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30 de junho de 2016

Estudantes, sem internet, podem fazer simulado do MEC até amanhã


Neste ano, o Brasil sediará os jogos olímpicos por meio da realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro e em mais algumas cidades brasileiras; do dia 5 ao 21 de agosto, nosso país será a sede mundial dos jogos olímpicos, recebendo atletas de quarenta e duas modalidades esportistas, oriundos de todas as partes do mundo e turistas, amantes dos esportes, também oriundos de várias partes do planeta.
Desde 2009, quando o Brasil ganhou o direito de sediar as Olimpíadas do ano de 2016, este fato foi alvo de críticas, já que muitas pessoas compartilham da opinião de que o nosso país, ainda emergente em termos de economia (em crise, na verdade, na atualidade), sociedade (já que há uma grande desigualdade social entre as camadas da população) e de qualidade de vida (pois há grandes desafios a serem vencidos em questões como saúde, saneamento básico, educação, segurança dentre outras) teria outras coisas com que se preocupar ao invés de investir tempo e dinheiro em sediar os jogos olímpicos.
De fato, há obras muito onerosas e atrasadas na cidade do Rio de Janeiro, além da não recuperação da lagoa Rodrigo de Freitas da poluição, onde algumas modalidade aquáticas serão realizadas, e do desabamento da ciclovia Tim Maia mais recentemente. Contudo, há um grande debate sobre o ônus e o bônus de sediarmos as Olimpíadas deste ano no Brasil, mas pensamos que este assunto em si não deverá ser o tema da proposta de redação do ENEM 2016 (Exame Nacional do Ensino Médio), já que a realização de tais jogos no país foi iniciativa do governo Federal, mais especificamente do mandato do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Porém, pensamos que pode haver dois temas possíveis decorrentes da promoção das Olimpíadas no Brasil: o incentivo ao esporte ou à atividade física no Brasil. Para o ENEM, ambos os temas são relevantes, já que estão ligados a questões sociais, educacionais e de saúde de população.
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incentivo ao esporte no país está relacionado ao incentivo ao esporte de ponta e à formação de atletas nas diversas modalidades olímpicas, por exemplo; esta formação poderia se dar nas escolas públicas, nos centros esportivos municipais, por meio de convênios entre prefeituras, governos estaduais e organização esportivas das modalidades, além da parceria com Organizações Não Governamentais (ONGs) a fim de incentivar crianças e jovens a seguirem o caminho do esporte juntamente com o da educação, tirando-os das ruas, ocupando seus dias e suas vidas.
Já o incentivo à atividade física no Brasil refere-se ao incentivo à atividade física como a prática de esportes ou de outras modalidades (pilates, academia dentre outras) como forma de melhora da qualidade de vida e até de lazer por meio da fuga do sedentarismo.
No texto de hoje, abordaremos o possível tema sobre o incentivo ao esporte de ponta; no próximo texto, da próxima semana, falaremos sobre o incentivo à atividade física no país.
Em relação ao incentivo ao esporte de ponta, há uma lei federal de incentivo ao esporte que estimula empresas a patrocinarem e a fazerem doações para projetos esportivos e paraesportivos em troca de incentivos fiscais. Para pessoas físicas, a dedução de impostos pode chegar a 6%; para pessoas jurídicas, por sua vez, o desconto é de 1%. Tal lei é explicada detalhadamente na Cartilha do Esporte do Ministério do Esporte.
Em 2014, quando houve a Copa do Mundo de futebol no nosso país, ocasião do lendário 7×1 para a Alemanha e a consequente desclassificação da seleção brasileira, muito se falou sobre a dificuldade em se formar jogadores de futebol de ponta no Brasil, já que há inúmeros problemas nas categorias de base dos times, dos quais são poucos os que pagam salários adequados aos atletas.
Escolas e ONGs poderiam se unir aos times de futebol afim de promoverem projetos com crianças e adolescentes, mas não só em relação ao futebol, mas também com as demais modalidades esportivas, coletivas e/ou individuais. Porém, para tanto, é necessária uma estrutura física adequada (ginásios e quadras esportivas, piscinas, materiais, uniformes, professores e treinadores) e dinheiro para manter tal infraestrutura e incentivar competições.
Os Jogos Escolares da Juventude são um belo exemplo de incentivo ao esporte no meio escolar. Alunos dos doze aos catorze anos e dos quinze aos dezessete anos competem, anualmente, em catorze modalidades esportivas. Esta competição é promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que atua sobre os esportes de alto rendimento em parceria com as Confederações de cada modalidade.
Deste modo, os jovens são incentivados em suas escolas a praticarem esportes de ponta afim de competirem nos Jogos Escolares da Juventude, com atletas de todo o país, com o objetivo de formar esportistas de alto nível.
Crianças e jovens carentes, oriundos de áreas de vulnerabilidade social, devem ser os principais alvos de iniciativas como esta afim de que eles tenham oportunidades de crescer no e pelo esporte. O Brasil tem um potencial enorme neste sentido e precisa desenvolvê-lo mais e melhor.




Os estudantes da rede pública de ensino que não têm acesso privado a internet podem realizar o segundo Simulado Online da Plataforma Hora do Enem, disponível desde o sábado passado (25), até esta sexta-feira, dia 1° de julho.
Devido a um acordo de engajamento das redes estaduais de ensino com o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), esses alunos poderão utilizar computadores da própria escola em que estão matriculados para resolver a prova online.
O simulado, disponível aqui, segue o mesmo modelo utilizado para aqueles que vão fazê-lo em casa: 80 questões – sendo 20 para cada uma das áreas objetivas do exame nacional – com tempo de duração de 4 horas corridas a partir do início da resolução dos itens.
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Após o encerramento da prova, o sistema gera automaticamente um relatório de resultado. Nele, o participante poderá conferir seu desempenho em cada área do conhecimento e também conferir o simulador do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que exibirá se a nota obtida se aproxima ou não da necessária para ser aprovado no curso/universidade informados.
Além do resultado individual para o aluno, o sistema também disponibiliza relatórios gerenciais para as secretarias estaduais e gestores de todas as escolas públicas do país. Com base nestes dados, diretores e professores terão um mapa individual de desempenho por região ou escola, que poderá ser usado como base para o planejamento de ações pedagógicas visando a preparação para o Enem 2016
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