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22 de fevereiro de 2014

Tema de redação - Ruyzão

Texto 1
A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.
(Mario Quintana, Na volta da esquina.)

Texto 2
Culturalmente, temos negado nosso direito de pouco fazer. Produzir sem cessar é o estereótipo vigente, atrelado às leis do trabalho. E à felicidade. Mas até essa ideia encontrou resistência. O pensador francês Paul Lafargue, por exemplo, pregou o “direito à preguiça” como uma luta verdadeiramente libertária. Já o teórico Jean Baudrillard defendia a escolha pelo ócio: “Não mudarei, qualquer que seja o curso dos acontecimentos. Detesto a atividade agitada dos meus concidadãos, a iniciativa, a responsabilidade social. São valores exógenos, urbanos, pretensiosos. São qualidades industriais. A preguiça é uma energia natural”.


Texto 3
Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.
(Domenico de Masi, O ócio criativo.)

Texto 4
Sem trabalho eu não sou nada
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
[...]
(Renato Russo. Música de trabalho. www.legiao.org)
Em uma cultura em que tanto se exalta o trabalho, como forma de vencer na vida e de se realizar, e, ao mesmo tempo em que milhões e milhões de pessoas não conseguem o emprego que tanto desejam, paradoxalmente se vê o tempo livre aumentar.
 Com base na leitura dos textos, elabore um texto dissertativo sobre o tema:


Trabalho e tempo livre: é possível conciliar essas realidades?
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