passou a conquistar corações e mentes em todo mundo, em parte por seu espírito desarmado, que transparece no sorriso fácil e franco de suas aparições públicas, como também da obra de reconciliação nacional que realizou, e da qual se tornou símbolo na África do Sul. Atualmente, celebrado pelo cinema (eis o filme Invictus, ora em cartaz), assim como em documentários diversos, não há dúvida que diante da história de Mandela (ou Mandiba, na sua língua natal), há muito para refletir.
Mandela ao ser libertado, poderia manter-se inflexível e marcado pelo injusto desejo de revanche contra os que lhe fizeram sacrificar boa parte da vida na prisão política. Foi radical na juventude, defensor da luta armada, contra um regime racista de segregação total. Se tivesse expressado desejo de vingança, seus motivos seriam no mínimo compreensíveis. Contudo, escolheu olhar para frente, e numa atitude só identificável nos grande líderes políticos - e em seres humanos de espírito elevado - recusou-se a seguir mirando o passado, e construiu, possivelmente, o maior projeto de reconciliação nacional do final do século passado, registrando com todos os méritos, seu nome na história mundial.
A África do Sul está longe de ser, ainda hoje, um paraíso de integração entre negros e brancos. A divisão de classes persiste, com seu inegável componente racial. Antes segregados juridicamente, hoje a maioria dos negros experimenta a pobreza, dada a concentração da riqueza na mão dos brancos. Os problemas de segurança pública também são um flagelo nacional de largas proporções, quando feita por intermédio do diálogo, é mais lenta, porém mais profunda e duradoura.
O certo é que a biografia de Mandela inspira, demonstra que a liderança se afirma e orienta a partir do exemplo do líder. Igualmente, uma pessoa que sofreu com seu povo as mais infames agressões, ensinou que olhar para frente não é sinal de fraqueza , mas, ao contrário, de força. E que a alta política com a qual se constrói uma nação não é o espaço da revanche. Sobre o desafio a integração racial, indica que não ignorar a discriminação onde ela exista é o primeiro passo para construir-se, verdadeiramente, uma nação mutirracial. Bruno Miragem - Zero Hora - 11/02/2010

19 de fevereiro de 2010

ressalva que não consegui corrigir...em lugar de "com" como...até gurizada

Recomeçar Algo já Iniciado ..... Impossível....

Voltamos à luta com aquela vontade brasileira? Brincadeira!!!!! Segunda Bozano, terça Ruyzão, Imediata, Exitus,...................Espero que vcs realmente olhem para o conhecimento com algo prioritário, imprescindível....até gurizada!!!!!!!!!!!!!

10 de fevereiro de 2010

LEITURA, POR FAVOR...

Estou postando um texto maravilhoso do meu colega, amigo, ídolo...
Cláudio Moreno - Zero Hora - 09/02/2010

Nós, as formigas

Durante muito tempo o homem pensou que era o centro do universo. Para os antigos, que viviam nessa confortável ilusão, o firmamento estrelado cobria nosso mundo como um manto protetor, e o Sol era um grande astro domesticado que vinha todos os dias nos banhar de vida e de luz. Em Roma, Plínio apenas lastima que nosso ouvido terreno não consiga captar a música que os planetas produzem ao se mover nas alturas; daqui de baixo, diz ele, o mundo desliza em silêncio, tanto de noite quanto de dia.
O avanço da ciência, contudo, veio abalar essa falsa sensação de importância. Primeiro, foi Copérnico, a nos ensinar que o universo não tem centro, e que a nossa Terra é apenas um entre os vários planetas que giram em torno do Sol, que é uma entre os 200 bilhões de outras estrelas da Via Láctea, que é uma entre os cem bilhões de outras galáxias que cintilam no universo... Segundo Freud, esse foi o primeiro dos três grandes golpes que a ciência infligiu em nosso narcisismo.
Se éramos um nada diante do cosmos, restava ao menos o consolo de ser os reis da criação, muito superiores aos demais seres vivos; atribuímos a nós mesmos uma alma imortal, proclamamos nossa descendência divina e cavamos um abismo entre nossa natureza e a deles. Coube a Darwin desfazer essa ilusão: biologicamente, somos como os outros animais, mais próximos de algumas espécies, mais distantes de outras – nada mais do que isso. Era o segundo abalo, mas não o derradeiro. Este veio com Freud, ao descobrir que não somos senhores nem mesmo em nossa própria casa, pois é o inconsciente, e não a razão, quem comanda grande parte de nossa vida mental.
Tendo perdido, dessa forma, o cetro, o trono e a coroa, muitos aprenderam a lição e ficaram intelectualmente mais humildes, dispostos a repensar os limites da condição humana. Outros, porém, movidos por essa inconsciente vaidade da espécie, encontraram uma nova maneira de preservar a velha ilusão de importância, atribuindo-se o poder apocalíptico de influir, como uma divindade maligna, no próprio clima do planeta! Mas é muita pretensão dessa formiga pensante! A ação humana pode tornar o meio-ambiente insuportável para nós, poluir o ar, sujar a água e ameaçar outras espécies – em outras palavras, a ação do homem pode vir a ser fatal para o próprio homem. O planeta, no entanto, não sofre sequer um arranhão com esses despropósitos; ele esfria ou esquenta quando o Sol quer, ou o oceano, ou os vulcões – como vem acontecendo há bilhões de anos. A natureza já era imensuravelmente velha quando chegamos aqui; ela não sabia que viríamos, nem saberá quando formos embora – e nem vai se importar se isso um dia acontecer. Indiferente, a Terra vai seguir seu curso silencioso pelo espaço infinito.

5 de fevereiro de 2010

A entrevista, o desabafo e a verdade

Um indivíduo, numa discussão em um bar, com uma faca que lhe está à mão, mata seu desafeto. Outro, premido pela necessidade da sociedade de consumo, arromba a janela de nossa casa e de lá subtrai objetos que nos são caros e que compramos com o suor do trabalho. Ainda mais um é surpreendido em barreira policial trafegando com um veículo furtado, com placas falsas e sem documentos. Não bastasse, dirige à autoridade que lhe pede os documentos os piores impropérios. Aquela, desconfiada da atitude agressiva e despropositada, lhe pede que faça o exame de bafômetro porque crê esteja embriagado, e o motorista, indignado, apesar de tudo o que fez e de todos os indícios, nega-se a se submeter ao exame do etilômetro alegando que não é obrigado a fazer prova contra si porque a Constituição de 1988 isso lhe garante.
Finalmente, algum político em pleno exercício de seu mandato popular, com cuecas e meias espaçosas, é flagrado recebendo fartas cédulas de empreiteiro que realiza obra para o governo de então e se põe em seguida a rezar, agradecendo as benesses da vida favorecida que se descortina, ao mesmo tempo em que esconde as cédulas nos espaços generosos de suas peças íntimas.
Em todos os exemplos acima, meramente exemplificativos entre tantos que poderiam ser elencados, se processo criminal houvesse, jamais poderíamos pensar em condenação com prisão em regime fechado aos declarados culpados. Por quê? Por que falhou a polícia, seja civil ou militar, no seu mister constitucional de apurar a prática do delito? Falhou o agente do Ministério Público, a quem cabe dar início e seguimento ao processo criminal com a produção de provas, ou falhou o Judiciário, ao qual cabia punir exemplarmente o responsável pelo delito cometido, colocando-o atrás das grades?
Arrisco dizer que não falharam, no mais das vezes, nenhum desses agentes. Estou vizinhando com duas décadas de atuação como promotor de Justiça. Ao longo desses anos, conheci muitos profissionais do Direito. Alguns medíocres e outros tantos destacados, como em todas as instituições formadas por seres humanos. A maioria, entretanto, seguramente honestos e comprometidos com suas profissões. Todos, cidadãos de suas comunas. Pais e mães de famílias bem formadas. Moradores das cidades das suas vidas.
Aflitos pelas mesmas angústias de todos das soluções não vindas de nossas antigas e permanentes mazelas.
Daí por que não deveria surpreender a entrevista, em tom de desabafo, do comandante do 11º Batalhão da Brigada Militar de Porto Alegre, dizendo-se cansado das prisões que seus comandados efetivam e que a Justiça relaxa. Solta, não por capricho dos juízes, desídia dos promotores ou negligência dos policias. Liberta pela leniência da legislação que nunca é reformada, embora todos digam saber que não atende mais aos anseios da sociedade e que só serve para desacreditar as instituições frente à população.
Enquanto não houver tal modificação, será essa a realidade. Prende e solta. Ou, o que é pior, nem prende.
Quem sabe este ano de 2010, de eleições, não seja um marco para cobrarmos projetos concretos que mudem a realidade que a todos já cansa e não serve para o engrandecimento de nenhuma instituição comprometida com os interesses da sociedade?

João Ricardo Santos Tavares - Promotor de Justiça

Nunca deixem de ler os editoriais

A Entrevista, o Desabafo e a Verdade - João Ricardo Santos Tavares



Um indivíduo numa discussão em um bar, com uma faca na mão, mata seu desafeto. Outro premido pela necessidade da sociedade de consumo, arromba a janela de nossa casa e de lá subtrai objetos que nos são caros e que compramos com o suor do trabalho. Ainda mais, um é surpreendido em barreira policial, trafegando com veículo furtado, com placas falsas e sem documentos. Não bastasse, dirigi à autoridade que lhe pede os documentos os piores impropérios. Aquela, desconfiada da atitude agressiva e despropositada, lhe pede que faça o exame de bafômetro, porque crê esteja embriagado, e o motorista, indignado, apesar de tudo o que fez e de todos os indícios, nega-se a se submeter ao exame de etilômetro, alegando que não é obrigado a fazer prova contra si, porque a Constituição de 1988 isso lhe garante.

Finalmente, algum político em pleno exercício de seu mandato popular, com cuecas e meias espaçosas, é flagrado recebendo fartas cédulas de empreiteiro que realiza obras para o governo de então e se põe em seguida a rezar, agradecendo as benesses da vida favorecida que se descortina, ao mesmo tempo em que esconde cédulas nos espaços generosos de suas peças íntims.

4 de fevereiro de 2010

Comentário de Leandro Rodrigues - Zero Hora

Antes de pensar em estudar para o vestibular da UFRGS, a jovem Clarissa Both Pinto, natural de São Francisco de Paula, já tinha um hábito curioso: ela mantinha um caderno de citações no qual registrava frases de autores nacionais e internacionais.
Esse caderno acabou sendo um forte aliado na hora da prova de redação da UFRGS deste ano. Dele, a vestibulanda retirou três citações que ajudaram sua redação a tirar a nota máxima no concurso, 25. Clarissa foi a única a "conseguir" gabaritar essa prova.
"Quando fui para casa naquele dia, acreditava que tinha feito uma boa redação. Mas uma nota assim, tão alta, jamais passou pela minha cabeça". Quando contei para minha professora, ela perguntou se eu tinha visto direito, conta a estudante, aprovada em medicina, aos 20 anos.
Ir bem, de qualquer forma, não seria uma surpresa para ela. Desde que começou a estudar para o vestibular, nos últimos três anos, raramente deixou de escrever uma redação por semana. Ao mesmo tempo, leu dezenas de textos feitos por outros vestibulandos. Está aí um dos segredos que Clarissa não quer guardar, mas dividir com outros candidatos. "A redação é uma prova lógica. Ela deve ser considerada uma disciplina igual as outras. É preciso estudá-la da mesma forma que matemática, física ou química. O estudo, no caso da redação, é produzir muitos textos e ir aperfeiçoando".
Entretanto, também é verdade que o esforço de Clarissa começou muito antes e, de certa forma, sem ser percebido. Trata-se de seu hábito de leitura.Para ela, está longe de ser uma obrigação, ler sempre foi um prazer. E, mesmo para uma vestibulanda, vai além das leituras obrigatórias. Seu gosto literário vai de Luis Fernando Verissimo a Franz Kafka.


Bom, acho que o que comentávamos em sala de aula está posto pelo jornalista Leandro Rodrigues, juntamente, com a jovem vestibulanda.

Sem Comentários

Apenas vou postar tudo aquilo que falei várias vezes em sala de aula.
Como a jovem de São Francisco de Paula conseguiu nota dez na redação do vestibular da UFRGS?
Primeiro, Clarissa leu mais de uma vez o enunciado para saber, sem qualquer dúvida, o que estava sendo pedido.
Segundo, ela fez o esquema do texto. No desenvolvimento, um parágrafo, seria para falar das infrações e o outro das incivilidades. Em cada parágrafo, decidiu falar de três opções oferecidas em cada quadro.
A vestibulanda lembrou de cinco citações que se encaixavam na redação, optou por três delas.
Colocou Claude Levi Strauss na abertura para, segundo ela, impactar logo de cara o avaliador.
Manuel Bandeira, no meio, para mostrar que conhecia literatura e, no final, Saramago.
Ela escreveu a redação fazendo pausas para responder às questões de português. Segundo ela, isso dava tempo para pensar melhor nos argumentos.

3 de fevereiro de 2010

Como Clarissa Both Pinto conseguiu tirar dez na redação

Um Mundo de Cegos

Estou postando uma das redações nota dez do vestibular da UFRGS e lembrei-me de que muitos alunos , quando tínhamos redação, faziam o mesmo.
Um Mundo de Cegos Título
Já afirmava Claude Levi-Strauss que "o mundo começou sem o homem e poderá acabar sem ele."Nessa perspectiva, a sociedade atual demonstrou um paradoxo, visto que, apesar da tecnologia corroborar a capacidade técnica e intelectual do homem, continuamos cometendo infrações e incivilidades diariamente.
Lamentavelmente, muitas pessoas praticam incivilidades no cotidiano, as quais atestam o caráter egocêntrico do homem: ocupar assentos especiais em transportes coletivos, poluir o meio ambiente e não coletar as fezes de nosso animal de estimação são algumas das atitudes inconsequentes que manifestamos no dia a dia, as quais contribuem para uma realidade hostil e desagradável. Nesse sentido, a construção de uma soceiedade sadia consiste em ter discernimento de que o espaço de nosso próximo começa onde termina o nosso espaço. Assim, quando prejudicamos o nosso entorno, estamos impedindo que a cooperação minimize as mazelas latentes da sociedade moderna.
As infrações que cometemos também prejudicam a construção de uma sociedade sadia: a sonegação de impostos é um atitude tão condenável quanto o ato político se valer das finanças públicas; a compra de produtos piratas engendra um tráfico que seconecta a tantos outros, como o tráfico de drogas e de armas, os quais aliciam desassistidos e vitimam inocentes; a ultrapassagem do sinal vermelho é uma infração grave, uma vez que recrudesce o trânsito violento que verificamos atualmente. Além disso, é imprescindível que mudemos o nosso "mundo particular", porque tal mudança se reflete no "mundo coletivo", do qual todos nós fazemos parte. Caso contrário, só confirmaremos o que Manuel Bandeira escreveu,"a existência humana é uma aventura, de tal modo inconsequente."
O escritor português José Saramago, em seu livro "Ensaio Sobre a Cegueira", descreve uma sociedade que , paulatinamente, torna-se cega. Metáforas à parte, é exatamente isso que acontece com nossa sociedade, já que ignoramos que, não só as infrações, mas também incivilidades prejudicam a construção de uma socidade sadia, pois abdicamos de atitudes abnegadas para sermos completamente egoístas, cegos. Portanto, o mundo só atenuará suas mazelas quando percebermos que tudo depende de esforços coletivos, ou, como Saramago registrou,"se podes olhar, vê , se podes ver, repara." Clarissa Both Pinto de São Francisco de Paula

28 de janeiro de 2010

Cont. Leitura para quem tem 16 anos....

Noite na Taverna - Alvares de Azevedo

Cinco Minutos e a Viuvinha - José de Alencar

Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel de Almeida

Dom Casmurro - Machado de Assis

O Cortiço - Aluísio de Azevedo

Estação Carandiru - Drauzio Varella

O Físico - Noah Gordon

Brás, Bexiga e Barra Funda - Antonio de A. Andrade

Macunaíma - Mário de Andrade

Édipo Rei - Sófocles

Comédia Para se ler na Escola - Luís f. Verissimo

Hamlet - William Shakespeare


Leitura para quem tem 17 anos

Vidas Secas - Graciliano Ramos

Sagarana - Guimarães Rosa

São Bernardo - Graciliano Ramos

Poemas de Manuel Bandeira - 50 escolhidos pelo autor

Laços de Família - Clarice Lispector

Contos de terror, de Mistério e de Morte - Edgar Allan Poe

Antologia Poética - Carlos Drummond de Andrade

Todos os Fogos - Julio Cortázar

Seis Contos da Era do Jazz - F. Scott Fitzgerald

A Elegância do Ouriço - Muriel Barbery

O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger

Metamorfose - Franz kafka


Leitura para quem tem 18 anos

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Crime e Castigo - Fiódor Dostoievski

Madame Bovary - Gustave Flaubert

O Velho e o Mar - Ernest Hemingway

Mensagem - Fernando Pessoa

Cem Anos de Solidão -Gabriel Garcia Marques

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

O Retrato de Dorian Gray -oscar Wilde

Esperando Godot -Samuel Beckett

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Os Miseráveis - Vitor Hugo

A Cidade e as Serras - Eça de Queiroz

O livro de cada mês

A lista feita por especialistas e educadores é indicada para jovens que estão no Ensino Médio
Encarte Zero Hora de 27/01/10
Indicações para quem tem 15 anos
Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente - Essa peça teatral, pertencente ao Humanismo português, é uma obra-prima. Os versos, escritos em linguagem coloquial, fazem uma sátira de costumes. Gil Vicente definia sua obra como um "auto de moralidade".
Os Lusíadas - Luís de Camões - Essa obra marcou a consolidação da língua portuguesa. Para exaltar a grandeza da nação portuguesa, Camões escolheu o gênero épico, o mesmo utilizado por Homero na Ilíada.
Boca do Inferno - Ana Miranda -Esse livro retrata, de forma leve, o contexto histórico-social-literário do Brasil Colônia. Além disso,apresenta dois ícones da literatura barroca brasileira: Gregório de Matos e padre Antônio Vieira.
A Mais Bela Noiva de Vila Rica - josué Montello - Além do enredo estar ligado ao Arcadismo, movimento estudado no Ensino Médio, a obra traz detalhes da Inconfidência Mineira, com suas intrigantes conspirações. Interessante não apenas para alunos do Ensino Médio, mas para todos que se interessam por história.
Iracema - José de Alencar - É importante porque valoriza nossa terra, nossa língua, com a presença do indianismo na literatura brasileira. Obra fundamental na formação da nacionalidade brasileira. Além disso, reúne diversos recursos linguísticos.
O Cavaleiro Inexistente - Ítalo Calvino - O livro faz parte da trilogia Nossos Antepassados e é uma sátira às histórias medievais. É uma obra que sugere inúmeras reflexões para quem está desenvolvendo o gosto pela leitura.
Balzac e a Costureirinha Chinesa -Dai Sijie -A história se passa em meio à revolução cultural promovida por Mao Tse Tung, em 1960, na China. Na época, o líder chinês retirou das bibliotecas do país todas as obras ocidentais. Nesse ambiente opressor, os personagens do livro descobrem como a literatura pode influenciar o cotidiano e as escolhas que fazemops durante a vida.
A Madona de Cedro - Antono Callado - Com uma trama envolvente e inigmática, o livro trata do medo e da culpa, sentimentos que muitas vezes perseguem o ser humano ao cometer um ato impensado.
Terra Papagalli - José Roberto Torero - A inserção da História brasileira na ficção conduz a uma série de reflexões sobre "verdades" antes incontestáveis. Proporciona outra visão sobre o nosso processo de colonização/exploração lusitana.
Padre Sérgio - Liev Tolstoi - Essa leitura leva o jovem a fazer importantes reflexões morais e religiosas. Entendendo o dilema da personagem principal, ele entende melhor o ser humano.
O Caçador de Pipas -Khaled Hosseini - Essa obra divide com o jovem leitor uma cultura muito diferente da sua, além de fazer retrato histórico do Afeganistão nas últimas décadas. Além disso, é, sem dúvida, uma história inesquecível de amizade, culpa e expiação.
Dois Irmãos - Miltom Hatoum - O fio condutor da narrativa é a rivalidade entre dois irmãos de personalidade conflitantes na busca da afirmação da individualidade. É uma obra que investiga as profundezas da alma e das paixões humanas.

26 de janeiro de 2010

Regência do verbo lembrar

Postei um texto ...Leiam, lembrem que ....Este verbo, quando pronominal deve ser usado com a preposição de. Vejam - Lembrava-me de que deveria rir mais...
Agora, quando transitivo direto - Lembrem que ...
Ok, gurizada...

23 de janeiro de 2010

Leiam...lembrem que a leitura os ajudará ............

Admiro, gosto, são sensacionais os textos de David Coimbra, Zero Hora, 22/01/2010, por isto estou postando mais um, com a esperança de que vocês irão ler.....
SEGUNDA CLASSE
A solidariedade é um sentimento de segunda classe. Num mundo ideal, a solidariedade seria sempre subalterna ao que realmente importa: a justiça.
A justiça.
É quase um deboche: tudo de sublime que o homem faz na vida o faz à procura da Justiça no mundo, e a justiça no mundo não existe.
Todos os filósofos, Sócrates, Espinosa, Kant, Shopenhauer, Freud, todos eles, só o que fizeram foi trabalhar para descobrir como funciona a Justiça no mundo. Construíram cadetrais de pensamento, e por meio delas explicaram o movimento das engrenagens de algo que é só ficção.
Um deles, Schopenhauer, alcançou a verdade: concluiu que o mundo é injusto. E é.
A religião resolveu a questão. Admite que durante a vida não há Justiça e promete que ela será feita depois da morte. Uma saída genial, poque ninguém até hoje conseguiu cobrar o não cumprimento da promessa, embora também seja verdade que ninguém o confirmou.
O Schopenhauer das religiões é o budismo. Na sua essência, o budismo é realisticamente pessimista, conforma-se com o vazio e com a inação. Talvez esteja certo.
De qualquer forma, tanto o budismo quanto Schopenhauer tentam achar algum conforto na reflexão, e, ora, conforto não há.
A literatura também. Toda a literatura se estrutura na ideia ilógica de que a Justiça existe. Até atividades mais superficiais do intelecto humano, como o jornalismo e o direito, só que o fazem é a busca pela Justiça.
Um drama eterno da Civilização. É insolúvel. Porque o homem tenta - organiza-se em sociedades, formula leis, constrói filosofias, tem fé em deuses, conta a sua própria história, tece fabulações e poemas, monta sistemas de pensamento, o homem passa a sua existência neste Vale de Lágrimas acreditando que caminha na direção da Justiça, e então ocorre um cataclisma como o do Haiti, e pessoas morrem aos milhares e as que sobrevivem são mutiladas e crianças tornam-se órfãs sem que para isso haja qualquer motivo. Há quem diga que seja a reação da Natureza vilipediada pelo homem. Bobagem. Há 250 anos a Revolução Industrial nem havia começado e Lisboa foi destruída por um terremoto não muito diferente do que assolou Porto Príncipe. Tragédias naturais acontecem desde sempre sem necessidade da ajuda do homem.
Tanta gente morta, tanta gente viva que sofre, e tudo sem razão. Porque não há razão. Não há Justiça no mundo. O que sobra? Está aí: a solidariedade.
A solidariedade, como o pensamento dos filósofos, a fé das religiões e as leis do Direito, a solidariedade é um consolo. Hoje, o mundo inteiro se move pela dor do Haiti. Não é um solução, talvez seja bem pouco, quase nada, mas num mundo sem Justiça, é o que há.

20 de janeiro de 2010

Proposta de Redação - Comentanto o Texto

Amigo é coisa pra se guardar,
Debaixo de sete chaves,
Dentro do coração...
Assim falava a canção
Que na América ouvi...
Mas quem cantava chorou,
Ao ver seu amigo partir...
Mas quem ficou,
No pensamento voou.
Com seu canto que o outro lembrou.
(...)
Fernando Brant/Miltom Nascimento
Canção da América
(...)
É eu sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está
para a amizade.
E quem há de negar que esta
lhe é superior?
(...)
Caetano Veloso, Língua
Instrução
A amizade tem sido objeto de reflexões e elogios de pensadores e artistas de todas as épocas. Os trechos sobre esse tema, você considera adequados as ideias neles expressas? Elas são atuais, isto é, têm validade no mundo de hoje? O que sua própria experiência lhe diz sobre esse assunto? Redija uma dissertação em prosa, argumentando de modo a expor seu ponto de vista sobre o assunto.
Observem essa redação - primeiro o candidato não coloca título, como a proposta não solicita não há perda de pontos. Leia com seriedade o que se pede antes de iniciar seu texto.
Introdução
Segundo o filósofo Nietszche, os inimigos têm grande importância na vida do homem, à medida que um indivíduo só se desenvolve a partir do embate com quem tem opiniões e condutas diferentes das suas. No entanto, é sabido também que o companheirismo, a cumplicidade e o apoio de um bom amigo são fundamentais para garantir a felicidade e o crescimento de cada um.
Um pensamento do filósofo alemão Nietzsche, 1844 - 1900, vale para criar expectativas de qualquer leitor, propondo um debate mais denso sobre a amizade: cumplicidade, felicidade, crescimento individual.
Desenvolvimento 1
Isso porque no mundo, historicamente, tem prevalecido a solitária noção de competição entre as pessoas. Já na pré-história competia-se por comida e por espaço e, hoje, irmãos brigam pela atenção dos pais, alunos competem pela melhor vaga em uma universidade e profissionais lutam entre si por um emprego. Dessa forma, torna-se imprescindível que se tenha alguém de confiança para dar conforto e com quem se possa contar. Afinal um amigo para dividir alegrias, compartilhar das aflições e trocar conselhos e confidências faz o homem sentir-se menos sozinho e lhe dá força em sua caminhada, num contexto social em que as disputas entre os indivíduos ficam cada vez mais acirradas.
Observem que os subtemas servem de contraponto à solidão e à competição entre as pessoas.
Desenvolvimento 2
É claro que, como bem afirmou o pensador do século XVI, Montaigne, não é nada fácil conquistar-se uma relação de "intimidade sem reservas." Todavia, desde que se encontre a amizade verdadeira, pode-se descobrir um sentimento, às vezes, superior até o mais sublime amor de um homem por uma mulher. Justamente como foi ilustrado numa passagem do romance romântico"Iracema" de José de Alencar, em que Martim abandona sua amada índia tabajara por longo tempo para lutar ao lado do seu amigo, guerreiro da tribo dos Potiguaras, a quem devia a lealdade e a cumplicidade de um irmão.
O candidato utiliza de um exemplo da literatura para aproveitá-lo na redação. Essa associação traz ao texto credibilidade quanto às informações.
Conclusão
A amizade é pois, essencial na construção da personalidade e da felicidade de qualquer pessoa. Porque, se um inimigo pode lhe desafiar a melhorar através do confronto de ideias divergentes, um amigo de verdade preenche o vazio das relações interpessoais competitivas e dá sustentação de um pilar de aço e o conforto de uma pluma na subida do homem ao ápice da pirâmide de sua vida.
De modo direto e objetivo, o desfecho retoma a ideia do pensador alemão citado no início e, embora proponha "uma receita de felicidade"repleta de clichês, em uma linguagem rebuscada, o faz de modo coerente com o caminho proposto pelo próprio texto.
FIQUE DE OLHO
A coerência é um dos critérios mais importantes para a banca examinadora. É sempre bom observar com atenção se o que se afirma até o fim da dissertação não compromete o que se apresentou no início.

Leiam.....

"Desde que somos concebidos até a nossa morte, dependemos dos outros. Por isso é importante compreender como os outros seres sencientes são preciosos e úteis para nós. Quando se toma consciência dessa verdade, nossa atitude negativa em relação a eles começa a mudar." Dalai Lama

18 de janeiro de 2010

Uma pausa para repensar acontecimentos...

A não violência, em sua concepção dinâmica, significa sofrimento consciente. Não quer absolutamente dizer submissão humilde à vontade de quem nos confina, de quem nos faz sofrer, mas um empenho, com toda lucidez, contra quem apregoa tais assertivas. Assim, tendo como base essa prerrogativa, pode desafiar e salvar a própria honra e adiantar as premissas para a regeneração de um país. Haiti. Quer queiram ou não atingirá toda a humanidade.
Miséria, total falta de cultura, sem trabalho, sem um porto seguro, é óbvio que buscarão pela sobrevivência. Racional ou não: luta-se para viver, é intrínseco, até mesmo nos irracionais. Os haitianos migrarão para outros países. O problema é amplo e inclui, em sua vastidão, todas as nações do mundo. Se houvesse, em primeiro lugar, honestidade quanto ao emprego dos donativos, por certo , muito poderia ser feito. Não estou colocando todos no mesmo patamar, porém se formos relembrar das várias ONGS, donativos aqui no RS, até telhas de inferior qualidade foram utilizadas, Agudo, Três Coroas, Santa Catarina...por quê? Dramático, quais os valores que fazem do semelhante um ser tão longe do próprio ser. Alguém lembra dos sobreviventes de Santa Catarina? Assim será com o Haiti, um povo que nem hospital possui, indústria, mas são seres que precisam de ajuda. Reafirmo : cultura, educação. Só existe essa receita para que tais horrores não ocorram. Quando se tem fome, sede, perde-se o essencial, a dignidade e os haitianos conseguirão analisar até quando a água chegará para aplacar a sede, até quando a comida virá, pois é real que o esquecimento aconteça e daí? Um sofrimento consciente. sem saber como será o amanhã. Falando em sofrimento consciente, alguém ouviu falar na ajuda religiosa?

OI...

Tenho postado muito tarde da noite, costume se ler...aqui não tem o que ler, aliás, tem, mas não tenho vontade nesta hora, amo vcs todos os candidatos a uma vaga. Que vocês tenham sucesso !!!!!!
Gandhi
"Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que minhhas janelas estejam tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível".

16 de janeiro de 2010

Janeiro de 2010

Haiti
Tenho procurado não abordar a questão do Haiti, mas como me alhear daquela tragédia, se meu pensamento está lá. Como posso fugir de lá? Como posso desconhecer um país que está em escombros e que já era escombros antes do terremoto?
Como posso tirar da cabeça as imagens que nos repassam: uma planície inteira juncada de milhares de cadáveres. Como posso desconhecer que milhares de pessoas que se salvaram estão sem braços, sem pernas, sem pés, sem antibióticos, um país que não tinha hospitais antes da catástrofe, como irá se sair agora sem hospitais para vencer a tragédia?
Está me parecendo que o último lugar em que poderia ter acontecido uma hecatombe dessas era o Haiti. O último lugar. Um lugar onde não há esgotos, não há hospitais, não há indústrias, não há comércio.
A Europa dá de ombros para a tragédia do Haiti. Os Estados Unidos foram dignos, mandaram homens, médicos, técnicos em salvação, medicamentos, deram uma atenção devida à catástrofe. Mas podiam dar muito mais, aliás, deveriam planejar o Haiti. O mundo não se importou com o drama antes de acontecer a tragédia e dá a impressão de que depois de voltar à normalidade, tudo seguirá como antes, miséria, ausência total de desenvolvimento, ausência total de segurança, aquele amontoado de ratos humanos sem horizonte, sem qualquer chance de progresso.
Chega a tal grau de pauperismo, a tal extremo de pobreza, que não há como atenuar a tragédia. Por exemplo, não haver água é uma calamidade maior do que o desastre.
Dizem os correspondentes que muitos sobreviventes colocaram filas de cadáveres nas estradas como forma de protesto pelo atraso do socorro das nações estrangeiras, nesse infausto acontecimento.
Eles apenas atualizam uma desesperança que é permanente. Como dói ser um povo sem ilusão, sem esperança, sem norte, sem explicação! É uma lástima que o mundo tenha vindo a saber da degradação pemanente do Haiti só depois do terremoto. A China, potência emergente, mandou só 1 milhão de dólares, a Alemanha 2 milhões. Será que depois da tragédia esse povo será esquecido? Adaptado, Zero Hora - Paulo Santana.

LEIAM...

Se vocês entram no meu blog, que tal serem meus seguidores? Amo vcs...

Tema de redação da UFSM e PEIES 2010

"Suponha que fosse abolido o vestibular tradicional nas universidades federais do país. A partir disso escolha uma das alternativas abaixo que, em sua opinião, poderia substituir o modelo atual".

- Exame Nacional obrigatório aos egressos do ensino médio.

- Seleção seriada, ou seja, uma prova a cada final dos três anos do ensino médio.

- Sorteio de vagas, sem necessidade de um exame de seleção.

-Universalização do ingresso ao ensino superior, ou seja, vagas para todos.

- Seleção a partir de notas obtidas ao longo do ensino médio.

Elabore uma dissertação que apresente argumentos e dados concretos que justifiquem a aplicação do modelo escolhido e apontem sua viabilidade, bem como justificativas para a rejeição dos demais.

Sua redação deve ter, no mínimo, 15 linhas e, no máximo, 25. Não se esqueça de dar um título ao seu texto.

TEMA DO PEIES - 2010

Barack Obama foi abordado por um menino que lhe disse: "por que as pessoas odeiam você?", pergunta de Tyren Scott, 9 anos, durante uma reunião com moradores de Nova Orleans.


Comente a pergunta do garoto, levantando hipóteses para possíveis respostas do presidente dos EUA, tendo presente o fato de este ser o primeiro presidente afro americano de uma das maiores potências mundiais.

Redija uma dissertação que tenha no mínimo, 15 linhas e, no máximo 25. Não esqueça de dar um título ao seu texto.

13 de janeiro de 2010

Concisão

Consiste em expressar apectos, fatos ou opiniões apenas com palavras, frases que são pertinentes à redação. Portanto, empregam-se apenas as palvras que são indispensáveis à compreensão da mensagem . Em um texto, o que não é indispensável constitui prolixidade. Concisão é qualidade; prolixidade defeito.
Mais uma vez aparece aqui a necessidade do rascunho. Devemos escrever segundo o fluxo de ideias que nos vem à mente, sem grandes preocupações com a concisão. Pronto o rascunho, devemos submetê-lo a rigoroso crivo anlítico, cortando tudo aquilo que não faça falta nem imprima vigor ao texto.
Naturalmente, só se considera qualidade aquilo que não prejudica as demais qualidades. O excesso de concisão redunda em obscuridade e desarmonia.
Observe o exemplo
Em uma certa noite eu saí de minha casa para dar um giro e espairecer. Fui até à casa de um amigo meu. Vejam vocês que eu não tinha nenhum plano traçado, e algo sensacional, que eu não esperava, me aconteceu.
OBSERVEM
Certa noite saí de casa para espairecer.Fui à casa de um amigo. Vejam que eu não tinha plano traçado e algo sensacional aconteceu.
De grande valia para obter-se a concisão é a figura da elipse: omissão de palavras facilmente subentendíveis.
Tu tens toda razão.
Tens toda razão.
Nós batemos três vezes.
Batemos três vezes.
Se não recorremos à elipse, muitas vezes, poderemos cair na redundância, que é a repetição inútil e erro im perdoável.

12 de janeiro de 2010

A Clareza na Produção Textual

Gurizada, informaçãos + informações + informações... com certeza não deixará ninguém apavorado com a tal de redação. Uma vela para o santo vai depender também das informações, pois de repente ele não tenha entendido o seu pedido. Feito isso vamos a um outro ponto. CLAREZA: consiste na transmissão mais compreensível do pensamento. Quem escreve como quem fala deve fazer-se entendido da melhor maneira possível.
A concisão concorre muito para a clareza. Para obter-se clareza, além da concisão, cumpre:
- para escrever claro é preciso pensar claro. Antes de começar a escrever, medite sobre o tema, reúna ideias, coloque-as de modo coerente. Só comece a escrever depois que você souber o que vai escrever.
Daí a importância de um esquema e do rascunho.
- Frases curtas, períodos longos fatalmente resultam confusos.
- empregar a palavra precisa, só empregue palavras simples, de cujo significado você tem certeza. Não queira esnobar porque o esnobado será você!
- evitar a ambiguidade, possibilidade de mais um sentido em uma oração.
VEJA
José mandou dizer a Pedro que só trataria daquele negócio no seu escritório. No escritório de quem?
No dele, José, ou no de Pedro? Isso é ambiguidade.
CLAREZA É QUALIDADE; OBSCURIDADE, DEFEITO.

11 de janeiro de 2010

Tema de Redação da UFRGS - 2010

" Incivilidades que as pessoas cometem cotidianamente". Ocupação de assentos reservados a portadores de necessidades especiais, grávidas e idosos, baixar músicas na internet sem pagar por elas, furar filas ou ultrapassar o sinal vermelho.

Escolha uma ou mais dessas opções e argumente em um texto dissertativo, como estes fatos afetam a vida em sociedade.

poesia.....

Die antwort der blumen - A resposta das flores - Uma precária tradução da música de Klaus Hoffmann - postado no perfil de um amado ex-aluno, Loivo Dalvan de Castro, hoje em Berlin, atuando como médico. FANTÁSTICO - Leiam

Certamente há grandes guerras
E também as pequenas intrigas
E ainda os mistérios das vitórias incontestáveis
E eu não rompi com nada disso

Há a hora da justiça
O grito da última batalha
As estórias dos bons e dos maus
O poder das armas e a coragem dos oprimidos
E há a esperança do dia seguinte

Mas o que você fará
quando as espadas silenciarem?
Você certamente perguntará às flores
E elas dirão a resposta do que fazer

Flores, ainda há nos campos
E nas adegas o vinho está
e nas cidades e florestas
a paz pode estar

Então nos olhos de nossas crianças
fica escrito quem somos
de onde viemos e para onde vamos
Porque odiamos e carregamos espadas
e porque as guerras nunca são racionais

O que você fará
quando as espadas silenciarem
Você certamente perguntará às flores
elas dirão a resposta do que fazer

Você quer a resposta das flores?
Então você deve fazer as perguntas
Eu busco uma longa vida para elas
Deve ser simples assim
elas devem nos libertar.

10 de janeiro de 2010

Vestibular

Inicia hoje o vestibular da UFRGS - 10/01/2001 - sucesso gurizada !!!!!!!! Amanhã a famosa redação -11/01/2001 - tranquilidade, boa sorte....

8 de janeiro de 2010

O vestibular da UFSM é no outro fim de semana.....

Sei de que estão preocupados com a produção textual. Na UFSM não é diferente das outras universidades federais quanto ao nível de exigência. Introdução: duas opiniões a respeito do assunto ; desenvolvimentos com argumentação convincente ; conclusão, posição e solução. Não esqueçam do título , de acordo com o contexto, estrutura, legibilidade.
Se o tema fosse - O que é ser criança no mundo contemporâneo. Bom, primeiro façam um esquema para não se perderem e houver fuga de tema, ok.
VEJAM
Respeitável público, as crianças - Título, percebam que este candidato, provavelmente, fará um paralelo com o circo ou com personagens de um teatro pelo título que colocou.
INTRODUÇÂO - Abre-se o espetáculo. O sinal está fechado, e lá estão elas, as crianças malabaristas. Não estão na escola, também não estão nos lares. Há ainda um malabarismo de autoridades e de homens que desviam olhares. Completando o número, encontram-se os mágicos pais que desaparecem no palco enquanto exploram suas crianças. Esse show revela a vida de muitas crianças de hoje.
DESENVOLVIMENTO 1 - Há crianças equilibristas, das minas de carvão e dos canaviais. Elas têm talento para equilibrar sacos e fardos sobre as cabeças do trabalho infantil. Porém, longe de ser justificativa, ainda que infantil, é trabalho que pode oferecer o mínimo que elas precisam, alimentação. Há crianças rebeldes, que, longe dos pais, criam-se sem saber o que é educação e respeito pelo próximo. Mas o que é mais lamentável é o espetáculo da prostituição infantil em troca de uma chance de sobreviver em meio a uma sociedade tão desigual.
DESENVOLVIMENTO 2 - Esse é um triste espetáculo de casa cheia, de um público que banaliza a infância de seus filhos. Mas onde estamos nós, pais, sociedade, que permite a continuação dessa cena? Somos escravos do tempo no nosso tempo, queremos filhos malabaristas com suas agendas lotadas, vivemos em uma sociedade que não pode parar para brincar com seus filhos, não consegue mudar a condição de miséria em que se encontra. Vivemos a era dos Fernandinhos beira-mar em que um presidiário tem mais valor do que uma criança, das balas perdidas no playground e não temos os olhos para os Dom Quixote.
CONCLUSÃO O grande mal da sociedade, portanto, é a permissividade, o que a impede de perceber o malefício que está proporcionando a tantas crianças. Por isso, é preciso que ela acorde, por meio de campanhas na mídia, por exemplo, e perceba que está na hora do fim dessa cena para o início de um verdadeiro espetáculo. Que venham as crianças alimentadas, educadas! Agora sim o show começará.
Perceberam a criatividade, a autonomia textual, o paralelo traçado?

6 de janeiro de 2010

O que devo usar à beira-mar?

Estou postando este texto por ser hilário, diferente dos demais com que estamos acostumados a ler.
David Coimbra, colunista do Zero Hora, escreveu-o no dia 6 de janeiro de 2010. Leiam, vale a pena...
Sunga ou bermuda?
O sempiterno dilema da vida praiana. Não poucas mulheres professam ojeriza à sunga. Consideram um homem de sunga um exibicionista. Entendo o porquê. A sunga, por ser sumária e rente ao corpo, pode deixar em relevo os atributos masculinos. Algumas mulheres sentem-se ultrajadas ao deparar com os volumes íntimos de um homem tornados públicos, e sou forçado a concordar com elas: há sungas indesculpáveis. Nenhuma mais do que a sunga branca. A sunga branca equivale à camisa aberta ao peito, à gargantilha, ao medalhão, ao carro com sistema de som de rave.
Conheço um sujeito que ficou estigmatizado por causa de uma sunga laranja. Usou-a uma única vez, em uma única tarde de um verão distante, mas foi o que bastou para certa moça da alta sociedade porto-alegrense avaliá-lo, julgá-lo e condená-lo: tratava-se, o gajo, de um caso típico e irrecorrível de "bicho de chaleira".
A moça essa era muito conhecida em seu meio, muito influente e muita dada à divulgação de notícias - espécie de jornalista amadora. Divulgou para todas as amigas e conhecidas, e até para algumas nem tão conhecidas assim, que o rapaz da sunga laranja tinha dotes modestos, e assim ele se tornou célebre na cidade. Chegava a um lugar, e as pessoas cochichavam à sorrelfa sobre suas mínimas partes, e riam, e riam. Eu mesmo, sempre que o via, lembrava de imediato da fofoca, mas não sabia que a divulgadora jamais tivera contato primário com o órgão difamado.
Até certa noite. Naquela noite, ela teve.
Ocorreu neste 2009 ainda de fresca lembrança. Tiveram um encontro casual, ele a cortejou, ela resolveu conferir in loco suas antigas impressões e deu-se o que se deu. Ao fim da noite, a moça voltou para casa positivamente impressionada. No dia seguinte, encontrou algumas amigas e suspirou:
-Guriiiias, eu estava enganada...
Tentou desfazer o mal feito, alegou que fora iludida pela sunga, mas de que adianta agora a retificação? Penas ao vento... O rapaz jamais deixará de ter a má fama que lhe foi imputada, ela lhe acompanhará pela existência toda, como o Estigma de Caim. Será que ele sabe disso? Melhor não. Mas, ontem mesmo, estava eu passeando pelas fímbrias espumantes do Mar Tenebroso e quem vejo? Nosso herói difamado. Vestia discreta bermuda de surfista, larga, espaçosa, que lhe descia aos joelhos. Teria consciência do prejuízo que lhe acarretou a sunga laranja ? Até o fim da temporada, vou tomar coragem e perguntar.
Mas o importante é a conclusão a que se chega dessa triste história: a sunga pode ser, sim, problemática. Sem contar que as mulheres gaúchas, a exemplo das portenhas, consideram a bermuda mais elegante.
Para nadadores diletantes como eu, no entanto, a sunga é uma necessidade. Além do mais, a bermuda moderna, compridíssima, na prática as calças curtas redivivas, essa bermuda moderna pressupõe que o homem só sinta calor nas canelas. Ilógico. Mas ainda mais absurdo são as fami-geradas calças Capri, que permitem única e tão-somente o arejamento dos tornozelos. Aí, não. Aí é demais.
Como sair de tal imbróglio? Eu, por precaução, tomei uma decisão salomônica, neste verão 2010: visto bermudas e tenho, sob elas, uma discreta sunga de nadador, que exponho só ao entrar na água. Mas preta. Invariavelmente preta. Cautelosamente preta.

10 Passos para uma boa redação - Zero Hora -UFRGS

Prova testa a desenvoltura na escrita e será decisiva no vestibular da UFRGS, que começa domingo. O peso dessa prova é o máximo, três, para todos os cursos. Concorrentes com número semelhante de acertos nas demais disciplinas podem se distanciar bastante a partir do que escreverem nas 30 linhas obrigatórias. Então uma redação pode colocar ou tirar um vestibulando da universidade.
1. Leia o tema da redação com muita atenção. Se necessário, leia mais uma vez. Você deve estar bem concentrado para iniciar a prova.
2. Depois da leitura do tema, identifique com convicção o assunto da proposta e a abordagem solicitada sobre ele. Atenção: esse é um passo fundamental, porque dele depende seu sucesso no vestibular.
3. Após ter compreendido o tema, comece a planejar sua redação.
4. Antes do rascunho, assuma uma opinião de acordo com o que o tema pede. Nunca fique em cima do muro: a opinião deve estar muito clara.
5. Organize o que você pretende desenvolver com frases curtas ou até mesmo palavras-chave. Ou seja, faça um esquema para todo o seu texto, inclusive preveja o que você pode concluir a partir do que foi respondido e justificado na introdução.
6. Agora chegou o momento de começar o rascunho baseado no esquema que você fez. Importante: nesse momento, preocupe-se menos com a correção gramatical e mais com a eficiência de sua opinião e com os argumentos que a sustentam.
7. Com a definição da opinião e a escolha dos argumentos, saiba que o exemplo (a caracterização de uma situação, a experiência pessoal, um dado) é sempre uma possibilidade. Há temas em que o exemplo é desnecessário; em outros, porém, ele dá uma consistência maior à análise. Em outras palavras, coprova aquilo que você teoricamente explica.
8. Antes de passar a redação a limpo, veja se você seguiu o esquema inicialmente proposto. Agora, é o momento de fazer as correções gramaticais, e não de acrescentar novas ideias, por mais brilhantes que sejam.
9. A aparência do texto também é importante. Lembre-se de dar um título a sua redação e de iniciar a entrada do parágrafo, bem como alinhar a margem direita da folha. Qualquer tipo de letra é aceito, desde que você escreva de forma legível, diferenciando as maiúsculas das minúsculas. Evite rasuras.
10. Finalmente só resta contar o número de linhas da sua redação(na UFRGS, o mínimo são 30 linhas). UNIFICADO

Modelo de Redação - Manual do Corretor

Tema - Basta ter talento para conquistar um lugar ao sol ? (UFRGS)
Título - Um troféu para poucos?
Introdução - Em um planeta com um número cada vez maior de pessoas, destacar-se em meio à multidão tornou-se o único modo de alcançar sucesso na vida. Nesse contexto, não basta mais simplesmente fazer um pouco além do que o outro faz, é preciso fazer algo de maneira única. Entretanto, dessa exigência surge a seguinte dúvida: é suficiente apenas ter talento para brilhar no mundo?
Primeiro desenvolvimento - Certamente não. Milhares de seres humanos acompanham pela mídia o sucesso de alguns indivíduos como artistas, esportistas, empresários, e atribuem à fama, às medalhas e à fortuna de tais personalidades apenas o "dom "para aquilo que escolheram fazer. Desse modo, esquecem-se de levar em conta as intermináveis horas antes de fazer um show, os exaustivos treinos diários antes de uma competição, os arriscados negócios que poderiam colocar tudo a perder antes do acerto final. Em suma, atribuem ao talento a vitória que certamente não seria conquistada sem esforço pessoal.
Segundo desenvolvimento - Por conseguinte, ter talento para realizar alguma atividade pode até ser o indicativo de um caminho a seguir, entretanto não é, de maneira alguma, a garantia de sucesso. Vence aquele que aprimora as pequenas qualidades que tem e as transforma em um trunfo; vence aquele que chega até os limites de sua capacidade e decide ir além. Por outro lado, o sucesso depende, obviamente, de saber qual o dom que se tem. De nada adiantaria, por exemplo, alguém sonhar em ser um grande escritor sem ter a menos a capacidade de articular ideias em um papel. Consequentemente, olhar com sinceridade para si mesmo e saber reconhecer o que fazemos de melhor é o primeiro passo para um futuro melhor.
Conclusão - Em suma, conquistar um lugar no mundo depende, antes de ter talento, de saber reconhecê-lo e, depois disto, trabalhar para desenvolvê-lo. O troféu da vitória está ao alcance de todos.

Nexos Oracionais

Para haver relação entre os segmentos do texto, tanto entre os parágrafos quanto entre os períodos, devemos utilizar palavras ou expressões que estabeleçam relacões de sentido na redação, dependendo da situação.

Veja algumas possibilidades

Introduzir ideias:
inicialmente, primeiramente, uma delas, em primeiro lugar, em segundo lugar...

Finalizar, fechar a análise:
logo, portanto, demais conjunções conclusivas, dessa maneira, desse modo, enfim, em vista disso, finalmente, por último...

Mostrar paralelos:
já, paralelamente, ao mesmo tempo, concomitantemente...

Fazer referência a algo ou alguém:
de acordo com, no que se refere ao, quanto ao, no que diz respeito a, conjunções conformativas...

Comparar fatos, ações:
como, parecer, semelhante, diferente, do mesmo modo, menos que, tão quanto, asssim como, igualmente...

Mostrar causa de relação e consequência:
conjunções causais, por isso, por causa de, devido a, em decorrência...

Apresentar um exemplo:
como, por exemplo (entre vírgulas) para exemplificar...

Indicar a finalidade, o objetivo de uma ideia:
conjunções finais, com objetivo de, com o propósito de, com a finalidade de...

Apresentar oposição de ideias:
mas, porém, todavia, no entanto, contudo, entretanto...

Para afirmar algo com veemência:
é verdade que, é certo que, de fato, efetivamente, certamente, é inegável, é inquestionável, indubitavelmente, sem dúvida, irrefutavelmente, inquestionavelmente...

4 de janeiro de 2010

Temas de Redação Para Praticar

1. O que faz com que os policiais, que deveriam nos proteger, estejam sendo nossos próprios assassinos?

2. Na sua opinião, o que leva tantos adultos, geralmente familiares, a espancarem, abandonarem, matarem crianças?

3. Os jovens de hoje são mais tolerantes do que os do passado?

4. O que você acha dos novos direcionamentos da ciência, sobre tudo se levar em conta a sua utilidade?

5. Crise mundial de alimentos, soluções.

Eu acredito em Deus. E na evolução

Fui criada acreditando que a Teoria da Evolução era uma conspiração para minar a crença em Deus. Na minha cabeça, cientistas eram ateus malvados, prontos para destruir a fé. E Charles Darwin era o pior de todos, influenciado por satã para propor a evolução em primeiro lugar.
Estou feliz em dizer que não estou mais entre as dezenas de milhões de cristãos dos Estados Unidos que pensam dessa maneira. Fiz as pazes com Darwin e a evolução e isto só enriqueceu e incentivou a minha crença em Deus.
Quando os cristãos rejeitam a evolução, eles se afastam da ciência e, na maioria das vezes, da cultura em geral. Não dá para rejeitar apenas a Teoria da Evolução. Ao rejeitá-la, tem que rejeitar a maior parte da ciência, assim como atacar a integridade e a credibilidade do método científico. Isso é totalmente injusto com os milhares de cientistas que trabalham com honestidade tentando entender o mundo. Poucos têm qualquer agenda antirreligiosa e muitos deles, na verdade, são religiosos. Infelizmente, o cientista mais famoso do mundo é Richard Dawkins, e ele é muito religioso.
No entanto, o cientista mais famoso nos EUA é o geneticista Francis Collins ex chefe do renomado Projeto Genoma. Ainda assim, ele é um entusiasta da religião.
Darwin propôs a Teoria da Evolução em 1859. Muitos acharam a teoria intrigante no momento, mas ficaram inquietos com a possibilidade de que os seres humanos estivessem relacionados com os primatas."Descendemos de macacos? Espero que não seja verdade", exclamou a mulher de um bispo inglês do século 19 ao ouvir a nova teoria de Darwin."Mas, se é verdade, espero que não se torne conhecida."Os cristãos da época esperavam que o avanço da ciência pudesse desmentir a nova teoria de Darwin, que ameaçava sua compeensão das tradicionais histórias bíblicas, como Adão e Eva e os seis dias de criação.
Mas as evidências de que Darwin estava correto são esmagadoras e agora temos que aceitá-las. O registro fóssil apresentou provas convincente de espécies de transição, como as baleias com pés. O DNA fornece um registro irrefutável da relação entre todos os seres vivos.
Não vejo mais a evolução como algo sinistro. Agora, vejo a evolução como sendo a maneira de Deus criar a vida. E não é um processo caótico, confuso e esbanjador, como os críticos acusam. A evolução ocorre em um universo ordenado, com leis e processos naturais críveis. A narrativa da história cósmica anterior à origem da vida é notável:as leis que permitem a vida parecem afinadas para essa possibilidade. A capacidade dos organismos de evoluir permite que eles se adaptem a ambientes em constante mutação. Minha crença de que Deus cria por meio da evolução une a minha fé e a ciência. Karl Giberson - autor do livro Saving Darwin

3 de janeiro de 2010

Textos Base Para Futuros Temas de Redação

Futebol e Violência

Torcer ou fazer parte de uma torcida de futebol pode ser uma atividade saudável, positiva. Reunir-se com amigos no estádio é um importante evento na socialização. Por que então vemos tantos casos de fanatismo que culminam em atos de violência extrema? Isso não é somente amor ao time. A resposta pode estar no narcisismo coletivo.
O narcisismo ocorre quando o indivíduo é objeto de amor de si mesmo. Até certo ponto, isso tem seu lado positivo. É importante para a pessoa se constituir e desenvolver autoconfiança. Mas quando há sofrimento físico ou psíquico, a pessoa se volta para dentro dela mesma de maneira extrema - e, entre outros prejuízos, terá uma ideia de si que não corresponde à realidade e não conseguirá relacionar-se com os outros.
Se continuar fechada em si mesma, ela não vai incorporar modelos e referências para desenvolver um conjunto de princípios e valores morais que considera ideais - "o ideal do eu". Sem esse ideal bem desenvolvido, ela se torna mais suscetível a influências externas, e é facilmente seduzida por ideais coletivos - um time de futebol ou a pátria, aliás, patriotismo exarcebado e nazismo são exemplos de narcisismo coletivo.
Por isso vemos manifestações desmesuradas de paixão pelo time, algumas belas, mas também momentos de violência extremos, que podem chegar ao assassinato. Tanto um quanto o outro satisfazem desejos narcisistas, representados por um objetivo coletivo. O indivíduo se identifica tanto que toma as dores do time para si - uma ofensa ou uma derrota tomam caráter pessoal.
Essa situação não permite ao torcedor perceber sua condição. Ele não aceita críticas. Não questiona se sua relação com seu clube é real ou passou a apoiá-lo por influência da propaganda ou da pressão de algum grupo. Ele só sabe que "ama" aquele time. Pode haver motivos de identificação com um time por sua história, por sua imagem, o que poderia levar o indivíduo para além de uma escolha narcisista, mas essa não parece ser a regra.Uma forma de combater as ações irracionais cometidas em nome desse amor desmesurado é refletir sobre a condição da idolatria pelo clube. Assim podemos tentar evitar a criação de inimigos imaginários, a torcida oposta, e a adoração irracional de entidades coletivas. Roberto R. Hryniewicz - autor da dissertação de mestrado"Torcida de futebol, adesão, alienação e violência. - José Leon Crochik - professor de psicologia da USP.