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19 de fevereiro de 2014

Corrigindo uma redação de concurso

CORREÇÃO DE UMA REDAÇÃO
Num vestibular ou num concurso o estudante-escrevente, felizmente ou infelizmente, será o seu próprio mestre e terá que corrigir o seu texto, perceber onde pecou, onde cometeu algum erro.
Para que isso ocorra, é necessário que ele faça o esboço no rascunho e depois, no final, passe o que escreveu para a folha definitiva. Sem tal esboço, escrevendo diretamente na folha, não vai perceber onde cometeu equívoco, isso porque quando nós escrevemos geralmente não percebemos de chofre nada, escrevemos sobre uma influência forte da nossa mente, da nossa paixão, do nosso desejo. Um olhar mais frio, desapaixonado, é importante, pois fará o escrevente enxergar o que está errado.
Mesmo assim, frente à redação, todos podem se perguntar: o que corrigir? São quatro os aspectos que as pessoas devem ficar atentas para construir uma boa redação.
O primeiro aspecto é o ESTÉTICO. Embora seja um aspecto superficial, alguns defendem a ideia de que pela quantidade de redações, muitas bancas podem corrigir os textos apenas sobre este aspecto. As margens regulares, a legibilidade, a paragrafação bem feita, o respeito à quantidade de linhas solicitadas e a ausência de rasuras ou borrões farão com que o vestibulando ganhe pontos importantes em seu texto.
Outro aspecto, de maior importância, é o GRAMATICAL. Esse propõe o domínio da norma culta para os concurseiros. Algumas seleções de vestibular elaboram provas com quantidade máxima de erros, como a FUVEST, em São Paulo, que nas instruções pede para não extrapolar a quantidade de vinte erros, do contrário o texto estará nulo. Outras seleções universitárias não cobram uma quantidade, mas descontam ponto dos desacertos cometidos. Nesse aspecto, a atenção da banca estará sobre a pontuação, a ortografia, a acentuação, a concordância, a regência, o gerundismo, os termos coloquiais e a colocação pronominal.
Também o texto passará pelo crivo da ESTILÍSTICA. Todos têm a sua forma de escrever, o seu estilo próprio, comum. Porém, não devemos repetir as mesmas palavras, isso denota pobreza de vocabulário. Da mesma forma, o uso de períodos longos ou curtos demais é ruim, assim como o excesso de “mas”, de “e”, de “que” vai ser prejudicial. O uso de oralidade, ser prolixo, o uso do internetês e de palavras desnecessárias ou ideias repetidas também. Tudo isso são problemas que podemos e devemos evitar no aspecto estilístico.
E, por fim, o último aspecto corrigido no texto é o ESTRUTURAL, o mais valioso e importante de todos. Nele, a banca estará de olho na organização das idéias, na fuga do tema, na coerência e na coesão, na estrutura textual solicitada pelo concurso, na informatividade e, principalmente, na originalidade da redação. Esse aspecto é um divisor de águas para aqueles que demonstram segurança e domínio dos que ainda são incipientes.
Pronto, as regras estão na mesa. Agora é só pegá-las e servi-las adequadamente no seu texto. Relembrando: a escrita anda sempre de braços dados com a leitura, as informações que temos do mundo, e deve vir acompanhada de muita prática. Assim, o sucesso será inevitável!
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