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20 de novembro de 2016

É importante ampliar o vocabulário? Como fazer isso?


Existem vários estudos que relacionam o domínio de um amplo vocabulário e o sucesso profissional.
Segundo linguistas, a aquisição de um bom vocabulário é resultado da nossa formação cultural, a qual está fortemente relacionada ao cultivo de leituras frequentes e variadas, ao convívio com pessoas cultas, à apreciação de várias formas de arte e contato com diferentes áreas do conhecimento e, além disso, à prática da escrita.
A leitura é uma das melhores maneiras de desenvolver a habilidade comunicativa, pois ler bons textos é uma forma de estarmos em contato com a norma culta da língua, com a aplicação adequada das regras da gramática normativa e com vocabulário diversificado. Por isso tudo, entre os principais benefícios para quem adquire o hábito da leitura está a facilidade em obter sucesso na carreira profissional. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Oxford e divulgado pela Revista Veja, os indivíduos que leem não por obrigação, mas de maneira espontânea, por vontade própria, têm mais chances de evoluir profissionalmente, graças à ampliação de vocabulário e, consequentemente, à compreensão de conceitos abstratos, resultante do hábito de leitura.
Mas não é preciso esperar estar no mercado de trabalho para iniciar esse processo de ampliação do vocabulário, muito pelo contrário! Quanto antes esse enriquecimento for iniciado, maior será a capacidade de compreensão de ideias e conceitos. E quanto maior a compreensão, maior a capacidade de expressão de ideias próprias e o desenvolvimento da criticidade, necessária para a argumentação. E iniciamos um círculo virtuoso!
Na semana passada, na prova da Unesp, havia uma questão cobrando conhecimento vocabular:
“Em ‘Contudo, não o afirmas em tom peremptório: ‘tudo me induz a esse cálculo’.” (5o parágrafo), o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por: (A)incisivo. (B)irônico. (C)rancoroso. (D)constrangido. (E)hesitante.
Questão simples, sem ‘pegadinha’, apenas verificando a extensão do vocabulário e a capacidade de compreensão de texto. (Parabéns a quem assinalou a alternativa A).
Há alguns anos a FUVEST-SP pediu que se explicasse a diferença de sentido entre os termos ‘precedente/procedente’ nas frases: “Ele invocou o argumento precedente” e “Ele invocou o argumento procedente”. Outra questão simples, mas que também exigia vocabulário amplo. (argumento precedente = argumento anterior / argumento procedente = argumento válido, significativo, eficaz)
Como se viu, as provas exigem vocabulário amplo. Como fazer, então, para alcançar esse domínio vocabular cobrado pelos concursos e exames?
Não é difícil, mas pode parecer trabalhoso à primeira vista. O procedimento que costumo sugerir aos meus alunos consiste em ler com um lápis na mão e um dicionário ao lado. A cada termo desconhecido, paramos a leitura, consultamos o dicionário para nos apropriarmos do sentido do vocábulo (sem preguiça de ler o verbete inteiro, já que muitas palavras são polissêmicas, ou seja, apresentam diversos significados e precisamos escolher o que seja adequado ao contexto). Em seguida voltamos ao texto e anotamos o significado.
Retomamos a leitura, agora já cientes do sentido e continuamos o processo.
Cansativo? Talvez, mas com o passar do tempo e com a ampliação do nosso léxico, cada vez menos precisaremos recorrer ao dicionário – mas nunca o abandonaremos! Estaremos cada vez mais aptos a compreender as ideias alheias e a nos expressarmos com clareza e exatidão – o que será proveitoso ao longo da vida, não só do percurso escolar ou da carreira profissional.
É isso!
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