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31 de maio de 2017

INTERPRETAÇÃO - LEITURA - DICAS

OS DEZ MANDAMENTOS PARA ANÁLISE DE TEXTOS
  1. Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar contato com o assunto; a segunda para observar corno o texto está articulado, desenvolvido.
  2. Observar que um parágrafo em relação a outro pode iniciar uma continuação ou uma conclusão ou, ainda, uma falsa oposição.
  3. Sublinhar, em cada parágrafo, a ideia mais importante (tópico frasal).
  4. Ler com muito cuidado os enunciados das questões para entender direito a intenção do que foi pedido.
  5. Sublinhar palavras como: erroincorretocorreto, etc., para não se confundir no momento de responder à questão.
  6. Escrever, ao lado de cada parágrafo ou de cada estrofe, a ideia mais importante contida neles.
  7. Não levar em consideração o que o autor quis dizer, e, sim, o que ele disse; escreveu.
  8. Se o enunciado mencionar a opinião do autor ou deve-se examinar com atenção a introdução e/ou a conclusão.
  9. Se o enunciado mencionar argumentação deve preocupar-se com o desenvolvimento.
  10. Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que remetem a outros vocábulos do texto: pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.)

COMPREENSÃO (OU INTELECÇÃO) E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
 Compreensão ou intelecção – Consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. O enunciado normalmente assim se apresenta:
• As considerações do autor se voltam para…
• Segundo o texto está correta…
• De acordo com o texto, está incorreta…
• Tendo em vista o texto, é incorreto…
• O autor sugere ainda que…
• De acordo com o texto é certo…
• O autor afirma que…
 Interpretação de texto – consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. O enunciado normalmente é encontrado da seguinte maneira:
• O texto possibilita o entendimento de que…
• Com o apoio no texto, infere-se que…
• O texto encaminha o leitor para…
• Pretende o texto mostrar que o leitor…
• O texto possibilita deduzir-se que…
 TRÊS ERROS CAPITAIS NA ANÁLISE DE TEXTOS
1.        Extrapolação – É o fato de se fugir do texto. Ocorre quando se interpreta o que não está escrito. Muitas vezes são fatos reais, mas que não estão expressos no texto. Deve-se ater somente ao que está relatado.
 2.        Redução – É o fato de se valorizar urna parte do contexto, deixando de lado a sua totalidade. Deixa-se de considerar o texto como um todo para se ater apenas à parte dele.
 3. Contradição – É o fato de se entender justamente o contrário do que está escrito. É bom que se tome cuidado com algumas palavras, como: “pode”; “deve”; “não”; verbo“; ser”; etc.
 LINGuÍSTICA TEXTUAL
Para não se ser ludibriado pela articulação do contexto, é necessário que se esteja atento à coesão e à coerência textuais.
• Coesão Textual é o que permite a ligação entre as diversas partes de um texto. Pode-se dividir em três segmentos: coesão referencialcoesão sequencial e coesão recorrencial.
1. Coesão referencial é a que faz referência a outro(s) elemento(s) do mundo textual.
 Exemplos:
a) O Presidente Trump ficou indignado com o atentado ocorrido. Ele afirmou que “castigará” os culpados. (Retomada de uma palavra gramatical – Referente “Ele” “Presidente Trump”)
 b) De você só quero isto: a sua amizade (Antecipação de uma palavra gramatical “isto” = “a sua amizade”)
 c) O homem acordou feliz naquele dia. O felizardo ganhou um bom dinheiro. (Retomada por palavra lexical – “O felizardo” = “O homem”
2. Coesão sequencial é feita por conectores ou operadores discursivos, isto é, palavras ou expressões responsáveis pela criação de relações semânticas (causa, condição, finalidade, etc). São exemplos de conectores: mas, desse modo, portanto, então, etc.
Exemplo:
Ele é rico, mas não paga as suas dívidas.
Observe-se que o vocábulo “mas” não faz referência a outro vocábulo; apenas conecta (liga) uma ideia a outra, transmitindo a ideia de contradição.
 3. Coesão recorrencial é realizada pela repetição de vocábulos ou de estruturas frasais semelhantes.
Exemplo:
Os carros corriam, corriam, corriam.
O aluno finge que lê, finge que ouve, finge que estuda.
COERÊNCIA TEXTUAL
A coerência textual resulta da relação harmoniosa entre as ideias apresentadas num texto. Refere-se, dessa forma, ao conteúdo, ou seja, a sequência ordenada das opiniões ou fatos expostos de forma coerente, sem contradições ao que se afirma para os interlocutores. Veja o exemplo a seguir:
 “Pela manhã recebi uma carta repleta de conselhos. Era uma carta em branco e não liguei para os conselhos, já que conselhos não interessam para mim, pois sei cuidar de minha vida.”
                O texto apresenta-se coeso. Mas só a coesão não basta para torná-lo compreensível e efetivo no processo comunicativo: era uma carta em branco repleta de conselhos! (o que é possível, diga-se de passagem: depende do contexto, da intencionalidade, do gênero textual; por exemplo, num conto ligado ao realismo fantástico o texto estaria perfeito; numa redação de vestibular, em que se pede um texto dissertativo argumentativo, não; numa redação de vestibular, em que se pede um texto narrativo, talvez; repetimos: tudo depende do contexto, do gênero textual e do tipo textual em que o dito estará inserido).
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