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2 de maio de 2017

TEMA DE REDAÇÃO

  • O bullying virtual desencadeia uma série de acontecimentos trágicos para a protagonista de 13 Reasons Why, um das séries recentes de maior sucesso que gerou mais de 3,5 milhões de impressões nas redes sociais em sua primeira semana de exibição, segundo o site Omelete
    O bullying virtual desencadeia uma série de acontecimentos trágicos para a protagonista de 13 Reasons Why, um das séries recentes de maior sucesso que gerou mais de 3,5 milhões de impressões nas redes sociais em sua primeira semana de exibição, segundo o site Omelete
Alguém consegue viver sem a internet nos dias de hoje? Ela possibilita interagir com novas pessoas, fazer compras, obter informações, estudar, jogar, assistir filmes e ouvir músicas. Possibilidades não faltam, seja no computador, no tablet ou no celular. Mas existe um outro lado da moeda. Entre os perigos da web, encontram-se o vício no mundo virtual e o isolamento do mundo real, sem falar em questões ainda mais graves ou até mesmo em crimes: bullying virtual, violação da privacidade, pedofilia, exposição precoce à pornografia, etc. Para proteger crianças e adolescentes, os especialistas alertam para a necessidade de os pais ficarem atentos ao que os seus filhos veem ou a seus relacionamentos no mundo virtual, mesmo que isso possa ser considerado invasivo. Na sua opinião, essa vigilância maior dos adultos é suficiente para evitar que os jovens corram perigos online? Ou, no caso dos adolescentes, a responsabilidade não deve recair também sobre eles mesmos? O que fazer para se proteger dos perigos do mundo digital? Redija um texto dissertativo-argumentativo expondo seu ponto de vista sobre o assunto, fundamentando-o com argumentos.

Nomofobia

Nomofobia é uma doença relativamente nova que pode ser definida como o medo de ficar sem celular, até mesmo pânico, caracterizando uma fobia de ficar sem celular. E não é um transtorno para ignorar, porque pode ter consequências para a saúde. Entre os sintomas mais comuns, ansiedade e estresse de perder o telefone ou não ter cobertura de operadora de internet/WiFi para se manter conectado.
Esta dependência psicopatológica vai além de uma fobia simples. Baixa autoestima e dificuldades nos relacionamentos sociais são fatores de risco do transtorno. O vício no sistema de recompensa de redes sociais – como os likes de Facebook, retuítes, views em vídeo de Youtube, e ‘corações’ no Instagram – também pode ser um fator que contribui na dependência, pois é uma forma de obter pequenos prazeres psicológicos de forma fácil e rápida.
Sozinho, é possível tentar se "desviciar" aos poucos, encontrando outros interesses que não sejam na internet e tentando priorizar as atividades offline e os encontros sociais presenciais. E também começar a considerar que não é necessário tirar foto de todos os momentos da sua vida para colocar em Instagram, Facebook, Snapchat, etc.

Pornografia e estupro

O alerta está sendo dado por Sue Berelowitz, Comissária para a Infância no Reino Unido, que aponta que não há cidade ou vila em que as crianças não estão sendo vítimas de exploração sexual. O número de vítimas está na casa dos milhares e, segundo Peter Davies, diretor do Child Exploitation and Online Protection Centre, uma em cada 20 crianças é vítima de abuso sexual. E o acesso precoce à pornografia na internet está na raiz desta exploração: as crianças estão crescendo com uma visão totalmente deturpada do que é sexo e do que é um comportamento sexual normal. Alguns dos meninos que estavam envolvidos em atos de abuso sexual falaram que "era como estar dentro de um filme pornô".

Família

"A internet mudou o mundo e isto é fantástico. Com ela as crianças podem aprender, se divertir e entrar em contato com pessoas com os mesmos interesses", argumenta o especialista Ernie Allen. "O lado negativo é a enorme exposição de menores de idade a imagens de conteúdo adulto, a comportamentos de agressão verbal e bullying, à pornografia, além da proliferação de crimes como roubo de identidade, uso inapropriado de dados pessoais, tráfico de armas, venda de drogas e redes de pedofilia.
Existem medidas simples e básicas para minimizar os riscos para as crianças, mas são pouco utilizadas pelas famílias. As empresas de tecnologia têm feito um enorme esforço para promover o uso gratuito de filtros e sistemas de bloqueio de conteúdos inapropriados para menores, mas apenas 28% dos pais empregam estes sistemas. No caso de celulares é ainda pior: o uso cai para 16%."

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa.
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.
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