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13 de junho de 2016

Liberada Vista Pedagógica do Espelho da Redação do Enem 2015




Nesta terça-feira, 13 de junho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) finalmente liberou a vista pedagógica ao espelho da correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015. A previsão inicial era para 3 meses atrás, no início de março.
O tema da prova textual da última edição foi o A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira. Conforme dados divulgados pelo Inep, das 5,6 milhões de redações corrigidas, 104 obtiveram a nota máxima (1.000 pontos) enquanto outros 53.032 textos foram anulados e receberam nota zero, devido a diferentes motivos (veja aqui).
Através do espelho da redação, os candidatos conseguem ver uma imagem reproduzida do texto juntamente com a nota geral e as pontuações em cada uma das cinco competências avaliadas nos critérios de correção.

Veja Como Consultar o Espelho da Sua Redação no Enem 2015

Para fazer a consulta do espelho da redação é preciso acessar o sistema do Inep, neste endereço (enem.inep.gov.br/participante). Vale esclarecer que o link indicado é o mesmo para quem se inscreveu no Enem 2016.
Para entrar no sistema, insira seu CPF e senha da edição do ano passado do exame. Caso tenha perdido sua senha, é possível recuperá-la diretamente pelo botão “Esqueci minha senha”, na caixa de login. Para quem prestou o exame e se inscreveu na edição deste ano, a senha válida será aquela cadastrada na inscrição do Enem de 2016.
espelho_enem2015
Após logar, basta escolher a opção Enem 2015 e clicar para ver o boletim individual de resultado, que conterá também um botão para vista pedagógica da redação. Além de detalhes do desempenho, a página também traz um gráfico que elenca os candidatos por zona de pontuação (exibido conforme a imagem acima).
Como o próprio nome diz, a consulta ao espelho da correção tem caráter meramente pedagógico, para que o aluno entenda os motivos de sua nota. Tal documento começou a ser, publicado a partir do Enem 2012, após termo de ajustamento de conduta (TAC), acordo firmado entre o Ministério da Educação e o Ministério Público Federal.



Conforme reportagem publicada pelo blog do Painel da Folha de S. Paulo, o Ministério da Educação (MEC), responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio, ainda não tem dinheiro o suficiente para aplicar as provas do Enem 2016.
A matéria revelou que, segundo cálculos iniciais, o montante ainda necessário para garantir a realização do exame é de algo em torno 75 milhões de reais. Para liberação dessa verba junto ao Planejamento para os recursos, o MEC certamente terá que abrir mão de outros gastos, de preferência relacionados ao mesmo fim, indicando que realmente poderão haver cortes em programas que usam o Enem para acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), por exemplo.
Apesar do sinal amarelo aceso, o governo está confiante de que conseguirá arrecadar o valor e executar o Enem 2016 normalmente. Representantes da pasta afirmaram que há “garantia política” de que os recursos necessários para a prova serão assegurados e que o remanejamento dos repasses deve ser o caminho para solucionar o problema.
Ainda de acordo com o noticiado pela Folha, o MEC também negocia, concomitantemente, o aumento do limite para gastos com o Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Atualmente o compromisso do a ser honrado é de R$ 10 bilhões, enquanto autorização de desembolso de 2016 é de cerca de apenas R$ 1 bi.
A princípio nada muda no cronograma da edição deste ano do Enem, cujas provas estão marcadas para o final de semana de 5 e 6 de novembro. Qualquer novidade ou mudança será publicada em primeira mão aqui.

Acaba de ser divulgada a lista de aprovados na primeira chamada regular do Programa Universidade para Todos referente ao processo seletivo para bolsistas a partir do segundo semestre, o Prouni 2016/2.
A pesquisa da relação de classificados em cada opção de curso pode ser feita por qualquer pessoa no site do processo seletivo. Além disso, os participantes também podem fazer o login no sistema e consultar diretamente o boletim de resultado individual para suas escolhas feitas durante as inscrições.
O pré-selecionado neste momento deve consultar, no próprio sistema do Prouni, a documentação exigida, reunir os papéis e fazer a entrega pessoalmente na instituição de oferta da bolsa em que foi selecionado. O prazo para isso já está valendo e encerrará na segunda-feira da semana que vem, dia 20 de junho.
De acordo com as regras da seleção, no caso dos estudantes aprovados na sua segunda opção de bolsa, é permitido fazer a matrícula na instituição e simultaneamente continuar concorrendo ao curso de primeira opção na segunda convocação, que está marcada para a data de 27 de junho. Se houver a classificação nesta oportunidade, basta desistir da vaga da segunda opção para assumir o benefício referente a primeira.
Depois da segunda chamada o Prouni 2016/2 ainda abrirá o período de inscrições para as bolsas desocupadas, por meio da lista de espera, entre os dias 8 e 11 de julho. O último evento desta edição será o comparecimento dos candidatos da lista para entrega da documentação, nos dias 18 e 19 seguintes.
Neste segundo processo desse ano o Prouni disponibilizou 125.442 bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior. Destas, 57.092 são integrais e 68.350 parciais, referente a metade do valor das mensalidades.
Temos, na língua portuguesa, vários casos de palavras homófonas e heterógrafas, isto é, palavras que têm a mesma pronúncia, porém são escritas de modo diferente e o caso de que trataremos hoje é o do verbo ‘haver’ empregado como verbo impessoal.
Comecemos pela primeira expressão estranha: ‘verbo impessoal’! Os chamados verbos impessoais são aqueles que não estão relacionados às pessoas do discurso (o emissor – quem fala, o receptor – com quem se fala, e o referente – de quem se fala, que são respectivamente a 1ª, a 2ª e a 3ª pessoas), ou seja, os verbos impessoais não têm sujeito.
O verbo ‘haver’, como impessoal, pode ser empregado para transmitir duas ideias: para indicar existência ou para indicartempo passado. Em ambas as situações, ele vai ser conjugado sempre na 3ª pessoa do singular. Apenas no singular! Pode aparecer em qualquer tempo e modo verbais que a frase exigir, mas nunca vai para o plural!
Veja alguns exemplos:
  • O professor chegou  dez minutos.
  • Havia muitos candidatos na sala.
  • Deveria haver mais investimentos na saúde.
Nessa última frase, aparece uma locução verbal formada com o haver. Nesse caso, o verbo auxiliar é que ficará na 3ª pessoa do singular.
Como eu mencionei, uma das funções do verbo haver é indicar tempo passado, por isso devemos ficar atentos para não construirmos frases com pleonasmo. Opa, mas o que é mesmo um pleonasmo? É a repetição desnecessária de ideias. No caso do uso do referido verbo, é comum encontrarmos redundâncias, como aparece na letra de Raul Seixas:
“Eu nasci há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais”
Observe que ele coloca, no mesmo verso, o verbo ‘há’ e o advérbio ‘atrás’. Como os dois termos remetem ao passado, temos uma redundância ou pleonasmo. Eu suponho que tenha sido intencional, uma licença poética, já que ele tinha uma cultura bem vasta. Se ele retirasse o advérbio, perderia a rima com ‘demais’, que aparece no verso seguinte, e se não empregasse o ‘há’, o verso ficaria curto demais, comprometendo a métrica.
Ainda no mesmo trecho da música, ele emprega um coloquialismo: o verbo ‘ter’, com sentido de existir (‘’e não tem nada nesse mundo’’). Nessa construção, a rigor, obedecendo à norma culta, ele deveria ter usado o verbo ‘haver’ (“e não  nada nesse mundo’’).
Enfim, essas são algumas considerações sobre o ‘’, mas, e o ‘a’? Em contraposição ao emprego do verbo haver indicando tempo passado, temos a preposição ‘a’ indicando tempo futuro.
É o que se verifica em:
  • Daqui a uma semana, teremos outro artigo sobre dúvidas gramaticais.
E veremos outros empregos da palavra ‘a’, não só como preposição.
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