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15 de julho de 2016

Sempre vale a pena - redação

É difícil escrever bem se a pessoa não tem o hábito da leitura, por isso leia muito, principalmente, artigos de opinião de jornais e sites de notícias. Os artigos de opinião são textos dissertativo-argumentativos: exatamente o estilo que você terá que usar na prova do Enem e na maioria dos vestibulares. Quem lê, amplia o conhecimento e se familiariza com as palavras em seu sentido correto. A probabilidade de errar diminui consideravelmente.
2 – Perfil dos temas
Assuntos recentes têm pouca chance de aparecer, pois a prova é preparada com muita antecedência. Geralmente, os temas discutem problemas da comunidade, focados em ambiente, sociedade e cultura, mas sem tocar diretamente em questões como gênero, religião e política. Leia o tema com atenção. Uma das maiores causas de perda de pontos é fugir ao tema. Veja todos os temas de redação que já caíram no Enem ao fim da página. 
3 – Treine bastante
Faça redações (busque temas que foram de provas passadas) e treine o seu tempo: uma hora. Faça um rascunho, releia e passe a limpo fazendo as alterações necessárias. Se for possível, peça a seu professor para corrigir e sugerir melhorias.
4 – Uso das palavras
Está em dúvida com relação à grafia de alguma palavra? Substitua-a por outra com significado mais próximo. Evite vocabulários requintados demais. Respeite a norma culta da nossa língua e siga o formato do texto dissertativo-argumentativo. Cuidado com a ortografia, pontuação, regência e concordância, pois eles são os erros que mais aparecem nas provas e tiram pontos do candidato. Lembre-se de que o título é opcional e, caso seja incluído, contará como linha escrita. Não pule linha entre o título e o início da redação.
5 – Uso da vírgula
Eu poderia incluir este item no de cima, mas preferi deixá-lo destacado, pois é um erro que se comete demais nas redações. Fixe as duas dicas seguintes: jamais separe o sujeito e o predicado com vírgula e também o verbo dos seus complementos.
6 – Nota zero
Alguns “deslizes” podem zerar a sua redação, como: desrespeito aos direitos humanos, não atender a proposta solicitada, fugir ao tema proposto (faça uma leitura cuidadosa), desenvolver a redação em outro estilo que não seja o dissertativo-argumentativo, entregar a folha de redação sem texto escrito, escrever até sete linhas, impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.
7 – Começar ou não pela redação?
Alguns professores orientam a jamais começar pela redação, pois acreditam que o aluno poderá encontrar, durante a execução da prova, fragmentos motivadores que sirvam como recurso útil na hora de escrever a redação. Outros professores dizem que isso é indiferente e preferem que o próprio aluno tenha o “feeling” necessário para decidir o melhor caminho.
8 – Rascunho
A elaboração do rascunho é uma etapa importante, pois é a hora em que você vai organizar os seus argumentos, dar sentido às suas ideias e ligá-las entre si, obedecendo sempre à estrutura da dissertação: introdução, desenvolvimento e conclusão. Nesta hora, preocupe-se com o conteúdo e não com a gramática. Terminado o rascunho, esqueça um pouco a sua redação: vá ao banheiro, lave o rosto, coma algo e beba uma água. Pode ser que você pense que essa estratégia seja perda de tempo, mas você ganhará minutos preciosos para identificar com mais precisão os possíveis equívocos da sua redação na hora de passá-la a limpo. Respeite o limite de linhas (8 a 30) e não coloque informações fora da área de correção.
9 – Texto dissertativo-argumentativo
O texto dissertativo-argumentativo consiste em um gênero em que se deve expor informações, ideias, fatos sobre um determinado tema, posicionar-se em relação a ele. Ao mesmo tempo, é preciso convencer o leitor a concordar com o ponto de vista que está sendo exposto. Assim é imprescindível que a opinião do autor do texto esteja explicitada, clara, fundamentada. O que não se deve fazer é incluir marcas de pessoalidade (eu acho, na minha opinião, no meu ponto de vista, a meu ver).
10 – Evite
  • internetês (vc, hj, td, tb, pq etc.)
  • marca de oralidade (tá, né, ok, daí etc.)
  • gírias (pagar mico, trampo, busão, de boa, caraca, sem noção, véi etc.)
  • gerundismo (vou estar pesquisando o seu caso, vou estar completando a sua ligação etc.)
  • expressões clichês (voltar à estaca zero, crítica construtiva, fechar com chave de ouro, esta é mais uma obra faraônica etc.)
  • pleonasmos (subir para cima, protagonista principal, ver com seus próprios olhos, surpresa inesperada, retomar de novo etc.)
  • generalizações (a população brasileira não acredita mais no voto como instrumento democrático,  toda tecnologia melhora o mundo,  os médicos brasileiros são bem remunerados etc.)
  • linguagem coloquial (ela nem se tocou que o professor tava corrigindo as provas,  a gente passô lá de tarde e tava rolando uma festa, tá chovendo muito hoje, a gente vai na casa dele assistir o filme etc.)
Veja todos os temas de redação que já caíram no Enem:
  • A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira (2015)
  • Publicidade infantil em questão no Brasil (2014)
  • Lei Seca no Brasil: os efeitos da implantação da lei no país (2013)
  • O movimento imigratório para o Brasil no século XXI’ (2012)
  • Viver em rede no século 21 – os limites entre o público e o privado (2011)
  • O trabalho na construção da dignidade humana (2010)
  • O indivíduo frente à ética nacional (2009)
  • Como preservar a floresta Amazônica (2008)
  • O desafio de se conviver com as diferenças (2007)
  • O Poder de Transformação da Leitura (2006)
  • Trabalho infantil no Brasil (2005)
  • Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação? (2004)
  • A violência na sociedade brasileira (2003)
  • O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita? (2002)
  • Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito? (2001)
  • Direitos da criança e do adolescente (2000)
  • Cidadania e participação social (1999)
  • Viver e Aprender: letra da música “O que É, o que É”, de Gonzaguinha (1998)
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